“Um Ano sem «Made in China»” comentário a um livro de Sara Bongiorni

Num livro intitulado “Um Ano sem «Made in China»” a jornalista americana Sara Bongiorni descreve a sua odisseia e a da sua família que tentaram passar um ano sem recorrer a nenhum produto ou serviço com a famigerada etiqueta “Made in China”… Segundo a autora é extremamente difícil cumprir esse boicote já que desde sapatos a brinquedos e até reparar uma cómoda estragada, tudo parece depender em alguma medida de algum produto fabricado no Império do Meio… As motivações de Bongiorni não eram políticas, mas pretendia medir até que ponto é que a vida ordinária de uma família americana comum estava dependente dos artigos fabricados na China e conclusão a que chegou foi de que… Sim, que havia uma ligação de dependência extrema e quase absoluta… Segundo a própria “Nós queríamos que a nossa história fosse um olhar amigável, sem preconceitos sobre as formas como as pessoas comuns se ligam à Economia Global”.

Bongiorni afirma no livro que conhecia as estatísticas, mas que nunca pensou que uma parcela tão grande dos biliões de dólares em importações da China para os EUA se aplicassem tão intensamente à sua própria família, mas admite hoje que estava profundamente enganada… As estatísticas indicam que 15% de todas as importações americanas provêm da China, mas estes 15% concentram-se numa gama muito restrita de produtos, onde a dominação de origem chinesa é praticamente total… E sobretudo, as grandes redes comerciais americanas, como a Wal-Mart recolhem aqui a maioria dos produtos que comercializam e é precisamente destas redes de que dependem as famílias americanas de rendimentos baixos e médios…

O livro foi escrito no decorrer do ano de 2005 e o cumprimento deste boicote levou as despesas familiares a subirem em flecha… Sapatos, só encontraram sapatos italianos, a preço de luxo… Brinquedos, apenasLegos dos quais os filhos do casal se enfastiaram depois de rapidamente e qualquer reparações menor, que envolvesse parafusos, pregos ou lâmpadas tornou-se extremamente difícil…

Pelas minhas bandas aplico também um boicote idêntico… Mas não tão radical… Basicamente em qualquer nova aquisição de qualquer produto ou serviço procuro sempre alternativas não-chinesas, se existirem (nem sempre existem estas opções tal tem tem sido a delapidação da nossa indústria) escolho opções com o tal falacioso, mas derradeiro, código de barras 560 (que indica supostamente a origem portuguesa do produto), depois, procuro opções lusófonas, europeias, e depois as restantes… Sim, comprar comigo é uma espécie de “Acto de Fé”, mas essencial porque acredito que podemos e devemos transformar cada acto das nossas vidas num acto de valor, com peso e finalidade simbólicas expressas… Como o caso…

A dependência de que dá conta o livro em sumária (muito!) análise revela uma perigosa dependência das economias globais frente a único fornecedor… Estratégicament é um erro… Quem duvida de que quando daqui a 5 ou 10 se alcançar o pico da produção petrlífera e o então maior consumidor mundial, a China, estiver a competir com o segundo, os EUA, pelos derradeiros campos de petróleo no Médio Oriente, esse clima de “Guerra Fria” com prováveis boicotes governamentalizados não vão afectar as economias que estarão então tão ou mais dependentes destas massivas importações do Oriente? E é isto que queremos do nosso mundo? Concentrar num ou dois países todas as produções de têxteis, calçados, plásticos, produtos industriais e tecnológicos, ficando depois totalmente dependentes destes países fabricantes enquanto engrossamos as hostes de Desempregados e agravamos para além do tolerável as nossas balanças comerciais?

Fonte: News.Yahoo

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13 thoughts on ““Um Ano sem «Made in China»” comentário a um livro de Sara Bongiorni

  1. Golani

    o meu comentário não “entrou”

    repito:

    1º de tudo existe uma forte contradição no texto:

    …Sim, que havia uma ligação de dependência extrema e quase absoluta…

    e mais à frente

    As estatísticas indicam que 15% de todas as importações americanas provêm da China

    ou seja, 85% NÃO vem da China

    E sobretudo, as grandes redes comerciais americanas, como a Wal-Mart recolhem aqui a maioria dos produtos que comercializam e é precisamente destas redes de que dependem as famílias americanas de rendimentos baixos e médios…

    O livro foi escrito no decorrer do ano de 2005 e o cumprimento deste boicote levou as despesas familiares a subirem em flecha…

    portanto a conclusão óbvia é a de que os pobres e classe média baixa estão entre os grandes beneficiados da globalização, liberalização do comércio internacional … quem diria! eheheh

    A dependência de que dá conta o livro em sumária (muito!) análise revela uma perigosa dependência das economias globais frente a único fornecedor… Estratégicament é um erro…

    segundo o texto o USA apenas importa 15% da China, onde está o “perigo” ?

    num mundo globalizado, raramente um produto é produzido apenas numa localização, a sua produção é dividida em etapas e componentes e essas produção é espalhada pelo mundo, reunindo no final todos os componentes numa mesa localização para a sua montagem final, frequentemente a China

    mas a propriedade intelectual, a tecnologia, o know how, encontra-se muitas das vezes fora da China

    recomendo que vejam este link http://money.cnn.com/magazines/fortune/storysupplement/wiiremote/index.htm

    trata-se de uma apresentação gráfica em que o telecomando da consola de jogos da Nintendo, a Wii, é desmontado e explicado. Os componentes são produzidos nas mas diferentes localizações à volta do mundo: Boston, Nova Iorque, Washington, Milão, Japão, Filipinas, Bangalore, Banjkok….apenas a montagem é feita na China

    com o tempo o aumento salariais na China vai levar a que, por um lado, as empresas procurem outros países e por outro lado um aumento do consumo interno que substituirá as exportações como motor da economia, o que criará centenas de milhões de consumidores e enormes oportunidades para as empresas americanas, europeias, japonesas ect…

    enquanto engrossamos as hostes de Desempregados

    eu sinceramente não sei onde vais ver os “teus” números

    a tx de desemprego nos EUA é de 4,5% …. está em mínimos

  2. De facto Golani, a ortodoxia neoliberal de pensamento ofusca-te recusando a ver o óbvio que resulta do post.

    Não verifico como é que os pobres e a classe média americana estão entre os beneficiados da globalização,quando não tem ordenados suficientes que cheguem para pagar seguros de saude ou para pagar propinas universitárias aos filhos, apenas porque podem comprar produtos baratos de 2º categoria feitos na china.
    O mérito social baseado na ascensão é assim travado porque um filho de um pobre ou de um da classe média fica incapacitado de ascender profissionalmente ou seja, fica sempre pobre.
    Mas tem uma grande conforto. Consegue comprar produtos chineses.Que bom.
    Não há duvida, é realmente uma grande troca que o beneficia .
    Aliás se perguntássemos a pobres se quereriam antes ter hipótese financeira de comprar produtos chineses baratos ou,EM ALTERNATIVA, fazer um curso de gestão no insead ou em yale, sem duvida alguma que todos responderiam que prefeririam comprar um produto chinês.

    E de facto a palavra “estrategicamente” é algo que no post obviamente não compreendes, dada a resposta no comentário. E essa é a palavra chave do post:estratégia.A falta dela.

