Monthly Archives: Novembro 2007

A sonda chinesa Chang’e 1 envia a primeira fotografia para Terra

A China exibiu com grande contentamento as primeiras imagens enviadas da órbita lunar pelo seu primeiro satélite lunar de nome Chang’e 1 declarando que estas fotografias demonstram o alto grau de capacidade técnica atingido pela indústria aeroespacial chinesa.


(http://www.planetary.org)

A fotografia recebeu as honras mais elevadas do Estado chinês, tendo o próprio primeiro-ministro Wen Jiabao visitado os cientistas responsáveis pela missão no Beijing Aerospace Control Center (BACC), o que dá aliás uma boa medida da prioridade colocada pelo Estado chinês nesta primeira missão lunar… e todo o vapor propangandístico que foi gerado em torno desta relativamente modesta missão. O mesmo vapor pode ser observado depois do primeiro lançamento de uma missão tripulada para a órbita terrestre em 2003 e no envio, em 2005 de uma missão com dois “taikonautas” em 2005. Em 2008 (Outubro?) a China deverá colocar em órbita três “taikonautas na Shenzhou VII, um dos quais deverá realizar uma EVA, sendo que qualquer um destes feitos é em si mesmo muito mais assinalável do que esta – fosca – fotografia lunar… Ainda que na base destas realizações esteja uma dose desconhecida – mais significativa – de know-how russo…

A fotografia em questão parece ser o resultado da montagem de pelo menos 19 fotografias diferentes, cada cobrindo 60 Km da superfície lunar, todas muito processadas digitalmente de forma a aparentarem a melhor imagem possível para apresentação pública, mesmo sacrificando a veracidade e a correcção científica das fotografias. Em termos de resolução, as fotografias de 120 metros de resolução são semelhantes às já recolhidas pelas sondas Clementine (7 metros de resolução máxima, como se pode ver AQUI) ou que a sonda europeia SMART-1 e até menor que as da notável sonda japonesa Kaguya. Espera-se agora que comecem a aparecer novas fotografias de menor extensão, mas com maior detalhe, e a três dimensões já que a sonda chinesa transporta uma câmara capaz de as produzir (como a Kaguya).

A fotografia em questão cobre uma área de cerca de 800 Km entre os 54 e os 70 graus de latitude Sul e os 57 e os 83 graus de longitude Este, e podemos simplesmente inserir este URL numa janela do seu Browser (que espero que seja o Mozilla Firefox) e escrever http://www.google.com/moon/#lat=-62&lon=70&zoom=5, aliás, podemos aceder directamente a qualquer coordenada lunar substituindo apenas os valores a negrito.

Fonte: Reuters

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Categories: China, SpaceNewsPt | 4 comentários

Como esconder a Drop-Down dos Domínios num XP ou 2003

Sempre que um utilizador logar no sistema Windows, vai encontrar uma dropbox com uma lista de domains onde pode logar. Se quisermos esconder esta lista é possível forçar o utilizador a usar o seu logon UPN na caixa de username, alterando um valor do registry. Alternativamente é possível criar um template .adm e importá-lo para uma Group Policy de modo a facilitar a implementação desta nova policy:

CATEGORY “Logon Settings”
KEYNAME “SOFTWARE\Microsoft\Windows NT\CurrentVersion\Winlogon”

POLICY “Hide Domain UI”
VALUENAME “NoDomainUI”
VALUEON NUMERIC 1
VALUEOFF NUMERIC 0
END POLICY
END CATEGORY

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QuidSZ S3-20: Em que cidade foi tirada esta fotografia?

asasassq.gifasasassq.gifdddddg.jpg

Dificuldade: 5

sendo que este QuidSZ pode ser… decisivo!

Categories: QuidSZ S3 | 33 comentários

Os projectos russos para uma nova geração de lançadores, um regresso à Lua, bases lunares e uma estação espacial

A Rússia arrancou um projecto para desenvolver uma nova geração de naves espaciais e de lançadores que deverão concretizar-se até 2020. A declaração feita à Itar-Tass por Anatoly Perminov, o responsável máximo pela Roskosmos, a agência espacial russa afirmou que os lançadores da prózima geração serão seleccionados entre o conceito “TsSKB-Progress” do “Samara Space Center” e o “Soyuz-3“, se pouco se conhece do primeiro, do “Soyuz-3” já se sabe que se trata de um projecto que arrancou em 2005 e que foi desde então afectado por falta de fundos. Trata-se de uma evolução directa a partir das conhecidas e fiáveis naves Soyuz e foi lançado como uma alternativa ao “Kliper” e que serão lançados – em parceria – de Kourou, na Guiana francessa. O “Soyuz-3” será o lançador do novo vaivém russo, Kliper, e incorpora os dois primeiros andares do defunto projecto “Avrora” com os motores Nk-33, descendentes dos dos projecto lunar N-1:


(lançamento de um foguetão lunar N-1)


(explosão do foguetão lunar N-1)

Para além do “TsSKB-Progress” e do “Soyuz-3” também o “Khrunichev Center” vai propôr os seus desenhos “Angara 3P” e “Angara 5P”.

Perminov repetiu a intenção russa de construir um novo cosmódromo, deixando a famosa “Star City” de Baikonur no Casaquistão nos próximos 15 anos. Local de onde serão então lançados o projecto seleccionado para os ambiciosos projectos russos enviar uma missão tripulada à Lua em 2025 e de construir uma base permanente entre 2027 e 2032 (ver AQUI) e uma estação espacial até 2015 (ver AQUI), isto tudo suportado pelo notável Kliper

Fonte: Reuters

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A Ndrive lança o primeiro telemóvel… quase português, o NDrive Phone S300

NDrive Phone S300

A empresa portuguesa “NDrive Navigation Systems” acaba de lançar o primeiro telemóvel de marca portuguesa (ainda que fabricado na China), o “NDrive Phone S300“, que será vendido numa primeira fase em Portugal e em Espanha. O telemóvel, livre de operador, será comercializado a 400 euros, o que é um preço muito competitivo para um equipamento “livre” da sua gama, já que é um telemóvel quad-band, com edge, Windows Mobile 6, GPS e, claro, o software da NDrive com mapas de Portugal e da Península Ibérica. Além do mais, o telemóvel tem também um leitor de cartões SD, uma câmara de 2 megapixels com macro, Bluetooth e Wifi… Contudo, a oferta da NDrive não se esgota no S300, que recebeu o grande foco da comunicação social, expandindo-se até outros modelos mais ambiciosos (e caros) com preços entre os 550 euros e os 650 euros.

Esta aposta desta empresa portuguesa líder mundial neste sector é um sinal para que outras empresas se abalançem em vôos mais atrevidos. O mercado nacional nesta área é grande e um dos mais dinâmicos do mundo, e só a procura interna deveria bastar para alimentar, já que no que respeita a telemóveis, Portugal é um dos mercados mais dinâmicos do mundo…

Por enquanto a fabricação ainda ocorre na China, a pedido da NDrive, mas gostaríamos de acreditar que num futuro mais ou menos próximo fosse possível introduzir alguma componente neste que já é… o primeiro telemóvel quase português.

