Um Boeing 737 atacado por… abelhas?

Numa notícia estranha e que curiosamente não parece ter passado pelos media portugueses, um avião de passageiros foi obrigado no passado dia 25 de Maio a realizar uma aterragem de emergência em Inglaterra, abortando um vôo que o devia levar até Faro.

Ou seja, o avião, um Boeing 737 da Palmair com cerca de 90 passageiros teve que regressar vazio ao Reino Unido depois de uma falha de um reactor provocada… por uma nuvem de abelhas que se intrometeram na rota do Boeing (ou vice-versa…) e que se fizeram suicidar num dos dois reactores do 737, quais bombistas suicidas da Al-Qaeda em missão libertária contra os empedernidos aliados britânicos dos EUA…

Segundo declarou a companhia aérea: “o motor do avião ficou completamente cheio de abelhas“. Será que estamos perante mais um ataque da Al Qaeda ou perante… Uma reedição DESTE filme?…

Fonte: Reuters

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Categories: Sociedade, Wikipedia | 8 comentários

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8 thoughts on “Um Boeing 737 atacado por… abelhas?

  1. De certeza que não è um hoax?
    Há algumas discrepâncias na noticia, partindo do pricipio que se tratava de género Apis, mas que mesmo nas vespas são válidas.
    Altitude. As abelhas voam , e especialmente quando em enxame, junto ao solo para evitaem os ventos, a unica forma de chegarem tão alto seria serem levadas por uma corrente ascendente de vento, ms esse mesma corrente separava-as porque a abelha sinceramente não è o animal mais ágil em voo.
    Massa. Um enxame de abelhas em estado migratorio è relativamente pequeno, não pesa mais de três kilogamas. mesmo um emxame em “cacho” teria dificuldade em abater um reactor.

    A nuvem podia ser de insectos que têm condições para formar nuvens a elevadas altitudes, Como gafanhotos “locusta” ou moscas ou algumas espécies de cigarras.
    As “huge clouds of bees” que noticia fala devem ser alguma infestação de moscas. de notar que não dizem “honeybees”, abelhas em português. podem por exemplo ser “Bumblebees”, bambos em português.

  2. Pingback: Boeing 737 aus England nach Faro: Notlandung nach Luftangriff von Bienen - Das deutschsprachige Portugal Forum - Porto, Lissabon, Algarve

  3. Ok, estive a investigar e afinal o meu cepticismo era injustificado. Parece que o motor do avião chupou um enxame de abelhas durante a descolagem, e uma hora depois o piloto decidiu não ariscar e aterrar avião. Aparentemente Bournemouth teve muitos enxames de abelhas este anos, aliás como cá em portugal.
    Realmente os reactores dos aviões são muito frageis se apenas alguns insectos carregados de mel são suficientes para impedir o funcionamento.

    http://www.uk-airport-news.info/bournemouth-airport-news-260507.htm
    http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/england/dorset/6684685.stm

  4. JG:
    A Palmair existe mesmo… “Palmair is a trading name for the tour operator R.E. Bath Travel Service (Palmair) Limited based in Bournemouth, United Kingdom.
    Palmair was the top rated airline flying from the UK in 2003.”

    e opera apenas dois aparelhos (demasiado idosos, ao que li…)
    “G-CEAF is one Palmair 737-229.
    G-CEAC (cn 20911/360) is another Palmair 737”

    Na http://news.sky.com/skynews/article/0,,30100-1267533,00.html
    “The incident happened just two days after a swarm of 20,000 bees descended on Bournemouth Pier.
    It is believed the plane’s engines swallowed up the bees minutes after leaving the airport but problems did not occur until later into the flight.”
    -> Ou seja, ainda a baixa altitude, em plena descolagem, o que responde à tua questão…

    http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2007/05/26/nbees26.xml
    “A passenger jet had to turn back to an airport in Britain after flying into a swarm of bees, stranding almost 200 passengers for 11 hours.
    The Palmair Boeing 737 flew into a swarm of bees over Bournemouth
    The Palmair Boeing 737 flew into a swarm of bees
    The Palmair Boeing 737 from Bournemouth, Dorset, to Faro, Portugal, took off at 8.10am on Thursday before hitting the insects. The pilot experienced an engine surge nearly an hour into the journey, forcing him to return the aircraft to Bournemouth to be checked over by engineers.
    After they ruled it unsafe to fly, it was replaced by another aircraft.”
    -> Pelo único “outro”… É caso para dizer…

