Daily Archives: 2007/09/01

Do Embraer C-390 e da participação das Ogma na sua construção… E umas voltas sobre o Skylander

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(Embraer C-390 do Fórum Defesa Brasil)

“A administração da Ogma quer partilhar os riscos de desenvolvimento e entrar na fabricação de um novo avião do grupo Embraer, o cargueiro militar C390, que o construtor aeronáutico brasileiro e principal accionista da empresa está neste momento a decidir se vai lançar ou não no mercado.”
(…)
“No entanto, para que isso aconteça, o Governo português também terá de se apressar. Em declarações ao Público, na última entrevista que deu antes de regressar do Brasil, António Monteiro afirmou que o estudo resultante do protocolo entre a API-Agência Portuguesa de Investimento e o grupo Embraer está neste momento a definir quais são as prioridades para o país em termos de investimento aeronáutico. Isto, depois de o então presidente do grupo Embraer, Maurício Botelho, ter entregue ao Governo um plano com várias possibilidades de projectos de investimento, que abrangiam 250 milhões de euros e significavam mais 1000 postos de trabalho.”
(…)
“A Ogma iria projectar e industrializar um segmento do avião. É assim que fazem actualmente a Boeing e outras empresas aeronáuticas, dividindo o risco”, lembrou António Monteiro. Quanto às diferenças de custos entre os dois lados do Atlântico, “em mão-de-obra de engenharia não existe grande diferença entre Portugal e o Brasil”. Por outro lado, “os juros são também muito mais baixos na banca europeia, o que reduziria uma parte do custo do projecto”.

Artigo de Inês Sequeira
Público de 16 de Agosto de 2007

Este é um projecto que devia ser uma prioridade nacional. Não só porque reforçaria a unidade entre Portugal e o Brasil, reforçando esse importante ponto focal que são as Ogma, hoje propriedade da Embraer, a quarta maior construtora aeronáutica do mundo e líder nos segmentos médios do mercado. Seria também vital para Portugal estabelecer um cluster de Conhecimento e de Indústrias aeronáuticas, indústrias geradoras de Valor e focais no desenvolvimento de competências e de criatividade e continuadoras das tradições de inovação e invenção que marcaram o Portugal de Quinhentos e que ainda hoje subsistem bem no seio da Alma Portuguesa, abafadas apenas pela orientação económica para uma “Economia de Serviços” com primazia dada ao improdutivos e estéril Sector Financeiro e de Serviços… Importa refocar a nossa Economia na Produção e desviar percursos de uma Economia de Serviços. Se a Embraer e a API conseguirem mesmo acertar agulhas e se o C390 sair da fase de projecto para a concretização esperemos que a FAP aproveite a ocasião para repensar a substituição dos Hercules C130H e equacione a construção de um aparelho que até pode ser construído parcialmente em Portugal. É certo que dadas as características dos C130H estes bem que podem manter-se operacionais mais dez anos na FAP, sendo na altura – e só então – substituídos por um avião de alcance estratégico, como o Airbus A400. Até lá, o C-295 irá cumprir de forma excelente as missões de menor ambição. Se a Embraer conseguir cumprir a promessa de 50 milhões de dólares por unidade, e se tiver a produção a pleno daqui a 10 anos pode mesmo ser uma alternativa aos nossos C130H… Especialmente se o polémico C130J e os A400M permanecerem na espalhafatosa casa dos 500 milhões de dólares por unidade e se o C-390 conseguir manter o raio de alcance de 5900 Km mencionado nesta fonte…


(O Skylander in http://www.negocios.pt)

Se o C390 fôr construído parcialmente em Portugal e se o projecto Skylander em Évora avançar como deve teremos em Portugal a massa crítica mínima para criar os fundamentos de uma indústria aeronáutica, especialmente porque a construção de parte do C390 será complementada a Sul, em Évora pela fábrica da Sky Aircraft que deverá montar até 1100 aparelhos Skylander durante 15 anos. Se a construção do C390 pode empregar até 1000 postos de trabalho, a do Skylander pode criar 3000 postos de trabalho (900 directos). A este propósito sublinhe-se que este projecto recebeu a 18 de Julho um importante sinal positivo quando o seu aumento de capital para 20 milhões de euros foi subscrito na totalidade na Bolsa de Paris.


Fontes:
http://dianafm.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7048&Itemid=3 http://dn.sapo.pt/2007/05/28/economia/nova_fabrica_bimotor_evora_pronta_ve.html
http://www.flightglobal.com/articles/2007/04/24/213369/embraer-confident-its-c-390-can-challenge-the-hercules.html

Categories: Brasil, DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Economia, Portugal | 29 comentários

Dom Dinis e o Culto do Espírito Santo

O Culto do Espírito Santo foi introduzido em Portugal pela mão da “Rainha Santa”, Isabel de Aragão, esposa de Dom Dinis e através das suas relações com o místico aragonês Arnaldo de Vilanova e com as correntes menos ortodoxas do franciscanismo. É o mesmo rei português, Dom Dinis, que incentivava o culto do Espírito Santo, que recusa cumprir as ordens do Papa, verdadeiro lacaio do rei francês Filipe o Belo e rejeitando estabelecer uma perseguição e destruição sistemática da ordem templária. Este grito de revolta contra uma hegemonia castradora e imperialista das então superpotências papal e francesa, marcou decisivamente a independência portuguesa e criou as raízes para uma afirmação nacional que seria o fundamento para os Descobrimentos e para a Expansão com o papel dominante na Europa que Portugal haveria de ocupar entre 1500 e 1525, sempre sobre a batuta da Ordem de Cristo, forma transmutada da extinta Ordem Templária.

O apoio de Dom Dinis ao Culto do Espírito Santo nunca poderia ter frutificado como frutificou se não se desenvolvesse em terreno fértil… A população portuguesa mantinha ainda vivas as tradições pré-romanas de igualdade e fraternidade potenciadas por este Culto paraclético. O próprio “substrato de inquietação religiosa” que Paulo Borges reconhece na heresia lusitana e galega do Priscialinismo e que se exprimiria plenamente no Cancioneiro Galaico-Português e nas várias obras do Ciclo da Graal editadas entre nós durante o Renascimento e os Descobrimentos são expressões desse mesmo sentimento onde se desenvolveu o Culto do Espírito Santo. Este sentimento apelava à reunião do Homem com a Natureza, e diminuia o peso de uma “religião organizada”, tão romana e canónica, quanto informal e espontânea era a religiosidade profunda do português medievo. Este era o mesmo português que nos municípios assumia a liderança local, à propriedade comunitária e à instauração de uma rede de “repúblicas municipais” que floresceram particulamente bem durante o reinado de Dom Dinis.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | 3 comentários

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