Diálogo com Rodrigo Borges sobre o Movimento Quintano

Este é o diálogo mantido com Rodrigo Borges e aqui reproduzido com a sua autorização sobre a essência, natureza e objectivos do Movimento Quintano. Fica aqui publicado o artigo de forma a aproveitar o enriquecimento de ideias que este interessante diálogo produziu e a divulgar os conceitos radicais e inovadores que estão por detrás daquilo a que temos chamado de “Movimento Quintano”, e que pretende tornar reais os conceitos políticos e sociais advogados pelo professor Agostinho da Silva e pelo economista E. F. Schumacher:

Rodrigo:

“No que consiste aderir ao Movimento Quintano? Ao meu ver uma união entre Portugal e Brasil, obrigaria Portugal a deixar a União Européia para não desestabilizá-la!”

MovV:

“Bom Dia,
Mais do que destabilizar, a União Brasil-Portugal iria Quebrar a União Europeia, fazendo sair dela Portugal (que nunca nela teve de facto lugar, económica e culturalmente) e procurando depois cativar os demais países mediterrânicos e latinos, Galiza numa primeira fase e Catalunha, Itália e as demais “Espanhas” (porque as há várias) depois…”

Rodrigo:

“Infelizmente não creio que Portugal faça alguma falta significativa à UE, uma União Latina, seria excelente, mas tremendamente difícil, creio que primeiro seja necessário haver a união da América Latina como um todo e outra União independente entre os Latinos Europeus, falando como Latino Americano que sou, jamais aceitaremos uma neocolonização européia, não preciso dizer os enormes estragos que vocês fizeram neste continente, portanto é razoável e compreensível de se esperar que nós também estejamos totalmente dispostos a desprezá-los ou explorá-los com o mesmo afinco com que nos fizeram no passado.”

MovV:

“Não fazemos… Como mercado, somos poucos (apenas 10 milhões). A “União Latina” seria apenas a última fase do projecto gisado na década de 60 pelo professor Agostinho da Silva quando vivia em Brasília. A primeira fase começaria por uma União Brasil-Portugal ou Portugal-Galiza, bem mais possíveis de cumprir que a muito ambiciosa e irrealizável a curto prazo “União Latina”. Fizemos estragos, claro… Como os romanos fizeram a nós no seu devido tempo, os invasores almorávidas de Marrocos, ou… Mas isso é restringirmo-nos ao aspecto negativo das relações entre os povos. Os portugueses nunca fizeram genocídios massivos como os castelhanos e conseguiram esse grande milagre de dar ao Brasil as condições para se manter uno e de ser hoje em potencia uma das maiores potencias mundiais… O grande exemplo que esta união poderia dar ao mundo seria a de uma união paritária, sem centralismos e com todas as partes vivendo em sã harmonia. O Portugal de hoje não é colonialista nem é temido por ninguém. E o Brasil é (apesar de tudo) um exemplo mundial de integração racial (o que se deve em boa parte tb à herança portuguesa e à sua tradição de tolerância racial).”

Rodrigo:

“Imagine o Brasil gigantescamente maior que todos os 27 países da UE em população, extensão e riquezas/recursos naturais, minerais etc., passar da noite para o dia a ter o EURO como moeda!”

MovV:

“O Euro só interessa às multinacionais e às economias do norte da Europa. Não a países como Portugal… Aliás, acreditamos nas virtudes das moedas locais (municipais) embora deva existir uma moeda transnacional, como o Euro ou o Dólar… Uma União Brasil-Portugal poderia adoptar uma ou outra para as suas relações comerciais com o exterior, mas a economia “real” e interior seria erigida em torno de moedas locais, como a “vossa” Palmas.”

Rodrigo:

“A questão é se Portugal está disposto a abrir mão do seu orgulho para virar apenas um apêndice do Brasil, mesmo que Angola e Moçambique também venham a fazer parte do reino, Brasil continuará sendo seu centro, na verdade mesmo que todas as nações Latinas se unam, pois somos a maior nação Latina do Mundo. Se um dos objetivos do Movimento Quintano é propor uma união Política, Militar e Econômica entre todos os povos Latinos, acredito que seja mas fácil começar pela econômica, com uma UL rival da UE. Podemos aprender muito com o exemplo da UE. Mas acredito que o futuro da Europa é a própria Europa completamente unida para rivalizar com China e EUA, e portanto acredito que o futuro da América Latina é a própria América Latina, uma ULA (União Latino Americana), isso não impede de ambas as organizações se apoiarem mutuamente principalmente na ciência, cultura e desenvolvimento econômico.”

MovV:

“Que orgulho?… Os portugueses são dos povos menos orgulhosos do mundo… e ainda bem! Admito que possa haver alguns portugueses com o dito, mas da nossa parte não o temos… Não nos choca (e a mim particularmente que escrevo estas linhas) ver Portugal integrado numa federação paritária com o Brasil, mas preservando a matriz essencial, que é a da federação de municípios e diluindo fortemente as competências dos Estados e, sobretudo, de Brasília e Lisboa, na soberania democrática representada pelos Municípios, na boa tradição medieval (Dom Dinis) portuguesa. A Federação Europeia é uma ideia defunta… Não existe uma noção de “nação” nem a coesão bastante… Existem apenas “interesses” por vezes em colisão… Não auguro nenhum futuro a esse projecto.”

