Marlboro “cancer Fashion

Talvez tenham reparado nos cartazes que invadiram algumas das nossas cidades e que apresentam um tipo vestido de ganga em poses pouco naturais e que está encimado pela frase “Marlboro”. Cá por mim, admito que começo a ficar farto deste novo fenómeno que é o de marcas que conquistaram prestígio nalguns campos de actividade, aparecerem agora a rentabilizar o nome da marca, em actividades que nada têm a ver com aquela que inicialmente as lançou… O fenómeno não é novo e deve ter uns bons dez anos, mas com a entrada da China no mercado global, a tendência aumentou, com firmas como a Caterpillar e a Lego a investirem no mercado do vestuário com os seus logotipos e produzindo as suas roupas com o famoso trabalho escravo chinês.

Agora, embarcando também algo apressadamente nesse comboio, temos a cancerígena Marlboro, famosa pelas centenas de milhares de tumores que implanta nos pulmões dos terráqueos todos os anos que agora se pretende também transformar numa marca de roupa… Um tal de “Valentino” (deve ser o esposo de uma tal de Valentina, suponho) aparece agora com uma linha de Fashion onde modelos gangados exibem os seus dotes másculos (deve ser um estilo apreciado pelo tal Valentino).

A questão é… Sendo a Marlboro famosa pela proliferação de tumores… De que materiais serão fabricadas as suas peças de ganga? Amianto?

Fonte:
http://www.marlboroclassics.valentinofashiongroup.com/

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Categories: Sociedade, Wikipedia | 20 comentários

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20 thoughts on “Marlboro “cancer Fashion

  1. Golani

    esta é boa!! eheheh

    4 anos sem pagar IRC e depois o “people” anda indignado com a “banca”

    A Portugal Telecom (PT) vai voltar a pagar impostos depois de esgotar um “crédito fiscal” de 1,3 mil milhões de euros que tinha nas Finanças e remontava a 2002. A empresa vai pagar 116 milhões de euros de impostos relativos ao exercício de 2006, período em que obteve um resultado líquido de 659 milhões de euros.

    O crédito que agora termina era consequência, essencialmente, do prejuízo apurado aquando da criação da empresa conjunta com a espanhola Telefónica no Brasil em 2002.
    (Via DE, página 18, de 16.04.2007)

  2. Golani

    “…..produzindo as suas roupas com o famoso trabalho escravo chinês”

    os teus posts perdem credibilidade se insistes nestas generalidades e clichés

    segundo o report do Banco Mundial «Indicadores do Desenvolvimento Mundial» 2007 que foi publicado estes dias:

    “A pobreza extrema no mundo diminuiu 21 por cento entre 1990 e 2004….

    Outra razão considerada «chave» para que no ano de 2004 houvesse cerca de 260 milhões de pessoas a menos em situação de pobreza extrema face a 1990, foi a massiva redução da miséria na China no período mencionado, sublinha o BM.

    Por outro lado, a região do leste asiático e Pacífico vem à cabeça do mundo em desenvolvimento graças às elevadas taxas de crescimento, que lhe permitiram reduzir a pobreza mais rapidamente do que noutros lugares.

    A região revela também vantagem na educação ao ter alcançado a escolarização universal primária, assim como a igualdade no acesso à educação primária e secundária.

    O sector sanitário também revela melhoras significativas, com 79 por cento da população a aceder a água potável e cerca de uma terça parte com acesso a estradas pavimentadas.

    Já as economias em transição da Europa e Ásia Central têm maior acesso a computadores e telemóveis.”

  3. Nito

    Pronto… começou outra guerra… 😉
    já não bastava o Outsider e o Sá… 🙂 🙂

  4. Anónimo

    Não diga disparates!!!

    Fuma quem quer!
    Apanha o vício quem se deixa dominar, vai nos modismos e quem tem espírito fraco!
    A consciência e o amor próprio a quem de consciência!
    Que tem a haver a Marlboro?

  5. Golani

    se a economia chinesa assenta em trabalho escravo como explicas que nos último 20 anos se tenha assistido a migração interna voluntária na ordem dos milhões de pessoas para trabalharem nos grandes centros urbanos e industriais ?

    como explicas que a grande preocupação do Partido Chinês actualmente é a diferença de rendimento entre a pop, rural e a urbana? a pop. urbana verificou um incremento significativo do seu rendimento nos últimos anos.

    como explicas o report do Banco Mundial: “Outra razão considerada «chave» para que no ano de 2004 houvesse cerca de 260 milhões de pessoas a menos em situação de pobreza extrema face a 1990, foi a massiva redução da miséria na China no período mencionado, sublinha o BM.”

    a China é um pais com mais de 1 bilião de pessoas, numa realidade tão extensa é óbvio que existem situações de abuso, mas generalizar e dizer que os trabalhadores chineses são escravos é absurdo, e não levar em conta os elevados níveis de crescimento do PIB chinês (10% ao ano) é irresponsável

    como explicar a transformação das grandes metrópoles chinesas ? os novos edifícios, a transformação dos hábitos de consumo (automóveis, computadores, telemóveis, electrodomésticos..)

    parece-me estranho não reconhecer e compreender a dimensão da transformação que se está a verificar num pais como a China

  6. “generalidades”
    “clichés”
    “parece-me estranho”…
    Hum…
    Entrámos na onda do argumento ad hominen?
    isso não significa que os nossos argumentos são frágeis, sendo este tipo de argumentação precisamente o último reduto do debate dialético?
    penso eu de que…

    e rebaterei melhor este teu comentário, porque embora não me agrade de todo o tom prejorativo, penso que o tema merece sobejamente uma réplica.

  7. Nice blog!

  8. sá morais

    Tenho por aqui um livro escrito em 1936… Intitula-se ” A Alemanha Atacará em?” Naquela altura também se comentou o livro como “generalidades”, “clichés”, etc, etc… Mas não eram, pois não?

    Esta comparação é um exagero? Talvez… Mas o que estou a comparar não são tanto as duas conjunturas, mas antes a forma como a verdade é tantas vezes alcunhada de cliché ou coisa do género…

    Não foi nessa dourada china onde passaram com tanques por cima de estudantes? Estarei a confundir?

    Pois…

    A PRC detem pessoas por exercerem o direito a sua liberdade de expressão, religião, de associação.

    Na PRC prendem-se pessoas sem acusação ou sentença, que são enviadas para campos de reeducação. Julga-se que há cerca de 3000 ( por baixo ) de contra-revolucionários (?!?!) presos ilegalmente.

    Na PRC só as instituições “autorizadas” podem existir, organizar-se ou manifestar-se.
    – As penas para os “ajuntamentos” ou “ideias diferentes” pode ir de 15 a 20 anos…

    Liberdade de expressão dos Media? Esqueçam! Censura… Rings any bells? Pois, pois! Censura!

    “Dissidents who make their opinions known to the foreign media are often subject to threats, detention, harassment, intensive surveillance or imprisonment. During 1994, at least 20 Chinese writers, journalists, editors and publishers were persecuted in connection with their work. Also during the year, foreign correspondents from the British Broadcasting Corporation, Newsweek, Reuters, United Press International, The Wall Street Journal, The Washington Post, U.S. television networks (NBC, CBS) and other foreign media outfits were detained and interrogated by PRC police regarding their work as journalists, including the interviewing of Chinese dissidents and students and filming in Tiananmen Square. Police also banned broadcasts of CNN in Beijing hotels for five days surrounding the fifth anniversary of the 4 June 1989 military crackdown on democracy demonstrators. ”

    Independência judicial? Esqueçam!
    Despite a few positive steps, no attempt was made to introduce the fundamental legal and institutional reforms necessary to bring an end to serious human rights violations. Tens of thousands of people continued to be detained or imprisoned in violation of their rights to freedom of expression and association, and were at serious risk of torture or ill-treatment. Thousands of people were sentenced to death or executed. Restrictions increased on the cultural and religious rights of the mainly Muslim Uighur community in Xinjiang, where thousands of people have been detained or imprisoned for so-called “separatist” or “terrorist” offences. In Tibet and other ethnic Tibetan areas, freedom of expression and religion continued to be severely restricted. China continued to use the international “war against terrorism” as a pretext for cracking down on peaceful dissent.

