Daily Archives: 2007/10/23

Rafale ou Typhoon… Análise comparativa… Qual é o melhor caça?

Colocando a questão de uma forma muito sintética, podemos dizer que o Rafale é uma adversário mais pequeno, mais leve, mais barato e menos capaz do que o Typhoon, o programa que a França abandonou na década de 80 para construir o seu próprio avião de combate de 4,5 geração (ver AQUI). De facto, nem um, nem o outro são comparáveis às características oferecidas actualmente peo F-22 Raptor ou pelo projecto russo PAK-FA. Contudo, o Rafale não pode deixar de ser uma boa alternativa, nalgumas condições… Os EUA não estão a vender Raptors a ninguém, mesmo aos seus mais fiéis aliados que o estão a tentar comprar (Japão e Austrália, nomeadamente). O Rafale deveria ser mais barato que o Typhoon, custando entre os 45 e os 64 milhões de euros cada, enquanto que o Typhoon ronda os 120 milhões, mas sabe-se que ambos os aparelhos foram oferecidos à Coreia do Sul pelo mesmo preço: 95 milhões por unidade… Ou seja, o consórcio EADS anda numa de dumping…

Em termos genéricos, o Rafale é quase tão capaz como o Typhoon (ver AQUI ), pelo que pode sempre ser uma alternativa “económica” a esta caça, mais pesado, maior e, logo, mais capaz e caro. Se o seu uso em Porta-Aviões é determinante, o Rafale é a única alternativa ao F-35 dos EUA… Aliás, a França já o usa nesse papel no seu porta-aviões nuclear “Charles de Gaulle“.


(Rafale operando no “Charles de Gaulle”)

Em termos de furtividade, o Typhoon deveria ser mais capaz que o Rafale, mas existem informações que apontam para que o caça francês, porque é menor, tem afinal de conta um menor RCS, menos 50% que o Typhoon, segundo alguns.

A grande diferença entre o Typhoon e o Rafale está assim na banda financeira… A diferença a favor do Rafale reside nas suas menores dimensões e na sua inferioridade em algumas das suas características em relação ao avião da EADS. É também certo que programas puramente nacionais tende a ser mais baratos do que programas multinacionais (redudâncias, tempo gasto em reuniões e acordos, transporte de peças e montagem, etc). Esta vantagem tem sido anulada porque se estão a construir mais Typhoon do que Rafale, e a decorrente economia de custos está a baixar os preços do primeiro.


(Video promocional do Typhoon)

Os dois aviões são também diferentes, nos objectivos para os quais foram concebidos. Enquanto que o Rafale foi criado para ser um caça táctico, o Typhoon foi concebido de raíz para ser um caça de superioridade aérea. Isto confere com aquilo que se julga, que é o facto do Typhoon ser mais competente no papel de interceptor, do que o Rafale. Contudo, o Typhoon pode levar menos peso em bombas e mísseis (6500 Kg) do que o Rafale (9500 Kg) e isto, num cenário em que as operações contra alvos no solo são fundamentais, é uma vantagem importante para o aparelho gaulês…

O radar do Rafale está entre o melhor que hoje existe na aviação militar… Com efeito, o radar de “Phased Array” RBE2 permite o tracking de alvos múltiplos a distâncias superiores aos alcances dos mísseis Ar-Ar da actualidade. De facto, o RBE2 é apenas comparável ao APG-77 do F-22. O radar do Typhoon é de uma geração anterior e o seu upgrade (inevitável…) será complexo e caro. E quando fôr feito, provavelmente o Fase 3 RBE2 da Thales já deverá estar operacional nos Rafale, já que este modelo superior do RBE2 tem vindo a ser ensaiado nos Rafale desde 2003 e deverá ser tornado o padrão dos Rafale em 2008.

Em termos de manobrabilidade, o Rafale é um melhor avião… Aqui, o Typhoon paga o preço das suas maiores dimensões e peso.

Em termos de armamento embarcado, ambos os aparelhos podem usar o excelente míssil europeu de longo alcance Meteor, em médio alcance, o MICA do Rafale equivale ao AMRAAM do Typhoon… Em dogfight, são equivalentes….

