Sobre o afastamento de Gonçalo Amaral do caso Madeleine McCann


(http://news.bbc.co.uk)

O afastamento de Gonçalo Amaral do cargo de Cordenador do Departamento de Investigação Criminal de Portimão e do caso Madeleine McCann é um novo episódio desta já longa novela de submissão portuguesa à “pérfida Albion“. Logo nos primeiros momentos desta investigação, a presença insinuante mas opressiva do embaixador britânico no Algarve, junto dos investigadores e um sem número de telefonemas originários dos gabinetes ministeriais britânicos para os ministérios e para o gabinete do Primeiro Ministro procuraram afastar a investigação das primeiras suspeitas dos inspectores (que falavam então de um caso de “desaparecimento” e não de “rapto”) do casal McCann… Em consequência destas pressões governamentais, podem ter-se perdido provas periciais fundamentais para o apuramento da verdade nos primeiros dias e somente quando cães pisteiros ingleses e laboratórios britânicos começaram a revelar um conjunto de indícios sobre o comportamente suspeito do casal McCann é que a PJ pode novamente regressar à sua orientação original: a tese da morte acidental.

Agora, que é evidente a atitude colaborante da polícia britânica na condução do processo e esta é particularmente gritante após a fuga dos McCann para Inglaterra em busca de poiso mais tolerante e colaborativo o processo emperra e atola-se na incapacidade da nossa PJ para poder continuar a investigação sem a colaboração britânica, os responsáveis portugueses perdem a paciência, falam demais e… são demitidos.

As acusações do antigo coordenador são imensamente graves. Quando em declarações ao Diário de Notícias admitiu que a polícia britânica “tem vindo a investigar dicas e informações criadas e trabalhadas pelos McCann, esquecendo-se que o casal é suspeito da morte da sua filha Madeleine”. É verdade que as declarações de Gonçalo Amaral foram excessivas e nada diplomáticas, mas o seu trabalho não é o de ser diplomático e sim ser investigador e coordenador de investigadores. Para além do desabafo, o que é efectivamente importante e devia ser determinado é se esta atitude de boicote da investigação existe ou não, e aqui, não existe nenhuma tentativa de apuramento da verdade quanto a estas pressões e quanto a esta atitude colaborativa, e isto é que é realmente grave!

E não nos esqueçamos de que Kate e Gerry McCann são suspeitos de homicídio involuntário e de ocultação de cadáver.

Fonte: Público

O que acha que aconteceu a Madeleine McCann?

1) Foi raptada por uma rede de pedofilia
2) Foi raptada por uma rede de adopção ilegal
3) Foi morta acidentalmente por um dos pais
4) Foi morta intencionalmente por um dos pais
5) Fugiu sozinha e sofreu um acidente

View Results

Anúncios
Categories: Madeleine McCann, Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | 9 comentários

Navegação de artigos

9 thoughts on “Sobre o afastamento de Gonçalo Amaral do caso Madeleine McCann

  1. O grande problema é observarmos o estado de perfeitas cocóras em que o ministro da justiça está neste assunto.
    Não se vê, não se mexe, não fala. A penas cauciona politicamente o afastamento de um responsável pela investigação.
    Se fosse uma pessoa à sério nunca permitiria nesta ocasião o afastamento do responsável e já teria posto na ordem a polícia britânica o o governo inglês.
    O que o Mccann estão a fazer é baralhar e jogarem com a opinião pública para condicionar a investigação precisamente porque não existe corpo. E o Estado Português alinha nesta estratégia permitindo a desautorização da investigação feita por portugueses ao alinhar no afastamento do responsável.

  2. Golani

    ele não se referia à Policia Britânica, o DN é manipulou as palavras, referia-se sim aos ex-policias que agora são “analistas” para as TV´s e media britânicos

    entre as 2 policias, as relações parecem ser óptimas

    não esquecer que os avanços do caso se deveram aos meios britânicos:

    os cães, que sinalizaram os vestígios de ADN e o laboratório, que os está a analisar.

    muitas criticas podem ser feitas aos media britânicos, mas isso não pode servir como desculpa para a actuação da PJ sobre o manto do nacionalismo.

    a verdade é que a PJ NÃO é umas das” melhores policias de investigação do mundo”…..isto foi uma daqueles clichés que ganhou vida própria sem nenhum estudo que o comprove ou sustente

    como é que possivel que os indícios ADN só tenham sido descobertos 100 dias depois do crime ? como é que foi feita o isolamento e análise da cena do crime ? etc….

