O 767 da Google e algumas… Contradições!


Segundo o fiável “The Wall Street Journal” os dois fundadores e donos do imensamente lucrativo Google embora conduzam veículos híbridos (dois Toyota Prius neste caso), mas aparentemente, esta adesão destes dois multimilionários à onda ecológica não foi totalmente sincera e não passou de mais um golpe de Marketing já que acabaram de comprar um… Boeing 767.

Trata-se de um Boeing 767-200, um avião muito utilizado por companhias de aviação e com capacidade para mais de 180 passageiros, mas que no caso da Google está a ser modificado para acolher até 50 passageiros voando nas condições do mais absoluto e nabábico… luxo. O avião vai incluir duas salas de reunião, salões de descanso, balneários com duche, salas de jantar e entre 12 a 16 lugares para “convidados” dos donos da Google. Nesta onda de magnates da Informática, os “meninos” de quarenta anos da Google, Larry Page e Sergey Brin, não fogem à regra dos seus colegas magnates… O fundador da Microsoft, Paul Allen tem, sózinho, dois Boeing 757, menores que o 767… Mas dois!

O 767 deve ter custado qualquer coisa na casa dos 15 milhões de dólares… Parece muito, não parece? Mas é contudo muito mais barato que a maioria dos jactos executivos que os ultra-hiper-mega ricos do mundo usam que chegam fácilmente aos 45 milhões. E neste caso, o 767 nem é novo (é um antigo modelo da Qantas), caso em que custaria 25 milhões, e não a bagatela de 15 em que ficou… Por aqui, tudo bem e conforme a tradição ecológica que a Google procura associar ao seu nome, mas a coisa começa a patinar quando avaliamos o consumo de combustível de um 767 com um de um Gulfstream e comparamos os 13 mil dólares por hora do 767 com os 7800 do Gulfstream… Assim, a campanha de marketing da Google, com a entrega de 500 milhões para um fundo para projectos sobre Efeito de Estufa e a concessão de 5 mil dólares aos empregados que comprem carros híbridos e até a sua própria posse de Prius, sai um tanto amachucada…

Como nota final fica a informação dos salários destes dois megamilionários a quem a Google paga um salário de… 1 dólar por ano. Ao qual felizmente se somam os 14 biliões que cada um tem em acções da companhia… Caso contrário de um Boeing 767 só teriam a… vista quando eles passam entre as nuvens!

Fonte: http://www.post-gazette.com/pg/05308/600836.stm

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Categories: CodeFarmPt, Ecologia, Informática | 17 comentários

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17 thoughts on “O 767 da Google e algumas… Contradições!

  1. Golani

    “se somam os 14 biliões que cada um tem em acções da companhia”

    há uns 10 anos o Google não existia, e estes 2 tipos partilhavam um quarto num dormitório numa Universidade

    os States são um espectáculo, não são ?… ehehehe

  2. surpresa, não é?

  3. Se os EUA não tivessem um governo federal tão ávido de impostos para financiar uma máquina de guerra cada vez mais cara e influente, poderia haver muitos mais milionários como Larry Page e Sergey Brin… Assim como está, temos um “império mundial” cada vez com mais rachas nos pés e incapazes de estar em todo o lado ao mesmo tempo… Um pouco como a Roma do século V que tentava desesperadamente defender um Limes cada vez mais extenso e mais mal guarnecido das hordas de bárbaros que invejavam a prosperidade romana a partir do exterior…

  4. Golani

    lá estás tu a escrever clichés outra vez:

    Se os EUA não tivessem um governo federal tão ávido de impostos

    os gastos governamentais como % do PIB nos USA fica pelos 35%, na Europa (15) encontra-se acima dos 45%

    gráfico: http://www.heritage.org/Research/Budget/images/chart2_large.gif

    para financiar uma máquina de guerra cada vez mais cara e influente

    desde a 2ª GM que o orçamento militar dos USA como % do PIB tem vindo a descer, para 2007 estará nos 4,3%

    em 91, na 1ª Guerra do Golfo, estava nos 4,6%
    em 86, no fim da Guerra Fria, era de 6,0%
    em 68, durante o Vietname, estava em 9,8%
    em 53, durante a Coreia, era de 11,7%
    em 45, no fim da 2ª GM, representava 34,5%

    gráfico: http://www.heritage.org/Research/Budget/images/bg2022_chart1.gif

    Mais uma vitória:

    O fenómeno Google não deixa de surpreender. Depois de ser considerada a marca mais valiosa do mundo, a empresa criada por Sergey Brin e Larry Page alcançou agora a liderança do “ranking” das empresas mais desejáveis para trabalhar. Em 2005, ocupava a posição 129.

    De acordo com um estudo realizado pela Universum Inc., a Google é considerada pelo estudantes de MBA (master business and administration) o melhor local para trabalhar. Em apenas dois anos, o motor de busca criado por Sergey Brin e Larry Page deixou a 129ª posição para ocupar o primeiro lugar no “ranking” das empresas mais desejadas, destronando a McKinsey. O consultora ocupou a primeira posição durante 12 anos consecutivos.

    “É literalmente a empresa de sonho para qualquer estudante de MBA”, confirma Claudia Tattanelli, presidente-executiva da Universum

  5. e diria eu: eu não vou acusar ninguém de usar clichés… mas… permite-me observar:
    1. Essa redução percentual ocorre sempre a partir de um patamar máximo que foi uma guerra mundial, que os EUA tiveram que travar em duas frentes, e numa escala nunca mais repetida… Os EUA de hoje teriam a força militar para combater tão intensamente e com tantos meios em duas frentes tão separadas uma da outra?
    2. Os níveis de despesa actuauis ocorrem num momento de Paz! Isto é, o orçamento de defesa actual não contempla nenhuma guerra da escala da Coreia, do Vietname, nem de nenhuma das guerras do Iraque… Por isso, tem que ser necessariamente inferior ao desses períodos. Apesar do atoleiro iraquiano e da despesa que este acarreta.
    3. Em 2006, os EUA gastaram na Defesa tanto quanto os 14 seguintes maiores “consumidores” em Defesa juntos! E destes o único potencial adversário é a China que aparece em 6º, com uma despesa de cerca de 8 vezes menos que os EUA!
    4. Os EUA gastaram em 2003, o equivalente a 47% de todas as despesas militares do mundo!
    5. E esses valores relativos são falaciosos… O PNB dos EUA tem subido muito desde 1945… E logo, o valor absoluto da despesa não tem diminuido, mas… explodido, em termos absolutos! Especialmente se tivermos em conta os chamados “discretionary spendings” que em 2003 poderão ter ultrapassado os 50% do valor total gasto em Defesa!
    6. Os EUA gastam por ano perto de 1 trilião de dólares em actividades ligadas directamente à Defesa Nacional… Mas o orçamento “oficial” é de menos de 490 milhões… (os tais 50% de que falava no ponto 5)
    7. As despesas de uma pesada e sofisticada máquina militar estão a devorar uma parcela muito significativa da Economia e da riqueza gerada nos EUA… Estima-se que em 2006, 41% de todos os impostos cobrados nos EUA tiveram como destino o sector da Defesa! Semelhante aos 51% do orçamento português de 73 gastos com a Guerra Colonial…
    8. Em termos absolutos, em 98, os EUA gastavam 364 milhões de USDs… E em 2006, 626 milhões! Isto aplicando o dólar actualizado e não os valores absolutos, não corrigidos pela inflação… Ou seja! Quase 50% mais em apenas 8 anos? Onde estarão em 2015? Em 1,5 trilões?! (fora o não-orçamentado, claro…)

    Fontes:
    http://www.independent.org/newsroom/article.asp?id=1941
    http://www.fcnl.org/now/pdf/2006/mar06.pdf
    http://en.wikipedia.org/wiki/Military_budget_of_the_United_States
    http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_military_expenditures
    http://www.globalissues.org/Geopolitics/ArmsTrade/Spending.asp
    http://www.fcnl.org/issues/item.php?item_id=2336&issue_id=19

  6. Golani

    se queres insistir….

    Ten Myths About the Defense Budget

    http://www.heritage.org/Research/Budget/bg2022.cfm

  7. É uma discussão bizantina, mas com uma importante e marcante diferença:
    1. a escassez de fontes de um lado
    2. a abundância do outro

    Entre ambas, mantenho a minha posição e anoto que não contestaste nenhum dos 8 pontos…

    E nota, que não disse que os EUA são o país que no mundo mais dedica à Defesa. Disse e redigo apenas que a Defesa assume hoje uma parcela perigosamente importante dos impostos americanos, e que a máquina de guerra dos EUA, global e muito eficiente, começa a ser demasiado cara para se manter neste níveis durante muito mais tempo sem antes asfixiar a própria economia que devia defender…

  8. Ò Golani, não leves a mal mas citar a fundação heritage, talvez o mais desavergonhado “think tank” neoconservador, não vai ganhar discussão nenhuma.

    Já agora deixa comentar o ponto 1. Os estados unidos foram um dos poucos paises que na história conseguiram (3 vezes) implementar o conceito de “Total War”, coisa que nem a alemanha nazi fez. Creio que mesmo com as mudanças sociais, è um pais que ainda goza de uma grande reserva de fanáticos nacionalistas (Em grande parte educados por instituições como a que o Golani cita) e portanto acho que conseguiria chegar ao nivel de intensidade semelhante ao da 2ª guerra mundial em poucos meses.

    Onde eu acho que a análise do rui falha è na causa/efeito. Não creio que a máquina de guerra americana seja um peso para a economia, muito antes pelo contrário, è por causa da maquina de guerra americana que a economia è tão forte. Os governos estrangeiros têm medo de afrontar os poderes economicos porque sabem que são eles que controlam verdadeiramente o pais. Assim as empresas americanas conseguem contrato favorável atrás de contracto.
    Se os estados unidos desistissem da hegemonia militar que gozam veriamos rapidamente as empresas americanas a perder contractos por esse mundo fora.
    Bem, mas a pobre Google não anda metida nisso, acho que não, talvez.

  9. Golani

    Rui Martins (11:20:11) :

    Entre ambas, mantenho a minha posição e anoto que não contestaste nenhum dos 8 pontos…

    os teus pontos não entram necessariamente em contradição com o que disse, tu falas em nº absolutos, eu falo em nº relativos muito mais indicados para proceder a comparações

    a tua posição é que o esforço de guerra estava a sufocar a economia americana e responsável por um aumento da carga fiscal

    esta posição é errada

    não só esta Administração desceu os impostos, como em termos estruturais a carga fiscal sobre a economia no US é uns 10 pontos percentuais inferior à da Europa. Ainda esta semana saiu um estudo do BCE que afirmava: “A redução dos impostos pagos pelas empresas e particulares da Zona Euro para níveis semelhantes aos existentes nos EUA resultaria, no longo prazo, num crescimento de 12% no produto interno bruto da Zona Euro”

    e relativamente ao peso da despesa militar na economia, demonstrei que esta tem vindo a descer nos 50 anos (o seu peso tem vindo a diminuir, não a aumentar) e que actualmente apenas representa uns 4% da riqueza criada, logo de maneira alguma sufoca economia

    JG (23:31:29) :

    Ò Golani, não leves a mal mas citar a fundação heritage, talvez o mais desavergonhado “think tank” neoconservador, não vai ganhar discussão nenhuma.

    os quadros indicados são baseados em dados oficiais portanto não vale a pena “atacar” o mensageiro

    a Heritage é um think tank Conservador com quase 4 década de existência e um dos mais respeitados nos USA, bastante distinto do cliché “neo-conservador” que é uma facção que apenas ganhou influência e poder com esta Adminstração….e que falhou redondamente, dai que muitas dos críticos dos neo-conservadores podem ser encontrados nos Republicanos

    The Heritage Foundation is a public policy research institute based in Washington, D.C., in the United States.

    Heritage’s stated mission is to “formulate and promote conservative public policies based on the principles of free enterprise, limited government, individual freedom, traditional American values, and a strong national defense.” Its operations have transformed the traditional concept of the “think tank” and have had a significant impact on the domestic and foreign policies of the United States government.

    Já agora deixa comentar o ponto 1. Os estados unidos foram um dos poucos paises que na história conseguiram (3 vezes) implementar o conceito de “Total War”, coisa que nem a alemanha nazi fez. Creio que mesmo com as mudanças sociais, è um pais que ainda goza de uma grande reserva de fanáticos nacionalistas (Em grande parte educados por instituições como a que o Golani cita) e portanto acho que conseguiria chegar ao nivel de intensidade semelhante ao da 2ª guerra mundial em poucos meses.

    A Alemanha Nazi não implementou o conceito “Total War” !?

    o teu post tem piada, tu esqueces de referir que os US não originaram nenhuma das Guerras

    (1ª GM foram os paises Europeus, na 2ª Alemanha Nazi e Japão Imperial e finalmente a Guerra Fria, URSS)
    mas foram arrastados para o conflito e, colocados nessa posição, reagiram com enorme força e poder

    Onde eu acho que a análise do rui falha è na causa/efeito. Não creio que a máquina de guerra americana seja um peso para a economia, muito antes pelo contrário, è por causa da maquina de guerra americana que a economia è tão forte.

    o investimento militar em novas armas e novas tecnologias é tb responsável por novos avanços tecnológicos..ex: a Internet foi criada pelo US military

    Os governos estrangeiros têm medo de afrontar os poderes economicos porque sabem que são eles que controlam verdadeiramente o pais. Assim as empresas americanas conseguem contrato favorável atrás de contracto.

    o primeiro alerta para uma situação potencial poder excessivo do parte do complexo industrial-militar foi dado pela primeira vez por Presidente dos USA, e ex-General, Dwight D. Eisenhower em 1961:

    “A vital element in keeping the peace is our military establishment. Our arms must be mighty, ready for instant action, so that no potential aggressor may be tempted to risk his own destruction…

    This conjunction of an immense military establishment and a large arms industry is new in the American experience. The total influence — economic, political, even spiritual — is felt in every city, every statehouse, every office of the federal government. We recognize the imperative need for this development. Yet we must not fail to comprehend its grave implications. Our toil, resources and livelihood are all involved; so is the very structure of our society.

    In the councils of government, we must guard against the acquisition of unwarranted influence, whether sought or unsought, by the military-industrial complex. The potential for the disastrous rise of misplaced power exists and will persist.

    We must never let the weight of this combination endanger our liberties or democratic processes. We should take nothing for granted. Only an alert and knowledgeable citizenry can compel the proper meshing of the huge industrial and military machinery of defence with our peaceful methods and goals so that security and liberty may prosper together.”

    Se os estados unidos desistissem da hegemonia militar que gozam veriamos rapidamente as empresas americanas a perder contractos por esse mundo fora.

    que empresas ? …talvez empresas de sectores específicos como armamento, mas em termos gerais não estou a ver…deixaria de usar o Windows, o Google, o Yahoo, comprar Nike, ir ao McDonalds, ver séries americanas, ouvir musica americana, comprar medicamento da Pfizer e da Merck, equipamento médio da GE…etc…ect…?

    Bem, mas a pobre Google não anda metida nisso, acho que não, talvez.

    pois…tb não percebo, pq q este post descambou

  10. É verdade… O post “descambou” no sentido de que o tema eram as contradições do marketing (falso) da Google quanto à sua política ecológica… Mas abordou um tema muito melhor, que é o de saber se é possível aos EUA manterem o seu estatuto de potencia militar de escala global sem colocarem em risco a própria economia que sustente e alimenta este estatuto… Penso ter demonstrado que não… E continuo a não dar grande valor às percentagens, lamento Golani… O que é flagrante é a escala da riqueza que assim é consumida e quanto ao peso nos impostos (10%?!) olha que esse é númeo muito disputado e longe de consensual…

  11. Golani, não tenho culpa que não saibas o que è “total war”. A guerra fria não tem nada a ver com total war, aliàs, foi a guerra fria que acabou com o a sua prática. As guerras foram, a guerra civil americana, a primeira e a segunda grande guerras. E não , a alemanha não implementou na primeira grande guerra porque não conseguio fazer racionamento, e na segunda a ideologia nazi preferiu apostar em trabalho escravo em vez de criar uma “home front”. Só implemetou a home front no fim da guerra, depois do falhanço da operação barbarrossa colocar os campos de trabalho no leste em perigo..
    Por favor antes de achares graça ao que os outros dizem tenta comprender, è irrelevante para a discussão quem começou as guerras.

    “mas em termos gerais não estou a ver…deixaria de usar o Windows, o Google, o Yahoo, comprar Nike, ir ao McDonalds, ver séries americanas, ouvir musica americana, comprar medicamento da Pfizer e da Merck, equipamento médio da GE…etc…ect…?
    Boa lista de empresas, bem escolhida, não fala de nenhuma empresa do sector energético, nem do sector de construção nem do sector dos transportes. Mas fala do sector de restauração, farmacêutica e maquinaria industrial. Quantos paises teriam já renunciado as patentes americanas, como o brasil fez recentemente à Merck? Quantos macDonald’s teriam sido queimados por clones de Bové? E será que ainda havia alguma importação de carro tão poluentes? È-me dificil explicar porque os estados unidos conseguem vender certas mercadorias senão pelo receio de represálias economico-militares.

  12. Só mais uma achega…
    Qual é actualmente o uso da informação recolhida via Echelon?…
    Hum?

  13. Golani

    JG (18:51:38) :
    Golani, não tenho culpa que não saibas o que è “total war”.

    não sejas arrogante, o que escreveste até agora não te permite essa atitude

    “Total war is distinguished by its unprecedented intensity and extent. Theaters of operations span the globe; the scale of battle is practically limitless. Total war is fought heedless of the restraints of morality, custom, or international law, for the combatants are inspired by hatreds born of modern ideologies. Total war requires the mobilization not only of armed forces but also of whole populations. The most crucial determinant of total war is the widespread, indiscriminate, and deliberate inclusion of civilians as legitimate military targets.”

    Roger Chickering

    a Guerra Civil Americana foi uma Total War, mas tendo em conta que se está a discutir é a influência dos USA sobre o resto do Mundo não parece o melhor argumento usar um acontecimento de ordem interna

    a 1ª e a 2ª foram exemplos máximos de Total War

    e a Guerra Fria era a Total War levada ao limite, destruição mútua assegurada numa questão de horas, sem vencedores, só vencidos….foi levar a Total War ao limite que acabou com ela

    Por favor antes de achares graça ao que os outros dizem tenta comprender, è irrelevante para a discussão quem começou as guerras.

    é irrelevante !?

    vocês pintam aqui um cenário em que os USA são um “império do Mal”, que subjuga os outros povos através do seu enorme poder militar e basta-nos recuar 100 anos para ver que a Humanidade envolveu-se 2 Guerras Mundiais

    Pergunta: Foram os US que as provocaram para manter o seu poder ?
    Não, foram os iluminados dos Europeus….os Americanos tiveram que intervir para acabar com elas

    Surgimento a URSS, regime totalitário que ocupou metade da Europa e com ambições globais

    Pergunta: Quem fez frente a este regime totalitário e garante da Liberdade e Democracia na Europa? USA

    Boa lista de empresas, bem escolhida, não fala de nenhuma empresa do sector energético, nem do sector de construção nem do sector dos transportes.

    sector energético – porventura sabes que as 13 maiores empresas energéticas mundiais são NOC ? Sabes que controlam 90% das reservas de oil e gas ?

    national oil comapanies, propriedade ou controladas por governos, tais como Rússia, Arábia Saudita, Irão , Brasil, Venezuela, Líbia, Kuwait, Quatar…)

    e os produtores organizam-se em cartel para terem poder sobr eo preço de venda

    e que a maior “multinacional” vem em 14º ( a Exxon), e que estas controlam apenas 10% das reservas de oil e gas, são cotadas em bolsa onde têm que prestar contas de uma forma transparente e regular, e que qq um de nós pode comprar acções e ser accionista

    sector de construção – esta aqui não percebi onde querias chegar, pelo que consultei o ranking das maiores construtoras a nível mundial (por ordem decrescente):

    Saint-Gobain – França
    Bouygues Group – França
    Lafarge – França
    Vinci Group – França
    Masco – USA
    CRH – Irlanda
    Holcim – Suíça
    Cemex – México
    Centex – USA
    DR Horton – USA
    Sekisui House – Japão

    a 4 maiores são francesas…curioso, não é ?

    sector dos transportes – aqui estás a falar de quê ? aviões e comboios ?

    aviões: tens a Boeing e a Airbus europeia no mercado, nos últimos anos a Airbus até vendeu mais que a Boeing
    e depois tens outros palyers mais pequenos como a Brasileira Embaraer, a Canadiana Bombardier etc…

    nos comboios, os maiores players são os Japoneses, os alemães e os franceses

    Quantos paises teriam já renunciado as patentes americanas, como o brasil fez recentemente à Merck?

    isto só destrói o teu ponto de vista, o Brasil vai tomar essas decisão sem recear nenhuma pressão militar por parte dos USA

    pelo contrário até continuam com boas relações, o Bush veio ao Brasil, o Lula foi aos states, assinaram acordos de parceria energética…

    já agora, as patentes têm razão de ser (a comercialização exclusiva por um período limitado de tempo), o desenvolvimento de novos medicamentos implica despesas em I&D no valor de milhões e milhões de dólares/euros
    é imperativo garantir que as empresas recuperam esse investimento para terem incentivo para investirem e descobrirem novos medicamentos

    como curiosidade a Merck nem sequer está no top 5

    a maior farmacêutica é a americana Pfizer, e depois são todas não americanas
    GlaxoSmithKline (U.K.), Sanofi-Aventis (França)Novartis (Suíça), Astra-Zeneca (U.K.)

    e os analistas estimam que as empresas farmacêuticas Indianas estão a crescer e vão ter um papel cada vez mais importante na industria

    Quantos macDonald’s teriam sido queimados por clones de Bové?

    tens consciência que os teus argumentos começam a ficar disparatados, não tens ?

    destruir McDonald´s é algo civilizado e inteligente de se fazer ?

    as pessoas não são livres de decidir onde querem ir almoçar ?

    já agora, o Bové é um hipócrita (qd consegiu na 1ª volta?) defende a politica de subsídios da PAC e as fronteiras fechadas em vez de permitir que os agricultores da América Latina e África pudessem vender os seus produtos no mercado europeu a preços competitivos o que seria uma excelente alavanca de crescimentos para essas regiões

    E será que ainda havia alguma importação de carro tão poluentes?

    falar de cor é giro não é ?
    sabes por acaso que a GM e a Ford estão em vias de falência?
    sabes que a Daimler Benz vai vender a Chrysler pq só dá prejuízo ?
    sabes porventura que a Toyota ultrapassou a GM em nº de carros vendidos no 1T 2007 tornado-se assim o maior construtor automóvel ?
    sabes porventura que as 3 maiores marcas de automóveis do mundo (em termos financeiros) são Japonesas ?
    http://www.spiegel.de/international/0,1518,grossbild-802623-466565,00.html

    o Lee Iacocca, um dos mais famosos empresários americanos no sector automóvel, escreveu recentemente no seu livro:
    “Who would have believed that there could ever be a time when ‘the Big Three’ referred to Japanese car companies?”

    sabes a regiões do mundo mais exigente em termos de critérios de poluição automóvel é a Califórnia ?

    È-me dificil explicar porque os estados unidos conseguem vender certas mercadorias senão pelo receio de represálias economico-militares.

    já deu para perceber

    já pensaste que se calhar essa é uma explicação deveras simplistas para explicar o sucesso económico das states ?

    Só mais uma achega…
    Qual é actualmente o uso da informação recolhida via Echelon?…
    Hum?

    lá tinha que vir o Echelon …eheh
    ainda as escutas a favor da Boeing ?

    usando este post inicial como argumento: o Google

    o Google vale actualmente 147 biliões de dólares em capitalização bolsista, é a “marca” mais valiosa do mundo, é considerada a empresa mais desejável para se trabalhar no mundo

    há uns 10 não existia

    achas que o Larry Page e o Sergey Brin quando se encontram na Stanford University tiveram acesso a algum tipo de informação confidencial do Echelon para chegar onde chegaram ?

    ou foi a livre iniciativa, o espírito empreendedor, o ambiente competitivo, o reconhecimento do mérito, o acesso a investidores (private equity) dispostos a arriscar e investir dinheiro na empresa qd esta ainda não era conhecida, que são características da sociedade americana, a razão do seu sucesso ?

    na América, 2 jovens estudantes universitários americanos num dormitório, com acesso a capitais privados, criaram uma das maiores empresas do mundo e melhor motor de busca em apenas 10 anos

    na Europa, o governo da França e da Alemanha assinam um acordo politico para usarem dinheiros públicos para financiarem o desenvolvimento de um motor de busca europeu: Quaero
    e pelos visto nem se entendem, pq a Alemanha já rompeu o acordo

    por último, sabes o que é o ENFOPOL ?

    Welcome to The Great Game

  14. 1. Do resto, penso que já abordei a questão de forma suficiente. E obviamente, estamos aqui de novo perante horizontes irreconciliáveis.
    2. Quando ao Echelon… É curioso como le lembras logo da ligação entre a Boeing e o Echelon… Ou seja, parece que até a reconheces… E sim, é claro que este tinha que surgir aqui neste contexto… Os EUA usam os seus dados para beneficiarem as suas empresas, e esta questão é mais ou menos pacífica e assumida… E o mesmo fazem o RU e a NZ, os outros dois parceiros neste programa.

  15. e sim… sei o que é a enfopol (ou pelo menos o que se diz ela ser).
    Mas e daí?
    O facto de os europeus fazerem o mesmo, não quer dizer que o Echelon não o faça, pois não?
    E mesmo se todos o fizessem (e fariam se pudessem), isso implicava que todos faziam o que estava “correcto”? É claro que não… A moral e o Certo não são questões que dependem da prática da maioria, mas sim da Moral e da Ética. E espiar para recolher benefícios económicos ou para ganhar concursos está errada, faça lá isso quem o fizer, seja o Dalai Lama, seja o Bush.

  16. Golani

    “Os EUA usam os seus dados para beneficiarem as suas empresas, e esta questão é mais ou menos pacífica e assumida”

    não, não é

    há 2 tipos de recolha de informação:

    – para efeitos de segurança e defesa nacional

    isto é que é pacifico e assumido

    – “espionagem industrial”

    terão existido situações em que o sistema terá sido usado para esse fim, nomeadamente num concurso internacional de compara de aviões por parte da Arábia Saudita, pelos vistos escutaram a EADS para saber quais as condições que estavam a oferecer

    o nº de situações de “espionagem” é bastante reduzido, na pior das hipóteses terá sido em situações muito pontuais. Ouvi falar de 2 ou 3, tens conhecimento de mais alguma ?

    justificar a pujança das empresas americanas com o argumento de uma rede satélites espiões é absurdo

    acabei de te dar o exemplo do Google (o surgimento e ascensão de uma multinacional líder mundial)….o que o Echelon teve a ver ?

  17. Golani

    o report do Parlamento Europeu sobre o Echelon, insiste é no risco às liberdades individuais e direito à privacidade dos cidadãos, não na “espionagem industrial”

    Draft Report of the European Parliament’s Temporary Committee on Echelon.

    The Report:

    1. Firmly establishes that Echelon exists. This represents a major triumph for campaigners like Duncan Campbell and Nicky Hager, who have untiringly sought to expose Echelon to the world, whilst governments have tried to deny its existence.

    2. Questions the compatibility of Echelon with existing European Union law and, in particular, whether the UK’s involvement in Echelon is compatible with its membership of the EU. At the Echelon Committee meeting on Tuesday, a representative of the Swedish EU Presidency conceded that, as a result of the Report, the European Council might have to take action against the UK.

    3. Expresses the belief that Echelon is a violation of the fundamental right to privacy as defined under Article 8 of the European Convention on Human Rights and Article 7 of the Charter of Fundamental Rights of the EU. At the same time, the Report calls for these Articles to be “brought in line with modern communication and interception methods”.

    4. Calls for “a common level of protection against intelligence operations based on the highest level which exists in any member state”. The Committee is particularly critical of the situation in the UK and some other member states where there is no parliamentary oversight of surveillance. It calls for national parliaments to set up “specific, formally structured monitoring committees responsible for supervising and scrutinising the activities of the intelligence services.”

    5. Calls for the development and promotion of European “user-friendly open-source encryption software”. The Report says it wants “encryption to become the norm”.

    6. Calls for the European Parliament to hold an international congress for NGOs from Europe, the USA and other countries to provide a forum on the protection of privacy against telecommunications surveillance.

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A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

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TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

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Vizinhos do Areeiro

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