Monthly Archives: Setembro 2007

Breve Cronologia da História Antiga da Península Ibérica

Anos (a.C.):

Eventos mais significativos:

3000

Arranca a exploração das minas de prata e cobre no Sul da Península Ibérica

2500

Registada a presença de vestígios orientalizantes em minas do Sul da Península

2500 a 2000

Cultura de Los Millares

2000

El Algar. Idade do Bronze

2000 a 1600

Os cretenses estabelecem relações comerciais com a Península

1500 a 1200

Fundação da cidade de Tartessos

1104

Fundação da colónia fenícia de Gadir (Gades)

1100

Fundação da colónia fenícia de Sexi (Almuñecar)

970 a 931

Salomão, rei de Israel

969 a 935

Hirão, rei de Tiro

814

Fundação de Cartago

680

Queda de Tiro, Gadir torna-se independente

660

Fundação de Massalia por mercadores fócios

650

O Império Persa lança a sua guerra contra as cidades gregas da Ásia Menor

640

O mercador fócio Kolaios é recebido em Tartessos

630

Argantónio, rei de Tartessos

584 a 545

Foceia domina o comércio no Mediterrâneo

550

Mainake é destruída por Cartago

550 a 520

Decadência progressiva de Tartessos

545

Foceia é ocupada pelo Império Persa

535

Batalha de Alalia, que impõe o domínio cartaginês no Mediterrâneo Ocidental e afasta decididamente os mercadores gregos destas paragens, com excepção de Massalia

237

Amilcar Barca desembarca o seu exército na Península Ibérica

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Uma forma original de protestar contra… A carga fiscal


( http://www.free-coins.com)
Um senhorio de Indiana (EUA), de nome Cary Malchow, fez questão de pagar os seus impostos de propriedade no valor de 12,656,07 dólares em moedas e notas de… um dólar… O contribuinte americano deslocou-se às Finanças do seu condado com o pequeno (mas numeroso) tesouro e embora tenha admitido que a demonstração de protesto o “deixou sem fôlego” admite ter recebido a sua recompensa quando obrigou os três caixas da repartição a fazerem horas extraordinárias para contarem uma a uma, a sua montanha de moedas e notas… Uma operação que cumpriram sob escolta policial, também ela em horas extraordinárias…

O imposto em questão dizia respeito aos impostos do semestre devidos pela sua residência, negócio e propriedades alugadas. E a forma como foi paga tratou-se de uma forma original de protesto, feita para mostrar os cidadãos do Estado a carga fiscal que os sobrecarrega… Sim, é que embora a Administração Bush tenha sido especialmente generosa com os impostos das grandes fortunas e corporações não o foi com os pequenos e médios empresários…

De passagem, as Finanças perderam cerca de 1,100 dólares, o juro que teriam recebido se tivessem depositado essa verba no Banco, o que não fizeram já que demoraram quase duas horas a contar o monte todo e entretanto… o Banco fechou.

Uma ideia a seguir no IRS de 2008?…

Fonte: AP

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Hoax: A “Barata Mutante” de Sorocaba

O Odysseus, do Blog da Nalga, chamou-me a atenção para este Hoax dito da “Barata Gigante de Sorocaba (Brasil)”. As fotografias que acompanham a corrente de e-mail são estas:


(http://www.quatrocantos.com)

E referem-se a um suposto “mutante de Sorocaba” ou com a ainda mais estranha designação “Bathynomus andarilho” (“SIC“!).
Desde logo encontramos a primeira inconsistência na história… Embora se diga que a coisa tem 60 centímetros a fotografia que apresenta uma caneta indica um comprimento bem menor a este… Embora outra versão do e-mail que acompanha estas fotografias referida tratar-se de um “mutante”, na verdade não passa de uma criatura marinha capturada na Bacia de Campo – o eldorado petrolífero brasileiro – por uma plataforma petrolífera, algo que é revelado pelo Jornal brasileiro “JB online” (ver AQUI). Segundo este artigo a criatura teria sido encontrada por um ROV da Petrobrás que trabalhava a cerca de 1680 metros de profundidade, na zona de Campos.

São estas fotografias – recolhidas então pela Petrobrás – que deram origem ao Hoax que dava esta “barata mutante” como tendo sido descoberta nos esgotos de Sorocaba em São Paulo em 205… Um ano depois, aparecia outra versão – mais realista – que dava a criatura com tendo comido os dedos de alguns banhistas na Praia de Camburi (Vitória, Espírito Santo).

A bióloga Cristina de Matos, do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro identificou a criatura como o supracitado “Bathynomus”, reconhecendo ser um espécimen de tamanho invulgar, mas não raro. Trata-se de uma criatura comum naquelas águas profundas da Bacia de Campos. Geralmente, o seu tamanho não ultrapassa os 35 cm, podendo pesar até 1 Kg. O “Bathynomus” alimenta-se de peixes e de pequenos crustáceos e no Japão é consumido regularmente na exótica gastronomia local…

Fontes Adicionais:
http://www.sorocaba.sp.gov.br/secoes/noticias/noticia.php?id_noticia=1684
http://www.quatrocantos.com/LENDAS/187_mutante_sorocaba.htm
http://www.foxnews.com/story/0,2933,293511,00.html

Categories: Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional, Hoaxes e Mitos Urbanos, Justiça | 12 comentários

A Rússia prepara-se para abandonar o Cósmodromo de Baikonur?


(Cósmodromo de Baikonur in http://www.spacefacts.de)

Anatoly Perminov, o responsável máximo pela Agência Federal Espacial Russa declarou que um homem de negócios russo estava a treinar para voar como turista espacial em 2009 e acrescentou que a Rússia precisava de reduzir a sua dependência do Cosmódromo de Baikonur, no Casaquistão, no que concerne à exploração espacial tripulada: “Se criarmos um novo veículo espacial tripulado, o que o nosso programa antecipa para o ano de 2015, então iremos necessitar de um novo foguetão e este vai precisar de uma nova plataforma de lançamento.” E a Rússia ainda não decidiu se esta seria contruída no Casaquistão…

Perminov referia-se obviamente ao Kliper – o que está muito longe de ser uma novidade – mas esta é a primeira vez que surgem referências à possibilidade de construção de um novo cosmódromo ou da conversão de um dos três cosmódromos militares para uso civil (ver AQUI e no GoogleMaps). A opção da conversão parece pouco viável… Svobodny e Kapustin Yar estão muito longe dos centros industriais russos e seriam um verdadeiro pesadelo logístico e o cosmódromo de Plesetsk, no norte da Rússia, é demasiado sensível, com os seus frequentes lançamentos de satélites top secret para poder ser partilhado com civis ou simplesmente reconvertido.

Baikonur, entre todos estes cosmódromos pela sua posição mais perto do Equador permite uma notável poupança de combustível em cada lançamento (pela mesma razão que a Europa lança os seus satélites da Guiana Francesa). A Rússia paga actualmente um aluguer ao Casaquistão pelo uso do Cósmodromo aqui construído durante a era da União Soviética e Perminov, garantiu que a Rússia continuaria a usar este cosmódromo, mesmo se construísse uma nova instalação, já que existe um acordo entre os dois países para o uso russo destas instalações até 2050 e que a Federação paga 115 milhões de dólares anuais ao Casaquistão pelo uso destas instalações, o que para o Casaquistão não é um valor desprezável, mas que se encontra bem abaixo dos custos de construção de uma instalação nova destas dimensões algures na Rússia…

O renovado orgulho russo pode ser bem observado aqui nestas declarações, como em muitas outras prestadas recentemente em várias ocasiões… A própria anomalia efectiva que é o uso das instalações espaciais de Baikonur pela segunda maior potencia espacial do planeta, isto é, de um território alugado num país estrangeiro (o Casaquistão) é algo que a Rússia actual enfrenta com crescente desconforto e que julga como uma forma de um país estrangeiro poder manter alguns dos interesses estratégicos mais importante em estado de reféns permanentes… Por esta razão, hoje em dia, os lançamentos militares são todos realizados a partir de Plesetsk e se Baikonur continua a ser o centro de todos os lançamentos tripulados ou civis, isto deve-se à sua imensa escala e à quantidade de recursos que aqui foram investidos ao longo das décadas de exploração espacial soviética e russa… Não é expectável que estas instalações sejam abandonadas antes de 2050, mas os trabalhos de Plesetsk, acelerados depois das disputa financeira pelo contrato de aluguer em 1994 indicam a vontade russa de se libertar deste cosmódromo e estas declarações… ainda que logo seguidas de um veemente: “é aburso pensar sequer que podemos sair de Baikonur”, levam a pensar… Se é assim tão absurdo porque foi esta questão levantada aqui, nesta conferência pelo mais alto responsável pelo programa espacial russo, e de livre vontade sem que sobre tal tivesse sido interrogado pelos jornalistas?

Fonte: Space.com

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QuidSZ S3-6: Que quatro aviões são estes?

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Dificuldade: 4

Categories: QuidSZ S3 | 6 comentários

Santana Lopes: o único momento em que Santana não foi Santanaz…

A única vez (que me lembro!) em que estive de acordo com Santana Lopes

Alguma vez haveria de ser…

E de facto, estamos com Santana na sua revolta perante a forma abjecta com que foi tratado na SIC Notícias (e logo nesta!) por “imposições de alinhamento” que consideram mais “Notícia” a Não-Notícia da chegada ao aeroporto de um treinador de Futebol, ainda que Mourinho, que a crise interna do segundo maior partido português, aquele que neste pantanoso sistema de “Rotativismo” que nos rege nos irá inevitávelmente Governar daqui a uns anos.

São este tipo de prioridades – mais impostas pelas TVs – do que pelos tele-espectadores que radicam boa parte dos males da nossa Sociedade:

Esta obsessão pela “Bola” que nos fez construir 10 inúteis estádios babilónicos para o Euro2004 e que alimentam um sem número de histórias inconsequentes de Corrupção.

Categories: Futebol e Corrupção, Política Nacional, Portugal | 11 comentários

Porque é que os países de língua portuguesa podem ser o pólo de um novo tipo de ordem mundial, fraterna, comunitária e multicultural

Profetizava Agostinho que ao debate e ao conflito ideológico entre Oeste (Capitalismo) e o Leste (Comunismo) haveria de seguir o conflito material entre Norte (Ricos) e Sul (Pobres) e que deste conflito por verdadeiro silogismo aristotélico haveria se surgir uma nova visão do mundo e do Homem, novamente centradas no mundo natural e no Homem, como ainda hoje se pode encontrar nas sociedades primitivas e como se encontrava comumente nos municípios portugueses do reinado de Dom Dinis… Essa nova visão do mundo, enfim capaz de lidar com as exigências impostas pelo Aquecimento Global, consequência máxima de uma industralização e de um consumismo-produtivismo que procurar aumentar sempre os rácios de produção e consumo sem ter em conta que as matérias-primas são finitas e que o mundo em que vivemos é uno e fisicamente limitados, julgava encontrar Agostinho escapatória numa coligação dos países de língua portuguesa…

Esta seria essencialmente a missão de Portugal na História: lançar no mundo a semente cultura e linguística (afinal apenas aspectos diferentes da mesma realidade psicológica) que fundaria pelo mundo fora, mas sempre a Sul, novas nações e Estados capazes de depois, numa fase posterior, consigo ou sem si, se pudessem coligar e re-unir formando e re-formando um novo epicentro de Paz, Estabilidade e Comunhão, não mais obcecada com Produtividades ou Prosperidades Económicas ou Estatísticas mas preocupada com o recentramento no Homem dos ciclos económicos e das sociedades. Neste contexto, os povos mediterrâneos e, no seu seio, os portugueses, galegos e todos os países que estes espalharam pelo mundo do Brasil a Timor assumirão um papel central na criação de um novo centro que reunirá os povos oprimidos pelo materialismo desumanizante do Norte… Não mais reunindo estes povos sob o ceptro de uma superpotencia económica ou militar, já que nem Angola, nem o Brasil, nem Portugal, têm de per si esse tipo de força para imporem um tal fardo ao mundo e logo não podem gerar os receios de imperialismo conquistador que outros povos de assírios a norte-americanos criam e criaram no mundo deste sempre.