    Pena de Morte…

    Tibet…

    Violations Against Female Children: The one-child policy, in conjunction with the traditional preference for male children, has led to a resurgence of practices like female infanticide…

    Está aqui a página de uns mentirosos chamados Amnistia Internacional, que se dedicam a inventar clichés!

    web.amnesty.org/report2004/chn-summary-eng

    Bem, poderia estar aqui a noite toda… Mas, claro, isto são “clichés” meus, do Rui, da ONU, de uma série de instituições Humanitárias, de meios de comunicação… Somos assim destas… “generalidades”!

    Não amigo, o que vemos é para além do PIB, dos prédios modernos, dos carros… Vemos as pessoas e o maior dos “clichés” é não ver a verdade, a China verdadeira que se esconde por detrás desse brilho.

    Parece impossível que a pessoas se esqueçam que aquele é um regime que é uma ditadura… Sim, uma ditadura! A transformação é visual! Por dentro…

    E mais… Para mim, a grande ameaça mundial futura será a China! Nem Irão, nem Coreia… Mesmo que abrande o crescimento populacional, ele será sempre demasiado… E qual é a percentagem de terra arável da China?? QUAl?? Pois… Quando regressarão ideias como “Espaço vital”?

    Espero que o Brasil ( em especial ) e a India possam crescer depressa para fazerem frente a este gigante, para que ele não entre no seu tanque e não passe por cima de mais ninguém!

    Eu, por opção de consciência e por achar que, como português e europeu, devo ajudar a sociedade em que estou inserido, não compro produtos chineses! Só em casos extremos, em que não tenha escolha, de resto… E agora podem vir com clichés…

  9. É essa a minha posição… Sá…
    Mas sobre este tema publicarei um Post ainda hoje, mas mais daqui a bocado! 🙂

  10. Olá Rui!
    Hoje resolvi que quero descansar e claro aproveito-me dos amigos para isso. Estou um pouco farto do meu blog e de toda a confusão que por lá reina. Gente a mais, gente estranha e há momentos em que me sinto perdido e sem saber se é realmente isto que procuro. Estas visitas diárias que fazia estão a perder-se e o tempo já não é o que era. Sinto saudades da calma de antigamente. Não sei ainda o que vou fazer porque se por um lado me apetecia era fechar a tasca por outro tenho pena. Acrediro que é importante passar certas mensagens e a quanto mais gente melhor, mas ao mesmo tempo isso acaba sendo quase uma obrigação que é algo de que não gosto. Desculpa lá o dasabafo
    abraço

  11. Eu contesto o texto acima, Rui, è positivo que a marlboro comece a vender roupa. (desde que pare de vender tabaco) *hehehe*

    È bom voltar a ver discussão acesa aqui nos cometários.
    Acho que o cerne está em se se pode chamar “escravo” a um trabalhador que è obrigado a mudar-se para uma aldeia-fábrica ou morrer à fome. Nessa aldeia-fábrica descontam-lhe do ordenado alimentação e habitação apesar de ter que partilhar a cama em turnos com mais duas pessoas, não restando quase nada do parco ordenado. Será que uma pessoa que em troco do trabalho apenas recebe alimentação e abrigo è um escravo? Se acontece um acidente de trabalho ou “actividade subversiva” as empresas usam subterfugios legais para despedir o trabalhador de modo que não tenha direito a caixa de previdência. O ex-trabalhador na miséria não vai poder contratar um advogado ne ser ouvido por qualquer organismo oficial. Será que um trabalhador sem direitos cívicos è um escravo?
    Existem muitos parelismos entre a china actual e a inglaterra da època vitoriana e lembro-me que muita gente na altura, especialmente aqueles que viriam a originar o comunismo, chamou a tal tratamento “escravatura”.

