Monthly Archives: Julho 2007

A Petição contra levantamentos em Multibanco chega à Assembleia da República e desencadeia um Projecto Lei!

Embora não faltem descrentes quanto à utilidade DESTA petição a verdade é que a descrença – pelo menos neste caso concreto – não teve razões de ser… Diziam uns que uma petição online era inútil, porque não tinha cobertura legal; outros que era inútil enfrentar o poder imenso da Banca; outros que seria apenas mais uma petição… Mas de facto não foi assim. A Petição fez a diferença, ou melhor, fizeram-na todos os que a assinaram.

Em primeiro lugar, a petição em si alcançou uma dimensão inédita em Portugal. Mereceu alguns artigos na imprensa escrita, escassos tendo em conta a sua dimensão, mas cumprindo uma tradição que é a dos media convencionais parecerem virar sistematicamente as costas a tudo aquilo que ocorre fora dos meios tradicionais, impressos ou televisivos, e ignorando sobretudo tudo aquilo que não decorre da actividade de um membro da elite mediática que nos governa e que os próprios Media se encarregam de alimentar e municiar periodicamente…

Esta petição não é assim excepção. Se chegou ao espantoso número de 284 mil assinaturas tal deveu-se a mensagens de correio electrónico trocadas na Internet portuguesa, pessoa a pessoa, de amigos para amigos e de familiares para familiares, algumas – infelizmente – desvirtuando o texto original da petição e do apelo, mas ainda assim contribuindo para demonstrar que existe todo um mundo de poder participativo adormecido em Portugal que já não se revê nos Partidos para exprimir o seu descontentamento quanto a uma dada situação… Apesar disso, o Sistema ainda depende deles e neste contexto escrevo agora este texto… É que dos 284 mil subscritores houve um que enviou a petição para o grupo parlamentar do PCP e este… Não ignorou a mensagem e a 17 de Julho apresentou uma iniciativa legislativa (Projecto de Lei) “Proibir a introdução de comissões/taxas sobre levantamento de dinheiro em multibancos”. Paralelamente, entregou também um requerimento pedindo ao Governo esclarecimentos sobre estas mais recentes movimentações bancárias…

Eis o Projecto de Lei, conforme apresentado pelo PCP:

PROJECTO DE LEI Nº /X

PROÍBE A APLICAÇÃO DE TAXAS, COMISSÕES, CUSTOS, ENCARGOS OU DESPESAS ÀS OPERAÇÕES DE MULTIBANCO ATRAVÉS DE CARTÕES DE DÉBITO

Preâmbulo

O sector bancário tem sistematicamente tentado impor a aplicação de uma taxa cujo pagamento passasse a ser efectuado sempre que um utente de cartão de débito de pagamento automático efectuasse um movimento nas caixas ATM. Primeiro foi em 1994, quando um forte movimento de defesa dos consumidores denunciou e na prática inviabilizou tais intenções, depois foi em 2001, com idênticas reacções e resultados, agora surgem de novo os porta-vozes das administrações de algumas das maiores instituições bancárias com actividade em território nacional, de forma aparentemente concertada, a tentar impor o pagamento deste tipo de taxas.

Reclama-se de novo a cobrança de taxas pelas operações bancárias realizadas em caixas Multibanco com a utilização de cartões electrónicos de débito que actualmente estão apenas sujeitos ao pagamento da respectiva anuidade. Em declarações recentemente publicadas na imprensa, de forma explícita ou implícita, responsáveis do Banco Espírito Santo, do Santander Totta, do Banco Comercial Português e até da Caixa Geral de Depósitos, tentaram fundamentar a introdução desta nova comissão bancária com a obrigação de atribuir um custo a um serviço que é prestado ao portador de um cartão electrónico, justificando-a com a necessidade de garantir margens adequadas de rentabilidade à actividade bancária em Portugal.

Quanto aos resultados do sector financeiro os números falam por si e dispensam mesmo qualquer comentário suplementar que não seja a contradição evidente, atingindo foros de autêntico escândalo, entre as dificuldades que a generalidade dos portugueses vêm atravessando de forma crescente e os lucros fabulosos que o sector bancário continua a obter, mormente no ano de 2005. Só os quatro maiores bancos privados com actividade em Portugal atingiram lucros em 2005 que rondam os mil e setecentos milhões de euros (BCP, com 754 milhões de euros, mais 24% que em 2005, Santander Totta, com 340 milhões, mais 27% que no ano transacto, BES, com 281 milhões, mais 85% que em 2005 e BPI, com 251 milhões, mais 58% que no ano passado).

Torna-se assim evidente que não colhe o argumento da necessidade de garantir resultados para a banca como justificação para a imposição unilateral de uma taxa claramente lesiva dos interesses dos utilizadores dos sistemas de pagamento electrónico. Aliás, os portugueses já pagam elevadíssimas taxas e comissões pela generalidade dos restantes serviços bancários, atingindo em média perto de duzentos euros anuais per capita, valores quase absurdos e totalmente injustificados e que, eles sim, careceriam de normas que os regulassem e limitassem, mormente por parte de quem deveria ter a obrigação de o fazer, como é o caso do Governo e/ou da entidade supervisora, o Banco de Portugal. Recorde-se que as comissões bancárias subiram mais uma vez, e significativamente, na generalidade do sector bancário em 2005, depois de terem tido um crescimento acumulado de 46%, entre 1986 e 2004, representando 22,5% do Produto Bancário em 2004 face a 18,5% em 1998!

Estamos, pois, perante uma visível recuperação de anteriores ofensivas, com uma nova tentativa de criação de uma taxa (ou comissão) sobre as transacções comerciais efectuadas com o recurso ao cartão de débito, omitindo a óbvia vantagem que o sistema Multibanco oferece às empresas bancárias, pela clara diminuição que lhes proporciona nos gastos com o factor trabalho. Os defensores da aplicação desta nova taxa pretendem ainda ignorar que ela vem defraudar as legítimas expectativas dos consumidores, que foram atraídos e aliciados para a utilização massiva e sistemática deste sistema, cuja gratuitidade vigora até hoje e que agora é posta em causa.

Na firme convicção de que é necessário e urgente fazer face a esta tentativa de abuso de poder, arbitrário e concertado por parte do sector bancário, o Partido Comunista Português, retomando aliás idêntica iniciativa de Outubro de 2001, durante a VIII Legislatura, vem propor a proibição da cobrança de quaisquer quantias pelas instituições de crédito, a título de taxa ou de comissão, pela utilização de caixas automáticas, vulgo Multibanco.

Assumindo a defesa dos consumidores portugueses, utilizadores dos cartões de débito, perante nova tentativa de ataque aos seus direitos, os Deputados do Grupo Parlamentar do PCP, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, apresentam o seguinte projecto de lei:

Artigo 1.º

Âmbito de aplicação

A presente lei aplica-se às instituições de crédito com actividade em território nacional.

Artigo 2.º

Definições

Para efeitos do disposto na presente lei, entende-se por :

a) Instituições de crédito – as determinadas no Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de Dezembro e sucessivamente alterado pelos Decretos Lei 246/95, de 14 de Setembro, 232/96, de 5 de Dezembro, 222/99, de 22 de Junho, 250/2000, de 13 de Outubro, 285/2001, de 3 de Novembro e 201/2002, de 26 de Outubro;

b) Cartão de débito – instrumento de movimentação ou transferência electrónica de fundos, por recurso a terminais automáticos de pagamento ou levantamento instalados nas instituições de crédito, estabelecimentos comerciais e locais públicos;

c) Titular- pessoa singular ou colectiva que outorgou o contrato de depósito e em consequência recebeu o cartão de débito para movimentos na conta.

Artigo 3.º

Proibição

É proibida a cobrança por Instituição de Crédito ou entidade interbancária de taxas, comissões, custas, encargos ou despesas, das operações de multibanco efectuadas pelo titulares de cartão de débito.

Artigo 4.º

Reposição de verbas

A violação do disposto no artigo anterior obriga à reposição imediata do montante indevidamente cobrado mediante o depósito na conta à ordem do titular.

Artigo 5.º

Fiscalização

Compete ao Banco de Portugal a fiscalização do cumprimento do disposto no presente diploma.

