Cinco Factos sobre a Explosão Demográfica


(http://web.inter.nl.net/users/Paul.Treanor/explo.jpg)

  1. A população mundial é de hoje 6,6 biliões. Em 1999 já havia seis biliões de humanos na Terra.
  2. A população mundial cresce a um ritmo de 2,45 pessoas por segundo
  3. Se toda a população da China saltasse ao mesmo tempo, isso provocaria um tremor de terra com a mesma energia da explosão de uma tonelada de TNT
  4. Em 1800, 2,4% da população terrestre vivia nas Américas. Em 2006, o valor era de 14%.
  5. A população mundial chegou a 1 bilião em 1804, 2 biliões em 1927, biliões em 1960, 4 biliões em 1974, 5 biliões em 1987 e 6 biliões em 1999.

Pois é… Embora hoje, com todas as notícias negativas sobre a Globalização e o Aquecimento Global o problema da Explosão Demográfica saiu dos escaparates e do foco dos Media. Mas o problema continua aqui e a sua gravidade não cessa de se agravar… A imensa pressão demográfica sobre os países africanos e sobre as suas cidades é um dos maiores problemas que África tem que vencer… E as imensas massas asiáticas, cujo número é a verdadeira raíz dos baixos preços da sua mão-de-obra e razão primeira para as baixas condições laborais aqui praticadas ameaçam revoltar-se – esmagadas pela pressão dos números e por um êxodo rural cada vez mais insustentável – e engolir as cidades chinesas e indianas sobre uma vaga irreprimível de revoltas e conflitos sociais… A pressão demográfica, com o consequente consumo e delapidação sistemática dos recursos naturais é também a maior pressão actualmente existente contra o Ambiente. Este é um problema que deve ser encarado e não esquecido, como o é actualmente e tornado rapidamente numa prioridade, já que é importante que todos os países encontrem a estabilidade demográfica (não o retrocesso como sucede hoje na Europa) e cessem com estes crescimentos demográficos irracionais, insustentáveis e assassinos para a qualidade de vida e para o meio ambiente.

O silenciamento quase total sobre a preemência do problema global que é a Explosão Demográfica, com a crescente e cada vez mais evidente cumplicidade dos Media do “sistema”, dominados directamente pelos grandes grupos económicos ou indirectamente pela via dos chorudos contratos publicitários é um fenómeno cada vez mais claro… Aos teóricos e defensores neoliberais da Globalização interessa potenciar o crescimento demográfico, já que estes serve os seus propósitos. Por um lado, o aumento do número de trabalhadores e a competição que exercem entre si, contribui para baixar o custo do trabalho e reduzir a contestação contra condições laborais decrescentes no Ocidente e no Oriente. Por outro lado, o aumento de população, aumenta o universo de possíveis consumidores, especialmente nos países que têm assistido à erupção de uma classe de “novos ricos”, como na China e na Índia… Estes interesses confluentes, mais o controlo mais ou menos absoluto dos Media têm garantido a quase desaparição de notícias sobre a Explosão Demográfica, particulamente aguda agora, quando as profecias mais pessimistas da década de 80 se confirmaram: 6,6 biliões de seres humanos sobre a Terra!

Fonte: Daily Express, 12 de Julho de 2007

Categories: Política Internacional, Sociedade, Wikipedia | 27 comentários

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27 thoughts on “Cinco Factos sobre a Explosão Demográfica

  1. Golani

    O silenciamento quase total sobre a preemência do problema global que é a Explosão Demográfica, com a crescente e cada vez mais evidente cumplicidade dos Media do “sistema”, dominados directamente pelos grandes grupos económicos ou indirectamente pela via dos chorudos contratos publicitários é um fenómeno cada vez mais claro… Aos teóricos e defensores neoliberais da Globalização interessa potenciar o crescimento demográfico, já que estes serve os seus propósitos.

    a sério…vs devia relaxar um pouco…vc está a ficar demasiado paranóico

    agora a reprodução é uma conspiração global neo-liberal !?

    e o que recomenda ?

    proibir as mulheres de terem filhos ?
    esterilizar as mulheres pela força ?
    abortos forçados ?
    infanticídio ?
    reduzir a pop. mundial uns10-20% via um genocídio cientifico ?

    vc tem consciência que este seu post parece escrito por um nazi ?

    • Babsi

      Nossa, realmente foram as sugestões mais machistas e ridículas do mundo. Primeiro proque são sempre as mulheres a serem esterilizadas?! Porque não os homens? Muito mais barato, quase indolor e eles podem fazer vários filhos em diferentes mulheres e as mulheres devem esperar pelo menos 9 meses até ter outro. Aliás graças a mulher ter ido estudar e começou a pensar mais antes de ter filho que a população já não cresce mais tanto. Enfim, deixando de lado o machismo. Acredito que uma boa parte desse problema é devido a religião, ainda hoje temos muitas religiões que abominam a idéia de planejamento familiar, camisinha e anticoncepcional. Por fontes seguras, já fiquei sabendo de alguns líderes religiosos que simplesmente pedem para que as pessoas tenham mais filhos. Como sei que seria impossível reunir líderes religiosos muçulmanos, indus, católico, protestante, enfim todos e fazer com que estes aceitassem camisinha e anticoncepcional, não vejo realmente muita solução. Afinal, uma mulher com já 6 filhos mas que ainda tenha menos de 30 anos os médicos se recusam a operar. Motivo?! Direitos humanos, isso acontece até hoje no Pantanal com as índias que não querem mais ter filhos. Porque recusar a uma pessoa algo tão simples? Porque aborto não é permitido? Na Europa é e em vários países. De qualquer forma, o direito de escolha devia ser dado e não a pressão da sociedade em cima de mulheres e homens que resolveram não ter filhos ou para de ter. Qual o problema com filho único? A sociedade fica pressionando a ser ter um filho de cada sexo, como isso? Enfim a sociedade mudando isso também muda.

  2. Golani

    já que é importante que todos os países encontrem a estabilidade demográfica (não o retrocesso como sucede hoje na Europa) e cessem com estes crescimentos demográficos irracionais, insustentáveis e assassinos para a qualidade de vida e para o meio ambiente.

    se houve pais que tentou controlar o crescimento demográfico foi a China, através da One Child Policy

    teve sucesso em reduzir o crescimento, estima-se que houvesse + 400 milhões de chineses se não fosse esta politica

    mas tb teve consequência graves:

    as ong´s consideram esta politica um ataque aos direitos humanos
    aumentou o infanticídio
    aumentou as crianças abandonadas
    alterou profundamente o rácio homens/mulheres
    criou o problema 1-2-4 (os pais e os avós ficam dependentes apenas de um jovem)
    ….

    e é esta politica (praticada na China nas últimas décadas) que vc quer aplicar aos outrso paises do mundo ?

  3. 1. então vamos todos seguir a proposta do Golani e deixar acabar este planeta, devorado por uma população crescente e descontrolada, voraz até ao limite da sua própria destruição.
    2. O governo comunista chinês executou mal uma política certa. Como se trata de um regime que não respeita a vida e a dignidade humana e é ditatorial e a própria cultura chinesa não tem um respeito particular pela vida humana (o individuo é menos importante que o bem comum) essas foram as consequências. Quanto ao desiquilíbrio da pirâmide etária é normal e transitório e será resolvido ao fim de uma geração.

