Dos Grandes Males do Sistema Educativo Português, segundo Agostinho da Silva


(http://iml.jou.ufl.edu/projects/Spring04/Tyler/Images/GreekStudy.gif)

Os grandes problemas da sociedade portuguesa contemporânea assentam sobre os problemas de um sistema educativo incapaz de desenvolver em toda a sua potencialidade as crianças e os jovens que lhe são entregues… Ansioso por se tornar num “tudo” que substitua os pais, o sistema educativos revela-se afinal incapaz de realizar a sua verdadeira missão que é a de despertar nas crianças e nos jovens a paixão pelo Saber e o desejo de perseguirem vidas plenamente realizadas e úteis à comunidade em que estão integradas… O sistema actual, estatizado e centralista, favorece o distanciamento entre o Homem e a Natureza, privilegiando programas escolares abstractos, frequentemente irrealistas na sua extensão e amplitude que embora possa conformar-se bem às mentes mais limitadas de alguns professores não criam o devido ambiente que nas crianças devia favorecer e promover a curiosidade e a criatividade… Em vez de um foco sobre a Terra e a Natureza, assistimos a um foco sobre abstracções que nada têm a ver com a vida real e concreta das crianças e que assim cria nelas níveis de desmotivação crescentes que explicam bem os maus níveis de sucesso escolar registados neste país.

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Categories: Educação, Movimento Internacional Lusófono | 11 comentários

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11 thoughts on “Dos Grandes Males do Sistema Educativo Português, segundo Agostinho da Silva

  1. Golani

    Os grandes problemas da sociedade portuguesa contemporânea assentam sobre os problemas de um sistema educativo

    sim

    O sistema actual, estatizado e centralista, favorece o distanciamento entre o Homem e a Natureza, priviligiando programas escolares abstractos, frequentemente irrealistas na sua extensão e amplitude que embora possa conformar-se bem às mentes mais limitadas de alguns professores não criam o devido ambiente que nas crianças devia favorecer e promover a curiosidade e a criatividade

    sim

    assistimos a um foco sobre abstracções que nada têm a ver com a vida real e concreta das crianças e que assim cria nelas níveis de desmotivação crescentes que explicam bem os maus níveis de sucesso escolar registados neste país

    sim

  2. sa morais

    Outro dos males é os pais descartarem-se da educação dos filhos e pensarem que essa falta pode ser compensada na escola.

    Também se poderia falar do facilitismo do sistema educativo.

    Sim, a falta da adequação de conteudos à vida real e o excesso teorico também são grandes males.

    A ânsia das novas tecnologias no ensino tem uma lógica global, mas poderá afastar ainda mais os jovens da realidade e da Natureza.

  3. Golani: Bem, nalgum terrano haveriamos de estar de acordo… era simplesmente impossível em desacordo sobre tudo… 😉

    Sá: Muitos pais por vontade própria, por necessidade profissional ou por puro laxismo depositam os filhos nas escolas ou nos infantários e têm com eles o menor contacto possível. Como resposta e por pressão deles, a Escola assumiu funções que não são dela e que ela nunca poderá cumprir com eficácia… Tipo educação cívica… As novas tecnologias não têm nada de mal e o seu ensino deve ser prioritário, mas deve nascer na necessidade da criança-jovem e não ser imposto de fora por “programas” ou “objectivos estruturais”. A essência da mensagem pedagógica de Agostinho era de que a raíz do sucesso do Ensino residia nos níveis de motivação dos estudantes para o mesmo, não noutras regiões…

  4. sa morais

    “As novas tecnologias não têm nada de mal e o seu ensino deve ser prioritário”

    Aqui discordo, por principio, apesar de saber da utilidade dessa aprendizagem. Julgo que a formação humana deveria, essa sim, ser prioritária.

  5. Sebastião da Gama era outro que não colocava a culpa nos alunos, porsentirem falta de interesse, mas sim nos professores por não os conseguirem motivar.

  6. Compreendo bem a tua posição. Por pioritária não queria dizer “curricular”. O modelo pedagógico que defendo e que foi gisado por Agostino aquando na sua passagem pelo Brasil defendia a existência de apenas 3 “cadeiras”: Português, Matemática e Artes. Todas as demais seriam opcionais e apenas leccionadas depois do aluno expressar livremente a vontade de as aprender. Contudo, neste contexto actual, a informática atravessa tudo e todos (onde estamos mesmo a trocar estas ideias?) por isso seria essencial “cibertizar” as aulas, mesmo as deste núcleo triplo sugerido pelo professor.

  7. sa morais

    Rui: O meu problema neste ponto é defender um ensino mais empirico. Essa avalanche tecnologica ameaça engolir estas novas gerações para um limbo de conhecimentos teoricos ou virtuais.