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“Nos últimos 20 anos, os concelhos de Lisboa e do Porto perderam tantos habitantes quanto todos os outros concelhos do país em regressão demográfica”


(http://www.youngreporters.org)

“Nos últimos 20 anos, os concelhos de Lisboa e do Porto perderam tantos habitantes quanto todos os outros concelhos do país em regressão demográfica. E para onde foram esses habitantes? Para os subúrbios, que não param de crescer. Para dar resposta ao crescente desiquilíbrio das cidades, o Governo está a lançar um pacote legislativo e uma nova geração de planos de ordenamento do território que procuram a regeneração das áreas em decadência nos centros urbanos e prometem a contenção na expansão das áreas urbanas e da construção junto à costa.”
(…)
“com aposta na revitalização dos seus centros [das cidades], o crescimento dos subúrbios será contido e a rede urbana contará com um maior peso das cidades médias.”
(…)
“João Ferrão, secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, que coordena estas políticas, considera que o País tem sofrido um duplo esvaziamento. É que não são só as áreas do interior que perdem população. Nos perímetros urbanos das grandes cidades, há áreas vazias e abandonadas.”
(…)
“Além dos ganhos na recuperação do nervo urbano de cidades como Lisboa ou Porto, a prazo, João Ferrão, que, antes de ir para o Governo, era investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, prevê uma diminuição dos movimentos diários entre a cidade e os subúrbios”
Este estranho fenómeno que é o do ermamento simultâneo do centro das nossas cidades e do esvaziamento do interior rural do País indica claramente o que se está a passar não só na nossa sociedade, mas na maioria das sociedades ditas ocidentais: um peso exagerado e pernicioso do sector imobiliário sobre a demais economia, dita “real”. Se as grandes cidades e até as ditas “cidades médias” se tornam em frutos onde só resta a casca periférica e onde o novo fenómeno do “êxodo urbano” empurrou a população para as periferias isso deve-se ao inflaccionamento irreal e desporporcionado do preço das habitações e dos escritórios nos centros urbanos. Assistimos a este fenómeno de desertificação em Lisboa, com grande evidência na Baixa Pombalina e de idêntica forma no Porto e em Coimbra… As habitações e os escritórios – a preços mais acessíveis – deslocam-se para a periferia enquanto cidades como Lisboa perdem mais de 100 mil habitantes em 10 anos…

Por isso, nada a dizer cobtra este projecto do Secretário de Estado… Não vejo é nestas boas intenções os meios ou a vontade política realmetne necessárias para inverter esta doença que está a consumir o nosso país… A especulação imobiliária continua galopante nas zonas mais caras de Lisboa e das grandes cidades – apesar da estagnação de preços nos últimos anos – e ainda não há medidas que determinem um preço máximo por metro quadrado nas zonas mais esvaziadas… Necessárias porque o “Mercado” não está a funcionar, como prova o estado de ruína evidente de tantos prédios em tantas avenidas e ruas “nobres” lisboetas… Falta ainda imposição de medidas efectivas que atraiam os jovens dos subúrbios para o centro, preenchendo todos aqueles fogos (100 mil em Lisboa) que se sabe estarem devolutos à muitos anos… Falta que a Câmara saia da sua sonolência e confisque aos seus supostos proprietários as habitações que estes deixam arruinar na vã esperança de uma vez consumida a ruína possa vender o terreno para construção… Falta reduzir o campo de manobra para estes verdadeiros intermediários inuteis que são as “agências imobiliárias”, que não contribuem com Valor para nada no processo de compra e venda imobiliários e que cobram taxas relativas imorais a uma venda, onde os custos são fixos, e onde, consequentemente, se deviam cobrar “taxas de serviços” fixas, não relativas. Um detalhe que contribui evidentemente para uma elevação dos preços finais dos imóveis.

Enfim, falta fazer muito, além de exprimir apenas intenções… Veremos é se este Governo se fica agora por aqui.
A partir de um artigo de Pedro Miguel Madeira
Fonte: Público, 20 de Agosto de 2007

Categories: A Escrita Cónia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 7 comentários

QuidSZ S3-5: O que está aqui a ser testado?

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Dificuldade: 4

Categories: QuidSZ S3 | 3 comentários

No rescaldo dos incêndios florestais na Grécia e sobre a Especulação Imobiliária


(http://www.navis.gr)

“Haverá mãos criminosas e, diz-se, pressões imobiliárias. Loucos, Quem quererá visitar um país cheio de hotéis implantados sobre cinzas? Quem se importará com a Grécia sem o apelo de Creta, das marcas de pedra antiga que nos inspiram ainda e sempre humanidade? Essa Grécia que tanto encantou Sophia e encanta ainda Hélia Correia? Os abutres do ganho fácil podem, neste desvairo incendiário, acabar de vez com o seu próprio sustento.”

Nuno Pacheco
Público 29 Agosto de 2007

Esta gangrena imobiliária que devassa todo o mundo e que induz falsas noções de prosperidade em economias como a britânica e espanhola e, em menor medida, na portuguesa está por detrás de alguns dos fenómenos mais perigosos da actualidade… A expansão do sector imobiliário tem alimentado campanhas e partidos políticos de moral duvidosa, como se viu no recente caso Somague e como se vê um pouco por todo o País pelas relações de corrupção que unem tantos autarcas a tantas empresas de Construção Civil… O papel desta especulação imobiliária é também determinante na destruição que estes incendiários “loucos e agindo sob moto próprio” (pois! os desgraçados que se deixam apanhar!) têm tido no mundo mediterrâneo em zonas de maior pressão construtiva… Não basta utilizar os argumentos do Aquecimento Global (verdadeiros, ainda assim), os do ermamento do Interior e do êxodo das populações para as cidades e para o litoral, para explicar a escala assassina daquilo que assolou a Grécia e que tenta destruir todos os anos o Interior deste País. Para compreender cabalmente este fenómeno é preciso procurar as suas raízes num sector imobiliário com as suas taxas de lucro muito superiores às da economia produtiva, com níveis de risco de investimento muito baixos e onde as ligações entre o poder político e os interesses instalados permitem uma cobertura política e policial que – apesar dos esforços recentes – tem largas décadas em Portugal.

Um dia, estes especuladores hão-de queimar a última árvore e construir no seu lugar mais um apart-hotel ou um enésimo sorvedouro-de-água Campo de Golfe, rodeado de palmeiras de plástico e hotéis de turismo de massas. É claro que nesse dia… Nenhum deles estará cá para o ver. Mas isso é a longo prazo… E como dizia Lord Keynes: “a longo prazo estaremos todos mortos” e é este princípio que segue agora esta gente que na vã mira do lucro massivo e imediato não hesita em sacrificar o destino de todos nós e dos seus próprios filhos.

Categories: Economia, Política Nacional, Sociedade | 4 comentários

Enviar uma mensagem de mail em Outlook escrita com Tags HTML

Esta é uma forma (das várias) de enviar mensagens escritas com tags HTML directamente a partir do cliente Outlook:

1. Criar o conteúdo HTML no editor de HTML, gravar um ficheiro .HTM

2. No cliente Outlook confirmar se em Tools:Options:Mail Format de forma a colocar ou a confirmar de que o HTML é o default message format. No cliente Outlook confirmar que o Word não é o editor por default e usar a Web Toolbar do Outlook para abrir o ficheiro .HTM salvado no passo 1. Depois deste aberto (e de aparecer no cliente Outlook), ir até Actions:Send Web Page by E-Mail.

Categories: Informática | 3 comentários

QuidSZ S3-4: Em que cidade foi tirada esta fotografia?