Artigo 6.º

Entrada em vigor

A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

Assembleia da República, 3 de Março de 2006
Os Deputados do PCP

Sendo este o Requerimento apresentado na mesma data, sobre o mesmo assunto, onde surge explicitamente o link da petição (http://www.petitiononline.com/bancatms/), algo que efectivamente a vai inserir nos anais da Assembleia e… Demonstrar que quem a assinou não perdeu o seu tempo! Especialmente se agora não aparecer o grupo parlamentar do PS a bloquear este Projecto Lei, ou melhor, o nosso Projecto Lei já que ele pertence a cada um dos que assinou e assinarão esta petição! Fiquemos atentos!

Requerimento (19-07-2007)

Assunto: Introdução de taxas/comissões sobre operações de multibanco
Apresentado por: Deputado Honório Novo (PCP)

Exmo. Senhor

Presidente da Assembleia da República

Nas últimas semanas voltaram a surgir notícias sobre a forte possibilidade da generalidade do sector bancário – ou, pelo menos, de algumas das instituições bancárias a operar em Portugal – poderem a curto prazo introduzir a cobrança de taxas por cada operação de levantamento de dinheiro em ATM, isto é, em caixas de Multibanco.

Numa altura em que se sabe que os lucros da banca portuguesa cresceram quase 34% no ano de 2006 – traduzindo resultados líquidos rondando os 2,3 mil milhões de euros para as 39 instituições bancárias a operar em Portugal, bem mais que os 1,7 mil milhões obtidos em 2005 – espanta mais uma tentativa deste sector para continuar a fazer disparar lucros mesmo que isso signifique um novo agravamento de custos para os utentes.

Este agravamento pode aparecer depois de anos a incentivar o uso da máquinas ATM, sempre a acenar e a motivar os utentes com a gratuitidade do serviço, e, simultaneamente, acompanhado de enormes operações de redução de trabalhadores motivadas pela não necessidade de atendimento pessoal dos clientes.

É público que o Grupo Parlamentar do PCP apresentou já um Projecto de Lei que proíbe a introdução destas taxas – PJL nº 216/X(1ª). É também público que circula entre utentes dos serviços ATM uma petição aberta à subscrição de utentes (www.petitiononline.com/bancatms).

Neste contexto assume carácter urgente conhecer a posição do Governo perante a possibilidade da banca (ou de alguns bancos) poderem introduzir taxas por operações de levantamento de dinheiro em máquinas ATM. Razão pela qual, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, se solicita ao Governo que, por intermédio do Ministério das Finanças e da Administração Pública e do Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, sejam prestadas as seguintes informações:

1. Tem o Governo conhecimento da recentemente renovada intenção do Sector Bancário (ou, pelo menos, de alguns bancos) poderem introduzir taxas pela operação de levantamento de dinheiro em máquinas ATM?

2. Em caso afirmativo que enquadramento legal pode usar a Banca para proceder dessa forma?

3. E o que pensa o Governo fazer para impedir a criação deste tipo de taxas que ferem de forma flagrante os interesses de consumidores e as expectativas ao longo de anos criadas junto dos utilizadores?

O Deputado
(Honório Novo)

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QuidSZ S1-12: Que carro é este?

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Dificuldade: 4

Categories: QuidSZ S1 | 14 comentários

Hoax: O “meteorito” com caracteres encontrado perto de Tunguska

Segundo ESTA notícia do Pravda.ru, em Krasnoyarsk, na Sibéria (Federação Russa) teria sido encontrado um meteorito com… “caracteres antigos e incompreensíveis”… Tratar-se de uma rocha de quartzo designada como “Tungus” e segundo os “investigadores” que o teriam analisado, estes caracteres teriam sido gravados na superfície do meteorito com o recurso a reacções químicas.

O meteorito teria sido encontrado nos arredores do rio Podkamennaya, na Sibéria em 2006 tendo sido estudado durante meio ano em Krasnoyarsk e Moscovo por um tal de “Fundo do Fenómeno Cósmico de Tunguska“, revelando este, segundo o seu presidente Yuri Lavbin que o quartzo do meteorito teria uma “concentração de substâncias cósmicas que não existe em lado nenhum no planeta Terra“, mas sem conceder mais detalhes…

O artigo do Pravda.ru acrescenta a lacónica frase de que “os cientistas dos EUA, da Grã-Bretanha, da França, da Alemanha já interessaram pelo meteorito” e que teriam pedido a entrega do meteorito para a poderem investigar eles próprios, um pedido negado por Yuri Lavbin.

Bem… O primeiro aspecto suspeito desta história vem do facto dela surgir no Pravda.ru, fonte segura (in-segura, de facto) de muita patacoada e de notícias e hoaxes de pés de barro… Em segundo lugar, o facto do “Tungus” (nome criterioso…) estar a ser estudado precisamente por um “Fundo do Fenómeno Cósmico de Tunguska”, levanta logo a questão de colocar em dúvida se qualquer investigação conduzida por este não está ferida de parcialidade… Em terceiro lugar, um dos princípios da Ciência honesta é ceder os resultados das nossas experiências e os objectos das mesmas à comunidade para que esta possa confirmar ela própria as nossas conclusões… Esta “possessividade” expressa pelo fundo lança muitas suspeitas sobre a credibilidade destes resultados e sobre a boa fé destes “investigadores”, admitamos…

Por outro lado… Por ESTA notícia – publicada em 31 de Julho de 2004 – sabemos que este Yuri Labvin teria “supervisionado” uma expedição à região de Tunguska em busca de provas sobre a… origem alienígena do meteorito de Tunguska. O objectivo confesso desta expedição “científica” era de recolher provas de que os acontecimento de 30 de Junho de 1908, quando um grande meteorito ou cometa (na versão oficial) caiu sobre a tundra e destruiu perto de 80 milhões de árvores numa explosão estimada em 20 megatoneladas de TNT (mil vezes mais forte que a boma de Hiroshima)… A explosão foi tão violenta que ainda hoje, cem anos volvidos, a devastação local ainda pode ser vista hoje (clicar AQUI, para ver a fotografia de satélite do Google Maps). O objectido específico da expedição era o de recolher provas de que aquilo que atingira Tunguska em 1908 fora uma nave espacial e não um meteorito de qualquer tipo, admitia Labvin, que já então aparecia como estando a organizar um “fundo público destinado a estudar o fenómeno cósmico de Tunguska”.

A expedição de 2004 era composta por 14 elementos liderados por Labvin e transportaria vários detectores de metal e outros equipamentos não especificados, mas designados como “inovadores” para procurar vestígios do OVNI de Tunguska numa região a cerca de 500 Km onde se supõe que teria caído o meteorito. Segundo o então “supervisor” da expedição, esta região estaria recheada de vestígios metálicos, restos do dito OVNI.


(http://www.viafanzine.jor.br)
Mas a desinformação sobre esta “notícia” é intensa… Noutras fontes aparece a referência a uma tal “Fundação Estatal Siberiana Fenómeno Espacial de Tunguska” como sendo a organização que patrocinou esta expedição… Ora esta “Fundação Estatal” não é nem, Fundação, nem Estatal… Será no máximo “Siberiana” já que se fala de facto do supracitado “Fundo do Fenómeno Cósmico de Tunguska”, o que pode explicar a transformação “Fundo” -> “Fundação”…

A expedição de Labvin entretanto afirmou ter encontrado várias crateras de impacto de até 500 metros de profundidade:


(http://www.viafanzine.jor.br)

A expedição afirmou também ter descoberto junto a estas crateras uma das ditas “pedras-rena” (ver AQUI) que se diz que teriam sido encontradas nos arredores da cratera de impacto, mas sobre as quais não encontrei nenhuma referência bibliográfica ou na Internet… Será que se referem ao “meteorito de quartzo” que teria as inscrições? Mas se sim, como parece já que é a única pedra reportadamente colhida no local, porque não foi logo referida a evidência desta ter inscrições? E 50 quilogramas para um meteorito é um peso extraordinário… E porque não fala agora Labvin das “duas barras de metal desconhecido” que apresentou em 1998 em Krasnoyarsk que teria encontrado noutra expedição a um certo povoado de Vanavara (em 1908 um posto comercial onde foi avistado o impacto), a 65 Km do ponto de impacto?

Ou seja…. De novo, estamos muito provavelmente perante um embuste encenado para recolher fundos financeiros e cativar a fama e a atenção dos Media…

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Categories: Hoaxes e Mitos Urbanos, Justiça, Mitos e Mistérios, OVNIs, Referendo da IVG | 6 comentários

O RS-24, o novo míssil estratégico russo. Uma resposta directa ao “Escudo Anti-Míssil” dos EUA?

