
Com toda a turbulência gerada em torno da polémica “licenciatura” de Sócrates, com as dúvidas sobre a legitimidade do mesmo e até sobre a forma como os diplomas foram obtidos entramos num novo ciclo político, em que o apogeu do governo P.S. já se esgotou e o actual governo entra em ritmo descendente… E já a meio da legislatura!
Todas as dúvidas criadas em torno do fátuo e vago estatuto de “engenheiro” de Sócrates são em si mesmas irrelevantes, mas muito relevantes do carácter moral do Primeiro Ministro se este se arrogou de um título que não tinha o direito de exibir e sobretudo se o fez para recolher votos… Mas soberanamente graves se o obteve estes “títulos” da forma cinzenta que alguns já se atrevem a referir… De um lado, seria um comportamento moral duvidoso… Do outro, um comportamento legalmente punível… Entre os dois, ficaram novamente os portugueses, enclausurados entre um partido de governo e um governo que fizeram uma gestão catastrófica desta crise e os portugueses que se arriscam a ficar outra vez sem governo a meio do mandato… Depois de Guterres que se cansou de Governar a meio do seu mandato… Depois de Fujão Barroso que abandonou os seus eleitores e as suas responsabilidades e entregou o País a esse imbecil onanista que foi e é Santanaz Lopes estamos agora novamente a deixar uma legislatura a meio por causa de uma gestão tão inepta de uma questão tão trivial – mas grave – como esta?
Sim, a crise é tão grave e grave sobretudo porque estas dúvidas correm há demasiado tempo soltas e sem controlo nos Media e na Internet e em resposta houve apenas um suspeitíssimo mutismo por parte daqueles que deviam ser os primeiros interessados na boa guarita do seu nome e honra pessoal…
Ainda obcecado com uma imagem de “autoritarismo soft” de que os portugueses parecem gostar (de Salazar a Cavaco…), Sócrates optou por manter um mutismo e um distanciamento em relação a estas dúvidas, deixando crescer e alimentando com o seu silêncio as dúvidas legítimas sobre o carácter daquele que é o nosso Primeiro Ministro.
Foi um erro.
Um erro tão grave como… O aumento das portagens da Ponte 25 de Abril, que marcou o início do Ocaso do Cavaquismo?…















Comentários Recentes