Daily Archives: 2007/09/27

“Nos últimos 20 anos, os concelhos de Lisboa e do Porto perderam tantos habitantes quanto todos os outros concelhos do país em regressão demográfica”


(http://www.youngreporters.org)

“Nos últimos 20 anos, os concelhos de Lisboa e do Porto perderam tantos habitantes quanto todos os outros concelhos do país em regressão demográfica. E para onde foram esses habitantes? Para os subúrbios, que não param de crescer. Para dar resposta ao crescente desiquilíbrio das cidades, o Governo está a lançar um pacote legislativo e uma nova geração de planos de ordenamento do território que procuram a regeneração das áreas em decadência nos centros urbanos e prometem a contenção na expansão das áreas urbanas e da construção junto à costa.”
(…)
“com aposta na revitalização dos seus centros [das cidades], o crescimento dos subúrbios será contido e a rede urbana contará com um maior peso das cidades médias.”
(…)
“João Ferrão, secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, que coordena estas políticas, considera que o País tem sofrido um duplo esvaziamento. É que não são só as áreas do interior que perdem população. Nos perímetros urbanos das grandes cidades, há áreas vazias e abandonadas.”
(…)
“Além dos ganhos na recuperação do nervo urbano de cidades como Lisboa ou Porto, a prazo, João Ferrão, que, antes de ir para o Governo, era investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, prevê uma diminuição dos movimentos diários entre a cidade e os subúrbios”
Este estranho fenómeno que é o do ermamento simultâneo do centro das nossas cidades e do esvaziamento do interior rural do País indica claramente o que se está a passar não só na nossa sociedade, mas na maioria das sociedades ditas ocidentais: um peso exagerado e pernicioso do sector imobiliário sobre a demais economia, dita “real”. Se as grandes cidades e até as ditas “cidades médias” se tornam em frutos onde só resta a casca periférica e onde o novo fenómeno do “êxodo urbano” empurrou a população para as periferias isso deve-se ao inflaccionamento irreal e desporporcionado do preço das habitações e dos escritórios nos centros urbanos. Assistimos a este fenómeno de desertificação em Lisboa, com grande evidência na Baixa Pombalina e de idêntica forma no Porto e em Coimbra… As habitações e os escritórios – a preços mais acessíveis – deslocam-se para a periferia enquanto cidades como Lisboa perdem mais de 100 mil habitantes em 10 anos…

Por isso, nada a dizer cobtra este projecto do Secretário de Estado… Não vejo é nestas boas intenções os meios ou a vontade política realmetne necessárias para inverter esta doença que está a consumir o nosso país… A especulação imobiliária continua galopante nas zonas mais caras de Lisboa e das grandes cidades – apesar da estagnação de preços nos últimos anos – e ainda não há medidas que determinem um preço máximo por metro quadrado nas zonas mais esvaziadas… Necessárias porque o “Mercado” não está a funcionar, como prova o estado de ruína evidente de tantos prédios em tantas avenidas e ruas “nobres” lisboetas… Falta ainda imposição de medidas efectivas que atraiam os jovens dos subúrbios para o centro, preenchendo todos aqueles fogos (100 mil em Lisboa) que se sabe estarem devolutos à muitos anos… Falta que a Câmara saia da sua sonolência e confisque aos seus supostos proprietários as habitações que estes deixam arruinar na vã esperança de uma vez consumida a ruína possa vender o terreno para construção… Falta reduzir o campo de manobra para estes verdadeiros intermediários inuteis que são as “agências imobiliárias”, que não contribuem com Valor para nada no processo de compra e venda imobiliários e que cobram taxas relativas imorais a uma venda, onde os custos são fixos, e onde, consequentemente, se deviam cobrar “taxas de serviços” fixas, não relativas. Um detalhe que contribui evidentemente para uma elevação dos preços finais dos imóveis.

Enfim, falta fazer muito, além de exprimir apenas intenções… Veremos é se este Governo se fica agora por aqui.
A partir de um artigo de Pedro Miguel Madeira
Fonte: Público, 20 de Agosto de 2007

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Categories: A Escrita Cónia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 7 comentários

QuidSZ S3-5: O que está aqui a ser testado?

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Dificuldade: 4

Categories: QuidSZ S3 | 3 comentários

No rescaldo dos incêndios florestais na Grécia e sobre a Especulação Imobiliária


(http://www.navis.gr)

“Haverá mãos criminosas e, diz-se, pressões imobiliárias. Loucos, Quem quererá visitar um país cheio de hotéis implantados sobre cinzas? Quem se importará com a Grécia sem o apelo de Creta, das marcas de pedra antiga que nos inspiram ainda e sempre humanidade? Essa Grécia que tanto encantou Sophia e encanta ainda Hélia Correia? Os abutres do ganho fácil podem, neste desvairo incendiário, acabar de vez com o seu próprio sustento.”

Nuno Pacheco
Público 29 Agosto de 2007

Esta gangrena imobiliária que devassa todo o mundo e que induz falsas noções de prosperidade em economias como a britânica e espanhola e, em menor medida, na portuguesa está por detrás de alguns dos fenómenos mais perigosos da actualidade… A expansão do sector imobiliário tem alimentado campanhas e partidos políticos de moral duvidosa, como se viu no recente caso Somague e como se vê um pouco por todo o País pelas relações de corrupção que unem tantos autarcas a tantas empresas de Construção Civil… O papel desta especulação imobiliária é também determinante na destruição que estes incendiários “loucos e agindo sob moto próprio” (pois! os desgraçados que se deixam apanhar!) têm tido no mundo mediterrâneo em zonas de maior pressão construtiva… Não basta utilizar os argumentos do Aquecimento Global (verdadeiros, ainda assim), os do ermamento do Interior e do êxodo das populações para as cidades e para o litoral, para explicar a escala assassina daquilo que assolou a Grécia e que tenta destruir todos os anos o Interior deste País. Para compreender cabalmente este fenómeno é preciso procurar as suas raízes num sector imobiliário com as suas taxas de lucro muito superiores às da economia produtiva, com níveis de risco de investimento muito baixos e onde as ligações entre o poder político e os interesses instalados permitem uma cobertura política e policial que – apesar dos esforços recentes – tem largas décadas em Portugal.

Um dia, estes especuladores hão-de queimar a última árvore e construir no seu lugar mais um apart-hotel ou um enésimo sorvedouro-de-água Campo de Golfe, rodeado de palmeiras de plástico e hotéis de turismo de massas. É claro que nesse dia… Nenhum deles estará cá para o ver. Mas isso é a longo prazo… E como dizia Lord Keynes: “a longo prazo estaremos todos mortos” e é este princípio que segue agora esta gente que na vã mira do lucro massivo e imediato não hesita em sacrificar o destino de todos nós e dos seus próprios filhos.

Categories: Economia, Política Nacional, Sociedade | 4 comentários

Enviar uma mensagem de mail em Outlook escrita com Tags HTML

Esta é uma forma (das várias) de enviar mensagens escritas com tags HTML directamente a partir do cliente Outlook:

1. Criar o conteúdo HTML no editor de HTML, gravar um ficheiro .HTM

2. No cliente Outlook confirmar se em Tools:Options:Mail Format de forma a colocar ou a confirmar de que o HTML é o default message format. No cliente Outlook confirmar que o Word não é o editor por default e usar a Web Toolbar do Outlook para abrir o ficheiro .HTM salvado no passo 1. Depois deste aberto (e de aparecer no cliente Outlook), ir até Actions:Send Web Page by E-Mail.

Categories: Informática | 3 comentários

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