(Teste do novo míssil estratégico russo RS-24 in http://www.missilethreat.com)

A Rússia está a testar novos mísseis balísticos que – segundo responsáveis governamentais russos – conseguem penetrar qualquer sistema defensivo, incluindo o polémico “Escudo Anti-Míssil” que os EUA querem montar na Europa Oriental e contra o qual a Rússia tem emitido os mais veementes protestos.

O novo míssil é um MIRV, isto é, um míssil capaz de transportar várias ogivas independentes. O teste demonstrou a capacidade do novo míssil de chegar mais longe do que qualquer outro míssil actualmente no inventário russo. Esta proclamação bombástica é bem característica do espírito russo… E do seu engenho, já que se sabe que os russos estão mais adiantados em tecnologia de foguetes do que qualquer outra potencia no mundo e portanto, podem bem ser capazes de fabricar um míssil mais rápido e com mais alcance do que qualquer outro. Mas a notícia, seja ela um golpe de Marketing ou não, ocorre num contexto muito preciso, no contexto em que os EUA se prepararam para instalar na Europa Oriental um sistema anti-míssil supostamente apontado para a Coreia do Norte, mas que todos sabem ter como objectivo primário reduzir a capacidade russa de resposta balística… É que a Coreia está muito longe da Europa Oriental e actualmente não tem mísseis com alcance suficiente… (ver AQUI) ao contrário da Rússia.

A instalação de sistema de defesa anti-míssil na Polónia e na República checa irrita os russos praticamente desde o primeiro dia em que foi anunciada. Por um lado porque são dois antigos membros do Pacto de Varsóvia, e logo, estas escolhas lembram à Rússia a sua perda de influência na Europa de Leste, por outro lado, são uma demonstração clara de que os EUA encaram a Rússia de hoje mais como uma ameaça do que como uma Aliada, o que é um erro estratégico profundo, já que a Rússia pertence à mesma matriz da civilização Ocidental e pela sua posição geográfica, pela abundância dos seus recursos naturais e pela extensão imensa das suas fronteiras é aliás precisamente a primeira barreira contra o expansionismo chinês que não se vai deter na sua colónia tibetana e mais cedo ou mais tarde vai procurar expandir essa influência pela via armada à Ásia Central, encontrando aí, inevitávelmente… A Rússia. Nesse momento, o Ocidente (tido aqui na sua expressão mais lata que engloba as três Américas, a Europa, a Euroásia e uma parte significativa de África) deverá saber-se aliar-se ao seu aliado natural que é a Índia (eterno rival da China, e logo, potencial aliado do Ocidente) e colocar-se ao lado da Rússia quando esta precisar.

É neste contexto que se insere o desenvolvimento do novo ICBM russo, o RS-24 que foi testado na base russa de testes de Plesetsk e que atingiu o alvo a mais de seis mil quilómetros de distância na Peninsula russa de Kamchatka, no Extremo Oriente russo. O RS-24 foi concebido como o sucessor da extensa, mas muito envelhecida frota de ICBMs russos RS-18 e RS-20 e tem as características que – pelo menos teoricamente – lhe permitem vencer qualquer sistema de defesa balística através da sua velocidade e é um desenvolvimento directo a partir do Topol-M (SS-27) que está a ser entregue às forças estratégicas russas desde 1997. Os russos estão também a desenvolver um novo lançador móvel com a designação “Iskander-M” que deverá entrar em serviço em 2015.

Parece evidente que este esforço renovado da Rússia para actualizar o seu arsenal nuclear estratégico se insere no sentimento de “cerco” provocado pela programa do “Escudo Anti-Míssil” que pretende instalar em torno da Rússia (Polónia e República Checa) os postos avançados de um sistema que pretende anular ameaças vindas da… Coreia do Norte e do Irão…

Fonte: Military.com

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Pequim 2008: empresa chinesa admite ter usado trabalho infantil para cumprir contratos para os Jogos Olímpicos

Confirmando aquilo que já se sabia das condutas habituais da generalidade dos empresários chineses, uma empresa chinesa de nome “Lekit Stationary” foi obrigada a admitir que para cumprir contratos para a fabricação de produtos para os Jogos Olímpicos de Pequim “contratou” crianças de uma escola primária da região de Guangdong, não muito longe da antiga cidade portuguesa de Macau. A Lekit não é a unica empresa chinesa ligada ao merchandising dos Jogos Olímpicos que se suspeita recorrer massivamente a trabalho infantil, fazendo parte de uma lista de outras empresas revelada pela organização “Playfair 2008“, um consórcio de ONGs e sindicatos que conseguiu colocar em acção as habitualmente tolerantes ou coniventes autoridades chinesas fazendo parar com este caso pontual… Aparentemente, a Lekit tinha subcontratado uma outra empresa, de nome Leter Stationary a qual pagar a aluno de uma escola local para empacotar e concluir as encomendas, em troca de um pagamento de 1,95 euros diários.

Este caso é evidentemente apenas a ponta de um iceberg que está na directa raíz do actual momento de “prosperidade” chinês, um fenómeno conjuntural e assente em pilares muito frágeis… É que uma Economia que faz assentar a sua prosperidade actual nas baixas condições de trabalho, em salários muito baixos, em sobrecargas horárias e no uso massivo de trabalho infantil, está a hipotecer o seu próprio futuro, como aliás demonstrou bem o exemplo português, que durante as décadas de 70 e 80 fez assentar precisamente neste trio infernal de pilares uma “revolução industrial têxtil” cuja fragilidade são hoje bem evidentes…

Fonte: Público

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Agora podiam eram ter uma garagenzita

“Já lá fui umas dez vezes para as ver. Agora podiam eram ter uma garagenzita.”

Afirma um homem de etnia cigana à SIC, hoje, a propósito da entrega a um grupo de famílias ciganas de habitações sociais de qualidade acima da média. Ora este senhor não parece ter nem bom senso, nem a inteligência suficiente para perceber que se tem algo para colocar na garagem é porque não lhe devia estar a ser entregue uma habitação social. Que tipo de selecção foi feita aqui em Pombal para seleccionar os beneficiados? Não foram tidos critérios de riqueza aparente? Se calhar deviam ter sido… Já morei frente a um bairro social, em Mem Martins, e confesso que sempre me indignaram essas exposições públicas de riqueza como aquelas carrinhas Mercedes Vito à porta de certas casas habitadas por senhores como… este aqui de Pombal.

Quanto ao facto de ser um bairro exclusivamente cigano… É errado, contraria a tradição de integração portuguesa, contribui para o sentimento de desintregração e de marginalidade social sentida por essa comunidade (de que este imbecil de bigo não é óbviamente representativo) e para a própria ghetização da comunidade. É um erro, conveniente e racista, mas cómodo porque a auttarquia preferiu evitar a conflitualidade de eventuais vizinhos a ter tomado a medida mais certa… Não criar um Ghetto. Ainda que de luxo, mas sem Garagens.

Fonte: TSF e SIC

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Sobre a retirada da Rússia do Tratado sobre Forças Armadas Convencionais na Europa de 1990 (FACE)


(MBTs T-84 in http://armor.kiev.ua

A retirada da Rússia do Tratado sobre Forças Armadas Convencionais na Europa de 1990 (FACE) é uma resposta evidente ao programa do escudo anti-mísseis dos EUA, mas também mais um sinal de que a Rússia de Putin já não é a Rússia dominada pelas mafias e militar e economicamente enfraquecida de Ieltsin… Mais do que um protesto contra o programa anti-mísseis ou que um regresso à “Guerra Fria”, a retirada é uma expressão da vontade russa de reassumir o seu estatuto de “grande potencia” ao lado das demais, propulsada agora pelos petrodoláres e por um presidencialismo cada vez mais autoritário e autista…

É certo que depois da assinatura do FACE foram retirados ao serviços mais de 60 mil tanques, blindados, peças de artiharia e aviões de combate, mas a maioria foi-o não porque a sua retirada seguia a letra do tratado, mas apenas porque alcançou o limite da sua obsolescência, o que é especialmente verdade em relação ao equipamento russo… E outra boa parte, deveu-se à retirada da Alemanha da maioria das divisões que os EUA ali mantinham desde o fim da Segunda Grande Guerra…

Por fim, eis os números actuais das forças militares russas:

395,000 soldados de infantaria

1,233 aviões de combate

23,381 carros de combate

489 mísseis baseados em terra

12 mísseis lançados por submarinos

57 submarinos

62 navios de guerra

Embora estes números ainda incluam algum material obsoleto e em armazém e dificilmente colocado em estado operacional (algo que é especialmente verdadeiro no caso dos 1233 aviões de combate, muitos dos quais são MiG-23 e MiG-27), a verdade é que a frota russa é hoje claramente superior à frota britânica, quase de dois para um, enquanto que na Guerra Fria esta lhe foi sempre claramente superior, com excepção no ramo estratégico e submarino… Estes números russos, são contudo, muito menores do que os absolutos se tivermos em consideração a imensa extensão geográfica que a Rússia tem que defender, desde Kaliningrado, o enclave balcânico, ao Mar Negro, ao turbulento Caucaso, à fronteira comum (e problemática) com o gigante chinês, ao extremo oriente com regiões autónomas onde o islamismo radical é uma força crescente… Estas regiões, mais a sempre rebelde chechénia absorvem uma fracção muito importante destas forças militares… Mas apesar desta extensão geográfica e da existência de tantos conflitos latentes, a Rússia é ainda hoje uma das grandes potencias militares do mundo e é normal e compreensível que se retire de um tratado que lhe era desfavorável e que foi assinado num momento em que se encontrava em especial fraqueza e liderada por um presidente bêbado e incapaz de ombrear com os grandes da Europa e tido frequentemente como demasiado dócil na própria Rússia…

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

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Esta civilização que “trabalha em vez de contemplar”

O professor Agostinho da Silva localizava nas civilizações pré-indoeuropeias da bacia do Mediterrâneo, a matriz cultural ainda hoje bem viva nos povos latinos do Sul que possibilitava a estes “homens morenos ou peles-vermelhas” uma atitude perante a Natureza perfeitamente distante daquela experimentada pelos povos “solares” de “faces pálidas e cabeleiras louras” que invadiram o Sul a partir das escuras e frias florestas do Norte, trazendo a morte e a destruição de sistemas mais naturalísticos como a religião pagã greco-romana e impondo uma religião que ainda que fosse inicialmente tão naturalística como a greco-romana já trazia os gérmens para uma religião solar e masculina que haveria de vencer e esmagar até à aniquilação as religiões naturalísticas e “femininas” das deusas-mãe bem toleradas e absorvidas pela religião oficial do império romano. Como escreveria Agostinho: “a homens instalados no mundo como uma realidade, e pouco preocupados com organização, acção, política, talvez moral, talvez saber, desceu a invasão dos que iriam criar teologia, filosofia e bancos, universidades e ascensores, ideias gerais e carteiras de identidade, eficiência e responsabilidade, o governo, e seu espanhol contra, o bravo espanhol que nunca se rendeu e considera toda essa civilização como o máximo de selvajaria, e é, mas desaparecerá”.

Seria esta civilização, que “trabalha em lugar de contemplar” que haveria de colapsar sendo substituída por um “Império do Espírito Santo”, mais humano e menos exigente em relação à Natureza. E contudo, o pensador luso-brasileiro não rejeita os benefícios materiais desta civilização… Mas em lugar de os considerar centrais, ou como meios e fins de toda a vida e acção humanas, julga que o tecnicismo vigente poderia servir para suprir a “Fome” que levou à Queda da Natureza do Homem primitivo e conceder-lhe os tempos de lazer e a “barriga farta” essenciais para recriar o “homem conversador” de antanho… Mas hoje, perante a multiplicação do poder das máquinas e das suas capacidades, embora assistamos a uma vida de lazer efectiva por parte de alguns segmentos muito limitados da população mundial, a esmagadora desta continua alheia a estes benefícios… As vantagens do maquinismo são usadas para aumentar ainda mais os níveis de consumo e de satisfação material de muito poucos, e cada vez são explorados de forma sub-humana em nome desses “accionistas invisiveis” e de multimilionários cada vez mais ricos, poderosos e influentes, merçê dos Media que se esforçam por controlar e silenciar, um por um… O Homem afasta-se assim do “paraíso terreal”, sempre possível e profetizado desde há muito, criando uma religião materialística e antropocêntrica que acabará por devorar o mundo, e nele, o próprio Homem.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | 9 comentários

Um Senador do Utah proclama: “Destroy computers”

Um senador republicano do Utah e membro da comissão do Senado para os Direitos de Copyright declarou-se recentemente a favor de uma ordem judicial que permitisse aos fabricantes de software instalarem rotinas nos seus programas que destruíssem (“destroy computers”) os computadores onde estes fabricantes detectassem cópias ilegais dos seus produtos… Ou seja, se algures um erro de software ocorresse (eles não acontecem, pois não?…) o computador pessoal ou empresarial perderia todos os seus dados, mesmo aqueles que nada tinham a ver com a execução do dito software… E alguém acedesse remotamente ou directamente à máquina e instalasse um desses programas… Zás, seria inaugurada uma nova forma de ciberterrorismo, desta feita patrocinada pelas multinacionais da informática…

Curiosamente, pouco depois, soube-se que o site deste senador republicano tinha sido construído usando uma versão demo e não licenciada de um software de construção de menus HTML… Por isso, zás, devia ser eliminado e removido do ar. Mantendo-se a coerência do dito senador, claro…

Categories: Ciência e Tecnologia, Defesa Nacional, Informática | 2 comentários

Sobre as execuções por apedrejamento no Irão

O Irão de Mahmud Ahmadineyad endurece a sua política interna de combate aos direitos humanos mais básicos, cede aos seus fundamentalistas e integristas mais perigosos e executa pela forma de execução mais vil e bárbara um dos seus cidadãos: por apedrejamento.

A execução ocorreu a 5 de Julho de 2007 numa pequena localidade a oeste de Teerão e “castigou” o crime de… adultério. Ao que parece, há cerca de 11 anos Jafar Kiani teria cometido o dito “crime” com Mokarrameh Ebrahimi, também casada e encarcerada com os seus dois filhos menores e aguardando também ela idêntica forma de execução… Este não é primeiro caso reportado, seguindo-se a um outro idêntico ocorrido em 2006 que teve também ele trágicas consequências, já que os dois adulteros foram apedrejados até à morte…

Estas cedências à Sharia mais literal e ortodoxa decorrem num momento em que Ahmadineyad vê escorrer o seu poder interno, com a grande derrota sofrida nas últimas eleições municipais e no contexto de um acentuamento da repressão política contra opositores e contestatários, através da instauração de uma “campanha de moralidade” que procura determinar a forma de vestir dos iranianos ou de pentear-se e com uma política de repressão generalizada aos jornais e meios de informação com o envio às redacções de uma lista detalhada dos temas que não devem abordar nas suas publicações…

E assim vai o Irão, de permeio com uma crise enérgetica grave provocada pela falta de refinarias (paradoxal num dos maiores produtores de crude do Médio Oriente), pelas sanções económicas devido ao seu programa nuclear e por um isolamento internacional crescente provocado por decisões e políticas como esta que aqui abordamos… Em vez de aliviar o pendor fundamentalista e radical do seu regime, sob pressão, e em risco de perder as legislativas de 2008 e as presidenciais de 2009, Ahmadineyad endurece o seu regime e “talibaniza-o”, para prejuízo da sua própria população e da estabilidade do Médio Oriente.

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

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DEPOIS da morte de seis militares seus no Líbano, a Espanha decide instalar em todos os seus veículos em missões no estrangeiro, sistemas anti-minas

Depois da morte de seis militares espanhóis no Líbano aquando da explosão de uma bomba que destruiu o veículo blindado BMR em que seguiam, o chefe de estado maior espanhol, o general Félix Roldán afirmou que seriam instalados sistemas anti-minas em todos os veículos em missões no exterior… Recusando comentar se a sua presença poderia ter evitado as mortes dos militares, mas reconhecendo implicitamente que… sim, ou então não seria necessário instalar estes sistemas…

O PP espanhol criticou na altura a decisão de enviar BMR para o Líbano, afirmando que teria sido preferível enviar carros de combate, mas de facto, no cenário libanês estes não seriam particularmente úteis em missões de patrulha e reconhecimento como aquelas que são cumpridas pelo contingente espanhol, e isso é certo, mas a sua existência teria um inegável efeito disuasor e a sua existência na cabeça de todas as colunas poderia salvar os veículos seguintes (BMR ou outros) ao absorver o grosso do impacto da minas ou do explosivo improvisado… E é neste tipo de questões que se vê como em questões de competência e antevisão os espanhóis são essencialmente iguais a nós… Alguém acredita que os Chaimites e jipes que temos espalhado pelo mundo em missões de paz têm todos equipamentos anti-minas? Hum?…

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

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Sobre a misteriosa explosão de notas de 500 Euros em Espanha…

Num curioso pequeno artigo, o jornal espanhol “El Pais” de 15 de Junho de 2007 constatou que a totalidade da massa monetária em circulação dobrou em Espanha nos últimos cinco anos… A inflação não acompanhou esta expansão que corresponde a 9% do PIB espanhol (a média europeia é de 7%) e levanta apenas uma explicação possível: a expansão explosiva da “economia subterrânea” espanhola.

