Daily Archives: 2007/05/08

Sobre a resposta da Guarda Nacional ao Tornado em Greensburg e da pressão colocada sobre as forças armadas dos EUA

(http://www.smh.com.au)

Segundo a governadora do estado do Kansas, Kathleen Sebelius, a resposta da Guarda Nacional ao tornado de classe F-5 que destruiu completamente a cidade de Greensburg estaria a ser comprometida. George Bush vai visitar os locais mais afectados daqui a alguns dias e arrisca-se a tornar a ouvir as mesmas críticas de “resposta lenta e ineficiente” que já teve que ouvir aquando da lenta e inepta resposta federal ao Furacão Katrina em New Orleans (ver AQUI).

Falando em directo para a CNN, a governadora do Kansas declarou que o Estado não tinha equipamento vital da Guarda Nacional devido às guerras no Iraque e no Afeganistão. Segundo ela, o Estado teria normalmente entre 70 a 80% do equipamento disponível, mas actualmente, somente entre 40 a 50% estaria disponível… Segundo a governadora “estas faltas, vão retardar em muito a reconstrução”.

De facto, a Guarda Nacional tem sofrido a parte de leão do esforço de guerra no Iraque, o que resulta no facto de cerca de 90% das unidades da Guarda Nacional estacionadas nos EUA estarem classificadas como “Not Ready” (ver AQUI) estando com menos de 50% do equipamento e pessoal que teriam em tempos normais e logo, estão impreparadas para responder a uma qualquer urgência que ocorra nos EUA… O problema é financeiro, faltando biliões de dólares para repôr esse equipamento… Só no Kansas, estima-se que 117 milhões de dólares em equipamento da Guarda Nacional local estejam no Iraque, e deste, perto de metade não vai regressar, tal é a taxa de perdas e avarias no local… E a situação ainda se vai agravar mais, com a decisão de Bush de enviar mais 14.000 guardas nacionais para o Iraqueem 2008.

Extracto da entrevista da governadora do Kansas:

SEBELIUS: Well, states all over the country are not only missing personnel, National Guard troops are — about 40 percent of the troops on the ground in Iraq and Afghanistan — but we’re missing the equipment. When the troops get deployed, the equipment goes with them.

So, here in Kansas, about 50 percent of our trucks are gone. We need trucks. We’re missing Humvees, we’re missing all kinds of equipment that can help us respond to this kind of emergency.

ROBERTS: So how is that going to hamper efforts both in the recovery and the rebuilding?

SEBELIUS: Well, as you travel around Greensburg, you’ll see that the city and county trucks were destroyed. They — the storm hit them, as well as anything…

ROBERTS: Fire trucks and everything is gone.

SEBELIUS: So we’re borrowing equipment from around, but National Guard are our first responders. They don’t have the equipment they need to come in. And it will just make it that much slower.

Se os EUA não conseguem manter um nível de forças suficiente nos EUA para virarem definitivamente a seu favor o conflito no Iraque, e se estão a retirar do Afeganistão, e apesar disto estão a erodir a esta escala as suas forças que mantêm de reserva, na rectaguarda nos EUA, e prejudicam desta forma a reacção a catástrofes naturais ou a outros imprevistos numa escala desta dimensão, então… Confirmam-se os receios daqueles que temem que as forças armadas dos EUA estão actualmente a serem submetidas a uma pressão demasiado grande que está a comprometer a sua capacidade para cumprirem eficazmente as suas missões no estrangeiro e no próprio território nacional. De permeio… Enquanto se alimenta um conflito sem fim à vista e onde a vitória parece cada vez mais distante, que capacidade de resposta resta para uma eventualidade que pode surgir a qualquer momento na Coreia do Norte, no Irão ou… Nos próprios EUA, com um desastre de escala maior ou com uma sempre provável… Reedição do Katrina?

Fontes:
http://www.military.com/NewsContent/0,13319,135021,00.html?ESRC=topstories.RSS
http://tailrank.com/1885199/Iraq-War-Is-Slowing-National-Guard-s-Tornado-Response
http://thinkprogress.org/2007/05/07/sebelius-tornado/
http://www.forbes.com/prnewswire/feeds/prnewswire/2007/04/06/prnewswire200704061506PR_NEWS_B_NET_DC_DCF055.html

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sQuid S2-47: A que empresa portuguesa pertence este logotipo?

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Navegações fenícias no Atlântico

Não discutiremos as motivações geopolíticas e económicas que levaram o faraó Necao II a decidir tentar a ligação entre os dois mares, o Mediterrâneo e o Vermelho, que transportavam a maioria do comércio para o seu país, mas foi para estudar a viabilidade dessa ligação essa ligação foram contratadas tripulações fenícias. Herodoto, nas suas “Histórias”, IV, 42, dá-nos a conhecer estes acontecimentos: “não há dúvida de que a Líbia, excepto na parte que confina com a Ásia, é circundada pelo mar. O primeiro a demonstrá-lo, tanto quanto consta, foi Necao, rei do Egipto. O qual, depois de ter deixado de escavar o canal do Nilo ao golfo Arábico, mandou marinheiros fenícios a bordo de navios mercantes, com o encargo de regressarem pelas Colunas de Hércules, até chegarem ao mar do Setentrião e ao Egipto. E os Fenícios partiram do mar Vermelho e percorreram o Mar do Meio Dia. Chegado o Outono ancoravam, semeavam a terra nos pontos da Libia onde a sua navegação havia chegado, e esperavam pela colheita. Faziam a colheita do grão e tornavam a partir. Passaram-se dois anos e no terceiro, dobraram as Colunas de Hércules e chegaram ao Egipto. E diziam uma coisa na qual eu, por mim, não acredito, mas outros, talvez sim: isto é, terem visto, durante a circum-navegação da Libia, o Sol à sua direita.”

FENÍCIOS NO BRASIL

É famosa a chamada “Inscrição da Paraíba”, do nome do seu lugar de origem. O primeiro a dar a notícia da sua existência foi, em 1864, o estudioso brasileiro Ladislau de Souza Mello Netto, que se baseou num desenho enviado, dois anos antes, ao Museu do Rio de Janeiro, por um tal Joaquim Alves da Costa. Ninguém, nem mesmo Ladislau Netto, viu, alguma vez, o original. Esquecida durante anos, a inscrição foi trazida para a ribalta, em 1968, pelo americano Cyrus H. Gordon, que a voltou a analisar, afirmando peremptoriamente a sua autenticidade.

É este o texto da inscrição: “Nós somos filhos de Canaan de Sidon, a cidade do rei. O comércio atirou-nos a esta praia distante. Sacrificámos um jovem aos deuses e as deusas, no ano décimo nono de Hirão, nosso rei poderoso. Partimos de Eziongeber no mar Vermelho e viajámos com dez navios. Mantivemo-nos juntos no mar durante dois anos, a volta da Terra de Cam (África), mas a tempestade separou-nos e nunca mais nos encontramos com os nossos companheiros. Assim, viemos ter aqui, doze homens e três mulheres, a uma praia que eu, o almirante, governo. Possam os deuses e as deusas favorecer-nos!”

Cyrus H. Gordon acreditava existirem neste texto particulariedades linguísticas que não podiam ser conhecidas por um falsário em 1872 uma vez que só mais tarde se tornaram do conhecimento dos estudiosos.

Ladislau Netto divulgou a inscrição em 1874. O parecer de uma das maiores autoridades da época, Ernest Renan foi, assim que dela teve conhecimento, absolutamente negativo, classificando-a categoricamente como falsa. Em resposta, Netto, escreve a Renan, em 1885, uma carta aberta. Nesta revela que sempre teve dúvidas sobre o caso, e que teve se interessar pelo problema devido a pressões de D. Pedro II, admirador das culturas clássicas e pré-clássicas e estudioso das línguas semitas. Não tendo conseguido identificar o remetente da carta nem a propriedade de Pousio Alto onde a inscrição fora achada, Netto escreve a cinco pessoas: quatro estrangeiros e um brasileiro, que considera capazes de fabricar a inscrição fenícia.

Na resposta de um deles julga ter encontrado a caligrafia do misterioso Joaquim Alves da Costa; escreve-lhe uma segunda vez e a carta de resposta não lhe deixa nenhuma dúvida, crê ter identificado o falsário, mas nunca chegaria a revelar o seu verdadeiro nome, porquê? Segundo Geraldo Ireneo Joffily, as referências ao soberano tornam-no na principal suspeita, tanto mais porque era precisamente um dos maiores especialistas brasileiros no assunto.

UM BÉTILO CARTAGINÊS NA IRLANDA ?

Um bétilo cartaginês, de imprecisa proveniência, conservado em St. Joneeston, na foz do Foyle, na costa oriental da Irlanda. Este bétilo foi primeiramente publicado pelo reverendo O. Davies no “Journal of Royal Society of Antiquaries of Ireland”, 83, 1953.

ACHADO ARQUEOLÓGICO FENÍCIO NA CIDADE DO CABO ?

C. Finzi, na sua obra “Nos Confins do Mundo” refere que no século passado, perto da Cidade do Cabo, teria sido achado um vestígio arqueológico fenício, não dá, contudo, grande fundamento a notícia. Como esta foi a única referência que até agora descobrimos fazemos menção a esta descoberta com a maior das reservas.

NAVIOS GADITANOS NA ÁFRICA ORIENTAL, A HISTÓRIA DE EUDOXIO

Estrabão, na “Geografia”, II, 3, 4-5, baseando-se na “Corografia” de Pomponio Mela”, III, 9 e em Cornelio Nepos (referido por Plinio, “História Natural”, II, 67), descreve a história de Eudoxio, um grego de Cizico, na Ásia Menor, que depois se terá mudado para o Egipto. Daqui terá partido, por duas vezes, para a Índia. Seria no regresso da segunda viagem que foi arrastado pelos ventos e arremessado para as costas da África Oriental.

Cedo aprendeu a língua dos indígenas e começou a explorar o litoral desse país para onde o destino o atirara. Seria no decorrer dessas viagens que descobriria algo que a partir de então nortearia a sua vida: um pedaço de madeira esculpido com uma cabeça de cavalo, ou seja, um beque (extremidade superior de uma proa). Eudoxio te-lo-á levado para o Egipto. Aqui, capitães experimentados disseram-lhe que não havia dúvidas: o beque viera de Cádis, de uma pequena embarcação usada não por comerciantes, mas por pescadores. Entusiasmado, decidiu percorrer a mesma via que estes supostos pescadores teriam percorrido até a costa oriental de África. Partiu do Egipto para Ocidente. Ao chegar a Cádis, ganhara comerciando o suficiente para armar, às suas custas, uma flotilha composta por “uma grande nave e duas embarcações menores do tipo usado pelos piratas”. Meteu a bordo médicos, músicos, artistas, bailarinos e bailarinas, e rumou a sul, ao longo da costa africana, impelido por bons e “constantes ventos ocidentais”.

A história de Eudoxio é reforçada por uma fonte independente. Trata-se de Plínio, que descreve que navios romanos enviados num reconhecimento em redor da Península Arábica, teriam encontrado elementos de embarcações ibéricas, o que teria levado Roma a ponderar o lançamento de uma expedição de circum-navegação ao continente. A morte de Gaio César no ano de 4 d.C. teria feito abortar este ambicioso projecto.

DESCOBERTA DA ILHA DA MADEIRA POR MARINHEIROS GADITANOS

Diodoro Sículo narra que alguns marinheiros de Gades, ao navegarem pela costa africana, foram arrastados, durante alguns dias, para o largo até avistarem uma grande ilha, onde desembarcaram (81).

Os navegadores exploraram a ilha concluindo que tinha um clima muito suave e um solo extremamente fértil; eram poucas as terras chãs, mas as colinas e montanhas eram muito ricas de árvores valiosas, tanto aromáticas como para construção. Era percorrida por rios navegáveis, sendo possível encontrar, por toda a parte, fontes de óptima água doce.

Por alguma ignorada via, os Etruscos vieram a saber desta descoberta. Na altura o poderio naval Etrusco não conhecia rival, e esse povo terá então concebido – segundo Diodoro Siculo – o projecto de estabelecer aí uma colónia. Cartago, contudo, tudo fez para frustar o projecto deste seu aliado, conseguindo efectivamente que este nunca chegasse a ser concretizado.

Na narrativa um único facto não concorda com a descrição da ilha da Madeira é a referência a rios navegáveis, que é sabido nunca terem existirem nesta ilha. Talvez a explicação para esta incoerência se deva a quer Diodoro, quer ao facto de o pseudo-aristotélico terem escrito muito tempo depois dos acontecimentos narrados, que devemos situar antes de 474 a.C.; isto é, antes da derrota naval de Cuma, da qual a marinha etrusca nunca mais se recompôs. Mas, e apesar do seu desejo inicial, Cartago não chegou a colonizar a ilha, limitando-se a proibir aos seus cidadãos a migração para esse local paradisíaco, reservando-a para um possível futuro êxodo.

Outra fonte, desta vez a biografia de Sertorio, escrita por Plutarco, relata que os marinheiros gaditanos se ofereceram a Sertorio para o levar para um local em pleno Atlântico onde existiam duas ilhas muito férteis e de clima muito suave. Plutarco chama-lhes “Ilhas Afortunadas”.

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Quid S8-21: Que empresa fundaram estes tipos?

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Dificuldade: 3

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