  4. Golani

    eu não apresentei proposta nenhuma

    vc é que apresentou

    eu limitei-me a fazer uma critica construtiva e alertar para as consequências

    mas já agora explique melhor a sua proposta:

    quais os objectivos e metas a atingir
    como vai ser implementada
    por quem

  5. Nito

    Bem não deixa de ser um facto real, a questão demográfica vai ser resolvida de uma maneira “natural”…
    Se colocarmos demasiados animais num espaço demasiado pequeno vão arranjar uma de 2 soluções:
    – conquistar mais espaço
    – reduzir o número de individuos

    Ao longo da história sempre existiram guerras, doenças, pragas que trataram de moldar as pirâmides demográficas, e neste caso é o que vai acontecer…
    Escassez de recursos, excesso de população, cidades com milhões de habitantes na sua maioria pobre e com poucos recursos (São Paulo, México City,etc…) vão criar condições para doenças, e sobretudo situações de conflito de desespero onde os intervenientes nada têm a perder…

    Infelizmente o crescimento demográfico nesses países nada tem haver com os interesses dos grandes grupos mas sim com uma questão social e económica, os pais sabem que tendo 8 ou 12 filhos, 4 ou 5 morrem antes dos 4 anos de idade, outros 3 ou 4 morrem antes dos 15, os outros com sorte podem ganhar o suficiente para poder ter algo com que sustentar os pais numa idade mais avançada mas sobretudo são mais braçinhos para trabalhar e dar rendimento ao lar…

  6. Golani:

    “mas já agora explique melhor a sua proposta:
    quais os objectivos e metas a atingir
    como vai ser implementada
    por quem”

    1. O objectivo tem que ser travar o crescimento demográfico a curto prazo, o retrocesso para os níveis da década de 70 a longo prazo e estabilizar o crescimento neste patamar.
    ” The recent shift to smaller families in much of the world, notes The State of World Population 1998 report from the United Nations Population Fund, opens a window of opportunity when workers will have proportionally fewer old and young dependants to support. If societies invest in health and education and job creation, the resulting economic gains will improve the overall quality of life and reduce the burden of supporting older populations in the future. But failure to create new jobs for growing populations, and to reduce existing unemployment, may lead to social unrest and instability.”
    http://www.unfpa.org/swp/1998/newsfeature1.htm
    “Ecologists define carrying capacity as the maximal population size of a given species that an area can support without reducing its ability to support the same species in the future. Specifically, it is “a measure of the amount of renewable resources in the environment in units of the number of organisms these resources can support” (Roughgarden 1979, p. 305) and is specified as K in the biological literature.” (…)
    “In the 1960s, for example, it was widely claimed that technological advances, such as nuclear agroindustrial complexes (e.g., ORNL 1968), would provide 5.5 billion people with food, health care, education, and opportunity. Although the Green Revolution did increase food production more rapidly than some pessimists (e.g., Paddock and Paddock 1967) predicted, the gains were not generally made on a sustainable basis and are thus unlikely to continue (Ehrlich et al. 1992). At present, approximately a billion people do not obtain enough dietary energy to carry out normal work activities.”
    http://dieoff.org/page112.htm

    2. De várias formas:
    a. Políticas dos Governos que garantam o acesso a informação sobre controlo de natalidade e dos benefícios da mesma. Disponibilização gratuita desses meios nos países onde o problema se colocar de forma mais aguda.
    b. Reforço dos Direitos das Mulheres e da sua liberdade para dizer não nalgumas sociedades mais misóginas, como as islâmicas.
    c. Aumento do esforço na Educação das crianças e jovens
    d. Reforço dos direitos laborais das mulheres e combate às politicas de recrutamento das empresas que se recusam a contratar mulheres por causa da sua condição feminina ou de mãe.
    e. Sistemas de Saúde nacionais e tendencialmente gratuitos (ver o post anterior sobre os malefícios de um sistema de Saúde totalmente privatizado como o dos EUA)
    e. Disponibilização a todos e de forma extensa e gratuita de consultas de planeamento familiar
    f. Promover um ambiente cultural e social que advoge a politica “chinesa” de um filho por casal, recorrendo aos Media de massas, com programas, filmes, novelas, livros, banda desenhada, onde se mostram famílias pequenas e equilibradas por contraste com famílias numerosas e sem condições de vida.
    g. Promover sistemas estáveis e fiáveis de segurança social que dispensem a necessidade de recorrer a uma prole numerosa para assegurar a sobrevivência na 3ª Idade.
    g. Pela via fiscal, reduzindo as taxas sobre as famílias com apenas um filho (nos países mais afectados pelo problema, o que não é o nosso caso) e aumentado as ditas (sobre rendimentos e para reformas) sobre famílias com mais de dois.
    h. Promovendo o desenvolvimento sustentado (as famílias mais abastadas têm em regra menos filhos que as menos e o mesmo se passa com os países) e não o “desenvolvimento” selvagem que assenta nos baixos salários e na redução de direitos, que acaba por promover a mutiplicação da prole e assenta na abundância de mão-de-obra barata e desqualificada
    i. Intensificação das leis (e da aplicação das mesmas) contra todas as formas de trabalho infantil, de forma a que as crianças não sejam encaradas como um “recurso” e como mão-de-obra barata.
    j. Aumentar a idade com que se pode contrair casamento e promover a divulgação de políticas que eliminem a compulsão cultural de algumas sociedades para a realização de casamentos combinados e precoces (Índia e China)
    h. Evitar políticas de incentivos directos, como pagar uma verba por cada esterialização, já que isso vai criar abusos (pressão de maridos, irreversibilidade da medida, impopularidade, choque cultural), mas adoptar políticas mais sauves, como o pagamento de pequenos subsídios a famílias que se mantenham com 1 ou 2 filhos e pagamento de subsídios a mulheres jovens enquanto não tiverem filhos

    3. Algo tem que ser feito, e já:
    “Some scientists believe the long-term carrying capacity of the earth is well below our current population of 5.6 billion, while others say that the world could manage to get by with as many as 8 billion people”
    http://www.populationmedia.org/issues/sixteen_myths/myths6.html

    Nito:

    “Bem não deixa de ser um facto real, a questão demográfica vai ser resolvida de uma maneira “natural”…
    Se colocarmos demasiados animais num espaço demasiado pequeno vão arranjar uma de 2 soluções:
    – conquistar mais espaço
    – reduzir o número de individuos
    Ao longo da história sempre existiram guerras, doenças, pragas que trataram de moldar as pirâmides demográficas, e neste caso é o que vai acontecer…
    Escassez de recursos, excesso de população, cidades com milhões de habitantes na sua maioria pobre e com poucos recursos (São Paulo, México City,etc…) vão criar condições para doenças, e sobretudo situações de conflito de desespero onde os intervenientes nada têm a perder…”

    -> A Natureza tem a meios de implementar correcções a populações biológicas que excedem o seu patamar de sustentação…
    “A sustainable process is one that can be maintained without interruption, weakening, or loss of valued qualities. Sustainability is a necessary and sufficient condition for a population to be at or below any carrying capacity. Sustainable development has thus been defined as “development that meets the needs and aspirations of the present without compromising the ability of future generations to meet their own needs” (Brundtland 1987, p.43). Implicit in the desire for sustainability is the moral conviction that the current generation should pass on its inheritance of natural wealth, not unchanged, but undiminished in potential to support future generations.”
    http://dieoff.org/page112.htm

    “Infelizmente o crescimento demográfico nesses países nada tem haver com os interesses dos grandes grupos mas sim com uma questão social e económica, os pais sabem que tendo 8 ou 12 filhos, 4 ou 5 morrem antes dos 4 anos de idade, outros 3 ou 4 morrem antes dos 15, os outros com sorte podem ganhar o suficiente para poder ter algo com que sustentar os pais numa idade mais avançada mas sobretudo são mais braçinhos para trabalhar e dar rendimento ao lar…”
    -> Era essa precisamente a razão pela qual no Portugal de 50-60s as famílias eram numerosas. Porque não haviam uma Segurança Social a funcionar, não havia Reformas e as famílias e os pais procuravam assegurar o seu futuro, multiplicando os filhos… Nos países do 3º Mundo onde o problema é mais grave e na Índia e na China a segurança social é vestigial ou disfuncional e as pessoas dependem da “rede de solidariedade familiar” para viver na sua velhice. Colocar esta rede estatal a funcionar seria uma parte essencial do problema… Mas como fazê-lo se nestes países as despesas com a Defesa levam tanto do Orçamento e se a parte essencial das suas políticas de desenvolvimento e de captação do capital estrangeiros assentam em baixos impostos sobre as empresas?

  7. Nito

    As despesas com a Defesa nesses países são importantes claro, tal como a educação, saneamento básico etc…
    Mas em países sujeitos a golpes de estado, ataques de milícias, conflitos com países vizinhos claro que a Defesa tem um papel importante no orçamento de Estado.
    Países com mão de obra barata como a India e China têm de ter impostos baixos para captação de capitais estrangeiros senão as multinacionais não investem…;

    “Cinco multinacionais farmacêuticas preferem China à Índia

    A Novartis, a Roche, a Johnson & Johnson, a GlaxoSmithKline e a Astrazeneca preferem apostar na China, em vez da Índia, para instalarem as suas unidades de investigação e desenvolvimento.

    De acordo com o site “Pharmiweb.com”, esta escolha prende-se, sobretudo, com a insuficiente legislação sobre as patentes.
    Contudo, as controvérsias ligadas a este tipo de regulamentação parecem não ser o único motivo desta opção. D. G Shah, secretário-geral da Indian Pharmaceutical Alliance afirmou, no passado, que os laboratórios farmacêuticos defendiam que era mais fácil operar num país como a China, devido a um regime regulamentar mais acessível e a normas de conformidade. “

  8. “mais fácil perar num país como a China, devido a um regime regulamentar mais acessível e a normas de conformidade. “
    -> Isto significa que a China usa o facto de ter um regime regulamentar mais “flexível” (lasso) como argumento para captar investimento… Com as consequências ambientes e de qualidade que se conhecem…

  9. Golani

    1. O objectivo tem que ser travar o crescimento demográfico a curto prazo, o retrocesso para os níveis da década de 70 a longo prazo e estabilizar o crescimento neste patamar.

    “In the 1960s, for example, it was widely claimed that technological advances, such as nuclear agroindustrial complexes (e.g., ORNL 1968), would provide 5.5 billion people with food, health care, education, and opportunity……At present, approximately a billion people do not obtain enough dietary energy to carry out normal work activities.”

    portanto nas tuas contas simples, “eliminando” 1 bilião de pessoas ficava tudo bem

    porventura já topaste que em 1970, apesar de apenas sermos 5,5 biliões, continuava a haver fome, desemprego e falta de saúde e educação

    isto sem falar na problemática que seria voltar aos 5.5 biliões

    segundo a World Health Organization morrem cerca de 150.0000 pessoas dia e nascem 350.000 pessoas = + 200.000 líquidos/dia

    para retroceder tem que se literalmente proibir mais nascimentos
    e aguardar que os óbitos actuais nos levem até esse nível

    num cenário de 0 nascimentos e 56 milhões de mortes/anos, teríamos que aguardar 20 anos para chegarmos aos 5,5 biliões

    por essas altura teríamos uma pirâmide etária completamente desestruturada, uma sociedade sem crianças ou adolescentes … os mais novos teriam 20 anos

    Although the Green Revolution did increase food production more rapidly than some pessimists (e.g., Paddock and Paddock 1967) predicted, the gains were not generally made on a sustainable basis and are thus unlikely to continue (Ehrlich et al. 1992).

    só uma achega aqui, a Revolução Verde deu-se em grande parte graças ao contributo da Fundação Rockefeller e da Fundação Ford.

    2. De várias formas:
    a. Políticas dos Governos que garantam o acesso a informação sobre controlo de natalidade e dos benefícios da mesma. Disponibilização gratuita desses meios nos países onde o problema se colocar de forma mais aguda.

    em grande medida isso já se faz, está ligado com a prevenção e combate ao AIDS

    + despesa pública

    b. Reforço dos Direitos das Mulheres e da sua liberdade para dizer não nalgumas sociedades mais misóginas, como as islâmicas.

    nem sequer conseguimos evitar que eles se façam explodir no meio de nós, como que tencionas “reforçar os direitos das mulheres islâmicas” ?

    c. Aumento do esforço na Educação das crianças e jovens

    quais crianças e jovens ? com 0 nascimentos, o nº de crianças iria reduzir gradualmente até que dentro de 18 anos já não haveria jovens

    – redução despesa pública

    d. Reforço dos direitos laborais das mulheres e combate às politicas de recrutamento das empresas que se recusam a contratar mulheres por causa da sua condição feminina ou de mãe.

    as empresas por vezes preferem não contratar mulheres pq se ficarem grávidas “perdem” um trabalhador durante vários meses

    com 0 nascimentos, as mulheres deixavam, de estar grávidas, o problema deixava de existir

    e. Sistemas de Saúde nacionais e tendencialmente gratuitos (ver o post anterior sobre os malefícios de um sistema de Saúde totalmente privatizado como o dos EUA)

    não existem sistemas de saude gratuitos: ou são públicos, financiados com o dinheiro dos impostos dos contribuintes ou são privados, financiados pelos seguros particulares

    assumindo uma sistema de saúde público universal ( já existe em todos os países ocidentais, excepto US)

    + despesa pública

    e. Disponibilização a todos e de forma extensa e gratuita de consultas de planeamento familiar

    ok…mas mais uma vez recordo, não é gratuito, é pago com dinheiro dos impostos

    + despesa pública

    f. Promover um ambiente cultural e social que advoge a politica “chinesa” de um filho por casal, recorrendo aos Media de massas, com programas, filmes, novelas, livros, banda desenhada, onde se mostram famílias pequenas e equilibradas por contraste com famílias numerosas e sem condições de vida.

    esta é extraordinária, tu a promover uma politica do Governo Chinês !

    sinceramente não estou a ver onde os mass media actuais promovam a natalidade, muito pelo contrário…mas ok, presumo que esses filmes, progrmas, novelas sejam feitos com subsídios, financiamento público

    + despesa pública

    g. Promover sistemas estáveis e fiáveis de segurança social que dispensem a necessidade de recorrer a uma prole numerosa para assegurar a sobrevivência na 3ª Idade.

    como !? o sistema actual ( o Estado Social Europeu) assenta num ponzi, as reformas actuais são pagas com as contribuições dos trabalhadores actuais ( o dinheiro não é guardado num banco à espera da reformas , é imediatamente usado) é por isso que é necessário um constante influxo de contribuições para sustentar os reformados actuais, a simples reduzida tx de crescimento de pop. na Europa foi suficiente para demonstrar as fragilidades do sistemas e o risco de este colapsar, sem nascimentos durante 20 anos, os actuais trabalhadores não teriam reforma pq não havia ninguém para descontar para eles

    g. Pela via fiscal, reduzindo as taxas sobre as famílias com apenas um filho (nos países mais afectados pelo problema, o que não é o nosso caso) e aumentado as ditas (sobre rendimentos e para reformas) sobre famílias com mais de dois.

    como é que se podia reduzir os impostos se grande parte das tuas medidas implica mais despesa pública ?

    h. Promovendo o desenvolvimento sustentado (as famílias mais abastadas têm em regra menos filhos que as menos e o mesmo se passa com os países) e não o “desenvolvimento” selvagem que assenta nos baixos salários e na redução de direitos, que acaba por promover a mutiplicação da prole e assenta na abundância de mão-de-obra barata e desqualificada

    em certa medida é que se passa actualmente, a Ásia representa 60% da pop. mundial, mas graças ao desenvolvimento económico espera que esta % caia um pouco

    as maiores projecções de crescimento são para África

    i. Intensificação das leis (e da aplicação das mesmas) contra todas as formas de trabalho infantil, de forma a que as crianças não sejam encaradas como um “recurso” e como mão-de-obra barata.

    acho muito bem

    j. Aumentar a idade com que se pode contrair casamento e promover a divulgação de políticas que eliminem a compulsão cultural de algumas sociedades para a realização de casamentos combinados e precoces (Índia e China)

    exceptuando obviamente os casamentos precoces, regular a idade com que se pode casar não será um ataque ás liberdades e direitos individuais ?

    e casar não implica ter filhos, tal como ter filhos não implica casar

    h. Evitar políticas de incentivos directos, como pagar uma verba por cada esterialização, já que isso vai criar abusos (pressão de maridos, irreversibilidade da medida, impopularidade, choque cultural), mas adoptar políticas mais sauves, como o pagamento de pequenos subsídios a famílias que se mantenham com 1 ou 2 filhos e pagamento de subsídios a mulheres jovens enquanto não tiverem filhos

    + subsídios
    + despesa pública

    3. Algo tem que ser feito, e já:
    “Some scientists believe the long-term carrying capacity of the earth is well below our current population of 5.6 billion, while others say that the world could manage to get by with as many as 8 billion people”
    http://www.populationmedia.org/issues/sixteen_myths/myths6.html

    trata-se da opinião de alguns cientista, creio que não existe consenso cientifico acerca deste tema

    NOTA: eu parti da hipóteses de 0 nascimentos pq seria a maneira mais rápida de atingir a meta, e mesmo assim demoraria 20 anos

  10. Nito

    1. O objectivo tem que ser travar o crescimento demográfico a curto prazo, o retrocesso para os níveis da década de 70 a longo prazo e estabilizar o crescimento neste patamar.