Rodrigo:

“Jamais UE aprovaria uma coisa destas, abrir as fronteiras e ter uma cidadania completa como os Portugueses dentro da UE pior ainda, liberdade de locomoção e residência dentro da UE, uma piada.

Sendo assim, creio que as vantagens para Portugal numa eventual união com o Brasil são excelentes, em quase todos os sentidos, a única maneira ao meu ver de Portugal aparecer no cenário mundial, mas não dá para negar que o Brasil seria o centro do Reino, Portugal teria que se contentar em ser apenas um território de Ultramar do Brasil, somos quase 200 vezes o tamanho da população de Portugal, mas apesar de tudo ainda acho melhor para Portugal se unir conosco do que com a Espanha, em termos de cultura, língua e etc… Se é para ser engolido por outra nação que seja pelo menos numa de mesma língua.”

MovV:

“De facto. Projectaria mais do que Portugal, a própria lusofonia, daria ao mundo um exemplo de como dois países tão distantes podem formar uma entidade estável, pacífica e pólo de desenvolvimento humano e económico. A integração segundo o modelo simples Brasil-Portugal daria ao primeiro um peso esmagador, é certo, dada a sua dimensão comparativa demográfica e economicamente falando. Aliás, outra coisa seria puro colonialismo… Mas esta União seria apenas o primeiro passo de outras uniões lusófonas e depois de outras União latinas… Este é o essencial do projecto de Agostinho da Silva, aliás. Uma entre várias… E o peso do Brasil seria diluído porque a União regressaria ao Povo, as entidades municipais seriam o principal centro de poder e administração e os Estados centrais (ou federais) perderiam competências e poderes para os municípios… Assim se diluiria o peso de uma parte frente às demais… É que não haveria nem “Brasil”, nem “Portugal”, mas federações de municípios livres e semi-independentes, portugueses e brasileiros…

Rodrigo:

“Já pensaram aonde seria a eventual Capital? São Paulo a maior cidade talvez, não creio que portugal esteja disposto a ser absorvido pelo Brasil, mas por outro lado milhões de Brasileiros mudariam a face de Portugal, pelo menos estaria resolvido o problema da baixa taxa de natalidade e a reposição da população.”

MovV:

“Provavelmente a melhor opção seria estabelecer uma capital rotativa, ou como sugeriu em tempos Agostinho, fundar a capital em Cabo Verde…. E sim, consideramos que a emigração pode ser uma solução válida para o problema do decréscimo demográfico português. Mas não uma solução definitiva, mas apenas provisória… É que acreditamos que cada povo deve poder crescer e desenvolver-se no seu próprio território, e por território quero dizer, a sua cidade, não o seu país, já que defendemos a primazia das Economias Regionais sobre as Nacionais ou Estatais.”

Rodrigo:

“Quais as vantagens para o Brasil? Tirando a nossa moeda passar a ser o Euro também como em Portugal, o que duvido muito que algum dia aconteça. Particularmente não vejo mais nenhuma. Passaporte para a Europa duvido.”

MovV:

“O Brasil teria um pé na Europa, dar-lhe-ia um papel renovado de importância no mundo, abrir-lhe-ia os mercados ricos do norte da Europa e enfim… tornaria o Brasil (de facto a União) numa das maiores potencias económicas, políticas e militares do mundo…”

Rodrigo:

“Infelizmente há um exagero aqui, Portugal e Brasil juntos não aumentariam significativamente o PIB do Brasil, pelo contrário o Brasil é que aumentaria do PIB de Portugal como este jamais sonhou desde a nossa Independência! Militarmente falando a mesma coisa! Agora em termos de cultura, educação, universidades, ensino e pesquisa, tecnologia e política, aí sim creio que seria enriquecedor para ambos, é por isso que estou disposto a aderir ao Movimento! Mas actualmente o Brasil está mais interessado em se unificar com o nosso próprio continente Sul americano. Necessitamos investir muito ainda em infraestrutura para integrar todo o continente, mas o Mercosul, está preste a englobar a União Andina e futuramente o México, será o protótipo para a união Latino americana, este é o nosso principal foco, primeiro econômico, depois político e militar, creio que o de Portugal também deva ser a UE.”

MovV:

“Haveria um aumento do PIB, mas este seria diluído dada a imensa massa demográfica constituída pela população brasileira, é verdade… Militarmente já não seria assim… A FAP alinha com meios superiores aos da FAB (infelizmente esta deixou-se ficar para trás nos últimos anos), os F-16 MLU, no mar, a nossa Marinha não sendo das melhores e maiores da Europa é muito significativa e em terra a experiência do Ultramar e em missões humanitárias (onde o Brasil está mais ausente do que devia, excepção feita ao Haiti) e a renovação de equipamento em curso também é significativa. A potencia militar resultante seria apreciável, parece-me a mim. E sim, concordo… A grande potenciação de uma União destas seria precisamente no aspecto Cultural. Aqui, no domínio da Investigação, da Educação haveria certamente um beneficio quase imediato nesta União… O Mercosul tem um enfoque demasiado economicista, parece-me, sendo como é uma espécie de “União Europeia” da América do Sul… mas é um projecto virtuoso, com pernas para andar… Mas a ideia que tenho é que está meio encravado ou bloqueado. Não é assim?”

Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | 23 comentários

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23 thoughts on “Diálogo com Rodrigo Borges sobre o Movimento Quintano

  1. Nito

    Concordo com as ideias do Rodrigo Borges, acho que de facto Portugal tem mais a ganhar com isso do que o Brasil.
    A grande maioria dos brasileiros iria aproveitar a “ponte” para a Europa, Portugal teria muita dificuldade em manter / alterar o seu estatuto na UE.
    Todos os fundos europeus (gastos/por gastar ) teriam de ser reembolsados ?
    Quais os custos para as 2 economias ?
    Acho mais fácil uma União Ibérica numa 1ª fase e depois numa 2ª/3ª fase uma União Latina com América latina + PALOPS.)

    Acho o orgulho dos países não será problema mas sim os egos e personalidades dos políticos e de todos os interesses económicos por trás desses mesmos cargos políticos…

    Imagino um Barroso , o santana em versão Mega-Lusófona…que desastre…

  2. sa morais

    “A questão é se Portugal está disposto a abrir mão do seu orgulho para virar apenas um apêndice do Brasil”

    “Que orgulho?… Os portugueses são dos povos menos orgulhosos do mundo… e ainda bem! Admito que possa haver alguns portugueses com o dito, mas da nossa parte não o temos…”

    Calma, Rui… 🙂 Olha que esse orgulho existe e não é apenas quando se vê a bola… Temos orgulho e razões para isso, apesar de não heverem histórias perfeitas. Mas as razões existem…

    “Se é para ser engolido por outra nação que seja pelo menos numa de mesma língua.”

    Hum… Termos como “engolido” fazem-me sentir bastante descontente…

    “Já pensaram aonde seria a eventual Capital? São Paulo a maior cidade talvez, não creio que portugal esteja disposto a ser absorvido pelo Brasil, mas por outro lado milhões de Brasileiros mudariam a face de Portugal, pelo menos estaria resolvido o problema da baixa taxa de natalidade e a reposição da população.”

    absorvido?! Pois… Milhões de brasileiros?! Milhões?! Para ficarem onde? Fazerem o quê? O problema da natalidade tem de ser resolvido internamente e não de forma mercenária. Não somos propriamente a Austrália…

    “Infelizmente há um exagero aqui, Portugal e Brasil juntos não aumentariam significativamente o PIB do Brasil, pelo contrário o Brasil é que aumentaria do PIB de Portugal como este jamais sonhou desde a nossa Indepedência! Militarmente falando a mesma coisa! ”

    hum?! Pib? Militarmente falando?! Não me parece…

    O Rui sabe que este é um dos pontos de que discordo… Uma aproximação maior ao Brasil em termos económicos, culturais, militares, etc… Tudo bem! Temos mais a unir-nos do que a separar-nos! Mas uma diluição?! É que no Brasil também há orgulho, tal como cá. Existem identidades bem vincadas, histórias divergentes, diferentes maneiras de encarar o mundo.

    Acho que os brasileiros perdiam e nós também… Não há nada como a nossa casa. E quando já não sabemos se a nossa casa é a nossa ou a do vizinho, isso dá sempre confusões…

    Talvez um dia seja viável um eixo mediterranico com uma ligação previligiada à América do Sul, mas sem diluições de identidade, de alma…

  3. Infelizmente tenho que dizer que tudo isso é uma DOCE ILUSÃO!
    Já me pronunciei aqui maravilhado com as idéias quintanas, mas confesso, não tenho a menor esperança de que isso um dia poderá acontecer!
    Desculpem meu desalento, mas, há menos que os PODEROSOS queiram, isso nunca passará de sonho. E, se “ELES” forem fisgados por essas idéias, estarão na certa cheios de arimanhas para lhes auferir altos poderes (e muito dinheiro).
    Eu sei que não estou ajudando nem um pouquinho com minha opinião, mas, quem sabe, uma réplica bem colocada sirva para, também, construir melhor o movimento (critica e auto-critica é saudável) POr favor, convençam-me do contrário, que OUTRO MUNDO É POSSÍVEL de fato, e não apenas de ilusão.

  4. Caros amigos,

    Lastimavelmente obrigo-me a concordar com a opinião do Ildo. Eu que me coloco francamente favorável a boa parte do ideário quintano, não posso deixar de registrar o quão utópico ele se apresenta.

    Necessário se faz, ampliá-lo, torná-lo uma idéia apetecível principalmente a portugueses e brasileiros. Sei que o Rui tem amigos na blogosfera, incluindo a mim. Por que não iniciarmos um trabalho conjunto na divulgação das idéias quintanas? Criando uma rede quintana?

    Primeiro, acredito, devemos elaborar um programa mínimo e consensual para podermos sair em busca de corações e mentes. Depois, ganhar a grande mídia, quem sabe um jornal, uma revista?

    São apenas sugestões, mas que buscam um maior dinamismo à propagação desta causa.

    Saudações a todos

    Xicolopes
    Xicolopes

  5. Nito:
    “Concordo com as ideias do Rodrigo Borges, acho que de facto Portugal tem mais a ganhar com isso do que o Brasil.”
    -> Temos ambos… Portugal e o Brasil ganharia uma projecção e presenças no mundo que nunca tiveram, nem no perído dos Descobrimentos, dada a sua dispersão geográfica, o peso demográfico e económico do Brasil e o posicionamento de Portugal na Europa.

