Daily Archives: 2007/08/11

O “Mário” da Nintendo e a Metáfora Colonial Subconsciente…


(http://www.smashbros.com)

Embora nem todos o saibam: os jogos de video não estão completamente isentos de ideologia e os seus autores não pode criá-los de forma a abstrairem totalmente todo o contexto cultural e civilizacional que os forjou a eles próprios… Neste contexto surge particulamente interessante a leitura que Mary Fuller e Henry Jenkins fizeram ao popular jogo da Nintendo de nome “Mário”… Nesta série de jogos, o herói, um improvável canalizador progride num cenário de obstáculos que deve vencer, eliminando os adversários (cogumelos ou tartarugas) e vencendo barreiras arquitectónicas e geográficas… De permeio, o personagem vai reconhecendo o território a “conquistar” e recolhendo os recursos (moedas) aqui dispersos e – aparentemente – guardados pelos autóctones…

E assim chegamos à mesma conclusão dos dois autores, limando os anexos e conservando as essências, verdadeira operação mental de decantação alquímica… E assim “Mário, o canalizador”, se torna no “conquistador” que desbrava novas terras, elimina os nativos e recolhe os recursos naturais e eis como removida esta ganga imagética se chega à essência oculta e porventura subreptícia e inconsciente gisada pelos criadores da Nintendo: Mário como metáfora da aventura colonial europeia dos séculos XVII a XIX…

Fonte: www.stanford..edu/class/history34q/readings/cyberspace/fullerjenkins_nintendo.html

 

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Categories: Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional, Informática | 10 comentários

Os Dois “Quinto Império” de António Vieira e Agostinho da Silva

Embora estes dois grandes pensadores e profetas da alma portuguesa estejam no cerne da nossa doutrina política e social, não é certo que tenham tido a mesma visão, concreta e matemática certa daquela realidade a um tempo virtual e sonhada que se pode chamar de “Quinto Império”. Bem pelo contrário… Enquanto que Vieira antevia o Quinto Império como uma hegemonia temporal, mas também religiosa e política, centrada em Lisboa, sob a tutela espiritual da Roma católica, Agostinho buscava o Quinto Império em primeiro lugar dentro do Si pessoano e indivual, só para depois o buscar na realidade social exterior e abrangente, mas desprovida de centros de poder social, político ou temporal, nem mantendo aquela espécie tolerante, mas exigente da conversão dos judeus, gentios e protestantes almejada por Vieira.

Onde António Veira se preocupava com uma hegemonia que via crescente do protestantismo holandês e inglês e com as longas, mas contemporâneas ambições anexantes de Castela, correspondia em Agostinho da Silva uma preocupação com a tendência crescente da Civilização Ocidental para um reforço dos mecanismos de alienação individual, de semiescravatura industrial disfarçada de assalariamento e mecanização intensiva, de desumanização das Sociedades, enfim…

Aquilo que Agostinho efectivamente (e afectivamente) procurava era mais do que “Quinto Império” (termo verdadeiramente cunhado por António Vieira), um “Império do Espírito Santo”, desclassado (sem classes económicas ou sociais), mas diverso, no sentido em que não massificante nem desinvidualizante como os comunismos de Estado Estalinistas… Buscava em Joaquim de Flora a inspiração para essa interpretação do curso do tempo que via as idades como divididas em três, sendo a do Espírito Santo, a derradeira de todas e a que que desprovida da Lei que fora a essência da Idade do Pai, nem a Igreja que marcara a Idade do Filho, poderia impôr o império universal da fraternidade, do amor e da compreensão sem pobreza nem riqueza, sem crime nem prisão que se comemorava em Portugal no reinado de Dom Dinis e ainda hoje nos Açores e no Brasil como… Império do Espírito Santo. Uma outra forma de chamar a mesma coisa a que Vieira chamava de “Quinto Império”, embora com um teor e uma interpretação menos psicológica e individual do que a de Agostinho.

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As Fórmulas Triplas do Indo-europeu

Nas mitologias das culturas indo-europeias são frequentes as fórmulas triplas nas frases em que surgem nomes divinos. É, por exemplo, o caso no Avesta, dos Fravarti, “bons, heróicos, santos” e de Yima, “detentor da verdade, heróico, possuidor de grandes rebanhos”. Na mitologia grega, temos o exemplo de Atena, classificada como “salutar, soberana da vitória, vitória”. Encontraremos métodos semelhantes nas estelas cónias?

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