    Bem tendo em conta alguns pequenos desastres naturais no Sudeste Asiático, Asia Menor e America do Sul, os graves problemas com doenças (Ébola / SIDA) em África podemos contar com muitos milhões nos próximos anos….

    2b. Reforço dos Direitos das Mulheres e da sua liberdade para dizer não nalgumas sociedades mais misóginas, como as islâmicas.

    Acho esta medida impossível de implementar…

    Os pontos 2c. 2d. e 2e. concordo plenamente com o Golani.

    “esta é extraordinária, tu a promover uma politica do Governo Chinês !”
    — é verdade !!! 🙂 ironia do destino… 🙂

    como é que se podia reduzir os impostos se grande parte das tuas medidas implica mais despesa pública ?– também concordo.

    Tal como no 2i.

    No ponto 2h, o desenvolvimento terá de ser gradual e geral em todos os niveis da sociedade, claro que iria diminuir a explosão demográfica. Mas todas estas medidas demográficas têm ser acompanhadas por uma realidade que não existe nesses países.
    Essas sociedades passaram de realidades distintas em muito pouco tempo, sem ter um processo de “aprendizagem”, seria como sairmos da idade de média e aterrar cá no burgo agora…

    “casar não implica ter filhos, tal como ter filhos não implica casar… ”
    é bem verdade mas em muitos dos países que estamos a descrever uma coisa geralmente implica a outra.

    Abraço a todos!
    P.S: isto é só um Blog… não levem a discussão tão a sério 😉

  11. Então a alternativa é não fazer nada e esperar que o “Mercado” corrija tudo? E será que esta correcção não será a Natureza ou o simples e natural curso das coisas a extinguir a espécie humana de um planeta que transformou em inabitável?
    Não acredito que não haja solução para o problema demográfico, todos os problemas têm uma solução, haja vontade e tempo para os resolver…

  12. Nito

    Não sei se existe uma solução ou várias soluções.
    Acho que algumas das ideias que apresentaste para a discussão são muito válidas e interessantes, mas tenho sérias dúvidas sobre a vontade / interesse da sua implementação por parte dos politicos e dirigentes..

  13. Bokaido

    O problema é bem real e só tem um caminho a percorrer, agravar-se a cada década que passa. Não consigo perceber é qual a ligação com os “grandes apoiantes” da globalização. Quer dizer, o facto de se produzir uma maior quantidade de alimentos e de cada vez mais pessoas terem acesso a cuidados médicos, deve-se em parte à globalização.. Basta cessar a ajuda a países subdesenvolvidos para começar a reduzir o crescimento da população mundial.

    Quanto a medidas para inverter o rumo dos acontecimentos subscrevo o Golani (bom nick sionista), é dífícil, senão impossível, implementar medidas que sejam justas, economicamente viáveis e que não atentem contra os direitos humanos.

    Nas grandes cidades do país existem bairros onde o crecimento demográfico é muito superior ao do resto do país. A média de idade para a primeira gravidez é inferior a 20 anos. Também acha que é possível contrariar isto? Esterilizando as pessoas ou pura e simplesmente eliminando? Já agora é só juntar no comboio os desempregados a “tempo-inteiro”, pensionistas que nunca descontaram, etc., e o país recupera em dez anos.

  14. Golani:
    1. Ainda aguardo pelas tuas sugestões, depois de teres arrasado as “minhas” (poucas são originais e algumas já andam por aí desde a década de 80)
    2. Parece-me que a objecção maior às minhas propostas são o facto de representarem uma “despesa”. Mas não o são. São um investimento na continuação da existência de um futuro para o Homem neste Planeta. São um investimento na redução do Sofrimento e no aumento da qualidade de vida das gerações vindouras. “Despesa” é consumir sem retorno, “Investir” é gastar recursos esperando um retorno. É precisamente este o caso.
    Nito:
    1. A Vontade terá que surgir quando o probleam fôr demasiado flagrante. Tipo quando a população mundial alcançar os 8 biliões e fôr claro a toda a gente que já não há “revolução verde” que salve nada. Nem mais água para continuar a irrigar. E o Aquecimento Global estiver a arrasar as regiões mais férteis do planeta e o consumo em combustíveis fósseis da agricultura industrial fôr insustentável pela escassez dos mesmos e/ou pela sua alta de preços, etc, etc. Esperemos é que então não seja tarde demais.

  15. Bokaido:
    “O problema é bem real e só tem um caminho a percorrer, agravar-se a cada década que passa. Não consigo perceber é qual a ligação com os “grandes apoiantes” da globalização.”
    -> Porque a Globalização neoliberal quer mais consumidores e produtores mais baratos. E ambos os objectivos são cumpridos pela actual Explosão Demográfica. Como os principas Media estão hoje na mão dos grande grupos económicos que financiam e se financiam com a Globalização a questão sai do foco mediático, mas é mais aguda e urgente do que nunca.

    “Quer dizer, o facto de se produzir uma maior quantidade de alimentos e de cada vez mais pessoas terem acesso a cuidados médicos, deve-se em parte à globalização.. Basta cessar a ajuda a países subdesenvolvidos para começar a reduzir o crescimento da população mundial.”
    -> É verdade. Mas a questão não é hoje. A questão é que estamos perante um processo explosivo incontrolado. E para o sustentar simplesmente não há recursos bastantes por muito mais tempo.

    “Quanto a medidas para inverter o rumo dos acontecimentos subscrevo o Golani (bom nick sionista), é dífícil, senão impossível, implementar medidas que sejam justas, economicamente viáveis e que não atentem contra os direitos humanos.”
    -> É possível acreditar no Futuro. Nenhuma das medidas supra é impossivelmente cara (especialmente quando comparada com os custos de não se fazer nada), injusta ou desumana.

    “Nas grandes cidades do país existem bairros onde o crecimento demográfico é muito superior ao do resto do país. A média de idade para a primeira gravidez é inferior a 20 anos. Também acha que é possível contrariar isto? Esterilizando as pessoas ou pura e simplesmente eliminando?”
    “Já agora é só juntar no comboio os desempregados a “tempo-inteiro”, pensionistas que nunca descontaram, etc., e o país recupera em dez anos.”
    -> Absurdo. Nem uma nem outra proposta constam da minha lista. Argumentos deste jaez não propiciam a uma saudável e produtiva discussão… E por isso são irrelevantes e inúteis.

  16. Golani

    Golani:
    1. Ainda aguardo pelas tuas sugestões, depois de teres arrasado as “minhas” (poucas são originais e algumas já andam por aí desde a década de 80)

    ahh…eu não tenho sugestões

    quem avançou com sugestões foi vc, eu apenas me limitei a dar uma opinião acerca da sua aplicabilidade

    vc parte do principio que existe um problema grave: explosão demográfica

    eu não….e muitos cientistas e estudiosos partilham da mesma opinião

  17. sa morais

    “vc parte do principio que existe um problema grave: explosão demográfica

    eu não….e muitos cientistas e estudiosos partilham da mesma opinião”

    Não?! Pois… Se eu lançar algumas ratazanas numa ilha, a explosão demográfica das mesmas nessa ilha nunca é problema… No fim podem-se sempre comer umas às outras e restabelecer o equilibrio que permitirá ao ecosistema recuperar lentamente…

    Mas nós não somos ratazanas, pois não? Mas tal como elas vivemos numa “ilha” com recursos limitados… Ou será que não?!