De facto, se a dimensão da economia paralela era de 19% do PIB em 2002, hoje, esse valor será muito mais elevado… E ligado à presença em Espanha de 12 milhões de notas de 500 Euros, 26% do total emitidos em toda a Europa! Estas notas – cuja própria existência foi inicialmente muito polémica – e sobretudo a sua multiplicação ou concentração num dado país, indica uma estranha e grave disfuncionalidade económica espanhola que só pode estar ligada ao grande motor do boom económico espanhol: a Bolha Imobiliária. Durante muito tempo os preços do sector explodiram em Espanha, e agora estão estagnados, temendo muito o rebentar desta bolha… Lucrando neste processo estiveram os mesmos agentes económicos que propulsaram uma bolha idêntica, mas menor, em Portugal: promotores imobiliários, construtores, donos de terrenos, agências imobiliárias e autarquias, mas também, e de permeio muito branqueamento de dinheiro do narcotráfego e de mafias de várias origens.

A acção perniciosa destes agentes foi facilitada em Espanha pela inexistência de uma política de investigação dedicada ao crime de colarinho branco e à cumplicidade de muitos milhares de advogados e notários espanhóis que transformaram cidades como Marbella e Madrid em verdadeiros paraísos fiscais pela criação de milhares “empresas opacas”, fictícias, e funcionando apenas como formas de “lavagem de dinheiro”.

E em Portugal?… Seremos assim tão diferentes?… Ou…

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

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QuidSZ S1-11: A que país pertence esta bandeira?

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Dificuldade: 2

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QuidSZ S1-12: Quem é o homem por detrás deste projecto?

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Dificuldade: 2

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Sobre o aumento dos fluxos migratórios da Bulgária e Roménia para a Europa ocidental

Embora na altura da adesão à União Europeia, os dirigentes búlgaros e romenos se tivessem multiplicado em declarações assegurando que não havia uma “marcha para Oeste” dos seus cidadãos, efectivamente, não é isso que está a acontecer… Ao Reino Unido, somente, afluem 70 mil búlgaros e romenos por mês (Junho de 2007)… Um número que ultrapassa em muito os 30 mil visitantes registados em Junho de 2006. Destes, uma parte serão verdadeiros turistas, mas a maioria está a procurar trabalho no Reino Unido e nos demais países europeus do Ocidente, e sinal disso mesmo é o facto de uma das ocupações profissionais mais comuns nestes visitantes ser a de… “profissional circense”.

Os cidadãos dos países europeus e de outras origens não devem ter que procurar no exterior emprego ou alternativas para uma vida melhor… Idealmente deveriam ser criados mecanismos para lhes propiciar no local as devidas condições para viverem dignamente. A abertura de fronteiras implícita à adesão destes países – ainda que com limitações – vai desviar para fora da Roménia e da Búlgaria alguns dos seus mais dinâmicos elementos e parte significativa da juventude que ainda resta, removendo condições para promover o desenvolvimento local… É claro que a envelhecida Europa precisa de emigração para compensar a sua estagnação demográfica, e estes influxos migratórios são necessários e devem ser estimulados, mas o facto de existirem com esta dimensão implica o falhanço do modelo de desenvolvimento seguido nos seus países de origem, especialmente na Roménia, país que aderiu de forma tão cega e obediente aos dogmas neoliberais e que continua a não conseguir cativar a sua população apesar de indicadores macro-económicos supostamente animadores.

Fonte: Daily Express, 12 de Julho de 2007

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Ainda sobre a situação no Darfur, a cumplicidade chinesa e a fuga das ONGs…

Apesar de começarem a surgir alguns sinais positivos da aparição de uma nova vontade por parte do genocida governo sudanês para resolver o conflito no Darfur, provavelmente “ordenada” pela China, seu expresso e público único apoiante internacional e que o tem isentado no Conselho de Segurança da ONU da maioria das acções que lhe poderiam anular os seus propósitos genocidas, o certo é que a situação no Darfur não dá sinais de melhoramentos, pelo menos, não localmente… As ONGs que prestam o grosso do apoio humanitário às suas populações estão a retirar em massa dos campos de refugiados, como resposta ao aumento de 150% dos ataques contra o seu pessoal, ao furto de mais de 50 veículos e ao rapto de perto de 130 cooperantes… Sem estas ONG, os 2/3 dos 6 milhões de habitantes do Darfur que dependem da ajuda alimentar internacional não poderão sobreviver e assim se cumprirão os projectos sudaneses e islamitas de genocídio e esvaziamento populacional desta região de forma a deixar as reservas de ouro, urânio, água (uma das maiores reservas de água subterrênea de todo o continente) e, sobretudo de petróleo para as mãos do governo e dos seus “aliados” chineses… Como efeito, estima-se que no Darfur existam reservas suficientes para fazer dobrar a produção sudanesa de crude (500 mil barris diários) e daí o apetite chinês, os seus fornecimentos de armas e munições e a multiplicação de poços de companhias chinesas que ocorre um pouco por todo aquele que é hoje o maior país africano.

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

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QuidsSZ S1-10: Que templo romano é este?

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Dificuldade: 4

Atenção: Os QuidSZ também andam por AQUI !

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A “União Mediterrânea” de Nicolas Sarkozy

Numa das suas primeiras declarações públicas, depois da sua eleição para a presidência francesa, Nicolas Sarkozy anunciou sua intenção de lançar os alicerces para uma União Mediterrânea, decalcada a partir do modelo da União Europeia, mas que agruparia os estados do Mar Mediterrâneo, europeus, asiáticos e africanos… O modelo tem a vantagem de devolver a Turquia “à Europa” e seria erguido em torno de duas novas instituições: um “Conselho do Mediterrâneo” e um “Banco do Mediterrâneo”. Sarkozy advoga para a UM um modelo de desenvolvimento comum, uma política de imigração e trabalho comuns, um espaço judicial comum para combater um dos flagelos da região que é a corrupção endémica, o crime organizado e o terrorismo internacional.

O modelo é interessante, já que alguns países do Mediterrâneo têm mais traços culturais e económicos do que alguns dos que compõem actualmente a União Europeia… E a UM teria suficientes “países ricos” (Espanha, França e Itália) no seu seio para poder alimentar transferências financeiras suficientes para promover o desenvolvimento dos países do Médio Oriente e do Norte de África e assim, atacar na fonte, as origens das correntes migratórias que ameaçam esvaziar estas regiões dos seus jovens e sobrecarregar os tecidos socio-económicos europeus… O estabelecimento de uma política comum de Defesa e de Justiça apresentaria também muitas vantagens, permitindo retirar argumentos e coordenar esforços na luta contra o fundamentalismo islâmico, particularmente perigoso no Marrocos, Argélia e na Turquia… E o renovado sentimento de união e comunhão comunitária poderia adormecer esse monstro do racismo que está sempre pronto a despertar entre os povos vizinhos…

É claro que não podemos descartar aqui alguma ânsia de protagonismo francesa e um desejo de regresso ao perdido estatuto de “grande potencia” gaulês… Dos países do Mediterrâneo, a França é o mais forte, sob todos os aspectos, desde o económico ao militar, e as características económicas de países como a Argélia e a Líbia (petróleo e gás natural) ou como a Turquia (indústria de mão-de-obra extensiva e barata) complementariam as ofertas industriais e de serviços francesas… E sobretudo, a fundação de uma União Mediterrânea poderia aplacar os desejos e as frustações turcas de adesão a uma U.E. que Sarkozy já disse não desejar… De facto, a negação da entrada turca pode ser o factor motivacional desta União Mediterrânea…

Ainda que possa estar a surgir de alguns pressupostos errados, a ideia é meritória e desejamos-lhe um bom futuro, já que é conforme aos nossos próprios projectos de re-união dos povos de cultura e língua românicas e latinas e que pode constituir um novo foco de desenvolvimento e de travão para os fundamentalismos que ameaçam engolir todo o mundo muçulmano.

