Daily Archives: 2007/11/02

O Spyware do Governo Alemão


(http://www.localtelonline.com)

Um projecto em avaliação no governo alemão prevê conceber um programa informátio (“Spyware”) capaz de se introduzir no disco rígido dos computadores dos suspeitos de crimes e registar toda a actividade do teclado desses aparelhos. O “Spyware” alemão seria introduzido nestes computadores suspeitos através do envio de uma mensagem de correio electrónico com um anexo contendo o “Spyware” e parece ser muito idêntico na forma e nos objectivos ao já existente CIPAV do FBI… (ver AQUI). Este novo projecto é uma forma do governo de Merkel de contornar a decisão judicial de Fevereiro deste ano onde a Justiça alemã esclareceu que era ilegal a investigação à distãncia de um computador de um suspeito, mas agora… Que o Spyware se introduz e que passa a capturar dados localmente, formalmente já não existe uma “inspecção à distância”…

Agora, aqui para nós… Acham mesmo que os terroristas – a quem supostamente se destina esta medida – são estúpidos ao ponto de abrir e executar um anexo enviado por uma organização governamental? Será que então o objectivo desta medida não cumpre logo objectivos mais alargados e que não permite violar toda a noss privacidade? É que só muito dificilmente é que um Terrorista profissional, imerso em High Tech, como parecem estar os da rede Al-Qaeda, com mensagens cifradas em JPGs e filmes é que se deixariam iludir pelo velho artifício do anexo .scr ou .pif… Assim, das duas uma: ou o governo alemão vai introduzir o seu Spyware de uma forma diferente daquela que afirma (por exemplo, introduzindo-o em sites conhecidos como os do Yahoo ou de um Jornal alemão) ou… Este tem objectivos muito mais amplos do que os apanhar um “simples” terrorista e é mais um passo no sentido da sociedade totalitária par onde estamos a caminhar desde o 11 de Setembro.

Fonte: DSI, Défense & Sécurité Internationale, Outubro de 2007

Categories: Informática, Política Internacional | 1 Comentário

QuidSZ S3-3: O que é isto?

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Difilculdade: 4

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Um funcionário do Homeland Security espiava a sua… ex-namorada. E não. Não era Osama…

Se há histórias que ilustram bem os riscos dos excessos que têm sido cometidos no Ocidente a propósito da malfadada “Guerra ao Terrorismo” e, sobretudo, naquela que era antes de Bush, a terra dos “direitos cívicos” por excelência, os EUA, uma delas é certamente a de Benjamim Robinson, um agente do governo dos EUA que trabalhava no Departamento de Comércio e que foi condenado por aceder ilegalmente aos dados de uma base de dados do “Homeland Security” de forma a reunir dados para poder perseguir uma ex-namorada e a sua família… Robinson, terá acedido ao sistema ” Treasury Enforcement Communications System” (TECS) 163 vezes reunindo informações sobre a sua ex-namorada e de forma a saber sempre onde ela estaria.

Em primeiro lugar, o caso indica que o acesso a um sistema tão crítico não está a ser controlado como devia dentro do governo dos EUA… Porque é que um funcionário do Departamento do Comércio poderia precisar de dados de localização e de rastrear um cidadão anónimo? E se este caso veio a lume… Quantos mais milhares terá havido e haverá hoje mas que escaparam ao crivo da Justiça? E sobretudo… Quem nos garante que uma das muitas e megapoderosas Corporações privadas nos EUA não pagou a algum destes funcionários para obter dados e informações confidenciais sobre os seus parceiros ou funcionários? Este caso indica que há certos limites que não devem ser ultrapassados pelos Governos e que o uso recorrente à ameaça terrorista (por real e palpável que seja) não deve servir para tornar as sociedades ocidentais em sociedades tão fechadas e tirânicas como o regime talibã ou como a ditadura saudita…

Fonte: eWeek

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Os Etruscos e a Estela de Lemnos

a) A Origem dos Etruscos

Os autores clássicos não hesitavam quanto à origem asiática dos Etruscos. Heródoto, afirma-nos nas páginas das suas Histórias (I, 94) que os tirsenos tinham vindo da Lídia, por mar, até às costas italianas. Segundo o Pai da História, quando reinava o rei Atys, filho de Manes, ocorrera na Lídia uma grande fome. Desesperado, o monarca opta pela partida da maior parte dos seus súbditos de modo a proporcionar-lhes mais possibilidades de sobrevivência. Atys fica na Lídia, mas envia o seu filho Tyrsenos com os exilados que partem de Smyrna. Após uma longa viagem, desembarcam nas costas dos Úmbrios, em Itália, e instalam-se entre estas populações. A partir desse momento deixem de usar o nome de Lidios e passam a autodesignar-se segundo o nome do seu líder e tornam-se conhecidos como “tirsenos”.

A unanimidade quanto à sua origem é notável. Virgílio, Horácio e Ovídio repetidamente designam os etruscos como “Lidios”. Os próprios Lidios pareciam acreditar nessa filiação, uma vez que durante o governo de Tibério uma delegação de habitantes de Sardes – a capital da Lídia – se dirigiu a Roma pedindo autorização para a construção de um templo ao Imperador e à sua mãe, Lívia, alegando que devido ao laço etrusco, Lidios e romanos partilhavam o mesmo sangue (Tácito, Anais, IV, 55).

Os investigadores modernos colocam os etruscos entre a raça Mediterrânea, pré-indoeuropeia, e o seu ponto de origem na Ásia Menor, na região que medeia entre a Síria e o Hellesponto e supõe-se que foi a pressão da chegada dos aguerridos hititas, vindos da Ásia Central que terá levado estas populações a embarcar em direcção ao Egeu e para a Península Itálica. Heródoto, Políbio e Tito Lívio já haviam notado semelhanças entre a língua dos habitantes da ilha de Lemnos e a dos Etruscos.

b) Características conhecidas da língua etrusca

O plural é formado pela adição de vários sufixos: -r, -l e –a;
O genitivo-dativo tem desinência em –s, -si e –al;
O locativo em –ti;

c) A Estela de Lemnos

Em 1885 foi descoberta na ilha de Lemnos, perto da localidade de Kaminia, uma estela apresentando um perfil de um guerreiro e, rodeando-o, uma inscrição. Datada do VIII século a.C. e oriunda de uma população pré-grega, esta relativamente longa inscrição apresenta traços que a colocam muito próximo das inscrições etruscas, nomeadamente as desinências, formações de palavras, e até palavras semelhantes às das inscrições etruscas. Embora permaneça ainda intraduzível, distinguem-se aqui nomeadamente as palavras phoke e phokiasiale referentes a cidade grega de Foceia, Morinail da cidade de Lemnos de Murinè, naphoth que se assemelha ao termo de parentesco etrusco nefts ou napti, maraz como o etrusco mar e maru. Existe ainda neste texto lemniano uma fórmula que se repete por duas vezes: zivai sialxveiz aviz e que se encontra também paralelismos na fórmula etrusca: lupum avils maxs ´sealxslc (Corpus Inscriptionum etruscarum 5525), que significa “ele morreu com anos”. O sufixo etrusco formador de números de dezenas –alx parece também estar presente na inscrição de Lemnos. Aqueles que quiserem ver esta inscrição como um caso isolado, e produto de colonos ou mercadores etruscos foram depois desmentidos pela descoberta de várias pequenas inscrições semelhantes a esta.

Categories: A Escrita Cónia, História | 2 comentários

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