Acordo entre Portugal e o Brasil para a exploração de petróleo ao largo de Lisboa


(Plataforma semi-submersível da Petrobras)

A empresa petrolífera brasileira Petrobras e as portuguesas Galp Energia e Partex assinaram um acordo de exploração de petróleo nos quatro blocos da chamada “Bacia da Lusitaniana”, a norte de Lisboa. A Petrobras terá 50% da participação total, a Galp 30% e a Partex apenas 20%.

A área coberta estende-se por mais de 12 mil Km quadrados com profundidades entre os 200 metros e os 3 Km num investimento global que deverá chegar aos 300 milhões de euros.

Na verdade, este acordo é apenas mais um entre as petrolíferas portuguesa e brasileira, já que a Galp Energia está presente em 55 blocos petrolíferos do Brasil e que recentemente a Galp afirmou pretender produzir, por ano, no Brasil cerca de 300 mil toneladas de biocombustíveis.

Este acordo entre duas das mais importantes empresas portuguesas e brasileiras reforça significativamente os laços económicos entre os dois países, especialmente importantes numa área tão estratégica como a dos biocombustíveis ou dos combustíveis fósseis e assume-se assim como uma das notícias mais importantes deste ano para a labuta que encetámos por ESTAS paragens.

Fontes:

http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=10538

http://dn.sapo.pt/2007/05/18/dnbolsa/petrobras_e_galp_pesquisam_petroleo_.html

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Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Portugal, Sociedade | 15 comentários

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15 thoughts on “Acordo entre Portugal e o Brasil para a exploração de petróleo ao largo de Lisboa

  1. vamos lá ver se é desta que há petróleo no beato

  2. bem que precisávamos… E sobretudo com este tipo de parceria, já que prefiro ceder parte dos lucros de exploração a uma empresa brasileira do que a um tubarão global holandês, britânico, russa ou americanas…

  3. Se fizer com que os combustíveis fiquem mais baratos, tanto melhor!

  4. Se isso fizer com que tenhamos o combustível mais barato, óptimo. Mas fico logo com medo de mais uma daquelas belas medidas que têm sido adoptadas pelo governo parapromover a parceria luso-brasileira (do tipo de darem não-sei-quantos milhões de euros mais n regalias, mas uns milhares de brasileiros…enfim o habitual)

    Veremos o que o futuro nos reserva

  5. Acho péssimo haver petróleo em Portugal… petróleo = corrupção!

  6. Não necessariamente… Ou melhor espero bem que não! Haja meios na polícia e vontade nos tribunais e a descoberta de petróleo poderia significar desenvolvimento e não corrupção… E um tempo adicional para reconverter a nossa Economia para ser uma das economias mais carbon-neutral do mundo… O que parece dificil, já que nem Kyoto conseguimos cumprir…

  7. Golani

    eurico1844 (18:33:00) :

    Acho péssimo haver petróleo em Portugal… petróleo = corrupção!

    se calhar o problema está nas pessoas e não no petróleo ….. basta olhar para o Canadá ( 7º produtor mundial) ou para a Noruega (10ª no ranking)

  8. Golani

    Galp, BG Shares Rise on Brazil Oil Reserves Estimate (Update5)

    By Joao Lima and Eduard Gismatullin

    Nov. 9 (Bloomberg) — Galp Energia SGPS SA, Portugal’s biggest oil company, and the U.K.’s BG Group Plc rose a second day after partner Petroleo Brasileiro SA said an offshore field may be Brazil’s largest oil find.

    Petroleo Brasileiro, known as Petrobras, said yesterday the Tupi Sul field in the Santos Basin, which is being explored by the three companies, may hold 5 billion to 8 billion barrels of crude oil and natural-gas reserves. Galp owns 10 percent of the field and BG has 25 percent. Petrobras operates the project.

    “This is certainly the biggest oil discovery in deep water” and the largest since Kazakhstan’s Kashagan, with at least 12 billion barrels in reserves, was found in 2000, said Matthew Shaw, an analyst at Wood Mackenzie Consultants Ltd. in Edinburgh.

    The potential new deposits may raise Brazil’s oil reserves from the world’s 17th biggest to among the top 10, according to Petrobras. Tupi will help Galp reach its goal of doubling production by 2012 after lagging behind many of its European competitors in exploration.

    The field will be able to produce as much as 1.2 million barrels of oil a day in 2024, according to Wood Mackenzie estimates. The partners will need to invest about $8 billion to tap the deposit.

    Galp Stock Jumps

    Galp shares surged 25 percent, their biggest one-day gain, to close at a record 15.40 euros in Lisbon. That followed a 14 percent advance yesterday.

    Today’s stock gain raised Galp’s market value to 12.8 billion euros ($18.8 billion) from about 10.2 billion euros at yesterday’s close, making it the second-largest company in Portugal’s benchmark PSI-20 Index.

    Shares of BG, the U.K.’s third-largest gas producer, added 16 pence, or 1.6 percent, to close at 1,005 pence in London, after gaining 9.8 percent yesterday.

    Petrobras fell 2.4 percent to 79.4 reais in Sao Paulo trading, after rising 18 percent yesterday.

    The Tupi find is just a “tiny” part of a new oil province that Petrobras believes is beneath existing fields, Chief Executive Officer Jose Sergio Gabrielli said yesterday. The oil at Tupi is a light grade, more valuable and cheaper to refine than the heavy crude that dominates Brazilian output.