    a PJ é criticada, e já o foi no passado antes disto acontecer, por investigar muito pouco e basear a sua actuação em escutas telefónicas e/ou em “apertar” os suspeitos em interrogatórios “pesados” para uma confissão

    o Amaral foi afastado tb pq se suspeita que seja ele que andava a divulgar informação para os media nacionais, violando assim o segredo de justiça ….esta terá sido a gota de água, apesar do DN ter manipulado as palavras, ele nem sequer deveria estar a falar com um jornalista sobre o caso

    a PJ precisa de maior transparência na sua actuação, maior responsabilização, precisa de um gabinete de relações públicas com um porta-voz oficial para interagir com os media e reagir qd existem abusos e exagero nos media como aconteceu com artigos escritos pelas media ingleses envolvendo o Amaral

    este caso apenas veio a por a nu estas deficiências, deficiências que já estavam identificas ainda antes deste caso acontecer….só que ninguém fez nada

  3. Golani:
    “ele não se referia à Policia Britânica, o DN é manipulou as palavras, referia-se sim aos ex-policias que agora são “analistas” para as TV´s e media britânicos”
    -> Sim, eu sabia que as declarações não foram feitas assim, exactamente. Embora desconhece-se qual era o seu alvo exacto.

    “entre as 2 policias, as relações parecem ser óptimas”
    -> Isso é algo que não sabemos… Todas as notícias negativas sobre Portugal e a nossa PJ não tem fonte na polícia britânica?… Se não todas, certamente que parte muito significativa.

    “não esquecer que os avanços do caso se deveram aos meios britânicos:
    os cães, que sinalizaram os vestígios de ADN e o laboratório, que os está a analisar.”
    -> O que aliás foi uma escolha de grande sabedoria por parte da nossa PJ. Os britânicos nunca aceitariam provas vitais recolhidas por portugueses…

    “muitas criticas podem ser feitas aos media britânicos, mas isso não pode servir como desculpa para a actuação da PJ sobre o manto do nacionalismo.
    a verdade é que a PJ NÃO é umas das” melhores policias de investigação do mundo”…..isto foi uma daqueles clichés que ganhou vida própria sem nenhum estudo que o comprove ou sustente
    como é que possivel que os indícios ADN só tenham sido descobertos 100 dias depois do crime ? como é que foi feita o isolamento e análise da cena do crime ? etc….”
    -> Todos estes problemas são evidentes, mais uns quantos que aqui não listas. A PJ está entre as melhores polícias, com os meios e recursos humanos e financeiros que tem. Quantos destes não foram já consumidos neste caso e desperdiçados pela pressões governamentais no andamento da investuigação? A PJ está entre as melhores, mas os seus meios técnicos e a sua quantidade, não. E isso pode explicar alguns dos problemas expostos por esta investigação. Esperemos que sirva pelo menos para aperfeiçar e corrigir algo, já que os criminosos vão – aparentemente – ficar impunes, sejam lá eles quem forem.

    “a PJ é criticada, e já o foi no passado antes disto acontecer, por investigar muito pouco e basear a sua actuação em escutas telefónicas e/ou em “apertar” os suspeitos em interrogatórios “pesados” para uma confissão”
    -> É o método “low tech” a que a contingência dos meios a forçou a agir… Mas onde agora se sabe mover com muita pericia e eficácia. Mais que o britânicos que se têm deixado enrolar pelo influente casal, aparentemente.

    “o Amaral foi afastado tb pq se suspeita que seja ele que andava a divulgar informação para os media nacionais, violando assim o segredo de justiça ….esta terá sido a gota de água, apesar do DN ter manipulado as palavras, ele nem sequer deveria estar a falar com um jornalista sobre o caso”
    -> E quem não o faz? O mal está na falta de um gabinete de comunicação, de um porta-voz, etc.

    “a PJ precisa de maior transparência na sua actuação, maior responsabilização, precisa de um gabinete de relações públicas com um porta-voz oficial para interagir com os media e reagir qd existem abusos e exagero nos media como aconteceu com artigos escritos pelas media ingleses envolvendo o Amaral”
    -> Ditto.