Fontes:
NDrive
Negocios.pt

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Usando o mpgtx (Ubuntu) para quebrar um ficheiro mpeg

Como saberão, para colocar um filme no YouTube (coisa que tenho feito, por ESTAS bandas) é preciso cumprir simultaneamente duas regras:
1. O filme não deve ter que mais do que 100 Mb
2. O filme não deve ter mais do que dez minutos de duração
Para além de, obviamente, não violar nenhum Direito de Autor (algo que foi no meu caso devidamente acautelado)

Mas se temos um filme, fora destes dois limites, e se trabalhamos em Ubuntu – como eu – o que devem fazer para fazer o upload desse video?
Bem… Começamos por carregar o programa em modo-de-linha mpgtx em http://mpgtx.sourceforge.net/#Download e depois numa janela de Terminal:

chmod +x mpgtx.bin (para tornar o .bin um executável)

Depois se invocarmos simplesmente o mpgtx expandido (o .bin é um formato de compressão oriundo do Macintosh) temos o erro:

The program ‘mpgtx’ is currently not installed. You can install it by typing:
sudo apt-get install mpgtx
Make sure you have the ‘universe’ component enabled
bash: mpgtx: command not found
O que nos diz claramente para:

sudo apt-get install mpgtx
Password:
Reading package lists… Done
Building dependency tree
Reading state information… Done
The following NEW packages will be installed:
mpgtx
0 upgraded, 1 newly installed, 0 to remove and 0 not upgraded.
Need to get 66.5kB of archives.
After unpacking 197kB of additional disk space will be used.
Get:1 http://pt.archive.ubuntu.com feisty/universe mpgtx 1.3.1-2 [66.5kB]
Fetched 66.5kB in 0s (139kB/s)
Selecting previously deselected package mpgtx.
(Reading database … 116226 files and directories currently installed.)
Unpacking mpgtx (from …/mpgtx_1.3.1-2_i386.deb) …
Setting up mpgtx (1.3.1-2) …
E já está. Já podemos usar o mpgtx:

mpgtx -s VTS_02_1_full.mpeg {99M}
Sendo que nesta sintaxe, por exemplo, vai partir o VTS_02_1_full.mpeg por vários (os suficientes) ficheiros mpeg de 99 Mb cada…
E para saber mais parâmetros do mpgtx… é dar: man mpgtx

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QuidSZ S3-19: Que aparelho é este?

dddn.jpg

Dificuldade: 2

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Hoax? “Paris, o Pirata”, o Windows Vista e… as ligações para o DoD dos EUA e para a Halliburton…


(Piratas escondendo o seu tesouro… Neste caso, o dito deve valer dois dobrões de… bronze)

(in http://www.eco-action.org/dod/no8/images/bleck_pirate.jpg)

Um tal de “Paris, The Pirate” declarou que depois de instalar um analisador de pacotes de rede no seu computador com Windows Vista (hum… com um nickname daqueles, vai uma aposta como não usa uma versão licenciada?…) identificou ligações que o Vista estaria a estabelecer com endereços TCP/IP do Departamento de Defesa dos EUA, com o “United Nations Development Program” e com a… nebulosa empresa Halliburton. “Paris”, garante que o computador corria apenas o Windows Vista e nada mais (ou pelo menos assim pensa o dito…). Em primeiro lugar é estranho que mais ninguém tenha reportado estes acessos, sobretudo ninguém da comunidade hacker ou de segurança informática, mas Paris, diz que só detectou esses pacotes depois de ter deixado a máquina correr durante alguns dias, e a partir do momento em que observou alguma lentidão no sistema.

E contudo… Este alerta não faz grande sentido… O peerguardian das imagens não é um sniffer: “PeerGuardian 2 is Phoenix Labs’ premier IP blocker for Windows. PeerGuardian 2 integrates support for multiple lists, list editing, automatic updates, and blocking all of IPv4 (TCP, UDP, ICMP, etc), making it the safest and easiest way to protect your privacy on P2P.” Por outro lado, os écrans capturados que acompanharam este alerta são de uma máquina correndo XP… Não Windows Vista! Por outro lado… Os écrans capturados desapareceram do site http://www.whitedust.net/?_Part_of_the_war_on_terror%3f…/ onde estavam alojados e encontramos agora a mensagem:

“14 August 2007 – 23:58 GMT
With the industry and those in it so seemingly hostile to Whitedust, and
pure apathy from anyone who thinks otherwise. Why bother. This site is
now closed permanently. It’s staff have abandoned the scene and the industry
for real world projects – for good, you won’t be seeing us again. You “Won”.
Good luck out there. You’ll need it.
-The Staff”

Fonte: Tech.Zicos.com

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CurtasLinhas (3): Da presença sistemática de Portugal nos últimos lugares de todas as tabelas comparativas entre países

Portugal não pára de cair em todos os índices comparativos com outros países europeus. Praticamente todos os dias encontramos na imprensa uma notícia nova onde se dá conta do afastamento da riqueza média portuguesa da média europa, da queda de lugar dos indíces de desenvolvimento humano, da incidência de HIV entre a população, etc, etc. Somente no que concerne à recuperação do deficit do Orçamento parece haver algum optimismo, e mesmo este decorrente de uma sucessão de sacrifícios, entre os quais alguns que serão responsáveis por várias das descidas acima listadas… E esta situação não é recente, nem pode ser imputada a um único Governo, já que todos os partidos já tiveram responsabilidades governativas de algum tipo e que – antes do 25 de Abril – o mesmo tipo de atraso endémico caracterizava o país. Existe então algum problema profundo que levará sempre este país para os últimos lugares destas comparações? Existe. Portugal não é um “País” na acepção norte-europeia ou “estado-nação” do termo. Portugal é sobretudo uma ideia, uma atitude de “presença no Mundo” e para que esta consiga respirar e desenvolver-se tem que esta balisada e objectivada para missões de grandes propósitos – aparentemente inalcansáveis – e para objectivos de grande fôlego e de longíssimo prazo. Portugal é um país missionário, todo ele, e com ele todos os portugueses de Portugal e de além-mar, como os brasileiros, verdadeiros continuadores da alma portuguesa (existem hoje mais descendentes de portugueses no Brasil, do que portugueses em Portugal). Portugal precisa assim de encontrar uma nova “Missão” universalista e global, como aquelas que o norteram durante os Descobrimentos, a Expansão no Oriente ou o reconhecimento do Brasil. E não serve para tal os objectivos tacanhos e contabilísticos da Europa. Portugal precisa de reencontrar o seu Centro “Onfalos” perdido… no meio do Atlântico, algures entre Portugal, o Brasil e os demais pólos da lusofonia… Portugal precisa de se reconciliar com o sonho esquecido do “Quinto Império” e tornar a ser, novamente… Portugal.

Categories: Brasil, CurtasLinhas, Economia, Portugal | 3 comentários

QuidSZ S3-19: Que computador era este?

dddddaaaaa.jpg

Dificuldade: 4

P.S.: Lamento pelo atraso… Mas só agora pude “deitar” a mão ao computador…

Categories: QuidSZ S3 | 5 comentários

O OLPC está finalmente pronto para entrar em produção

OLPC XO 1

A produção em série do famoso “portátil de 100 dólares” finalmente começou, após cinco longos anos de avanços, recuos e de muitas promessas falhadas… A produção foi entregue à empresa chinesa Quanta que está agora a fabricar os primeiros OLPC XO-1 de série na sua fábrica de Changshu, na China. A Quanta não é uma empressa qualquer… fabrica cerca de 1/4 de todos os laptops do mundo, para vários fabricantes desde a HP à Dell (49 milhões em 2006). Desta forma, os primeiros OLP poderão ser entregues ainda no mês de Novembro e concretizar assim o sonho do fundador do projecto Nicholas Negroponte de entregar a milhões de crianças de países em Desenvolvimento estes computadores.

Segundo este artigo da Wikipedia, estas serão as características do OLPC XO-1:

Connectivity 802.11b/g /s wireless LAN
3 USB 2.0 ports
MMC/SD card slot
Media 1 GB flash memory
Operating system Fedora-based (Linux)
Input Keyboard
Touchpad
Microphone
Camera
Camera built-in video camera (640×480; 30 FPS)
Power NiMH or LiFePO4 battery removable pack
CPU AMD Geode LX700@0.8W + 5536
Memory 256 MB DRAM
Display dual-mode 19.1 cm/7.5″ diagonal TFT LCD 1200×900
Dimensions 242mm × 228mm × 32mm
Weight LiFeP battery: 1.45KG; NiMH battery: 1.58KG

Dada a necessidade imperativa de manter os preços de produção baixos, houve necessidade de só arrancar depois de terem sido asseguradas as primeiras encomendas de massa, as quais vieram do Uruguai, embora tenha ocorridos muitos outros contactos, nomeadamente com o governo brasileiro, os quais ainda não se concretizaram na forma de encomendas (para a História do OLPC no Brasil, clicar AQUI). Bem, o certo é que graças a uma encomenda do governo do Uruguai de cem mil OLPC XO-1 o projecto passou finalmente para a fase de construção, e isto apesar de toda a força lançada por gigantes como a Intel (cujo presidente disse ser o “XO um gadget de 100 dólares”) e da Microsoft (que criticou a falta de disco rígido e o “écran pequeno”). Outros ainda, afirmaram que um laptop não deveria ser prioritário em paises onde falta saneamento e água potável…