    Tenho notado que várias pessoas em torno deste blog demonstram um ódio invulgar contra a China (eu queria usar a palavra cinofobia mas parece que isso è o medo mórbido de cães, chatice ). Como o Sá tão bem notou isso è um direito de viver em liberdade, não è nem “cliché” nem “lugar comum”. Da mesma maneira que eu tenho o direito de não compar alimentos americanos e dar sempre indicações eradas a turistas espanhóis.

    Paixões aparte, a China sempre foi uma potência à escala mundial, mas felizmente tem o hábito histórico de implodir. Ao ritmo que estão a delapidar os recursos natuais e ao ritmo que as elites estão a ganhar hábitos de consumo as empresas exploradoras (o verdadeiro enimigo, tão esquecido pelos meus colega cometadores) estão-se a mudar para a india ou para àfrica não tarda nada.

  12. Golani

    Eu acho que vocês insistem em não olhar para a “big picture”:

    Os ideais de fraternidade, igualdade social, prosperidade eram os objectivos propagandeados a atingir pelas politicas de Mao Tse Tung, quando este esteve á frentes dos destinos da China entre 49 e 76.

    O resultado de politicas “sociais” tais como o “Grande Salto em Frente” e a “Revolução Cultural” provocaram a caos económico, social e cultural da China e a morte de milhões de Chineses.

    Durante o regime de Mao Tse Tung estima-se que terão morrido cerca de 40 milhões de chineses, foi um dos genocídios dos século XX.

    Esta foi a China até os anos 70.

    Apenas quando Deng Xiaoping chegou ao poder em finais dos anos 70 é que houve uma ruptura com o passado, e se enveredou por um novo caminho: socialismo de economia de mercado……1 pais, 2 sistemas.

    As reformas económicas-sociais iniciadas por Deng Xiaoping e gradualmente implementadas desde então é que permitiram á China tornar-se umas das economias de maior crescimento do Mundo, num ambiente de paz e estabilidade.

    Nos últimos 25 anos ano o PIB da China tem crescido a uma tx anual média de 10%

    Este crescimento trouxe incremento salariais significativos aos trabalhadores chineses ao longo dos anos, e o surgimento de uma classe média significativa que beneficia já da economia de mercado o que lhe permite ter acesso a produtos e serviços tal como uma família “ocidental”

    A globalização e a abertura da economia chinesa ao mundo permitiu à China beneficiar do forte investimento directo estrangeiro (novas fábricas, novas máquinas, novas tecnologias, novo know how), a entrada de capital estrangeiro permitiu alavancar o crescimento chinês, simultaneamente as economias ocidentais beneficiaram com bens e produtos mais baratos, que foi muito importante para manter a inflação mundial a níveis reduzidos e potenciar o crescimento mundial.

    Actualmente o crescimento chinês assenta mais na produtividade do que na entrada de capital estrangeiro, e o objectivo futuro é passar de um modelo de desenvolvimento assente nas exportações, para uma economia assente no crescimento do consumo privado interno

    A integração da economia chinesa na economia mundial, tem tb fortes repercussões na politica externa: economias integradas (beneficiando mutuamente da sua relação, em simbiose) tem muito menos hipóteses de se envolveram em guerras no futuro (o mesmo raciocino da União Europeia após a 2ªGM)

    Em termos de combate à pobreza, segundo o Banco Mundial, a percentagem da população chinesa a viver abaixo da linha de pobreza em 81 era de 53%, em 2001 tinha caído para os 8%, ou seja, 400 milhões de pessoas tinham saído de uma situação de pobreza extrema.
    Os críticos insistem em ignorar esta evolução assombrosa.

    Em 2006 o PIB per capita (paridade de poder de compra) subiu para 7500 $USD (Portugal é de 22500 $USD). Convém sempre relembrar estamos a falar de per capita para um pais com uma pop. de 1.300 milhões de pessoas (aproximadamente 1/6 da pop. Mundial)

    Actualmente assiste-se já a falta de trabalhadores não especializado o que tem conduzido a um aumento dos seus salários, várias empresas tem saído da China pq já a consideram demasiado cara e procuram mão de obras mais barata no Vietnam e Bangladesh.

    Muitos jovens já têm segurança financeira que lhes permite continuar os estudos em vez de ir trabalhar como operários para as fábricas. Todos os anos 600 mil novos engenheiros entram no mercado de trabalho.

    Muitos problemas ainda subsistem: corrupção, limitações à liberdade de expressão, abusos de direitos humanos, gap de entre a pop. rbana (60%, que mais tem beneficiado do crescimento económico) e a pop. rural (40%, que tem ficado para trás) etc…

    Mas tendo em conta o sucesso das reformas iniciadas à 25 anos atrás e as transformações positivas que provocou na economia, na sociedade chinesa é de esperar que tais reformas continuem e mais transformações positivas ocorram nos domínios da democracia e liberdade.

    Ainda recentemente, em Março, o Congresso do Partido Comunista passou uma nova Lei de Propriedade (que se arrastou por 15 anos) que garante os direitos á propriedade privada. E trabalham agora numa nova legislação laboral destinada a proteger os direitos dos trabalhadores e dar maior poder de negociação os sindicatos.

    Quando os EUA e a Inglaterra estavam a atravessar o seu processo de industrialização no século XIX, levaram 50 anos a duplicar o seu rendimento per capita. A China conseguiu o mesmo resultado numa fracção do tempo.

    Como o Iraque, ainda recentemente demonstrou, a Democracia e a Liberdade não se impõem….são os povos que têm que alcançar através de um processo complexo de transformações…..e o q a realidade nos mostra é que existe uma relação directa entre a riqueza/desenvolvimento económico e a Democracia e a Liberdade…..e a China está a ficar mais rica, cada dia que passa

  13. Golani

    China’s middle-income class in the making
    http://www.chinaview.cn 2004-03-26 09:40:56

    BEIJING, Mar. 26 (Xinhuanet) — The concept of “middle income class” is relatively unfamiliar to Chinese people who have been living under an urban-rural dual system for long. However, with more than 20 years of reform and opening-up this class has now emerged, grown and even begun to shape a change of China’s social structure.

    According to the calculation of the Chinese Academy of Social Sciences (CASS), the middle income class in China accounted for 15 percent in 1999 and then it rose by 1 percent annually until it reached 19 percent in 2003 . Factors like legal protection and policy motivation are furthering its growth. It is expected that the middle income community would amount to 40 percent of the whole society by 2020. This will transform the society from the “onion” styled structure to an “olive” structure by then.

    A real modernized and stable nation is without exception one in which the middle-income class is the majority and those, either at the high and the low end of the income, are in the minority. Like an olive, this social structure is featured with its swelling middle body and tiny ends.

    However, opinions differ in the academic circles on the definition and benchmark as regards the “middle income class” in China.

    Research department of BNP PARIBAS PEREGRINE defines China’s “middle income class” like this: well-educated professionals and white-collars with a yearly earning of 25,000 to 30,000 yuan per capita, i.e. 75,000 to 100,000 yuan a year per household, partake in the corporate decision making and management and engage in mental work. The population up to the above mentioned standard makes up about 13.5 percent of the whole population in China.

    Estimation of CASS shows that in China, 48.5 percent of urban residents hold 150,000 yuan to 300, 000 yuan per household. In view of the fact that the majority of the rural population makes poor income except a fraction of farmers with relatively higher income, it can be deduced that about 19 percent of the Chinese population are in the category of “middle income class”.

    Song Linfei, an expert in social structure, argued that under the present situation in China, groups with Engel index below 40 percent and the minimum taxable line for individual income exceeding 1,200 yuan, or the well-off community, should be regarded as middle income class.

    “No matter how you define it, it is the truth that there is still a long way to go before China’s social structure becomes “olive” like (at least 40 to 50 percent of the population is middle income class). It remains so far the “onion” like at the most,” said Song.

    Lu Xueyi, a famous sociologist said: ” To keep a steady, harmonious, sustainable and healthy development of the society and economy, it is essential to create a larger mid-income population. That is to help more low income citizens, the majority of the population, to upgrade gradually into the middle income class by raising the level of their income.”

    “Socially or economically speaking, the middle income class is the most stable one in a society. They generally enjoy a well-off life, having stable jobs, hold positive attitude toward the society and policies, and are loyal consumers. They are one of the market boosters.” Lu explained.

    “The key problem is due to China’s urban-rural dual structure, a large number of urban residents have joined the middle income class while the majority of the 900 million peasants have not.” Song urged, ” ‘Addition’ instead of ‘deduction’ in calculation should be adopted when we are cultivating the middle income class. The so-called ‘addition’ means to help the low-income group earn more rather than to have the high-income group to earn less. For example, farmers can be transformed into urban residents so that they make more money. Meanwhile, re-employment and re-training campaign should be launched to prevent middle income class from degrading into low income group.”

    Song stressed the significance of the farmhands working in cities to the income increase of the whole rural population. If the 90 million peasant workers remit 2000 yuan per capita to their families, it would be a considerably large number.

    Observers say that the Chinese leaders’ speeches on policies and various new economic measures adopted have at least signaled the three important points. That is to face directly the reality of the widening income gap in China and adhere further to the reform orientation in distribution based on essential elements; confirm the legitimacy of money making based on diversified forms of elements distribution; and encourage people to walk up into the middle income class club through legal means.

    Since the reform and opening-up started, policies adopted by the Chinese government have favored the fostering of the middle income class. With the reform to deepen gradually, the stock and securities markets have been opened and promoted and large-scale campaign to transform enterprises into join-stock corporations has been launched. The private sector has been encouraged to grow and hi-tech private companies have been started-up. High salaries have been offered to the returned overseas students and salaries have been raised for civil servants and teachers. All of these have promoted the growth of the middle class in China.

    (People’s Daily)

  14. “Eu acho que vocês insistem em não olhar para a “big picture”:”

    -> A “big picture” é composta por biliões de “small pictures” de exploração desumana, desregulação, desrespeito pela Lei e corrupção generalizada. A “big picture” não enche a barriga a ninguém para além dos consultores financeiros e dos adoradores dos abstractos “indicadores macroeconómicos” que desprezam os gigantes desfasamentos sociais e financeiros que se estão a estabelecer entre uma classe de gestores (efectivamente mais rica e numerosa do que nunca) e uma classe laboral de direitos progressivamente menores e trabalhando frequentemente em condições desumanas e de sistemático “dumping” laboral.

    “Os ideais de fraternidade, igualdade social, prosperidade eram os objectivos propagandeados a atingir pelas politicas de Mao Tse Tung, quando este esteve á frentes dos destinos da China entre 49 e 76.

    O resultado de politicas “sociais” tais como o “Grande Salto em Frente” e a “Revolução Cultural” provocaram a caos económico, social e cultural da China e a morte de milhões de Chineses.”

    -> E então a solução para estes males é dar novo “Salto em frente”, desta feita para a escravização massiva de biliões de chineses obtendo em troca o aumento explosivo de alguns indicadores económicos e do enriquecimento compulsivo e desregulado de uns milhares de privilegiados acima-da-lei (a Lei Laboral chinesa é das mais avançadas do Mundo, mas é sistematicamente ignorada).

    “Durante o regime de Mao Tse Tung estima-se que terão morrido cerca de 40 milhões de chineses, foi um dos genocídios dos século XX.

    Esta foi a China até os anos 70.

    Apenas quando Deng Xiaoping chegou ao poder em finais dos anos 70 é que houve uma ruptura com o passado, e se enveredou por um novo caminho: socialismo de economia de mercado……1 pais, 2 sistemas.”

    -> Um país (o mesmo de Deng) que não hesitou em recorrer à força armada para aplacar o gérmen de democracia da Praça de Tiananmen…

    “As reformas económicas-sociais iniciadas por Deng Xiaoping e gradualmente implementadas desde então é que permitiram á China tornar-se umas das economias de maior crescimento do Mundo, num ambiente de paz e estabilidade.”

    -> Paz? Que não se fale de “paz” aos tibetanos que lutam contra uma política de perseguições, colonização e repressão cultural, linguística e religiosa massivas. Conhece algum tibetano no exílio? Eu conheço vários, e nenhum deles encara a ocupação chinesa de outra forma que não seja a devida: o de uma ocupação colonial ao bom velho estilo europeu em África.

    -> Estabilidade? Está a par das aquisições de equipamento bélico que a China está a fazer? Da sua nova estratégia de apostar na projecção mundial do seu Poder naval no Mundo para a próxima década? Da sua participação no perigoso programa nuclear paquistanês? Do seu apoio criminoso ao criminoso e genocida regime sudanês em troca do vil petróleo?

    “Nos últimos 25 anos ano o PIB da China tem crescido a uma tx anual média de 10%”

    -> Mas e daí? Quando se parte de um patamar de base tão baixo como a China, a “proeza” perde muito valor… Imagine que fosse a economia dos EUA a crescer ao mesmo ritmo. Isso sim… Seria um feito… E a questão não pode ser reduzida ao crescimento do PIB, mas à distribuição da riqueza gerada e esta, na China, é péssima, com assimetrias classistas cada vez mais intensas (nos últimos 10 anos o rendimento médio dos trabalhadores subiu 12%… Ou seja… Mais oito dólares!)

    “Este crescimento trouxe incremento salariais significativos aos trabalhadores chineses ao longo dos anos, e o surgimento de uma classe média significativa que beneficia já da economia de mercado o que lhe permite ter acesso a produtos e serviços tal como uma família “ocidental”

    A globalização e a abertura da economia chinesa ao mundo permitiu à China beneficiar do forte investimento directo estrangeiro (novas fábricas, novas máquinas, novas tecnologias, novo know how), a entrada de capital estrangeiro permitiu alavancar o crescimento chinês, simultaneamente as economias ocidentais beneficiaram com bens e produtos mais baratos, que foi muito importante para manter a inflação mundial a níveis reduzidos e potenciar o crescimento mundial.”

    -> Todo este crescimento assenta num regime de:

    horas extraordinárias gratuitas

    regimes de trabalho de 12 e 16 horas

    pagamento de depósitos pelo trabalhador

    6 dias de trabalho

    violências várias no local de trabalho…

    -> A Economia mundial tem beneficiado com este crescimento?… Claro com produtos fabricados com custos cada vez mais baixos… Aumentando os lucros das grandes corporações que operam fábricas próprias ou terceiras na China, e mantendo os preços ao consumidor final nos mesmos patamares ou mesmo aumentando-os ligeiramente, ao mesmo nível da inflação, e tudo isto (nada) em troca de um aumento explosivo do desemprego de longa duração no Ocidente, produto directo do “dumping laboral” praticado na China.

    “Actualmente o crescimento chinês assenta mais na produtividade do que na entrada de capital estrangeiro, e o objectivo futuro é passar de um modelo de desenvolvimento assente nas exportações, para uma economia assente no crescimento do consumo privado interno

    A integração da economia chinesa na economia mundial, tem tb fortes repercussões na politica externa: economias integradas (beneficiando mutuamente da sua relação, em simbiose) tem muito menos hipóteses de se envolveram em guerras no futuro (o mesmo raciocino da União Europeia após a 2ªGM)”

    -> Tem a certeza que a China não tem planos para Taiwan? Tem mesmo?… Os EUA não têm e estes costumam estar bem informados… O consumo privado chinês não é de todo a base do seu crescimento económico. A sua economia está toda virada para a exportação e o papel do consumo interno é mínimo (penso que ronda menos de 40% em média), ou seja, dependem demasiado das aquisições exteriores porque… as médias salariais são tão baixas que esta imensa massa de trabalhadores não está em condições de se tornar um consumidor dos próprios produtos que fabrica…

    “Em termos de combate à pobreza, segundo o Banco Mundial, a percentagem da população chinesa a viver abaixo da linha de pobreza em 81 era de 53%, em 2001 tinha caído para os 8%, ou seja, 400 milhões de pessoas tinham saído de uma situação de pobreza extrema.
    Os críticos insistem em ignorar esta evolução assombrosa.”

    -> Estatísticas num regime estalinista… Alguma vez viu algum Plano Quinquenal soviético ou as estatísticas romenas de crescimento económico?

    “Em 2006 o PIB per capita (paridade de poder de compra) subiu para 7500 $USD (Portugal é de 22500 $USD). Convém sempre relembrar estamos a falar de per capita para um pais com uma pop. de 1.300 milhões de pessoas (aproximadamente 1/6 da pop. Mundial)

    Actualmente assiste-se já a falta de trabalhadores não especializado o que tem conduzido a um aumento dos seus salários, várias empresas tem saído da China pq já a consideram demasiado cara e procuram mão de obras mais barata no Vietnam e Bangladesh.”

    -> Trabalhadores que são detidos por distribuirem panfletos, por se inscreverem em sindicatos indepentes, ao lado do sindicato fantoche estatal…

    “Muitos jovens já têm segurança financeira que lhes permite continuar os estudos em vez de ir trabalhar como operários para as fábricas. Todos os anos 600 mil novos engenheiros entram no mercado de trabalho.

    Muitos problemas ainda subsistem: corrupção, limitações à liberdade de expressão, abusos de direitos humanos, gap de entre a pop. rbana (60%, que mais tem beneficiado do crescimento económico) e a pop. rural (40%, que tem ficado para trás) etc…”

    -> Eu próprio não resumiria melhor… Folgo em ver que reconhece esse rol tremendo de problemas na China…

    “Mas tendo em conta o sucesso das reformas iniciadas à 25 anos atrás e as transformações positivas que provocou na economia, na sociedade chinesa é de esperar que tais reformas continuem e mais transformações positivas ocorram nos domínios da democracia e liberdade.

    Ainda recentemente, em Março, o Congresso do Partido Comunista passou uma nova Lei de Propriedade (que se arrastou por 15 anos) que garante os direitos á propriedade privada. E trabalham agora numa nova legislação laboral destinada a proteger os direitos dos trabalhadores e dar maior poder de negociação os sindicatos.”
    -> A Lei Laboral chinesa é sistemática desrespeitada! Corrupção, incapacidade de meios e recursos e um desprezo cultural pelo sofrimento e dignidades humanas que assenta muito nas raízes da “revolução cultural” tornam esta Lei Laboral numa ficção incumprida em praticamente toda a China.

  15. Acho que o pior mesmo é que as pessoas vão sempre associar a marca ao tabaco, e acredito que haja quem vá começar a fumar malboro pela pub às roupas..principalmente os mais jovens.

  16. Golani

    Rui Martins pense como quiser…não tenho pachorra para estar para “chover no molhado”

    veja apenas o filtro anti spam, pq eu tinha já colocado um artigo em que se estima em 19% a classe média chinesa (famílias que já podem comprar a sua própria casa e acesso a bens de consumo e serviços, tal como as famílias “ocidentais”)

    19% de 1300 milhões são 260 milhões de pessoas (não milhares…os números que aponta estão errados)

    e as autoridades pretendem que este percentagem suba para 40-50% nos próximos anos para garantir um desenvolvimento sustentável e mais homogéneo.

    Tendo em conta o que atingiram em 25 anos, e o facto que e economia continua a crescer a 10% ao ano de forma sustentada é esperar que este objectivo tb a venha a ser atingido no médio prazo

  17. nem eu.
    aliás vou publicar de tarde mais um post sobre este tema e encerro a questão.
    vou ver sim. Por defeito, todos os comentários com mais 3 links são colocados em moderação pelo akismet da wordpress.

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