DEPOIS da morte de seis militares seus no Líbano, a Espanha decide instalar em todos os seus veículos em missões no estrangeiro, sistemas anti-minas

Depois da morte de seis militares espanhóis no Líbano aquando da explosão de uma bomba que destruiu o veículo blindado BMR em que seguiam, o chefe de estado maior espanhol, o general Félix Roldán afirmou que seriam instalados sistemas anti-minas em todos os veículos em missões no exterior… Recusando comentar se a sua presença poderia ter evitado as mortes dos militares, mas reconhecendo implicitamente que… sim, ou então não seria necessário instalar estes sistemas…

O PP espanhol criticou na altura a decisão de enviar BMR para o Líbano, afirmando que teria sido preferível enviar carros de combate, mas de facto, no cenário libanês estes não seriam particularmente úteis em missões de patrulha e reconhecimento como aquelas que são cumpridas pelo contingente espanhol, e isso é certo, mas a sua existência teria um inegável efeito disuasor e a sua existência na cabeça de todas as colunas poderia salvar os veículos seguintes (BMR ou outros) ao absorver o grosso do impacto da minas ou do explosivo improvisado… E é neste tipo de questões que se vê como em questões de competência e antevisão os espanhóis são essencialmente iguais a nós… Alguém acredita que os Chaimites e jipes que temos espalhado pelo mundo em missões de paz têm todos equipamentos anti-minas? Hum?…

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

Se gostou deste artigo, adicione-o nas redes de notícias colaborativas:
DoMelhor.net (Portugal) DoMelhor
(Portugal) ou
Chuza.org (Galiza) Chuza
(Galiza) ou ainda em
Adicionar esta not�cia no Linkk Linkk (Brasil)

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci, Política Internacional, Sociedade | 4 comentários

Navegação de artigos

4 thoughts on “DEPOIS da morte de seis militares seus no Líbano, a Espanha decide instalar em todos os seus veículos em missões no estrangeiro, sistemas anti-minas

  1. Golani

    eu usaria a expressão IED (engenho explosivo improvisado) em vez de “mina”

    penso que foi isso que o atingiu, e é a ameaça no Iraque e Afeganistão

    os IED podem ser activado por operador via sinal rádio ou telemóvel, o equipamento anti-IED consiste em jammers para bloquearem estas transmissões e evitarem a detonação

    os IED no entanto podem ter outros triggers pelo que este equipamento é útil mas nem sempre funciona

    referir ainda que se uma explosão for suficientemente forte não há veiculo que resista ( … e a explosão no Líbano parece ter sido bastante forte )

    actualmente a tendência é para adoptar veículos Mine Resistant Ambush Protected (MRAP), desenvolvidos para resistir o melhor possivel a IED´s

    geralmente têm uma altura elevado do solo, caso em V para deflectir a explosão, jammers e diferentes kits de blindagem, blindagem reactiva, armadura anti-rpg…..

    os Humvee portugueses no Iraque têm um kit de blindagem israelita e jammers sofisticados

    têm limitações decorrentes do design do veiculo

    recentemente os militares queixaram-se foi do colete prova de balas cerâmico (demasiado pesado e pouco funcional) e da arma G-3

  2. Bem, o El pais falava de mina… Pelo menos acho que sim, já que não tenho comigo o jornal. E sim, parece que foi mesmo um IED como aqueles que todos os dias explodem no Iraque: http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/6235224.stm

    Da G-3?… Sim… têm razões para isso… Já na época da guerra era inferior à Ak-47…

  3. Golani

    não diria isso

    a G3 continua a ser considerada uma arma muito boa ( a AK é robusta e simples de operar mas pouco precisa)

    creio que os Comandos até tinham acesso a SIG mas preferiam as G3 por causa do calibre 7.62 × 51

    é no entanto uma arma pesada, pouco ergonómica
    ainda assim os comando querem “kitalas” com novas miras, lança granadas, lanternas etc..

    Portugal há uns 20 anos que anda para substituir a G3, o último concurso foi anulado há uns meses e voltou tudo à estaca zero …. o vencedor tinha sido a HK G36 (q já equipa a GNR, DAE, RESCOM…)

    é mais ou menos garantido que passemos para o calibre 5.56 x 45

    o design bullpup é que não parece ter muitos adeptos

  4. toda a gente que falei sobr o tema e que esteve em África gostava da G3 e considerava-a bom par para a AK… Mas a AK tinha um carregador maior e efectivamente era mais robusta e tinha uma cadência de tiro superior, o que num cenário como o africano era um factor fundamental…

    A G36 era uma boa escolha e tive pena quando soube que tinha voltado à estaca zero…

    Quanto às opções….
    http://www.correiomanha.pt/noticiaImprimir.asp?idCanal=9&id=143372
    Se pudesse escolher, iria para a Tavor 21 israelita (Israel ofereceu a construção de uma fábrica em Portugal mas é bullpup) ou para a MD-2 da Imbel (http://world.guns.ru/assault/as52-e.htm), pq é lusófona, excelente e por aqui muito me tenho batido por um eixo de defesa lusófono…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

PEDAÇOS DE SABER

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

<span>%d</span> bloggers like this: