Daily Archives: 2007/10/24

Podemos sobreviver no Espaço sem um Fato Espacial?


(Arnold Schwarzenegger na superfície marciana em “Total Recall” in http://sydlexia.com)

No filme Sunshine um astronauta é obrigado a abandonar o seu fato espacial e a sair para o Vácuo espacial… No filme Total Recall o personagem principal sobrevive a alguns momentos de exposição na superfície marciana, praticamente desprovida de qualquer atmosfera… Ora bem. Será que é então possível ao Homem sobreviver no vácuo do Espaço ou estamos perante mais um Hoax ou Mito Urbano?

Bem, segundo os especialistas em medicina espacial consultados pela slate.com sim é possível… As principais funções de um escafandro espacial são as de proteger o astronauta no interior dos raios ultravioletas e das temperaturas extremamente altas ou extremamente baixas no exterior. Se fosse exposto ao vácuo, sem um fato, o astronauta teria como maior problema imediato a falta de oxigénio para respirar e uma embolia massiva, resultante da diferença de pressão entre o exterior e o interior do seu corpo. Mas nem uma nem outra matam imediatamente, pelo que seria possível sobreviver algum tempo no Espaço… Desde que por muito pouco tempo! Estima-se que esse tempo esteja limitado a pouco menos de 15 segundos até que ocorra a inconsciência pela falta de oxigénio. É verdade que aqui, no solo, podemos suster a respiração por cerca de cinco minutos (se formos yogiis do último nível, claro…), mas no Espaço não é possível “suster a respiração”, pelo contrário, para aguentarmos mais alguns escassos mas preciosos segundos até à comporta aberta da nossa nave espacial devemos esvaziar completamente de ar os nossos pulmões, de forma a evitar que o ar aqui conservado expanda e destrua os tecidos e vasos sanguíneos dos pulmões…

Bem, ficam a saber, já que nunca se sabe quando podem ser apanhados no Espaço sem um Fato Espacial…
Fonte: Slate.com

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QuidSZ S3-19: Que APC é este?

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Dificuldade: 5

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O Sistema Fonético Cónio

Segundo o trabalho de Javier de Hoz: “El origen oriental de las antiguas escrituras hispanas y el desarrollo de la escritura del Algarve”, a língua dos Iberos possuía duas vibrantes: “r” e “´r” para além de nasais que assumiam representações gráficas diversas segundo a Escrita ibérica em que eram registadas. Hoz julga reconhecer na fonética da Escrita Meridionais, que é das ibéricas a mais próxima do Cónio e a Ibérica, nortenha, importantes e significativas diferenças. Encontra nos sistemas sulistas um grupo de vogais mais numeroso que o nortenho. Encontra ainda outra diferença nas oclusivas que o Ibérico distingue entre sonoras e surdas, mas que a Escrita Meridional ignora.

Os Três Substratos da População Peninsular

A base indígena da população peninsular tem três elementos essenciais:

a) O pirenaico, originariamente estabelecido no norte, e de que hoje os bascos são representantes, constitui um elemento étnico de origem europeia. A língua vasca, entretanto, é de filiação dificílima, parecendo, depois dos estudos de Schuchardt e de outros, uma língua ibérica. É o que admite Menendez Pidal, admitindo que os vascos se contam entre os povos que mudaram de língua.

b) O pré-ibérico, que pode identificar-se com a civilização chamada de Capsence, a qual no período eneolítico começou a extinguir-se, dela persistindo fortes massas em Portugal, Galiza, Astúrias, Leão, na maior parte da Extremadura, em Castella a Nova. A invasão céltica matizou muitos dos povos indígenas derivados dos Capsences, mas alguns se conservaram mais indemnes, tais como os Astures de boa parte de Astúrias e Leão, e talvez os Cinetes do Sul de Portugal.

c) O ibérico que surge no neolítico, na região sudeste, e é provavelmente de origem africana.

