Os EUA recusam parcerias internacionais no seu “regresso à Lua”


(http://www.cbc.ca)

Os EUA recusaram uma proposta russa de exploração conjunta do nosso satélite natural, declarou Anatoli Perminov, o director da Agência Espacial Russa.

A possibilidade da colaboração das duas das três maiores agências espaciais do mundo surgira quando a NASA declarou que pretendia construir no pólo sul da Lua uma base internacional, operacional e permanente, cuja construção deverá começar em 2020 e terminar em 2024.

Na altura, responsáveis da NASA referiram a existência de contactos com a ESA assim como com as agências espaciais da Austrália, Grã-Bretanha, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Rússia, Coreia do Sul e Rússia, no sentido de colaborarem na construção e financiamento desta base. O facto de agora a oferta da Roscosmos ter sido tão liminarmente rejeitada é estranho, e tem evidentemente propósitos políticos… Como declarou o responsável russo: “Estamos prontos a cooperar, mas os EUA anunciaram que vão desenvolver o programa sózinhos”… Tratando-se de um programa extremamente caro, devendo todo o programa lunar da NASA em 2025, rondar os 230 biliões de dólares e a recusa de parcerias estrangeiras, quer na Despesa, quer no Desenvolvimento indica um autismo que não ser positivo para a Ciência nem sequer para a própria capacidade dos EUA para levarem sózinhos um programa tão ambicioso como o de construir e manter uma base lunar permanente.

Fontes:

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1292541

http://www.cbc.ca/technology/story/2006/12/05/moon-base.html

http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/12/04/AR2006120400837.html

http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/12/09/AR2006120900469.html

Os EUA deviam construir sózinhos uma Base Lunar?
1) Sim
2) Não

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Categories: SpaceNewsPt | 9 comentários

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9 thoughts on “Os EUA recusam parcerias internacionais no seu “regresso à Lua”

  1. Que mistérios podem revelar a lua? Os EUA parecem muito relutantes na ida de outros povos ao nosso satélite.

    Eis uma das séries que guardo com mais ansiedade para a nova temporada:

    http://www.tv.com/darkside/show/32007/summary.html?q=darkside&tag=search_results;title;0

  2. Infelizmente, penso que agem como a Rússia, a China e a Índia… Em vez de se colocar a Ciência e o destino último da Humanidade em primeiro lugar, colocam-se os interesses de propaganda interna e externa em primeiro lugar… Neste aspecto, o registo da ESA é exemplar…

  3. Ena pá!
    Acabo de ver a sinopse!… Interessante, hem?
    É que anomalias lunares… Temos uma quantas!
    Desde a teoria da conspiração das missões Apollo, até às ruínas lunares…

  4. alguns dirão: “como voltar se o homem nunca foi à Lua?”

    A teoria da conspiração é muito difundida em alguns círculos sociais. Até a explosão de um foguete brasileiro é atribuída aos EUA.

    Está tudo aqui: http://absurdosturos.blogspot.com

  5. 4rthur: Embora conheça o desaire do vosso foguete (sigo o vosso programa espacial desde a década de oitenta…), ignorava essa curiosa teoria da conspiação… Eis algo a refinar a seu devido tempo cá por estas bandas… Obrigado pelo alerta!

  6. sá morais

    tenho de estar atento á série do Dae, da qual julgo já ter visto alguns episódios ( ainda não me habituei ao novo nome… )

    Julgo que a lua ainda pode conter muitos mistérios e quero lá voltar a ver gente e agora numa base lunar. Nunca entendi que se lá tivesse ido à uns quase 40 anos e que depois tenham deixado de haver condições para lá voltar… Raios! Desde 1972!!! É estranho… Por esta altura as viagens à lua já deviam ser banais.

    Quanto à base lunar, preferia uma base internacional, bem ao estilo do Espaço 1999, com protagonismo europeu.

    Também não conhecia esta história vinda do Brasil… Bem, já não digo nada… O Arrow foi a prova dessas “aparadelas” na tecnologia alheia…

    Abraço

  7. Ultramar

    É verdade, Rui. Há quem acredite, no Brasil, que a destruição do VLS brasileiro foi sabotagem. E dos EUA!

    Bem, eu não creio muito nessa possibilidade, mas… é estranho o facto de até agora não terem descoberto a causa está ceda queima ou do accionar (na verdade, não foi explosão) dos propulsores, antes da hora… Parece que não houve nenhuma faísca…

    E concordo com o Sá Morais : seria bom se já existisse uma base lunar (mas, internacional), como em “Espaço 1999”. Principalmente com naves (“águias”, não?) como aquelas da série! São belas mesmo para os dias atuais!

  8. Sá:

    “tenho de estar atento á série do Dae, da qual julgo já ter visto alguns episódios ( ainda não me habituei ao novo nome… )”
    -> Mas onde é que vocês andam a ver isso? Há algum canal nacional a emitir a dita?

    “Julgo que a lua ainda pode conter muitos mistérios e quero lá voltar a ver gente e agora numa base lunar. Nunca entendi que se lá tivesse ido à uns quase 40 anos e que depois tenham deixado de haver condições para lá voltar… Raios! Desde 1972!!! É estranho… Por esta altura as viagens à lua já deviam ser banais.”
    -> Sim.. Mas com o fim da Guerra Fria acabou a grande motivação para lá regressar… E repara que se os EUA agora falam de regressar à LUa, fazem-nos apenas depois do anúncio dos planos da China e em pleno contexto da Guerra do Iraque, com motivações mais de marketing do que de Ciência… É uma pena, mas o que importa é que regressem, ante da China e que lá estabeleçam – em parceria com a ESA e a Rússia – uma instalação permanente que mantenha o Homem entre as criaturas vivas, aconteça o que acontecer aqui em baixo…

    “Quanto à base lunar, preferia uma base internacional, bem ao estilo do Espaço 1999, com protagonismo europeu.”
    -> Yep… Embora suponho que nunca poderá ser tão grande (300 habitantes!)

    “Também não conhecia esta história vinda do Brasil… Bem, já não digo nada… O Arrow foi a prova dessas “aparadelas” na tecnologia alheia…”
    -> Jà tinha lido esse tese de raspão nalguns blogs brasileiros, algures.

    Ultramar:

    “É verdade, Rui. Há quem acredite, no Brasil, que a destruição do VLS brasileiro foi sabotagem. E dos EUA!”
    -> Tb acho um quanto rebuscado… Teriam muito mais retorno em tramar o programa espacial chinês, por exemplo…

    “Bem, eu não creio muito nessa possibilidade, mas… é estranho o facto de até agora não terem descoberto a causa está ceda queima ou do accionar (na verdade, não foi explosão) dos propulsores, antes da hora… Parece que não houve nenhuma faísca…”
    -> Um foguetão é uma máquina tremendamente complexa, onde muita coisas podem correr mal… E uma máquina que é destruída – essencialmente – quando algo corre mal…

    “E concordo com o Sá Morais : seria bom se já existisse uma base lunar (mas, internacional), como em “Espaço 1999″. Principalmente com naves (”águias”, não?) como aquelas da série! São belas mesmo para os dias atuais!”
    -> Belas, mas… perigosas! Onde está o escudo térmico daquilo para proteger as naves nas reentradas?…
    -> E quanto sonhei eu com elas… E as fiz com lego e tudo o que apanhava à mão… Um ícone da minha infância, sem dúvida, essas Águias… E de todos nós, ao que parece!

  9. sá morais

    “Embora suponho que nunca poderá ser tão grande (300 habitantes!)”

    E porque não, num futuro mais ou menos distante? É como dizer que a barreira do som nunca seria quebrada… O que parece impossível hoje é o possível de amanhã. Acredito que um dia haverão cidades lá em cima com milhares de habitantes.

    ” Sim.. Mas com o fim da Guerra Fria acabou a grande motivação para lá regressar…”

    Talvez… Mas passados tantos anos era suposto que já se tivesse até ultrapassado esse patamar básico da exploração espacial e a verdade é que vejo muito pouco… Foguetões à Flash Gordon, estações espaciais muito… retro… e pouco mais. É como se estivessemos nos anos quarenta e continuassemos a ter os Spad como pico da tecnologia…

    Abraço!

    “Belas, mas… perigosas! Onde está o escudo térmico daquilo para proteger as naves nas reentradas?…”

    Esquece as reentradas… E um dia os escudos térmicos serão coisa do passado, pelo menos no conceito actual, quando existirem novos materias… Mas as Águias tinham um design/conceito que julgo ser fantástico para uma espécie de c-130 lunar.

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