Daily Archives: 2007/10/22

Dez Dicas para uma entrevista de emprego…

Neste excelente Podcast podem ser encontrados alguns excelente conselhos sobre como conduzirmos a primeira entrevista com um possível futuro empregador. Já que segundo um estudo da Challenger & Grey, 25% dos empregados se acabam por arrepender ter aceite o emprego logo no primeiro ano, e já que cá – provavelmente – o número não será muito diferente, eis aqui a dita, devidamente traduzida e alterada e apresentando alguns excelentes e muito avisados conselhos:

1. Procurar ter várias entrevistas, com pessoas em diversas posições na organização, antes de aceitar o trabalho
2. Durante a entrevista, procure focar nas funções e não se deixe iludir pelas condições do edifício, do escritório, da secretária (ambas…), etc.
3. Elaborar previamente uma lista de todas as perguntas que quer colocar ao seu entrevistador
4. Observar o futuro local de trabalho e se aqui as pessoas parecem tensas ou relaxadas e amistosas…
5. Perguntar o que aconteceu à pessoa que desempenhou esse trabalho antes de si
6. Peça entrevistas com as pessoas com quem vai trabalhar, especialmente se forem colaterais
7. Tome muitas notas durante a entrevista
8. Anote o tempo que o levaram a contactar após a primeira entrevista. Foram lentos ou rápidos a decidir?
9. Use o google para recolher todos os dados que puder sobre a empresa
10. Procure e leia o seu relatório anual de contas, se este estiver disponível

Fonte: Secrets of the Job Hunt

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Da “Crise de Competências” em IT no Reino Unido e no Ocidente em geral


(http://elec2.vvc.edu)

Embora na maioria das empresas lusitanas as pessoas ainda sejam encaradas como um “Custo” e não faltem oportunidades para efectuar falsas reestruturações que afinal apenas têm como objectivo renovar a frota de BMW ao serviço da Administração e reduzir o número de empregados e aumentar o número de pessoal em regime de Outsourcing, a verdade é que não é assim em todo o lado…

Nalguns países começa finalmente a haver uma preocupação com a crescente “fuga de cérebros” na área de IT e com a multiplicação da dependência das organizações de contratos de Outsourcing em que o pessoal deslocado para as empresas além de não receber a devida remuneração aufere níveis salarias baixos, desmotivantes e exibe uma elevada rotatividade. É certo que recrutar um bom técnico é algo difícil, especialmente quando se lhe querem pagar os 400 a 800 euros usuais nestas lusas paragens, mas não é assim em todo o lado…

Um estudo da silicon.com, feito este ano, indica que é cada vez mais dificil encontrar pessoal à altura das necessidades dos ITs das organizações britânicas. Quase metade dos 721 elementos participantes no estudo concordaram que existe uma “crise de competências” em IT (48%), e um valor espantosamente alto de 45% admitiu que havia postos por ocupar nas suas organizações precisamente por “falta de competencias” dos candidatos. O valor aumentou em relação ao ano anterior, em que era de 37% e em relação a 2005, onde era de 35%. O problema revela a sua verdadeira amplitude quando se conhece o valor registado em 2003: 14% !

O problema no reino Unido resulta de um abaixamento gradual dos níveis de vencimento no IT – um fenómeno também registado em Portugal em idêntico período – mas também de uma redução acentuada do prestígio social ligado às profissões de IT, que hoje nos RU são apenas a 20º escolha dos jovens que ingressam no mundo universitário, bem abaixo das escolhas ligadas ao mundo financeiro e clínico… A própria perda de interesse pela Ciência e Tecnologia (ainda recentemente um outro estudo descobria que os jovens americanos tinham apenas 20% do interesse por Ciência da geração dos seus pais) e as ideias Criacionistas que se expandem pelo interior rural dos EUA como fogo em palha, patrocinados pelos ultracristãos que enfiaram Bush na Casa Branca e pelos teleevangelistas cada vez mais ricos e influentes, são outro factor… No Reino Unido, com uma economia em crescente e quase absoluta tercialização e onde o sector financeiro assume um papel cada vez mais dominante será este o pólo que está a atrair os jovens, retirando potenciais candidatos a outras profissões, como as ligadas às IT.