    Explosão demográfica?! Contraceptivos e planeamento familiar e juizinho!…

  18. Golani:
    “ahh…eu não tenho sugestões
    quem avançou com sugestões foi vc, eu apenas me limitei a dar uma opinião acerca da sua aplicabilidade”
    -> Mas reconhecendo o problema, a corrente neoliberal onde alinha geralmente o seu pensamento não propõe nada em concreto? Sei que negaram por muito tempo a evidência do Aquecimento Global, e depois a sua antropogenia, mas não podem negar a Explosão Demográfica… E nada propõem, além de esperar para ver?

    “vc parte do principio que existe um problema grave: explosão demográfica
    eu não….e muitos cientistas e estudiosos partilham da mesma opinião”
    -> Não são a corrente dominante e francamente não pertencem ao mainstream da especialidade já que a sua escassez é patente nos meios académicos… Como sucede com os antropogenistas do Aquecimento Global (espécie em actual extinção).

  19. Golani

    Mas reconhecendo o problema, a corrente neoliberal onde alinha geralmente o seu pensamento não propõe nada em concreto? Sei que negaram por muito tempo a evidência do Aquecimento Global, e depois a sua antropogenia, mas não podem negar a Explosão Demográfica… E nada propõem, além de esperar para ver?

    eu acabei de lhe dizer que não reconheço a situação como sendo um problema

    e já lhe disse que andar a catalogar as pessoas segundo esses clichés (neoliberais e afins) não acrescenta mais valia nenhuma à discussão

    desculpe lá, vc viu-me aqui alguma vez a negar o aquecimento global ?

    se bem que este tema começa a ser tratado como uma religião ou ideologia, de uma forma por vezes fundamentalista

    recordo quem 1970 o problema era o “Arrefecimento Global”

    Não são a corrente dominante e francamente não pertencem ao mainstream da especialidade já que a sua escassez é patente nos meios académicos

    quem é que lhe disse ? sabe perfeitamente que não existe consenso cientifico acerca disto

    existe sim uma corrente mais catastrofista, na qual vs parece se inserir

  20. Golani

    esta apresentação na TED está interessante

    Bjorn Lomborg: Our priorities for saving the world
    http://www.ted.com/index.php/talks/view/id/62

    Bjorn Lomborg é o autor do livro The Skeptical Environmentalist

    The Skeptical Environmentalist: Measuring the Real State of the World (Danish: Verdens Sande Tilstand, literal translation: The Real State of the World) is a controversial book by Danish professor Bjørn Lomborg, which argues that claims on certain aspects of global warming, overpopulation, declining energy resources, deforestation, species loss, water shortages, and a variety of other global environmental issues are unsupported by analysis of the relevant data. It was first published in Danish in 1998, and the English edition was published as a work in environmental economics by Cambridge University Press in 2001.

  21. Golanui:
    “Eu acabei de lhe dizer que não reconheço a situação como sendo um problema
    e já lhe disse que andar a catalogar as pessoas segundo esses clichés (neoliberais e afins) não acrescenta mais valia nenhuma à discussão”
    -> Pois não… Mas tem que admitir que alinha frequentemente as suas posições por essa bitola. Não há mal nenhum em fazê-lo, como é evidente, mas é redutor e simplista, admito. Como é catalogar as minhas posições como “esquerdistas”, quando de facto não me reconheço filiado nessa obsoleta divisão das coisas.

    “desculpe lá, vc viu-me aqui alguma vez a negar o aquecimento global ?”
    -> Não, de facto não. Nem mesmo os mais radicais neoliberais já o fazem. Agora apontam baterias contra o factor antropogénico.

    “se bem que este tema começa a ser tratado como uma religião ou ideologia, de uma forma por vezes fundamentalista”
    -> É verdade. Tornou-se um Dogma “do Sistema”, o que se prejudica a análise fria e concreta ao problema. Sinal dos tempos onde a Coisa só é depois de mediatizada. Mas o factor de o ser (parareligião ou Dogma dominante) não lhe tira realidade nem a urgência de solução.

    “recordo quem 1970 o problema era o “Arrefecimento Global””
    -> A tal Glaciação (que aliás é inevitável dada precessão da órbita terrestre) e que ocorre de 100 mil em 100 mil anos (http://www.eurekalert.org/pub_releases/2005-03/whoi-cie032905.php)

    “Não são a corrente dominante e francamente não pertencem ao mainstream da especialidade já que a sua escassez é patente nos meios académicos

    quem é que lhe disse ? sabe perfeitamente que não existe consenso cientifico acerca disto”
    -> Existe uma oposição vestigial às posições que identificam o Aquecimento Global como fenómeno antropogénico. A esmagadora dos peritos e especialistas alinham pela posição antropogenista.

    “existe sim uma corrente mais catastrofista, na qual vs parece se inserir”
    -> Correcto. É para aí que a evidência e multiplicidade das provas me fizeram inclinar.

  22. Golani

    Freeman John Dyson FRS (born December 15, 1923) is an English-born American theoretical physicist and mathematician, famous for his work in quantum mechanics, solid-state physics, nuclear weapons design and policy, and for his serious theorizing in futurism and science fiction concepts, including the search for extraterrestrial intelligence. He is a lifelong opponent of nationalism and a proponent of nuclear disarmament and international cooperation. Dyson is a member of the Board of Sponsors of The Bulletin of the Atomic Scientists.

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    HERETICAL THOUGHTS ABOUT SCIENCE AND SOCIETY
    By Freeman Dyson

    FREEMAN DYSON is professor of physics at the Institute for Advanced Study, in Princeton. His professional interests are in mathematics and astronomy. Among his many books are Disturbing the Universe, Infinite in All Directions Origins of Life, From Eros to Gaia, Imagined Worlds, and The Sun, the Genome, and the Internet. His most recent book, Many Colored Glass: Reflections on the Place of Life in the Universe (Page Barbour Lectures), is being published this month by University of Virgina Press.

    HERETICAL THOUGHTS ABOUT SCIENCE AND SOCIETY

    1. The Need for Heretics

    In the modern world, science and society often interact in a perverse way. We live in a technological society, and technology causes political problems. The politicians and the public expect science to provide answers to the problems. Scientific experts are paid and encouraged to provide answers. The public does not have much use for a scientist who says, “Sorry, but we don’t know”. The public prefers to listen to scientists who give confident answers to questions and make confident predictions of what will happen as a result of human activities. So it happens that the experts who talk publicly about politically contentious questions tend to speak more clearly than they think. They make confident predictions about the future, and end up believing their own predictions. Their predictions become dogmas which they do not question. The public is led to believe that the fashionable scientific dogmas are true, and it may sometimes happen that they are wrong. That is why heretics who question the dogmas are needed.

    As a scientist I do not have much faith in predictions. Science is organized unpredictability. The best scientists like to arrange things in an experiment to be as unpredictable as possible, and then they do the experiment to see what will happen. You might say that if something is predictable then it is not science. When I make predictions, I am not speaking as a scientist. I am speaking as a story-teller, and my predictions are science-fiction rather than science. The predictions of science-fiction writers are notoriously inaccurate. Their purpose is to imagine what might happen rather than to describe what will happen. I will be telling stories that challenge the prevailing dogmas of today. The prevailing dogmas may be right, but they still need to be challenged. I am proud to be a heretic. The world always needs heretics to challenge the prevailing orthodoxies. Since I am heretic, I am accustomed to being in the minority. If I could persuade everyone to agree with me, I would not be a heretic.

    We are lucky that we can be heretics today without any danger of being burned at the stake. But unfortunately I am an old heretic. Old heretics do not cut much ice. When you hear an old heretic talking, you can always say, “Too bad he has lost his marbles”, and pass on. What the world needs is young heretics. I am hoping that one or two of the people who read this piece may fill that role.

    Two years ago, I was at Cornell University celebrating the life of Tommy Gold, a famous astronomer who died at a ripe old age. He was famous as a heretic, promoting unpopular ideas that usually turned out to be right. Long ago I was a guinea-pig in Tommy’s experiments on human hearing. He had a heretical idea that the human ear discriminates pitch by means of a set of tuned resonators with active electromechanical feedback. He published a paper explaining how the ear must work, [Gold, 1948]. He described how the vibrations of the inner ear must be converted into electrical signals which feed back into the mechanical motion, reinforcing the vibrations and increasing the sharpness of the resonance. The experts in auditory physiology ignored his work because he did not have a degree in physiology. Many years later, the experts discovered the two kinds of hair-cells in the inner ear that actually do the feedback as Tommy had predicted, one kind of hair-cell acting as electrical sensors and the other kind acting as mechanical drivers. It took the experts forty years to admit that he was right. Of course, I knew that he was right, because I had helped him do the experiments.

    Later in his life, Tommy Gold promoted another heretical idea, that the oil and natural gas in the ground come up from deep in the mantle of the earth and have nothing to do with biology. Again the experts are sure that he is wrong, and he did not live long enough to change their minds. Just a few weeks before he died, some chemists at the Carnegie Institution in Washington did a beautiful experiment in a diamond anvil cell, [Scott et al., 2004]. They mixed together tiny quantities of three things that we know exist in the mantle of the earth, and observed them at the pressure and temperature appropriate to the mantle about two hundred kilometers down. The three things were calcium carbonate which is sedimentary rock, iron oxide which is a component of igneous rock, and water. These three things are certainly present when a slab of subducted ocean floor descends from a deep ocean trench into the mantle. The experiment showed that they react quickly to produce lots of methane, which is natural gas. Knowing the result of the experiment, we can be sure that big quantities of natural gas exist in the mantle two hundred kilometers down. We do not know how much of this natural gas pushes its way up through cracks and channels in the overlying rock to form the shallow reservoirs of natural gas that we are now burning. If the gas moves up rapidly enough, it will arrive intact in the cooler regions where the reservoirs are found. If it moves too slowly through the hot region, the methane may be reconverted to carbonate rock and water. The Carnegie Institute experiment shows that there is at least a possibility that Tommy Gold was right and the natural gas reservoirs are fed from deep below. The chemists sent an E-mail to Tommy Gold to tell him their result, and got back a message that he had died three days earlier. Now that he is dead, we need more heretics to take his place.

    2. Climate and Land Management

    The main subject of this piece is the problem of climate change. This is a contentious subject, involving politics and economics as well as science. The science is inextricably mixed up with politics. Everyone agrees that the climate is changing, but there are violently diverging opinions about the causes of change, about the consequences of change, and about possible remedies. I am promoting a heretical opinion, the first of three heresies that I will discuss in this piece.

    My first heresy says that all the fuss about global warming is grossly exaggerated. Here I am opposing the holy brotherhood of climate model experts and the crowd of deluded citizens who believe the numbers predicted by the computer models. Of course, they say, I have no degree in meteorology and I am therefore not qualified to speak. But I have studied the climate models and I know what they can do. The models solve the equations of fluid dynamics, and they do a very good job of describing the fluid motions of the atmosphere and the oceans. They do a very poor job of describing the clouds, the dust, the chemistry and the biology of fields and farms and forests. They do not begin to describe the real world that we live in. The real world is muddy and messy and full of things that we do not yet understand. It is much easier for a scientist to sit in an air-conditioned building and run computer models, than to put on winter clothes and measure what is really happening outside in the swamps and the clouds. That is why the climate model experts end up believing their own models.

    There is no doubt that parts of the world are getting warmer, but the warming is not global. I am not saying that the warming does not cause problems. Obviously it does. Obviously we should be trying to understand it better. I am saying that the problems are grossly exaggerated. They take away money and attention from other problems that are more urgent and more important, such as poverty and infectious disease and public education and public health, and the preservation of living creatures on land and in the oceans, not to mention easy problems such as the timely construction of adequate dikes around the city of New Orleans.

    I will discuss the global warming problem in detail because it is interesting, even though its importance is exaggerated. One of the main causes of warming is the increase of carbon dioxide in the atmosphere resulting from our burning of fossil fuels such as oil and coal and natural gas. To understand the movement of carbon through the atmosphere and biosphere, we need to measure a lot of numbers. I do not want to confuse you with a lot of numbers, so I will ask you to remember just one number. The number that I ask you to remember is one hundredth of an inch per year. Now I will explain what this number means. Consider the half of the land area of the earth that is not desert or ice-cap or city or road or parking-lot. This is the half of the land that is covered with soil and supports vegetation of one kind or another. Every year, it absorbs and converts into biomass a certain fraction of the carbon dioxide that we emit into the atmosphere. Biomass means living creatures, plants and microbes and animals, and the organic materials that are left behind when the creatures die and decay. We don’t know how big a fraction of our emissions is absorbed by the land, since we have not measured the increase or decrease of the biomass. The number that I ask you to remember is the increase in thickness, averaged over one half of the land area of the planet, of the biomass that would result if all the carbon that we are emitting by burning fossil fuels were absorbed. The average increase in thickness is one hundredth of an inch per year.

    The point of this calculation is the very favorable rate of exchange between carbon in the atmosphere and carbon in the soil. To stop the carbon in the atmosphere from increasing, we only need to grow the biomass in the soil by a hundredth of an inch per year. Good topsoil contains about ten percent biomass, [Schlesinger, 1977], so a hundredth of an inch of biomass growth means about a tenth of an inch of topsoil. Changes in farming practices such as no-till farming, avoiding the use of the plow, cause biomass to grow at least as fast as this. If we plant crops without plowing the soil, more of the biomass goes into roots which stay in the soil, and less returns to the atmosphere. If we use genetic engineering to put more biomass into roots, we can probably achieve much more rapid growth of topsoil. I conclude from this calculation that the problem of carbon dioxide in the atmosphere is a problem of land management, not a problem of meteorology. No computer model of atmosphere and ocean can hope to predict the way we shall manage our land.

    Here is another heretical thought. Instead of calculating world-wide averages of biomass growth, we may prefer to look at the problem locally. Consider a possible future, with China continuing to develop an industrial economy based largely on the burning of coal, and the United States deciding to absorb the resulting carbon dioxide by increasing the biomass in our topsoil. The quantity of biomass that can be accumulated in living plants and trees is limited, but there is no limit to the quantity that can be stored in topsoil. To grow topsoil on a massive scale may or may not be practical, depending on the economics of farming and forestry. It is at least a possibility to be seriously considered, that China could become rich by burning coal, while the United States could become environmentally virtuous by accumulating topsoil, with transport of carbon from mine in China to soil in America provided free of charge by the atmosphere, and the inventory of carbon in the atmosphere remaining constant. We should take such possibilities into account when we listen to predictions about climate change and fossil fuels. If biotechnology takes over the planet in the next fifty years, as computer technology has taken it over in the last fifty years, the rules of the climate game will be radically changed.

    When I listen to the public debates about climate change, I am impressed by the enormous gaps in our knowledge, the sparseness of our observations and the superficiality of our theories. Many of the basic processes of planetary ecology are poorly understood. They must be better understood before we can reach an accurate diagnosis of the present condition of our planet. When we are trying to take care of a planet, just as when we are taking care of a human patient, diseases must be diagnosed before they can be cured. We need to observe and measure what is going on in the biosphere, rather than relying on computer models.

    Everyone agrees that the increasing abundance of carbon dioxide in the atmosphere has two important consequences, first a change in the physics of radiation transport in the atmosphere, and second a change in the biology of plants on the ground and in the ocean. Opinions differ on the relative importance of the physical and biological effects, and on whether the effects, either separately or together, are beneficial or harmful. The physical effects are seen in changes of rainfall, cloudiness, wind-strength and temperature, which are customarily lumped together in the misleading phrase “global warming”. In humid air, the effect of carbon dioxide on radiation transport is unimportant because the transport of thermal radiation is already blocked by the much larger greenhouse effect of water vapor. The effect of carbon dioxide is important where the air is dry, and air is usually dry only where it is cold. Hot desert air may feel dry but often contains a lot of water vapor. The warming effect of carbon dioxide is strongest where air is cold and dry, mainly in the arctic rather than in the tropics, mainly in mountainous regions rather than in lowlands, mainly in winter rather than in summer, and mainly at night rather than in daytime. The warming is real, but it is mostly making cold places warmer rather than making hot places hotter. To represent this local warming by a global average is misleading.