    15%, não é um problema grande embora já seja um rombo. Mas quando a isso se juntam as reservas chinesas em obrigações do tesouro americanas,e em moeda americana, na capacidade de entrar num país ou área económica no mundo a investir forte e a deflacionar essa país ou área económica, conjugando com isso tudo as crescentes capacidades militares da china, parece-me que, estrategicamente, convinha não se ter palas neoliberais nos olhos e começar a olhar para isto fazendo uma análise custo beneficio.
    Por falar em custo beneficio, uma sempre glorificada teoria pelos adeptos da economia liberalizada é a suposta multiplicidade existente de produtores no mercado que daí deriva.
    Discurso oficial da epopeia neoliberal e restantes tretas económicas.
    Se a china e a india forem os únicos dois produtores de uma vasta gama de produtos que em breve não seráade 15% mas de 40 ou 50% a teoria económica neo liberal ainda continuará a grasnar que está tudo bem?
    Duopólios mundiais agora é uma coisa boa?
    Epá abram já uma segunda filial do pcp e chamem-lhe “partido comunista liberal português neo-conservador”.

    E existe ainda um argumento fantástico; o da propriedade intelectual.
    Isso só se aplica pelos EUA. A china e uma serie de outros países não reconhecem patentes nem propriedade intelectual . não querem reconhecer patentes nem propriedade intelectual e se for preciso até as roubam.
    Assinam tratados sobre isso e depois pura e simplesmente não os cumprem.
    Portanto isso é conversa de chacha .
    O que é que a eles lhes interessa isso?
    Por enquanto toleram essa situação, Mas, quando tiverem adquirido o know how de borla que é aquilo que já começaram a fazer , expulsam as companhias ocidentais do mercado e não há cá teorias da globalização e outros disparates do mesmo tipo que parem isso.

    Golani, Golani, a tua ingenuidade e a tua crença liberal económica sinceramente comovem-me.
    São idênticas às dos pcp´s ,mas comovem-me. Os amanhãs que cantam e essas coisas todas.

    Mas tu julgas que os chineses estão a jogar este jogo pelas regras?
    Eles sozinhos são o maior mercado mundial . Mal tenham massa critica estabelecida e auto produção em velocidade de cruzeiro começam a atacar comercialmente ( ou militarmente) o ocidente e o resto.

    E depois vir falar dos números de desemprego dos usa, é de uma desonestidade total. O post refere-se aos desempregados no mundo inteiro especialmente na Europa.
    E a taxa de desemprego nos estados unidos é uma ficção , porque não atende à qualidade dos empregos e os estados unidos neste momento em quase toda as áreas só geram mcjobs e pouco mais

    Ou tu julgas que esta pressão sobre sociedades como a americana e a europeia em termos de perca de empregos não vai dar mau resultado?
    Pelos vistos vai ser preciso andarem pessoas pelas ruas a fazerem motins e a partirem tudo para que se comece a perceber que algo está mal.

  3. Golani

    pedro silva (17:39:07) :
    De facto Golani, a ortodoxia neoliberal de pensamento ofusca-te recusando a ver o óbvio que resulta do post.

    …não me considero um “neoliberal”, mas se você acha que sou ….já agora o que é um “neoliberal” para si ?

    curiosamente há muitos falcões neoconservadores (tb são neoliberias, não são? ) que advogam um ataque preventivo à china

    O mérito social baseado na ascensão é assim travado porque um filho de um pobre ou de um da classe média fica incapacitado de ascender profissionalmente ou seja, fica sempre pobre.
    Mas tem uma grande conforto. Consegue comprar produtos chineses.Que bom.

    Esta sua frase é absurda. O EUA é provavelmente o pais mais com maior mobilidade social do mundo, o pais do self made men, o pais do cliché “ americam dream” …. é por isso que todos os anos os EUA acolhem mais emigrantes do que todos os países juntos

    Não há duvida, é realmente uma grande troca que o beneficia .
    Aliás se perguntássemos a pobres se quereriam antes ter hipótese financeira de comprar produtos chineses baratos ou,EM ALTERNATIVA, fazer um curso de gestão no insead ou em yale, sem duvida alguma que todos responderiam que prefeririam comprar um produto chinês.

    Outro comentário sem sentido. Quer dizer que se promovesse o proteccionismo e as barreiras alfandegárias os pobres miraculosamente poderiam aceder às melhores Universidades !?

