Daily Archives: 2007/11/01

A China vai exportar 24 caças de 4ª geração J-10 para o Irão

J-10
(Caça chinês de 4ª geração J-10 in http://www.chinatoday.com)

Segundo a agência noticiosa russa RIA-Novosti, a China teria vendido ao Irão 24 caças de 4ª geração J-10. A China entregaria estes aparelhos entre 2008 e 2010 a um preço unitário de 40 milhões de dólares cada um. Actualmente, os aviões mais avançados do Irão e os únicos capazes de enfrentar os aparelhos dos EUA num eventual ataque aéreo são os MiG-29 ex-iraquianos e os F-14 da época do Xá que por portas travessas (peças) e com muito engenho se vão mantendo operacionais… A chegada destes 24 caças chineses pode não ser suficiente rápida para enfrentar um ataque dos EUA (que parece cada vez mais iminente), mas permitirá repôr as perdas em caças avançados que resultarão deste ataque e estabelecer uma força dissuasora significativa na região.


(Filme compósito com várias fotografias do J-10)

Como já escrevemos por AQUI, o J-10 é um projecto chinês para um caça de 4ª geração, desenvolvido a partir dos planos da versão israelita do F-16 e entretanto abortada por razões financeiras, o Lavi. Originalmente, pensado para operar com turbinas americanas, a China mudou-as para as russas Al-31FN atrasando todo o programa pelo redesenho do avião que implicou e levando à utilização actual na China ainda de um número muito limitado desses aparelhos. Actualmente, o J-10 – pelo menos no papel – parece oferecer características superiores aos F-16 C e D israelitas, deixando Israel na nova e incómoda posição de ter que enfrentar pela primeira vez adversários que possuem aviões de combate claramente superiores aos seus… Aqui, e se tal enfrentamento ocorrer mesmo, vai prevalecer o treino, a logística e a inteligência no emprego dos meios existentes, e aqui, a vantagem parece ainda do lado israelita…

Estranhamos que a China esteja disposta a ceder alguns dos seus ainda muito escassos aparelhos J-10… Se estas notícias se confirmarem implicam uma decisão muito importante por parte da China de sacrificar o reequipamento da sua ainda muito obsoleta força aérea, privilegiando a relação que tem o Irão e alicercando as suas relações diplomáticas com mais um país produtor de petróleo (a par da Birmânia e do Sudão, outros dois dúbios e imorais aliados chineses) à custa da modernização das suas próprias forças armadas… Desconhece-se exactamente quantos J-10 estão actualmente em uso na força aérea chinesa, mas ao ritmo de 2 a 4 construídos por mês, e tendo em conta que em finais de Dezembro de 2006 havia apenas 70 hoje poderá haver mais de 110 aparelhos em operação na China… Um número elevado, mas ainda insuficiente para substituir os mais de 500 variantes de MiG-21 (J-7) e os 500 MiG-19 (Q-5) que ainda forma a parte mais importante do seu inventário (ver AQUI). Esta tarefa abissal de substituir mais de mil aparelhos obsoletos e a decisão de exportar os escassos novos J-10 dá uma boa medida da importância que a China dá às suas relações com os países produtores de petróleo e o que está disposta a sacrificar em nome delas…

Fonte: Defense Industry Daily

Categories: China, DefenseNewsPt | 31 comentários

QuidSZ S3-2: O que é isto?

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Difilculdade: 3

Nota: réplicas lentas!

Categories: QuidSZ S3 | 4 comentários

Língua-hipótese: o Etrusco

A par de fenícios e gregos, outra potência naval dominava as águas do Mediterrâneo Ocidental à época do florescimento das civilizações cónia e tartéssica: a Federação Etrusca. Embora nunca tivessem obtido as posições vantajosas de fenícios e gregos, os etruscos eram uma presença frequente na costa oriental da Península e aventuravam-se esporadicamente também nas águas atlânticas. Destas navegações é testemunha Diodoro Siculo que afirma: “Pelas razões antes aduzidas, os Fenícios exploraram as costas situadas mais além das Colunas de Hércules, navegando a par das costas de África e foram arrastados pelos ventos até paragens de larga navegação no Oceano. Muitos dias depois, ao cessar a tormenta, chegaram à mencionada ilha, cuja felicidade e natureza reconheceram, comunicando a notícia a todos. Por causa disso os Tirrenos (Etruscos), que então dominavam o mar, projectaram enviar para ali uma colónia, mas os Cartagineses impediram-nos disso pelo temor de que, por causa das excelências da ilha, se estabelecessem nela muitos Tirrenos e porque, ao mesmo tempo, queriam reservar um refúgio para o caso de que, se viesse a produzir um revés da fortuna ou se acontecesse algo de ruinoso para Cartago, eles pudessem fugir com suas famílias para a dita ilha, desconhecida dos vencedores, já que eles eram donos do mar”.

É certo que para além de um capacete de Bronze, descoberto em Aljezur (Algarve) e que Caetano Beirão classificou um tanto apressadamente de “etrusco” não temos vestígios da passagem deste povo pelo actual território português. A origem dos etruscos está ainda hoje rodeada de uma densa neblina de mistério e é frequentemente invocada a propósito de tudo e de nada. Não cairemos nesse erro. N. Falashi encontrou nos etruscos um laço étnico com os pelasgos e daqui com os cónios. Se a tese deste investigador albanês fosse a correcta, encontraríamos frases, expressões funerárias rituais ou pelo menos palavras etruscas nas estelas cónias. Se esta teoria estivesse certa os caracteres cónios mostrariam semelhanças com os etruscos, o que também não sucede, sendo que afinal se observa que morfologicamente a relação genética do cónio se estabelece com o fenício, enquanto que a da escrita etrusca revela uma forte influência grega, quase ausente na escrita cónia.

Mas também foneticamente existem objecções à existência de uma relação genética entre o etrusco e o ibero ou o cónio: sabe-se que o ibero incluía as vogais a, e, i, o, ora esta última, o o está ausente do Etrusco… Como se concebe assim que fizessem parte da mesma família linguística?

Já tivemos ocasião de defender a pertença da língua dos cónios ao grupo de línguas mediterrâneas. A questão da influência ou não do etrusco sobre as inscrições que servem de objecto ao nosso estudo parece portanto resultar da sua inclusão – ou não – nesse grupo. Ora existe pelo menos um indício que aponta nesse sentido: a base ganda- é claramente um elemento dessa grande língua mediterrânea, e como vimos mais atrás, pode também ser encontrado na Ásia Menor, a terra-mãe dos etruscos. Desta opinião é também o linguista italiano A. Trombetti que defendia que os etruscos representavam uma camada étnica anterior na Itália às invasões indo-europeias, uma camada formada pelas populações eneolíticas e da Idade do Bronze, ou seja, contemporânea aos primórdios da civilização cónia e pertencente, por inteiro, à mesma população de substrato mediterrâneo que os cónios. Trombetti explicava assim os parentescos entre as línguas pré-helénicas da Ásia Menor e o Etrusco, assim como um carácter mediterrâneo que o professor julgava reconhecer na línguas dos Toscanos. Raymond Bloch parece concordar com esta tese quando lança a possibilidade de os termos Tyrrhenoi e Tyrrha poderem ser termos do substrato mediterrâneo.

Por todas estas razões, considerámos que o interesse da língua e da escrita etrusca é reduzido para o nosso trabalho. Podendo contudo existir algumas palavras tirrénicas resultantes de contactos comerciais ou palavras comuns que resultam da eventual pertença do etrusco ao Grupo Mediterrâneo de línguas.

Categories: A Escrita Cónia, História | Deixe um comentário

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