Daily Archives: 2007/07/15

Shepherd-Barron, o inventor da primeira ATM… E porque usamos ainda hoje PINs de 4 dígitos

Não sei se sabem… Mas o inventor das máquinas ATM (vulgo “multibanco”) é um inventor privado britânico, com o nome de Shepherd-Barron, hoje com 82 anos e vivendo uma relaxada reforma.

A primeira caixa automática foi inaugurada fez este ano quarenta anos e resultou de uma inspiração que passou pela cabeça do inventor quando este… tomava duche. Partindo do exemplo das máquinas automáticas de venda de chocolate, Barron, pensou se não poderia substituir nelas o chocolate por notas e levou essa ideia ao banco Barclays, que a adoptou quase de imediato, assinando um contrato com o inventor.

Já em 1939, um inventor americano de origem arménia de nome Luther George Simjian. Contudo, este protótipo não era muito eficaz… Razão pela qual alguns acreditam que o escoçês James Goodfellow é que deve ser creditado com essa invenção em 1966 (ano de boa memória…), mas a máquina de Barron foi de facto a primeira a ter uso corrente e em vários países… Embora o conceito só se tornasse popular lá pelos meados da década de oitenta.

Embora na época ainda não existissem cartões de plástico, o inventor contornou esta dificuldade recorrendo ao uso de cheques em papel impregnados com Carbono 14, um elemento radioactivo que era detectado pela máquina passando depois a conferir um código PIN de quatro dígitos contra aqueles que ela conhecia. É claro que uso de um isótopo radioactivo poderia levantar algumas questões de Saúde, mas Barron nega ainda hoje essa possibilidade, declarando “seria preciso comer 136 mil cheques destes para que eles tivessem algum efeito”… O que convenhamos, não é efectivamente muito provável…

A máquina permitia levantamentos de até 10 libras e acabou por ser instalada em vários locais no Reino Unido e na Europa… Não sem problemas… Algumas das máquinas eram frequentemente vandalizadas e o seu dinheiro roubado. Outra, instalada em Zurique desligava-se misteriosamente… Descobriu-se depois que devido a faíscas resultantes do encontro de duas linhas de eléctrico nas redondezas.

Uma das curiosidades quanto a esta primeira máquina de ATM é que incluia a primeira implementação do número PIN… E a escolha de quatro números para formar o mesmo… É que Barron começou por escolher um número de seis dígitos, mas quando reparou que a sua mulher era incapaz de decorar seis números, e que se ficava pelos primeiros quatro, mudou o formato do PIN para quatro números. E assim ficou… Até hoje!

Fontes:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/6230194.stm
http://inventors.about.com/od/astartinventions/a/atm.htm
http://inventors.about.com/od/astartinventions/a/atm_2.htm

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Categories: Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional | 2 comentários

“Um Ano sem «Made in China»” comentário a um livro de Sara Bongiorni

Num livro intitulado “Um Ano sem «Made in China»” a jornalista americana Sara Bongiorni descreve a sua odisseia e a da sua família que tentaram passar um ano sem recorrer a nenhum produto ou serviço com a famigerada etiqueta “Made in China”… Segundo a autora é extremamente difícil cumprir esse boicote já que desde sapatos a brinquedos e até reparar uma cómoda estragada, tudo parece depender em alguma medida de algum produto fabricado no Império do Meio… As motivações de Bongiorni não eram políticas, mas pretendia medir até que ponto é que a vida ordinária de uma família americana comum estava dependente dos artigos fabricados na China e conclusão a que chegou foi de que… Sim, que havia uma ligação de dependência extrema e quase absoluta… Segundo a própria “Nós queríamos que a nossa história fosse um olhar amigável, sem preconceitos sobre as formas como as pessoas comuns se ligam à Economia Global”.

Bongiorni afirma no livro que conhecia as estatísticas, mas que nunca pensou que uma parcela tão grande dos biliões de dólares em importações da China para os EUA se aplicassem tão intensamente à sua própria família, mas admite hoje que estava profundamente enganada… As estatísticas indicam que 15% de todas as importações americanas provêm da China, mas estes 15% concentram-se numa gama muito restrita de produtos, onde a dominação de origem chinesa é praticamente total… E sobretudo, as grandes redes comerciais americanas, como a Wal-Mart recolhem aqui a maioria dos produtos que comercializam e é precisamente destas redes de que dependem as famílias americanas de rendimentos baixos e médios…

O livro foi escrito no decorrer do ano de 2005 e o cumprimento deste boicote levou as despesas familiares a subirem em flecha… Sapatos, só encontraram sapatos italianos, a preço de luxo… Brinquedos, apenasLegos dos quais os filhos do casal se enfastiaram depois de rapidamente e qualquer reparações menor, que envolvesse parafusos, pregos ou lâmpadas tornou-se extremamente difícil…

Pelas minhas bandas aplico também um boicote idêntico… Mas não tão radical… Basicamente em qualquer nova aquisição de qualquer produto ou serviço procuro sempre alternativas não-chinesas, se existirem (nem sempre existem estas opções tal tem tem sido a delapidação da nossa indústria) escolho opções com o tal falacioso, mas derradeiro, código de barras 560 (que indica supostamente a origem portuguesa do produto), depois, procuro opções lusófonas, europeias, e depois as restantes… Sim, comprar comigo é uma espécie de “Acto de Fé”, mas essencial porque acredito que podemos e devemos transformar cada acto das nossas vidas num acto de valor, com peso e finalidade simbólicas expressas… Como o caso…

A dependência de que dá conta o livro em sumária (muito!) análise revela uma perigosa dependência das economias globais frente a único fornecedor… Estratégicament é um erro… Quem duvida de que quando daqui a 5 ou 10 se alcançar o pico da produção petrlífera e o então maior consumidor mundial, a China, estiver a competir com o segundo, os EUA, pelos derradeiros campos de petróleo no Médio Oriente, esse clima de “Guerra Fria” com prováveis boicotes governamentalizados não vão afectar as economias que estarão então tão ou mais dependentes destas massivas importações do Oriente? E é isto que queremos do nosso mundo? Concentrar num ou dois países todas as produções de têxteis, calçados, plásticos, produtos industriais e tecnológicos, ficando depois totalmente dependentes destes países fabricantes enquanto engrossamos as hostes de Desempregados e agravamos para além do tolerável as nossas balanças comerciais?