    “A grande maioria dos brasileiros iria aproveitar a “ponte” para a Europa,”
    -> O que não seria em si mesmo um problema… A nossa demografia é (apesar de alguns recentes sinais animadores) ainda aquela miséria, e o mesmo se pode dizer da “velha” Europa… É uma questão de Medida e Contenção e a os fluxos migratórios, se racionalizados e monitorizados não devem ser combatidos… apenas vigiados e racionalizados.

    “Portugal teria muita dificuldade em manter / alterar o seu estatuto na UE.
    Todos os fundos europeus (gastos/por gastar ) teriam de ser reembolsados ?”
    -> É uma questão complicada, do foro do Direito Internacional (não Comunitário, já que a saída da UE seria um ponto essencial), mas não vejo como é que um país soberano tem que pagar uma “multa” a um segundo ou a um grupo deles, a menos que estes a venham reclamar manu militari.

    “Quais os custos para as 2 economias ?”
    -> Menos que os ganhos de manter tudo na forma estatizada, centralizada e ineficente que hoje governa de um e de outro lado do Atlântico.
    -> Parte essencial da União seria a descentralização municipalista do Governos. Assim, de facto não estaríamos perante uma Unão política entre dois Estados (Portugal e o Brasil), mas uma União entre diversos municípios semi-indepentes na forma de uma confederação ou federação transcontinental. As competências dos Estados centrais (da actual federação brasileira e de Portugal) seriam muito reduzidas e transferidas para realidades mais locais, eficientes e próximas das populações e dos seus interesses.

    “Acho mais fácil uma União Ibérica numa 1ª fase e depois numa 2ª/3ª fase uma União Latina com América latina + PALOPS.)”
    -> A União Ibérica “a la Saramugas” tem o grande defeito de se assemelhar muito à anexação de Portugal por Castela… Castela e Madrid têm já hoje um peso demasiado centralista e “imperialista” em Espanha e uma união simples de Portugal com a Espanha poderia reforçar essa apetência centralista castelhana… Pelo contrário, uma união entre Portugal e a Galiza já seria algo de completamente diferente… já existem movimentos galegos e portugueses favoráveis a essa União e ela pp é uma das propostas mais antigas de Agostinho da Silva…

    “Acho o orgulho dos países não será problema mas sim os egos e personalidades dos políticos e de todos os interesses económicos por trás desses mesmos cargos políticos…”
    -> E os tachos que perderiam com essa anulação dos centros de poder e a sua transferência para entidades administrativas mais locais e descentralizadas…

  6. Sá:
    “A questão é se Portugal está disposto a abrir mão do seu orgulho para virar apenas um apêndice do Brasil”
    “Que orgulho?… Os portugueses são dos povos menos orgulhosos do mundo… e ainda bem! Admito que possa haver alguns portugueses com o dito, mas da nossa parte não o temos…”
    Calma, Rui… 🙂 Olha que esse orgulho existe e não é apenas quando se vê a bola… Temos orgulho e razões para isso, apesar de não heverem histórias perfeitas. Mas as razões existem…”
    -> Orguilho no sentido de “nacionalismo” de veia religiosa e irracional.
    -> Não é o mesmo tipo de Orgulho que move alemães e ingleses para o Racismo. É um orgulho na especificidade da História portuguesa e na semente que a acompanha que gerará um dia uma coisa maior da qual “Portugal” é apenas um estádio inicial: Uma União lusófona e latina que se estenderá pelo Mundo, no cumprimento das profecias de Vieira e Pessoa… É antes do mais um orgulho na potencialidade do Futuro do que no Passado mais ou menos glorioso. É uma “Saudade do Futuro” que é única, mas que pode ser parcialmente encontrada noutras visões proféticas do mundo, como o ciclo arturiano, o regresso de Frederico ou a visão do Futuro dos Judeus.

    ” “Se é para ser engolido por outra nação que seja pelo menos numa de mesma língua.”
    Hum… Termos como “engolido” fazem-me sentir bastante descontente…”
    -> Ambos os Estados (Portugal e Brasil) seriam “engolidos”, numa única , mas dispersa e multiforme entidade transnacional… Não seria uma anexação pura e simples, seria antes uma União pela separação dos Estados componentes numa miríade de “repúblicas municipais” semi-independentes que transferiram para um centro apenas uma pequena parcela dos seus poderes, como a Defesa e a representação internacional.

    “Já pensaram aonde seria a eventual Capital? São Paulo a maior cidade
    -> Já aqui sugeri uma opção rotativa (mais cara e ineficiente) ou a construção de uma nova capital em território “neutro” (Cabo Verde)

    “talvez, não creio que portugal esteja disposto a ser absorvido pelo Brasil, mas por outro lado milhões de Brasileiros mudariam a face de Portugal, pelo menos estaria resolvido o problema da baixa taxa de natalidade e a reposição da população.””
    -> Sim… Já aludi a essa vertente mais acima.