Fonte: Silicon.com

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QuidSZ S3-17: Como se chama este equipamento?

loooc.jpg

Dificuldade: 5

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Dr. Strangelove… Será que afinal a tal “Doomsday Machine” existia mesmo… e ainda funciona?

 

Quem teve já o prazer de ver um dos melhores filmes do Século XX, o “Dr. Strangelove” (”Dr. Estranho Amor”) de Stanley Kubrick deve lembrar-se que a história mencionava uma “Bomba do Fim do Mundo“, uma arma gigantesca de cobalto concebida para ser detonada se a União Soviética fosse atacada com armas atómicas e que tornaria inabitável toda a superfície terrestre. A história pretendia ser de ficção, mas… um artigo da revista Times cita ESTE livro (”Doomsday Men: The Real Dr. Strangelove and the Dream of the Superweapon”) menciona a construção de uma rede subterrânea capaz de resistir a qualquer ataque nuclear dos EUA e contendo no seu âmago um computador de nome “Perimetr”. Segundo o autor, P.D. Smith o sistema teria entrado em operação apenas em Janeiro de 1985 e deveria monitorizar qualquer detonação nuclear sobre o território da União Soviética e alertar para qualquer falha nas comunicações com o Kremlin, em Moscovo. Se fosse detectada uma detonação e não houvesse comunicações o sistema pediria a aprovação humana para um posto de comando subterrâneo onde o oficial no comando tomaria sózinho a decisão final ou não… de… activar uma resposta nuclear ao ataque americano.

Por outro lado… Numa edição do Washington Post de 2003, o investigador Bruce G. Blair, um antigo oficial de uma estação ICBM dos EUA (hoje um especialista internacional em armamento russo) revelou que os ICBMs americanos tinham alvos designados na Rússia e na China, sobretudo em silos de lançamento e em postos de comando, nomeadamente em Yamantau (Google Map) e Kosvinsky (Google Map ) onde foram desenvolvidos grandes trabalhos de construção envolvendo dezenas de milhar de trabalhadores e atentamente monitorizados pelos satélites de vigilância americanos. Blair acrescenta que o Perimetr estaria em Kosvinsky e que o operador humano que teria a cargo a tal “decisão terminal” poderia num único comando lançar todo o arsenal nuclear russo.Não existem certezas… Mas este sistema de 1985 ainda parece existir e, francamente, se a Rússia recomeçou os vôos de bombardeiros nucleares não é provável também que este sistema tenha sido reactivado, isto admitindo que alguma vez esteve mesmo desligado? E já agora… Imaginemos que aqueles rapazes barbudos da Chechénia conseguem pôr as mãos sobre um engenho nuclear e detonar o dito algures na Rússia isso não vai tocar uma campaínhas algures neste bunker em Kosvinsky? Esperemos então que as linhas com Moscovo estejam livres nesses 15 minutos críticos…

Fontes:WiredSlate

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Sobre o nome “Cónio”

No início do Neolítico, as populações Maglemosianas do Báltico introduziram na Europa – a partir da Ásia – o cão domesticado. Na Península Ibérica, a domesticação desse animal parece ter sido fruto da migração Capsense vinda do Norte de África por volta de 10.000 a.C. A utilização do animal na caça deu uma nova vantagem a essas populações. A pequena, mas significativa “revolução” pode ter influenciado as crenças religiosas. Aliás, os deuses de forma canídea são frequentes no Mundo: No Antigo Egipto, Anubis era o deus-cão protector das almas na sua caminhada no Além; Apuatua, uma forma primitiva de Osíris, era um deus-cão. Na Índia, Yama e Dharma assumiam também essas formas. Na Grécia, o cão era a sentinela das portas do Hades. Na mitologia gaélica, Cuchullin, mata o cão do Inferno e ocupa o seu lugar até que seja encontrado e treinado outro animal, recebendo o nome de cão (“Cu”) de Culann, isto é, o seu próprio nome. Não é contudo o exemplo único desta composição. Também Conchobar resulta da adição do prefixo “Con”, o genitivo de “Cu” (cão). Encontramos aqui uma forte possibilidade para a explicação do nome totémico dos Cónios. A terminação –ii, ou –nii está registada na língua guanche, eles também – como os cónios – descendentes de emigrantes norte-africanos e com o significado de “descendentes de” ou “pertencentes a” como em Canarii, nome pelo qual eram conhecidos os guanches da ilha de Tamaran. Encontramos outro exemplo desta sufixo mediterrâneo nas misteriosas torres de vigia da Sardenha, datadas da mesma época das inscrições cónias. Conhecidas na língua local, no singular, como nuraghe, no plural referem-se-lhes como nuraghi. Sendo assim –I poderia bem valer pelo plural.

