Do Decaímento presente de Portugal sob os padrões de desenvolvimento europeus

É impossível não reconhecer – pelos padrões do norte da Europa – uma decadência inegável. De acordo com esses padrões, Portugal não acompanha os seus pares europeus nem no comportamento da sua Economia ao longo dos séculos, pelo menos desde o século XVIII e sobretudo pelo nível de desenvolvimento humano da sua população… Algo parece comprometer o desenvolvimento da nossa Economia e a sua paridade civilizacional com o norte da Europa. Na verdade, ao contrário destes, Portugal não é efectivamente um “País”, ou um “Estado-Nação”, como uma França ou uma Inglaterra, Portugal é antes do mais uma “alma” ou “propensão do Espírito” para uma dada direcção. Por isso, Portugal só foi capaz de ombrear com os grandes da Europa (e vencer várias vezes as suas grandes superpotencias) porque no período dos Descobrimentos e depois, no da Expansão, foi uma “ideia”, um “movimento para”… Sem um projecto nacional, ora de “Descobrimento do Caminho” ora de “Reconhecimento do Brasil”, Portugal esmoreceu e tentando ser aquilo que não era nem podia ser… Decaiu.

Este processo de decaimento e de abastardamento da Alma Portuguesa, única na sua propensão para a auto-extinção e para o estabelecimento de um ecumenismo universal areligioso que ele somente foi a maior causa para o processo dos Descobrimentos. O estabelecimento em Portugal de formas de pensamento e administração estranhas e alienígenas como o centralismo régio, a Inquisição e a intolerância religiosa, assim como o cientismo parareligioso levaram os portugueses a reforçar o fenómeno da “Saudade”, de uma pulsão subconsciente para um regresso a um “Paraíso Perdido” primordial e mais feliz que Camões retratou na “Ilha dos Amores”, alegoria para um mundo novo que devia realizar a promessa da Terceira Idade de Joaquim de Flora: o Quinto Império ou o Império do Espírito Santo.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | 4 comentários

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4 thoughts on “Do Decaímento presente de Portugal sob os padrões de desenvolvimento europeus

  1. Golani

    off topic, mas dá para rir…eheheh

    Jerónimo de Sousa assinalou, ontem, a abertura da festa do “Avante!”, acusando o Governo de intolerância face aos que não se conformam com a sua política e prometeu mobilizar os trabalhadores para combater as “injustiças sociais”, a defesa da saúde e da educação públicas, e para a “denúncia do desemprego e da precariedade” (…)

    Outra novidade deste ano foi a presença na festa da Pizza Hut e da Kentucky Fried Chicken. “Podia haver um McDonald’s, que assim comia hambúrgueres a um euro”, confessava um jovem militante do partido, pouco preocupado com a pouca proximidade destas empresas com os ideais comunistas.

  2. E hamburgueres de vacas alimentadas a cereais transgénicos, aposto…
    Sim, há aqui alguma ironia preversa, típica destes tempos cheios de contradições…

  3. Golani

    McDonald’s «made in Portugal»

    A fruta e o ketchup nacionais já abastecem a Península

    Actualmente são já dez os fornecedores nacionais da marca americana. No entanto, o pão e a carne dos hambúrgueres têm que vir de Espanha. Aos portugueses falta, sobretudo, dimensão

    Assim que se transpõe a porta que separa o departamento administrativo da linha de produção da Frutinatura, em Vila de Rei, respira-se higiene e limpeza. O chão, as paredes o tecto e toda a maquinaria de corte e embalamento da fruta fatiada que nos é servida empacotada nos restaurantes da McDonald’s apresentam-se impecavelmente limpos.

    Para visitar as instalações a equipa de reportagem do Expresso foi obrigada a munir-se de uma indumentária própria, assim como protecções para a cabeça, boca e nariz e também para os pés. “É um pressuposto que cumprimos à risca, caso contrário não teríamos sido credenciados pela McDonald’s para sermos seus fornecedores”, explica com entusiasmo Carlos Carvalhida, fundador da empresa de Vila de Rei.

    A Frutinatura integra o grupo dos actuais dez fornecedores nacionais da marca mais conhecida de hambúrgueres a nível mundial. Mas a empresa gerida por Carlos Carvalhida pertence a um clube ainda mais restrito, onde têm assento apenas a Seda Ibérica/Novembal, sediada em Paço de Arcos, e a Idal, em Benavente. Estas são as únicas empresas portuguesas que, além dos 117 restaurantes da McDonald’s instalados em território nacional, fornecem mais algumas centenas em Espanha e, no caso da Seda e da Idal, noutros países europeus.