    “absorvido?! Pois… Milhões de brasileiros?! Milhões?! Para ficarem onde? Fazerem o quê? O problema da natalidade tem de ser resolvido internamente e não de forma mercenária. Não somos propriamente a Austrália…”
    -> O Brasil tem muito mais espaço para crescer economicamente e demográficamente que Portugal. Deveriam haver fluxos demográficos, mas a essa escala seriam prejudiciais para todos. E a Demografia deve ser controlada e contida… O caso português é um exemplo oposto, mas não interessa a ninguém no mundo que um país deixe crescer a sua população acima daquilo que pode sustentar e por isso, o Brasil deveria estabelecer aqui algumas metas. A própria Terra o impõe…

    “Infelizmente há um exagero aqui, Portugal e Brasil juntos não aumentariam significativamente o PIB do Brasil, pelo contrário o Brasil é que aumentaria do PIB de Portugal como este jamais sonhou desde a nossa Indepedência! Militarmente falando a mesma coisa! ”
    hum?! Pib? Militarmente falando?! Não me parece…
    O Rui sabe que este é um dos pontos de que discordo… Uma aproximação maior ao Brasil em termos económicos, culturais, militares, etc… Tudo bem! Temos mais a unir-nos do que a separar-nos! Mas uma diluição?! É que no Brasil também há orgulho, tal como cá. Existem identidades bem vincadas, histórias divergentes, diferentes maneiras de encarar o mundo.”
    -> A diversidade cultural brasileira é aliás a sua maior riqueza…
    -> O orgulho nacionalista brasileiro é muito forte nalguns sectores. Já escrevi aqui sobre os movimentos racistas neonazis em actividade no Brasil, minoritários mas boa expressão de um racismo que frequentemente se exprime até na forma com que alguns (minoritários) brasileiros tratam os portugueses. Mas o mesmo sentimento tb corre por cá! E não há como o negar…
    -> Um processo destes não pode ser feito de um dia para o outro… Passa por um trabalho de divulgação e debate que leva muito tempo a florescer… Especialmente porque cresce em terreno totalmente virgem! Sim, nesta área da aproximação Portugal-Brasil praticamente nada se fez desde as propostas de Agostinho na década de 60 e o meu papel aqui e persiste na sua divulgação.
    -> Esse aliás é o maior do “Movimento Quintano” que se vai expandindo lenta mas sensívelmente, reunindo nesta senda já um nº muito significativo de pessoas…

    “Acho que os brasileiros perdiam e nós também… Não há nada como a nossa casa. E quando já não sabemos se a nossa casa é a nossa ou a do vizinho, isso dá sempre confusões…”
    -> A nossa Casa, Sá, é o Mundo… E a ligação das gentes deste só iria contribuir mais para a sua preservação.

    “Talvez um dia seja viável um eixo mediterranico com uma ligação previligiada à América do Sul, mas sem diluições de identidade, de alma…”
    -> Um pouco a ideia de Sarkozy…

  7. Ildo Gaúcho:

    ” Infelizmente tenho que dizer que tudo isso é uma DOCE ILUSÃO!
    Já me pronunciei aqui maravilhado com as idéias quintanas, mas confesso, não tenho a menor esperança de que isso um dia poderá acontecer!”
    -> Existe muito trabalho de “sapa” a cumprir, ainda… Navegamos em Ocenos completamente virgens e rodeados de escolhos que são o racismo, a separação política e cultural que as élites e poderes políticos respecitvos nos criaram… Mas o trabalho de reaproximação é possível e válido. E acreditar na Utopia é a melhor forma de viver a realidade e trabalhar para o melhoramento da mesma!

    ” Desculpem meu desalento, mas, há menos que os PODEROSOS queiram, isso nunca passará de sonho. E, se “ELES” forem fisgados por essas idéias, estarão na certa cheios de arimanhas para lhes auferir altos poderes (e muito dinheiro).”
    -> Nenhum Sistema político é eterno. Nunca. Todos podem e serão inevitalmente ultrapassados por outros. Cabe a nós (cidadãos) lutar pelos nossos interesses e manter viva a chama da participação cívica que as “democracias de interesses” e as oligarquias actuais querem apagar. Este é aliás um dos objectivos do Movimento: devolver aos cidadãos aquilo que os conceitos da “representativa delegada” lhe tiraram e devolver aos poderes locais, aquilo que os “centrais” lhe cativaram.

    ” Eu sei que não estou ajudando nem um pouquinho com minha opinião, mas, quem sabe, uma réplica bem colocada sirva para, também, construir melhor o movimento (critica e auto-critica é saudável) POr favor, convençam-me do contrário, que OUTRO MUNDO É POSSÍVEL de fato, e não apenas de ilusão.”
    -> Está sim… A crítica é fundamental para aprofundar as propostas do Movimento. Estas devem ser refinadas, alteradas, reformuladas, sempre e sem fim, sem dogmatismos nem ideas pré-concebidas.
    -> Outro mundo é possível! Este mundo nem sempre foi assim, e nada dura para todo o sempre! Este mundo vai mudar, cabe a nós decidir para onde muda. Se para um “governo mundial das multinacionais” ou se para uma entidade transnacional, com o poder localizado e entregue nas mãos do indivíduo…

  8. Xicolopes:
    “Lastimavelmente obrigo-me a concordar com a opinião do Ildo. Eu que me coloco francamente favorável a boa parte do ideário quintano, não posso deixar de registrar o quão utópico ele se apresenta.”
    -> A Utopia (“sem Lugar”) não deve ser tomada com um conceito negativo! Ela é um caminho, um motor para um lugar onde se não está. Não um fim em si, mas um caminho para chegar algures. Por isso os fins não justificam todos os meios, porque não importa chegar “lá”, mas caminhar e pensar, e debater e lutar pelos nossos ideais. Esse é o papel da Utopia, levar o Homem para um “além” que não é o de hoje… As sociedades onde se perderam as utopias extingiram-se e morreram… O grande problema do Portugal de hoje é aliás esse mesmo, é o de ter perdido a Utopia e de a “Utopia Europeia” não ser conforme ao nosso Sentimento e Destino…

    “Necessário se faz, ampliá-lo, torná-lo uma idéia apetecível principalmente a portugueses e brasileiros. Sei que o Rui tem amigos na blogosfera, incluindo a mim. Por que não iniciarmos um trabalho conjunto na divulgação das idéias quintanas? Criando uma rede quintana?”
    -> Excelente ideia! Concorda plenamente com os objectivos de desenvolvimento e divulgação do ideario de Agostinho e com os nossos objectivos… Textos sobre a possibilidade de União luso-brasileira, sobre os benefícios das moedas locais e das economias regionais… E outros, sobre outros temas!

    “Primeiro, acredito, devemos elaborar um programa mínimo e consensual para podermos sair em busca de corações e mentes. Depois, ganhar a grande mídia, quem sabe um jornal, uma revista?
    São apenas sugestões, mas que buscam um maior dinamismo à propagação desta causa.”
    -> Que fazem parte dos planos… Mas falta escala e reunir um número maior de aderentes… Só depois de alcançará a devida massa crítica e a relevância social para que o Movimento possa merecer a devida atenção por parte dos Media!
    -> E todos podemos contribuir, nos nossos espaços, no nosso círculo de amigos, na blogoesfera, etc! Divulgar e Debater devem ser os dois grandes pilares da acção actual do Movimento…

  9. sa morais

    “Não é o mesmo tipo de Orgulho que move alemães e ingleses para o Racismo. É um orgulho na especificidade da História portuguesa e na semente que a acompanha que gerará um dia uma coisa maior da qual “Portugal” é apenas um estádio inicial: Uma União lusófona e latina que se estenderá pelo Mundo, no cumprimento das profecias de Vieira e Pessoa…”

    Ok! Mas uma união lusofona ou atlântica em que Portugal será Portugal! Um Portugal renovado, que se cumpre em si e só depois “lá fora”… Já fomos império na nossa pequenez, que não haja nessa “pequenez” desculpa para escapar à grandeza, a verdadeira e não a falsa…

    “Ambos os Estados (Portugal e Brasil) seriam “engolidos”,”

    Entendo o que queres dizer, mas discordo… O Brasil está perto e está longe… Sim, ser engolido faz impressão, tal como faz ao peixe pequeno sê-lo pelo peixe maior…

    “A nossa Casa, Sá, é o Mundo… E a ligação das gentes deste só iria contribuir mais para a sua preservação.”

    Talvez, talvez noutro tempo… Por agora não! Coloca dois homens numa ilha deserta com recursos limitados. Aposto que se tentam matar um ao outro passado pouco tempo… E tu sabes bem disso… E se um estiver com uma mão atada atrás das costas, quem ganha?
    Sonhos para outros tempos ou para nunca…

    Por agora sejamos Portugal e como tal tentemos romper o nevoeiro. É a nós que ele tapa a luz, é a nós que nos tolhe! O mundo fica para depois…

  10. Sá:

    “Ok! Mas uma união lusofona ou atlântica em que Portugal será Portugal! Um Portugal renovado, que se cumpre em si e só depois “lá fora”… Já fomos império na nossa pequenez, que não haja nessa “pequenez” desculpa para escapar à grandeza, a verdadeira e não a falsa…”
    -> Bem… Portugal e o Brasil, segundo este modelo de organização política continuariam a existir. Mas o Poder seria muito descentralizado, nos municípios e responsabilidades centrais, como as de Defesa e as de Representação externa seriam delegadas na sede na União. Nas capitais respectivas, de Portugal e do Brasil, ficariam assim poucas competências e responsabilidades. Mas não seria uma anexação de um pelo outro, seria antes uma subdivisão de ambos e uma reunião posterior do produto dessas subdivisões, formando a tal constelação de “municípios semi-independentes” de Agostinho.

    “Entendo o que queres dizer, mas discordo… O Brasil está perto e está longe… Sim, ser engolido faz impressão, tal como faz ao peixe pequeno sê-lo pelo peixe maior…”
    -> Essa lonjura do Brasil é conjuntural e resulta de um processo de afastamento mediático e político que seriviu os interesses de muita gente, de cá, e de lá. Mas não é estrutural, havendo muitos mais pontos de União do que de separação. Aliás, nenhuns outros países no mundo têm tantas condições culturais para produzirem uma União duradoura e estável, como Portugal e o Brasil, e este fenómeno não deve ser ignorado.

    “Talvez, talvez noutro tempo… Por agora não! Coloca dois homens numa ilha deserta com recursos limitados. Aposto que se tentam matar um ao outro passado pouco tempo… E tu sabes bem disso… E se um estiver com uma mão atada atrás das costas, quem ganha?
    Sonhos para outros tempos ou para nunca…”
    -> Os dois homens podem partilhar de forma racional esses recursos! Não têm necessariamente que andar à pancada pelos mesmos, isso é viver em Sociedade, Sá, e este modelo proposto (descentralização municipalista, prioridade às economias regionais, moedas locais, união política lusófona, etc) assenta todo ele na prioridade às Comunidades e a uma forma alternativa de viver a Sociedade e a Economia.