Sendo assim, a palavra “conii” tantas vezes repetida nas inscrições das estelas pode significar algo como “filhos do Cão”, ou melhor, “descendentes do deus-Cão”. Existem duas objecções a esta tese: “con”, sendo um tema encontrado nas línguas célticas da Grã-Bretanha parece ser de origem indo-europeia; a outra está em que o cão foi introduzido a partir do Norte da Europa até ao Sul e não de Sul para Norte. Quanto à primeira: Desde o século XIX que se sabe que os intensos contactos calcolíticos entre o Sul de Inglaterra e a Península Ibérica levaram a alguma miscigenação entre iberos e celtas e pré-celtas na Inglaterra, sendo assim, não é de todo impossível que “con” resultasse desses contactos. Quanto à direcção da expansão da utilização do cão, isso só por si, não significa nada.

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Métodos de Decifração das Inscrições Cónias: Método Indutivo

Procura-se aqui obter o valor das palavras através da análise comparativa das frases e fórmulas empregues nas inscrições.

Na ausência de uma inscrição bilingue – que ainda pode ser descoberta – o estudo das inscrições cónias deve ser construído em torno do exame dos textos isolados e através da sua comparação minuciosa. Este método, contudo, exige muito tempo e intuição, algo que não dispomos propriamente em abundância… E além do mais, os seus resultados são frequentemente escassos e inconclusivos. No nosso caso, os textos disponíveis são tão restritos como, por exemplo, os milhares de inscrições funerárias etruscas permitindo apenas um conhecimento muito limitado da língua dada a repetição de formas funerárias, nomeadamente no nosso caso da frase15.jpg

No que diz respeito a formulas funerárias – e está para além de qualquer dúvida de que é este o teor da quase totalidade das estelas cónias – é razoável esperar encontrar outras semelhantes em inscrições do mesmo tipo descobertas em populações aparentadas às cónias. É assim necessário analisar as estelas gregas, latinas e etruscas, recolhendo essas fórmulas. De especial interesse serão aquelas que foram registadas na Península Ibérica e, especialmente, no Sul de Portugal.

John Chadwick no seu “A Decifração do Linear B” menciona ainda que na tradução de uma escrita antiga existem à disposição do investigador dois métodos distintos:

a) Análise Metódica:

b) Análise por Hipóteses: Por este processo, através da eliminação gradual de erros de cada uma das hipóteses colocadas, chega-se eventualmente à verdadeira. Não é impossível chegar assim a bom porto mas é sempre necessário validar o seu sucesso aplicando os seus resultados a material virgem, dado que não é possível aceder ao material original. Foi este o processo utilizado por Lopes Navarro, Moisés Espírito Santo e Nora V. Falashi nas suas teses. É também o processo que tentaremos seguir através daquilo que designámos por “línguas-hipótese”.

Não é contudo completamente impossível descobrir o grupo de línguas ou a língua conhecida mais aparentados com a utilizada pelos cónios nas suas inscrições. O conhecimento de que o Cretense Linear B (1400 a.C. a 1200 a.C.) empregava uma dialecto grego muito deve ao estudo estatístico da frequência das uniões entre pares dos signos desta escrita silábica e, a partir daqui, foi possível determinar o valor individual da maioria dos caracteres.

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