    The Tupi announcement was made as oil traded at record levels. Crude for December delivery closed yesterday at $95.46 a barrel on the New York Mercantile Exchange. Futures touched $98.62 on Nov. 7, the highest since trading began in 1983.

    Expand E&P

    Galp ended June with proven reserves of 35.6 million barrels of crude oil. The company plans to expand its exploration and production division to represent 25 percent of earnings before interest, taxes, depreciation and amortization, up from 8 percent in 2006 and 17 percent in the first half of this year.

    Last month Galp signed an agreement with Venezuelan state oil company Petroleos de Venezuela SA to develop an oil block in that country’s Faja del Orinoco region.

    “Galp’s progress in the exploration and production arena continues to be impressive,” Hootan Yazhari, an analyst at Merrill Lynch & Co., said in a research note. “Galp remains our preferred pick within the European refining space.”

    Galp’s stock recommendation was upgraded to “neutral” from “sell” by analysts at UBS AG, and the share-price estimate lifted 37 percent to 12.70 euros. The share forecast was raised 38 percent to 17.10 euros at Morgan Stanley and 18 percent to 16 euros at Merrill Lynch.

    The stock’s surge enabled Galp to overtake the market capitalization of former telephone monopoly Portugal Telecom SGPS SA and Banco Comercial Portugues SA, Portugal’s biggest publicly traded bank. Utility EDP-Energias de Portugal SA is the country’s biggest company by market value.

    To contact the reporters on this story: Joao Lima in Lisbon at jlima1@bloomberg.net ; Eduard Gismatullin in London at egismatullin@bloomberg.net
    Last Updated: November 9, 2007 12:45 EST

  9. Também acompanhei com muito interesse essas notícias… Uma excelente notícia para o Brasil – e logo para Portugal – tanto mais porque a GALP detêm 10% dessa descoberta… E assim o Brasil se torna num dos 10 maiores países em temos de reservas petrolíferas… E aumentam as condições para tornar o Brasil na potencia mundial (não apenas regional) que terá inevitavelmente que ser!… Assim saiba Portugal encontrar também o seu “caminho brasileiro”, comungando com este renascimento da lusofonia no mundo…

  10. As novas descobertas de petróleo no Brasil, principalmente quando em parceria com a GALP, são sempre boas notícias. Pena que a nova “potencial” descoberta de 33 mil milhões de barris na Bacia de Campos tem a Repsol e não a GALP como parceira…

    Mas como a parceria entre a empresa brasileira e a portuguesa agora se estende para o mar português, quem sabe se não descobrimos muito petróleo em Portugal?

    Como luso-brasileiro (nascido no Rio de Janeiro mas também com nacionalidade portuguesa por opção) e 2 filhas portuguesas, a cooperação luso-brasileira em todas as áreas só me traz muita satisfação!

  11. é verdade, Eduardo. Já tinha reparado que era a Repsol e não a Galp..
    Mas, sim. Veremos como corre a prospeção ao largo da costa portuguesa. Quem sabe, ainda teremos por aqui uma surpresa…
    Quanto ao aprofundamento das relações portugal-brasil, esse é precisamente o maior objectivo do:
    http://www.movimentolusofono.org/

  12. MM

    Oh! KA, onde encontraste dados dessa suposta ajuda de portuga a ” milhões de brasileiros ” ? Se enviar-me alguma comprovação de ajuda de Portuga de 100 usd a uns 10 mil brasileiros nos últimos 10 anos, te envio 100 também.
    Já, sem muita pesquisa, apenas conhecimento pessoal, posso lhe fornecer dados de dez pessoas que nos anos 70 subsistiram graças a ajuda e boa vontade do governo e do povo brasileiro, CABEÇÃO!

    Quinze anos atrás nem se ouvia falar mais de vocês! Depois do dinheiro alemão estão se achando hein.

  13. MM:
    Informe-se antes de enveredar por este tipo de discurso…

    “Portugal é o Estado-membro da União Europeia que mais contribui para o orçamento comunitário, em percentagem do Produto Interno Bruto, revela um estudo divulgado hoje pelo Parlamento Europeu.
    A análise, elaborada pela empresa Deloitte, indica que as contribuições nacionais para os cofres comunitários vão desde os 0,96 por cento do PIB de Portugal, 0,93 do da Espanha e 0,91 no caso da França até 0,78 no da Alemanha, 0,72 do Luxemburgo e 0,54 do Reino Unido”
    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1296589

  14. Miguel Santos

    Eu acho que a existir petróleo em Portugal, que o mesmo seja refinado em Portugal e que seja só para consumo interno. É necessário de uma vez por todas que a riqueza nacional possa ser distribuido por todos os portugueses. De qualquer modo penso que Portugal deve apostar mais ainda nas energias alternativas. Somos dos países do mundo com mais sol durante o ano. Porque estamos dependentes do petróleo do exterior. Se tivermos o nosso que sirva para a nossa auto suficiência, mas que seja complemento às energias que devem deixar de ser alternativas para passarem a ser as predominantes…

  15. estas notícias vão e vêm, em ciclo… agora, desde este artigo (de 2007) vieram e… nada apareceu.
    continuo expectante…

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