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Dificuldade: 4

Categories: QuidSZ S3 | 15 comentários

Da dicotomia Oeste-Leste: Ideológica e a Profecia agostiniana de como esta se tornaria numa dicotomia Norte-Sul (Ricos-Pobres) e o seu cumprimento pela Globalização

Habitava em Agostinho a mesma centelha profetizante que vivia no centro do espírito de António Vieira… Uma centelha que se exprimia na profccia que o Professor fez ao seu neto Pedro Agostinho da Silva, em 1960 quando anteveu que ao antagonismo Oeste-Leste, de matriz ideológica e material se haveria de suceder um antagonismo norte-sul de matriz também material, mas já não ideológica onde se cruzariam os interesses dos povos eslavos e germânicos (nórdicos, centro-europeus e anglo-saxónicos) contra os da generalidade dos povos mais escuros e dispostos no hemisfério sul… Mas não um hemisfério sul clássico e estritamente geográfico, mas antes um hemisfério cultural e psicológico marcado pelos Pirinéus e pelos Alpes, pelas margens do Mar Mediterrâneo, enfim… Foi esta profecia que a Globalização fez cumprir… às guerras ideológicas das décadas de cinquenta (Coreia), sessenta (Vietname) e setenta (Afeganistão) haveria de suceder um regime de concórdia entre estas nações, afinal de coração tão igual, para de comum esforço se alinharem e explorarem concertadamente a metade do sul do mundo, tornando a Índia e a China em suas extensões e usando-as contra si próprias (no sentido em que as colocam contra as suas próprias populações) e contra si mesmas (no sentido em que deslocalizando a produção e o emprego), criando uma contradição irresolúvel que encerra em si mesmo a semente da sua própria destruição e antecipa a vinda de uma nova fase da vida do Homem sobre o globo: Aquela a que António Vieira chamou de “Quinto Império” e a que Agostinho ora chamaria de “Quinto Império” ora de “Império do Espírito Santo”, consoante os momentos e as oportunidades…

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A Beligerância permanente nas Sociedades e no Indíviduo nas Sociedades Contemporâneas

É sobre esta lógica dominante Produtor-Consumidor que assentam as raízes de uma beligerância persistente, extensa, mas dispersa e difusa que caracteriza neste sistema globalista as sociedades contemporâneas. O indivíduo deixa-se consumir por uma lógica auto-destrutiva que o leva a competir activamente e permanentemente com os seus semelhantes procurando obter uma maior parcela de consumo do que dos seus pares, ascendo a um patamar social superior devido a essa maior fatia de consumo, uma ânsia que leva aos descomunais e irracionais níveis de endividamento bancário de Consumo (um tipo de crédito pernicioso e imoral por natureza). O nível de beligerância interna, dentro do próprio Eu ascende a níveis insuportáveis que o levam à Loucura e à Psicose, pessoal e social. E a ânsia dos governantes para responderem às necessidades materiais crescentes dos seus governados conduzem à Guerra. Guerras por petróleo, guerras pelas melhores rotas e entrepostos comerciais, guerras pelos mais diversos recursos naturais, desde a água das guerras do futuro, ao Estanho, a primeira guerra peninsular entre gregos e fenícios. Não que a Guerra seja uma invenção da Globalização, claro… A Guerra existe praticamente desde tão cedo como a prostituição e encontrará as suas raízes no primeiro conflito que opôs dois clãs, algures no Paleolítico Inferior… Mas agora, a Guerra é “Moderna”, globalizada, mecanizada e decorre a um nível nunca antes antevisto nem testemunhado… É a guerra global das matérias-primas, motor e motriz de todos os conflitos que se sucederam ao fim das guerras ideológicas que terminaram com a Queda do Muro de Berlim e à qual ainda não sucedeu a fase seguinte: a da Guerra das Religiões e Culturas que se adivinha para o século seguinte…

É este centro esmagador que urge remover do centro das nossas vidas como primeiro passo para a libertação do indivíduo e das sociedades. Este centro desumanizado e desumanizador foi imposto pela culturas nórdicas e germânicas que desceram das frias paragens nortenhas e ocuparam não com o gládio, mas com o comércio e o câmbio as planícies mediterrâneas. Esta vida encerrada nestes estreitos limites materiais e traumatizantes porque leva o Homem a acreditar que a Felicidade vem da Satisfação de todos os Desejos e que cria uma Sociedade capaz de multiplicar infinitamente os desejos através da industria publicitária. É este ciclo Produtor-Consumidor que através da fabricação e enfabulação de Desejos nos leva a permanecer num papel passivo e alienado de consumidores que deve ser quebrado para que o Quinto Império possa primeiro ser instaurado nos nossos corações. Primeira condição essencial, para que depois este possa se estender ao mundo exterior e cumprir as profecias de António Vieira, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva…

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O Esboço Agostiniano de uma “Confederação Lusósofona”: Fases, Capital e Adesão Final de Portugal

Como confessou em certa altura ao seu neto, Pedro Agostinho da Silva, o professor Agostinho sonhava com a fundação de um “Quinto Império” formado num primeiro passo pela reunião daquelas que – na época em que o pensou – eram ainda as parcelas do império colonial português, tornados independentes, com o Brasil. Nesta primeira fase, o professor não esperava que Portugal pudesse juntar-se a esta entidade, já que se debatia ainda com um regime ditatorial perverso e destituído de visão estratégica e de longo prazo… Esta proto-entidade poderia começar como uma entidade de teor meramente linguístico, passando depois a uma aliança económica, e posteriormente a uma entidade confederativa (forma de associação preferida por Agostinho em relação à federação). A sua sede deveria assentar em Cabo Verde, de forma a obviar qualquer pretensão hegemónica por parte de Angola ou do Brasil, ou dois maiores constituintes desta Confederação Lusófona, aqui, em Cabo Verde, deveria funcionar um órgão consultivo ou deliberativo comum à confederação.

Portugal entraria nessa Confederação numa fase final… Quer porque estava ainda sujeito a um regime colonialista (década de 50), quer porque só assim se poderia garantir que entrava com a mesma posição de influência relativa que os demais países confederados, mas a sua entrada seria vital para permitir o acesso económico e cultural da Confederação aos países europeus e do norte de África.

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Sobre o “Kids Nation”, Maddison Gabriel e o Trabalho-Escravo Infantil


(A “criança-modelo” de 12 anos australiana Maddison Gabriel in http://www.dailymail.co.uk)

“É o nome de uma espécie de cidade no Novo México para onde foram enviadas 40 crianças com idades entre os 8 e os 15 anos. Pois ali viveram e se desenvencilharam durante 40 dias (a coincidência do número de dias com o das crianças deve ter algo perfidamente cabalístico) com o fito de criar uma sociedade “sem adultos”, que há-de alimentar mais um reality show na cadeia de TV CBS.”