    “este caso apenas veio a por a nu estas deficiências, deficiências que já estavam identificas ainda antes deste caso acontecer….só que ninguém fez nada”
    -> O Caso Casa Pia veio introduzir algumas alterações legislativas, nem todas igualmente meritórias. Julgo que o mesmo sucederá aqui. Espero é que sejam para melhor…
    -> Mas, neste caso, fica muito clara a sensação que este tratado: http://en.wikipedia.org/wiki/Methuen_Treaty ainda foi assinado ontem…

  4. Pedro:
    “O grande problema é observarmos o estado de perfeitas cocóras em que o ministro da justiça está neste assunto.
    Não se vê, não se mexe, não fala. A penas cauciona politicamente o afastamento de um responsável pela investigação.”
    -A Um estado que lhe advém certamente de ser o ponto focal de todas as pressões governamentais britânicas…

    “Se fosse uma pessoa à sério nunca permitiria nesta ocasião o afastamento do responsável e já teria posto na ordem a polícia britânica o o governo inglês.”
    -> O tipo pisou o risco e falou demais. Isso é certo. Mas o que devia ser aclarado é a força e a influência destes McCann e quanto estão de facto a manipular a investigação…
    -> Hoje já vieram dizer que com um novo coordenador talvez regressem a Portugal… Admitindo assim a Fuga e que esta substituição serve os seus interesses…

    “O que o Mccann estão a fazer é baralhar e jogarem com a opinião pública para condicionar a investigação precisamente porque não existe corpo. E o Estado Português alinha nesta estratégia permitindo a desautorização da investigação feita por portugueses ao alinhar no afastamento do responsável.”
    -> Jogo que têm jogado com grande mestria e sempre a seu pp favor… Ou não tivessem telefonado para a Sky ainda antes de para a polícia portuguesa quando do rapto de Madeleine…

  5. Clavis: se eu me lembro bem do sr Alberto Costa ainda do primeiro governo Guterres não é necessário mais que 5 segundos de pressão dos ingleses para ele ficar de cócoras.

    E os Mccann estão – de facto – a manipular a informação. Esta conversa de “ir pôr ” fotografias da Maddie nos carrinhos de hipermercado é uma grosseira manipulação para voltar a opinião pública portuguesa de novo para o lado deles.

    E virem dizer que com um novo coordenador talvez regressem a Portugal?!?!? Mas o que é isto? Um restaurante com menu à escolha? Isto é estar claramente a condicionar a investigação.

    E tem jogado com grande mestria manipulando a opinião pública especialmente inglesa, precisamente porque aqui não existe qualquer reacção de resposta . Nós não estamos em 1890. Apesar das assimetrias não estamos nessa data.
    Estes senhores estão a jogar para se safarem tentando condicionar a opinião pública e querendo condicionar a justiça de um país estrangeiro de actuar.
    E este afastamento do coordenador é uma prova de fraqueza completa.
    Nada impede que no futuro não torne a ser exigido o afastamento de novo coordenador porque os resultados das investigações do novo coordenador apontam para a culpabilidade dos MCCANN.

  6. Golani

    2007-10-05

    A polícia inglesa também acredita na morte de Madeleine, a menina britânica desaparecida do Ocean Club a 3 de Maio deste ano. O CM sabe que a mudança de rumo das investigações da Polícia Judiciária, que inicialmente pensou tratar-se de um rapto, foram acompanhadas pelos ingleses que tiveram mesmo um papel determinante nas buscas do cadáver. Primeiro, com tecnologia que consegue identificar alterações de terreno ao nível do subsolo e depois com os cães.

    …..Foram depois os ingleses que sugeriram o envio dos cães. A PJ desconhecia a fiabilidade dos resultados daqueles animais e aceitou de imediato a sugestão. Os ingleses também trouxeram para Portugal a referida sonda que procura alterações no subsolo e o objectivo era verificar se a criança teria sido enterrada nas imediações do aldeamento. Um dos locais vistoriados foi a casa do suspeito inglês Robert Murat e nada foi encontrado. Algumas fontes contactadas pelo CM garantem que as buscas também se estenderam a outros locais.

    Esta aparente “sintonia” entre as autoridades portuguesas e inglesas levou a que as declarações de Gonçalo Amaral caíssem que nem uma bomba na Polícia Judiciária. E nem o facto de o próprio ter desmentido ter-se referido à polícia inglesa – internamente o ex-director da PJ de Portimão explicou que falara aos jornalistas do ‘Diário de Notícias’ dos polícias reformados que trabalhavam para os McCann – fez com que Alípio Ribeiro tivesse contemplações.

