Daily Archives: 2007/10/31

A Bulgária moderniza a sua Marinha enquanto Portugal… Mais ou menos (menos?)


(Corveta “Gowind”, um modelo que será adquirido brevemente pela Bulgária)

No contexto desta notícia em que o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Melo Gomes avisa que as nossas corvetas e patrulhas estão no limite e que o seu estado já está para além do “urgente”, já uns e outros acumulam a muito respeitável idade de quarenta anos de serviço e que a entrada em serviço dos patrulhões deve ocorrer apenas em 2008 e mesmo essa não vai cumprir todas as missões destes dois tipos de navios, não deixa de ser irónico ver um dos mais pobres e com menos tradições navais países europeus a modernizar a sua Marinha pela encomenda de 4 corvetas Gowind por um valor que deverá ascender a 900 milhões de euros.

As quatro novas corvetas búlgaras de 103 metros de comprimentos e 2150 toneladas são uma evolução a partir do conceito franco-italiano de fragatas FREMM e são do mais moderno que equipa actualmente uma marinha europeia… Capazes de lançar “Unmanned Surface Vehicles” (USVs) e “Underwater Unmanned Vehicles” (UUVs), podem operar helicópteros e estarão armadas com mísseis anti-aéros Aster 15 ou Mica-VL, assim como oito MM40 Exocet ou Harpoon enquanto mísseis anti-navio, acumulando ainda um canhão naval.

Enquanto um país cuja ambição marítima é apenas a de defender uma pequena costa de um mar interior como o Mar Negro reequipa a sua Marinha, Portugal contenta-se em ver perder a maioria da sua frota substituindo SEIS corvetas com 40 anos por DOIS patrulhões (“navios de patrulhamento oceânico” (NPO), eficazes em patrulhamento oceânico, mas nulos em combate naval e comprando DUAS fragatas Karel Doorman com quase 20 anos à Holanda, meios modernos, certamente, mas menos que estas quatro corvetas búlgaras…

Fonte: Defense Industry Daily

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Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Portugal | 9 comentários

QuidSZ S3-1: O que aconteceu a esta caixa do correio?

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Categories: QuidSZ S3 | 7 comentários

E lá se safaram outra vez…


(Mervyn King, governador do Banco de Inglaterra)

Mervyn King, governador do Banco de Inglaterra declarou que não queria tornar a safar os especuladores… Isto a propósito das consequências bolsistas do fenómeno do crédito malparado (“Subprime”) que começou nos EUA mas que se estendeu rápidamente – à velocidade da Luz – até todo o mundo… Este aviso, foi antecedido por outros emitidos pela Reserva Federal dos EUA, também na mesma direcção. Contudo, a pressão do sector financeiro e dos grandes especuladores soube vencer esta orientação (correcta) inicial dos bancos centrais, e estes, rapidamente, estavam a encher as impressoras de tinta e a emitir dólares e euros a toda a força para injectarem milhões no sistema.

O sector financeiro está sempre a apelar para disciplina orçamental, contenção de custos, mas quando se deixa imergir em maus e desavisados investimentos, vai logo a correr com as calças na mãos bater às portas dos Bancos Centrais clamando por salvação. O sector financeiro tem recolhido bastos benefícios de um sector bolsista onde os rendimentos têm alcançado paroximos de irracionalidade crescentes nos últimos anos. De facto, o rendimento de um investimento bolsista nos últimos anos tem sido tão elevado, que muito capital tem sido desviado de investimentos produtivos a caminho das Bolsas, recolhendo aqui rendimentos irracionais, que esta Crise poderia reparar, reintroduzindo alguma razão em que a perdeu. Agora com esta injecção de papel, e com a aparente recuperação de saúde dos índices bolsistas toda a irracionalide foi desculpada e voltámos à estaca zero. De novo.

É claro que com esta injecção de papel, aumentaram as pressões inflaccionistas, mas a taxa de desemprego nos EUA continua baixa, o que funciona em contracorrente a estas pressões… Já que aumenta a tendência para salários altos e altos níveis de consumo. Mas isto está na raíz do tradicional desiquilíbro da Balança Comercial dos EUA! Assim, o que fazer? Recorrer ao método aplicado no México e na Tailândia em finais de 90 e deixar que uma recessão se desenvolva e corrija estes desvios irracionais do Mercado? Usar uma “recessão controlada” (existe tal coisa?) e esperar que a euforia consumista se reduza e que se recomecem a aplicar poupanças, reduzir importações e que se desvie a Economia mundial desta tresloucada espiral consumista em que está imersa?

Fonte: Podcast de Doug Henwood

Categories: Economia | 6 comentários

Língua-hipótese: o Sardo

Alguns textos clássicos mencionam a existência de um parentesco étnico entre os indígenas da Sardenha e as populações da Península Ibérica. Esta pista, apontada por Raymon Bloch, parece indicar que as populações das ilhas do Mediterrâneo pertencem maioritariamente a um estrato étnico e linguístico muito antigo, anterior às invasões indo-europeias. É isto que se deduz quando observamos que os historiadores gregos afirmam que em tempos idos, toda a Sicília estava ocupada pelos Sicanos. Ora estes Sicanos, pelos topónimos que deixaram parecem ser de origem pré-indoeuropeia e provavelmente Mediterrânea. Por estas razões, o estudo do Sardo moderno é importante e será realizado por nós no âmbito deste estudo. Ainda assim, não será realmente o Sardo que se encontrará na base da língua dos Cónios, mas a existência de afinidades entre estas duas línguas do grupo Mediterrâneo é mais do que provável, embora não existam a um nível tão intenso como o de outras proximidades, como aquelas com as línguas do Norte de África.

Categories: A Escrita Cónia, História | Deixe um comentário

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