Das dificuldades e da explosão de custos na USAF…

Começa a surgir em meios ligados ao mundo militar americano uma corrente de notícias que dão conta das dificuldades das maiores e mais eficientes forças armadas do mundo e que resultam da intensidade do empenho em que estão comprometidas nos cenários de guerra actuais… Segundo o General Ronald Keys, nada mais nada menos do que o líder do “Air Combat Command”, o nível de desgaste da USAF é agora muito elevado, acelerando o envelhecimento da frota e inutilizando muitos equipamentos de combate primeira linha… Segundo o mesmo general, em níveis comparados aos de 1996, a Força Aérea gasta agora em manutenção 87% mais para manter um avião no ar. Desde logo, porque a maioria destes aparelhos operam agora em ambientes muitos mais inclementes, como os quentes e poeitentos desertos do Médio Oriente e não mais nas amenas e temperadas paragens dos EUA… Por outro lado, devido ao envelhecimento generalizado dos meios utilizados nestas operações.

Além das questões ligadas com a explosão dos custos de manutenção, este aspecto do problema vem também reflectir um outro problema mais antigo e porventura bem mais sério, que é o do envelhecimento grave de parcelas muitos significativas do inventário da Força Aérea… Os aviões de reconhecimento U-2 tiveram que ser todos revistos (todos os 33) em Março para correcção de um problema técnico, um episódio que se tem tornado cada vez mais comum, em diversos tipos de aparelhos, mas com especial incidência naqueles com maior idade operacional. Segundo o general, o avião de combate médio da USAF tem hoje 23,5 anos… Quando este valor em 1967 era de apenas 8,5 anos!

É imperativo renovar o equipamento em uso e algum do mais vital não tem sequer substituto previsto… É o caso dos 356 aviões de ataque A-10 que são muito eficientes e uma peça essencial em operações de apoio de proximidade (e muito usados no Iraque e no Afeganistão) que não têm substituto conhecido para além do JSF que terá que melhor ou pior servir… O mesmo se pode dizer dos vetustos mais ainda fundamentais B-52 Stratofortress (voam desde 1954) que foram usados intensamente nas duas guerras do Iraque e no Afeganistão e que continuam a ser fundamentis em bombardeamentos de saturação e que não têm qualquer substituto à vista, como o A-10… Na verdade, os EUA parecem tão obcecados em dotarem a sua força aérea de aviões de combate Stealth e muito manobráveis (como o JSF e o F-22) que não alocaram fundos para o apoio aéreo directo… Uma opção que tem as suas raízes na explosão de custos com os novos aparelhos de combate, como o F-22 Raptor, o mais caro avião de combate da História…

Fontes:

http://www.military.com/NewsContent/0,13319,135018,00.html?ESRC=topstories.RSS
http://www.globalsecurity.org/military/systems/aircraft/a-10-maintenance.htm
http://www.af.mil/news/story.asp?id=123031821
http://www.fighter-planes.com/info/jsf.htm

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci | 6 comentários

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6 thoughts on “Das dificuldades e da explosão de custos na USAF…

  1. Nito

    Actualmente acho que grande parte dos aviões de combate dos finais de 60, 70-80 com vários upgrades (avionics – armamento) podem dar conta do recado às várias ameaças que podem surgir. (ver programa de upgrade aos Mig-21 e 23), muitas vezes os preços para desenvolvimento e produção de novos aviões de combate são proibitivos.
    Os F-22 que ainda por cima não vão exportar (ver situação com Austrália ), não sei como podem suportar os custos só com as encomendas locais.
    Com a expansão dos mercados de armamento russo, visto que não são só os Países do ex-pacto de varsóvia e habituais clientes da guerra fria (angola, egipto,libia,etc..) têm as portas abertas para um negócio de milhões onde os americanos com todo o high-tech pago a peso de ouro terá dificuldade conseguir uma boa relação preço-qualidade.

  2. Nito: Boa prova disso é o B-52 que ainda dá excelentes provas disso! Os Mig-21 na versão modernizada na Roménia (Lancer) http://www.defense-update.com/news/lancer.htm também parecem ainda muito eficazes em combate na maioria dos cenários (embora não contra um Su-35 ou um F-22, claro…), mas a uma fracção do preço destes…

  3. Não comento os aviões ( gostava dos Mirage dos franceses:) belos aviões!mas gostava de deixar um apreço pela magnifica foto.

  4. Anónimo

    Companheiro, este é um movimento novo! Há poucas horas está a ser posto um movimento em marcha que visa paralisar a blogosfera.
    Existe uma certa blogosfera que quer, também ela, participar na GREVE GERAL, só que não sabe como.

    É simples, basta colocar esta imagem no teu blog:

    Porque tu tens um amigo que tem um blog, porque alguém do teu livro de endereços tem outro amigo que tem um blog, é importante que contribuas para o movimento “assim não!”.

    Antes de reenviares a todos os constantes do teu livro de endereços, apaga por favor o remetente (from): estamos num estado de pré-ditadura

  5. Estamos em greve! «Resiste muito. Obedece pouco.» (Henri Thoreau)
    Abraços

  6. embora se falan en difuculdades , os EUA sempre irá dar um jeito pra nunca faltar dinheiro na area militar ! por nais gastos que se tenha com guerras , iraques etc … os americanos estaraõ pronto pra gastar mais aindo no que se diz respeito a segurança dos EUA …. ponto para eles , por que tem dinheiro para gastar !!!

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