(…)
“Assinaram contratos draconianos com a CBS e aceitaram não apenas remeter-se ao silêncio perpétuo (os direitos sobre as histórias dos miúdos são da CBS para toda a eternidade e “em todo o universo””
(…)
“neste momento em plenos Estados Unidos, há 40 jovens escravos cedidos pelas respectivas famílias para alimentarem o circo global com rodadas consecutivas de diálogos cândidos ou “fortes, gritarias, choros, disputas, etc.”
(…)


(Promoção do “Kid Nation” no You Tube)

Nuno Pacheco
Público de 28 de Agosto de 2007

Em primeiro lugar sou claramente contra a exploração de trabalho infantil, e repugnam-me vivamente estas excepções que são concedidas no dito “meio artístico” a crianças e adolescentes que trabalham ora no mundo da Moda (ver AQUI) ou no Mundo do Espéctaculo (ver AQUI). Frequentemente, estas excepções – cometidas frequentemente a favor da “Arte” – mas que de facto servem apenas para promover situações de escravatura de que beneficiam agentes, empresas e pais ou tutores sem escrupulos raramente beneficiam efectivamente as próprias crianças e descartam delas a natural progressão até à idade adulta, amadurencendo-as prematuramente, deixando fortes mazelas psicológicas e criando adultos insatisfeitos e frustados já que quase nunca o sucesso infantil se consegue transpôr até à idade adulta… Simplesmente, a prioridade não devia ser vender roupas ou sapatos ou organizar espectáculos de música ou de teatro/cinema se estes empregam crianças-trabalhadoras. Moralmente, poderão conceder-se excepções, mas não vejo onde o Sofrimento provocado inevitavelmente nessas crianças possa retirar Sofrimento em maior dose a terceiros, e logo, seguindo o princípio Utilitarista, estas actividades laborais infantis não deviam ser toleradas, nem sequer permitidas à luz da Lei (permitindo-se excepções bem delimitadas no Espaço e no Tempo).

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QuidSZ S3-3: A que unidade militar pertencia esta insignia?

Dificuldade: 3

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“Portugal” como um Verbo, uma acção ou movimento para algo ou para algum lugar

A palavra “Portugal” designa na sua mais profunda e radical essência não somente um substantivo ou nome de coisa, como o “Porto do Graal” do selo afonsino, mas, também, um verbo. Um motor para algo de que o Porto é apenas um ponto de partida. “Portugal” é assim neste contexto uma coisa radicalmente diferente de todos os países europeus e de quase todos os países do mundo, já que estes nas suas matrizes culturais fundacionistas encontram sempre o estabelecimento de um território, rico ou não, mas sempre ponto de chegada para os seus destinos grupais. Portugal, é pelo contrário, um Verbo. Não um ponto de chegada, estático e imóvel como a imóvel e central França, nem como a robusta e abastada Alemanha e nem sequer como a isolada e autóctone Inglaterra (que Grã-Bretanha é coisa virtual e virtualmente inexistente). “Portugal” é um Verbo porque designa acção, movimento para um além que se sabe distante mas que se serve de justificação da própria existência e do mais profundo do seu Ser… É como se Portugal e os portugueses tivessem sido forjados pelo forno da História não para ocupar um dado território, nem para alcançar um certo patamar de desenvolvimento tecnológico e económico, mas para moverem o mundo numa dada direcção… Primeiro para sul, recuperando para a Cristandade as paragens sulistas ocupadas pelo invasor muçulmano, depois, ainda mais para sul, para o reconhecimento da costa africana e das ilhas atlânticas, e depois para a Índia e para o Brasil.

Portugal só pode existir enquanto tal, enquanto “verdadeiro Eu”, enquanto se sentir motivado por um grande desígnio e plano que ainda que possa parecer irrealizável, lhe sirva de mote para a acção. Viver, como se vive hoje em Portugal, escravizando a nação aos ditames contabilísticos embrutecedores e entediantes da eurocracia de Bruxelas é matar a alma portuguesa, forjada para voos muito mais altos… Forjada para unir – num primeiro passo – todos os povos de língua portuguesa numa única entidade supranacional e – posteriormente – todos os de língua latina, formando o protoplasma que mais tarde unirá todo o Globo numa única entidade supranacional, mas muito diversa daquela que os arquitectos malévolos do Bilderberg e da Globalização neoliberal querem impor: uma entidade paritária, multinacional e multilíngua, mas assente nas liberdades das comunidades locais, prósperas e autónomas, respeitadoras do Ambiente e dos Direitos humanos e opositora do “governo das multinacionais e das Corporações” e dos grandes grupos e interesses financeiros que hoje efectivamente administram o planeta por detrás da ficção que são os regimes parlamentares “democráticos” que fazem elejer em campanhas eleitorais cada vez mais caras, mediatizadas e superficiais…

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Afeganistão, Baixas e… Droga. Muita Droga.


(http://www.mod.uk)

“O The Observer apresentou ontem estatísticas segundo as quais quase metade dos britânicos na frente afegã já requereram um significativo tratamento médico: mais de 700, desde Abril, só na província de Helmand. Um enviado do semanário passou três semanas no terreno e concluiu que muitos soldados tencionam deixar o serviço, porque não aguentam combates tão intensos como os que ali se travam. “Dois milhões de munições já foram disparados” pelas forças de Sua Majestade.

“O The Independent relatou que noutra frente de combate em que os britânicos estão envolvidos – os comandantes militares comunicaram ao primeiro-ministro Gordon brown, “nada mais se pode fazer” no Sueste do Iraque, pelo que os 5500 soldados lá destacados deveriam ser retirados de imediato.”