Mas o OLPC nunca procurou ser um prodígio tecnológico, apenas uma forma barata e acessível de levar a Educação para a tecnologia até paragens onde esta tem sido uma total impossibilidade prática! O OLPC foi concebido a pensar no seu uso em locais díficeis, quentes e húmidos… Não tem partes móveis e é especialmente resistente a quedas e inclui um tipo de écran LCD especialmtne desenhado para ser usado no exterior, com forte luz solar. De igual modo, o OLPC tem um muito baixo consumo de energia e pode ser carregado a partir de painéis solares… O plano para incluir uma manivela para carregar o laptop foi infelizmente abandonado por questões de custo e técnicas, já que embora estivesse presente nos primeiros protótipos acabou-se por concluir que o uso de uma manivela introduzia um stress estrutural ao OLPC para além de alguns estudos que indicavam que os músculos dos braços e pulsos poderiam ser muito castigados e isso não seria nada simpático para os seus utilizadores…

O plano inicial de vender um laptop a 100 dólares é que não foi possível concretizar, já que cada unidade custa hoje 188 dólares uma vez que também não foi possível dar cumprimento à excepectativa inicial de que seriam necessárias pelo menos 3 milhões de encomendas para arrancar com a produção do OLPC, mas pelo menos, e graças a uma encomenda do Uruguai de 100 mil OLPCs (mais 250 mil em opção) (ver AQUI) é possível começar a construir em série OLPC. Para além do Uruguai, também a Mongólia vai comprar pelo menos 20 mil unidades (ver AQUI e AQUI) no âmbito de um programa de dar até 2010 a cada criança mongol um laptop ligado à Internet.

O OLPC pode também ser adquirido directamente por particulares que vivam na América do Norte no âmbito do programa “Give 1 Get 1 programme (G1G1)” em que por cada OLPC que um particular comprar outro será cedido a uma criança do Mundo em Desenvolvimento. Infelizmente, o programa não inclui a Europa…

Fontes:
BBC
Wall Street Journal

Categories: Informática, Sociedade | 6 comentários

Para ver filmes flash (.flv) num Windows Server 2003

O .FLV é um novo formato usado por ficheiros Adobe Flash. Permite colocar video num site, mas se este correr em Windows Server 2003 teremos que realizar a seguinte configuração:

1. Sob o Site do IIS, chamar “Properties”
2. Em Headers, seleccionar “File Types” e em MIME fazer “New Type” e introduzir
Associated Extension: .flv
MIME Type Box: flv-application/octet-stream (há também relatos de que é necessário usar aqui “video/x-flv”)
3. OK para sair da caixa de properties do IIS
4. Stop e Start do serviço de WWW

Mas atenção… Este procedimento apenas funciona sob Windows Server 2003 SP1, não sob o Windows Server 2003 sem o SP1 !

Fontes:
http://kb.adobe.com/selfservice/viewContent.do?externalId=tn_19439&sliceId=1
http://flv.brothersoft.com/news_windows-2003-server-does-not-stream-flv-videos.html
http://renaun.com/blog/2006/06/15/42/
http://blogs.ittoolbox.com/c/engineering/archives/adding-flv-mime-type-in-iis-4198
http://blogs.ugidotnet.org/kfra/archive/2006/10/04/50003.aspx

Categories: Informática | 5 comentários

O que não fazer durante uma… Apresentação numa reunião, conferência ou seminário

Depois de ter visto tantas Apresentações em reuniões, conferências e seminários, acho que começo a perceber um pouco daquilo que distingue uma boa de uma má (e entediante) apresentação… Partilhando um pouco desse know-how, eis uma lista dos erros típicos que se comentam ao fazer uma apresentação a uma audiência:

1. Não começar a apresentação pela inclusão de um slide com a agenda e os temas a abordar durante a apresentação
2. Não objectivar exactamente os propósitos da apresentação
3. Ler textos, nos slides ou em anotações
4. Ficar parado, atrás de um palanque
5. Falar demasiado rápido ou demasiado lento
6. Usar durante a apresentação um tom monocórdico
7. Utilizar slides com texto só em maiúsculas
8. Não mexer, nem braços, nem mãos

Mas… Atenção! Não garanto não cometer eu próprio alguns destes erros… Especialmente o ponto cinco… Ao que dizem…

Categories: Informática | 2 comentários

FFmpeg: Convertendo VOBs em MPEGs em Ubuntu

Para converter um ficheiro .VOB não encriptado extraído préviamente de um DVD Video sob o Ubuntu podemos recorrer à ferramenta ffmpeg que pode ser carregada da Internet gratuitamente e após a sua instalação numa janela de Terminal invocar a seguinte instrução:

ffmpeg -i VTS_02_1.VOB -target vcd VTS_02_1_ffmpeg.mpg
A qual resultará em:

FFmpeg version SVN-rUNKNOWN, Copyright (c) 2000-2004 Fabrice Bellard
configuration: –enable-gpl –enable-pp –enable-pthreads –enable-vorbis –enable-libogg –enable-a52 –enable-dts –enable-libgsm –enable-dc1394 –disable-debug –enable-shared –prefix=/usr
libavutil version: 0d.49.0.0
libavcodec version: 0d.51.11.0
libavformat version: 0d.50.5.0
built on Jan 28 2007 22:48:38, gcc: 4.1.2 20070106 (prerelease) (Ubuntu 4.1.1-21ubuntu7)
Input #0, mpeg, from ‘VTS_02_1.VOB’:
Duration: 00:23:59.2, start: 0.287267, bitrate: 2328 kb/s
Stream #0.0[0x1e0]: Video: mpeg2video, yuv420p, 720×576, 9000 kb/s, 25.00 fps(r)
Stream #0.1[0x80]: Audio: ac3, 48000 Hz, stereo, 192 kb/s
Assuming PAL for target.
Output #0, vcd, to ‘VTS_02_1_ffmpeg.mpg’:
Stream #0.0: Video: mpeg1video, yuv420p, 352×288, q=2-31, 1150 kb/s, 25.00 fps(c)
Stream #0.1: Audio: mp2, 44100 Hz, stereo, 224 kb/s
Stream mapping:
Stream #0.0 -> #0.0
Stream #0.1 -> #0.1
No accelerated IMDCT transform found
Press [q] to stop encoding
frame=36018 q=2.0 Lsize= 244531kB time=1440.6 bitrate=1390.5kbits/s
video:202240kB audio:39392kB global headers:0kB muxing overhead 1.199756%
rmartins@quintus:~/Desktop$ split

Depois, se precisarmos, podemos segmente o .mpg resultante em várias parcelas usando o já conhecido mpgtx…

mpgtx -s VTS_02_1_ffmpeg.mpg {99M}
Now processing VTS_02_1_ffmpeg.mpg [1/2] … 100.00%
Now processing VTS_02_1_ffmpeg.mpg [2/2] … 100.00%
E pronto… Lá ficam mais umas dicas para que se aventurando nos mares do Linux, como eu…

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QuidSZ S3-18: Que porta-aviões é este?

sssss.jpg

Dificuldade: 3

Categories: QuidSZ S3 | 14 comentários

Amie Street: Uma forma original de comprar (ou não…) música livre de DRM

Em pleno clima de desespero das produtores de música frente ao desabar das suas vendas e à evaporação crescente dos seus lucros encontramos aqui e além propostas interessantes que servem de alternativas viáveis para uma indústria que se sente encostada contra a parede e que multiplica em desespero políticas cada vez mais agressivas contra a pirataria recorrendo frequentemente ao uso de meios excessivos e que provocam danos de proporções “nucleares” na sua já muito corroída imagem…

Mas existem abordagens a este problema… Por exemplo, a Amie Street, apresenta uma proposta interessante para o problema da disseminação digital via Internet ou redes P2P de músicas protegidas com Direitos de Autor. Neste site é possível usar técnicas de “Redes Sociais” (Social networking) como aquelas que popularizaram o MySpace, o Facebook ou o Hi5, para destacar autores e bandas, para que possamos identificar novos autores de estilos que apreciamos e com preços distintos consoante a sua procura ou novidade. Isto é, não estamos já perante o modelo de preço único popularizado pela Apple no seu iTunes – em que cada tema custa sempre 1 dólar – mas perante preços variáveis, começando por 0 cêntimos (raras e difíceis de encontrar…) até aos 98 cêntimos de acordo com a sua popularidade e novidade. Os membros do serviço votam a sua preferência no site e por cada voto recebem créditos que faz reduzir o preço das músicas que aqui compram em valor proporcional à subida do tema que votaram, o que incentiva a votação em temas de qualidade…

O modelo da Amie Street também garante que uma parte substancial vai para quem deve efectivamente ir: para os artistas, ao contrário do que acontece frequentemente com alguns contratos draconianos impostos pelas grandes editoras… 70% das vendas vão directamente para os artistas… Estes fazem o upload gratuito dos seus temas e estes ficam de imediato disponíveis para compra.