Fonte: El Pais; 15 de Julho de 2007

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Sociedade | 9 comentários

Sobre o colapso da Fatah na Faixa de Gaza

A avassaladora marcha dos Hamas pela Faixa de Gaza espantou todos os analistas internacionais, que não esperavam que as forças da Fatah fossem tão débeis ao ponto de serem incapazes de travar este avanço e de impedir a aparição de duas entidades palestinianas, uma em Gaza, a outra na Cisjordânia… Ora esta marcha triunfal deveu-se à disciplina e organização das milícias do movimento fundamentalista, mas também, e sobretudo à deserção da maioria dos líderes militares da Fatah como Mohammed Dahlan, Rachid Abou Shabak e Samir Masharawi para a Cisjordânia e para o Egipto. A autorização israelita de passagem de armas e munições através do território israelita da Cisjordânia para Gaza não foi suficiente porque as forças da Fatah foram decapitadas pela cobardia dos seus líderes… Bem à altura de um governo corrupto e inepto que conseguiu malbaratar a esperança e todos os auxílios internacionais recebidos nos últimos anos pela Autoridade Palestiniana… E a própria ascensão ao poder do Hamas, e a sua inegável – mas desconfortável – vitória eleitoral indica o grau de cansaço da população palestiniana quanto a uma Fatah demasiado desgastada por anos de inépcia e expectativas frustadas.


Fonte:

Le Monde Diplomatique; Julho de 2007; edição francesa.

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QuidSZ S1-9: Que projecto aeronáutico é este?

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Dificuldade: 4

Havendo também outro QuidSZ activo por… AQUI !

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MOC2277C (070-291) “Implementing, Managing and Maintaining a Microsoft Windows Server 2003 Network Infrastructure: Network Services” (Parte 2)

IP Security Monitor Console

Os Administrators podem usar o IP Security Monitor para confirmar se o IPSec está correctamente configurado. A consola mostra o número de pacotes que são enviados com os protocolos de segurança Authentication Header (AH) ou pelo Encapsulating Security Payload (ESP) e quantas associações de segurança e chaves foram geradas desde que o computador arrancou. A consola IP Security Console é uma MMC disponível no XP e no 2003.

L2TP/IpSec e VPNs

O T2TP/IPSec requer que uma infraestrutura de certificados ou uma preshared key sejam cedidas para emitir computer certificates a máquinas em vez de a utilizadores. Eles permitem que cada extremo da ligação possa autenticar os computadores envolvidos.

RRAS: IP Routing checkbox

A Enable IP Routing checkbox regula se o RRAS vai routear os pacotes IP entre um cliente remoto e as outras interfaces do RRAS server. Quando esta opção está seleccionada, um pacote de um cliente remoto pode chegar a qualquer host para o qual o RRAS server tenha uma rota. Esta opção está marcada por default! Desmarcando esta opção (Enable IP Routing) nas server propertoes vai restringir aos clientes remotos o acesso aos recursos que apenas existem no RRAS server. Desmarcando esta checkbox o cliente remoto vai perder o acesso aos outros computadores na rede mas não perderá o acesso ao RRAS server.

RRAS: Protocolos de Autenticação e Conexão

MS-CHAP v2 é um método de autenticação mútua que oferece encriptação de dados e da autenticação. Uma nova chave criptográfica é gerada em cada conexão e em cada direcção da transmissão. Está por defeito seleccionada em 2000, XP e 2003.

MS-CHAP v1 é um método de autenticação de uma via que oferece encriptação dos dados da autenticação e da conexão. A mesma chave de encriptação é usada em todas as conexões. Suporta 95 e 98.

PAP: é um método genérico de autenticação que não encripta os dados de autenticação. As user credentials são enviadas pela rede em plaintext. Não suporta a encriptação dos dados de conexão.

SPAP: é um protocolo de encriptação baixa que interage com Shivas. Não suporta a encriptação dos dados da conexão.

CHAP: É um modelo genérico de autenticação que oferece encriptação dos dados de autenticação pelo MD5 hash. É compatível com clientes não-MS.

Logons com UPN-Names

Os utilizadores só podem logar com UPNs quando existe uma Florest Trust. Uma External Trust entre duas florestas não será suficiente. Nesse caso, deve usar um UPN Name implicit. Alternativamente, podemos usar o pre-Windows 2000 logon name para logar.

CNAMEs

Um registo de tipo CNAME permite usar mais do que um nome para um só host. Isto pode simplificar a tarefa de ter na mesma máquina um ftp e um www. Por exemplo, ambos são registados como CNAMEs Rrs.

O ICS (Internet Connection Service) também inclui um DHCP Service

Quando se activa o ICS num computador, o endereço UP da local network interface muda para 192.168.0.1. O serviço DHCP oferece então endereços dentro do range 192.168.0.0/24. Se houver um DHCP na mesma rede este deve ser removido.

Os registos WINS-R no DNS

Quando configuramos o WINS lookup para uma forward lookup zone, um registo WINS resource record apontando para o WINS especificado na tab WINS vai ser adicionado à zone database. Quando se configura um WINS-R lookup para um reverse lookup zone, um registo WINS-R correspondente é adicionado à zone database. Isto vai facilitar a resolução de nomes NetBIOS a partir de um Domain 2000/2003 para antigos domains NT4.

VPNs e Lentidão de Navegação num Web Browser

Quando um utilizador se liga a uma VPN via RRAS e durante essa ligação navega na Internet via ISA interno de forma muito lenta, isso pode ocorrer porque no TCP/IP settings de cada VPN client connection está marcada a checkbox para “Make this connection the client default gateway”. Iso faz com que todo o tráfego para a Internet passe pelo VPN server. Desmarcar a checkbox vai impedir que isto aconteça.

DHCP e Telnet

É possível arrancar um DHCP service remoto com o comando dado via Telnet: “net start dhcp server”.

RRAS, Demand-Dial Routing e VPNs

Se nos conseguimos conectar a um RRAS via VPN, mas não conseguimos pingar nenhuma máquina da rede interna isso pode acontecer porque não está Enabled a “LAN and demand-dial routing”. Só assim conseguiremos ligar a rede remota à LAN.

Network Monitor

Para capturar tráfego de rede de forma a reduzir o tamanho dos pacotes capturados, capturando apenas packet headers e se fôr capturado um grande número de pacotes, reter todos no server sem esmagar os já capturados, devemos:

a. Aumentar o Network Monitor buffer size

b. Reduzir o Network Monitor frame size

DNS Delegation e Stub Zones

Uma Delegation ou uma Stub Zone vai permitir a um Domain DNS o forward de resoluções para um outro Domain. Uma Stub Zone é uma cópia parcial de uma zona que pode ser alojada num DNS Server e ser usada para resolver queries recursivas ou iterativas. As Stub Zone contêm os registos Start of Authority (SOA), que listam que servidor é autoritativo para uma dada zona; e os registos glue (A) Rrs que são necessários para contactar os servidores autoritativos de uma zona.

A Delegation é o processo de distribuir responsabilidade por Domain Names entre diferentes DNS Servers numa rede. Para cada domain name delegado, temos que ter criado pelo menos uma zona. Quantos mais Domains forem delegados, mais zonas terão que ser criadas.

NS records e os vários tipos de Zonas

Perante um conjunto de DNS Servers com Zonas:

Primary Zone (Active Directory-integrated)

Secondary ZonesStub Zone e

Conditional forwarding para <Domain>

Só temos que configurar na Tab de “Name Servers” da zona a replicar os NS dos Name Servers das Zonas Primary e Secondary, não os da Stub Zone, nem do Forwarding (este mais obviamente)

NS records e a configuração de Zonas Secundárias

Quando se adiciona um DNS Server a um domain, temos que adicionar um Name Server Record (NS) a essa zona para que este possa mapear o DNS Domain Name para os nomes dos hosts dos DNS Servers especificados no Domain Name.

Apagando uma Root Zone

Se queremos impedir que os clientes façam queries à Internet devemos configurar as Root Zones de forma a que tenham as suas próprias configurações, ou apagá-las de todo. Tipicamente configuramos um DNS Server para conter a sua própria Root Zone quando não queremos que os nossos servidores respondam a queries por nomes externos à nossa rede. Isto vai criar uma root zone vazia, tornando efectivamente o internal server um root server.