    E de facto a palavra “estrategicamente” é algo que no post obviamente não compreendes, dada a resposta no comentário. E essa é a palavra chave do post:estratégia.A falta dela.

    Ainda bem que pessoas iluminadas como vc vêm para aqui escrever

    15%, não é um problema grande embora já seja um rombo. Mas quando a isso se juntam as reservas chinesas em obrigações do tesouro americanas,e em moeda americana, na capacidade de entrar num país ou área económica no mundo a investir forte e a deflacionar essa país ou área económica, conjugando com isso tudo as crescentes capacidades militares da china, parece-me que, estrategicamente, convinha não se ter palas neoliberais nos olhos e começar a olhar para isto fazendo uma análise custo beneficio.

    as reservas chinesas em obrigações do tesouro constituem a maior “ameaça” , já o tinha referido aqui em posts anteriores, não me está a dizer nada de novo
    a questão é: estando a China integrada na economia mundial, beneficiando do crescimento destas qual o sentido em usar esta “arma” e provocar uma recessão mundial ?

    A China é uma potência nuclear pelo que qq conflito com os EUA estará sempre fora da mesa …. mesmo em termos convencionais as Forças Armadas Chinesas são bastante inferiores ás Americanas, a China gasta 20% do que os Americanos gastam todos os anos em despesa militar….e os USA têm um gap tecnológico militar brutal sobre a china

    Por falar em custo beneficio, uma sempre glorificada teoria pelos adeptos da economia liberalizada é a suposta multiplicidade existente de produtores no mercado que daí deriva.
    Discurso oficial da epopeia neoliberal e restantes tretas económicas.

    Análise custo-beneficio é o q qualquer um de nós faz no nosso quotidiano, mas prontos…..

    Se a china e a india forem os únicos dois produtores de uma vasta gama de produtos que em breve não seráade 15% mas de 40 ou 50% a teoria económica neo liberal ainda continuará a grasnar que está tudo bem?
    Duopólios mundiais agora é uma coisa boa?

    Como eu referi no meu comentário anterior:
    num mundo globalizado, raramente um produto é produzido apenas numa localização, a sua produção é dividida em etapas e componentes e essas produção é espalhada pelo mundo, reunindo no final todos os componentes numa mesa localização para a sua montagem final, frequentemente a China

    tendo em conta que a China + índia, correspondem a 38% da pop. global é normal muitas coisas sejam made in num destes paises

    Epá abram já uma segunda filial do pcp e chamem-lhe “partido comunista liberal português neo-conservador”.
    E existe ainda um argumento fantástico; o da propriedade intelectual.
    Isso só se aplica pelos EUA. A china e uma serie de outros países não reconhecem patentes nem propriedade intelectual . não querem reconhecer patentes nem propriedade intelectual e se for preciso até as roubam.
    Assinam tratados sobre isso e depois pura e simplesmente não os cumprem.
    Portanto isso é conversa de chacha .
    O que é que a eles lhes interessa isso?
    Por enquanto toleram essa situação, Mas, quando tiverem adquirido o know how de borla que é aquilo que já começaram a fazer , expulsam as companhias ocidentais do mercado e não há cá teorias da globalização e outros disparates do mesmo tipo que parem isso.

    A China ou produz produtos de baixo valor acrescentado, trabalho intensivo, ou limita-se a a montar componentes

    as actividades capital intensivo, I&D, continuam nos países ocidentais, a nação tecnologicamente mais avançados são os EUA, o maior exportador de maquinaria é a Alemanha

    quantas multinacionais chinesas conhece, quantas “marcas” chinesas conhece ? ( a Lenovo não conta )

    Golani, Golani, a tua ingenuidade e a tua crença liberal económica sinceramente comovem-me.
    São idênticas às dos pcp´s ,mas comovem-me. Os amanhãs que cantam e essas coisas todas.

    Vc tem um remédio simples….deixe de “falar” comigo….eu sinceramente acho-o uma pessoa antipática, arrogante, cáustica, condescendente e desagradável….neste blog, é a pessoa com quem menos interesse tenho em “dialogar”

    Mas tu julgas que os chineses estão a jogar este jogo pelas regras?
    Eles sozinhos são o maior mercado mundial . Mal tenham massa critica estabelecida e auto produção em velocidade de cruzeiro começam a atacar comercialmente ( ou militarmente) o ocidente e o resto.

    Passarem das exportações para consumo como motor da economia chinesa será positivo, exactamente por serem o maior mercado mundial vão criar mais oportunidades para as empresas ocidentais

    E depois vir falar dos números de desemprego dos usa, é de uma desonestidade total. O post refere-se aos desempregados no mundo inteiro especialmente na Europa.
    E a taxa de desemprego nos estados unidos é uma ficção , porque não atende à qualidade dos empregos e os estados unidos neste momento em quase toda as áreas só geram mcjobs e pouco mais
    Ou tu julgas que esta pressão sobre sociedades como a americana e a europeia em termos de perca de empregos não vai dar mau resultado?
    Pelos vistos vai ser preciso andarem pessoas pelas ruas a fazerem motins e a partirem tudo para que se comece a perceber que algo está mal.

    Acha que estou a ser desonesto ? Então compare ai as tx de desemprego dos diferentes paises

    Usa 4,5%
    Reino Unido 5,5%
    Canadá 6%
    Austrália 4,3%
    Nova Zelândia 3,8%

    (os países anglo sáxonicos geralmente apresentam tx mais reduzidas, o mercado de trabalho é mais flexível, as principais economias europeias (França + Alemanha) elegeram PM´s de direita no sentido de introduzirem politicas mais liberais no mercado de trabalho)

    Eurozone 7% (nível mais baixo desde 93)

    Alemanha 8,8% (das mais baixas dos últimos anos motivada pelo crescimento económico, as estimativas apontam para os 7,3% dentro de um ano)

    França 9,5% ( falhanço da semana das 35 horas em reduzir desemprego, razão porque elegeram há umas semanas o Sarkozy )

    países europeus com tx mais baixas:

    Dinamarca 3,9%
    Irlanda 4,4%
    Holanda 3,9%
    Noruega 3,5%

    Japão 3,8%

    Nota final:

    No séc. XX, a 1ª e a 2ª Guerra Mundial foram provocadas pelos países Europeus
    A integração económica trouxe paz e prosperidade económica entre os países europeus
    Acredito que a integração económica mundial (via globalização, liberalização do comércio internacional) poderá trazer os mesmos benefícios

    O proteccionismo, barreiras oa comércio, os nacionalismo são mt mais prováveis de provocar uma nova guerra

  4. dr/m

    Este amigo Golani será Chinês? è que o vejo sempre em defesa da China. Um dia destes ainda afirma que tiananmen não aconteceu. E ele esquece o nacionalismo chines, o rearmamento ofensivo da china, etc, etc…

    O homem quer comparar a união europeia com a globalização?!

    Mas nem vale a pena dizer nada porque este individuo vai vir com teorias da chacha… Amigo, vá para lá viver! Mas como a maioria dos chineses!!

  5. Golani

    “è que o vejo sempre em defesa da China”

    não…sou defensor da globalização, do comércio internacional

    geralmente qd se fala nestes assunto é por causa da china

    faria os mesmos comentários se tivessem a falar da India por ex.

    “O homem quer comparar a união europeia com a globalização?!”

    sim…diga-me pq q não posso ?

    a UE é numa primeira fase uma zona de comércio livre
    a globalização é uma zona de comércio livre global

    “Mas nem vale a pena dizer nada porque este individuo vai vir com teorias da chacha”

    ok ..vc é q sabe

    já agora qual é a sua opinião sobre a China e como deveria Portugal actuar ?

  6. Golani

    uma correcção às tx de desemprego na Europa ( afinal ainda são mais baixas)

    fonte oficial : Eurostat, press release de 3 July 2007

    Taxa de desemprego em MAIO de 2007

    Euro area (EA13) seasonally-adjusted unemployment stood at 7.0% in May 2007. It was 7.9% in May 2006.

    The EU27 unemployment rate was also 7.0% in May 2007, compared with 7.1%. It was 8.0% in May 2006.

    In May 2007, the lowest rates were registered in the Netherlands (3.2%), Denmark (3.3%), Ireland (4.1%) and Cyprus (4.2%).

    Unemployment rates were highest in Slovakia (10.8%) and Poland (10.5%).

    Twenty-two Member States recorded a fall in their unemployment rate over a year , four an increase while the unemployment rate was stable in Romania.

    In May 2007, the US unemployment rate was 4.5% and the Japanese rate was 3.8%.

    nas 2 principais economias da Europa:

    Alemanha 6,6% (mais baixa em 13 anos)

    França 8,7%

  7. Golani

    Entrevista a Henry Kissinger:

    Der Spiegel
    October 10, 2005

    (…)

    SPIEGEL: In the Middle East everything always revolves around strategic interests and oil. “Access to natural resources can become a question of survival for many states,” you once wrote. “It would be an irony of history if oil became the modern equivalent of the argument over the colonies in the 19th century.” Has the new “great game” already begun?

    Kissinger: Yes, to a certain extent it has. Access to energy is today not only a purely economic but also political problem. As long as resources are limited and demand is still increasing, consumerist countries should come to an agreement before the competition leads to serious tensions.

    SPIEGEL: Is the conflict driven by China’s hunger for energy?

    Kissinger: Compared to other countries China actually has a conceptional foreign policy. China drives the need to develop itself economically. Globalization will in turn create more industrialized countries. This will lead to further competition for resources.

    SPIEGEL: In America there is a political camp that would like to behave just as ruthlessly to China as it did to the Soviet Union. Would this be a good idea?

    Kissinger: The challenge is that China is a country with an enormous population which is systematically working on its economic development and aiming for unparalleled growth rates. This means that the center of gravity of global politics is shifting from the Atlantic to the Pacific. But this is not a challenge which can be answered with military or ideological confrontation.

    SPIEGEL: China has learned from the fall of the Soviet Union that it must develop itself economically and become stable, without giving up its communist doctrine.

    Kissinger: China is a one party state and the party calls itself communist. But the system is not based on central planning. This means people can develop themselves in a manner which was never possible in the Soviet Union. The Soviet system was always Stalinist, even during phases of reform. Nevertheless, sooner or later China will get to the point when the new social classes, which have emerged thanks to economic success, will have to be integrated into the political system. There is no guarantee that this process will run smoothly.

    SPIEGEL: Is nationalism as a replacement ideology a massive temptation for China.

    Kissinger: I am against portraying China as the demon of the global community. China has grasped more quickly than other countries what globalization means and what it demands. The country has learned how to use other people’s innovations for itself. India, incidentally, is not far behind China in this respect. Both are not nations in the European sense, but rather cultural communities with enormous markets. The challenge of the future is to work out how to deal with that.

    SPIEGEL: In America people hope to be able to oversee China’s rise, and therefore control it somewhat.

    Kissinger: I’ve often said that the desire to lecture China on how it should behave in the world is wrong. China was around for thousands of years even before America existed. It could even be that China’s growing power will allow itself to be slowed down. But as long as this immense empire doesn’t fall apart, it will become an important factor in global politics.

    SPIEGEL: When you talk about China, it’s clear you have a lot of respect for the country.

    Kissinger: I have been observing China for more than 30 years and am impressed how logically and wisely it tackles its problems. Obviously the international system could be unbalanced by China’s rising power — if we don’t prepare ourselves for the new competitive situation, that is. But it is an economic challenge, not aggression on the level of Hitler.