As músicas aqui compradas estão livres daquele pesadelo engendrado pelas multinacionais do ramo chamado DRM que impede efectivamente que os comprados de música façam cópias para seu uso privado ou como backup para eventuais e comuns erros dos media (CD Audio, DVD, etc) e que copiemos a licença de audição (que de facto é isso que compramos) para outro Media, por exemplo, uma música comprada no iTunes não pode ser copiada para um leitor da CreativeLabs! Bem, aqui, pela Amie Street não é isso que passa. Todos os temas são MP3 normais, sem tecnologia DRM e podem ser livremente copiados (mas respeitando sempre as regras dos Direitos de Autor).

Fonte: Amie Street

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Os Invasores célticos e o colapso da Civilização Cónia

É por volta do século V a.C. que as regiões a Sul do Tejo assistem à chegada de vagas de invasores vindos do centro da Península ibérica que criam aquela civilização que nos é actualmente conhecida sob a designação de “II Idade do Ferro”. Seriam estas populações[1] que, mercê das suas repetidas investidas e através de um denso processo de assimilação cultural e linguística levariam ao termo da civilização cónia que elegemos como objecto de estudo. Os enterramentos tumulares, com estelas escritas, terminam, e passam a surgir nas estações arqueológicas rituais de incineração, com recolha de fragmentos ósseos dentro de urnas, reveladores da introdução de novos hábitos funerários. J. M. Arnaud e T. J. Gamito encontram cerâmicas decoradas de influência celtibérica que testemunham essas movimentações de povos em direcção ao Sul a partir da Meseta. Curiosamente, ou talvez não, todas estas transformações deste lado do Guadiana coincidem com a decadência do potentado “tutelar” de Tartessos e com o declínio da presença grega na Península após a vitória cartaginesa na Batalha de Alalia. Quebrado o poder do “protector” tartéssico estes aguerridos povos de matriz celta ter-se-iam sentido livres para avançar para Sul acabando eventualmente por chegar ao Cuneum Ager.

Perante esta invasão assistimos a uma multiplicidade de reacções. Temos por um lado, violações de túmulos e broches de bronze inacabados em vários povoados do Baixo Alentejo, juntamente com cerâmica quebrada e madeira queimada (Fernão Vaz); mas temos também estelas inscritas que foram reutilizadas o que indicia um repovoamento com novas populações. O facto de serem desta época de transição as últimas estelas revela uma descontinuidade cultural com os povos da Meseta, e o abandono de diversos povoados revela novas prioridades de povoamento, mais viradas para o litoral do que para os circuitos comerciais terrestres com tartessos que serviam de base à economia dos cónios. Revela também um grau de violência relativamente elevado nestas movimentações populacionais, um grau demasiado elevado para as pacíficas, não-fortificadas povoações cónias do Cuneum Ager.


[1] Desconhecedoras de qualquer sistema de escrita.

Categories: A Escrita Cónia, História | 10 comentários

CurtasLinhas (2): O caso do cirurgião seropositivo

Por AQUI escrevi na primeira CurtaLinha sobre o caso do cozinheiro despedido por ser seropositivo. Agora, gostaria de escrever sobre as decisões tomadas pela Ordem dos Médicos defendendo que um cirurgião seropositivo poderia continuar a operar já que “Há um “consenso alargado” de que o risco de um cirurgião infectar um doente durante uma operação é muito baixo – “é semelhante ao de um satélite de telecomunicações cair no meio da rua ou de haver um tremor de terra em Lisboa”. Mas… vejamos, se a ciência médica demonstra que o vírus consegue viver fora do corpo humano durante dois minutos, e se numa cirurgia não é raro os médicos cortarem-se com os seus próprios bisturis, se o sangue dessa ferida cair directamente sobre a incisão da cirurgia, o risco de infecção não é enorme? Não se trata aqui da conjugação de factos improvável e não conhecida ainda do cozinheiro, mas de uma possibilidade bem mais concreta e segundo admite a própria Ordem dos Médicos já provada: “Em todo o mundo “só há um ou dois casos documentados de cirurgiões que podem eventualmente ter infectado doentes”. Dito isto, há neste caso um peso diferente que pode (sublinho: “pode”) dar à questão uma leitura diferente do outro caso… Uma coisa é certa: a Ordem dos Médicos é muito mais influente do que o “Sindicato dos Cozinheiros”, porque o médico que deu origem a este debate continua hoje a operar algures, num hospital público perto de si, ao contrário do cozinheiro que continua sem emprego…

Categories: CurtasLinhas, Saúde, Sociedade Portuguesa | 1 Comentário

O projecto PAK-FA e estado actual da parceria russo-indiana para o desenvolvimento do mesmo

PAK-FA
(concepção artística do que poderá ser um PAK-FA in http://www.janes.com)

A família de caças russos Sukhoi Su-27 e Su-30, assim como as suas muitas variantes, tiveram as suas origens na já longínqua década de oitenta, e surgiram como uma adaptação local para os conceitos introduzidos no mundo da aviação pelos aviões americanos que a então União Soviética esperava ter que defrontar – mais cedo ou mais tarde – nos céus da Europa Central, os F-14, F-15, F-16 e F-18. Contra estes aparelhos, mesmo o mais modesto e antigo Su-27 continua a ser um oponente formidável, sem bem pilotado e bem armado (o que não necessariamente o caso em todas as circunstâncias), mas o essencial dos aparelhos desta família começa a revelar-se incapaz de manter o passo com os mais recentes aparelhos americanos, desde o F-35, ao F-22 (sobretudo em relação a este último). Ao contrário do soberbo – mas escasso e sobretudo extremamente dispendioso F-22 Raptor – a família Su-27 e derivados não inclui Stealth completo, um radar AESA avançado que o torna num “mini-AWAC”, um poder computacional impressionante capaz de reunir numa imagem única e integrada todos os dados de todos os diversos sensores do aparelho e a capacidade de “supercruise”, isto é, de voar acima de Mach 1 em períodos longos, embora tenha a chamada “supermanobrabilidade”, de sobra, como se pode bem ver aqui:

O F-35 Lightning II que irá equipar a maioria das forças aéreas ocidentais num futuro muito próximo é uma versão “à escala” do F-22, com o seu radar AESA, algunas características furtivas e fusão de sensores.


(primeiro vôo do F-35)

A resposta russa aos F-22 e ao F-35 é um desenvolvimento directo a partir dos projectos MiF 1.44 e irá conceber um caça de 5ª geração capaz de ombrear com os dos aviões americanos desenvolvido em parceria com a Índia, um antigo cliente dos caças MiG:


(Protótipo do projecto MiG 1.44 (“I-21”) )

Alternativamente, e embora os russos queiram já ar por encerrado as especificações do PAK-FA, o novo caça poderá ser um desenvolvimento a partir do Sukhoi Su-30 como motores supercruise, fusão de sensores e um radar AESA. A furtividade não parece ser uma prioridade em nenhuma das duas propostas, ao contrário da obsessão americana na mesma… O projecto PAK-FA esbarra agora com discussões entre os dois parceiros: a Índia quer introduzir novas características e os russos querem avançar já para a fase seguinte com as especificações já conhecidas. Existem também questões quanto à divisão de custos, já que a HAL indiana quer participar apenas com 2 biliões de dólares, enquanto o acordo previa uma participação de 6 biliões… Pelo menos, as dúvidas sobre se o PAK-FA será uma evolução a partir do MiG 1.44 ou do Sukhoi Su-30 parecem esclarecidas, com vantagem para o segundo…

O primeiro PAK-FA deverá voar até 2015, ignorando-se ainda quantos protótipos serão construídos por cada uma das duas empresas associadas no projecto, a Hindustan Aeronautics Ltd indiana e a russa Sukhoi Design Bureau. A participação indiana num projecto tão avançado poderá estranhar-se ao primeiro instante… Mas a indústria aeronáutica indiana é muito activa e detém um elevado grau de conhecimento técnico, adquirido ao longo dos anos fabricando e desenvolvendo vários modelos indígenas entre os quais o mais recente é o caça LCA Tejas. Por outro lado, a Índia conhece os planos chineses de expansão do seu poder naval para o Índico, graças às suas bases na Birmânia e com o gigante asiático tem um orçamento milutar real que deverá ser 4 a 5 vezes maior que o Indiano, o equilibrio entre estas duas potencias emergentes que na década de 60 chegaram a travar combates fronteiriços nos Himalaias tende cada vez mais o lado chinês… Assim é de compreender que a Índia tente recuperar algum do espaço perdido especialmente antecipado o projecto chinês para um caça de 5ª geração (ver AQUI ) rentabilizando a sua longa associação com a Rússia e o projecto russo PAK-FA.