    “David Skillicorn, the managing director of Palmair, said: “It would appear that a swarm of bees had been sucked into the engine.”
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    “This was not life-threatening because they came out of the back of the engine but we had to check each fan for any damage.”
    The incident happened just two days after a swarm of 20,000 bees descended on Bournemouth Pier.
    It is believed the plane’s engines ingested the bees while flying over Bournemouth but this did not cause problems until later into the flight.
    The replacement flight finally left Bournemouth at 7.15pm, and the passengers from Faro arrived back in Britain at 1.20am.”

    e ainda:
    http://www.upi.com/NewsTrack/Quirks/2007/05/26/bee_swarm_scuttles_uk_airline_flight/9236/print_view/

    ou seja, a notícia parece consistente, recorrendo a fontes reputadas e fiáveis.

    mas todas começam com esta notícia, que de resto é a mais completa:
    http://www.bournemouthecho.co.uk/search/display.var.1428337.0.there_could_bee_a_payout_over_flight.php
    do jornal onde está o próprio aeroporto.

    ou seja… Acredito!

  5. Desculpa a falta de visitas por aqui, mas mesmo o meu blog tem andado parado.

    Acredito que isto foi algo esporádico, como o JG disse, foram chupadas por engano, e ambos sabemos que esses animais estando ameaçados são muito perigosos.

    Estou a tirar aquele aquele episódio do River World para ver, e já mandei vir o 1º livro da amazon, obrigado pela dica.

  6. Anónimo

    JG:
    ” – Realmente os reactores dos aviões são muito frageis se apenas alguns insectos carregados de mel são suficientes para impedir o funcionamento.”

    Resposta:
    Decerto desconhece totalmente, ou nem sequer faz a mínima ideia, dos rigorosíssimos e exigentes testes de ingestão de objectos estranhos, de pássaros (inclusivé congelados), de objectos estranhos, de areias, de poeiras, de torrentes de água etc, etc… a que são submetidas as turbinas dos reactores de um avião, seja ele civil ou militar!

    Para ser homologado pelas entidades internacionais de aeronáutica competentes, que supervisionam e certificam os reactores para produção e utilização, quaisquer tipo de reactores são sempre exaustivamente submetidos a intensíssimos programas de testes (que podem durar largas sessões intensivas diárias de muitas horas à mercê de todos os tipos de rigores). Esses testes prolongam-se durante meses e neles são avaliadas todas as variáveis possíveis e imagináveis que possam interferir no funcionamento dos reactores. Alguns dos testes comtemplam simulações de muitas milhares de horas de voo, ou sejam, de muitas décadas de funcionamento exaustivo durante toda a vida útil activa de um avião. Qualquer coisa como uma hora de teste é equivalente a um ano de funcionamento intensivo diário.
    Portanto, não que os reactores de um avião a jacto de passageiros (ou militar) sofresse algo problemático com essa “intromissão” do enchame de abelhas, mas porque simplesmente impera acima de tudo as normativas de segurança, que são extremamente rigorosas e, como tal, aconselham a prevenção de probabilidades de “incidentes” (e inclusivé acidentes), mesmo que estes sejam muitíssimo remotos de virem a acontecer.
    A recomendação define que o melhor será abortar o voo e regressar ao aeroporto, tendo em conta, neste caso concreto, ser ainda por cima um avião de passageiros cheio de vidas humanas a bordo.

    Resumindo: a precaução e a prevenção previnem que se respeitem irrepreensívelmente as normas de segurança.
    Segurança pois acima de tudo!

  7. Anónimo

    E para complementar o que anteriormente disse, convém também noticiar que no passado, impactos directos contra bandos de aves e inclusivé contra aves de uma certo tamanho e peso, voando isoladamente, resultaram em ter-se que se desligar um ou outro reactor, ou em casos extremos levou a avarias nas turbinas de compressão. Além disso esses impactos resultaram ainda numa ou noutra amolgadela na fuselagem frontal, nos bordos de ataque das asas e dos lemes de profundidade, além de outros tipos de danos.
    Não esquecer que se uma ave pesar 200gr e se um avião colidir com ela a 500Km/h gera-se um efeito equivalente a um impacto de uma rocha de 90Kg (peso X velocidade + magnitude de impacto = Lei de Newton) e por isso resultar num efeito demolidor.
    Como prevenção, os vidros-párabrisas de todos os aviões a jacto (e não só) são à prova de impactos de aves.

    Mas também é preciso destacar, acima de tudo, os enormes passos de desenvolvimento tecnológico que foram dados nas últimas décadas, tudo em prol da resistência a danos e a outros elementos nocivos, salvaguardando assim a altíssima segurança que a Indústria Aeroespacial atingiu e fazendo com que o avião continue a ser, como sempre o foi (e sem termos de comparação), o meio de transporte mais seguro do mundo.

  8. Se foi verdade, as abelhas enganaram-se no avião. Deviam ter entrado no Air Force One 🙂

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