    Por exemplo: Uma coisa é ver um ribeiro na net, outra coisa é ver um real, tocar na água, senti-la, sentir os cheiros, o ambiente, etc…
    Aprecio a tecnologia, mas não a aceito como educadora… Talvez seja antiquado e ao estar aqui esteja a contrariar-me, mas…

    Eurico: Por vezes esse é o problema. Mas acredita que é difícil motivar alunos que sabem que irão transitar de ano, quer saibam alguma coisa ou não – o tal facilitismo. Assim, o desintresse brota na melhor das motivações. Passámos do 80 para o 8… A culpa é do sitema, como diria o outro…

    Agora que estou aqui a divagar… Tive casos de alunos que obtinham nível 3 a determinada disciplina ( para transitarem de ano ) por estarem abrangidos pelo artigo X ou Y… Isso não é desmotivador para o aluno que teve nível 3 à custa do seu esforço pessoal?!

  8. Golani

    As novas tecnologias não têm nada de mal e o seu ensino deve ser prioritário

    sim

    a Escola assumiu funções que não são dela e que ela nunca poderá cumprir com eficácia

    deve adaptar-se a novas funções

    a maioria dos “pais” tem muito pouca formação e conhecimento

    a transmissão de conhecimento que a maioria dos “alunos” pode receber dos pais é nula, ou muito reduzida

    o input de conhecimento é praticamente apenas via a Escola….há que maximizar esse input, para tentar dar um salto geracional em termos de educação, aprendizagem, conhecimento..

  9. sa morais

    “As novas tecnologias não têm nada de mal e o seu ensino deve ser prioritário

    sim”

    Não! Muito Importante sim, prioritário não. As novas tecnologias providênciaM apenas ferramentas de aprendizagem, não devendo ser um objectivo fundamental em si.
    Parece-me que este deslumbramento das tecnologias poderá conduzir a uma desumanização do ensino e isso, em minha opinião, é nefasto.

    ” a Escola assumiu funções que não são dela e que ela nunca poderá cumprir com eficácia

    deve adaptar-se a novas funções

    a maioria dos “pais” tem muito pouca formação e conhecimento

    a transmissão de conhecimento que a maioria dos “alunos” pode receber dos pais é nula, ou muito reduzida

    o input de conhecimento é praticamente apenas via a Escola….há que maximizar esse input, para tentar dar um salto geracional em termos de educação, aprendizagem, conhecimento..”

    Bem, se me vejo forçado a concordar com os últimos parágrafos – de facto há um deficit cultural – discordo de ser a escola a ter-se de adaptar a novas funções, nomeadamente, substituir os pais. Até porque só referes “conhecimentos”, esquecendo aquilo que talvez é mais importante – afectividade! E, nesse papel, a escola nunca poderá/deverá substituir os laços familiares.

    Afectividade

  10. Sá:
    “Rui: O meu problema neste ponto é defender um ensino mais empirico. Essa avalanche tecnologica ameaça engolir estas novas gerações para um limbo de conhecimentos teoricos ou virtuais.
    Por exemplo: Uma coisa é ver um ribeiro na net, outra coisa é ver um real, tocar na água, senti-la, sentir os cheiros, o ambiente, etc…
    Aprecio a tecnologia, mas não a aceito como educadora… Talvez seja antiquado e ao estar aqui esteja a contrariar-me, mas…”
    -> Mas o Ensino deve ser Concreto… Quanto mais concreto, mais próximo e mais motivador. E também mais útil para a vida e realização individual e social do estudante e da sociedade em que está inserido. Sou muito céptico do leccionamento de disciplinas muitos teóricas e abstractas nos primeiros anos de Ensino. Tudo aqui deve ser Concreto e Empírico e sim, com o tipo de experiências reais e concretas que descreves! Por exemplo de que serve empinar a tabela dos Elementos se não há verba para realizar uma única experiência de Química ou Física (eu no Secundário dei muita teoria mas não fiz uma única experiência!)

  11. Golani:
    “deve adaptar-se a novas funções
    a maioria dos “pais” tem muito pouca formação e conhecimento
    a transmissão de conhecimento que a maioria dos “alunos” pode receber dos pais é nula, ou muito reduzida
    o input de conhecimento é praticamente apenas via a Escola….há que maximizar esse input, para tentar dar um salto geracional em termos de educação, aprendizagem, conhecimento..”
    -> Deve, mas não pode assumir funções que não são naturalmente as suas. Pode alguma vez ser eficaz a transmitir “Cultura”, “Moral” ou “Atitude Cívica”? Não… Essa é a missão dos Pais e sobretudo do seu Exemplo.
    -> Pode agir como “tampão”, como uma solução transitória para introduzir estes conceitos em famílias disfuncionais ou civicamente amorfas? Pode, mas não de forma Curricular e Formal, mas através de Programas de Apoio, de Incentivo à Educação e à Leitura, não formalizando a aprendizagem de conceitos que são por essência informais.
    -> Acredito que esse salto já se está a dar… Mas nesta área todas as decisões demoram muito tempo a efectivarem-se…

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