Daily Archives: 2007/07/23

Sobre a proposta britânica para uma “Fat Tax”

Segundo um estudo da Universidade de Oxford, 3200 mortes anuais – só no Reino Unido – poderiam ser evitadas se o governo impusesse uma taxa sobre alimentos pouco saudáveis. Esta taxa deveria ser pesada e levaria os consumidores a evitar produtos não-taxados, mais saudáveis e nutritivos do que o leite gordo, hamburgers, bacon, sal, manteiga, açúcar, bolos e tartes.

As virtudes da aplicação de uma taxa deste teor são evidentes: para além de servirem de receita para o Orçamento de Estado, aumentariam o nível de Saúde da população, aliviariam o sobrecarregado sistema de saúde das doenças e mortes provocadas por irregularidades alimentares (uma das maiores causas de problemas de saúde, actualmente no Ocidente) e favoreceriam o desenvolvimento das economias locais, já que a maioria dos produtos afectados resultam de importações ou são produtos da agroindústria de grande escala produtiva. E é possível utilizar adoçantes de substituição em vez de açúcar, reduzir o consumo de carne e assim contribuir para um melhor e mais racional aproveitamento da terra e da água, aumentar a qualidade do meio ambiente reduzindo os consumos mais nocivos para o mesmo e para a nossa Saúde.

É claro que uma medida destas – discutida hoje no Reino Unido – tem aspectos negativos… Em primeiro lugar, o seu primeiro alvo seriam provávelmente as famílias de rendimentos mais baixos, que geralmente, têm hábitos alimentares de pior qualidade que seriam – sobretudo – aquelas onde um pequeno aumento de preços teria um impacto muito mais sensível do que sobre as de mais altos rendimentos… Mas este possível impacto leva à verdadeira questão: O que são os impostos? Será que é legítimo serem usados como forma “punitiva” de corrigir comportamentos e atitudes anti-sociais? Não é isso ao fim ao cabo que se passa hoje com a carga fiscal sobre o tabaco? Alguém nega que um regime alimentar irracional contribui para uma vida incompleta e para um auêntico pesadelo de saúde pública merçê da obesidade (as crianças portuguesas já são das mais obesas da Europa) e de uma multiplicação dos problemas cardíacos?

Assim, é nossa opinião que uma “Fat Tax” faz todo o sentido, tem cobertura ética e é legitimada pelo bem superior que é a nossa Saúde e a dos outros… É claro que o ideal seria bloquear este marketing assassino que as multinacionais da agroindústria nos enfiam olhos dentros por todos os Media possíveis e existentes… É claro que o ideal seria que todos tívessemos os mesmos níveis de Educação e informação suficientes para nos afastarmos destes regimes alimentares assassinos… Mas na falta de um mundo perfeito, é possível estabelecer mecanismos correctivos e a ferramenta fiscal pode ser usada legitimamente para cumprir esse fim.

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A “Commission for Racial Equality” britânica apela à retirada de “Tintin no Congo”

A “Commission for Racial Equality” britânica apelou à rede de lojas de consumo Borders que removessem o livro de banda desenhada “Tintin no Congo” das suas prateleiras uma vez que segundo a comissão o livro de Hergé “faz os povos negros aparecerem como macacos e falarem como imbecis.” Em resposta, a Borders deslocou os livros dos seus expositores principais e de crianças para a secção de adultos, afirmando que “preferia deixar aos clientes a capacidade de escolha”.

Aos olhos contemporâneos, a obra de Hergé (desenhada na década de 30, em pleno colonialismo belga no Congo) é efectivamente racista, retratando os africanos como debéis mentais e incapazes de qualquer forma de auto-governo distinta da dos seus “patronos” europeus… Os episódios de caça desregrada e excessiva são também comuns nesta obra de época, assim como um eurocentrismo cultural e religioso radicais… É sem dúvida uma obra que não pode ser lida fora de contexto e que exige um certo nível de crítica e conhecimento para ser amplamente apreciada e compreendida. Por isso, concordamos com as criticas quanto à sua presença nas secções infantis, especialmente porque o livro é comercializado sem secções explicatórias ou contextualizantes, nem para públicos adultos, e muito menos para públicos infantis ou juvenis, como devia… O próprio Hergé no final da sua vida afirmava frequentemente que não se orgulhava do seu teor racista, nem do anticomunismo primário presente noutra sua obra “Tintin entre os sovietes” e preferia “fazer desaparecer” esses dois dos seus primeiros albuns de banda desenhada. Por isso, a decisão da Borders está mais do que acertada, pena sendo apenas que a tenha tomado apenas depois das críticas públicas… Pena é também que ainda não exista esse prefácio escrito ou ilustrado que contextualize essa obra do autor belga… Mas isso compete às editoras e aos órgãos de monitorização de fenómenos de racismo europeus…

Fonte: Daily Express, 12 de Julho de 2007

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QuidSZ S1-8: Onde foi tirada esta fotografia?

dsssll.jpg

Dificuldade: 3

E lá voltam os QuidSZ!

Também pelas bandas do Ideias Fixas 2 !

Categories: QuidSZ S1 | 3 comentários

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