    The fundamental reason why carbon dioxide in the atmosphere is critically important to biology is that there is so little of it. A field of corn growing in full sunlight in the middle of the day uses up all the carbon dioxide within a meter of the ground in about five minutes. If the air were not constantly stirred by convection currents and winds, the corn would stop growing. About a tenth of all the carbon dioxide in the atmosphere is converted into biomass every summer and given back to the atmosphere every fall. That is why the effects of fossil-fuel burning cannot be separated from the effects of plant growth and decay. There are five reservoirs of carbon that are biologically accessible on a short time-scale, not counting the carbonate rocks and the deep ocean which are only accessible on a time-scale of thousands of years. The five accessible reservoirs are the atmosphere, the land plants, the topsoil in which land plants grow, the surface layer of the ocean in which ocean plants grow, and our proved reserves of fossil fuels. The atmosphere is the smallest reservoir and the fossil fuels are the largest, but all five reservoirs are of comparable size. They all interact strongly with one another. To understand any of them, it is necessary to understand all of them.

    As an example of the way different reservoirs of carbon dioxide may interact with each other, consider the atmosphere and the topsoil. Greenhouse experiments show that many plants growing in an atmosphere enriched with carbon dioxide react by increasing their root-to-shoot ratio. This means that the plants put more of their growth into roots and less into stems and leaves. A change in this direction is to be expected, because the plants have to maintain a balance between the leaves collecting carbon from the air and the roots collecting mineral nutrients from the soil. The enriched atmosphere tilts the balance so that the plants need less leaf-area and more root-area. Now consider what happens to the roots and shoots when the growing season is over, when the leaves fall and the plants die. The new-grown biomass decays and is eaten by fungi or microbes. Some of it returns to the atmosphere and some of it is converted into topsoil. On the average, more of the above-ground growth will return to the atmosphere and more of the below-ground growth will become topsoil. So the plants with increased root-to-shoot ratio will cause an increased transfer of carbon from the atmosphere into topsoil. If the increase in atmospheric carbon dioxide due to fossil-fuel burning has caused an increase in the average root-to-shoot ratio of plants over large areas, then the possible effect on the top-soil reservoir will not be small. At present we have no way to measure or even to guess the size of this effect. The aggregate biomass of the topsoil of the planet is not a measurable quantity. But the fact that the topsoil is unmeasurable does not mean that it is unimportant.

    At present we do not know whether the topsoil of the United States is increasing or decreasing. Over the rest of the world, because of large-scale deforestation and erosion, the topsoil reservoir is probably decreasing. We do not know whether intelligent land-management could increase the growth of the topsoil reservoir by four billion tons of carbon per year, the amount needed to stop the increase of carbon dioxide in the atmosphere. All that we can say for sure is that this is a theoretical possibility and ought to be seriously explored.

    3. Oceans and Ice-ages

    Another problem that has to be taken seriously is a slow rise of sea level which could become catastrophic if it continues to accelerate. We have accurate measurements of sea level going back two hundred years. We observe a steady rise from 1800 to the present, with an acceleration during the last fifty years. It is widely believed that the recent acceleration is due to human activities, since it coincides in time with the rapid increase of carbon dioxide in the atmosphere. But the rise from 1800 to 1900 was probably not due to human activities. The scale of industrial activities in the nineteenth century was not large enough to have had measurable global effects. So a large part of the observed rise in sea level must have other causes. One possible cause is a slow readjustment of the shape of the earth to the disappearance of the northern ice-sheets at the end of the ice age twelve thousand years ago. Another possible cause is the large-scale melting of glaciers, which also began long before human influences on climate became significant. Once again, we have an environmental danger whose magnitude cannot be predicted until we know more about its causes, [Munk, 2002].

    The most alarming possible cause of sea-level rise is a rapid disintegration of the West Antarctic ice-sheet, which is the part of Antarctica where the bottom of the ice is far below sea level. Warming seas around the edge of Antarctica might erode the ice-cap from below and cause it to collapse into the ocean. If the whole of West Antarctica disintegrated rapidly, sea-level would rise by five meters, with disastrous effects on billions of people. However, recent measurements of the ice-cap show that it is not losing volume fast enough to make a significant contribution to the presently observed sea-level rise. It appears that the warming seas around Antarctica are causing an increase in snowfall over the ice-cap, and the increased snowfall on top roughly cancels out the decrease of ice volume caused by erosion at the edges. The same changes, increased melting of ice at the edges and increased snowfall adding ice on top, are also observed in Greenland. In addition, there is an increase in snowfall over the East Antarctic Ice-cap, which is much larger and colder and is in no danger of melting. This is another situation where we do not know how much of the environmental change is due to human activities and how much to long-term natural processes over which we have no control.

    Another environmental danger that is even more poorly understood is the possible coming of a new ice-age. A new ice-age would mean the burial of half of North America and half of Europe under massive ice-sheets. We know that there is a natural cycle that has been operating for the last eight hundred thousand years. The length of the cycle is a hundred thousand years. In each hundred-thousand year period, there is an ice-age that lasts about ninety thousand years and a warm interglacial period that lasts about ten thousand years. We are at present in a warm period that began twelve thousand years ago, so the onset of the next ice-age is overdue. If human activities were not disturbing the climate, a new ice-age might already have begun. We do not know how to answer the most important question: do our human activities in general, and our burning of fossil fuels in particular, make the onset of the next ice-age more likely or less likely?

    There are good arguments on both sides of this question. On the one side, we know that the level of carbon dioxide in the atmosphere was much lower during past ice-ages than during warm periods, so it is reasonable to expect that an artificially high level of carbon dioxide might stop an ice-age from beginning. On the other side, the oceanographer Wallace Broecker [Broecker, 1997] has argued that the present warm climate in Europe depends on a circulation of ocean water, with the Gulf Stream flowing north on the surface and bringing warmth to Europe, and with a counter-current of cold water flowing south in the deep ocean. So a new ice-age could begin whenever the cold deep counter-current is interrupted. The counter-current could be interrupted when the surface water in the Arctic becomes less salty and fails to sink, and the water could become less salty when the warming climate increases the Arctic rainfall. Thus Broecker argues that a warm climate in the Arctic may paradoxically cause an ice-age to begin. Since we are confronted with two plausible arguments leading to opposite conclusions, the only rational response is to admit our ignorance. Until the causes of ice-ages are understood, we cannot know whether the increase of carbon-dioxide in the atmosphere is increasing or decreasing the danger.

    4. The Wet Sahara

    My second heresy is also concerned with climate change. It is about the mystery of the wet Sahara. This is a mystery that has always fascinated me. At many places in the Sahara desert that are now dry and unpopulated, we find rock-paintings showing people with herds of animals. The paintings are abundant, and some of them are of high artistic quality, comparable with the more famous cave-paintings in France and Spain. The Sahara paintings are more recent than the cave-paintings. They come in a variety of styles and were probably painted over a period of several thousand years. The latest of them show Egyptian influences and may be contemporaneous with early Egyptian tomb paintings. Henri Lhote’s book, “The Search for the Tassili Frescoes”, [Lhote, 1958], is illustrated with reproductions of fifty of the paintings. The best of the herd paintings date from roughly six thousand years ago. They are strong evidence that the Sahara at that time was wet. There was enough rain to support herds of cows and giraffes, which must have grazed on grass and trees. There were also some hippopotamuses and elephants. The Sahara then must have been like the Serengeti today.