Fonte: News.Yahoo

Categories: Economia, Política Internacional, Sociedade, Websites | 13 comentários

Como conseguem os ilusionistas… Serrar uma mulher ao meio?

Um dos truques mais velhos e ainda assim, impressionantes, do arsenal de qualquer ilusionista é a “serragem de uma mulher a meio” (por alguma razão, o número de “serragem de um homem a meio”, não parece ser muito popular).

De novo, recorremos à nossa fonte preferida nestes assuntos, o site do www.mallusionist.com para desvendar o mistério desta Ilusão… Existem centenas de variações do truque, que vão desde espantosas decapitações a cortes triplos e quadruplos com recurso a um extenso leque de instrumentos, desde a serra rotativa mais clássica até ao laser de David Copperfield. Mas todas elas assentam no mesmo princípio…
Segundo este, o ilusionista e a sua assistente apresentam-se à assistência colocando a dita dentro de uma caixa fechada, vertical ou horizontalmente disposta e com aberturas para a cabeça, pés e mãos. Com a assistente devidamente instalada dentro da caixa, o Ilusionista começa a sua operação de “corte” e quando esta termina, separa a caixa numa ou várias partes, expondo-as ao público… De seguida, torna a reunir o conjunto, e a assistente sai ilesa da caixa.

Ora, segundo o Mallusionist, existem dois processos para levar esta ilusão a bom termo, sem cumprir a nefasta necessidade de sacrificar uma assistente por cada espectáculo… Segundo o primeiro, o ilusionista recorre a duas assistentes, ambas com cerca de metade de uma mulher de estatura normal, colocando uma sobre os ombros da outra e ambas alojadas dentro de um único… vestido. O segundo método, muito mais convincente e utilizado, consiste no uso de uma assistente treinada nas artes do contorcionismo (já repararam como neste truque nunca chamam ninguém do público?…) e que com um conjunto muito convincente de pernas falsas, dotadas de animatrónica simula uma caixa cheia, mas que de facto, está apenas metade… cheia de assistente de ilusionista… Logo que a ginastica assistente é encerrada dentro da caixa, umas molas afastam o chão da metade inferior da caixa para o topo desta metade e a assistence aloja as suas pernas na metade que lhe resta, podendo de seguida, ser executado o truque com toda a segurança. Quando a caixa é novamente reunida nas suas duas metadas, a mola torna a descer, por força dos pés da assistente e trancada na base da sua metade da caixa.

Fonte: Mallusionist

Categories: Ilusionismo, Sociedade, Wikipedia | 17 comentários

O cidadão “Produtor-Consumidor” do Mundo Contemporâneo

A exaltação doentia e absoluta do egocentrismo, tornando o indivíduo no centro de tudo, e deixando-o como ponto focal absoluto e centro de gravidade esmagador que tudo procura absorver e em torno do qual tudo deve girar é o maior traço do actual processo da Globalização neoliberal que nos tentam impôr como “alternativa única”.

Deste egocentrismo decorre directamente uma obsessão individual e social para com a lógica produtivista-consumista, em que um indivíduo é tanto mais “útil” a uma Sociedade quanto maior Produtor-Consumidor fôr, e tanto mais será um elemento preverso, antisocial e “inútil” quando mais estiver excluído – por opção própria ou alheia – deste esquema de coisas. É devido a esta matriz de Verdade e a esta bitola de Certo-Errado que a Sociedade Globalizada actual encara as crianças ora como fonte de mão-de-obra barata e dócil (Índia e China), ora como uma mole de pequenos consumidores, fácil de seduzir e como um investimento de elevado retorno, dada a sua capacidade de sedução nas escolhas familiares, merçê da redução de crianças por casal (um único filho por casal é algo cada vez mais comum no Ocidente) e da existência de mecanismos de compensação por parte de pais que – obrigados por trabalhos desumanizantes – passam demasiado tempo sem as suas famílias e que depois se sentem psicologicamente incapazes de negar aos seus filhos a satisfação de todos os seus caprichos.

Esta centralização da dualidade Produtor-Consumidor explica também a situação actual dos Idosos nas sociedades globalizadas, tornados agora em fardos sociais, em pesos financeiros e não mais nos repositórios de Saber e Cultura das civilizações mais tradicionais… É sobre esta centralização que assenta também a des-socialização culposa que os grandes excluídos do Sistema Globalizante, por força das suas energias centrifúgas, os Desempregados de Longa Duração, padecem. Excluídos de um sistema obcecado com performances e desempenhos, os Desempregados são considerados a-produtivos e a-consumidores e embora as suas hostes não cessem de aumentar, devido a um sistema cada vez menos humanizado, mais ansioso de altas taxas de lucro e de eficiência, arriscam-se a comprometer a própria sobrevivência de um sistema que precisa desesperadamente de consumidores para fechar o seu ciclo (vicioso) de Produtor-Consumidor… É que sem o segundo aspecto, o primeiro não se pode cumprir e a crise de sobreprodução consequente poderá re-afundar o sacrossanto sistema financeiro e bolseiro-especulativo onde assentam os pilares-mestre de todo o edifício Globalista.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | Deixe um comentário

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