Jorge Heitor
Público, 20 de Agosto de 2007

Os sete mil soldados britânicos que combatem os Talibãs no Sul do Afeganistão enfrentam aquela que é hoje a tarefa mais difícil na luta global contra o Islamismo militante: o Afeganistão. Esta é que sempre foi a primeira e última frente com a instauração de uma “república islâmica”, não o Irão – onde a desilusão contra os governantes confessionais sempre foi elevada, especialmente nos meios urbanos – mas o Afeganistão onde atravês da influência das escolas corânicas da fronteira com o Paquistão sempre entraram os mais aguerridos militantes islâmicos. As forças locais – mais ou menos leais ao Governo de Kabul – já demonstraram cabalmente a sua incapacidade para se defenderem, quanto mais para imporem Segurança em todo o território nacional… O cenário de guerra local é actualmente muito mais intenso do que o de qualquer outro conflito no mundo, ainda mais do que Iraque onde os confrontos directos entre forças da Coligação e Resistentes são raros e sinal disto mesmo é o facto do actual conflito no Afeganistão ser já o segundo mais importante de sempre em termos de baixas sofridas pelo exército britânico, com uma taxa de baixas por militares combatentes superior mesmo à dos americanos no conflito do Vietname, o que dá uma boa medida daquilo que se passa hoje no Afeganistão… Aliás, estima-se que 1 em cada 39 militares britânicos tenham já sofrido um qualquer tipo de ferimento, tendo recebido consequentemente o supracitado “tratamento médico”. Estas baixas elevadas são consequência de um tipo de guerra que propicia ao confronto homem-a-homem e à emboscados, quer por mina ou IED, quer “clássica” e são também resultado da falta de colaboração das forças locais, que supostamente deviam estar a liderar este combate, e da ausência de meios suficientes no local… As forças aliadas no Afeganistão (que incluem forças portuguesas) são também em número insuficiente, especialmente as dos EUA (empenhadas no Iraque) e esta fraqueza está a deixar demasiado espaço para as movimentações dos Talibãs…

Sobretudo, o grande problema do Afeganistão não é directamente o reacender da actividade dos fundamentalistas islâmicos, mas a explosão da produção de Droga, que está a financiar a guerrilha Talibã e que é tolerada ou até incentivada pelo Governo de Kabul. Helman, a provincia mais patrulhada do Afeganistão é responsável, sózinha, por 34% da produção nacional de ópio e esta subiu 48% em apenas um ano!… Aliás, no geral, o Afeganistão é hoje o maior produtor mundial de Drogas, uma consequência do aumento de insegurança no Sul do País, mas também do aumento da influência dos talibãs nesta região, já que estes a usam como forma de financiamento, vendendo directamente o seu produto, ou cobrando “protecção” aos agricultores locais…

Assim, é preciso reconhecer a prioridade do Afeganistão nesta luta contra o Fundamentalismo Islâmico, empenhar aqui as forças suficientes para assegurar a vitória, ou pelo menos para impedir que o frágil, corrupto e inepto governo de Kabul torne a cair nas mãos dos fundamentalistas e travar em primeiro lugar a batalha contra as suas grandes fontes de financiamento: a Droga. Vencida esta guerra, enfrentando a resistência dos Senhores da Guerra e do próprio governo local, retirar-se-á a base deste renascimento talibã e o rumo desta guerra longínqua mais decisiva poderá finalmente inverter-se.

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QuidSZ S3-2: O que era isto?

Dificuldade: 4

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Sobre o “Progresso Tecnológico e o “Desenvolvimento Humano” e da falta de compatibilidade entre ambos nas sociedades globalizadas da actualidade

A época contemporânea criou nas mentes humanas a confusão entre os conceitos de “progresso tecnológico” e o de “desenvolvimento humano”. Na verdade, ambos não são sinónimos e podem – frequentemente – andar bem separados… O progresso tecnológico, cujo apogeu provável se vive hoje devia produzir tempos de lazer mais prolongados do que nunca, mas ao invés, vemos multiplicarem-se as pressões globalistas para aumentar a jornada de trabalho diária, para reduzir as férias, os períodos de descanso e repouso semanal, etc… Como sempre as multinacionais e os grupos de pressão neoliberais que incapazes de reunirem forças bastantes para formarem partidos preferem agir na rectaguarda e financiar os partidos do sistema procuram sob ameaça da deslocalização reduzir os tempos de lazer… E nestes, impõe mecanismos de docilização e de desestimulação do Pensamento, de forma a produzirem turbas amorfas e permeáveis ao “pensamento único” que infiltram sob todas as formas nas sociedades… Não pretendem forjar uma raça de pensadores e conversadores, mas uma raça de consumidores acéfala e submissa aos ditames neoliberais e sempre constrangida pelo medo do Despedimento e das reduções salariais… O Pensamento e a liberdade para o produzir que devia advir da crescente mecanização da Produção são malbaratados e desperdiçados na produção de ainda mais riqueza para um número cada vez menor de mãos, um fenómeno especialmente agudo nas chamadas “economias emergentes” do Oriente, mas sobretudo na Índia e na China, um uma riqueza renovada tem correspondido a uma redução dos direitos laborais e humanos quase sempre generalizada.

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Tabela de Caracteres da Escrita Cónia (sistema Ventris)

Segundo este sistema, os signos são distribuídos por colunas segundo a função do sufixo, colunas como o masculino, o feminino ou outros casos que sejam eventualmente identificados no decorrer do processo de análise das inscrições. Também as palavras derivadas têm uma coluna, permitindo a melhor e mais rápida identificação dos temas e das suas variações. Conforme escrevia Ventris: “Desta forma, podemos idealizar uma segunda dimensão para a nossa “grelha” que a tornará o esqueleto de uma verdadeira tabela de valores fonéticos. Só necessitará então da identificação de um pequeno número de valores silábicos para que o sistema mais ou menos completo de consoantes e vogais se ajuste completamente.

Uma vez erguida esta tabela, Ventris empenhou-se em construir uma segunda tabela, uma tabela de valores silábicos aproximados em que os signos estudados se dividem nas seguintes colunas: vogais; vogais puras; semivogais e consoantes. A partir deste ponto, Ventris chegou à identificação de várias consoantes diferentes mas com a mesma vogal, uma identificação que partiu da observação de que só um pequeno número de signos precediam algumas terminações. A partir deste ponto Ventris procurou sufixos e terminações semelhantes aos que encontrara em várias línguas chegando no caso no Linear B ao grego, nomeadamente na terminação masculina grega –eus.

 

 

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Sobre os empréstimos a estudantes, do envidamento das famílias e das desvantagens de um investimento “cego”


(http://newsimg.bbc.co.uk)

(…) “Com o endividamente desproporcionado por referência aos proventos da sociedade portuguesa, com o desemprego que atinge os jovens e continua a crescer particularmente no grupo dos licenciados, como poderão ser pagos os empréstimos em análise? O sistema prevê um ano de carência, após a conclusão dos estudos. Feitas as contas genéricas para o montante máximo possível, chegaremos a valores de reembelso próximos dos 500 euros mensais. Será isto exequível com as negras prespectivas do desemprego jovem?”
(…)
“Sócrates e Gago garantiram que não baixarão os apoios sociais aos mais carenciados e que este modelo de empréstimos se somará às bolsas de estudo existentes. Mas por que hei-de eu acreditar em já fez hoje o contrário do que prometei ontem?”

