A nossa vida na Internet escarrapachada no… Histórico do Google…

Sabia que existe um histórico de cada pesquisa jamais realizada no Google?… Eu não…

Até dar com a dita, quase de raspão, ao clicar na minha página personalizada do popular (íssimo) motor de busca e perceber que podia por exemplo, saber o que andava a procurar (e quando) no dia 31 de Outubro de 2006… Por exemplo, andava a sacar imagens para os Quids, nomeadamente para a ópera “Nabucco” e exemplos de pinturas de Pieter Brueghel, o Velho… E no dia 1 de Dezembro andava a tentar perceber se as imagens de um chinês comendo um feto humano que descobrira no blog do Sá Morais eram mesmo verdadeiras ou se eram mesmo um “hoax”, procurando documentar-me para ESTE post…

Esta capacidade pouco conhecida no Google, obriga a criar uma “Google Account” (que todos os que têm blogs no blogspot.com ou contas no Gmail já têm, de qualquer modo), e permite visualizar o que andavamos a procurar a uma dada altura, facilitando muitíssimo a descoberta daquela pergunta: “Como era mesmo aquele site que eu encontrei no mês passado?”

Podemos também ver a que hora é que realizávamos a maioria destas buscas… No meu caso eis o meu padrão de buscas:

Top queries

1.

r-44 russian missile

2.

evangeline lilly

3.

e-10

4.

qtek

5.

lost

6.

belkin

7.

ar telecom

8.

zhonghua vi

9.

su 27 iran

10.

lilly

Onde além do míssil R-44 (caramba, não me lembrava de ter procurado assim tanto pelo dito!) surge a inevitável… Evangeline Lilly, provavelmente, procurando recolher imagens para a minha batalha insensante com o Outsider sobre dita… O E-10… Que raio é o E-10? Qtek… Pois… De má memória… O pior telemóvel que já tive… o S100… Lost. Pois, é preciso dizer mais? Belkin… Um teclado de infravermelhos para o Qtek. Ar telecom para quando pensava chutar no rabo a Netcabo. Zhonghua VI… Hum. Um certo monocarril dos Quids… Su-27. Para perceber se o Irão os tem ou não (ainda hoje não sei com toda a certeza…) E por fim… Lilly… Sempre ela.

Top sites

1.

en.wikipedia.org

2.

pt.wikipedia.org

3.

www.microsoft.com

4.

www.globalsecurity.org

5.

www.geocities.com

6.

news.bbc.co.uk

7.

dn.sapo.pt

8.

www.fas.org

9.

www.imdb.com

10.

avia.russian.ee

A Wikipedia… Fonte principal de todas as minhas ciberrespostas. A Microsoft… Laboro obriga! Sobretudo a sua excelente knowledgebase… Globalsecurity: uma das melhores fontes para temas militares. Geocities. Não sei… Talvez pelos sites aqui alojados, acho eu. BBC e DN, as minhas duas fontes noticiosas favoritas. O fas.org, de novo, pela temática militar assim como o avia.russian.ee…

E pronto! Eis o meu log do “Google”…

Agora… Já repararam que se marcarem aquela check-box do “Guardar a minha password” qualquer pessoa que aceda ao seu computador pode consultar o que você andou a procurar na Net desde… Praticamente sempre? Tipo… Aquela lingeria feminina, aquelas imagens de sexo, aquelas… fotografias de certa actriz do Lost?

Hum.

Como é que se apaga mesmo este histórico do Google?

(P.S.: E por outro lado… Quem sabe o que nós procuramos tem uma ideia muito precisa sobre os nossos interesses e sobre aquilo que somos, não tem?… Para que fins exactos usará a Google esta informação?…)

Categories: Informática | 15 comentários

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15 thoughts on “A nossa vida na Internet escarrapachada no… Histórico do Google…

  1. Golani

    tens uma solução incrivelmente simples: não uses o Google

    mais radical ainda, não navegues na Internet

  2. boa pergunta, rui. instrumentos como esses, de fato, assustam, dada sua potencialidade.

  3. Nito

    mmhh… estranho, pensava que a Lilly estava em primeiro lugar!

  4. Há uns meses a Google foi intimada pelo “security act” a disponibilizar o registo de termos de busca versus endereço IP. Têm oferecido tesistência mas as más linguas dizem que já foram vendidos registos desses. Ah e não è necessário ter a conta google para ser espiado, em cada computador que usou uma busca google há um cookie que o identifica em todas as buscas posteriores.
    È uma questão de tempo até o google fazer o que os da google-watch os acusa, sem dúvida está ao alcance deles.

    http://www.eff.org/cgi/search-proxy.py?q=google&sa=Search+EFF
    http://www.google-watch.org/

  5. sa morais

    Rui, tendo em conta os assuntos que procuramos ( procurávamos, no meu caso ) para fazer e responder a jogos, o Google deve ter realmente um registo muito estranho… misseis? su-27?… Bem, o que pensarão de nós?…

  6. A google admitiu desde o principio que iria conservar toda a informação acumulada eternamente. Buscas do google, G-Mail, Blogger, Orkut (famoso no Brasil mas desconhecido por cá, onde temos o Hi5), Google desktop, Youtube (adquirido recentemete),Google maps e googleearth, etc etc etc. A correlação entre todos os giga, digo, terabytes de informação está a permitir ao google analytics fazer os mais exaustivos estudos de comportamento e de mercado alguma vez feitos. A empresa Google neste momento tem informação sociológica sobre todo o planeta, desde o Botswana até à islândia.

    A pergunta è: Vão eles usar os resultados dos seus estudos para fazer o mundo um sítio melhor, ou vão vender informação que permita às grandes multinacionais enganar os consumidores melhor? Eu sei o que eu faria. “money makes the world go round.”

