Daily Archives: 2007/09/24

Afeganistão, Baixas e… Droga. Muita Droga.


(http://www.mod.uk)

“O The Observer apresentou ontem estatísticas segundo as quais quase metade dos britânicos na frente afegã já requereram um significativo tratamento médico: mais de 700, desde Abril, só na província de Helmand. Um enviado do semanário passou três semanas no terreno e concluiu que muitos soldados tencionam deixar o serviço, porque não aguentam combates tão intensos como os que ali se travam. “Dois milhões de munições já foram disparados” pelas forças de Sua Majestade.

“O The Independent relatou que noutra frente de combate em que os britânicos estão envolvidos – os comandantes militares comunicaram ao primeiro-ministro Gordon brown, “nada mais se pode fazer” no Sueste do Iraque, pelo que os 5500 soldados lá destacados deveriam ser retirados de imediato.”

Jorge Heitor
Público, 20 de Agosto de 2007

Os sete mil soldados britânicos que combatem os Talibãs no Sul do Afeganistão enfrentam aquela que é hoje a tarefa mais difícil na luta global contra o Islamismo militante: o Afeganistão. Esta é que sempre foi a primeira e última frente com a instauração de uma “república islâmica”, não o Irão – onde a desilusão contra os governantes confessionais sempre foi elevada, especialmente nos meios urbanos – mas o Afeganistão onde atravês da influência das escolas corânicas da fronteira com o Paquistão sempre entraram os mais aguerridos militantes islâmicos. As forças locais – mais ou menos leais ao Governo de Kabul – já demonstraram cabalmente a sua incapacidade para se defenderem, quanto mais para imporem Segurança em todo o território nacional… O cenário de guerra local é actualmente muito mais intenso do que o de qualquer outro conflito no mundo, ainda mais do que Iraque onde os confrontos directos entre forças da Coligação e Resistentes são raros e sinal disto mesmo é o facto do actual conflito no Afeganistão ser já o segundo mais importante de sempre em termos de baixas sofridas pelo exército britânico, com uma taxa de baixas por militares combatentes superior mesmo à dos americanos no conflito do Vietname, o que dá uma boa medida daquilo que se passa hoje no Afeganistão… Aliás, estima-se que 1 em cada 39 militares britânicos tenham já sofrido um qualquer tipo de ferimento, tendo recebido consequentemente o supracitado “tratamento médico”. Estas baixas elevadas são consequência de um tipo de guerra que propicia ao confronto homem-a-homem e à emboscados, quer por mina ou IED, quer “clássica” e são também resultado da falta de colaboração das forças locais, que supostamente deviam estar a liderar este combate, e da ausência de meios suficientes no local… As forças aliadas no Afeganistão (que incluem forças portuguesas) são também em número insuficiente, especialmente as dos EUA (empenhadas no Iraque) e esta fraqueza está a deixar demasiado espaço para as movimentações dos Talibãs…

Sobretudo, o grande problema do Afeganistão não é directamente o reacender da actividade dos fundamentalistas islâmicos, mas a explosão da produção de Droga, que está a financiar a guerrilha Talibã e que é tolerada ou até incentivada pelo Governo de Kabul. Helman, a provincia mais patrulhada do Afeganistão é responsável, sózinha, por 34% da produção nacional de ópio e esta subiu 48% em apenas um ano!… Aliás, no geral, o Afeganistão é hoje o maior produtor mundial de Drogas, uma consequência do aumento de insegurança no Sul do País, mas também do aumento da influência dos talibãs nesta região, já que estes a usam como forma de financiamento, vendendo directamente o seu produto, ou cobrando “protecção” aos agricultores locais…

Assim, é preciso reconhecer a prioridade do Afeganistão nesta luta contra o Fundamentalismo Islâmico, empenhar aqui as forças suficientes para assegurar a vitória, ou pelo menos para impedir que o frágil, corrupto e inepto governo de Kabul torne a cair nas mãos dos fundamentalistas e travar em primeiro lugar a batalha contra as suas grandes fontes de financiamento: a Droga. Vencida esta guerra, enfrentando a resistência dos Senhores da Guerra e do próprio governo local, retirar-se-á a base deste renascimento talibã e o rumo desta guerra longínqua mais decisiva poderá finalmente inverter-se.

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Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | 15 comentários

QuidSZ S3-2: O que era isto?

Dificuldade: 4

Categories: QuidSZ S3 | 8 comentários

Sobre o “Progresso Tecnológico e o “Desenvolvimento Humano” e da falta de compatibilidade entre ambos nas sociedades globalizadas da actualidade

A época contemporânea criou nas mentes humanas a confusão entre os conceitos de “progresso tecnológico” e o de “desenvolvimento humano”. Na verdade, ambos não são sinónimos e podem – frequentemente – andar bem separados… O progresso tecnológico, cujo apogeu provável se vive hoje devia produzir tempos de lazer mais prolongados do que nunca, mas ao invés, vemos multiplicarem-se as pressões globalistas para aumentar a jornada de trabalho diária, para reduzir as férias, os períodos de descanso e repouso semanal, etc… Como sempre as multinacionais e os grupos de pressão neoliberais que incapazes de reunirem forças bastantes para formarem partidos preferem agir na rectaguarda e financiar os partidos do sistema procuram sob ameaça da deslocalização reduzir os tempos de lazer… E nestes, impõe mecanismos de docilização e de desestimulação do Pensamento, de forma a produzirem turbas amorfas e permeáveis ao “pensamento único” que infiltram sob todas as formas nas sociedades… Não pretendem forjar uma raça de pensadores e conversadores, mas uma raça de consumidores acéfala e submissa aos ditames neoliberais e sempre constrangida pelo medo do Despedimento e das reduções salariais… O Pensamento e a liberdade para o produzir que devia advir da crescente mecanização da Produção são malbaratados e desperdiçados na produção de ainda mais riqueza para um número cada vez menor de mãos, um fenómeno especialmente agudo nas chamadas “economias emergentes” do Oriente, mas sobretudo na Índia e na China, um uma riqueza renovada tem correspondido a uma redução dos direitos laborais e humanos quase sempre generalizada.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | Deixe um comentário

Tabela de Caracteres da Escrita Cónia (sistema Ventris)

Segundo este sistema, os signos são distribuídos por colunas segundo a função do sufixo, colunas como o masculino, o feminino ou outros casos que sejam eventualmente identificados no decorrer do processo de análise das inscrições. Também as palavras derivadas têm uma coluna, permitindo a melhor e mais rápida identificação dos temas e das suas variações. Conforme escrevia Ventris: “Desta forma, podemos idealizar uma segunda dimensão para a nossa “grelha” que a tornará o esqueleto de uma verdadeira tabela de valores fonéticos. Só necessitará então da identificação de um pequeno número de valores silábicos para que o sistema mais ou menos completo de consoantes e vogais se ajuste completamente.

Uma vez erguida esta tabela, Ventris empenhou-se em construir uma segunda tabela, uma tabela de valores silábicos aproximados em que os signos estudados se dividem nas seguintes colunas: vogais; vogais puras; semivogais e consoantes. A partir deste ponto, Ventris chegou à identificação de várias consoantes diferentes mas com a mesma vogal, uma identificação que partiu da observação de que só um pequeno número de signos precediam algumas terminações. A partir deste ponto Ventris procurou sufixos e terminações semelhantes aos que encontrara em várias línguas chegando no caso no Linear B ao grego, nomeadamente na terminação masculina grega –eus.

 

 

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