Será que o Brasil poderia juntar-se a este ambicioso projecto e assim satisfazer o seu programa FX-2?… Ou seja, comprar agora um avião “de transição” como o Rafale ou o Su-35 e simultâneamente embarcar no desenvolvimento de um dos caças mais avançados do mundo que irá entrar em operação daqui a 20 anos quando os Rafale/Su-35 já começarem a entrar em fim de vida?… Haverá em Brasília tanta capacidade de visão?

O Brasil deveria entrar no projecto PAK-FA?
1) Sim
2) Não

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Fonte: DefenseIndustryDaily

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QuidSZ S3-17: Quem era este homem?

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Dificuldade: 5

Nota: Réplicas lentas… (só depois das 18:00?)

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A D-Wave demonstra um protótipo de “Computador Quântico” que… envia “qubits” para Universos Paralelos


(Fotografia do computador quântico da D-Wave in http://www.fastcursor.com)
Na conferência “SC07” de Novembro, a empresa norte-americana D-Wave demonstrou aquele que pode ser o primeiro de uma nova vaga revolucionária de computadores: um computador quântico… O sistema demonstrado está a ser construído desde o começo deste ano de 2007 e o protótipo actual foi revelado ao público na conferência sobre supercomputação “SC07” em Reno, no Nevada (EUA).

O primeiro protótipo funcional de um computador quântico, foi demonstrado pela D-Wave em Fevereiro sendo então uma máquina de “16 qubit” (16 bits quânticos), mas agora, em Novembro, a empresa demonstrou um segundo protótipo de “28 qubits”, o que demonstra que não estava perante um beco sem saída – como receavam alguns – e que a tecnologia está suficientemente madura para produzir um computador quântico comercial viável. A D-Wave espera construir um computador de 512 qubits no final de 2008 e um de 1024 até 2009, sendo a partir daqui a máquina quântica produzida capaz de correr aplicações de uma forma muito superior à das máquinas convencionais.

Contudo, a D-Wave nem a partir de 2008 estará pronta para fabricar e comercializar computadores quânticos… O acesso à máquina (de nome “Orion”) será concedido via Internet, sendo o seu tempo de processamento vendido a clientes. Em 2009, a empresa espera possuir uma outra máquina dedicada a correr uma simulação de análise de risco para mercados financeiros adequadamente chamada de “Monte Carlo”.

As primeiras teorias e experiências sobre a possibilidade de construir um computador quântico datam da década de 70, quando se teorizava de que um computador quântico seria capaz de realizar várias operações ao mesmo tempo usando os diferentes estados quânticos de um sistema. Já que num tal sistema todas os estados quânticos possíveis existem efectivametne, é possivel testar todas as respostas ao mesmo tempo, já que todas elas existem simultâneamente em… Universos Paralelos… Na boa onda Philip K. Dick…

Muitos teóricos e especialistas têm colocado em dúvida os feitos da D-Wave… Especialmente porque a maioria dos detalhes técnicos ainda estão imersos em grande secretismo, o que é compreensível data a necessidade de proteger os 44 milhões de dólares investidos no projecto, mas que irrita a comunidade científica onde a publicação de estudos e resultados é um dos pilares essenciais do desenvolvimento científico… Dizem alguns que a performance das duas máquinas demonstradas poderia ser alcançada por máquinas convencionais – já que ninguém imparcial analisou de facto os dois protótipos – mas, uma coisa é certa. Quando em 2008/2009 a D-Wave demonstrar uma máquina cuja performance seja efectivamente impossível de equivaler por uma máquina ou grid convencional… Então aí todos os cépticos (incluindo-se aqui cá o dito) se calarão… Veremos então se é mesmo possível usar computadores que… andam por Universos Paralelos, esperando até 2008!

Fontes:
ZDnet
D-Wave Systems

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Palavras/Conceitos que podem constar das Inscrições Cónias

“Orar”

Nas suas escavações no Sul de Portugal, Mário Varela Gomes descobriu várias estelas datadas do Bronze Final em que duas figuras antropomórficas que colocadas perto de sepulturas se referiam obviamente ao indivíduos tumulados. Situadas na mesma região geográfica onde a civilização cónia conheceu maior influência (no Algarve), as figuras, de tronco triangular e de pernas abertas em V erguem os braços até à altura dos ombros e têm os dedos esticados em atitude de oração. Estas estelas da Figueira (concelho de Vila do Bispo) pertencem a uma época em que ainda não era usada a escrita, mas a população local, o sistema cultural e religioso e a língua devem ser os mesmos que os cónios usavam durante a Idade do Ferro. Sendo assim, não é improvável que os mesmos temas destas estelas da Idade do Bronze subsistam nas estelas inscritas da Idade do Ferro que servem de objecto ao nosso estudo: “o guerreiro em atitude de oração”, a mesma frase deve constar de pelo menos algumas estelas cónias.
Armas e Cães

A representação de lanças, escudos redondos, escudos que apresentam três círculos concêntricos e escotadura em V é comum na arte antropomórfica da Idade do Bronze. Curiosamente também o cão é representado em pelo menos três estelas[1], ao lado das armas do guerreiro tumulado. Esta presença de armamento subsiste na Idade do Ferro[2], em que são encontradas dentro de algumas sepulturas que apresentavam estelas inscritas.

Daqui se infere que palavras referentes a armamento da Idade do Bronze devem constar muito provavelmente das frases presentes nas inscrições cónias, assim como palavras referentes a “cão”. Ressalve-se aqui a menção que fizemos noutro local quanto ao papel do canídeo enquanto símbolo totémico dos cónios e como origem do próprio étimo “cónii”. Assim se explica esta estranha repetição do animal, aliás também existente na parte final das inscrições (“KONII” e “KONI”).

A Espiga dos Nomes Étnicos

Os nomes étnicos inscritos nas estelas cónias terminam sempre com um carácter que graficamente se assemelha a uma espiga. Este carácter pode ser dobrado, talvez para induzir o sentido plural, mas estas espigas múltiplas não são novas no sistema de signos da Idade do Bronze. Na estela de São Martinho II Varela Gomes encontrou três ramos triplos[3] que identificou como símbolos de fertilidade. Esta leitura é perfeitamente coerente com o sentido de pluralidade. A sua aparição no final do tema CON-, que já identificámos com o cão, o animal totémico destas populações, pode significar “filhos de CON”, ou melhor ainda, “filho(s) do Cão”.

O Caracter Taurino

Já vimos nas linhas e parágrafos anteriores a importância do culto taurino nas civilizações ibérica da Idade do Bronze e do Ferro. Não questionamos aqui a tese de M. Almagro que defendia a origem Oriental do culto e a importação do culto tírio de Reshef, mas é inegável que os símbolos ligados a esse deus, os cornos do touro são frequentes nas representações antropomórficas no Sul da Península Ibérica e especialmente nas de guerreiros. No Mediterrâneo Oriental, as representações deste tipo estão associadas aos conceitos de poder e fecundidade e é provável que iguais significados estejam implícitos nas figurações peninsulares. Nas estelas cónias a aparição do caracter taurino é relativamente rara e incomum, mas aparece em praticamente todas pelo menos uma vez e sempre antecedendo o étnico “CONII”, poderá ser assim um dos raros (juntamente com os ícones solar e lunar) ideogramas presentes na Escrita Cónia, um signo para “pertencente ao bravo clã dos Filhos do Cão (os Conii)”.

