Daily Archives: 2007/09/10

Sobre o Pronasci brasileiro, o Crime e algumas considerações

“A criminalidade no Rio de Janeiro é o dobro da média nacional no Brasil.”
(…)
“O que este plano prevê é um conjunto de medidas destinadas a aumentar e valorizar o trabalho das polícias, com aumentos salariais e formação profissional, e a atenuar os problemas de violência nas periferias das grandes cidades, com o acesso de adolescentes e jovens em situação de risco a novos programas de intervenção social.”
“Algumas das medidas anunciadas fazem lembrar a política de segurança adoptada por Giuliani em Nova Iorque, na década de 90, sobretudo as que referem à melhoria da formação dos agentes ou ao combate à corrupção no seio das forças policiais.”
(…)
“Vários estudos sobre a luta contra o crime em Nova Iorque apontam condicionantes fáceis de entender: o regresso dos democratas ao poder fez crescer os recursos atribuídos a políticas sociais; a taxa de desemprego caiu, a inflação permaneceu baixa; a economia floresceu; o peso demográfico dos jovens de sexo masculino diminuiu, etc.”
Amílcar Correia

“Os mais de 1900 homicídios registados este ano no Rio de Janeiro levaram o Governo brasileiro a escolher a cidade para iniciar a implementação do Programa Nacional e Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). O projecto, de combate à criminalidade e à violência apresentado no início da semana pelo Presidente Lula da Silva, será gradualmente alargado a mais 10 regiões metropolitanas e prevê um investimento de 2500 milhões de euros até 2012.
O Brasil possui um dos mais altos índices de violência letal no mundo e passou de 12 homícios por cada 100 mil habitantes, em 1980, para 30 pelos mesmos 1000 mil, em 2003.
Os países da Europa Ocidental têm taxas inferiores a 3 mortes intencionais por 100 mil habitantes, de acordo com a ONG Rede Social de Justiça e Liberdade.
Com o objectivo de reduzir em 50% o número de homicídios nas regiões mais problemáticas, o Pronasci prevê mais polícias nas ruas, a melhoria de formação dos agentes e medidas sociais na periferia das grandes cidades.”
Nuno Amaral

As medidas securitárias tomadas em Nova Iorque durante o mandado de Rudolph Giuliani e o seu sucesso indicam que uma parte significativa (mais significativa do que parece reconhecer alguma Esquerda mais extremada) reside no reforço das competências, da acção, do treinamento e do aumento da sustentação legal para o combate policial à pequena criminalidade. Mas isto não chega, e sobretudo, uma acção policial mais musculada não pode num país democrático responder sózinha perante a escala do problema que assola o Brasil de hoje… urge complementá-la com um aumento da acção social junto dos grupos de risco, jovens sobretudo e não reduzir esta acção na área económica, onde se tomada isoladamente será absolutamente estéril. Algumas pessoas serão sempre “criminosas”, independente do quadro de prosperidade económica ou de baixo desemprego em que vivam, e as razões para essa sua condição continuam a ser involuntárias… A repressão e a força de leis vigorosas, poderá dissuadir alguns… A melhoria das condições económicas retirará a muitos as motivações para encetarem uma carreira criminosa, mas somente uma Educação plena e satisfatória, orientada para o Homem e para o pleno e são desenvolvimento das capacidades e potencialidades de cada um poderá efectivamente dar cobro ao problema da criminalidade, no Brasil e no resto do mundo… Assim, o principal investimento que devia ser feito no Brasil, não era o reforço do poder policial, nem sequer a criação de redes sociais mais alargadas e efectivas (embora coadjuvem na solução do problema no imediato). O principal enfoque devia ser concedido à Educação, à construção de um sistema de Ensino, descentralizado, concebido à escala humana, simples e acessível, a todos e bem organizado de forma a formar para a vida em Sociedade melhores adultos e atacar o problema da criminalidade na sua verdadeira cova: a Formação do indivíduo enquanto criança.

Público, 22 de Agosto de 2007

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Categories: Brasil, Educação, Sociedade | 7 comentários

QuidSZ S2-21: Que projecto de MBT é este?

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Dificuldade: 4

Categories: QuidSZ S2 | 11 comentários

Do Decaímento presente de Portugal sob os padrões de desenvolvimento europeus

É impossível não reconhecer – pelos padrões do norte da Europa – uma decadência inegável. De acordo com esses padrões, Portugal não acompanha os seus pares europeus nem no comportamento da sua Economia ao longo dos séculos, pelo menos desde o século XVIII e sobretudo pelo nível de desenvolvimento humano da sua população… Algo parece comprometer o desenvolvimento da nossa Economia e a sua paridade civilizacional com o norte da Europa. Na verdade, ao contrário destes, Portugal não é efectivamente um “País”, ou um “Estado-Nação”, como uma França ou uma Inglaterra, Portugal é antes do mais uma “alma” ou “propensão do Espírito” para uma dada direcção. Por isso, Portugal só foi capaz de ombrear com os grandes da Europa (e vencer várias vezes as suas grandes superpotencias) porque no período dos Descobrimentos e depois, no da Expansão, foi uma “ideia”, um “movimento para”… Sem um projecto nacional, ora de “Descobrimento do Caminho” ora de “Reconhecimento do Brasil”, Portugal esmoreceu e tentando ser aquilo que não era nem podia ser… Decaiu.

Este processo de decaimento e de abastardamento da Alma Portuguesa, única na sua propensão para a auto-extinção e para o estabelecimento de um ecumenismo universal areligioso que ele somente foi a maior causa para o processo dos Descobrimentos. O estabelecimento em Portugal de formas de pensamento e administração estranhas e alienígenas como o centralismo régio, a Inquisição e a intolerância religiosa, assim como o cientismo parareligioso levaram os portugueses a reforçar o fenómeno da “Saudade”, de uma pulsão subconsciente para um regresso a um “Paraíso Perdido” primordial e mais feliz que Camões retratou na “Ilha dos Amores”, alegoria para um mundo novo que devia realizar a promessa da Terceira Idade de Joaquim de Flora: o Quinto Império ou o Império do Espírito Santo.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | 4 comentários

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