Configurando DNS Root Hints

Se temos um Internal DNS Root na nossa infraestrutura DNS, devemos configurar as root hints dos nossos servidores DNS internos para apontarem somente para os DNS Server que alojam o nosso root domain, e não para os DNS Servers que alojam os root domains da Internet. Isto vai impedir que os nossos DNS Servers internos enviem informação privada para a Internet quando tentam resolver nomes.

RRAS, NAT e Demand-Dial connection

Uma conecção Demand-Dial é uma conecção (tipicamente ligando à Internet uma LAN e formando uma WAN) que cria um Link quando os dados têm que ser enviados. A ligação Demand-Dial é tipicamente terminada quando não existe tráfico. Para permitir que os utilizadores se consigam sempre ligar à Internet temos que configurar a ligação demand-dial como persistente de forma a evitar que este problema ocorra.

Network Monitor em Dedicated Capture Mode

É possível correr o Network Monitor em Dedicated Mode de forma a garantir que máquinas saturadas (por exemplo, com o cpu a 95%) não perdam frames.

Porque apagaríamos o Cache.dns?

O ficheiro cache.dns contêm uma lista de todos os root servers da Internet. Se a rede onde está o DNS server não está ligada à Internet quando o DNS Server recebe um pedido de resolução para um hostname externo ele tentará conectar-se a um root server da Internet. Quando a conecção dá time-out, o DNS Server tenta contactar outro root server da Internet. O processo é repetido até serem contactados todos os root servers da cache.dns. Assim, a resolução de nomes fica muito lenta na rede interna. O problema pode ser resolvido apagando o ficheiro cache.dns.

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Sobre a proposta britânica para uma “Fat Tax”

Segundo um estudo da Universidade de Oxford, 3200 mortes anuais – só no Reino Unido – poderiam ser evitadas se o governo impusesse uma taxa sobre alimentos pouco saudáveis. Esta taxa deveria ser pesada e levaria os consumidores a evitar produtos não-taxados, mais saudáveis e nutritivos do que o leite gordo, hamburgers, bacon, sal, manteiga, açúcar, bolos e tartes.

As virtudes da aplicação de uma taxa deste teor são evidentes: para além de servirem de receita para o Orçamento de Estado, aumentariam o nível de Saúde da população, aliviariam o sobrecarregado sistema de saúde das doenças e mortes provocadas por irregularidades alimentares (uma das maiores causas de problemas de saúde, actualmente no Ocidente) e favoreceriam o desenvolvimento das economias locais, já que a maioria dos produtos afectados resultam de importações ou são produtos da agroindústria de grande escala produtiva. E é possível utilizar adoçantes de substituição em vez de açúcar, reduzir o consumo de carne e assim contribuir para um melhor e mais racional aproveitamento da terra e da água, aumentar a qualidade do meio ambiente reduzindo os consumos mais nocivos para o mesmo e para a nossa Saúde.

É claro que uma medida destas – discutida hoje no Reino Unido – tem aspectos negativos… Em primeiro lugar, o seu primeiro alvo seriam provávelmente as famílias de rendimentos mais baixos, que geralmente, têm hábitos alimentares de pior qualidade que seriam – sobretudo – aquelas onde um pequeno aumento de preços teria um impacto muito mais sensível do que sobre as de mais altos rendimentos… Mas este possível impacto leva à verdadeira questão: O que são os impostos? Será que é legítimo serem usados como forma “punitiva” de corrigir comportamentos e atitudes anti-sociais? Não é isso ao fim ao cabo que se passa hoje com a carga fiscal sobre o tabaco? Alguém nega que um regime alimentar irracional contribui para uma vida incompleta e para um auêntico pesadelo de saúde pública merçê da obesidade (as crianças portuguesas já são das mais obesas da Europa) e de uma multiplicação dos problemas cardíacos?

Assim, é nossa opinião que uma “Fat Tax” faz todo o sentido, tem cobertura ética e é legitimada pelo bem superior que é a nossa Saúde e a dos outros… É claro que o ideal seria bloquear este marketing assassino que as multinacionais da agroindústria nos enfiam olhos dentros por todos os Media possíveis e existentes… É claro que o ideal seria que todos tívessemos os mesmos níveis de Educação e informação suficientes para nos afastarmos destes regimes alimentares assassinos… Mas na falta de um mundo perfeito, é possível estabelecer mecanismos correctivos e a ferramenta fiscal pode ser usada legitimamente para cumprir esse fim.

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A “Commission for Racial Equality” britânica apela à retirada de “Tintin no Congo”

A “Commission for Racial Equality” britânica apelou à rede de lojas de consumo Borders que removessem o livro de banda desenhada “Tintin no Congo” das suas prateleiras uma vez que segundo a comissão o livro de Hergé “faz os povos negros aparecerem como macacos e falarem como imbecis.” Em resposta, a Borders deslocou os livros dos seus expositores principais e de crianças para a secção de adultos, afirmando que “preferia deixar aos clientes a capacidade de escolha”.

Aos olhos contemporâneos, a obra de Hergé (desenhada na década de 30, em pleno colonialismo belga no Congo) é efectivamente racista, retratando os africanos como debéis mentais e incapazes de qualquer forma de auto-governo distinta da dos seus “patronos” europeus… Os episódios de caça desregrada e excessiva são também comuns nesta obra de época, assim como um eurocentrismo cultural e religioso radicais… É sem dúvida uma obra que não pode ser lida fora de contexto e que exige um certo nível de crítica e conhecimento para ser amplamente apreciada e compreendida. Por isso, concordamos com as criticas quanto à sua presença nas secções infantis, especialmente porque o livro é comercializado sem secções explicatórias ou contextualizantes, nem para públicos adultos, e muito menos para públicos infantis ou juvenis, como devia… O próprio Hergé no final da sua vida afirmava frequentemente que não se orgulhava do seu teor racista, nem do anticomunismo primário presente noutra sua obra “Tintin entre os sovietes” e preferia “fazer desaparecer” esses dois dos seus primeiros albuns de banda desenhada. Por isso, a decisão da Borders está mais do que acertada, pena sendo apenas que a tenha tomado apenas depois das críticas públicas… Pena é também que ainda não exista esse prefácio escrito ou ilustrado que contextualize essa obra do autor belga… Mas isso compete às editoras e aos órgãos de monitorização de fenómenos de racismo europeus…

Fonte: Daily Express, 12 de Julho de 2007

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QuidSZ S1-8: Onde foi tirada esta fotografia?

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Dificuldade: 3

E lá voltam os QuidSZ!

Também pelas bandas do Ideias Fixas 2 !

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Do Papel do Exército Paquistanês na Ofensiva Talibã no Afeganistão

Pouco antes da ofensiva talibã que agora decorre no Afeganistão, no começo de 2006, havia na região de fronteira com o Paquistão mais de 40 mil combatentes islamitas prontos a entrar no território. Eram sobretudo paquistanesas das grandes cidades do sul, mas também havia largos milhares de chechenos, uzbeques e muitos originários das decadentes monarquias do Golfo. Os líderes talibãs esperam usar estas forças, ligadas de uma forma ou de outra, à Al Qaeda contra o governo de Cabul, mas estes pareciam mais empenhados no derrube do governo paquistanês e na constituição de uma república islâmica independente no Waziristão. Então, os líderes talibãs procuram convencer estes combatentes a marcharem para o Afeganistão, tendo o seu líder, o Mullah Omar enviado alguns dos seus melhores lugares-tenente para convencer as forças da Al Qaeda a focaram no Afeganistão as suas forças, o que não conseguiram de forma satisfatória… Datam desta época as primeiras ofensivas governamentais do exército paquistanês neste território, e apenas depois da proclamação desta intenção independentista… E a partir deste momento, o exército paquistanês começa a enviar armas e munições para os talibãs, armando-se e municiando efectivamente a sua ofensiva contra as forças da NATO (que incluem hoje portugueses) no Afeganistão… O Paquistão queria anular a influência local da Al Qaeda, que minava a própria existência do seu governo e a sua integridade territorial e ainda que conhecesse bem o risco dessas armas serem usadas contra os seus “aliados” da NATO, preferiu corrê-los a permitir a implosão do seu controlo nesta região fronteiriça…

Fonte:

Le Monde Diplomatique; Julho de 2007; edição francesa.