Santana Castilho

“Apesar de constituir um compromisso político do Governo, a surpresa veio com o novo regime de empréstimos bancários para a frequência do ensino superior. Era uma lacuna importante na promoção do acesso ao ensino superior, para além do apoio social escolar. Com ele, novas pessoas poderão sustentar o investimento na sua educação superior. Trata.-se de um regime geral e universal, aberto a todos os interessados, estudantes e investigadores, e para todos os graus de ensino terciário, incluindo os planos de mobilidade internacional (programa Erasmus)”.
(…)
“Nem todos os aspectos são isentos de reserva, como sucede com o prazo de carência reduzido a um ano para o início do reembolso, depois da conclusão do curso, o que pode constituir um factor de constragimento nos casos em que o início da actividade profissional remunerada demora mais do que isso, como acontece nas profissões sujeitas a estágio profissional longo, muitas vezes sem pagamento digno desse nome”.
Vital Moreira

Público, de 28 de Agosto de 2007

Bem sei que este tema já deixou as agendas mediáticas… Mas como já escrevi aqui, algures, este espaço não é um jornal de actualidades… Mas sim um espaço de debate e de opinião, para além de uma plataforma de divulgação dos projectos do Movimento Quintano. Assim, não poderíamos fugir a este curioso tema dos “empréstimos para estudantes”, ainda que tenha passado já mais de um mês sobre este anúncio governamental…

O modelo é importado, e apesar de alguns problemas tem funcionado mais ou menos bem nos EUA, por isso é natural que se tente agora importá-lo para a realidade portuguesa… E de facto, quem estiver atento às séries e aos filmes Made in USA que as televisões nos apresentam pode antever aqui e acolá referências a jovens trabalhadores que aludem a estes pagamentos… Ainda há pouco vi duas dessas referências, uma no CSI, e outra na Anatomia de Grey… É que o problema do endividamento dos jovens é muito sensível… E se as famílias portuguesas já apresentam hoje um elevado nível de endividamente, o mesmo não deixa de ser verdade para as famílias americanas. Pessoalmente, repudio qualquer sistema de financiamento que se baseia no modelo de empréstimo. Os Bancos – que estão neste negócio óbviamente para fazer dinheiro – não emprestam a juro zero… E a carga de dívida recai assim naturalmente sobre os ombros de quem tem a acima dita dificuldade em entrar no mercado de trabalho e que – quando finalmente o faz – é sujeito a salários baixos. Será que a solução para facilitar a entrada no mundo universitário de jovens terá mesmo que passar pela subsidiação indirecta a universidades privadas e pela criação de novos patamares de endividamento para os portugueses?

Será que a solução para os problemas educativos e na formação dos jovens passa pelo financiamento cego a todos os cursos, ou pela criação de mecanismos que favoreçam a frequência universitária em determinados cursos onde o País precisa de mais quadros? Precisaremos mesmo de financiar com o Orçamento Público novas fornadas de legiões de Advogados ou de Sociólogos desempregados ou eternamente frustados porque nunca encontrarão emprego nas suas áreas de formação? E, sobretudo… Precisaremos mesmo de mais uma forma de endividamento e de enriquecimento bancário?

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Sobre o abastardamento do conceito de “Quinto Império” cometido aquando da realização material do “império português”

Sejamos claros. Portugal é – como já escrevemos – mais do que um Substantivo, uma Coisa Material e uma realização material, mas sobretudo um Verbo, um sentimento de movimento para uma forma de organização que as profecias de Bandarra, Vieira e Pessoa. O Movimento Quintano, com a sua proposta de relançamento do conceito de Quinto Império pretende ser uma cristalização destes conceitos agostinianos e contribuir para o cumprimento da missão portuguesa de ligar o Ocidente ao Oriente, pela via pacífica, da coesão humanitária e do respeito pelo Homem e pela Liberdade e re-ligar aquilo que a Geografia separou, cumprindo enfim o legado dos descobridores que depois os impulsos inquisitoriais e capitalistas de Dom João III haveriam de corromper.

Com efeito, o “império português” forjado no Oriente a golpe de espada e a tiro de canhão por Albuquerque e Francisco de Almeida é já uma deturpação dos princípios que levou o povo e as gentes portugueses a participarem nos irrealistas, mas motivadores projectos henriquinos de reconhecimento da costa africana e de procura de um caminho para a Índia. Estes portugueses de quinhentos e seiscentos que construiram, primeiro no Oriente, e depois no Brasil, o dito “império” foram exploradores de recursos naturais, mas também explorados e manipulados por um “capitalismo régio” e por hostes de mercadores germânicos sediados na Flandres cuja cupidez e explosiva riqueza alimentavam com o seu próprio sangue e ardor combativo. Este Império “real e corpóreo” foi aquilo que fez efectivamente perder Portugal, não o desastre de Alcácer Quibir… Ao procurar ser algo que não podia ser, porque incompatível era com a Alma Portuguesa, os portugueses cometeram o supremo pecado de agirem contra a sua mais profunda essência: o motor espiritual que levou Portugal, essa ideia e não um país, para o Oriente em busca de uma realização terrestre de um princípio imaterial e espiritual que o sentir popular de então, e Bandarra e Vieira depois proclamariam ser o “Quinto Império”.

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As redes P2P e o “Traffic Shapping” dos ISPs… Alguns considerandos

Um pouco por todo o mundo, os fornecedores de acesso à Internet (ISP) estão a introduzir mecanismos de controlo e redução de tráfego Internet… Pelo menos desde 17 de Novembro de 2005 que a Netcabo usa mecanismos e ferramentas activas de “traffic shapping”. E como ela, assim faz o Sapo e, provavelmente, a maioria dos demais ISPs. O “Traffic Shapping” está particularmente orientado para penalizar o tráfego P2P, e favorece em situação de sobrecarga da Rede o tráfego HTTP (Browsers), FTP (Downloads “oficiais”) e SMTP e POP3 (Correio Electrónico). Segundo alguma fontes, o balanceamento seria de 50% em períodos diurnos e de 76% em períodos nocturnos. A proporção pode ser hoje bem diferente com toda a sanha que foi agora lançada contra as redes P2P (de que o encerramento de vários sites nacionais pela PJ foi bom exemplo).

