Daily Archives: 2007/07/28

Pequim 2008: empresa chinesa admite ter usado trabalho infantil para cumprir contratos para os Jogos Olímpicos

Confirmando aquilo que já se sabia das condutas habituais da generalidade dos empresários chineses, uma empresa chinesa de nome “Lekit Stationary” foi obrigada a admitir que para cumprir contratos para a fabricação de produtos para os Jogos Olímpicos de Pequim “contratou” crianças de uma escola primária da região de Guangdong, não muito longe da antiga cidade portuguesa de Macau. A Lekit não é a unica empresa chinesa ligada ao merchandising dos Jogos Olímpicos que se suspeita recorrer massivamente a trabalho infantil, fazendo parte de uma lista de outras empresas revelada pela organização “Playfair 2008“, um consórcio de ONGs e sindicatos que conseguiu colocar em acção as habitualmente tolerantes ou coniventes autoridades chinesas fazendo parar com este caso pontual… Aparentemente, a Lekit tinha subcontratado uma outra empresa, de nome Leter Stationary a qual pagar a aluno de uma escola local para empacotar e concluir as encomendas, em troca de um pagamento de 1,95 euros diários.

Este caso é evidentemente apenas a ponta de um iceberg que está na directa raíz do actual momento de “prosperidade” chinês, um fenómeno conjuntural e assente em pilares muito frágeis… É que uma Economia que faz assentar a sua prosperidade actual nas baixas condições de trabalho, em salários muito baixos, em sobrecargas horárias e no uso massivo de trabalho infantil, está a hipotecer o seu próprio futuro, como aliás demonstrou bem o exemplo português, que durante as décadas de 70 e 80 fez assentar precisamente neste trio infernal de pilares uma “revolução industrial têxtil” cuja fragilidade são hoje bem evidentes…

Fonte: Público

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Agora podiam eram ter uma garagenzita

“Já lá fui umas dez vezes para as ver. Agora podiam eram ter uma garagenzita.”

Afirma um homem de etnia cigana à SIC, hoje, a propósito da entrega a um grupo de famílias ciganas de habitações sociais de qualidade acima da média. Ora este senhor não parece ter nem bom senso, nem a inteligência suficiente para perceber que se tem algo para colocar na garagem é porque não lhe devia estar a ser entregue uma habitação social. Que tipo de selecção foi feita aqui em Pombal para seleccionar os beneficiados? Não foram tidos critérios de riqueza aparente? Se calhar deviam ter sido… Já morei frente a um bairro social, em Mem Martins, e confesso que sempre me indignaram essas exposições públicas de riqueza como aquelas carrinhas Mercedes Vito à porta de certas casas habitadas por senhores como… este aqui de Pombal.

Quanto ao facto de ser um bairro exclusivamente cigano… É errado, contraria a tradição de integração portuguesa, contribui para o sentimento de desintregração e de marginalidade social sentida por essa comunidade (de que este imbecil de bigo não é óbviamente representativo) e para a própria ghetização da comunidade. É um erro, conveniente e racista, mas cómodo porque a auttarquia preferiu evitar a conflitualidade de eventuais vizinhos a ter tomado a medida mais certa… Não criar um Ghetto. Ainda que de luxo, mas sem Garagens.

Fonte: TSF e SIC

Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

Sobre a retirada da Rússia do Tratado sobre Forças Armadas Convencionais na Europa de 1990 (FACE)


(MBTs T-84 in http://armor.kiev.ua

A retirada da Rússia do Tratado sobre Forças Armadas Convencionais na Europa de 1990 (FACE) é uma resposta evidente ao programa do escudo anti-mísseis dos EUA, mas também mais um sinal de que a Rússia de Putin já não é a Rússia dominada pelas mafias e militar e economicamente enfraquecida de Ieltsin… Mais do que um protesto contra o programa anti-mísseis ou que um regresso à “Guerra Fria”, a retirada é uma expressão da vontade russa de reassumir o seu estatuto de “grande potencia” ao lado das demais, propulsada agora pelos petrodoláres e por um presidencialismo cada vez mais autoritário e autista…

É certo que depois da assinatura do FACE foram retirados ao serviços mais de 60 mil tanques, blindados, peças de artiharia e aviões de combate, mas a maioria foi-o não porque a sua retirada seguia a letra do tratado, mas apenas porque alcançou o limite da sua obsolescência, o que é especialmente verdade em relação ao equipamento russo… E outra boa parte, deveu-se à retirada da Alemanha da maioria das divisões que os EUA ali mantinham desde o fim da Segunda Grande Guerra…

Por fim, eis os números actuais das forças militares russas:

395,000 soldados de infantaria

1,233 aviões de combate

23,381 carros de combate

489 mísseis baseados em terra

12 mísseis lançados por submarinos

57 submarinos

62 navios de guerra

Embora estes números ainda incluam algum material obsoleto e em armazém e dificilmente colocado em estado operacional (algo que é especialmente verdadeiro no caso dos 1233 aviões de combate, muitos dos quais são MiG-23 e MiG-27), a verdade é que a frota russa é hoje claramente superior à frota britânica, quase de dois para um, enquanto que na Guerra Fria esta lhe foi sempre claramente superior, com excepção no ramo estratégico e submarino… Estes números russos, são contudo, muito menores do que os absolutos se tivermos em consideração a imensa extensão geográfica que a Rússia tem que defender, desde Kaliningrado, o enclave balcânico, ao Mar Negro, ao turbulento Caucaso, à fronteira comum (e problemática) com o gigante chinês, ao extremo oriente com regiões autónomas onde o islamismo radical é uma força crescente… Estas regiões, mais a sempre rebelde chechénia absorvem uma fracção muito importante destas forças militares… Mas apesar desta extensão geográfica e da existência de tantos conflitos latentes, a Rússia é ainda hoje uma das grandes potencias militares do mundo e é normal e compreensível que se retire de um tratado que lhe era desfavorável e que foi assinado num momento em que se encontrava em especial fraqueza e liderada por um presidente bêbado e incapaz de ombrear com os grandes da Europa e tido frequentemente como demasiado dócil na própria Rússia…

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci, Política Internacional, Sociedade | 4 comentários

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