  7. Golani

    Retrato do jovem moderno anti-globalização

    Usa t-shirts feitas na China com algodão do Brasil graças ao design Espanhol da Zara, e ténis da alemã Puma, produzidos na Índia com couro Argentino e borracha Tailandesa. Possui um telemóvel da Finlandesa Nokia, montado na República Checa, onde filma pequenos vídeos que partilha no site americano Youtube através do seu computador Japonês, que normalmente fica em cima de uma secretária Sueca do Ikea, construída com aglomerado de madeira produzido pela Portuguesa Sonae Indústria graças ao irritantemente capitalista Engº Belmiro.

    in http://small-brother.blogspot.com/2007/05/retrato-do-jovem-moderno-anti.html

  8. Ai, Ai!
    Se o meu registo cai nas mãos erradas, tenho a minha futura, e muito promissora, carreira politica arruinada.
    Um verdadeiro desastre. O investimento de uma vida, a manter as aparências, ia todo pelo google abaixo.
    Abraço!

  9. Anónimo

    Sá, devem achar que somos Terroristas Europeus… ahahahah

  10. Segundo a google a sua politica é a de “Do no evil”. De qualquer forma lembro-me que quando criei a minha conta me foi perguntado se queria e acitava que a google fizesse um histórico das minhas pesquisas para melhorar a informação que me fornecesse no futuro. A ideia é a de, sabendo os meus interesses e gostos, em buscas que eu faça me mostrem aquilo que pensam que eu quero. Isto é pelo menos o que dizem.
    abraço

  11. Bem, se forem ver o meu histórico vaõ pensar que sou algum geek… 😀 Só pesquisas de aviões, pinturas, estátuas, monumentos, armas… Ó diabo queres ver que vão pensar que somos alguns terroristas… A culpa é dos quids… 😀
    Um Abraço.

  12. E queres mesmo, realmente, verdadeiramente saber????

    Se calhar, é melhor não…

  13. mas que interessante… vou descobrir o meu histórico assim que possa

  14. Na verdade, confesso que não me agrada que informação que permite definir de uma forma tão exacta os meus interesses seja do meu agrado… Se a intenção fosse completamente “pura” guardariam esses dados numa cookie e deixavam ao utilizador o benefício de a apagar. Assim, guardando-a numa bd… Não creio que a cedam a governos (e daí… não é impossível, sob mandato e creio que já houve pressões nesse sentido). Mas é certo que a usam para refinar os ads que colocam no site principal, no gmail e por aí em diante…

  15. Golani

    Why does Google retain data? Because nonexistent laws tell it to

    By Nate Anderson | Published: May 14, 2007 – 11:53AM CT

    Google wants to know what you search for, and plenty of people have wondered why. The company’s global privacy counsel, Peter Fleischer, recently posted an explanation to this question of Google’s official blog, and his answers are quite simple: logging leads to better search, less fraud, and government compliance. Nothing evil about that, is there?

    Two months ago, Google announced a plan to anonymize its logs, but only after retaining the data for 18 to 24 months. After that time, user searches will still be stored, but it should be impossible to link search queries up with individual users. Of course, this is what AOL researchers thought when they released their own search logs, but queries often turn out to be highly specific things… the sort of things that can eventually be used to identify individuals.

    Commentators generally praised Google for at least taking steps to safeguard the privacy of information, but others wondered why Google truly needed to retain this information at all. According to Fleischer, log data is used to improve core Google search services, including the spell check component. “Google’s spell checking software automatically looks at your query and checks to see if you are using the most common version of a word’s spelling,” Fleischer says. “If it calculates that you’re likely to generate more relevant search results with an alternative spelling, it will ask ‘Did you mean: (more common spelling)?’ We can offer this service by looking at spelling corrections that people do or do not click on. Similarly, with logs, we can improve our search results: if we know that people are clicking on the #1 result we’re doing something right, and if they’re hitting next page or reformulating their query, we’re doing something wrong.” Sounds good—though it’s not clear why this couldn’t be done just as well with anonymous data.

    The company also uses the information to deal with fraud and abuse. “Immediate deletion of IP addresses from our logs would make our systems more vulnerable to security attacks, putting the personal data of our users at greater risk,” says Fleischer. “Historical logs information can also be a useful tool to help us detect and prevent phishing, scripting attacks, and spam, including query click spam and ads click spam.”

    But when it comes to the issue of government compliance, the argument gets less straightforward. Fleischer claims that retaining personal data for two years is necessary because of European and US data protection laws, even though those laws do not yet exist. The EU’s Data Retention Directive was passed in late 2005 but has yet to be implemented by the various member states (which have until 2009). The law requires each country in the EU to adopt a retention requirement of between six and 24 months.

    “Since these laws do not yet exist, and are only now being proposed and debated,” Fleischer says, “it is too early to know the final retention time periods, the jurisdictional impact, and the scope of applicability. It’s therefore too early to state whether such laws would apply to particular Google services, and if so, which ones.” Even though the laws are not yet in force in Europe and won’t apply retroactively, Google still uses the law as an argument to retain data now, and to do so for the longest possible period the law provides for.

    In the US, no general data retention laws have been passed, though the government has mooted numerous proposals for a two-year retention requirement to combat child pornography and other ills. Fleischer suggests that Google’s behavior is proper because the government has simply “called for 24-month data retention laws.”

    In the past, the company has stood up for user privacy against Department of Justice subpoena requests, and it has adopted a comprehensive anonymity policy. But the company does itself no favors by engaging in some rhetorical sleight of hand and claiming that laws which don’t yet exist ought to guide its current behavior; just admit that the reasons are business-related and be done with it.

    Fonte: http://arstechnica.com/news.ars/post/20070514-why-does-google-retain-data-because-nonexistent-laws-tell-it-to.html

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