O uso de tecnologias de “Traffic Shapping” enferma contudo de algumas ambivalências éticas… É certo que a esmagadora maioria do tráfego P2P existe para disseminar software ou ficheiros protegidos com direitos de autor e que é imoral que esse tráfego prejudique quem apenas navegue na Internet para… ler estas linhas. Mas também é certo que os ISPs portugueses e em todo o mundo não têm investido suficientemente nas suas redes, concentrando os seus esforços de investimento no Marketing e na Publicidade e não nas estruturas ou na qualificação do seu pessoal (cada vez mais ineficiente devido à disseminação de duplo e triplo outsourcing). E sobretudo… Quando uma campanha de um ISP promete “tráfego ilimitado”, não está implícito que estamos a prometer tráfego P2P? É que ninguém chega aos 2 Gb mensais de download só a navegar no Firefox e a ler email… Ou seja, os ISPs vendem tráfego nos seus pacotes, mas depois estrangulam-no porque não têm estruturas para o suportar e têm que recorrer ao “Traffic Shapping“… E os contratos de fornecimento de serviço omitem que algum do tráfego vendido e pago pode ser retirado sem aviso prévio… E as campanhas das “3 Meninas” repetem. “navegue na Internet sem limites de tráfego“:

Há porventura o argumento moral… É imoral usar ferramentas de P2P para fazer download de conteúdos protegidos por direitos de autor, mas não cabe ao ISP agir como uma Polícia ou um Tribunal. Existe o princípio que devia ser sacrossanto da “Net Neutrality” e que devia fazer com que todos os ISP fossem neutrais em relação ao tráfego que passa pelos seus circuitos… A REFER é responsável pelos assaltos aos comboios que correm pelas suas linhas? A Brisa por todos os acidentes que acontecem nas suas autoestradas? Os senhorios pelos assaltos às casas que alugam? Os ISP responsáveis criminalmente pelo tráfego com conteúdo pedófilo, terrorista ou mafioso que percorre as suas redes? Não… É claro que não!… Então porquê esta limitação aos utilizadores de redes P2P? Existem sites perfeitamente legais de Torrents como o legaltorrents.com, o creativecommons.org e o demoscene.tv. De qualquer forma, se os ISPs se preocupam assim tanto com o tipo de conteúdos que andam pelas suas redes porque incluem frases como “enviei e recebi videos e músicas” nas suas campanhas?:

Este não é um apelo claro à realização de downloads ilegais de videos e músicas pela Internet em redes P2P?

Ignoramos qual é o peso relativo por tipo de tráfego que a Netcabo e os outros ISPs nacionais aplicam… Mas é quase certamente mais agressivo que o de finais de 2005 que acima indicámos… No Reino Unido, o ISP Nildram (da Pipex) declarou estar a reduzir o tráfego disponível para redes P2P e tráfego “não interactivo“, declarando que este tráfego seria reduzido até aos 64 Kbits/segundo, mas apenas em horário diurno… Alguns utilizadores empresariais ficaram furiosos, porque a maioria do tráfego FTP (também considerado “não interactivo“) é geralmente legal. De facto, no Reino Unido e em Portugal ocorreu o mesmo fenómeno… Os ISPs não investiram suficientemente nas suas redes de forma a poderem acompanhar o aumento explosivo do seu número de clientes e das novas formas de usar a Internet, como o VoiP e a agora muito falada “Televisão sobre IP“.

Preferiram investir em campanhas como a das “Três Meninas”…

Fontes:
http://www.theregister.co.uk/2007/05/23/nildram_bandwidth_throttling/
http://foruns.netcabo.pt/lofiversion/index.php?t5426.html

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Agostinho da Silva: “É claro que eu acredito no Quinto Império, porque senão o acto de viver era inútil.”

“Eu sinto-me cada vez mais apaixonado,

mas por coisas que a matemática não prova que existam. (…)

É claro que eu acredito no Quinto Império,

porque senão o acto de viver era inútil.

Para quê viver se não achássemos que o futuro vai trazer-nos uma solução

que cure os problemas das sociedades de hoje?”

Agostinho da Silva, 1997.

Neste poema, Agostinho define aquilo que deve nortear as nossas vidas, se as queremos manter realmente vivas e não pretendemos desmerecer a inteligência que nos foi concedida. Em vez de vivermos como vegetais, consumindo cega e acéfalamente produtos e serviços de cuja necessidade a máquina de marketing das multinacionais e as televisões nos fazem convencer de que precisamos absolutamente para sermos “felizes”, precisamos de definir um “Norte” para a nossa vida e encontrar um rumo, superior, frequentemente e provavelmente necessariamente irrealizável a curto prazo ou que até pareça de todo irrealizável. Esse mote é para nós, o cumprimento das profecias da instalação de um “Quinto Império”, fraterno, coeso, mas multiforme e tolerante e que conceda a primazia às comunidades locais, às empresas unipessoais e de pequena e média dimensão, contra as frias e tenebrosas grandes corporações multinacionais. É o caminho para esta nova sociedade que devemos percorrer, sem ignorar as dificuldades impostas pelas poderosas e multimilionárias forças da Globalização.

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“Andorra, Liechtenstein e Mónaco. Da lista inicial dos paraísos fiscais não cooperativos, que a OCDE, (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) elaborou em 2002, restam apenas estas 3 solitárias jurisdições”


(O Principado do Mónaco in http://www.leblogauto.com)

“Andorra, Liechtenstein e Mónaco. Da lista inicial dos paraísos fiscais não cooperativos, que a OCDE, (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) elaborou em 2002, restam apenas estas 3 solitárias jurisdições. A OCDE, que retirou recentemente às Ilhas Marshall da lista negra, diz que estes 3 principados europeus ainda não se comprometeram a adoptar medidas de transparência e troca de informação fiscal. Até agora 35 países e territórios já sairam da lista dos paraísos fiscais não cooperativos.”

Público de 17 de Agosto de 2007

Sendo aqui o mais irónico é estarmos perante não três remotas ilhas do Pacífico ou das Caraíbas, mas três países (merecerão mesmo essa designação?), mas perante três territórios encravados bem no seio da Velha Europa… Rodeados como estão de potencias económicas, e vivendo na estrita dependência das mesmas para tudo o que quer seja, desde o Turismo que recebem através delas (não têm aeroportos nem portos significativos) até a todos os produtos que consomem (com excepção do Liechtenstein não têm indústria nem agricultura) estes três “principados” parasitários dependem como mais ninguém de lavagem de dinheiro sujo proveniente do narcotráfico ou do tráfico de seres humanos ou de armas… Encravados e totalmente dependentes de uma Europa que se quer Moral e Exemplar, a sua sobrevivência não devia ser tolerada, não porque não tenham direito à mesma (embora de facto, nenhum mereça a condição essencial para a existência, que é a Nacionalidade), mas porque o maior pretexto actual para a mesma é o… Branqueamento de Dinheiro Sujo.

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QuidSZ S3-1: Que concept car é este?

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Dificuldade: 2

Categories: QuidSZ S3 | 3 comentários

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