A Terminação “briga”

É conhecida a presença de cidades com a terminação céltica “briga” naquela região que é conhecida como “Terra Cónia”. É o caso de Lacobriga, no Promontório Sacro, entre algumas outras. Por essa razão, a terminação –briga é uma das prováveis presenças nas inscrições das estelas cónias, especialmente nas mais tardias, que já são contemporâneas da fase decadente da Civilização Cónia e em que os célticos já viviam entre as populações cónias.

Dos Nomes Pessoais e Familiares

Nas sociedades tradicionais, a escolha dos nomes para a criança que acabava de nascer era uma decisão muito importante, com um forte significado religioso e uma influência determinante para o resto da vida da criança. Em primeiro lugar, o nome escolhido iria [4]determinar aquilo que seria a vida adulta da criança baptizada. Em segundo lugar, dar-lhe-ia a obrigatoriedade moral, religiosa e psicológica para agir consoante o seu nome. O factor continuidade e tradição é também muito comum entre as culturas antigas. Assim se explicam os nomes que não passam de continuações dos nomes dos antepassados, do pai, nas culturas masculinas e solares, da mãe, nas culturas femininas e lunares.

Por outro lado, nas sociedades tradicionais, a principal responsabilidade de cada indivíduo era velar pela transmissão da honra e do nome familiar aos seus descendentes, enriquecendo-o se possível através do cumprimento de feitos notáveis ou heróicos. Deste cumprimento dependia a sua própria imortalidade e por essa razão a representação do seu nome, ou da sua figura, nas estelas funerárias é uma presença obrigatória na maioria das culturas tradicionais. Aplicando esta teoria às estelas cónias podemos desde logo inferir que o nome do indivíduo tumulado é nelas presença obrigatória. Outra presença muito frequente deverá ser a fórmula funerária tradicional, no nosso caso algo como “nadoconio”. Somente nas estelas que apresentam uma decoração mais elaborada e um texto mais extenso (algo que, logicamente, coincide) é encontraremos palavras mais funcionais.

Jean Haudry (“Os Indo-europeus”) descreve-nos o tipo de funções adequado segundo o nome nas civilizações indo-europeias: “Cada condição social tem os seus ideais e, consequentemente, os seus nomes, como aliás recomendam as Leis de Manu II, 31-32: o nome de um brâmane deve ser de bom augúrio; o de um ksatriya deve exprimir poder, protecção; o de um vaisya, riqueza e prosperidade; o de um sudra deve reflectir a sua condição servil e desprezível. É desse modo que são designados os primeiros representantes das classes sociais nórdicas no Canto de Rig: os filhos de Servos (Thraell) chamam-se Gritador, Camponês, Lenha; as do Homem livre (Karl), Homem, Bravo, Fiel; as do Nobre (Jarl) Filho, Herdeiro, Chefe e o mais novo, “aquele que conhece as runas”, Rei.” Como este tipo de mecanismos são geralmente comuns a todas as sociedades tradicionais[5] será razoável conjecturar que encontraremos nos nomes presentes nas estelas que servem de objecto ao nosso estudo exemplos semelhantes.

Uma outra observação nos surge ainda a propósito dos antropónimos: Ventris descobriu nas inscrições do Linear B Minóico um conjunto de palavras derivadas e construídas a partir de nomes de cidades mas que apresentavam um conjunto diverso de terminações. A sua primeira tese foi a de considerá-las como antropónimos derivados dos nomes de cidades[6]. Um processo semelhante poderá também ser encontrado na Escrita Cónia.
Topónimos

Um dos conceitos mais frequentes em todas as inscrições funerárias é o do topónimo. Com efeito, para além do nome dos tumulados, e por vezes, dos seus antepassados, o grupo de palavras que logo seguir mais frequentemente surge é precisamente o nome de localidades a que o tumulado esteve em vida associado. Por esta ordem de razões, a presença destas palavras deve também ser uma constante nas inscrições cónias. Tenhamos contudo um elemento em consideração: se encontrarmos um topónimo numa dada inscrição é mais provável que essa aparição surja porque o tumulado foi enterrado longe do seu lugar de origem (aí referenciado) do que no mesmo onde repousa. Ou seja, estes topónimos poderão não se referir aos locais onde foram encontradas as estelas onde os encontrámos, pelo contrário, é bem provável que seja exactamente o contrário.

Associações arbitrárias, Concidências e Grupos linguísticos

Uma das características mais básicas da linguagem humana é que em todas as suas linguagens se aplica a mesma regra: todas as palavras são apenas associações arbitrárias de um conjunto de sons reunidos sem qualquer significado particular. Seguindo esta lógica, uma palavra – pertencente a qualquer língua humana – pode ser formada pela combinação arbitrária das centenas ou milhares de sons disponíveis a uma determinada língua. É por esta razão que se encontramos palavras semelhantes em duas línguas diferentes é pouco provável que esta proximidade se deva exclusivamente ao acaso, mas antes a uma relação genética de qualquer tipo: dada a imensidade de combinações sonoras aleatórias disponíveis, a probabilidade de uma coincidência é extremamente baixa, e se existe essa semelhança é porque uma das palavras deriva da outra. Obviamente, a probabilidade deste coincidência aumenta com o tamanho das palavras. É assim que a probabilidade de dois palavras com as mesmas consoantes, por exemplo ZERONAI, terem um antepassado comum é muito maior do que por exemplo, CONOI.

[1] Nomeadamente em São Martinho II e Ategua.

[2] Túmulos I e II da necrópole da Chada-Ourique.

[3] Triplos, como o caracter supracitado.

[4] Pelos elementos significantes nele contidos.

[5] E mesmo excluindo, como excluímos, a possibilidade da língua dos cónios não ser uma língua indo-europeia.

[6] Um pouco Lisboa / Lisbonense.

Palavras Simbólicas

Apesar desta regra, existem palavras cujas cadeias sonoros são mais do que um simples fruto do acaso. Falamos dos casos daquilo a que Merritt Ruhlen designa como simbolismo do som. É o caso de i (perto do orador) e de a (longe do orador) ou como as palavras imitadores zumbido e murmúrio em que a sonoridade está na raiz do significado. As palavras mamã e papá, extremamente frequente nas línguas do Mundo são também julgadas como pertencentes a este grupo de palavras simbólicas. Dado o seu quase universalismo, é óbvio que estas palavras têm bastantes probabilidades de surgirem também na língua dos Cónios.

Processos de Importação Linguística

Uma vez que a língua cónia sofreu influências dos mercadores fenícios, influências tão fortes que a fizeram adoptar a forma escrita, é muito provável que tenha também importado algumas palavras do Fenício. Como se processam estes fenómenos de importação? Mais uma vez no respeita aos domínios da Linguística Histórica tentarei socorrer-me do “A Origem da Linguagem” de Merritt Ruhlen. E é precisamente aqui que se lêem as seguintes linhas: “Em primeiro lugar, embora seja verdade que, por vezes, qualquer palavra possa ser emprestada, é igualmente verdade que na maioria dos casos apenas alguns tipos de palavras o são. Dentro destes casos, o mais frequente é o do nome de um artigo que é emprestado juntamente com o próprio artigo, tal como os ubíquos “café”, “tabaco” e “televisão”. Por outro lado, palavras básicas como “eu, tu, dois, quem, dente, coração, olho, língua, não, água” e “morto” raramente são emprestadas, e nunca entre numerosas línguas numa área ampla. Assim, quando descobrimos que o vocabulário básico é partilhado por muitas línguas numa ampla extensão geográfica, podemos escolher a regra do empréstimo como explicação; desconhece-se um tal volume de empréstimo do vocabulário básico na linguagem humana. Quando encontramos palavras de facto semelhantes, espalhadas por uma grande área geográfica, a explicação mais provável é a de que estas semelhanças provenham de uma migração primitiva para essa zona.”

Sendo assim, devemos procurar nas estelas cónias palavras pertencentes aos substrato Mediterrâneo e às línguas do Norte de África como “eu, tu, dois, quem, dente, coração, olho, língua, não, água e morto” e palavras ligadas às actividades bélicas, comerciais e técnicas entre as línguas fenícia e grega.

Processos de Transformação Linguística

Nas línguas do Mundo a transformação de p, t e k em b, d e g é frequente quando aparecem separados por vogais. Aplicando este processo podemos descobrir palavras ligadas por laços genéticos que de outro modo não nos pareceriam relacionadas. Na raiz do fenómeno de transformação destas consoantes quando entre vogais está o facto de as vogais serem fonetizadas através da vibração das cordas vogais, algo que também sucede com as consoantes b, d e g, é esta semelhança que está na origem deste processo de transformação linguística.