    SPIEGEL: Do you find the world more peaceful now, or in the days of the Cold War?

    Kissinger: Oh, you know, people are now starting to explain the Cold War. Even in the crises at that time the survival of millions of people was at stake. And we had to threaten the other super power with retaliation to prevent it from doing something to us. No, those were not happy times. We were lucky because the Soviet Union was weaker than we thought. Today we live in a world in which a lot of things are in flux. That creates a lot of fear. But it is also a time of great opportunity. And I would call on today’s statesmen to not allow their thinking to be directed by fear.

    SPIEGEL: Mr. Secretary, thank you for this interview.

    The interview was conducted by Georg Mascolo and Gerhard Spörl in New York.

  8. sa morais

    Acho que o Dr/m deixou uma bela questão no ar: O rearmamento chinês com material ofensivo… Já li que se suspeita que o orçamento real das forças militares é bem maior do que o oficial…

    Outra coisa que li por aí: A 1ª e 2ª GG foram originadas por países europeus… Claro! A europa era o centro do mundo! Quem haveria de iniciar uma guerra mundial? As Bahamas? Mas que eu me lembre, os asiáticos ( Japão, China, Filipinas ) tiveram o seu quinhão de guerra durante a Segunda.

    Mas até cá me parece que tipos como Hitler ou Napoleão também gostavam de globalizar… Só que esses era com armas, agora é economicamente… Um mundo uniformizado? Não obrigado! Gosto da diferença!

    Mas ainda não vi o Golani falar de Tianamen ou dos atropelos dos direitos humanos… Já sei! Vai dizer que é um processo natural do desenvolvimento e que, comparativamente, a Europa é pior… E tal… Pois, pois!

    Pessoalmente, digo isto: Esqueçam Irão, Iraque, Siria… A verdadeira ameaça futura virá do gigante vermelho! Espero que nessa altura ( caso isso aconteça ) ainda hajam países capazes de lhe fazer frente! Espero que nem todos tenham adormecido à sombra desta falsa globalização – falsa por ser apenas económica. É o velho ciclo dos impérios! Não hajam ilusões! A história repete-se! Não sejam Chamberlains, por favor! A China é uma ameaça a vários níveis!

  9. Golani

    Acho que o Dr/m deixou uma bela questão no ar: O rearmamento chinês com material ofensivo… Já li que se suspeita que o orçamento real das forças militares é bem maior do que o oficial…

    como referi atrás, oficialmente, em milhões de $ equivale a 20% do orçamento dos EUA

    no entanto, em termos de Paridade de Poder de Compra é superior

    mas os EUA continuam a ser quem mais gasta em Defesa, e o avanço tecnológico que têm sobre a China não será anulado no curto/médio prazo

    A China está a rearmar-se pq o seu armamento era/é obsoleto
    A India tb está a rearmar-se, tal como a Rússia

    A China procura afirmar-se como potência militar regional e ter os argumentos suficientes para resistir a um ataque dos EUA, não para os atacar

    Em termos regionais, o ponto de tensão é a Formosa

    Em termos globais, recordo que estamos a falar potências nucleares, portanto um confronto directo será sempre improvável

    Outra coisa que li por aí: A 1ª e 2ª GG foram originadas por países europeus… Claro! A europa era o centro do mundo! Quem haveria de iniciar uma guerra mundial? As Bahamas?

    exacto, os países europeus eram os mais poderosos na altura

    agora são os EUA, China, Rússia ….. se a economia dos países estiver fortemente integrada e interdependente ( ao contrário da 1ª e 2ª GM) as possibilidades de uma guerra entres eles é mais improvável

    foi esta a lógica que esteve por detrás da CECA, o inicio da UE

    Mas que eu me lembre, os asiáticos ( Japão, China, Filipinas ) tiveram o seu quinhão de guerra durante a Segunda.