    “Por agora sejamos Portugal e como tal tentemos romper o nevoeiro. É a nós que ele tapa a luz, é a nós que nos tolhe! O mundo fica para depois…”
    -> O “Mundo” e “Portugal” são a mesma coisa… “Portugal” não é uma coisa nacioanalista no mesmo sentido das outras nações europeias, é antes uma “imago mundi” distinta, um “momento” para outro patamar de vida em comunidade, ensaiada nos Descobrimentos e perdida na Expansão imperialista de Dom Manuel e Dom João III. O mundo que virá depois, é Portugal, ou antes, uma nova ideia de vida em comunhão e harmonia, uma alternativa viável ao modelo de Globalização neoliberal que hoje nos querem impôr como “pensamento único”.

  11. sa morais

    ” Os dois homens podem partilhar de forma racional esses recursos! Não têm necessariamente que andar à pancada pelos mesmos, isso é viver em Sociedade, Sá,”

    Podem… Mas geralmente não o fazem… Uma coisa é teoria outra é a prática. Repara na luta pelo ouro negro! Lá se vai o racionalismo…

    Tu, meu caro amigo, és um homem do séc XXIII? XXV? è uma das razões pelas quais te admiro. A minha visão talvez seja mais antiquada, mas olha o que se espera de um tipo que escreve estórias de tipos com espadas? Ehehehe!

    Se tu fosses um líder, farias coisas muito boas pela sociedade, seria um mundo melhor, sem dúvida, mas eu teria de andar sempre contigo para que não te “limpassem o sebo”… 🙂

    Mas espero que milhares adiram a este teu movimento, sabes disso. E que um dia se cumpra esse teu sonho!

  12. Excelente discussão.

    Como dizia Agostinho da Silva (homem com grande espírito de grandeza e de partilha, que o levou ao desafio de apelar ao mais íntimo de um património de mestiçagem, afirmando que “o papel de Portugal na Europa é fazer da Europa um novo Brasil”), dizia ele, e sobre o Quinto Império: “Acredito no Quinto Império, porque senão o acto de viver era inútil. Para quê viver se não achássemos que o futuro vai trazer-nos uma solução que cure os problemas das sociedades de hoje?

    Grande abraço.

  13. Essa é efectivamente uma das melhores, mais sintéticas e expressivas frases de Agostinho (acho mesmo que já a citei aqui, algures).
    E condensa o essencial daquilo que actredito: Portugal só consegue ser “Portugal” ultrapassando-se continuamente, vivendo um Projecto imenso e aparentemente inalcansável. Não somos mangas-de-alpaca ou contabilistas (não desmerecendo) como os germâncos. Somos um Povo de grandes projectos e feitos, e quando nos tentam limitar ao fátuo território europeu, morremos devagarinho e é isto precisamente que a “união europeia” nos quer fazer, e que quero combater com este projecto aparentemente irrealistas e utópico do Movimento Quintano…

  14. Sá:
    ” Podem… Mas geralmente não o fazem… Uma coisa é teoria outra é a prática. Repara na luta pelo ouro negro! Lá se vai o racionalismo…
    Tu, meu caro amigo, és um homem do séc XXIII? XXV? è uma das razões pelas quais te admiro. A minha visão talvez seja mais antiquada, mas olha o que se espera de um tipo que escreve estórias de tipos com espadas? Ehehehe!”
    -> Não… Sou do século XXII (a inclinação para a tecnologia, para a ciência e para a astronomia e astronáutica), mas também, noutro pé, da Lusitânia Romana e do século XIII…

    ” Se tu fosses um líder, farias coisas muito boas pela sociedade, seria um mundo melhor, sem dúvida, mas eu teria de andar sempre contigo para que não te “limpassem o sebo”… :)”
    -> Ora… Não advogo nenhum desarmamento, nem o fim do conceito de “Defesa”, como alguns outros (eu serei mesmo um?) “utopistas”! E líder, não o quero ser… Pretendo apenas cumprir o possível, que é divulgar e actualizar estas ideias revolucionárias e fascinantes de Agostinho da Silva…

    ” Mas espero que milhares adiram a este teu movimento, sabes disso. E que um dia se cumpra esse teu sonho!”
    -> Veremos… Por enquanto o número de aderentes ainda é muito modesto…

  15. Thales Göetti

    Esse texto só pode ser humorístico, apesar que eu não dei uma única risada, nunca li uma tal quantidade de besteiras e absurdos juntos na internet

  16. ale

    Já pensaram aonde seria a eventual Capital? São Paulo a maior cidade talvez….olha , São Paulo como capital de qualquer coisa me dá vontade de vomitar, ô cidade feia, horrorosa e fedida.. e de povinho inculto.

  17. Thales: Então deve usar mais o Google, caro Thales… As propostas aqui apresentadas são viáveis e com Futuro. Como verá a seu devido tempo.

    Ale: Esse assunto ainda está em aberto. E de facto, tendo em conta o modelo profundamente descentralizado, na escala municipal, nem é sumamente importante… Mas inclino-me mais para a viabilidade de uma construção de uma nova capital, em território “neutro”, ou na adopção de uma cidade de um país terceiro, mas lusófono, para esse papel,,, E penso em Cabo Verde, nomeadamente,,, O que propiciria o seu desenvolvimento e combateria tendências predominantes de Brasil ou Portugal no seio da União.