Substrato Mediterrâneo

Hubschmid em 1960 defendia a tese da existência de um “Substrato Mediterrâneo” que, na sua opinião, se podia dividir em duas famílias:

a) A Euro-Africana, que reunia as antigas línguas da Hispânia, da Península Itálica, dos Alpes Ocidentais e que depois chegariam até ao Norte de África.

b) A Hispano-Caucasiana, que a partir da Hispânia avançou até aos Balcãs e à Ásia Menor.

Segundo este autor, a moderna língua Basca teria elementos destas duas famílias, assim como o Etrusco e o Tirreno.

À semelhança de Hubschmid, também o investigador italiano Sergi dedicaria a maior parte do seu trabalho ao estudo das origens da raça Mediterrânea, condensando o seu pensamento nesta citação que fazemos aqui da sua obra: “Mas a geração original não teve o seu berço na bacia do Mediterrâneo, uma bacia adequada à confluência de povos e ao seu activo desenvolvimento; o berço de onde dispersou em várias direcções foi mais provavelmente África. O estudo da fauna e flora do Mediterrâneo exibe o mesmo fenómeno e torna-se outro argumento a favor da origem africana dos povos mediterrâneos.” Sergi leva ainda mais longe a sua tese ao afirmar a existência de relações de parentesco entre a raça Hamítica (que inclui Egípcios, Núbios, Abissínios, Somalis, Berberes e os Guanches) e esta raça Mediterrânea.

De igual maneira se movimentou o professor búlgaro V. Georgiev que anteviu a existência desta língua mediterrânea no livro que publicou em Sófia no ano de 1953 sob o título de “Problemas da Língua Minóica”. Contudo, Georgiev não a designa sob a mesma capa de Sergi, mas debaixo da classificação de “Língua Minóica” que ele considerava tratar-se de uma dialecto de uma língua pré-helénica muito falada na bacia do Mediterrâneo e que julgava relacionada com o hitita e com outras línguas da Anatólia. É verdade – e John Chadwick[1] observou isso mesmo – que a maioria dos topónimos gregos não são formados a partir de palavras gregas. É o caso de Thermopylai (Térmopilas), Athenai (Atenas), Korinthos (Corinto), e muitos outros.

Dos três substratos que apontámos na secção anterior, é o Substrato Mediterrâneo que mais nos interessa. São diversas as provas linguísticas que apontam para a existência em tempos remotos de uma única língua falada nas regiões da bacia do Mediterrâneo. Não está no universo deste trabalho a sua exaustiva enunciação, mas, ainda assim, gostaríamos de listar os seus aspectos mais importantes. Tanto mais porque são traços que também se podem espelhar nas inscrições das estelas cónias:

  • Menendez Pidal: “passagem de f a h, mudança que, além da área hispânica, também se verifica noutras regiões: no norte da Itália, na região de Bergamo, no sul, na Calábria, região de Catanzaro, na Sardenha oriental, na região de Nuoro. Apesar disso, não podemos separar o fenómeno hispânico do substrato ibérico”;
  • Serafim da Silva Neto: “É ainda o caso das mudanças de nd em nn, mb em m, ld em ll, assimilações passíveis de se verificar em qualquer espaço ou tempo, mas que, por singular coincidência, ocupam áreas homogéneas no norte da Península Ibérica e no sul de Itália. A História, suporte humano dos factos linguísticos, esclarece a coincidência, pois aqueles câmbios se podem explicar por influência do osco-úmbrio, substrato das áreas italianas e elemento demográfico significativo na colonização do norte da Hispânia. É ainda, mais ou menos, o caso de câmbios como nt > nd; nk > ng; lt > ld, cuja explicação por influência do substrato fica evidente se atentarmos na coincidência das áreas.
  • No seu “Der Vokalismus des Vulgärlateins”, Schuchardt observava a proximidade linguística entre os dialectos do Sul de Itália e as línguas da Península Ibérica. Um paralelismo que antes também descortinara entre os dialectos galo-itálicos com os de França, os do Sul de Itália e os da Península. Como exemplo deixava as semelhanças entre o calabrês dassare, o siciliano dassari, o castelhano dejar e o português deixar.
  • Rohlfs descobria semelhanças entre os dialectos do Sul de Itália com o romeno, o sardo e o castelhano. Mencionava como exemplos timpa, fervere e afflare, assim como cras, gleba, gremia, horreum, pecus e murrus. Realçava sobretudo a extensa área dos verbos petere e applicare, que se estendia desde o Tejo até às margens do Mar Negro.