O maior problema com o Rafale tem talvez a ver com a sua não integração com armas americanas… Estas são produzidas em grande número, e consequentemente, são mais baratas que as europeias ou francesas, um argumento importante se o mesmo país usar o JSF e o Typhoon, como sucederá pelo menos no caso britânico.

Conclusão:

De facto, o Rafale parece superior ao Typhoon… E isto colide com a ideia pré-concebida que alimentava ao começar este modesto estudo comparativo, admito… Aliás, o Rafale parece estar adiantado uns bons cinco anos em relação ao Typhoon e se o governo francês continuar a financiar o projecto, sendo aqui vital o encontro de algum cliente externo, esta vantagem vai manter-se com os programas de upgrade que estão já previstos e que o Typhoon dificilmente acompanhará. Actualmente, a Índia está a considerar o Rafale, assim como a Suíça. E a Líbia, parece ter encomendado entre 13 a 18 aparelhos (ver AQUI)… Isto somente, pode continuar esta ligeira vantagem a favor do Rafale.

Outras Fontes:
http://news.scotsman.com/uk.cfm?id=114082005
http://www.iht.com/articles/2006/07/16/business/rairfight.php?page=2

  Qual é o melhor avião de combate?
1) Rafale
2) Typhoon

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QuidSZ S3-18: Que filme é este?

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Dificuldade: 3

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Das Virtudes e Defeitos do Etanol de Cana do Açúcar

(http://siteresources.worldbank.org/NEWS/Images/122005-f13.jpg)

O biocombustível está hoje, no mundo, a ser considerado cada vez com maior seriedade como uma alternativa viável aos combustíveis fósseis. Se em França a Beterrada é a fonte, e nos EUA, é o milho, no Brasil – como por aqui já referimos bastas vezes, a produção de Etanol é feita a partir da tansformação da cana do açúcar.

Mas de todas estas alternativas (e outras que se preparam como a batata doce ou outros tipos de produtos agrícolas) é a chamada “opção brasileira” a única que parece ser capaz de subsistir fora da cultura de subsídio-dependência que alimenta as opções francesa e americana desta alternativa biocombustível… É que o Brasil, nas palavras de Sérgio Thompsom Flores, da empresa britânica Infinity Bioenergy – citado pela MSNBC americana – tem “em termos de tecnologia, engenharia genética, clima e solos, uma vantagem comparativa monumental em Etanol”.

E de facto, o Etanol produzido a partir da cana brasileira emite menos dióxido de carbono para a atmosfera que a produção a partir do milho ou da beterraba e logo, contribui menos para o Aquecimento Global. Os seus subprodutos podem ser usados na agricultura como fertilizantes ou até nas próprias destilarias de etanol, reduzindo o consumo destas em combustíveis fósseis para menos de 1/5 do consumo em destilarias de milho. O grande problema do etanol de cana continua a ser a reutilização de campos agrícolas que deixam de produzir alimentos, substituindo-os pela muito mais rentável cana e o ímpeto acrescido para o desmatamento da Amazónia e da sua vida selvagem…

Ou seja… Não vejo ainda motivos para alterar a minha posição: Etanol, sim, mas só se fôr produzido a partir de cana e de cana brasileira, mas só e somente como solução de transição para uma alternativa mais viável e de fundo que o Etanol… Nomeadamente o hidrogénio (como métodos de produção diferentes dos actuais, claro…)

Fonte: MSNBC

Categories: Brasil, Ecologia, Economia | 5 comentários

Os Grupos Semânticos de Bouda

Em 1949, K. Bouda distinguia – no decorrer de um trabalho de aproximação entre o Indo-Europeu e as línguas Finlandesas – onze grupos semânticos para identificar palavras semelhantes entre essas duas famílias linguísticas:

1 ) Denominações de seres humanos;

2 ) Partes do corpo humano;

3 ) Plantas;

4 ) Industrias domésticas e caseiras;

5 ) Agricultura e gado;

6 ) Fenómenos atmosféricos;

7 ) Solo;

8 ) Numerais;

9 ) Tempo e

10 ) Movimento.

As palavras das línguas-hipótese que acima apontámos que possam ser colocadas em qualquer um destes grupos posicionam-me como candidatas prováveis a surgirem nos textos das estelas.

Categories: A Escrita Cónia | Deixe um comentário

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