A Idade de Ouro

A “Idade de Ouro” em Agostinho, o período histórico onde o “Quinto Império” procura retornar corresponde no pensamento do Professor ao reinado medieval de Dom Dinis. Este governo assistiu a níveis ímpares de tolerância religiosa, coexistindo judeus e muçulmanos com cristãos, durante todo este período sem que houvessem registos de conflitos ou perseguições. Agostinho classifica o tipo de governo de Dom Dinis, como “monarquia republicana”, dado o favorecimento real ao poder autonómico municipalista e à manutenção das tradições locais que favoreciam uma verdadeira Educação e não a “limpeza ao cérebro” hoje praticada nas escolas.

Agostinho acreditava na possibilidade de estabelecer uma “Utopia na Terra” onde todos os homens fossem poetas, conversadores e amadores das coisas e da sua profissão, libertados das agruras do Trabalho mecanizado e repetitivo pela inovação tecnológica, possibilitando a libertação das várias e múltiplas personalidades imersas em cada um de nós, e das quais o fenómeno pessoano foi apenas percursor. Assim se estabeleceria uma Sociedade do Ócio, possível pela inovação tecnológica, mas também pela redução da população, dizemos nós, e pela preservação do Ambiente via mais pela redução do Consumo e da Produção, do que pela invenção de mecanismos ou de novas técnicas mais amigáveis do meio ambiente.

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Categories: Movimento Internacional Lusófono | 2 comentários

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2 thoughts on “A Idade de Ouro

  1. sa morais

    Bem, isso seria interessante… Mas cair no òcio?! Uma sociedade de Jabbas?! Isso também não… Mas eu gostei da parte do “amadores das coisas e da sua profissão”… Isso sim seria mudança! 😉

    “possibilitanto a libertação das várias e múltiplas personalidades imersas em cada um de nós”

    E se eu deixasse escapar um Kurtz?… Eheheh!

    Abraço!

  2. Ócio, mas não no sentido de Desocupação… Ócio no sentido de que ninguém deveria Trabalhar em algo repetitivo, que detesta que reduz, enfim, a sua condição humana à de um Robot. Todos deveriam trabalhar em algo que os realizasse pessoalmente e que fosse compatível com as suas vocações (plural, porque diversas no sentido pessoano do termo). Uma Sociedade assim é utópica, mas possível, através da redução da mole populacional que ameaça engolir todo o Planeta e através do bom uso da tecnologia e da cibernética a favor do Homem, e não contra, como tem sucedido desde os primeiros teares mecânicos do século XVIII…

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