Daily Archives: 2007/03/21

Os Mistérios das Linhas de Nazca – Parte 1/2

A pedido de um dos comentadores habituais cá do Quintus (a Maddix), gostaria de vos oferecer este texto, condensação de vários escritos por mim em tempos, e de muitos outros disponíveis da Net, na lista de fontes que o encerra.

Os ditos “desenhos” dos nazca são de facto, um trabalho de limpeza de pedras de um solo rochoso, expondo o solo que está por debaixo delas e que teria sido realizado há mais de dois mil anos atrás. Existem várias teorias para explicar as motivações deste trabalho, mas as mais conhecidas são:

1. Pistas de aterragem para naves alienígenas

Erich von Daniken popularizou a teoria segundo a qual as Pistas de Nazca não passariam de pistas de aterragem para discos voadores… Em primeiro lugar, não me recordo de relatos em que os discos voadores precisem de “pistas” para aterrarem, já todos os relatos de aterragens de OVNIs referem que estas realizam aterragens e descolagens verticais, mas adiante… Daniken defendia que estes alienígenas visitam Nazca em tempos passados e que as pistas seriam o resultado indirecto dos gases de exaustão das turbinas dos seus aparelhos, ou seja, pressupunha que estes discos se moviam a motores a recção, o que me parece muito vetusto para uma nave interplanetárias, mas, pronto, adiante, de novo… Os desenhos de trapézios de Nazca teriam sido criados pelo maior fluxo de gases de exaustão no momento em que os discos descolavam (no extremo da pista), os quais seriam mais fracos no começo da descolagem, criando-se assim o trapézio no solo… Quando os alienígenas desapareceram para não mais voltar, os naturais começaram a replicar estes desenhos no solo, por moto próprio, desenhando no solo as figuras que hoje podemos observar… E curiosamente, esta é a parte mais plausível da sua tese…

2. Uma mensagem para os extraterrestres

Será que as linhas de Nazca são uma espécie de mensagem para civilizações extraterrestres, semelhantes à mensagem que seguiu na sonda Pioneer 10?

As duas primeiras sondas a abandonar o nosso Sistema Solar, as Pioneer 10 e a Pioneer 11 levavam consugo uma mensagem gráfica num disco de ouro colocado na estrutura principal das sondas. Nestas placas constavam um homem e uma mulher em atitude de saudação (curiosamente, o homem é o único que esta a saudar, dando a entender que é o líder do casal…) As formas físicas de ambos foram determinadas por computador de forma a achar as “formas médias” de um ser humano. A chave para a tradução das placas reside no elemento químico mais comum no Universo, o hidrogénio. O elemento surge na placa é o fundamento para a compreensão de toda a placa. Concebida por Carl Sagan e por Frank Drake a placa seria desenhada pela esposa de Sagan, Linda Salzman Sagan.

Segundo esta tese, as linhas de Nazca teriam sido concebidas de forma a poderem ser vistas do Espaço e assim se compreenderia porque é que o povo Nazca teria tido tanto trabalho, durante tanto tempo, a desenhar linhas na paisagem que no solo não são perceptíveis, nem sequer compreensíveis na totalidade da forma que representam. É claro que esta teoria tem as suas (grandes) fragilidades… Desde logo, não é credível que fosse possível a alguma civilização numa estrela distante dispôr da tecnologia óptica suficiente para ler as linhas, invisiveis da órbita terrestre a olho nú e frequentemente cobertas por nuvens… E depois, sobretudo, haveria realmente no povo Nazca a compreensão de que poderiam existir civilizações noutros planetas, ou mesmo que estes poderiam existir? As provas arqueológicas não apontam nesse sentido…

3. As linhas Nazca reflectem uma influência da astronomia maia?

O autor Gilbert de Jong encontrou semelhanças entre as ruínas de Izapa, no Iucatão e os desenhos de Nazca, o que poderia apontar para a existência de influências maias entre os Nazca.

A corrobar esta tese está o mito local que descreve o desembarque de estranhos, provavelmente sacerdotes perto de Puerto Viejo, no Equador. Segundo esta lenda, estes recém-chegados teriam fundado uma cidade na região e poderiam ter levado os conhecimentos astronómicos que eram o fundamento dos rituais maias até aos povos locais, que depois os teriam espelhado na concepção das Linhas de Nazca que vemos hoje.

Sabe-se hoje, depois dos trabalhos de Vincent Malmstrom que os maias viajaram até ao norte em busca do local onde o “Sol parava”, será que que fizeram o mesmo para Sul, até aos arredores de Nazca?

4. Os Gigantes “comedores de homens” de Garcilaso de la Vega

Na sua Crónica “Comentários Verídicos dos Incas”, primeiro volume, capítulo XI, de la Vega:

“Existe no Peru uma lenda de alguns gigantes que desembarcaram na costa na ponta de Santa Helena, na vizinhança da cidade de Puerto Viejo, resolvi mencionar aquilo que lhes foi dito, assim como o percebi, sem ter em conta as opiniões das pessoas comuns e as suas várias histórias, porque estas, geralmente, aplificam mais os acontecimentos que a vida. Os nativos, repetindo uma história recebida dos seus antepassados de tempos muito remotos, dizem que chegaram através do mar em jangadas que eram tão grandes como navios alguns homens que eram tão grandes que um homem de estatura comum só lhes chegava aos joelhos, e era uma coisa monstruosa ver as suas enormes cabeças e cabelo no alto dos seus ombros. Os seus olhos eram tão grandes como pequenos pratos. Dizia-se que não tinham barbas, que se vestiam com peles de animais ou não se vestiam de todo. Não existiam mulheres entre eles. Quando chegaram a estas paragens estabeleceram aqui o seu acampamento (e mesmo neste tempo existe uma recordação do local das suas casas). Como não encontraram abastecimento de água eles remediaram a sua falta escavando poços muito fundos, um trabalho certamente digno de nota, já que foi tomado por homens tão fortes, a julgar pela sua estatura. Eles cavaram esses poços na rocha viva até chegarem à água, e depois contruiram as condutas até à superfície que durariam para sempre. Nestes poços a água é excelente e é tão fria que é um prazer beber dela.”

“Quando estes grandes homens ou gigantes estabeleceram a sua cidade e cavaram esses poços ou cisternas, eles destruiram e comeram todos os mantimentos que puderam encontrar na vizinhança. É dito que apenas um deles comia tanto como quinze nativos da terra; e o seu suprimento de comida não era suficiente para os manter e assim apanhavam peizxa com redes que tinham. Viviam em constante hostilidade com os nativos, porque lhes roubavam as mulheres de forma a tê-las, e também raptavam homens por outras razões. Mas os índios eram suficientemente numerosos o bastante para matar todos estes recém-chegados que ocupavam a sua terra e dominá-los; e embora tivessem muitas discussões sobre isto, nunca se atreveram a atacá-los.

Depois de alguns anos os gigantes ainda viviam na região, e como não tinha mulheres da sua espécie e as mulheres índias da vizinhança eram demasiado pequenas para eles, ou porque o vício era coisa habitual neles e estavam inspirados pelo demónio, eles praticavam o inenarrável e horrível pecado da sodomia, cometendo-o abertamente e em público sem receio de Deus ou vergonha pessoal. Os nativos dizem que Nosso Senhor, não querendo esconder um pecado são malévolo, enviou uma punição adequada para a bestialidade do seu crime, e quando todos os gigantes estavam juntos nesta prática um temível fogo veio do Céu, acompanhado por um grande estrondo, e no meio um anjo segurando uma afiada e brilhante espada que os massacrou de um só golpe, e o fogo comsumiu-os deixando apenas alguns ossos e crâneos, que Deus deixou assim como testemunho da sua punição. Este é o relato que se conta dos gigantes, e o que nós acreditamos que aconteceu, porque é dito que os seus grandes ossos ainda podem ser encontrados e ouvi espanhóis que dizem ter visto estas partes de dentes que podiam pesar meia onça, e também quem já tenha visto um pedaço de osso do peito de tamanho extraordinário, o que parece testemunhar a verdade deste incidente. Adicionalmente, podemos ainda ver os lugares onde estavam estas cidades e as cisternas aqui construídas. Não podemos determinar como é que estes gigantes chegaram aqui.

No ano corrente de 1550, quando na cidade de Lima, quando Sua Excelência Don Antonio de Mendoza era Vice-rei e Governador da Nova Espanha, certos ossos de homens tão grandes como gigantes, ou ainda maiores, foram encontrados aqui. Ouvi também que num antigo sepulcro na cidade do México ou algures nesse reino alguns ossos de gigantes tinham sido encontrados. Já que tantas pessoas os viram e atestaram a sua existência, podemos acreditar que estes gigantes existiram mesmo e que podem ter sido a mesma raça deste relato.”

5. Os “Escravos Negros” da Cultura de Tihuanaco

Uma intrigante patrocinada pelo investigador Alan F. Alford defende que as Linhas de Nazca foram construídas por uma população negróide da Cultura de Tihuanaco. Mas depois de terem criado estas espantosas linhas, uma revolução teria levado à destruição de algumas destas construções no solo, explicando-se assim as linhas em ziguezague que ainda hoje podem ser observadas… Este povo, mais tarde, teria rumado a norte e fundado as culturas Chavin e Olmeca.

6. A Tese do Dilúvio

Segundo o autor australiano Robert Bast, todas as formas animais representadas no solo de Nazca seriam uma espécie de memorial às criaturas desaparecidas no Dilúvio, um mito comum a vários povos do mundo e que também está presente na América do Sul, entre várias culturas nativas…

7. O Zodíaco Nazca

O investigador Gilbert de Jong que visitou Nazca e mediu os desenhos no solo com recurso a sistemas de GPS reconhecendo no conjunto um Zodíaco.

8. Eclipses Solares

O canadiano Robin Edgar sugeriu que as figuras de Nazca poderiam ter sido inspiradas por visões resultantes de perturbações de visão durante a observação de eclipses solares. Segundo o autor, as linhas de Nazca coincidiriam com uma séria invulgar de eclipses solares… Algumas das linhas estariam alinhadas com o Solstício de Inverno, e registariam assim a “morte” e o “renascimento” do Astro Rei.

Continua…

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sQuid S2-14: Como se chama este desporto?

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Messerschmitt Me 109H V54

Um segundo vôo teria lugar na Primavera de 1944 no centro de testes de Rechlin. De acordo com Green, tinha asas ainda mais longas e seria propulsionado por um motor DB 628. O protótipo seria destruído num bombardeamento na fábrica da Daimler-Benz em Echterdingen a 18 de Agosto de 1944.

A maioria dos autores e investigadores concordam em que o V54 seria o protótipo a partir do qual se construiriam os modelos de série. O V54 partia da carcaça do Me 109G-5 aumentando a área das asas dos originais 9,92 m para 13,2 m. Segundo Griehl este aparelho teria realizado o seu primeiro vôo a partir do centro de testes de Augsburg entre Novembro de 1943 e Janeiro de 1944. O V54 seria propulsado por um motor DB 605A, recebendo posteriormente uma versão aperfeiçoada deste motor DB 605B.

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Quid S7-14: Quem era este homem?

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