A “engenharia” de Sócrates… O “Bloqueio da Ponte 25 de Abril” de José Sócrates?

Com toda a turbulência gerada em torno da polémica “licenciatura” de Sócrates, com as dúvidas sobre a legitimidade do mesmo e até sobre a forma como os diplomas foram obtidos entramos num novo ciclo político, em que o apogeu do governo P.S. já se esgotou e o actual governo entra em ritmo descendente… E já a meio da legislatura!

Todas as dúvidas criadas em torno do fátuo e vago estatuto de “engenheiro” de Sócrates são em si mesmas irrelevantes, mas muito relevantes do carácter moral do Primeiro Ministro se este se arrogou de um título que não tinha o direito de exibir e sobretudo se o fez para recolher votos… Mas soberanamente graves se o obteve estes “títulos” da forma cinzenta que alguns já se atrevem a referir… De um lado, seria um comportamento moral duvidoso… Do outro, um comportamento legalmente punível… Entre os dois, ficaram novamente os portugueses, enclausurados entre um partido de governo e um governo que fizeram uma gestão catastrófica desta crise e os portugueses que se arriscam a ficar outra vez sem governo a meio do mandato… Depois de Guterres que se cansou de Governar a meio do seu mandato… Depois de Fujão Barroso que abandonou os seus eleitores e as suas responsabilidades e entregou o País a esse imbecil onanista que foi e é Santanaz Lopes estamos agora novamente a deixar uma legislatura a meio por causa de uma gestão tão inepta de uma questão tão trivial – mas grave – como esta?

Sim, a crise é tão grave e grave sobretudo porque estas dúvidas correm há demasiado tempo soltas e sem controlo nos Media e na Internet e em resposta houve apenas um suspeitíssimo mutismo por parte daqueles que deviam ser os primeiros interessados na boa guarita do seu nome e honra pessoal…

Ainda obcecado com uma imagem de “autoritarismo soft” de que os portugueses parecem gostar (de Salazar a Cavaco…), Sócrates optou por manter um mutismo e um distanciamento em relação a estas dúvidas, deixando crescer e alimentando com o seu silêncio as dúvidas legítimas sobre o carácter daquele que é o nosso Primeiro Ministro.

Foi um erro.

Um erro tão grave como… O aumento das portagens da Ponte 25 de Abril, que marcou o início do Ocaso do Cavaquismo?…

Categories: Política Internacional, Política Nacional | 9 comentários

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9 thoughts on “A “engenharia” de Sócrates… O “Bloqueio da Ponte 25 de Abril” de José Sócrates?

  1. Concordo que o santacoiso è um imbecil onanista. Agora eu sou um apoiante do estilo “autoritarista soft” que o mestre Sócrates tem desenvovido, nunca votei nele e provavelmente nunca votarei mas só posso aplaudir a modo com o poder da associação nacional de farmácias e sindicatos da função publica, entre outros, tem vindo a ser desconstruido. Pouco a pouco, subrecticiamente, inexoravelmete. Que ele trate a oposição como miúdos malcriados, só lhe posso dar razão. Ontem o louçã disse no telejornal que não interessava como socrates tinha conseguido o curso mas sim as suas politicas, hoje o BE apresentou um pedido de esclarecimento na AR.

    Só digo que se o governo cair por causa disto vai ser muito mau para a credibilidade, a pouca restante credibilidade da classe politica. O unico meio de protesto que me resta será nunca mais votar noutro lado que seja no POUS e nas presidenciais para o Garcia Pereira. Apre.

  2. Eu admirava Sócrates. Mas fico triste por saber que ele fez o curso numa Universidade que até agora não veio esclarecer de uma vez os acontecimentos, pondo neste assunto, um verdadeiro PONTO FINAL.
    Mais, acho que o Governo não mais devia cair. Se Sócrates tiver feito o curso por baixo da mesa, então, que vá á barra do Tribunal depois do seu mandato. Que tal?
    Um abraço,
    Egídio

  3. Sauridio

    Na universidade independente também terá funcionado a MALA para obter o grau de licenciado?

    Sauridio

  4. JG:
    Mas poderá Sócrates continuar a seguir um estilo “autoritário soft” (concordo com essa visão do seu estilo pessoal), agora que a sua credibilidade foi tão severamente erodida? Continuará ele a ter condições para exercer o seu Poder? Concordei com a esgamadora maioria dos seus confrontos com os lobbies e as corporações que levaram Portugal até onde está, mas agora, arrisca-se a comprometer todo esse trabalho e a perder essa vantagem inicial nessa eterna luta com os leviatãs das Corporações por uma questão tão comezinha como um título académico, inventando ou não, apenas para potenciar as suas possibilidades eleitorais…

    Egídio:
    Tb eu… Admirei a forma como começou e as diferenças em relação aos caos e ao desnorte anteriores. E na entrevista que deu ontem na televisão deixou ainda muitas, muitas mesmo… Pontas soltas (ver o blog DoPortugalProfundo sobre as mesmas). Não creio que seja caso de Tribunal… Mas é caso de Autoridade e de Capacidade para continuar a governar. Se os indícios de nevoeiro persistirem, se isso afectar a sua autoridade como PM para continuar a governar, terá que sair, por muito ridicula que possa parecer a questão… Um PM que é um falso “engenheiro civil” (é o que consta na sua bio oficial) não tem condições para liderar governo nenhum em lado nenhum. Ainda que possa ser o melhor PM dos últimos 15 anos (é-o neste caso).

    Sauridio:

    “Na universidade independente também terá funcionado a MALA para obter o grau de licenciado?” E se assim fôr… Então é caso de Tribunal. Se a Uni acabar mesmo muitos papéis virão cá para fora, para os jornais… e talvez aí se aclarem os últimos pontos escuros que ainda existem em torno desta questão.

  5. beirão

    O meu receio é que as trapalhonices desta licenciatura em engenharia civil de Sócrates, incluindo as suas referencias nos diversos “curriculums” e titulos apresentados ou deixados circular e até mesmo estas tardias explicações dadas na RTP, demasiado “pensadas” para passarem no grande público, que não conhece nem domina estes meandros, possam realmente vir a prejudicar a actuação globalmente positiva deste governo de Sócrates , num momento em que a situação do país precisa de encontrar uma estabilidade reformista.

  6. Pestana

    Há por aqui muita gente que não gosta de sindicatos nem de associações profissionais, adeptos talvez da democracia soft. Esse seu (des)gosto parece lvá-los a eleger como heroi quem se atirar a essas associações, mesmo que isso seja só isso mesmo, ou pior que isso, uma barragem de fumo para levar por diante a sua política de destruição do que resta do tecido productivo e de coesão social, ao invés de políticas de desenvolvimento solidárias com a Nação.
    Para implmentar a sua política de transformar Portugal num paraizo de mão-de-obra barata naturalmnte tem de neutralizar os sindicatos e associações profissionais, incotindo-lhes o medo, a insegurança, institucinalizando as arbitrariedades.
    Desculpm-me a franqueza, não sei o que é que as políticas de Socrates teem a ver com Agostinho da Silva. Um dia destes falarei disso aqui, isto é, o que pode haver de significativo e constante no pensamento de A.S. sobre políticas sociais. O que pode haver de urgentemente prático dentro do sonho. O urgentemente prático, feito, é que faz avançar o Sonho, ele não cai do céu e muito menos das cartolas dos Socrates, com ou sem licenciaturas.
    Aqui esta uma actividade em que eu participaria na tal Associação, debates sobre o politicamnete prático dentro do Sonho. Qualquer leitor ou ex-ouvinte atento do mestre, sem ideias pré concebidas ou complexos ediológicos, sabe que as suas idéias por ai são bem expressivas.

  7. Pestana:

    “Há por aqui muita gente que não gosta de sindicatos nem de associações profissionais, adeptos talvez da democracia soft.”
    -> Confesso que não nutro pelos ditos, uma especial admiração… Enclausurados por décadas de discurso repetitivo e pouco interessados em actualizarem-se o seu discurso e prática estão obsoletos e cada vez o seu nicho de acção e intervenção social está remetido aos trabalhadores da função pública… Desagrada-me sobretudo a acção e a palavra de certos indivíduos ligados a algumas das corporações que vivem de todos nós, desde o abominável sindicato dos juízes até à corporação dos Médicos e das farmácias que tanto têm feito para a Defesa dos privilégios das suas classes, à custa de todos os demais… Estas corporações solidificaram o seu Poder em décadas de governos fracos e instáveis e a atitude deste governo P.S. parecia querer finalmente reequilibrar as coisas… Mas agora, parece que está tudo em causa, por causa das trapalhadas socráticas com o seu currículo… Tenho pena que assim seja, porque nesta área, Sócrates ía no bom caminho…

    “Esse seu (des)gosto parece lvá-los a eleger como heroi quem se atirar a essas associações, mesmo que isso seja só isso mesmo, ou pior que isso, uma barragem de fumo para levar por diante a sua política de destruição do que resta do tecido productivo e de coesão social, ao invés de políticas de desenvolvimento solidárias com a Nação.”
    -> Sócrates é na essência um homem do “pensamento único” que desde Cavaco quis tornar este país um país de “serviços” sem agricultura, nem indústria, mas fiel aquisitos dos bens fabricados no norte da Europa e no oriente… Neste aspecto, não me merece nenhuma admiração, embora me pareça que esteja mais dedicado à renovação do tecido industrial que qualquer um outro dos anteriores governantes…

    “Para implmentar a sua política de transformar Portugal num paraizo de mão-de-obra barata naturalmnte tem de neutralizar os sindicatos e associações profissionais, incotindo-lhes o medo, a insegurança, institucinalizando as arbitrariedades.”
    -> Como se a mão-de-obra barata portuguesa pudesse hoje ser tão barata como a menos barata marroquina ou argelina, para não ir mais lonege… Esse modelo está esgotadíssimo e a raíz para a recuperação é reassentar a Economia numa rede de economias locais, regionais e autosuficientes, introduzindo as tão malfadadas (pelos defensores das teses do neoliberalismoe da Globalização) protecções aduaneiras e saindo de… Uma Europa que pouco ou nada tem a ver com a alma portuguesa.

    “Desculpm-me a franqueza, não sei o que é que as políticas de Socrates teem a ver com Agostinho da Silva. Um dia destes falarei disso aqui, isto é, o que pode haver de significativo e constante no pensamento de A.S. sobre políticas sociais. O que pode haver de urgentemente prático dentro do sonho. O urgentemente prático, feito, é que faz avançar o Sonho, ele não cai do céu e muito menos das cartolas dos Socrates, com ou sem licenciaturas.
    Aqui esta uma actividade em que eu participaria na tal Associação, debates sobre o politicamnete prático dentro do Sonho. Qualquer leitor ou ex-ouvinte atento do mestre, sem ideias pré concebidas ou complexos ediológicos, sabe que as suas idéias por ai são bem expressivas.”
    -> Não têm de facto nada a ver! Mas Agostinho também disse em certa entrevista numa “conversa vadia” que não votava nem à Esquerda nem à Direita, que votava de acordo apreciava ou não o discurso de certo candidato, de uma forma pragmática e liberta de formaturas ideológicas ou de preconceitos políticos… Enquanto o “Movimento Quintano” ou algo semelhante não fôr a votos não deitarei o meu voto nas urnas de outra forma: Ouvindo e Pensando. E deste governo socrático continuo a achar que é o melhor desde o indeciso beato Guterres, ao contabilista e cobarde Fujão Barroso, até ao caótico e onanista Santanas… Mas discordo aqui de muitas e importantes coisas, desde a política de sistemático esvaziamento do Interior (maternidades, urgências, escolas, tribunais, etc), às ditas “obras de regime” (Ota e TGV) e, sobretudo, a uma política financeira que recupera o deficit não à custa de uma gestão mais eficiente da coisa pública, mas sacrificando o Investimento e aumento brutalmente a carga fiscal sobre as empresas e os particulares.

  8. beirão

    Li com atenção o comentário de Rui Martins, reflexões pertinentes e actuais, não subordinadas às cartilhas oficiais”ditas pensantes”, mas que e apesar de livre pensador se submete ao pragmatismo de quem vive neste país real, que é o nosso, achando, neste aspecto, como eu, que este governo é o melhor desde…
    Já sobre a hipotese de saída desta europa, não partilho minimamente. Então é que o distanciamento seria progressivo e irremediavel!
    A classe política que temos, como emanação desta sociedade civil, infelizmente também não tem acrescentado mais-valia ao poder que nos tem de governar. Neste, poucos são os políticos com real experiencia profissional e inserção nas diferentes actividades da nossa sociedade, muitos os puros carreiristas partidários que, quando muito, vão acumulando a “experiencia” proporcionada pelos lugares ocupados no aparelho do estado. E o facto desta nossa sociedade estar doente, ou amolecida, a precisar de saber que tem de arranjar forças para se confrontar com os outros paises concorrentes, só “arrastada” por esta nossa permanencia na europa é que poderá ter sucesso!

  9. Esta é mais uma das broncas que nunca serão explicadas.
    Uma entrevista na RTP, que foi uma fantochada…. e cada dia que passa mais são as dúvidas que se levantam.
    O sr. josé Socrates é bom a colocar os alvos depois de ter lançado as setas, só que as regras do jogo não são essas e alguém vai ter de lhe explicar q essa esperteza de urinol vai ter que acabar, e não insultar a inteligência dos portugueses o resto da legislatura.

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