Um relatório oficial do Pentágono exprime preocupações sobre o aumento do poder militar chinês…


(http://www.defensetech.org)

Um relatório do Pentágono indica que a China está a expandir as suas forças armadas com o objectivo de aumentar a sua capacidade para projectar a sua influência a qualquer lugar do mundo isto segundo o relatório anual do Departamento de Defesa ao Congresso dos EUA sobre o “Poder Militar da República Popular da China” e contrariando aqueles que encaram com crescente passividade e bonomia a expansão do poder militar chinês…

O relatório detalha a instalação de várias unidades de mísseis balísticos cobrindo todo o território de Taiwan e destaca especialmente a aquisição de novos sistemas de AWAC (radares aéreos) e de caças e aviões para reabastecimento em vôo que permitirão estender o seu raio de acção até ao Mar do Sul da China. Incluí também uma abordagem sobre aquela que já se sabia ser a área de investimento principal das forças armadas chinesas para os próximos 25 anos e que será a área naval, descrevendo cinco novos tipos de submarinos actualmente em desenvolvimento e os planos para construir um superporta-aviões capaz de projectar o poder militar chinês a qualquer local do globo.

O relatório descreve também um novo lançador de mísseis móvel e preparado para se deslocar por via rodoviária conhecido como “DF-31” que estaria a entrar ao serviço nas forças nucleares estratégicas chinesas ao mesmo momento em que a China investe uma verba muito significativa num programa não detalhado para “anular defesas balísticas”, obviamente no contexto do “Escudo Anti-Missil” desenvolvido pelo EUA.

O orçamento de Defesa chinês é hoje de 45 biliões de dólares, mas esta verba não inclui as verbas de Investigação e Desenvolvimento de muitas agências chinesas que estão a desenvolver projectos para as forças armadas, e a verba agregada por bem ultrapassar os 125 biliões, se estes valores forem também tidos em conta. Pode parece pouco, se comparado com os 420 biliões que os EUA gastaram em 2005, mas coloca a China numa confortável segunda posição nas despesas militares do mundo, bem acima da Rússia (o terceiro maior gastador), com “apenas” 61 biliões de dólares (ver AQUI).

A razão para a concentração de esforços na área balística e na Marinha é clara… Com a crescente dependência da China das importações petrolíferas, assegurar o controlo das rotas marítimas é cada vez um objectivo mais essencial. Segundo o relatório:

“No presente, a China não pode proteger os seus fornecimentos energéticos nem as rotas por onde estes viajam, incluindo os Estreitos de Malaca por onde passa cerca de 80% das importações chinesas em petróleo.”

Procurando anular esta fragilidade, em 2006, a China procurou diversificar os seus fornecedores, assinando contratos com a Arábia Saudita e com várias nações africanas, como o polémico Sudão, que tem defendido bastas vezes no Conselho de Segurança, protegendo-o contra represálias pelos repetidos massacres no Darfur.

O relatório termina sublinhando que a doutrina militar chinesa continua a parecer muito dependente do uso massivo de forças e da vitória pela esmagadora vantagem dos números num dado local, mas parece estar a haver uma alteração estratégica gradual para um enfoque maior no treinamento do que na pura vantagem numérica, e que esta alteração de visão é já patente na força aérea onde os novos Sukhoi e os modelos indígenas procuram ser pelo menos tão capazes quanto os melhores modelos que os adversários possam reunir e onde o número dehoras de vôo por piloto tem aumentado exponencialmente nos últimos anos, embora esteja ainda muito abaixo daquilo que é comum nas forças aéreas do Ocidente.

Fonte: news.monstersandcritics.com

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci, Política Internacional, Sociedade | 6 comentários

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6 thoughts on “Um relatório oficial do Pentágono exprime preocupações sobre o aumento do poder militar chinês…

  1. Golani

    não vai haver guerra com a China, da mesma maneira que não houve guerra com a URSS…..guerra directa entre 2 potências nucleares significaria o holocausto nuclear, fim da humanidade

    mesmo o cenário de “guerra fria” entre os 2 países, com conflitos indirectos via outros países parece improvável dada a integração económica verificada entre US e China

    da mesma forma que a integração económica europeia afastou o espectro da guerra na Europa (foi a razão porque se iniciou o processo com a CECA), é provável que a integração económica mundial, fruto da globalização, venha a apresentar os mesmos resultados a nível mundial

  2. Temos de ver é qual o papel do gigante industrial e tecnológico Japão, ao qual os EUA já deram mesmoluz verde para aumentar o poderio das suas forças armadas, nomeadamente da marinha, que é neste momento uma das maiores do mundo.

    Um japão democrático, forte militarmente e pró ocidental é, neste momento, de extrema necessidade para os EUA e seus aliados. A china não pode controlar o mar do japão e o extremo oriente. Os australianos dominam a oceânia e também eles vêem com bons olhos o rearmamente nipónico, pois temem que a china ameace o seu poderio nessa área do globo.
    Está a realizar-se um jogo geo-estratégico extremamente interessante.

  3. E o japão não è pêra doce. Se hoje fosse dada ordem o japão poderia construir ICBM em menos de um ano sem qualquer importação de materiais ou tecnologia.
    Duvido muito que haja vontade nipónica de modificar a constituição nesse sentido, mas è vital um aumento de poder militar nipónico se o japão quiser continuar a manter a influência que goza na peninsula coreana. Se não vai tudo para os chineses, como aliàs tem sido durante a maior parte da história.

  4. João Paulo

    Concordo com o Golani. Uma guerra direta entre EUA e China não vai haver. A China é uma ameaça a Taiwan e ao Japão mas enfrentar diretamente os americanos, a China não vai chegar tão longe assim.

    Já o Japão, se quiser sobreviver, deve se rearmar sim. Mesmo Coréia do Sul e Taiwan guardam ressentimentos da Segunda Guerra Mundial, dos tempos da ocupação…

  5. O japão democrático é uma força estabilizadora essencial. Não sei é se o poder político tem força suficiente para aguentar um “novo japão”. Basta ver que “fugiram” do Iraque assim que cidadãos seus foram raptados por radicais islâmicos. Um governo que não aguenta uma opinião pública por vezes hostil às suas decisões, dificilmente fará ascender o seu país ao estatuto de potência regional ou mundial.
    Uma coisa é certa. O japão está a rearmar-se face ao crescente poderio chinês, tudo com a benção de washington e camberra. Mas a pergunta fica. Terão os políticos japoneses estômago para aguentar o renascer do seu exército, marinha e força aérea?

  6. breno jose villa

    o maior rival dos estados unidos ainda é a russia porem daqui mais ou menos 20 a 30 anos a china sera o maior rival dos americanos tanto economicamente como militarmente se tivese uma guerra estados unidos contra china os americanos teriam uma pequena vitoria com muita dificuldade porem venceria ate porque teria a ajuda de seus parceiros como reino unido e japão .
    porem daqui uns 20 a 30 anos a china venceria esse confronto neste momento os estados unidos é mais forte que a china futuramente a china venceria um confronto contra os americanos , esta é a minha opinião.

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