    sim, o Império Japonês (que atacou e ocupou vários países, entres eles a China
    estima-se que terão morrido 20 milhões de Chineses na 2ª GM

    Mas até cá me parece que tipos como Hitler ou Napoleão também gostavam de globalizar… Só que esses era com armas, agora é economicamente…

    exacto, Hitler e Napoleão invadiram e conquistaram outros países pela via militar

    se quer fazer uma anologia, faria mais sentido comparar a China com o Portugal do séc. XVI

    Mas ainda não vi o Golani falar de Tianamen ou dos atropelos dos direitos humanos…

    ainda recentemente comentei neste blog um post sobre o trabalho infantil na China

    e Tiananmen aconteceu, as autoridades reprimiram os estudantes que exigiam mais liberdade e democracia
    estima-se que terão sido mortos nos confrontos cerca de 3000 estudantes e civis

    … Já sei! Vai dizer que é um processo natural do desenvolvimento

    exacto

    vc parece que se esquecem que estamos a falar de um pais com mais de 1 bilião de pessoas, quase 20% da pop. mundial e que ainda há uns 40 anos estava mergulhada num processo revolucionário fanático e absurdo que foi responsável por dezenas de milhões de mortos

    vejam o caminho q a china percorreu desde então

    a evolução é lenta e gradual

    consideram indicadores económicos, sociais, políticos

    e comparem-nos há 50 anos, há 25 anos e agora

    vejam a evolução, analisem a tendência

    hoje já se introduziu legislação que defende a propriedade privada (condição fundamental para e economia de mercado e direitos individuais)

    Pessoalmente, digo isto: Esqueçam Irão, Iraque, Siria… A verdadeira ameaça futura virá do gigante vermelho! Espero que nessa altura ( caso isso aconteça ) ainda hajam países capazes de lhe fazer frente! Espero que nem todos tenham adormecido à sombra desta falsa globalização – falsa por ser apenas económica. É o velho ciclo dos impérios! Não hajam ilusões! A história repete-se! Não sejam Chamberlains, por favor! A China é uma ameaça a vários níveis!

    eu discordo de si ( na entrevista que coloquei aqui, o Kissinger tb discorda de si /pode-se não gostar homem, mas parece que é consensual considerar este diplomata americano, Premio Nobel da Paz, com um dos diplomatas mais inteligente e astuto do séc.XX)

    mas gosto de ler opiniões distintas

    segundo a sua opinião quais seriam então as politicas a seguir actualmente?
    e por quem ?
    Portugal, a Europa, os Eua?
    Quais as consequências desses actos ?

  10. sa morais

    “A China procura afirmar-se como potência militar regional e ter os argumentos suficientes para resistir a um ataque dos EUA, não para os atacar”

    Não me parece… Nem me parece que o alvo imediato fossem os US. A China não é suicida! Mas o Japão já está a perceber isso…

    Bem, concordo numa coisa: O tal processo revolucionário foi mesmo criminoso, aberrante e assassino.

    Enfim, Kissinger até pode ser o homem mais inteligente do mundo, mas só o futuro nos dirá quem tem razão. Eu continuo na minha: A China será a “besta negra” do séc XXI…

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  12. Pedro

    A China país com a maior reserva de dólares do mundo poderá ter um crash económico a curto/médio prazo, alguém já se perguntou porque os americanos não se estão importando com esse facto? Talvez os americanos já tenham previsto a desvalorização do dólar de um momento para o outro, e provavelmente essa data já está fixada, ficando os chineses com a batata quente de não se conseguirem desfazer de tão grande reserva de dólares, resultado a economia da China ficará à mercê das multinacionais estrangeiras que estão já lá implantadas há alguns anos, nomeadamente as próprias americanas, ou seja dentro de uns anos não será o PC Chinês que ditará as directivas do grande dragão mas sim as corporações internacionais.

  13. Right away I am going away to do my breakfast, later than having
    my breakfast coming yet again to read more news.

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