    Era preciso mostrar aos britânicos que não havia qualquer desconfiança do seu trabalho, tanto mais que a Judiciária sempre se pautara pela melhor colaboração.

    http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=260522&idselect=9&idCanal=9&p=200

    British police: Madeleine WAS killed in holiday apartment
    Last updated at 09:52am on 5th October 2007

    British police are working on the theory that Madeleine McCann is dead, it emerged today.

    They have become convinced the four-year-old will not be found alive.

    Officers in Leicestershire have come to share the view of the Portuguese police after sniffer dogs detected ‘the scent of death’ in the Algarve holiday apartment from which she vanished.

    The two springer spaniels, said to be capable of detecting blood and human remains, were used in the investigation in August.

    One picked up a ‘scent of death’ on items ranging from mother Kate McCann’s clothes to Madeleine’s favourite soft toy Cuddle Cat.

    This evidence, and the alleged discovery of specks of blood in the McCanns’ Ocean Club apartment in Praia da Luz, convinced the Policia Judiciaria – Portugal’s criminal investigation department – that Madeleine, from Rothley, Leicestershire, died there on 3 May.

    It is now thought that officers in Leicestershire have also come round to believing the same theory….

    http://www.dailymail.co.uk/pages/live/articles/news/news.html?in_article_id=485803&in_page_id=1770&ct=5

  7. Ainda hoje re-passou ume reportagem da Sky sobre o caso Madeleine,,, Aqui, o sentiento pró-McCann era evidente e o tom que atravessava toda a reportagem era o de uma crítica latente à investigação conduzida pela PJ.
    A Sky alinhou pelos McCann recebendo deles em contrapartida uma série de exclusivos, por isso está longe de ser imparcial, mas a reportagem mostra muito bem o que pensa os britânicos da qualidade da nossa Pj.
    Mas o pior, pior mesmo, é que dee facto parece ter havido algumas falhas técnicas na condução da nossa investigação, e devem ser falhas comuns na maioria das investigações, já que se neste caso tão excepcional elas foram cometidas, isso não significa que o são sempre?
    Quanto às pressões, a própria necessidade de Costa esta-não-é-a-minha-polícia em negar a existência de pressões para a demissão, não é o melhor indicador que ela houve mesmo?
    O desabafo imprevidente do coordenador foi um erro, próprio e pessoal, mas ele estará assim tão alheio ao processo e à condução do mesmo que estará assim tão errado naquilo que disse? Duvido muito.
    Quanto a ter recuado nas palavras iniciais… Francamente não acredito. Fê-lo depois apenas para tapar o mal feito. E de qq modo devia ter sido ouvido antes de ter sido demitido, o que parece que não aconteceu.

  8. Golani

    se isto tivesse ocorrido a uma turista Portuguesa num pais estrangeiro, eu pergunto o q diríamos nós, os Portugueses, sobre esse pais e as suas autoridades:

    Açores: Ministério Público abre inquérito
    112 deixa violada sem ajuda

    O Ministério Público de Ponta Delgada, Açores, vai abrir um inquérito judicial ao procedimento do dispositivo de socorro da Região Autónoma após a violação de uma turista inglesa. Ficou provado durante o julgamento do violador que a vítima, Susan S., de 37 anos, telefonou 7 vezes para o 112 após ter sido violada – a 5 de Maio deste ano –, tendo todas as comunicações sido cortadas pelo operador de serviço.

    A PSP admite que a central do 112 nos Açores teve “limitações de serviço” entre Maio e Julho.

    Fonte do Ministério Público de Ponta Delgada disse ao CM que a investigação, ordenada pelo juiz-presidente do colectivo que condenou o violador a seis anos de cadeia, poderá vir a originar a dedução de uma acusação.

    “Estão em causa pressupostos que podem configurar crime de omissão de auxílio, a imputar a um ou mais sujeitos”, disse a mesma fonte.

    Nem mesmo a hipótese de recurso, que a defesa do arguido poderá apresentar durante as próximas duas semanas, serve para inviabilizar esta investigação. “Quando a sentença transitar em julgado, será de imediato extraída uma certidão que possibilitará o inquérito”, salientou o informador.

    O crime provado em tribunal remonta à tarde de 5 de Maio. O arguido, um homem de 45 anos, forçou a inglesa a sexo anal e oral. Susan S. tinha nessa tarde ido fazer um circuito pedestre à zona da Lagoa das Sete Cidades, perto de Ponta Delgada.

    Apesar de ter estado ausente das duas sessões de julgamento, a queixosa prestou declarações para memória futura. Nelas, a turista inglesa referiu que, logo após a violação, usou o próprio telemóvel para efectuar sete chamadas para o 112.

