Monthly Archives: Abril 2007

O AFV “VBTP-MR”, o sucessor do Urutu-3 no Exército Brasileiro

O governo brasileiro decidiu recentemente que uma nova versão do blindado de transporte de tropas concebido em meados da década de oitenta e conhecido como “Urutu” será o próximo veículo blindado de tropas do exército brasileiro.

O novo Urutu será equipado com um sistema electrónico central de controlo de armas e poderá incorporar um conjunto de novos equipamentos externos como torres de armas ou blindagens reactivas e ainda pneus resistentes a projécteis de alto impacto.

O nome completo do novo blindado será VBTP-MR (“Viatura Blindada de Transporte de Pessoal-Médio de Rodas”) e deverá ter os primeiros 16 protótipos entregues até 2012. O AFV terá capacidade anfíbia, uma velocidade de 90 Km/h em estrada, um sistema GPS, visão nocturna e uma metralhadora de 7,62 mm na torre e sensores laser. O Brasil espera adquirir nove versões do VBTP-MR, desde centro de comando, a transporte de tropas (com 11 militares embarcados a lança-mosteiros.

O modelo actual, o Urutu-3 tem sido amplamente utilizado pelo destacamento de 1200 homens que o Brasil possui em Missão de Paz da ONU, no turbulento Haiti, onde tem dado boas provas.

Fonte: DefesaNet

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Consumir menos, Partilhar Mais, Viver de forma simples

Tradução livre de texto escrito por Coco Masters para a “E.F.Shumacher Society” (EUA)

“A possibilidade de comprar poluição por carbono – semelhante às Indulgências católicas que provocaram a cisão entre católicos e protestantes – soa como um pecado ambiental para quase todos nós. Mas existe um caminho mais antigo para reduzir o nosso impacto no planeta que é semelhante à visão dos cristãos evangélico e dos budistas. Viver simples, Meditar. Consumir menos. Pensar mais. Vá aos seus vizinhos. Peça emprestado o que precisa e empreste o que lhe pedirem.”

(…)

“Mudar as suas lâmpadas, usar transportes públicos, e criar limites para as emissões de dióxido de carbono são esforços para consumir menos e colocar menos carga nos nossos vizinhos. A afirmação “Small is beautiful”, empregue por E. F. Shumacher é um reconhecimento de todas estas acções.

O “Pequeno é belo” no sentido da redução do uso dos recursos não-renováveis.

O “Pequeno é belo” no sentido de que as emissões de gases com efeito de estufa contribuem para a mudança global do clima.

O “Pequeno é belo” no uso de pesticidas em colheitas agrícolas.

O “Pequeno é belo” no número de viagens de automóvel por semana.

O “Pequeno é belo” na quantidade de lixo que levamos para o Aterro.

O “Pequeno é belo” na capacidade produtiva de um agricultor.

Schumacher escreveu: “O Homem é pequeno, logo, o pequeno é belo. Caminhar para o gigantismo é caminhar no sentido da auto-destruição.”

Fonte: E.F.Schumacher Society

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sQuid S2-37: Que veículo blindado de transporte de tropas é este?

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Ilha Verde

Entre a Irlanda, a Terra Nova e os Açores surge nalgumas cartas, como na carta Catalã de 1367 e no Ptolomeu de 1519, a “Isla Verde”. Com a descoberta da América, as referências a esta desaparecem gradualmente, até cessarem por completo.

IDENTIFICAÇÃO COM A GROENLÂNDIA

O primeiro relato literário da Groenlândia surge-nos num autor eclesiástico, Adam de Bremen. No ano de 1069 Adam de Bremen teria falado com o rei Sweyn da Dinamarca, obtendo dele diversos artefactos oriundos desta ilha. Numa obra sua de 1076, a “Descriptio Insularum Aquilonis” dedica algumas linhas a esta ilha, as quais surgiriam depois numa obra clássica do norueguês Fridtjof Nansen “In northern mists: Artic Exploration in Early Times”, foi desta obra que extraímos o seguinte excerto: “it lies farther out in the ocean, opposite the mountains of Suedea, or the Riphen range. To this island, it is said, one can sail from the shore of Nortmannia in five or seven days, as likewise to Iceland. The people there are blue from the salt water; and from this the region takes his name. They live in a similar fashion to the Icelanders, except that they are more cruel and trouble seafarers by predatory attacks.”

No texto de Adam de Bremem não fica clara a localização da ilha, isto apesar de algumas passagens indiquem uma posição aproximada na parte mais ocidental do Atlântico Norte, o que aliás confere perfeitamente com uma associação da “Ilha Verde” com a Groenlândia. O mapa de Coppo (de 1528), coloca junto da posição real da Groenlândia uma massa de terra alongada de Este para Oeste debaixo da designação de “Isola Verde”. No anónimo mapa catalão de 1480 surge uma “Illa Verde” alongada como no mapa de Coppo, situada aproximadamente a sudoeste da Islândia, curioso é aqui o emprego da terminologia portuguesa “illa”. Mas existem representações ainda mais tardias dessa ilha: Schoner, em 1520, refere uma “Insula Viridis”, mas numa latitude mais baixa, mais ou menos ao nível do sul da Irlanda e aproximadamente a meio do oceano Atlântico. O mapa de Nicolao de 1560 coloca a Ilha Verde nos bancos do Labrador, ou seja, ainda mais próximo da costa que a ilha Brazil também aí representada. No mapa de Zaltieri de 1566, a ilha é colocada perto do “C. Ras” (Cape Race).

VÁRIAS “ILHAS VERDES”

Embora a associação entre a “Ilha Verde” e a Groenlândia possa parecer óbvia, diversas “ilhas verdes” representadas na cartografia podem, efectivamente nada ter a ver com esta. O mapa de Peter Martyr de Anghiera de 1511 mostra uma pequena ilha tropical perto de Trinidad, possivelmente a actual Tobago, a vegetação luxuriante que ainda hoje caracteriza esta ilha das Caraíbas ter-lhe-ia merecido este nome.

O mapa Desceliers de 1546, mostra um “ilha verde” na mesma longitude do Labrador, colocando-a como vizinha de uma ilha de São Brandão. Ortelius, em 1570, e Mercator, em 1587, representam uma “Y Verde” a Oeste de Vlanderen, na região a Norte dos Açores. No século XVIII sobrevive ainda na cartografia, e seria somente no século seguinte que as suas aparições cessariam, sobrevivendo hodiernamente num polémico escolho denominado “Green Rock”. Embora o “Hydrographic Office” dos EUA não confirme a existência deste rochedo, guarda um relato curioso: “Captain Tullock, of New Hampshire, states that an acquaintance of his, Captain Coombs, of the ship allas, of Bath, Maine, in keeping a lookout for Green Island actually saw it on a remarkably fine day when the sea was smooth. According to the story, he went out in his boat and examined it and found it to be a large rock covered with green moss. The rock did not seem much larger than a vessel floating bottom upward, and it was smooth all around. The summit was higher than a vessel’s bottom would appear out of the water, being about twenty feet above the surface of the sea. Captain Coombs added that if the object had not been so high he would have thought it to be a cap sized vessel. A sounding taken near this spot shows a depth of 1500 fathoms exists there.”

ORIGEM DO NOME “ILHA VERDE”

Por volta de 985, Eric, o Vermelho, teria sido o primeiro a colonizar a região. Possivelmente usou a denominação “ilha verde” como chamariz para colonos. Esta é a opinião de Ari Frode (71)que relata o seguinte: “This country which is called Greenland was discovered and colonized from Iceland. Eric the Red was the name of the man, an inhabitant of Breidafirth, who went thither from here and settled at that place, which has since been called Ericsfirth. He gave a name to the country and called it Greenland and said that it must persuade men to go thither if it had a good name”.

Efectivamente, algumas partes da Groenlândia possuem erva. Nansen concorda com a posição de Frode, afirmando que a ilha poderia mesmo parecer acolhedora aos olhos de um islandês, desde que comparada com a sua terra natal, o que efectivamente nos parece bastante plausível.

EXPLORAÇÕES GROENLANDESAS

A descoberta da América numa expedição do filho de Eric, Leif, e a existência de uma série de outras viagens que se lhe sucederam, incluindo a colonização liderada por Thorfinn Karlsefni do Labrador, tinham como objectivo explorar as águas próximas a Groenlândia. Discute-se qual o extremo sul dessas expedições, sendo geralmente aceite que não teriam ultrapassado o Sul da Nova Inglaterra. A estas expedições seguiu-se uma expedição missionária liderada pelo bispo Eric Gnupsson, que terá partido da Groenlândia a caminho de Vinland, mas da qual se desconhecem as consequências, ignorando-se inclusivamente se terão ou não conseguido alcançar essas paragens.

Babcock refere que uma expedição britânica realizada em 1824 na Groenlândia teria descoberto uma pequena pedra com caracteres rúnicos numa ilha a Norte de Upernivik, na costa Noroeste da ilha. O original teria desaparecido, mas conservou-se um duplicado seu no Museu de Copenhaga. A inscrição da pedra parece datar de cerca de 1300, mas pode referir-se a acontecimentos mais remotos. Uma tradução do professor Hovgaard produziu o seguinte texto: “Erling Sigvatsson and Bjarne Thordarson and Endride Oddson built this (or these) beacon(s) Saturday after “Cagnday” (25 de Abril) and cleared (the place) (or made the inscription) 1135 (?)”.

Sucessivos ataques dos esquimós foram dizimando a pequena colónia nórdica na Groenlândia. Durante o século XV duas cartas papais referem-se ainda à ilha, embora de um modo já bastante vago. Em 1492 parece ter havido um esforço para restabelecer as comunicações, mas por essa altura já toda a colónia nórdica devia ter sido dizimada, provávelmente os últimos sobreviventes ter-se-ão misturado com a população esquimó, diluindo-se no seio dela e perdendo completamente a sua identidade.

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Quid S8-9: A que exército pertencem estes militares?

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Dificuldade: 3

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Como é que David Copperfield fez desaparecer a Estátua da Liberdade em 1983?

Um dos ilusionismos mais famosos de sempre, e um dos mais espantosos desse grande vulto do mundo do espéctaculo e da Grande Ilusão que é David Copperfield (palidamente replicado pelo “nosso” Luís de Matos) é a famosa ilusão do “Desaparecimento da Estátua da Liberdade”… Nesta, Copperfield faz aquela que é muito provavelmente a mais espantosa das suas ilusões quando em 1983 ao fazer desaparecer a Estátua da Liberdade, em Nova Iorque em directo, para a televisão.

Naturalmente, da primeira vez que vi o truque fiquei impressionado e entrei logo em ritmo de matutação procurando uma solução para o problema… Como fazer desaparecer a Estátua da Liberdade? Estão fora de questão os efeitos especiais, já que um amplo número de convidados participou na Ilusão e ficou tão espantada como a audiência televisiva…

Bem, segundo os peritos da “Straight Dope” que respondem a dúvidas que qualquer um de nós lhes pode apresentar por e-mail, a Ilusão consistiu na instalação de duas torres num palco, e na colocação entre elas de um arco que sustentava uma grande cortina que seria usada para esconder a Estátua. A audiência via a Estátua através deste arco e quando a cortina descia, o palco começava uma lenta e indectável rotação. Quando a cortina era aberta novamente, parecia que a Estátua tinha desapaecido, mas estava no mesmo sítio de sempre, só que as traseiras do palco apontavam agora para… o vazio! O efeito era acentuado pelo uso de luzes brilhantes, com o fito de reduzir a precisão do olho já que a Ilusão fora executada de noite.

Fontes:

Video da Ilusão

AskYahoo

The Straight Dope

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“Lost Virtual Tour”


(Evangeline Lilly… A mulher que um dia ainda vai ser um ciborgue…)

Sem dúvida que a série “Lost” (Perdidos) é autêntico fenómeno televisivo, quer pela riqueza e densidade do seu enredo quer pela abordagem radicalmente nova que faz à capacidade interpretativa e inteligência do público… Assim, seria de esperar que surgissem uma série de epifenómenos em torno da série… E inevitavelmente um grupo de fãs que cirou uma “Lost Virtual Tour”, uma guia de viagem aos locais de gravação da série no Hawaii!

É claro que para beneficiar dos seus serviços (onde pûs mesmo a ficha de inscrição?) temos que estar no Hawaii, o que fica assim a modos que a dar para o longe, mas não desesperem! O prolongamento da linha de Metro do Oriente um dia ainda há-de chegar ao Hawaii… E quando chegar, lá vou eu inscrever-me para ver ao vivo as gravações da Season 7802 de Lost e ver um ciborgue que já foi em tempos a Evangeline Lilly a saltar para cima de Sawyer, entretanto ressuscitado na Season 631…

A “Agência de Viagens” não é… Paga. É uma organização de um grupo de fanáticos da série e pode ser acedida clicando aqui

Categories: Ciência e Tecnologia, LOST (Perdidos) | 2 comentários

Quid S8-8: Qual o nome deste carro?

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Dificuldade: 2

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sQuid S2-36: Como se chama este personagem?

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Da proposta da Embraer para um “EMB190 militarizado” e da substituição dos C130H da FAP


Embraer EMB190 (http://www.letectvi.cz)

A construtora aeronáutica brasileira Embraer prepara a construção de um avião de transporte militar que tenha características entre o C27J da construtora italiana Alenia e o C130J da americana Lockheed. O Director-geral da empresa brasileira Maurício Botelho afirmou recentemente, em Paris:

“Hoje existe um nicho de mercado entre o C27J e o Hércules C130”, e adiantou logo de seguida que a proposta da Embraer seria a construção de um aparelho mais próximo do C130 do que do C27J italiano.

O novo aparelho da Embraer poderia custar até 50 milhões de dólares, um preço relativamente baixo e justificado pelo factor do novo aparelho ser uma variante militar do bem sucedido EMB 190.

Embora o projecto esteja ainda na fase embrionária, além de ser um derivado do EMB190, e logo, um aparelho a reacção de asa alta que incluiria uma rampa traseira de acesso, uma capacidade total de carga de até 19 toneladas e poderia ser apenas uma primeira variante militarizada do EMB190, abrindo-se perspectivas para uma série de outras variantes, desde patrulha navais, reconhecimento e AWACs…

Numa época em que parece inevitável a substituição dos nossos velhínhos, mas muito fiáveis C130H Hercules e dos ainda mais idosos CASA Aviocar… Estes últimos serão substituídos por 7 C295 (versão táctica) e 5 C295 (versão vigilância marítima).

Quanto aos C130H, a voar em Portugal desde a década de 70 (ainda havia bandeiras portuguesas a flutuar no continente africano…) o governo anterior tinha abandonado a participação nacional do caríssimo A400M e substituindo este pela actualização do C130, de nome C130J. Aliás, o A400M era tão caro que se esperava substituir os 6 C130H da frota por apenas 3 A400M, o que significaria uma grande perda de capacidade de transporte.

Estes sinais, como a compra do C295 do consórcio europeu EADS e a entrada da construtora no capital da OGMA poderão fazer alterar a decisão pelos C130J… Especialmente agora que a RAF parece ter suspendido a compra de um segundo lote do aparelho americano e os EUA reduziram as encomendas… O aparelho da Lockheed parece sofrer de uma série de erros de concepção que prejudicaram a imagem de excelência do seu antecessor e que vão desde questões aerodinâmicas com o lançamento de paraquedistas até uma série de outros problemas que fizeram aumentar o coro de critícos ao aparelho nos EUA até níveis quase ensurdecedores (ver AQUI) salvando-se o programa apenas porque… “The Pentagon yesterday abandoned a plan to kill Lockheed Martin Corp.’s C-130J transport plane contract, after determining it would cost almost as much to cancel the program as to complete it.”… Será então este um aparelho à altura das necessidades da FAP? Parece que não… E sendo o A400M um aparelho de transporte reputadamente muito caro (mais de 111 milhões de euros por unidade, como se pode ver AQUI) então porque não levantar os olhos… Aproveitar a participação da Embraer nas nossas OGMA e procurar criar parcerias com o construtor brasileiro para adquirir e construir (ainda que parcialmente) esta novo modelo do EMB190 em Portugal?

Porque… Falta visão?

Fontes:

DefesaNet (1)

DefesaNet (2)

www.sfu.ca

Air Attack

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Quid S8-7: Que interior é este?

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Dificuldade: 3

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sQuid S2-35: A que livro pertence esta capa?

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Ilha das Uvas

Maeldun, um irlandês pré-cristão, é reputado como tendo sido o primeiro a visitar esta ilha. Maeldun terá bebido o sumo das suas uvas e caído logo depois num sono que demorou vinte e quatro horas. Ele e os seus companheiros, deixaram a ilha carregados de cachos de uvas (28). Os irmãos irlandeses Hui Corra numa viagem de penitentes também chegaram a uma ilha maravilhosa coberta de macieiras e com um rio de vinho (29).

O manuscrito irlandês “Voyage of Bran” proclamava que existiam “thrice fifty” ilhas destas. Por outro lado, na “Life of St. Columba” de Adamman’s menciona-se dois macacos que partiram em busca de ilhas desertas. O primeiro deles, de nome Baitan após uma prolongada estadia no mar alto, regressou a casa sem ter encontrado o refúgio que procurava. O segundo, Cormac, tentou encontrá-lo em três viagens sucessivas, mas sempre sem alcançar o sucesso que pretendia.

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A China: Um Paraíso Laboral?… Resposta a Golani

Os comentários de Golani sobre a minha opinião de que a “prosperidade” chinesa assentam sobre uma base de baixos direitos laborais, por um sistemático desprezo pela vida, dignidades e sofrimentos humanos e, sobretudo, por uma política sistemática de baixos salários acabaram por merecer um Post dedicado ao tema. E este é o dito…

É a minha posição de que existe na China um regime de escravidão laboral generalizado, ilegal porque violando as próprias leis do Estado, mas impune merçê de uma corrupção quase absoluta e de uma grande fraqueza, venalidade e escassez de recursos por parte das entidades fiscalizadores chinesas.

Para além desta “Escravatura Laboral”, a adesão deste espaço à campanha assenta também numa atitude imperialista e colonial da China em relação ao povo oprimido do Tibete e no apoio a um dos governos islâmicos mais desumanos da actualidade, o governo sudânes de Cartoum…

Citando: “parece-me estranho não reconhecer e compreender” a posição sistemática atentatória dos Direitos Humanos e de uma agressividade (armada) crescente que o “Império do Meio” tem vindo a assumir nas últimas décadas…

Quanto ao suposto “paraíso laboral” que Golani afirma ser a China moderna, não posso deixar de me lembrar daqueles cartazes da UDP onde esta exaltava as virtudes e as facilidades da vida na Albânia de Enver Hoxna… Uma comparação que aqui introduzo de forma não aleatória, já que ambos os regimes eram… estalinistas, uma forma de Governo que parece ser do agrado do nosso comentador, a atentar na forma exaltada como advoga a forma de Governo imposta com brutalidade e ditatorialmente a partir de Pequim…

Quanto ao Suposto “paraíso laboral” que seria a China deixo aqui algumas citações e merecidos comentários:

“Another cause is the sweatshop conditions at many factories, including low pay, seven-day work weeks, 15-hour working days, mandatory overtime, a poor working environment and often coercive factory regulations.”

-> 7 dias de trabalho por semana

-> Turnos de trabalho de 15 horas diárias

-> Tempo Extra obrigatório

-> Más condições de trabalho

“There is not a factory in Dongguan that abides by the Labor Law. I would say 50 to 60 percent of the factories here make you work seven days a week,” said a worker surnamed Wu who toils at the city’s Henghui packaging factory.”

-> Violação sistemática da Lei Laboral Chinesa

“The Labor Law mandates a 40-hour, five-day work week and a range of worker benefits.”

“However, in the past 12 years their salaries have only risen 68 yuan (US$8) on average, said the reports, cited by the Yangcheng Evening News.”

-> Uau! Oito dólares em 12 anos… É a este ganho de rendimentos a que se refere?… Substancial, sem dúvida… Isto dá um aumento de quanto por ano, durante estes 12 anos?

“Three-quarters of migrant workers in Guangdong made less than 1,000 yuan a month, with most of the rest earning less. Average monthly costs totalled 500 yuan. By comparison, the average monthly salary for a non-migrant worker in Guangdong was 1,675 yuan.”

-> Ou seja, a mão-de-obra é mantida baixa graças ao influxo de centenas de milhões de migrantes rurais que acorrem às cidades, pressionando os custos laborais da mão-de-obra urbana e empurrando para baixo os salários médios…

“Despite regulations that call on factories to give all workers retirement insurance, only half of migrant workers had any, the reports said.”

-> Inexistência de planos de reforma… Em centenas de milhões de trabalhadores por toda a China… O que será destas centenas de milhões quando daqui a vinte anos o mercado de trabalho os rejeitar? Vão formar um imenso exército de indigentes de meia idade procurando vegetar nas lixeiras públicas?…

Fonte: http://www.chinalaborwatch.org/en/web/article.php?article_id=50243

“Massive unemployment, low wages, the lack of enforcement of labour laws and standards, repression of independent union organising, and the role of the state-run All China Federation of Trade Unions in supporting management, are combined with local governments whose policies and interests lie in attracting foreign capital and ensuring the best conditions for the accumulation of profit.”

-> Desemprego massivo… Isto é, nem o explosivo crescimento do PIB está a conseguir enquadrar a explosão demográfica chinesa… Baixos salários conjugados com altos níveis de desemprego num Estado anti-democrático produzem uma Sociedade Estável e sustentávelmente estabelecida?

“In Shenzhen, two independent trade unionists were charged with subversion in July 1996 because they had disseminated pamphlets on workers’ rights.”

-> Proibição da consttituição de sindicatos independentes, autónomos do “Sindicato Único” controlado pelo Partido e pelo Estado cumprindo em boa ordem os trâmites do capitalismo europeu mais selvagem do século XIX… Um regime tão opressivo onde até a simples distribuição de panfletos merece… Uma condenação por “subversão”… É este o paraíso que os Liberais à La “Compromisso Portugal” e “Blasfémias” advogam para Portugal? Não Obrigado!

“For example, workers often had a difficult time answering questions about overtime because it is hard for them to distinguish between a “normal work day” and overtime. When hired, the workers were told they had to work 12 hours a day. According to the Chinese Labour Law, the work day should only be eight hours long, and the four extra hours of work should be counted as overtime. However, the factories set the “normal” work day as 12 hours, and then add additional overtime work. Therefore, if a worker works a 15-hour day, she will usually say she worked three hours of overtime, when she really worked seven overtime hours.”

-> Ou seja, ausência sistemática e continuada do pagamento de horas extraordinárias, juntamente com turnos diários de 15 horas diárias de laboração… Que vida familiar podem ter estas pessoas? Que tipo de adultos serão os filhos destes pais que só vêm ao fim-de-semana e mesmo assim, apenas ao domingo?

“Many workers did not consider the chemicals in their factories to be hazardous, but this is often a reflection of their lack of understanding about health and safety issues. One chemical, benzene, which is used in China as a glue in making sports shoes, can cause anemia and leukemia and is so toxic that it has been banned in the United States and many European countries. But the factories do not inform the workers of the contents of poisonous substances, so workers have no way of knowing the degree of harm done to their bodies.”

-> Falta de sistema de fiscalização estatais ou a ausência corrompida dos mesmos são a praga das unidades fabris chinesas… Os custos de saúde consequentes são galopantes e o absentismo resultante só é compensado… Pela imensa legião de exilados rurais que esperam ansiosamente por uma oportunidade de ocuparem o posto de trabalho do colega que acabou de adoecer e que, acto contínuo, foi despedido…

“Another issue we questioned workers about is whether they were forced to pay a deposit upon being hired at the factory, which is not legal. Many workers answered that they did not pay a deposit. However, in most cases, workers were simply not paid for the first month of work, which amounts to a deposit. Though the factory promises that these deposits will at some point be returned to them, this is often not the case.”

-> Um tanto semelhante ao “regime de Contrato” de que Portugal usou e abusou para alimentar de mão-de-obra escrava as plantações de café em São Tomé durante as décadas de 20 e 40, não?… Um depósito obrigatório dado pelo empregado à fábrica?… Isto não é uma forma imoral e ilegal de coacção?

“The workers work 11 hours a day, in violation of both Chinese labour law and the Nike Code of Conduct.1 In addition to this arduous schedule, all must work overtime. If they refuse they can be fined $1.20 – $3.61(10-30Rmb) or docked the entire day’s pay. Several of the workers mentioned that they did not realise that they would be forced to work overtime when they were hired.”

-> Multas quando havia recusa na prestação de horas extra!

“The workers are given a quota to complete in the working day. However, the quota is very harsh, and often cannot be fulfilled in a day’s work. When this happens, the worker must participate in “prolonged work” for which there is no pay.”

-> Quotas impossíveis de cumprir e “multas” que obrigam à prestação de trabalho extraordinário não-remunerado…

“While working, the workers are not allowed to talk to their co-workers, and if they disobey this rule, they are warned and then fined $1.20-$3.61 (10-30Rmb).”

-> Multas por… Falar! E nalguns casos por… Rir! Que belo e humano ambiente de trabalho… Certamente o sonho de qualquer neoliberal de gema… Para si e para os seus filhos, de certeza absoluta!…

“Several workers recalled incidents of corporal abuse, but more common is punishment through fines. There was one case of a worker being fired because she had stayed up working overtime until 3am and then did not come to work the next day. There were other examples of dismissals without cause, such as workers fired for being “too old” (i.e. over 25) or for becoming pregnant.”

-> Despedidos quando ficam “idosos”… Com mais de 25 anos… E abusos corporais, especialmente por capatazes contra mulheres jovens…

“The factory also fails to pay the legal minimum wage and the legal wage for overtime pay. The legal minimum wage in Dongguan is $1.93 (16Rmb) for 8 hours of work, but workers in Nority receive only $1.20-$1.45 (10-12Rmb) per day.”

-> Pagamentos de ordenados muito abaixo do Salário Mínimo estabelecido por Lei na China…

“According to factory regulations, the workers have to get to the plant at 7:00am for morning calisthenics at 7:30am. Then they work from 8:00am to 12:30pm, have a 30-minute break for lunch, and then work from 1:00pm to 5:00pm. After dinner, they have to work overtime, usually until 10-11pm. “We eat so that we can work again. We have no idea of the time”, one worker said. Most workers stated that they worked a 12-hour day, though one woman said she worked 16 hours a day.”

“Child care, social security benefits, medical insurance and bereavement leave are not provided, although these are benefits stipulated under the Chinese Labour Law.

Eighty percent of the interviewed workers said on top of the normal work day of 10-12 hours, they worked an additional 2 hours of overtime every day. Forty percent of the interviewed workers said that overtime work is compulsory and 75 percent mentioned that if they failed to work overtime, they would receive a fine or a warning

Moreover, according to the China Labour Law Article 44, overtime pay should be at least 1.5 times the regular wage. In the survey, half the workers who were paid by piece rate did not receive any extra pay for overtime work

Fonte: http://www.corpwatch.org/article.php?id=3031

“documented the uncontrolled use of carcinogenic benzene-based glues, the lack of masks and gloves and poor ventilation in hundreds of small, predominantly privately-owned workshops. As a result, large numbers of the 20,000 workers in the Bishan area have contracted blood disorders including severe anaemia and leukaemia. While benzene-free glue is available on the market, it is not used in the Bishan shoe plants because it is 30 percent dearer.”

“In some factories, management keeps a portion of the workers’ wages each month and in other cases retains the permits and identity papers—practices that are illegal but that authorities turn a blind eye to. It is a system of bonded labour. Without documentation workers cannot go back to their village, change employment or even go into the street for fear of a police identity check. Police periodically raid factories. Guest workers without permits are thrown into detention centres, and subsequently deported.”

-> Documentação retida pelo empregador de forma a escravizar o trabalhador, ameaçando-o com a deportação para o Interior rural e empobrecido caso ocorra uma “oportuna” e “espontânea” rusga por parte das autoridades policiais…

“A study published in September 1998 by Anita Chan, a researcher based at the Australian National University in Canberra, provides further details of the harsh working conditions in many Chinese factories.

Chan refers to a letter sent to a newspaper by over 20 workers employed at Guangdong’s Zhaojie Footwear Co, a joint state-owned and private venture, detailing the treatment of the workforce and the means used to keep them from leaving the plant. Many of workers, including children under 16 years, were recruited in Sichuan, Henan and Hunan provinces by company agents who lied about the conditions of employment.

“Those of us who came from outside the province only knew we had been cheated after getting here. The reality is completely different from what we were told by the recruiter. Now, even though we want to leave, we cannot because they would not give us back our deposit and our temporary residential permit. They have not been giving us our wages.”

“According to the letter, the company employs over 100 live-in security guards and has set up supervisory teams to patrol the factory. “The staff and workers could not escape even if they had wings. The only way to get out of the factory grounds is to persuade the officer in charge of issuing leave permits to let you go.”

-> Guardas armadas cercando as fábricas e os dormitórios dos trabalhadores… Nada semelhante a uma plantação do bom velho Sul dos EUA no século XIX, pois não?

Fines and penalties are imposed for lateness, for not turning up for work, even in the case of illness, and for “negligent” work. Workers can also be fined for laughing and talking in the workplace, for loitering in company premises outside of working hours, for untidy dormitories and even for failing to turn out lights. In some cases, a substantial part or even the entire wage of a worker is appropriated through fines.

–> Multas por… Doença! Multas por… Rir no local de trabalho! Multas por… Usar o uniforme da empresa fora do local de trabalho! Que malandros! Que prevaricadores! Que… Oportunidade para reduzir ainda mais um já de si muito diminuto salário mensal…

“Restrictions extend to the number of times that a worker can go to the toilet and the length of time spent there. In one factory employees were fined two days wages for going to the toilet more than twice in a day. “

-> Limitações nas idas à casa de banho… Multas por ir mais do que duas vezes por dia! Que paraíso de condições de vida!

“To enforce their rules, companies employ small armies of private security guards, often armed with electric batons and other weapons to patrol factories and dormitory compounds. These guards work closely with the local police who are brought in to suppress protests over working conditions, unpaid wages, layoffs and unpaid pensions.”

Fonte: http://www.wsws.org/articles/2000/oct2000/chin-o11.shtml

Chinese law prohibits workers from organizing independently. Only one organization, the All China Federation of Trade Unions (ACFTU), can legally represent workers, and it is under the control of state authorities. It has never spoken out against the laws and regulations routinely used to justify putting independent labor activists in prison.”

Fonte: http://www.buyhard.fsnet.co.uk/workers_rights.htm#workers-hrw

“Protests by angry workers over layoffs, wage arrears, poor working conditions, and management corruption have been met with repression and force. Clashes between workers and armed police have resulted in casualties and arrests. Such demonstrations are often unreported as the local authorities attempt to conceal the severity or extent of the protests,” the organization said.

Many labour activists and supporters have been detained and beaten during or immediately after demonstrations, then released after a short period of detention. Others, usually the organizers, have been formally charged and imprisoned for long periods of time. Journalists and lawyers are also targeted by the authorities and face intimidation and arrest if they speak out in defence of the workers.”

Fonte: http://web.amnesty.org/library/Index/engASA170222002?OpenDocument&of=COUNTRIES/CHINA

At least 41 independent trade unionists and workers’ rights activists are currently detained throughout the country, many of them since 1989. Several long-term detainees have been singled out for ill-treatment or torture in forced labour camps, and have become dangerously ill as a result.”

Fonte: http://www.icftu.org/displaydocument.asp?Index=991215395&Language=EN

“Staff making the world’s most popular MP3 player also worked more than six consecutive days 25% of the time.

Apple said the hours were “excessive” and said its supplier would now be enforcing a “normal” 60-hour week.”

-> Normal? 60 sessenta horas por semana!?

Fonte: http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/5262110.stm

“The 1995 PRC Labor Law is comprehensive, covering labor contracts, working hours, wages, worker safety, child labor, and labor disputes, among other subjects (see the CBR, January-February 2004, China’s Changing Labor Relations). Government regulations provide additional detail and rights. For example, the law currently mandates a maximum workweek of 40 hours. Minimum wages are established locally, and wages cannot be deducted or delayed without reason. If employees must work more than 40 hours, overtime pay at fixed rates is mandatory. Workers are guaranteed at least one day off every week. Working conditions are required to be safe and sanitary. In practice, however, the rights of Chinese workers are routinely violated. Workers are often required to work far more than 40 hours a week, have few days off, are paid below the minimum wage, and are not paid required overtime. Improper deductions from wages are common. Some Chinese workers must pay a large sum of money as a “deposit” to their employer, and they may have to pay a “recruitment fee” in order to be hired. These payments can prevent workers from leaving jobs where their rights are violated. Physical abuse of workers, and dangerous working conditions, are also common.

(…)

  • “Although China has an adequate labor law, it is poorly enforced.
  • Codes imposed on factory owners raise costs, so owners have a financial incentive to ignore code requirements. Factory owners are becoming increasingly adept at circumventing inspections, through practices such as double bookkeeping and coaching of workers. As a result, inspectors are often deceived and “clean” audit reports often do not reflect reality.
  • China has a virtually inexhaustible supply of migrant workers, most of whom are ignorant of their rights under Chinese law and are willing to work under any conditions without protest.
  • The Chinese government prohibits the existence of independent trade unions, leaving workers without representatives who can discuss violations with management. Workers who have tried to form independent unions or lead labor protests have been imprisoned.
  • Western companies’ sourcing practices can contribute to the problem when, for example, large orders are made with short deadlines, the lowest possible prices are demanded, and orders are changed at the last minute. Factory owners are afraid to lose business if they refuse orders, even if they have to violate the law to complete an order.”

Fonte: http://www.chinabusinessreview.com/public/0403/rosoff.html

“Many thousands of Chinese workers are dying needlessly every year in China because their workplaces do not pay proper attention to the health and safety of their employees. In 2002, reports state that over 14,000 workers died in a total of 13,960 accidents in the manufacturing and mining industries alone. The real figure may be much higher.”

-> Em condições de trabalho tão desumanas e perigosas como aquelas que são comuns na indústria chinesa é natural que a percentagem de acidentes fatais suba em flecha…

Fonte: http://www.china-labour.org.hk/public/contents/article?revision%5fid=9096&item%5fid=9095

“The announcement comes nearly two weeks after a state-controlled newspaper in Guangdong reported that some McDonald’s, KFC and Pizza Hut restaurants in Guangdong were violating the law by paying employees less than minimum wage and denying some workers full-time benefits.

(…)

In the recent McDonald’s case, a team of Chinese journalists went undercover, posing as workers, to get inside several McDonald’s and Yum Brands restaurants in Guangdong Province. The newspaper reported that McDonald’s and KFC sometimes would not sign labor contracts with some workers, and that other employees were forced to work up to 10-hour shifts. Some workers, the newspaper said, were paid only about 52 cents an hour, when the region’s labor authorities require city employers to pay about 95 cents an hour.

-> As multinacionais do costume aproveitando-se de um regime esclavagista para aumentarem o crescimento dos seus lucros não há custa de melhores produtos, melhor gestão, inovação tecnológica ou maior eficiência, mas à custa de… baixos salários e longas jornadas de trabalho…

Fonte: http://www.nytimes.com/2007/04/10/business/worldbusiness/10union.html?_r=1&ref=worldbusiness&oref=slogin

“In China, several factory managers admitted to researchers to using an array of tools to pass inspections even though they were violating the codes set by retailers. Factories supplying Wal-Mart, Toys R Us and Tommy Hilfiger were found to have false documents on hours and wages and to coach workers on how to answer inspectors’ questions.

Fonte: http://www.guardian.co.uk/globalisation/story/0,7369,1143989,00.html

“The group the researchers studied showed only 13.7 percent worked for no more than eight hours a day, 40.30 percent worked eight to nine hours, 23.48 percent put in nine to 10 hours a day and 22.50 percent worked more than 10 hours.

(…)

The Beijing Bureau of Statistics said employed people in China’s capital worked for 5.9 days, or 47.2 hours, a week on average. Most of the employees in labor-intensive businesses and the service trade worked for more than six days a week.

A well-known job-hunting Website, http://www.zhaopin.com, conducted an online survey of 15,000 people recently. The survey found that approximately 40 percent of the respondents worked extra hours voluntarily.

(…)

The Chinese Medical Association recently conducted a random survey of 330,000 people in 33 cities. The findings show 70 percent of Chinese people complained of fatigue, insomnia and appetite disorders.

Fonte: http://www.china.org.cn/english/2006/May/167390.htm

Beijingers are averaging almost an hour’s overtime every day, a new survey has revealed.


On any given working day, the average Beijinger spends an extra 53 minutes at work over-and-above their contracted hours.

According to the Beijing Municipal Statistics Bureau, who organized the survey, the average overtime spent at work has gone up by 39 minutes in the past 20 years.

Most hardworking were 31-35 year-olds who work an extra 67 minutes each day.”

Fonte: http://www.china.org.cn/english/Life/148890.htm

Hum…

Com tão boas condições de Trabalho, o que fazem os defensores do regime chinês para se impedirem de acorrer em massa (ambos os dois) para a Embaixada Chinesa na Lapa em busca de preencherem a papelada de imigração? Aliás, o que fazem mesmo em Portugal 30 mil cidadãos chineses se as condições de vida e trabalho no seu país são tão admiráveis como alega o nosso comentador?

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sQuid S2-34: A que organização pertence este logotipo?

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A Ilha das Sete Cidades

INTRODUÇÃO

Martin Behaim, no seu famoso mapa-mundi de Nuremberga, datado de 1492, desenhava sobre a ilha das Sete Cidades a seguinte legenda: “Quando corria o ano 714 depois de Cristo, a Ilha das Sete Cidades, acima figurada, foi povoada por um arcebispo do Porto em Portugal, com outros seis bispos e cristãos, homens e mulheres, os quais, tinham fugido de Espanha em barcos, e vieram com os seus animais e fortunas. Foi por acaso que no ano de 1414 um navio castelhano dela se aproximou” (63). Mesmo depois da descoberta da América, Fernando Colombo, na sua “Vida do Almirante” acreditava na existência dessa ilha, e torna a contar a história em termos quase idênticos. “Contam que no oitavo século da era cristã, sete bispos portugueses, seguidos dos seus crentes, embarcaram para essa ilha, onde construíram sete cidades, e que não quiseram mais deixar, tendo queimado os seus navios para eliminar a possibilidade de regresso” (65). Sem discutir a falsidade ou veracidade desta lenda, reconhecemos contudo que o instinto de todos os povos conquistados e de sonhar com a restauração, os bretões não sonhavam com o seu Artur, os judeus não sonhavam com um Messias? Do mesmo modo, segundo Gaffarel, na Hispânia estes godos teriam fugido a ocupação muçulmana para um refúgio atlântico de onde se esperava que viessem para restaurar o reino cristão da Hispânia.

Em 1447 um português, empurrado por uma tempestade no Atlântico, teria desembarcado (1) numa ilha desconhecida, onde encontra sete cidades, nas quais os seus habitantes falavam o português (2). Este últimos teriam querido retê-lo, uma vez que não queriam manter nenhuns contactos com a sua antiga pátria, mas teria conseguido escapar, e regressado a Portugal, onde conta a D. Henrique as suas aventuras. O Navegador critica fortemente o capitão por ter fugido sem ter obtido mais informações, e o marinheiro assustado nunca mais foi visto. Esta história causou polémica na altura em que foi publicada. Alguns eruditos identificaram esta ilha com a ilha fenícia identificada por Aristóteles (3) e por Diodoro da Sicilia (4) e em numerosas cartas, onde surge com o nome de Ilha das Sete Cidades (5).

AS SETE CIDADES DE SÃO MIGUEL

Gaffarel lançou a hipótese de a Ilha de São Miguel nos Açores ser essa ilha mítica. Sem dúvida que os tremores de terra são aí frequentes. Um só ou uma sucessão deles poderiam ter destruído as cidades, mas teriam restado algumas ruínas que ainda hoje fossem visíveis. Somente o nome de Lagoa das Sete Cidades poderá ser uma leve reminiscência, isto a crer nesta hipótese.

Como escrevemos o nome de Sete Cidades sobrevive hoje no arquipélago açoriano. Buache (68) crê ser esta a genuína Sete Cidades. Humbolt (69) tem outra opinião, defendendo a associação desta lenda com a das Sete Cidades de Cibola. Esta última tese não é contudo muito credível – apesar do renome do autor – pois não parece provável que navegantes visigóticos tenham alcançado o México em 711.

Existem relatos antigos de algumas ruínas perto da Lagoa das Sete Cidades, mas, ao que sabemos, não existem actualmente vestígios dessa ordem. (70)

ASSOCIAÇÃO ENTRE AS ANTILHAS E SETE CIDADES

A história da fuga dos sete bispos é-nos contada por Las Casas (90), mas António Galvão relata-nos uma outra ligeiramente diferente no seu Tratado (Lisboa, 1563), concluindo: “E alguns pretendem que estas terras e ilhas que os Portugueses tocaram são aquelas a que agora se chama Antilhas e Nova Espanha, e avançam muitas razões para tal, as quais não menciono porque não quero ser responsável por elas, tal como as pessoas terem o hábito de dizer, de qualquer terra de que nada soubessem, tratar-se da Nova Espanha.” (91) No mapa Ruysch de 1508 existe uma grande ilha na Latitude N 37o e 40o. Chamada “Antilia Insula” tem uma grande legenda que afirma ter sido descoberta há muito tempo pelos espanhóis, cujo último rei godo, Roderico, que aqui se havia refugiado da invasão bárbara (64).

SETE CIDADES NO CONTINENTE AMERICANO

No século XVI muitos julgaram encontrar as Sete Cidades no continente americano. Um padre franciscano, Marcos de Niza (6), com base em lendas, infiltra-se em 1539 na América do Norte, mais especificamenta na Califórnia, com a esperança de encontrar um pais, chamado Cibola pelos indígenas, as sete cidades da lenda. Acompanhado por três franciscanos e de um negro que dizia conhecer o território. A expedição atinge regiões inexploradas, e narra no seu regresso que havia visto ao longe sete cidades brilhantes, das quais havia tomado posse em nome do rei de Espanha. A sua narrativa entusiasta decide o envio de uma expedição considerável, comandada por um nobre de mérito, F. Vasquez de Coronado (7); mas o pequeno exército, depois de ter passado por grandes sofrimentos, chegou ao sopé de um rochedo árido, sobre o qual se erguia com efeito Cibola, mas não a rica Cibola da lenda, e sim uma pobre aldeia índia.

Não se descobriram nem sete cidades cristãs, nem um povo guardando as velhas tradições visigóticas, mas um país nos arredores do Rio Gila, perto da fonte do Rio Del Norte. Curiosamente, a região compreendia 70 burgos repartidos por sete províncias. Parece mesmo que, hoje em dia, em Zuni, a cidade principal da antiga Cibole, se encontram índios de cabelos brancos e de rosto claro. Sobre o seu aspecto escrevia um viajante contemporâneo: (8) “Não são índios! Há muitos entre eles que tem feições tão claras como as dos mestiços. Entre as mulheres, particularmente, muitas tem a pele quase branca, os olhos cinzentos ou azuis”. Por outro lado, uma história contada por Sahagun (9), escrevia sobre a origem dos Nahuatl: “A história que contam os antigos é que eles vieram por mar do lado do norte… Conjectura-se que estes naturais terão saído de sete grutas, e que estas sete grutas são os sete navios ou galeras nas quais chegaram os primeiros colonos.” Este primeiros colonos seriam os sete bispos visigodos e os seus seguidores?

LIGAÇÃO ENTRE A ILHA IMAGINÁRIA DE ANTILIA E SETE CIDADES

M. d’Avezc conta que Antilia era conhecida, marcada e visitada no século XV; Toscanelli, segundo ele, tinha escrito à corte de Portugal as seguintes palavras: “Esta ilha de que tendes conhecimento e que vós chamais das Sete Cidades”…

O filho de Cristovão Colombo, Fernando, na “Vida de Meu Pai”, precisa por seu lado: “Alguns portugueses inscreviam-na nas suas cartas com o nome de Antilia, embora não coincidisse com a posição dada por Aristóteles; nenhum a situava a mais de 200 léguas, aproximadamente, a Ocidente das Canárias e dos Açores. Tem por certo que é a iIha das Sete Cidades, povoada por portugueses no tempo em que a Hispânia foi conquistada, ao rei Rodrigo, pelos Mouros, isto é, no ano 714 depois de Cristo”. Fernando Colombo assegura que, ainda em vida do Infante Dom Henrique, um navio atracou em Antilia/Sete Cidades; os marinheiros foram a igreja e verificaram que aí se praticava o culto romano.

Talvez seja como reflexo destas histórias que circulavam entre os marinheiros que teve início a iniciativa referenciada por Las Casas: “Alguns partiram de Portugal para encontrar esta mesma ilha [das Sete Cidades] que em linguagem vulgar se chama Antilla, e entre os que partiram estava um Diogo Detiene, cujo piloto, chamado Pedro de Velasco, natural de Palos, declarou ao dito Cristovão Colombo, no mosteiro de Santa Maria da Arrábida, que, tendo partido da ilha do Faial e prosseguindo 150 léguas com o vento lebechio (NW), descobriram, no regresso, a ilha das Flores, guiados por muitas aves que viram voando para lá, e reconheceram que eram aves terrestres e não maritimas, e assim pensaram que iam dormir a alguma terra. Em seguida, e dito que navegaram tanto para NE que tinham o Cabo Claro (na Irlanda) para E (94), onde acharam que os ventos eram muito fortes, e os ventos de oeste e para o mar muito suaves, o que acreditavam que devia ser por causa da terra que devia ali existir, a qual lhes oferecia abrigo a Ocidente; a qual não persistiram em explorar, porque já era Agosto e recearam [a aproximação do] Inverno. Ele disse que isto aconteceu 40 anos antes de Cristovão Colombo descobrir as nossas Índias (95)”.

RELAÇÃO COM A ILHA BRAZIL

Pedro de Ayala, embaixador espanhol na Grã-Bretanha, em 1498, relatando as navegações inglesas a Fernando e Isabel, escreveu, conforme menciona Babcock, as seguintes linhas: “The people of Bristol have, for the last seven years, sent out every year two, three, of four light ships in search of the island of Brasil and the seven cities” (62). E, com efeito, ao que tudo parece indicar, realizou-se pelo menos uma expedição em busca da ilha Brazil.

A primeira aparição da ilha Brazil é a do mapa de Dalorto (de 1325), onde surge como uma ilha de forma discóide. No mapa Catalão de 1375 este disco transformou-se num anel rodeando um conjunto de ilhas, para Nordenskiold nove, para Kretschmer sete. Este último número pode representar um fenómeno não raro em diversas ilhas míticas, o cruzamento entre lendas.

FERNÃO DULMO DA TERCEIRA PROCURA A ILHA DAS SETE CIDADES

Existe uma carta de doação, emitida por D. João II a Fernão Dulmo da Terceira, no ano de 1486. Este Fernão Dulmo era na verdade Ferdinand van Olm, um dos flamengos que se haviam estabelecido nos Açores. Dulmo declarara ao monarca que se propunha “procurar e achar uma grande ilha ou ilhas ou terra firme per costa (114), que se presume ser a ylha das Sete Cidades, e tudo isto as suas próprias custas e despesas”. Uma cláusula revela a importância que o monarca atribuía ao descobrimento da dita ilha: ” No caso de ele não conseguir conquistar as ditas ilhas ou terras. Nós enviaremos, com o dito Fernão Dulmo, homens e esquadras de barcos com poder Nosso para efectuar o mesmo, e o dito Fernão Dulmo será sempre Capitão General das ditas esquadras e está por Nós sempre autorizado, porque seu Rei, como Nosso súbdito” (115).

Fernão Dulmo iniciou os preparativos para a expedição chamando para o ajudar João Afonso do Estreito e pedindo que o rei o admitisse na partilha da empresa e dos lucros. Estreito forneceria duas caravelas, aprovisionadas para navegar durante seis meses, que deveriam zarpar no dia 1 de Março de 1487, Dulmo contrataria pilotos e marinheiros e pagar-lhes-ia os salários. Durante quarenta dias Dulmo seria o comandante-general, estabelecendo o rumo para as duas caravelas, e tomando para si todas as terras descobertas, depois do que Estreito seria, por sua vez, capitão-general e se apoderaria de todas as terras avistadas. Tudo isto, o monarca confirmou a 24 de Julho e 4 de Agosto de 1486. (116) Las Casas poderia referir este empreendimento, quando escrevia as seguintes linhas: “Mais adiante, um marinheiro chamado Pedro de Velasco, um galego, contou a Cristovão Colombo em Murcia que, seguindo numa certa viagem a Irlanda, estavam a navegar e a afastar-se tanto para NW, que viram terra a oeste da Irlanda, a qual eles pensaram que devia ser a que um Hernan Dolinos procurou descobrir, tal como agora se deve dizer (117)”. A referência a quarenta dias previstos é curiosa, porque bastaram trinta e seis para fazer Colombo chegar ao Novo Mundo. Mas, se não mais se ouviu falar destes navegadores e porque a sua expedição foi frustada, provávelmente pelas difíceis condições existentes no mês de Março para quem se propõe navegar na direcção Oeste, conforme nota Samuel Eliot Morison na sua obra “As Viagens Portuguesas à América”.

COLONOS PORTUGUESES NO BRASIL ANTES DE 1500?

A lenda de emigrados portugueses numa ilha Atlântica poderá ter algo a ver com repetidos relatos, embora não merecedores de muita confiança, da presença de colonos portugueses no Brasil ainda antes da chegada da armada de Pedro Álvares Cabral. O primeiro relato refere que o mais velho habitante vivo do Brasil teria declarado, no seu leito de morte em 1580, que vivera naquele país “cerca de noventa anos”. Outro relato é o de um certo Estevão Fróis, encarregado de um barco capturado pelos espanhóis: “Tinham má vontade em receber da nossa parte a prova do que alegávamos; nomeadamente, que Vossa Alteza tivera a posse destas terras [Brasil] durante vinte anos e mais, e que já João Coelho da Porta da Cruz habitante de Lisboa ali viera com outros para descobrir” (119) Estas histórias são pouco credíveis uma vez que a primeira colónia, nem sequer foi portuguesa mas francesa, fundada por Christophe Jacques, por volta de 1516. A primeira colónia nacional só se instalaria em Olinda em 1530, sob o comando de Duarte Coelho Pereira.

EM BUSCA DE ANTILIA/SETE CIDADES

Como vimos Fernando Colombo relata como “no tempo do Infante Henrique de Portugal (+-1430), um navio português foi empurrado pelo mar para esta ilha Antilla.” A tripulação foi à igreja com os ilhéus mas receou ficar detida na ilha e fugiu assim que pôde. O Príncipe ouviu a sua história e ordenou-lhes que voltassem à ilha, mas os marinheiros largaram e não tornaram mais a ser vistos. Fernando relata que a areia de Antillia era composta de um terço de ouro puro. Galvão relata uma outra visita mais tardia, ou então uma outra versão da primeira:

“In this yeere also, 1447, it happened that there came a Portugall ship through the streight of Gibraltar; and being taken with a great tempest, was forced to runne westwards more then willingly the men would, and at last they fell upon an Island which had seven cities, and the people spake the Portugall toong, and they demanded if the Moors did yet trouble Spaine, whence they had fled for the losse which they received by the death of the king of Spaine, Don Roderigo.

“The boateswaine of the ship brought home a little of the sand, and sold it unto a goldsmith of Lisbon, out of the which he had a good quantitie of gold.”

“Dom Pedro understanding this, being then governour of the realme, caused all the things thus brought home, and made knowne, to be recorded in the house of justice.”

“There be some that thinke, that those Islands whereunto the Portugals were thus driven, were the Antiles, or Newe Spaine.” (66)

Um outro relato nos chega através de Faria e Sousa, traduzido pelo Capitão John Stevens:

“Depois da derrota de Roderico os mouros espalharam-se pela província, cometendo barbáries inumanas. A maior resistência era em Mérida. Os defensores, muitos dos quais eram portugueses, que pertenciam ao Supremo Tribunal da Lusitânia, eram comandados por Sacaru, um nobre godo. Muitas acções corajosas decorreram neste cerco, mas como não apareciam reforços e as provisões começavam a escassear a cidade rendeu-se sem condições. O comandante da Lusitânia, atravessando Portugal, chegou a uma cidade costeira, onde, reunindo um bom número de navios, lançou-se ao mar, mas ignora-se a que parte do mundo eles foram. Existe uma antiga lenda de uma ilha chamada Antilla no oceano ocidental, habitada por portugueses, mas que ainda não pôde ser descoberta.” (67)

A versão do capitão Stevens acrescenta bastante à versão original. O texto original refere que os fugitivos fizeram-se ao mar para as Ilhas Afortunadas (Canárias ?), a fim de aí poderem preservar a sua raça. O texto menciona igualmente que essa ilha havia já sido alcancada pelos portugueses, sendo habitada por eles nas sete cidades que aí haviam construído: “tiene siete cividades”.

Este último relato menciona uma movimentação a partir de Mérida, o que é perfeitamente credivel, e o comando por um militar também seria admissível natural numa deslocação efectuada em tais condições. Existem portanto algumas provas factuais que podem apoiar esta versão da lenda.

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Quid S8-6: Que navio é este?

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Dificuldade: 4

Categories: Quids S8, sQuids S2 | 8 comentários

Marlboro “cancer Fashion

Talvez tenham reparado nos cartazes que invadiram algumas das nossas cidades e que apresentam um tipo vestido de ganga em poses pouco naturais e que está encimado pela frase “Marlboro”. Cá por mim, admito que começo a ficar farto deste novo fenómeno que é o de marcas que conquistaram prestígio nalguns campos de actividade, aparecerem agora a rentabilizar o nome da marca, em actividades que nada têm a ver com aquela que inicialmente as lançou… O fenómeno não é novo e deve ter uns bons dez anos, mas com a entrada da China no mercado global, a tendência aumentou, com firmas como a Caterpillar e a Lego a investirem no mercado do vestuário com os seus logotipos e produzindo as suas roupas com o famoso trabalho escravo chinês.

Agora, embarcando também algo apressadamente nesse comboio, temos a cancerígena Marlboro, famosa pelas centenas de milhares de tumores que implanta nos pulmões dos terráqueos todos os anos que agora se pretende também transformar numa marca de roupa… Um tal de “Valentino” (deve ser o esposo de uma tal de Valentina, suponho) aparece agora com uma linha de Fashion onde modelos gangados exibem os seus dotes másculos (deve ser um estilo apreciado pelo tal Valentino).

A questão é… Sendo a Marlboro famosa pela proliferação de tumores… De que materiais serão fabricadas as suas peças de ganga? Amianto?

Fonte:
http://www.marlboroclassics.valentinofashiongroup.com/

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sQuid S2-33: Em que mundo imaginário estão estes personagens?

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Categories: Quids S6, sQuids S2 | 10 comentários

Inserindo um flash embebido numa página HTML

Este é o código HTML que permite colocar numa página html (.htm) uma chamada embebida para um flash…

Fica por aqui, para uso de quem precisar…

<HTML>
<HEAD>
<TITLE>Acção</TITLE>
</HEAD>
<BODY bgcolor=”white”>
<OBJECT classid=”clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000″ codebase=”http://active.macromedia.com/flash2/cabs/swflash.cab#version=5,0,0,0” WIDTH=800 HEIGHT=600>
<PARAM NAME=movie VALUE=”\\servidor\share\flash.swf”>
<PARAM NAME=quality VALUE=middle>
<PARAM NAME=bgcolor VALUE=white>
<EMBED src=”\\server\share\accao.swf” quality=middle bgcolor=white WIDTH=800 HEIGHT=600 TYPE=”application/x-shockwave-flash” PLUGINSPAGE=”http://www.macromedia.com/shockwave/download/index.cgi?P1_Prod_Ver sion=ShockwaveFlash”>
</OBJECT>
</BODY>
</HTML>

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Quid S8-5: Onde fica este local?

s9.jpg
Dificuldade: 5

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Prémio “Thinking Blogger”

Tendo sido muito injustamente nomeado (e não é falsa modéstia, é reconhecimento de que ultimamente me tem faltado o devido tempo para estes escrevinhanços blogoesféricos) como um award.jpg por esse companheiro que é o Kaos, autor do magnífico e sempre inspirado We Have Kaos in the Garden a que bastas vezes recorri para ilustrar os meus posts eis-me cumprindo a espinhosa missão de escolher cinco Blogs que mereçam também este prémio… Na verdade, a selecção até nem é particularmente difícil, especialmente desde que mudei de armas e bagagens para o conceito de navegação por Tabs inventado pelo Mozilla Firefox e plagiado agora no Internet Explorer 7. Todos estes Blogs constam dos Blogs que leio todos os dias e cujo conteúdo refresco sempre que possível:

 

We Have Kaos in the Garden Não porque me nomeou, mas porque as suas montagens e textos são simplesmente brilhantes na criatividade e na acutilância de uma visão que tanta falta faz neste sombrio país.

O Blog da Nalga outro irreverente “crónico”, o Dae é um companheiro das primeiras andaças na última incorporação do velho “Grunho”… Acutilante e genial, ao mesmo inspirado estilo do Kaos, o Dae é um prazer de leitura e uma constante e certa fonte de boas e estaladiças gargalhadas, sempre inspiradas neste nosso Portugal que por vezes do qual às vezes… Apetece rir e chorar, ao mesmo tempo…

Ideias Fixas 2 Um estranho Blog, estranho porque o seu autor, o Sá Morais, é uma espécie de réplica dos meus próprios gostos, interesses e motivações. Este “gémeo virtual” aborda frequentemente o mesmo tipo de questões que me intrigam e não poucas vezes encontrei ali publicados os mesmos posts que eu pensava vir a escrever. De dissemelhante, tem apenas a qualidade da prosa, como bem tem demonstrado por estas paragens…

Outminder Não será dos blogs mais actualizados do planeta, mas é certamente um dos mais bem humorados e um dos mais dinâmicos e muito atento às questões da Ecologia que são hoje tão urgentes… Uma referência obrigatória, cá pelas cercanias do Quintus, este Blog do Outminder…

Propriedade Privada Provavelmente, um dos melhores Blogs colectivos activos na Blogoesfera portuguesa… Todos os autores do dito merecem destaque, mas entre eles admiro particularmente os escrevinhanços de Bart Simpson, meu companheiro de lides pelas bandas do O que fôr Soará…

 

E pronto, a partir de agora, podem também colocar este “selo” nos vossos Blogs!…

E lá tive eu que apagar dois parágrafos porque não me dei conta de que tinha ainda mais dois Blogs nas minhas “Tabs” do Firefox…

 

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“Mr Beans Holydays” de Rowan Atkinson… O regresso do verdadeiro “Mr Beans”?

As aventuras e desventuras do genial e hilariante “Mr. Beans” são ainda hoje dos momentos de humor mais bem concebidos desde sempre, incluindo os do “histórico” Charlie Chaplin, dos Monty Python, do Black Adder, também da forja do mesmo Rowan Atkinson. Os fantásticos sketches de “Mr. Beans” foram atentamente seguidos pela primeira filha à coisa de 10 anos e são agora seguidos com o mesmo tipo de fidelidade, pela mais pequena de 3 anos… Um humor tão intemporal e transversal só pode ser Genial e o “Mr. Beans” é sem dúvida um dos fenómenos culturais mais marcantes do final do Século XX. Por isso, não foi com pouca tristeza que assisti à reutilização massiva de sketches antigos, à inserção de novos sketches desinspirados que todos pudemos ver no primeiro filme “Bean”, de chancela americana e formatado para um público “global” muito diferente daquele que criou o sucesso da personagem…. Anos depois o igualmente triste e desinspirado “Jonhy English” confirmava o mau momento criativo em que encontrava Rowan Atkinson, porvento exaurido depois de 20 de explosiva criatividade ou tendo já apagada a lâmpada do génio, consumida desregradamente no apogeu da sua juventude…

Mas a esperança de que não tenhamos ouvido ainda tudo de Atkinson renasce agora! Os trailers disponíveis do novo filme “Mr Beans Holyday” expõe finalmente uma série de novos sketches (não mais as anteriores reinvenções de sketches antigos) oriundos do mesmo elevado nível de inspiração que esteve por detrás do sucesso de “Mr Beans” na década de oitenta… Francamente, estou ansioso para ver o filme, e conto disponibilizar algum do meu muito disputado tempo para ver o dito filme!

Categories: Cinema, Educação, Filmes, Hoaxes e Mitos Urbanos, Humor | 4 comentários

O dito “Video do Sri Lanka” do jogo “The Lost Experience” e a série Lost [Spoilers!]

Este video é uma das principais revelações da trama de Lost e é um dos pontos centrais do jogo “The Lost Experience”.

Segundo o jogo, o video teria sido gravado por Rachel Blake quando estava no Sri Lanke em meados de Julho de 2006. Segundo a própria personagem do jogo, a informação contida neste video seria tão importante que faria colapsar a Fundação Hanso, assim, optou por dividir o video em fragmentos, que devem ser acedidos através de enigmas e códigos que devem ser inseridos no site hansoexposed.com produzindo no final este video.

Na primeira parte do video, Alvar Hanso explica os verdadeiros propósitos da Dharma Initiative num filme que devia circular internamente na organização, explicando inclusivamente o verdadeiro significado dos números (ver AQUI).

Na segunda parte do documentário, surge um tal de Thomas Mittelwerk descrevendo um projecto da Fundação ao mesmo tempo queo filme “Orientation” acaba de passar num aparelho de televisão situado atrás de si, o que parece querer dizer que este Projecto está directamente ligado à presença das Estações Dharma na Ilha.

E é então que Mittelwerk refere que duas cidades foram intencionalmente infectadas com um virus fabricado pela Hanso, com o pretexto de que se trataria de uma “vacina”. O objectivo do virus seria provocar a morte a exactamente 30% dos infectados e testar a sua eficácia em assassinar apenas um grupo genéticamente muito bem delimitado dos seus alvos… O projecto teria, paradoxalmente, o intuito de salvar a Humanidade da extinção.

Os produtores de Lost afirmaram que este jogo de computador iria contribuir decisivamente para o esclarecimento dos mistérios de Lost e de facto… Cá estãoalgumas respostas para os mistérios da Ilha:

1. Os Números 4 8 15 16 23 42 são factores da equação de Valenzettique prevêm o fim da Humanidade.

2. Um virus mortal foi criado pela Fundação Hanso e espalhado na Ilha. É contra este que são vacinados os Outros e os Sobreviventes que interessa a estes preservar e ao qual se referia o sinal de “quarentena” nas portas das Estações.

3. O objectivo primeiro da Dharma Initiativa e da Fundação Hanso é a salvação da Humanidade.

 

Hum… Penso que isto vai ajudar a silenciar aqueles que têm criticado “Lost” por deixar por responder um número massivo das perguntas e mistérios que vai criando…

Categories: Ciência e Tecnologia, LOST (Perdidos) | Deixe um comentário

sQuid S2-32: Como se chama este personagem?

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Categories: Quids S6, sQuids S2 | 8 comentários

Ilhas Satíridas

No geógrafo e historiador grego Pausânias encontramos a seguinte citação: “Como gostaria de saber mais sobre os sátiros, falava deles com numerosas pessoas. O cariano Euphenos contou-me que, indo a Itália, fora apanhado por uma tempestade e atirado para o mar exterior, onde por costume não se vai. Ali há muitas ilhas desertas, e noutras ilhas povos selvagens. Eles não queriam desembarcar porque já lá tinham estado antes e conheciam os habitantes. Mas, desta vez, foram obrigados a abordar. Os marinheiros chamam a estas ilhas “Satiridas”. Os habitantes seriam vermelhos como o fogo e teriam uma cauda, comprida como a do cavalo. Quando viram o barco, aproximaram-se das mulheres que iam a bordo. Intimidados, os marinheiros acabaram por lhes dar uma mulher bárbara. Os sátiros atiraram-se a ela para satisfazer a sua lubricidade.”

E na tradução de Jones :

“I, xxiii, 5: Eufemo, o Cariano, disse que numa viagem que realizou a Itália foi desviado da sua rota por ventos que o arrastaram para os mares nunca dantes navegados por marinheiros. Declarou que havia naquelas paragens muitas ilhas desabitadas, ao passo que noutras viviam selvagens… Os marinheiros chamaram-lhes Satirides e os habitantes tinham cabelo ruivo e caudas que não eram muito mais pequenas que as dos cavalos. Assim que se aperceberam da presença dos visitantes, correram para o navio sem pronunciar palavra e assaltaram as mulheres. Os marinheiros, aterrorizados, acabaram por levar uma mulher para a ilha. Os sátiros violentaram-na não da forma usual mas de maneira muito mais chocante.”

E também Pompónio Mela, escrevia :

“Além dos sábios e de Homero, Cornelius Nepos, historiador moderno digno de crédito, afirma que a Terra é inteiramente rodeada pelo mar. Para provar esta afirmação, invoca o testemunho de Q. Metellus Celer. Este teria contado o seguinte: quando era proconsul da Gália (no 62 a.C.), o rei de Botes ofereceu-lhe como presente vários “indios”. Como Metellus Celer perguntasse donde poderiam ter vindo estes homens, responderam-lhe que “marinheiros dos mares das Indias” os haviam apanhado durante uma tempestade através dos mares intermediários, para, no fim, irem desembarcar nas costas da Germânia…”

Mais uma vez a descrição encaixa quase perfeitamente nas Canárias, especialmente a de Pompónio Mela, estranhamos somente a referência a estes “marinheiros das indias”, não porque não seja sobejamente conhecida a existência de laços comerciais entre o Império Indiano dos Guptas e o Império Romano, mas por encontrar estes marinheiros no Atlântico. Existirá porventura alguma relação com as moedas romanas encontradas na Venezuela ?

Categories: 9/11 Denial, As Ilhas Míticas do Atlântico | 2 comentários

Quid S8-4: Como se chamava este homem?

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Dificuldade: 2

Categories: Quids S8, sQuids S2 | 6 comentários

Ainda sobre o provável ataque dos EUA ao Irão em Abril…


(www.chinadaily.com.cn)

Fontes bem situadas no aparelho de Informações russo têm a certeza de que os EUA estão prestes a terminar a preparação para um ataque ao Irão ainda durante a primeira metade do corrente mês de Abril…

Segundo a fonte – citada pela agência noticiosa russa RIA-Novosti – os EUA já teriam terminado a lista de alvos no solo iraniano e estariam a ensaiar essas operações durante os exercícios que decorrem actualmente nas águas do Golfo Pérsico. A mesma fonte refere que a presença militar dos EUA na região é actualmente tão intensa como era em Março de 2003, aquando da segunda guerra do Iraque e os recentes progressos do programa nuclear iraniano, assim como o recente incidente com os 15 marinheiros britânicos e até a nova Resolução do Conselho de Segurança da ONU defendo uma intensificação das sanções económicas contra o Irão aprovada a semana passada indicam que a probabilidade de um tal ataque é mais intensa do que nunca… Especialmente agora, que a Rússia recuou no seu apoio ao Irão, em resultado das pressões e negociações secretas com os EUA acerca do Escudo Anti-Míssil…

As mesmas fontes aludem a um ataque triplo: aéreo, naval e… terrestre… Da imensa probabilidade de um ataque aéreo dos EUA e do RU ao Irão já falámos aqui abundantemente e até defendemos o mesmo até certo ponto, especialmente se os alvos forem limitados a alvos militares ou ligados ao programa nuclear iraniano. Um ataque pode ser “naval” na medida em que também visa alvos da Marinha Iraniana ou lançamento de mísseis de cruzeiro a partir de vasos de guerra. Mas terrestre? A partir do Iraque ou com desembarques no Sul do Irão? Parece-me extremamente improvável e muito arriscado para o bom sucesso (obrigatório) de um tal ataque…

Fonte: MosNews

Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci, Política Internacional, Sociedade | 17 comentários

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