  18. Infelizmente temos entre nós pessoas como esse infeliz rodrigo… Irmãos portugueses, por favor, não o levem e consideração. Esse tipo de gente(???) é pária em qualquer país… Grosseiro e mal educado, ele não representa o nosso alegre povo do Brasil. Fomos, somos e seremos para sempre, eternos irmãos dos portugueses. Sonho com o futuro próximo em que em conjunto voltaremos a ocupar o lugar que nos cabe no mundo. Venham conosco, portugueses, a formar um bloco de nações verdadeiramente irmãs e unidas em prol do desenvolvimento da humanidade. Vós, portugueses, fizestes o que nós somos, um Brasil a quem cabe ocupar em breve futuro, o lugar mais destacado entre as nações. Portanto, irmãos portugueses, venham conosco a colher os frutos que no longíncuo passado plantastes…
    Una mano sua faciebat opus et altera teneb gladium
    O bravo povo luso-brasileiro conquistará o seu espaço no mundo, a ferro e a fogo se necessário…
    um fraterno abraço,
    graxaim (gaúcho e brasileiro)

  19. Portugueses, somos hoje, o que no passado, provavelmente sem pensar fizestes… Nós os brasileiros, caminhamos rumo ao futuro inexorável… Sem arrogância ou prepotência, criticando nossos erros, caminhamos em busca do que temos como objetivo… Poderiamos até lamentar os desvirtuados da cultura, os que não contaram com a sorte de conhecer a história como a de Portugal, fantástica história de um povo reduzido em número e que mesmo assim, por sua cultura e valentia dominou o mundo… Provavelmente, vós os portugueses, não sabem do grande orgulho que nós, os brasileiros, temos de ser descendentes desse vosso povo. Se vemos a América Latina Espanhola multi-fragmentada e nós, a América Portuguesa unida (Brasil) em um só país, isso devemos ao modo português de ser, terrível com o inimigo e carinhoso com seus amigos… Acredito que nada una mais as pessoas que a língua que falam, e assim espero que venhamos a nos juntar para liderar uma nova era que virá…
    Fraterno abraço brasileiro a todos os irmãos portugueses,
    Graxaim

  20. Como é bom constatar que os contrários ao movimento proposto, são ignorantes, despreparados e inconsequentes… Não fosse esse tipo de gente, negativa, retrógrada e despreparada, e o Brasil já estaria hoje pairando em patamares mais altos… Infelizmente, esse tipo de imbecil, atraza o desenvolvimento de países, como os nossos… Brasil e Portugal são povos irmãos e unos na cultura e na história… Caminhemos juntos em busca do que nos cabe, a superioridade neste mundo de Deus… Quer queiram ou não, o mundo seguirá seu curso… Aprendemos com Portugal a conviver com todos os povos, e hoje somos resultante de todas as misturas raciais… Passo a passo, estamos superando ao demais países… em produção de alimentos, em produção de combustível atômico… e por aí vai… e em breve, chegaremos ao ´´alto do pódium´´, tomara que junto com Portugal!
    Saudações do
    Graxaim

  21. Carlos, sempre houve e sempre haverá detractores para qualquer movimento que se tente implementar… Faz parte do rumo natural das coisas e até é positivo, porque permite solidificar, apurar e reiterar opiniões e princípios. Nada melhor do que um bom opositor, para nos fazer pensar melhor, é o que digo…
    Dito isto, acredito que Portugal e o Brasil estão condenados pela História a serem novamente unos… Ignoro exactamente em que termos ocorrerá esta re-união, mas acredito que será no seio de uma confederação municipalista, transcontinental e reformada em torno da língua portuguesa.
    E acredito também que Portugal não é bem um País, no sentido em que o são uma França ou uma Alemanha, mas mais uma “ideia de viver” de qua o Brasil é o melhor exemplo, e cumprimento logo que resolva os problemas sociais que impedem a realização do seu/nosso destino universais.

  22. marcelo

    Acho que Brasil e Portugal (+ galícia) devem se unir, mas da mesma forma como EUA e Inglaterra, ou seja, políticas integradas e aproximação cultural, visando principalmente abolir “certos” preconceitos de ambos os lados do atlântico. Acho que o MQ não deveria sugerir união federativa pois é totalmente fora da realidade e contrária à vontade de ambas as populações. Brasil na América e Portugal (+galícia) na Europa, cada um com seu processo integracional nos respectivos continentes, mas fortalecendo-se reciprocamente, e trabalhando de igual para igual com americanos, ingleses, alemães ou franceses.

  23. A realidade é aquilo que nós fizermos dela, Marcelo… E pelo contrário, existem mais pontos de união entre brasileiros, angolanos e portugueses, do que entre dinamarqueses e portugueses ou entre argentinos e brasileiros (no Mercosul)… Existe uma grande comunhão cultural, civilizacional e linguística entre os povos da lusofonia, que pode e deve ser potenciada e esse é o cerne do nosso projecto: aproximar efectivamente aquilo que pela via do coração já o é…
    A sondagem que corre no Movv na barra lateral dá uma boa medida de que existe de facto um bom eco para estas ideias dos dois lados do Oceano:
    com perto de mil votantes (de cada lado) existe uma taxa de aprovação para esta união de quase 50% o que é espantoso tendo em conta a radicalidade e novidade da proposta!

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