    “Só não temos mais fornecedores nacionais por uma razão muito simples: eles não têm dimensão”, confessa Isabel Brito, gestora de comunicação da McDonald’s em Portugal. Foi precisamente a busca de dimensão e de capacidade de resposta às necessidades dos restaurantes lusos que levou a McDonald’s a procurar um fornecedor de hambúrgueres em Espanha para o mercado nacional. Chama-se Esca-Food Solutions, fica situada nos arredores de Toledo e de lá saem todos os dias 18 toneladas de hambúrgueres de carne de vaca e de frango em direcção a Portugal. Tal como na Frutinatura, também na Esca a vigilância da qualidade e da higiene alimentar é levada muito a sério. “Diariamente temos 52 tipos de controlo, desde a temperatura dos hambúrgueres à saída das máquinas até ao grau de consistência e textura da carne, tudo é passado a pente fino e nada é deixado ao acaso”, frisa Diego Salgado, chefe de Controlo de Qualidade da Esca. Além da carne, de Espanha vem ainda o pão, produzido numa empresa sediada nos arredores de Madrid.

    No conjunto dos produtos servidos aos balcões da McDonald’s, ao longo do trajecto que vai desde a sua produção até ao consumidor final há mais de 1000 tipos diferentes de controlo de segurança e higiene alimentar. “Esta é uma das nossas imagens de marca, na qual investimos muito e que cultivamos até ao limite”, nota Isabel Brito. A obsessão pela limpeza na McDonald’s é de tal ordem que, segundo esta responsável, até os comportamentos pessoais de alguns dos jovens empregados da empresa se alteram ao nível da esfera familiar. “Alguns pais chegam a perguntar-nos o que é que fizemos aos seus filhos que, de um momento para o outro, passaram a ser arrumadinhos e organizados lá em casa como nunca tinham sido”, comenta a responsável pela Comunicação da McDonald’s.

    Sai um caldo verde

    Outra das apostas da multinacional americana, implantada em Portugal desde 1991, é claramente a inovação e a adaptação aos hábitos de consumo de cada país. “Em Portugal as sopas são um sucesso e já fomos reconhecidos lá fora por esta iniciativa nacional”, nota Isabel Brito. “Agora queremos ir um pouco mais à frente, neste segmento, e introduzir o caldo verde nos nossos menus, tão do agrado dos portugueses. Só ainda não está a ser servido porque falta encontrar o tipo de chouriço adequado, que ajude a potenciar a refeição e que não lhe retire qualidades”.

    Vítor Andrade
    http://semanal.expresso.clix.pt/2caderno/economia/artigo.asp?edition=1774&articleid=ES235977

  4. Golani

    No próximo ano, a McDonald’s em Portugal pode passar a usar biodiesel feito com a reciclagemdo seu óleo usado.Os supermercados da Jerónimo Martins foram os únicos que continuaram a comprar o produto ecológico depois da subida de preço provocada pelo uso da matéria-prima na produção de biodiesel, avança o «Diário Económico».

    Comer num restaurante McDonald¿s e comprar sabão azul e branco no Pingo Doce poderão parecer acontecimentos sem qualquer ligação. Não são.

    As 40 mil toneladas de óleo usado, por mês, nos restaurantes portugueses da cadeia norte-americana são recicladas pela empresa portuense Socipole e transformadas no sabão de marca branca vendido nos supermercados do grupo Jerónimo Martins.

    Os sabões «ecológicos» já tiveram mais clientes no mercado português. No entanto, o «aumento exponencial» do preço das matérias-primas para produção de biodiesel, nomeadamente os óleos provenientes da restauração, tornou o custo deste produto desinteressante, assumiu Mário Cruz, responsável da Socipole.

    Assim, no próximo mês, a Socipole vai passar a usar 40 a 50% dos óleos usados na McDonald¿s para produzir biodiesel que será vendido a frotas particulares.

    E, dentro de um ano, a McDonald¿s Portugal poderá ser uma das frotas a utilizar o seu óleo usado como combustível, à semelhança do que já acontece com a sua congénere britânica, assumiu a responsável de comunicação da marca de «fast-food».

    «O aumento da produção de biodiesel veio distorcer o preço das matérias-primas deste combustível», alertou Mário Cruz.

    Apesar da subida de preço, o Pingo Doce mantém-se como cliente da empresa do Porto, há três anos, pela «confiança» na Socipole e pela experiência neste negócio.

    O porta-voz do Pingo Doce explica que o sabão azul e branco é um produto de procura estável, no qual os ganhos vêm do volume de vendas e não do preço. «É um mercado sem oscilações de procura», explica o porta-voz do grupo Jerónimo Martins. «Mas é essencial no nosso cabaz de produtos».

    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=828478&div_id=1728

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