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Da nova cisão violenta entre a Al Qaeda e os Talibãs e Resistência Iraquiana

Decorre neste momento, no Médio Oriente, no Iraque, no Afeganistão e na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão um conflito inesperado e inédito: um conflito armado entre a Al Qaeda e os militantes talibans dessas regiões… Em Março de 2007, no sul do Waziristão, na fronteira paquistanesa-afegã os talibãs locais massacraram um grupo de combatentes da Al Qaeda do “Movimento Islâmico do Uzbequistão” e, simultaneamente, a rivalidade entre os grupos estrangeiros da Al Qaeda no Iraque e os resistentes locais alcançaram o nível mais violento desde 2004, com várias mortes de ambos os lados… Os próprios EUA parecem ter-se já apercebido desta dissenção entre as forças que se lhes opõem tendo o seu comandante máximo, o general Petraeus emitido algumas declarações precoces e excessivamente optimistas quanto a estes problemas no seio da Resistência à ocupação americana.

A rivalidade entre a Al Qaeda e Talibans data de 2003, data em que começaram a chegar ao Iraque os primeiros combatentes estrangeiros, egípcios, sírios, libaneses, paquistaneses e marroquinos assumindo a liderança de um movimento de resistência que os locais ainda não tinham conseguido erguer e aproveitando a fraqueza do Estado iraquiano e das suas fronteiras criada pela estúpida decisão de Bremer em abolir de uma só assentada todas as forças de segurança e militarizadas do Iraque, acusadas de “baasistas”… Estes combatentes estrangeiros da Al Qaeda, adoptantes das teses radicais do “Takfiriquismo” que advoga que os estados muçulmanos moderados e que todos os muçulmanos não praticantes são infiéis e que devem ser combatidos com tanto fervor como os ocupantes estrangeiros e os “cruzados” foram desde logo acolhidos com muitas reservas pela Resistência Iraquiana e o seu novo enfoque contra shiitas (seita islâmica especialmente desprezada por estes sunitas radicais) levou ao colapso das relações destas duas correntes da resistência ao ocupador no Iraque.

Os talibãs do Afeganistão e do Paquistão estão particularmente descontentes com a tentativa da Al Qaeda de derrubar o poder no Paquistão e instaurar aqui uma “república islâmica” conforme aos seus interesses, já que esperam instituir aqui uma forma de governo mais moderada e menos oposta à monarquias do Golfo que continuam a ser a sua principal fonte de financiamento (especialmente, os Emiratos). Este isolamento da Al Qaeda pode ser o primeiro passo para o fim dos níveis inéditos de violência e de desprezo pela vida humana que se assistem hoje no Iraque com a multiplicação de ataques suicidas contra civis e contra mulheres e crianças… Aliás, actualmente a marca das operações da Al Qaeda já não são as operações contra as forças americanas, cujas baixas competem actualmente na sua quase totalidade às forças locais de resistência, mas às operações contra os shiitas e “colaboradores” (policiais e militares) do novo governo iraquiano…

Fonte:

Syed Saleem Shazad; Le Monde Diplomatique; Julho de 2007; edição francesa.

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Sobre a declaração de George Bush de apoio à declaração uniteral de independência do Kosovo

Quando George Bush declarou em Tirana (Albânia), a 10 de Julho que as longas negociações entre a comunidade internacional e a Sérvia deviam terminar e que se o Kosovo declarasse unilateralmente a sua independência, os EUA a reconheceriam… Uma tal declaração revela mais uma vez a imensa ignorância búshica quanto à História e quando à natureza das coisas no turbulento e sempre explosivo caldeirão balcânico… É que foi precisamente o reconhecimento precoce da Alemanha e do Vaticano da independência da católica Croácia que desencadeou a sanguinária Guerra Civil da Ex-Jugoslávia… É que se o Kosovo se mantêm hoje como região semi-independente da Sérvia (segundo a ONU ainda a sua potencia legal administrativa) isso deve-se à presença de 17 mil soldados na NATO… A independência unilateral do Kosovo poderá reaquecer o caldeirão balcânico e motivar a união directa com a Albânia, criando assim a “Grande Albânia” sonhada pelas mafias albanesas que dominam o narcotráfico e tráfego de carne branca na região e em Itália… Esta “Grande Albânia”, legitimada pelos EUA e pela sua dócil NATO poderá servir de incentivo para revivificar os sonhos adormecidos mas não esquecidos de uma “Grande Croácia” e de uma “Grande Sérvia” à custa da Bósnia-Hezgozvina…

As instituições democráticas e autonómicas kosovares simplesmente não existem ainda… A administração provisória do pequeno território compete à ONU e os partidos e políticos kosovares estão infiltrados profundamente pela narco-guerrilha do “extinto” UÇK com laços fortes e constantes com as mafias albanesas, sediadas no outro lado da fronteira no “Estado falhado” albanês. Não havendo assim as estruturas políticas e administrativas básicas, na ausência de uma matriz cultural e linguística autónomas ao Kosovo e reconhecendo-se a incapacidade económica de solvência do território, o ímpeto para uma união com a Albânia é irreprimível, caso ocorra mesmo esta declaração unilateral de independência… Em si mesma, a união destas duas “albânias” não é negativa, nem deve ser negada a longo prazo, mas a sua ocorrência agora, neste momento e nas circunstâncias actuais em que temos um Estado albanês mafioso e criminalizado e uma série de outros actores regionais que irão aproveitar o pretexto para reacenderem as chamas da guerra é um erro estratégico crasso e sinómino de uma cegueira estratégica profunda que já levou a América e o Ocidente a uma guerra desastrosa e inconsequente no atoleiro iraquiano…

Fonte:

Ignacio Ramonet; Le Monde Diplomatique; Julho de 2007; edição francesa.

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Sobre o Tremor de Terra no Japão de 17 de Julho de 2007 e o acidente na maior central nuclear no País

Após o recente tremor de terra no Japão, a maior central nuclear do mundo está desligada da rede eléctrica e se não fôr rapidamente ligada de novo esperam-se uma série de blackdowns nos próximos dias, já que quase 2/3 de toda a energia eléctrica japonesa provém de centrais nucleares, sendo esta a maior de todas.

Ora ocorreram na sequência destre tremor de terra pelo menos três fugas radioactivas, naquele acidente que já é considerado por alguns como o terceiro maior acidente radioactivo de sempre, e o maior do Japão. E destas três, pelo menos duas não foram reportadas ao Governo pela empresa operadora da central, sendo que esta tentou pelo menos ocultar a existência da terceira fuga! Os móbeis deste grave crime são evidentes… Quanto mais fugas houver, maior é o tempo de paragem da central, e logo dos rendimentos do accionistas… Aqui, como em tantas vezes, a rentabilidade joga contra a Saúde Pública e o Ambiente (outra fuga contaminou as águas oceânicas). Outro factor aqui considerado é o facto de o Japão depender tanto de uma única central, o que leva a sua gestão e até o Governo a sentirem-se tentados a aumentar mais do que o devido a sua tolerância a falhas, já que o País do Sol Nascente está em grande medida refém desta Central… O próprio acidente indica também que embora os núcleos dos reactores sejam construídos para suportar os tremores de terra mais intensos jamais registados, são as estruturas de suporte que quase sempre (excepto em Chernobyl) deixam vazar gases e águas radioactivas… Se o núcleo está sobreprotegido, as tubagens, canalizações, depósitos e contentores com detritos radioactivos não estão tão protegidos, mesmo num país tão sísmico como o Japão, e esta questão empurra-me ainda mais para as bandas dos detractores de Patrick Monteiro de Barros, mais o seu projecto de estabelecer uma central nuclear em Portugal… É que por muito pouco provável que seja hoje a ocorrência de um acidente nuclear grave, ela existe sempre e como diz uma das Leis de Murphy… Havendo a possibilidade de um erro, podemos confiar que mais cedo ou mais tarde, ele vai mesmo acabar por acontecer.

E se o sísmico Japão não conseguiu lidar melhor com este tremor de terra, porque é que Portugal e a empresa de Monteiro de Barros seria mais capaz?

P.S.: Este acidente revela também o erro de concentrar a produção eléctrica numa grande instalação: quando ela tem que ser colocada offline, por razões de segurança a pressão política e económica para a colocar antecipadamente novamente a funcionar é demasiado grande… Se em vez de uma grande central, houvesse 3 ou 4, o rendimento (por economia de escala) seria menor, mas a segurança e flexibilidade seriam muito maiores…

Fonte: BBC News, 18 de Julho de 2007

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