Daily Archives: 2007/10/06

Deram à Raposa as chaves do galinheiro: Jaime Silva e o seu namoro com as Federações de Heróicos Caçadores


(http://www.somareview.com)

Na entrega entregar da gestão da caça às federações de caçadores, anunciada pelo Governo como sendo uma “mudança radical” estamos perante um fenómeno de absoluta e total demisão do Estado das suas competência a atribuições mais fundamentais. Compete ao Estado monitorizar a Natureza e a sua preservação e entregar aos caçadores a tarefa de indicarem quantos animais podem ser abatidos por ano e em que espécies por ser cometida tal carnificina corresponde efectivamente a entregar à raposa a guarda do galinheiro.

As federações dependem dos votos dos seus associados e não têm interesses conservatórios de médio ou longo prazo a defender. Como caçadores que são não estão preocupados com a manutenção da já escassa diversidade ecológica dos nosso mundo rural, nem na reintrodução de espécies que eles próprios se encarregaram de extinguir nos últimos séculos, como o Lince, o Urso, o Lobo, etc. Como caçadores que são, estão preocupados em destruir o maior número de seres vivos indefesos que fôr possível, no menor espaço de tempo possível. Não querem saber do futuro, nem se deixam o número suficiente de progenitores para criaram a sua próxima geração de vítimas, porque essa é uma questão de Longo Prazo e desse… Não querem saber, ou não teriam exterminado tantas espécies do passado.

Com esta cedência, Jaime Silva comprou alguma pacificação num dos lobbies mais influentes da Sociedade Portuguesa, e onde se movem muitos membros do “Bando dos Quatrocentos” que nos governam ininterruptamente desde o fim da Monarquia nesta ilusão de Democracia Parlamentar que nos rege. Para garantir a adesão dos caçadores à iniciativa liberalizante, o ministro acenou com os euros da taxa “simplex” paga por multi banco… Na prática as federações de caçadores vão organizar campanhas de informação e manter o sistema de informação que produz o inventário do património cinegético, dando assim indicação de quantos animais e de que espécies podem ser abatidas…

“A caça é uma actividade tradicional, desde que o homem existe, e tem problemas de sustentabilidade. O desafio é que as confederações e as federações de caça, municipais, associativas e turísticas, assumam a responsabilidade nessa gestão sustentável”. Afirmou Jaime Silva, esquecendo que esses problemas resultam precisamente da incapacidade dos caçadores para auto-regularem a sua actividade!

Óbviamente, os caçadores acolheram com grande gáudio a proposta, e cantaram loas a mais esta vitória dessa classe heróica que todos os anos arrisca a vida disparando as suas espingardas contra perigosas perdizes, coelhos e o ocasional colega caçador com camuflagem demasiado perfeita:

Fonte: Afro Portal

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Categories: Ecologia, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 38 comentários

Da fragmentação eminente do Iraque


(Dois mercenários americanos em acção no Iraque in Yahoo.com)

“O novo Iraque é uma mistura de caos e falta de transperência única no mundo. Milhões de dólares iraquianos ou estrangeiros desaparecem, às vezes dos cofres dos próprios ministros, às vezes em simultâneo com os próprios ministros. O exército e a polícia estão dominados pelas milícias xiitas.- Para compensar, o exército americano começou a dar armas (alegadamente “para conter a Al-Qaeda”) às tribos sunitas que antes eram inimigas e amanhã podem voltar a ser. Os sunitas aceitam-nas prevendo batalhas futuras contra os xiitas e os curdos. “

Rui Tavares
Público de 29 de Agosto de 2007

Embora se refira a Somália e Myanmar (Birmânia) como os dois países mais corruptos do mundo, o Iraque merece com muito maior justiça esse inglório título… O seu Governo nominal mostra-se absolutamente incapaz de assegurar a Segurança mínima e as mais básicas condições de vida para a sua população e a Corrupção atravessa praticamente todos os níveis de governação, mas onde a Polícia e os Altos Funcionários do Estado são os campeões reconhecidos por todos… A Norte, no relativo oásis do Curdistão, a situação é genéricamente melhor, mas não nos devemos esquecer que durante os últimos anos do regime de Saddam, os curdos frequentemente pegaram em armas uns contra os outros e nada impedirá que tal torne a acontecer se o “inimigo comum”, sunita, retirar para o centro do país, e deixar o Curdistão… Independente, como de facto, já o é… As chamadas “forças armadas” do Governo, em que os EUA tanto confiam para continuar o combate após a sua retirada, são globalmente inoperantes, com excepção de algumas unidades especiais da polícia e do exército e estão crónicamente afectadas pela falta de equipamento pesado (desviado para pelas redes de corrupção para os insurgentes que combatem)… As próprias “empresas de segurança privada” (AKA merceneários) que defendem muitas das instalações estratégicas do Iraque estão a passar armamento para os insurgentes (ver AQUI) e isso não é espantoso… Ao fim são empresas e privados cujo primeiro objectivo é o Lucro, não o cumprimento de qualquer dado objectivo político-militar…

De facto, a situação actual neste imenso e perigoso atoleiro que é o Iraque aponta numa única direcção: uma Guerra Civil intensa e descontrolada que transformará todo o país numa imensa Somália ingovernável, miserável e governada por centenas de “Senhores da Guerra” até que torne a surgir um novo Saddam que pela força das armas e da tirania torne a reunificar pela Opressão todo o País… Seja ele um “Senhor da Guerra” sunita (pouco provável…) ou Shiita ou Curdo (muito mais provável)… Antes disto acontecer, a divisão por três do Iraque é mais do que certa, assim como o colapso do frágil regime democrático imposto a partir do exterior, já que este não serve os interesses de quem actualmente detêm o Governo, nem aos Senhores da Guerra que os EUA estão agora a armar como parte da sua estratégia para combater a Al Qaeda…

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | 10 comentários

As Variações de “cónio”

Analisando as variações da expressão conio.jpg podemos colocar a hipótese de que estamos perante uma língua flexiva, em que uma das variações se aplicará ao masculino, outra ao feminino.

A propósito destas variações flexivas no Linear B escrevia John Chadwick: “Ora estas variações podiam ser devidas à junção de sufixos não relacionados, como as “proposições” japonesas que se comportam bastante como terminações flexionadas: “nominativo” hito-ha, “genitivo” hito-no, “acusativo” hito-wo. Mas se se trata de uma verdadeira flexão, é mais provável que siga o modelo do latim: domin-us, domin-i, domin-o. O hito japonês é uma palavra independente que pode parecer isolada; mas em latim não existe uma palavra domin- independente – tem de ser completada pela terminação gramatical. Se as formas latinas forem representadas numa escrita silábica, a terminação representará de facto –nus, -ni, -no, etc. Ou seja, a consoante dos sufixos alternados, sendo parte do radical, permanece inalterável. A existência de um número de diferentes tipos de flexão apontava para a segunda possibilidade. (…) Deste modo foi possível estabelecer uma nova série de ligações entre signos, que suspeitava-se, continham a mesma consoante mas diferentes vogais.”

Categories: A Escrita Cónia, História | Deixe um comentário

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