    At the same time, roughly six thousand years ago, there were deciduous forests in Northern Europe where the trees are now conifers, proving that the climate in the far north was milder than it is today. There were also trees standing in mountain valleys in Switzerland that are now filled with famous glaciers. The glaciers that are now shrinking were much smaller six thousand years ago than they are today. Six thousand years ago seems to have been the warmest and wettest period of the interglacial era that began twelve thousand years ago when the last Ice Age ended. I would like to ask two questions. First, if the increase of carbon dioxide in the atmosphere is allowed to continue, shall we arrive at a climate similar to the climate of six thousand years ago when the Sahara was wet? Second, if we could choose between the climate of today with a dry Sahara and the climate of six thousand years ago with a wet Sahara, should we prefer the climate of today? My second heresy answers yes to the first question and no to the second. It says that the warm climate of six thousand years ago with the wet Sahara is to be preferred, and that increasing carbon dioxide in the atmosphere may help to bring it back. I am not saying that this heresy is true. I am only saying that it will not do us any harm to think about it.

    The biosphere is the most complicated of all the things we humans have to deal with. The science of planetary ecology is still young and undeveloped. It is not surprising that honest and well-informed experts can disagree about facts. But beyond the disagreement about facts, there is another deeper disagreement about values. The disagreement about values may be described in an over-simplified way as a disagreement between naturalists and humanists. Naturalists believe that nature knows best. For them the highest value is to respect the natural order of things. Any gross human disruption of the natural environment is evil. Excessive burning of fossil fuels is evil. Changing nature’s desert, either the Sahara desert or the ocean desert, into a managed ecosystem where giraffes or tunafish may flourish, is likewise evil. Nature knows best, and anything we do to improve upon Nature will only bring trouble.

    The humanist ethic begins with the belief that humans are an essential part of nature. Through human minds the biosphere has acquired the capacity to steer its own evolution, and now we are in charge. Humans have the right and the duty to reconstruct nature so that humans and biosphere can both survive and prosper. For humanists, the highest value is harmonious coexistence between humans and nature. The greatest evils are poverty, underdevelopment, unemployment, disease and hunger, all the conditions that deprive people of opportunities and limit their freedoms. The humanist ethic accepts an increase of carbon dioxide in the atmosphere as a small price to pay, if world-wide industrial development can alleviate the miseries of the poorer half of humanity. The humanist ethic accepts our responsibility to guide the evolution of the planet.

    The sharpest conflict between naturalist and humanist ethics arises in the regulation of genetic engineering. The naturalist ethic condemns genetically modified food-crops and all other genetic engineering projects that might upset the natural ecology. The humanist ethic looks forward to a time not far distant, when genetically engineered food-crops and energy-crops will bring wealth to poor people in tropical countries, and incidentally give us tools to control the growth of carbon dioxide in the atmosphere. Here I must confess my own bias. Since I was born and brought up in England, I spent my formative years in a land with great beauty and a rich ecology which is almost entirely man-made. The natural ecology of England was uninterrupted and rather boring forest. Humans replaced the forest with an artificial landscape of grassland and moorland, fields and farms, with a much richer variety of plant and animal species. Quite recently, only about a thousand years ago, we introduced rabbits, a non-native species which had a profound effect on the ecology. Rabbits opened glades in the forest where flowering plants now flourish. There is no wilderness in England, and yet there is plenty of room for wild-flowers and birds and butterflies as well as a high density of humans. Perhaps that is why I am a humanist.

    To conclude this piece I come to my third and last heresy. My third heresy says that the United States has less than a century left of its turn as top nation. Since the modern nation-state was invented around the year 1500, a succession of countries have taken turns at being top nation, first Spain, then France, Britain, America. Each turn lasted about 150 years. Ours began in 1920, so it should end about 2070. The reason why each top nation’s turn comes to an end is that the top nation becomes over-extended, militarily, economically and politically. Greater and greater efforts are required to maintain the number one position. Finally the over-extension becomes so extreme that the structure collapses. Already we can see in the American posture today some clear symptoms of over-extension. Who will be the next top nation? China is the obvious candidate. After that it might be India or Brazil. We should be asking ourselves, not how to live in an America-dominated world, but how to prepare for a world that is not America-dominated. That may be the most important problem for the next generation of Americans to solve. How does a people that thinks of itself as number one yield gracefully to become number two?

    I am telling the next generation of young students, who will still be alive in the second half of our century, that misfortunes are on the way. Their precious Ph.D., or whichever degree they went through long years of hard work to acquire, may be worth less than they think. Their specialized training may become obsolete. They may find themselves over-qualified for the available jobs. They may be declared redundant. The country and the culture to which they belong may move far away from the mainstream. But these misfortunes are also opportunities. It is always open to them to join the heretics and find another way to make a living. With or without a Ph.D., there are big and important problems for them to solve.

    I will not attempt to summarize the lessons that my readers should learn from these heresies. The main lesson that I would like them to take home is that the long-range future is not predetermined. The future is in their hands. The rules of the world-historical game change from decade to decade in unpredictable ways. All our fashionable worries and all our prevailing dogmas will probably be obsolete in fifty years. My heresies will probably also be obsolete. It is up to them to find new heresies to guide our way to a more hopeful future.

    5. Bad Advice to a Young Scientist

    Sixty years ago, when I was a young and arrogant physicist, I tried to predict the future of physics and biology. My prediction was an extreme example of wrongness, perhaps a world record in the category of wrong predictions. I was giving advice about future employment to Francis Crick, the great biologist who died in 2005 after a long and brilliant career. He discovered, with Jim Watson, the double helix. They discovered the double helix structure of DNA in 1953, and thereby gave birth to the new science of molecular genetics. Eight years before that, in 1945, before World War 2 came to an end, I met Francis Crick for the first time. He was in Fanum House, a dismal office building in London where the Royal Navy kept a staff of scientists. Crick had been working for the Royal Navy for a long time and was depressed and discouraged. He said he had missed his chance of ever amounting to anything as a scientist. Before World War 2, he had started a promising career as a physicist. But then the war hit him at the worst time, putting a stop to his work in physics and keeping him away from science for six years. The six best years of his life, squandered on naval intelligence, lost and gone forever. Crick was good at naval intelligence, and did important work for the navy. But military intelligence bears the same relation to intelligence as military music bears to music. After six years doing this kind of intelligence, it was far too late for Crick to start all over again as a student and relearn all the stuff he had forgotten. No wonder he was depressed. I came away from Fanum House thinking, “How sad. Such a bright chap. If it hadn’t been for the war, he would probably have been quite a good scientist”.

    A year later, I met Crick again. The war was over and he was much more cheerful. He said he was thinking of giving up physics and making a completely fresh start as a biologist. He said the most exciting science for the next twenty years would be in biology and not in physics. I was then twenty-two years old and very sure of myself. I said, “No, you’re wrong. In the long run biology will be more exciting, but not yet. The next twenty years will still belong to physics. If you switch to biology now, you will be too old to do the exciting stuff when biology finally takes off”. Fortunately, he didn’t listen to me. He went to Cambridge and began thinking about DNA. It took him only seven years to prove me wrong. The moral of this story is clear. Even a smart twenty-two-year-old is not a reliable guide to the future of science. And the twenty-two-year-old has become even less reliable now that he is eighty-two.

    [Excerpted from Many Colored Glass: Reflections on the Place of Life in the Universe (Page Barbour Lectures) by Freeman Dyson, University of Virgina Press, 2007.]

    Source: Edge 219 @ http://www.edge.org/

  23. Ora aí está um texto interessante… Que lerei com cuidado.
    E conheço o nome de Dyson… Da famosa “Esfera de Dyson”:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Dyson_sphere

  24. Renato

    Golani,vc arrasou com seus argumentos!!!!!
    e para o povão quero dizer q parem de pensar so em si,e pensem um poucos na sociedade chinesa q so eles sabem o q pasam por la!!

  25. Renato:
    Se apoia o Golani (um ultra neoliberal) então apoia também os banqueiros que levaram o mundo à maior recessão mundial dos últimos 70 anos.
    Aliás, por alguma razão ele deixou de aparecer por aqui…
    Tamanha é a vergonha pela falência do seu modelo.

  26. pires

    uauuu….. eu concordo com o clavis… a explosão demográfica e sim um grave problema e a população mundial tende a crescer com a velocidade da luz… e acabamos esquecendo que o planeta nao aumenta o tamanho ou sejaa: nem a terra aumenta.. nem a agua… e chegaremos ao ponto de nao ter mais terra pra viver

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