Todos estes linguistas concordam com a existência de um substrato linguístico comum às populações mais antigas da bacia do Mediterrâneo, uma camada étnica anterior às invasões indo-europeias e que parece encontrar as suas raízes nas populações neolíticas do Norte de África. Acreditamos que os cónios pertenciam a este substrato e esta será a fundação para o nosso ensaio de tradução.

Embora os autores citados – e outros mais – defendam portanto a existência de um substrato comum às populações neolíticas da bacia do Mediterrâneo. Outros, julgam que não se trata propriamente de uma família linguística mas de um agrupamento por localização de uma série de línguas sem qualquer relação genética, mas que não podem ser facilmente classificadas noutras famílias linguísticas.

É possível dividir este grupo Mediterrâneo em três subgrupos:

  • Línguas pré-indoeuropeias do Mediterrâneo Oriental;
  • Línguas não-indoeuropeias e pré-latinas da Itália e
  • Línguas dos Pirineus.

Do primeiro grupo temos como melhor e mais conhecido exemplo, a língua do Linear A cretense (datável do século XVI a.C.), a Escrita cipriota entre outras conhecidas também em Chipre e Creta. Permanecem ainda intraduzidas no essencial, apesar de terem sido já realizadas diversas arremetidas contra a Linear A, especialmente após o sucesso brilhante de Ventris em relação à Linear B.

Das línguas pré-latinas da península itálica temos como exemplo mais evidente o Etrusco. Aparentando, segundo se julga à língua raética e à da língua de Estela de Lemnos. Com estas já se tentado formado um certo “Grupo Tirrénico”, o que se nos afigura difícil, porque o que se conhece delas é tão pouco que se torna pouco mais do que conjecturável a existência ou não de traços comuns. É certo que existem paralelismos fonéticos e morfológicos, identificáveis sobretudo entre a razoavelmente conhecida escrita etrusca e raética, já que da estela de Lemnos pouco se sabe.

O último grupo é o das línguas pré-indoeuropeias da Península Pirenaica. Este é provavelmente aquele que mais testemunhos escritos deixou, exemplos que já abordámos noutro ponto. Apesar deste dinamismo em épocas pré-romanas e até durante a fase republicana da dominação romana na Península Ibérica estas inscrições e as línguas que elas registavam desapareceram. Alguns supõem que o basco seja uma das suas sobrevivências, mas de concreto não existem certezas quanto a esta certeza. A este grupo pertenceriam o antigo Ibero e a celtizada língua lusitana.

Em conclusão, e seguindo de perto a conclusão de Paul M. Dolukhanov, existem vestígios suficientes para ser possível defender a tese da existência de uma língua Mediterrânea e que incluía no seu seio o pré-Basco, o pré-Caucasiano, o Lígure, o Etrusco, o Sumério, o Hatíco, o Hurrita-Urartiano, o Elamita, entre outras. Todas estas línguas derivariam em primeira mão de uma língua falada na bacia do Mediterrâneo e áreas adjacentes na época da última glaciação, em pleno Alto Paleolítico entre 25.000 a 15.000 anos a.C.


[1] O mesmo Chadwick que contribuiria de um modo tão determinante para a tradução da escrita Minóica Linear B.

Categories: A Escrita Cónia, História | 1 Comentário

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