    Posteriormente aos factos, Susan S. escreveu ao INEM para apresentar uma queixa “sobre a falta de eficácia do 112”. Na missiva, a que o CM teve acesso, a turista assegura ter chegado à fala com um operador da central 112 “por sete vezes”. “Nas primeiras vezes a chamada foi desligada repetidamente. Nas duas últimas, alguém atendeu. Repeti ‘hello’, ‘hello’, mas ninguém falou”, referiu na queixa enviada ao INEM.

    Susan S. acrescenta ainda que efectuou todas as comunicações telefónicas numa zona “sem dificuldades de recepção”. “No mesmo local contactei o meu hotel, e vi a PSP efectuar várias chamadas”, acrescentou.

    Perante a falta de auxílio oficial, a turista inglesa viu-se obrigada a telefonar ao marido que, a partir da Áustria, onde se encontrava, contactou telefonicamente a PSP de Ponta Delgada, que finalmente enviou socorro – que chegou ao local duas horas depois do crime.

    Segundo soube o CM, durante a fase de inquérito foi impossível à procuradora responsável pelo processo determinar as reais condições técnicas em que as referidas chamadas foram efectuadas.

    PSP RECONHECE LIMITAÇÕES

    O CM contactou o Comando da PSP dos Açores sobre os factos provados em tribunal.

    Por escrito, o superintendente Vaz Antunes, comandante da polícia local, reconheceu que entre as 15h30 e as 15h44 de 5 de Maio “a central de comunicações da PSP de Ponta Delgada recebeu 19 chamadas, 7 das quais efectuadas do telemóvel da turista inglesa”, explicou.

    “Não foi possível apurar os motivos pelos quais não houve conversação”, salientou o superintendente Vaz Antunes.

    No dia dos factos, a central de comunicações tinha “limitações de funcionamento, o que poderá ter contribuído para uma menos pronta prestação de auxílio”. “A substituição da central só aconteceu a 25 de Julho deste ano”, concluiu o superintendente Vaz Antunes.

    CRIME COM DUAS VERSÕES

    Susan S., a turista inglesa de 37 anos, e o arguido, um homem de 45 anos residente na zona de Ponta Delgada, apresentaram duas versões distintas em tribunal.

    O arguido assegurou, em declarações ao colectivo de juízes, não ter recorrido à violência. “Os dois encontraram-se numa zona erma perto da Lagoa das Sete Cidades”, disse ao CM Artur Ponte, advogado do arguido. O causídico acrescentou que, ao contrário do que refere a queixosa, o seu cliente nunca usou qualquer faca para consumar as relações sexuais. “Tudo o que se passou foi de mútuo acordo”, salientou Artur Ponte.

    A vítima, ao contrário, afirma ter sido interceptada pelo violador quando efectuava um circuito pedestre junto à Lagoa das Sete Cidades. Nas declarações para memória futura que prestou ao tribunal, Susan S. assegurou que o arguido lhe arrancou um guia turístico que trazia nas mãos e depois, com recurso a uma faca, forçou o contacto sexual.

    O arguido cumpre pena no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada.

    PORMENORES

    PRISÃO OU MULTA

    O artigo 200 do Código Penal pune o crime de omissão de auxílio com pena de prisão até um ano, remissível a multa de 120 dias. A omissão de auxílio ocorre quando um sujeito não presta o auxílio necessário ao afastamento do perigo.

    RECURSO JUDICIAL

    A defesa do condenado pela violação da turista inglesa tem duas possibilidades de recurso. Se for fundamentado em matéria de direito, será para o Supremo Tribunal de Justiça. Caso se baseie em matéria de facto, o recurso será recebido pela Relação de Lisboa.

    CHAMADAS FALSAS

    O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem em curso uma campanha contra as chamadas falsas para o 112. Em 2006, o INEM recebeu 66 chamadas falsas por dia – um total de 24 281 em todo o ano.

  9. 24 mil chamadas falsas, são muitas chamadas… cada uma merece um processo judicial, de per si, e sendo possível fazer o trace das mesmas, é incompreensível porque não se encetam já essas diligências, nem que seja para punir exemplarmente um ou dos meliantes, para que os demais aprendam, já que neste país não há civismo suficiente para que haja decência… Quanto ao processo em particular… Nada a fazer. A turista está na razão, e o INEM (por razão que seja) deveria ser condenado.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

%d bloggers like this: