Daily Archives: 2007/07/20

A Turquia concentra 200 mil homens na fronteira com o Iraque…

A Turquia concentrou mais de 200 mil homens, apoiados por blindados, artilharia e helicópteros, junto à fronteira do curdistão iraquiano… A concentração surge num momento muito específico, em que se preparam eleições na Turquia e poderá ser a antecipação de uma extensa operação militar no interior do norte do Iraque, atrás dos refúgios do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão)… A Turquia poderia assim comprometer uma das raras regiões iraquianos onde a paz e o desenvolvimento se parecem ter instalado e retirar aos seus aliados norte-americanos o seu maior apoio local: os curdos, vivendo uma independência “de facto”, no norte do Iraque, sob o apoio e a protecção das armas americanas e sobre a tolerância incomodada de um governo de Bagdad mais preocupado em enfrentar o caos e a dissidência no centro e no sul do País…

É verdade que o conflito de guerrilha na Turquia oriental se agravou nos últimos meses, com a morte de 111 militares e polícias turcos, contra a de 109 guerrilheiros e que a presença estimada de mais de 3000 guerrilheiros do PKK em bases no norte do Iraque irrita os turcos… Mas irrita ainda mais a perspectiva de o norte do Iraque poder afirmar-se como um pólo de independência para os seus quase 18 milhões de curdos…

De permeio, a Turquia mantêm a ocupação de uma base militar no norte do Iraque, no aérodromo de Harir, guardada por mais de mil homens e alguns blindados, para grande incómodo do governo iraquiano, que já expressou várias vezes o seu desejo em ver esta força abandonar o seu território, o que a Turquia sempre recusou em flagrante violação do Direito Internacional e numa atitude “imperialista” que infelizmente caracteriza bem a forma de estar otomana nesta região.

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci | 8 comentários

As Taxas de Multibanco… O novo ataque da Banca, desta feita com patrocínio europeu

Como sempre, e pela enésima vez, a Banca Portuguesa torna à carga e prepara as suas hostes para mais um assalto à bolsa dos portugueses.

Deste feita o discurso predatório tem novos contornos, e usa a entrada em vigor do chamado “Sistema Único de Pagamentos Europeu” (SEPA) que a partir de 2008 vai ser implementado em toda a União Europeia. A SIBS ontem já tinha aludido a uma outra nefasta consequência da SEPA com o fim de boa parte das funcionalidades adicionais do Multibanco português.

Falando bem, o responsável da SIBS, Vítor Bento afirmou ao DN que Portugal só teria a perder da aplicação da SEPA já que esta uniformização forçada – tão do agrado dos eurocratas de Bruxelas – vai implicar o fim da gratuidade das operações de levantamento e pagamento no Multibanco. Algo que a Banca já tem tentado desde a década de 90 e que me levou a promover uma campanha de recolha de assinaturas em protesto contra estas “Taxas de Multibanco” que recolheu mais de 53 mil assinaturas e que pode ser assinada AQUI (para ver mais, clicar AQUI). Numa das suas últimas movimentações, vários bancos uniram-se (CGD, BES e Santander) e tentaram implementar em 2006 uma “comissão de levantamentos em Multibanco”, alegando que “no estrangeiro paga-se comissões para levantamentos em bancos onde não se tem conta.” Omitindo naturalmente as imensas poupanças que o desenvolvimento do sistema Multibanco (excelente, aliás) trouxe aos bancos portugueses em pessoal dispensados, balcões que não tiveram que ser abertos ou que foram encerrados, simplificação burocrática e redução do backoffice, etc… Com efeito, se a banca nacional apresenta excelente níveis de desempenho e eficiência isso deve-se precisamente ao facto de usar um dos sistemas de ATMs mais eficientes e antigos do mundo: o “Multibanco”.

O presidente da SIBS, aproveitou para acrescentar: “Muitos esquecem-se que somos dos poucos países europeus onde esses serviços não são pagos, porque os bancos assim o entendem”, relembrou o presidente da SIBS. Na Europa, paga-se uma média de 1,3 euros por cada levantamento numa ATM e podemos esperar que agora, surfando sobre a onda da SEPA da eurocracia de Bruxelas, se preparem para compensar a quebra de rendimentos resultante da quebra do consumo provocada pela horda de 500 mil desempregados e pela redução das comissões rapinatórias cobras nas penalizações de transferências de empréstimos… E desta feita, graças aos autocráticos eurocratas lograram obter um argumento imbatível já que podem alegar “nós nem queríamos, foram esses malandros de Bruxelas”, como se não estivessem a tantar cobrar essas taxas de Multibanco desde há mais de dez anos.

De facto, esta atitude da SIBS com as “Taxas de Multibanco” resulta em primeiro lugar de estarmos perante um monopólio e uma cartelização da Banca na forma da SIBS. Ou seja, em vez de existirem vários sistemas de ATMs, concorrentes e disputanto entre si a eficiência de serviço e o custo mais baixo, temos uma única entidade, formada por um cartel bancário, que domina a seu bel prazer o sector e determina a política de preços de uma forma monopolista.

Fonte: Diário de Notícias

Nota Final:

Por favor use a moderação e evite termos violentos na assinatura da petição. Isto só retira credibilidade à petição e não serve para ilustrar a sua revolta quanto à taxa.

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Categories: A Escrita Cónia, Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa, Websites | 57 comentários

A petição contra o pagamento de comissões em operações no Multibanco chega aos jornais…

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Depois da notícia publicada no Oeiras Notícias, de contactos da SIC e da petição ter subsistido na lista das dez mais votadas da www.petitiononline.com durante as últimas semanas, a petição mereceu hoje um artigo do jornal Destak.

 

Existem neste artigo algumas incorrecções pontuais, como a que diz que a petição foi assinada por quase 15 mil pessoas em apenas “quatro dias”… Na verdade, a petição já está disponível à perto de quatro semanas, ou mesmo mais…

 

Descobri também entretanto que a mensagem original foi alterada… Na mensagem inicial, optei por manter um tom propositamente contido e lacónico, mas aquela que circula agora por aí foi “apimentada” e refere uma certa “carta enviada pelo meu banco” que nunca existiu… Assim como o valor da dita comissão que seria de 1,5 euros… Algo que a banca nunca chegou a detalhar…

 

Eis a mensagem que agora circula:

 

“From: —
Sent: quarta-feira, 26 de Abril de 2006 11:32
Subject: FW: Assina a petição contra as taxas de Multibanco

 

Assina a petição contra as taxas de Multibanco.

 

PASSA AOS TEUS CONTACTOS

 

Que grandes ladrões. Recebi ontem a carta do meu Banco. Só para fazer levantamentos no Multibanco vão passar a cobrar-nos 1,50 EUR (300 escudos na moeda antiga). Grandes gatunos. Temos é que passar a voltar a usar cheques e obrigar os bancos a contratarem mais pessoal para os balcões e deixar de usar os cartões. É só uma questão de hábito. Dantes não havia e a vida funcionava na mesma, não era? Hoje em dia existem payshops em toda a parte, para as ditas despesas que ainda pagamos através de Multibanco.

 

Assinem e em LETRAS BEM GORDAS e reencaminhem para o maior número de pessoas, está na altura de começarmos também a pôr cobro a toda esta gatunagem que se enche à nossa custa neste país.

 

Eu também assinei.

 

Assina a petição contra as taxas de Multibanco e passa a informação para os teus contactos:
http://www.PetitionOnline.com/bancatms/
É um assunto que interessa a quase todos nós. Eu assinei. Assina também!”

Categories: A Escrita Cónia, Sociedade Portuguesa | 29 comentários

Das BerkShares, uma moeda local em vigôr nos EUA e dos benefícios das mesmas

As grandes agências noticiosas como o Yahoo.com e a Reuters (AQUI e AQUI) deram recentementa algum destaque às “BerkShares” e a partir daqui surgiram várias notícias na imprensa internacional e dos Estados Unidos sobre esta moeda local patrocinada pela E. F. Schumacher Society.

De facto, actualmente há mais de um milhão de BerkShares já em circulação, emitidas nos bancos locais e usadas pelos residentes da comunidade de Berkshire, uma cidade da Nova Inglaterra, nos EUA em apoio ao desenvolvimento e sustentação da economia regional.

Este bem sucedido exemplo da aplicação da tese da “Moeda Local” é uma resposta ao “Pensamento Único” Globalista e é uma alternativa viável para esta movimento que ameaça engolir todo o mundo numa onda consumista e redutora da dignidade humana. As “Moedas Locais” permitem um recentramento na Economia local e regional em lugar da Economia Global de cujos malefícios temos escrito aqui algo profusamente.

As Economias Locais exigem menos recursos que as Economias Globais e logo, provocam menos danos no meio ambiente; permitem antecipar e enfrentar melhor qualquer tipo de choque ou imprevisto e, sobretudo, possibilitam um recentramento no Homem da prioridade da Economia, fazendo retornar ao Indivíduo e à Comunidade o foco principal da actividade económica.

Ora o primeiro passo essencial para desenvolver as Economias Regionais é estabelecer uma Moeda Local. Com o recurso a moedas locais, as escolhas são limitadas às actividades comerciais, industriais e de serviços que têm um compromisso com a comunidade local, e não servem para capitalizar ou enriquecer uma corporação anónima, distante e absolutamente inumana. A moeda local pode ser usada localmente, financiando as actividades locais, pagando salários de elementos da comunidade e criando riqueza na vizinhança.

Uma moeda local tem que recircular localmente… E isto muda a própria essência das transacções comerciais. As pessoas deixam de gastar nos grandes estabelecimentos comerciais massificantes e consumistas e passam a consumir nas pequenas lojas locais, verdadeira geradoras de emprego justo e de riqueza à escala local. Consumir localmente retorna à relação comercial de antanho onde havia uma relação humana entre comprador e vendedor, numa rede informal que reforça os laços da comunidade e que contrasta com a frieza das grandes superfícies, local frequente de grandes injustiças sociais e laborais…

Categories: Economia, Movimento Internacional Lusófono | 4 comentários

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