Para além destes casos, existem outros casos de sons semelhantes entre si e que por isso são alvo de substituições quando a mesma palavra transita de uma língua para outra. É o caso das vogais i, e e que são foneticamente muito próximas o que também acontece com u e o. Apesar de serem mais complexas, as consoantes também sofrem processos semelhantes. Assim sucede com os grupos:
1) Pronunciadas com os lábios: p, ph, f, b, 
2) Pronunciadas com a ponta da língua: t, th, d, 
3) Pronunciadas com a parte posterior da língua: k, kh, x, g, 
4) Sibilantes: ts, s, dz, z

Listemos ainda algumas outras transformações:
1) Também os l se transmutam frequentemente em y ou em r um pouco por todo o Mundo, veja-se por exemplo, o rio AmsteL que atravessa a cidade de Amsterdão;
2) Como sucede no Finlandês, o t- inicial pode também transformar-se num s- se for seguido de uma vogal;
3) A vogal u é semelhante à consoante w;
4) A vogal i é semelhante à consoante y;
5) A vogal i, quando precedida por t ou k transforma essa consoante em ch;
6) A sequência ti- transforma-se frequentemente em tsi-, e esta, por sua vez, em si-. Esta transformação não ocorre quando a consoante é seguida pelas vogais u e a.
7) Em algumas línguas o k > c
8 ) ki > ci > si > si > hi > i
9) p > f > h
10) d > z
11) t > th > s
12) i > y
13) u > w

A Família Euro-asiática

O linguista americano Joseph Greenberg descobriu traços comuns entre as famílias indo-europeia, urálica, altaica, coreano-japonesa-aino, chukchi-kamchatkan e esquimó-aleúte, a esta grande “super-família”, Greenberg chamou de euro-asiática. Exemplos desta proximidade podem ser encontrados nas palavras ti “tu”, ya “o quê”, xip “casca”, polm “cegar”, qlai “conversar” e kip “tomar”, que como Merritt Ruhlen observa são comuns a várias línguas desta grande família.

Uma das provas da existência deste grupo é a frequência com que os plurais dos nomes são formados pela adição do sufixo –t enquanto que os duais são formados com a adição de –k.

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Os Valores Fonéticos

A ascendência fenícia dos caracteres da escrita cónia é inegável. Embora existem signos de aparente influência grega, estes encontram-se em franca minoria. Assim sendo é razoável que a caracteres semelhantes correspondam valores semelhantes. Com efeito, seria pouco razoável acreditar que alguém tivesse importado uma escrita encontrando depois correspondências completamente diferentes. Pese embora este argumento, não podemos seguir esta teoria com demasiada fidelidade. Com efeito, temos actualmente os exemplos do cirílico e do português, em que a caracteres semelhantes como X, B, C e P correspondem valores fonéticos completamente diferentes. Esse mesmo erro foi também seguido pelos primeiros investigadores que abordaram a tradução do alfabeto cipriota que procuravam associar os mesmos sons a signos que surgiam nesta e no alfabeto fenício.

Existem alguns caracteres cónios com uma provável origem ideográfica e falamos mais especificamente de
16.jpg, seguindo o princípio da acrofonia é provável que à semelhança do sinal egípcio para “boca”, e que por causa da sua correspondência em r´t assumiu o valor de “r” não é impossível que algo de semelhante se tenha passado com estes caracteres. É então necessário procurar as palavras correspondentes a estes ideogramas nas línguas-hipótese e averiguar da sua validade.

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CurtasLinhas (1): O Julgamento do cozinheiro seropositivo

Como saberão, um despedimento de um cozinheiro que trabalhava num hotel foi confirmado quer na 1ª instância, quer na Relação, baseando os juízes a sua decisão no facto de trabalhando com facas, este poderia cortar-se e logo contaminar algum dos clientes do dito hotel. Ora bem, o contágio ocorreria supostamente se o homem se cortasse, se o não visse ou omitisse, se o fizesse sobre uma salada (já que o calor destrói o vírus) e se esta… fosse servida em dois minutos (tempo que o vírus sobrevive fora do corpo humano) e se, – sobretudo – o cliente tivesse uma ferida na boca. É altamente improvável, tanto que não se conhecem casos de contágio idênticos, será então Justo estabelecer e reconfirmar tal sentença? E se o é (pela remota hipótese do risco), porque não determina já agora a morte do cozinheiro já que – ao fim ao cabo – enquanto estiver vivo pode contaminar alguém? Aliás, porque não determina final o Tribunal o abate de todos nós, já que de facto todos temos uma hipótese de vir a ser contaminados um dia e de assim passarmos a ser assim também outros improváveis focos de contágio?

P.S.: Esta “CurtaLinha” vai inaugurar uma série de pequenos Posts que irão surgindo por aqui irregularmente e que tentarão ser sucintos, sem ser lacónicos, e que se debruçarão sobre temas da actualidade. Não deverão ter mais que um parágrafo, imagens e não terão links externos.

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O “Caso Roswell” do “The Nebraska State Journal” de 7 de Junho de 1884

Uma das primeiras notícias sobre “Discos Voadores” data de 1884 e descreve os acontecimentos ocorridos nesse ano no Estado americano do Nebraska. A fonte é um artigo do jornal “The Nebraska State Journal” de 7 de Junho de 1884.

Eis o artigo em questão, traduzido para português:
“Um Visitante Celestial
Uma espantosa e curiosa história da região do condado de Dundy

Um fenómeno muito notável ocorreu por volta da uma da tarde ontem a cerca de 35 milhas a noroeste deste lugar. John W. Ellis. um rancheiro bem conhecido, levava o seu gado para o campo com 3 dos seus filhos e vários outros vaqueiros para o encontro anual. Quando cavalgavam ao longo da planície ouviram um som terrível, como um rugido pairando sobre eles e olhando para cima, viram aquilo que parecia ser um meteoro de tamanho imenso caindo em ângulo sobre a terra. Um momento depois precipitou-se para a terra e saiu de vista. Subindo apressadamente a colina viram o objecto caindo a cerca de meia milha e desaparecendo atrás de outra colina.

Galopando a toda a velocidade, ficaram espantados ao ver vários fragmentos de rodas dentadas e outras peças de maquinaria espalhadas pelo chão, ao longo do caminho percorrido pelo visitante dos céus, brilhando com um calor tão intenso que a erva estava queimada até uma longa distância em torno de cada fragmento e tornando impossível a aproximação a cada um deles (“they were astounded to see several fragments of cog-wheels and other pieces of machinery lying on the ground, scattered in the path made by the aerial visitor, glowing with heat so intense as to scorch the grass for a long distance around each fragment and make it impossible for one to approach it”). No fundo de uma ravina funda onde o objecto tinha caído, havia um calor tão intenso que era impossível de suportar e havia aqui uma luz tão intensa que o olho humano não a podia suportar a não ser por breves instantes.

Uma ideia deste calor pode ser adquirida do facto que um membro do grupo, um cowboy chamado Alf Williamson, deixando a sua cabeça descuidadamente exposta sobre o banco da ravina tombou sem sentidos ao fim de meio minuto. A sua face estava desesperadamente queimada e o seu cabelo estava queimado e quebradiço (“hair singed to a crisp”). O seu estado era perigoso. À distância do aerolito, fosse ele o que fosse, era de cerca de 200 pés. O homem queimado foi levado até à casa de Mr. Ellis, tratado da melhor maneira possível de acordo com o que as circunstâncias permitiam e foi chamado um médico. O seu irmão, que vivia em Denver foi chamado por telégrafo.

Descobrindo ser impossível a aproximação ao visitante misterioso, o grupo voltou para trás sobre o seu rasto. Onde este primeiro tocou o solo estava areia e alguma era. A areia estava fundida até uma profundidade desconhecida num espaço de cerca de 20 pés de extensão por oito, e o material fundido ainda borbulhava e silvava. Entre este o local de paragem final havia vários pontos onde tinha entrado em contacto com o solo, mas nenhum estava tão bem marcado como este.

Descobrindo ser impossível fazer alguma investigação, Mr. Ellis voltou para a sua casa e enviou mensageiros para os ranchos vizinhos. Quando a noite chegou a luz do objecto maravilhoso era tão forte como o sol, e os visitantes que o foram ver continuavam a ser incapazes de suportar o brilho.

Na manhã seguinte outra visita foi feita ao local. A equipa incluia E. W. Rawlins, o inspector para este distrito que tinha chegado a Benkleman nessa noite, e a quem uma amostra de particulas recolhidas no local foi entregue. As partes menores da maquina espalhada tinham arrefecido a um ponto até que já era possível a aproximação, mas ainda não a sua manipulação. Uma peça que parecia uma pá de uma hélice feita de metal e a aparência de ser uma espécie de bronze com cerca de 16 polegadas de largura, 3 de grossura e 3 e meia de comprimento foi recolhida com uma pá. Não devia pesar mais do que cinco onças, mas parecia tão forte e compacta como qualquer outro metal conhecido. Um fragmento de uma roda com um diâmetro aparente de sete ou oito pés, foi também recolhida. Parecia ser do mesmo material e tinha a mesma notável leveza.

O aerolito, ou lá o que fosse, parecia ter entre 50 a 60 pés de comprimento, cilindrico e com 10 ou 12 pés de diâmetro. Havia uma grande excitação na vizinhança mas a aproximação foi suspensa enquanto os cowboys esperavam que esta descoberta maravilhosa arrefecesse de forma a que a pudessem examinar.

Mr. Ellis foi à cidade e contactou o “land office” com a intenção de garantir que a terra onde a estranha coisa estava era sua, de forma a que esta posse não fosse disputada.

Um grupo foi enviado para o local e viajaria durante toda a noite até lá chegar. O terreno na vizinhança era muito selvagem e duro, e os caminhos pouco mais do que trilhas.”

O Jornal em questão tem parte dos seus artigos disponíveis online por AQUI (um site ligado à busca de genealogia), sendo a data mais antiga disponível 1897. E de facto, aqui, neste ano em diante há vários artigos mencionado o nome de John W. Ellis… Será então que a publicação do jornal começou apenas em 1897 e logo, o artigo era um “hoax”? Não… O jornal era publicado em 1893, como se depreende desta biografia e do comentário a esta fotografia:


(“Cather at the Nebraska State Journal offices, c. 1893-1895.”)

Mas… Parece que demos com o rabo do gato. Segundo este site, a primeira edição do Nebraska State Journal ocorreu em 1887:
“Nov 28, 1887 First Monday edition of Nebraska State Journal”. Só que… Se referem à sua edição à segunda-feira! É que segundo este outro site: “Gere founded Lincoln’s first newspaper, The Nebraska Commonwealth (later the Nebraska State Journal) in 1867. When the State Journal became a daily in 1870“. Ou seja, entre 1867 e 1870, o jornal haverai de assumir a forma que tinha em 1884: Nebraska State Journal. Fica por tanto estabelecida a certeza de que pelo menos tal jornal existia nesta data…

A história em torno deste estranho relato foi conhecida pela primeira vez em 1964 (ver AQUI) e embora na altura ainda fosse possível encontrar na região pessoas que tivessem alguma recordação do caso estas não foram encontradas… Alguns acreditam que esta história é um Hoax. Alguns detalhes apontam nesse sentido como o das “rodas dentadas” ausentes de todas as histórias modernas de OVNIs, mas compatíveis com o ambiente técnico da época do relato. É claro que as “rodas” podiam não ser exactamente “rodas dentadas”, mas antes círculos ou outros objectos percepcionados como “rodas dentadas”. É verdade que os jornais da época não estavam muito interessados em reportar factos e que a concorrência feroz colocava-os frequentemente no caminho da pura invenção, apenas para “vender papel”. O facto de haver aqui várias testemunhas designadas pelo nome, de haverem indícios da sua existência nesta época e local (ver acima). No Nebraska havia várias famílias Ellis nessa data (ver AQUI, AQUI). Mas no censo de 1860 desse Estado não aparece nenhum John W. Ellis (ver AQUI) e por estas bandas:

Mas aparece um “John Ellis” no censo estatal de 1885:

Teria então 25 anos? E já 3 filhos? É possível… Já que não há indicações que se tratasse de um recém-chegado ao Condado de Dundy, mas até que era uma figura conhecida…

O incidente é segundo parece o relato mais antigo jamais surgido em jornais em todo o mundo. Um outro caso, de 1897, suportamente ocorrido em Aurora, no Texas (ver AQUI) em cujo cemitério:

Estariam enterrados… 4 alienígenas e que teria dado azo a esta notícia:

( http://www.ufocasebook.com/haydonarticle.jpg)

A lápide funerária foi roubada já há muito tempo (ver AQUI) e parece que o Mayor da cidade tinha motivos para atrair população à cidade e esta possível invenção pode ter feito parte desse estratagema (ver AQUI).

O que mais estranha neste caso “roswelliano” do Nebraska é a ausência de testemunhos materiais… Quer dos pedaços de maquinaria, quer da própria “nave”… Será que ainda existem soterrados algures no vale do rio Republican, onde supostamente estaria esta ravina?

Esta é a região onde se teria despenhado este ovni em 1884 (Google Maps).

Fontes:
Ufologie.net
Daily Nebraskan

Categories: Mitos e Mistérios, OVNIs | 18 comentários

Dos males dos biocombustíveis

O aumento da produção de biocombustíveis vai levar ao aumento do ritmo de corte de florestas, o que vai reduzir a sua capacidade para absorver Carbono da Atmosfera. Isso não vai ajudar nada ao Aquecimento Global… E vai permitir o aumento sustentado do consumo e uso de carros, além de que a expansão dos terrenos de cultivo dedicados a biocombustíveis vão reduzir ainda mais a biodiversidade.

Dito isto, não quero dizer que sou absolutamente contra toda e qualquer forma de biocombustíveis. Especialmente, enquanto alternativa transitória, ou enquanto origem complementar para os mesmos fins que a indústria petrolífera hoje alcança. Os biocombustíveis podem ser uma alternativa, mas não serão certamente A ALTERNATIVA, especialmente tendo em conta os factores acima indicados. Em muitos aspectos, os biocombustíveis poderão ser até mais lesivos para o meio ambiente que os combustíveis fósseis… Poderão permitir a continuação desta espiral insustentável de consumos, e até absorver parte das necessidades do afluxo de hostes imensas de novos consumidores, na China e na Índia, mas a que preço? Sacrificando as últimas florestas e aumentando ainda mais a pressão sobre esse pulmão do planeta que é a Amazónia? Sustentanto um aumento de emissões de CO2 que vai agravar ainda mais o fenómeno que parece ser já tarde para travar que é o Aquecimento Global, talvez a forma que a Natureza encontrou para se expurgar e eliminar essa ameaça que são estes seus filhos desavindos…

Não, decidamente… Não advogo os biocombustíveis como a solução para os males decorrentes do Pico Petrolífero e da explosão do preço do barril de crude… Poderão ajudar, numa fase de transição para outras formas, mas se forem tomados como a Solução poderão colocar em risco tantos e tão diversos aspectos da Vida e do Ambiente, que deverão ser descartados como a solução definitiva para o problema que é efectuar uma transição da economia do petróleo para… outra coisa qualquer!

Categories: Agricultura, Ecologia, Economia | 6 comentários

Como acelerar o seu Windows XP: Um pequeno truque

Para acelerar o andamento do seu Windows XP existe um truque que funciona, tem resultados apreciáveis mas que só pode ser executado se… O seu computador tiver pelo menos 256 Mb de memória RAM que habitualmente não estão ocupados…

Trata-se de um truque que permite a colocação de todo o Sistema na memória e que passa por:

1. Fazer Start:Run:Regedit
2. Localizar a entrada
HKEY LOCAL MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Control\Session Manager\Memory Management
3. Fazer um backup desta com o File:Export
4. Em
DisablePagingExecutive passar de “0” para “1” e aceitar a alteração com “Ok”
5. Fazer um Restart ao computador e constatar logo de seguida que… todas as operações parecem sensívelmente mais rápidas.

Em alternativa… Podem formatar a máquina e instalar o Ubuntu. Que foi o que fiz no meu pc principal…

Categories: Informática | Deixe um comentário

A Escrita Cónia: Tabela de Valores Fonéticos Admitidos

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Categories: A Escrita Cónia, História | Deixe um comentário

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