Daily Archives: 2007/03/02

sQuid S2-2: Que helicóptero é este?

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Categories: Quids S6, sQuids S2 | 15 comentários

4. As Origens da Escrita Cónia; 4.5. Origem Dupla: Fenícia e Grega

Para além das teses que defendem ora uma origem fenícia, ora uma origem grega, existe uma terceira tese que reúne estas duas num corpo coerente e que explica a aparição da escrita no sul do actual território português. Da lavra de J. Untermann esta teoria advoga a paternidade dupla, fenícia e grega, para a Escrita Cónia. De acordo com este historiador, este processo de importação de um sistema de escrita teria começado por volta de 600 a.C. na zona entre as contemporâneas cidades de Valência e Almeria onde a actividade dos mercadores fenícios e gregos era mais intensa junto das populações indígenas.

Esta influência dupla daria origem à aparição de signos de origem fenícia a par de outros de nítida influência grega, no seio do quadro de signos utilizados pela Escrita Cónia. É assim que os caracteres (respectivamente, “L”, “N”, “´S” e “KE”) revelam uma semelhante marcante com outros signos usados pelos diversos alfabetos gregos, enquanto que, por exemplo, os signos apontariam por sua vez para a existência de uma replicação de signos fenícios por parte da Escrita Cónia.

A tese deste historiador possui como vantagem decisiva sobre as demais permitir explicar um dos aspectos mais originais e que é comum aos vários sistemas de escrita peninsulares (um fenómeno que aponta, aliás, para a existência de um ponto único de origem, provavelmente o Reino de Tartessos). Este traço característico é o Semissilabismo. Admitindo que o ponto a partir do qual se espalhou a Escrita na Península foi a cidade-estado de Tartessos teremos que admitir que o fez por influência da primeira civilização que aportou às suas praias: a Fenícia. Admitindo esta tese, os Tartéssios foram introduzidos a um sistema de escrita em que eram escritas as consoantes e em que as vogais eram deixadas por escrever, confiando-se a interpretação das palavras ao leitor que preenchia mentalmente as vogais que faltam por entre as consoantes que era efectivamente escritas. Neste sistema, a palavra ESCRITA seria escrita SCRT. Talvez insatisfeitos com este económico processo, os Tartéssios parecem ter-lhe somado alguns caracteres de origem grega (após a chegada destes ao Oriente Peninsular) e outros ainda de sua própria invenção (e outros ainda, posteriormente, de origem cónia).

Esta tese, embora bastante sedutora e coerente, não é isente a contradições… Desde logo implica a existência de um fenómeno muito raro e que se refere aos processos que produzem sistemas de escrita: raras escritas conhecidas tiveram uma origem dupla, em que as duas fontes contribuem, aparentemente simultaneamente, ou quase, ao conjunto de caracteres que compõem a escrita. Para além desta raridade, permanece uma outra questão em aberto: se a Escrita Tartéssica/Cónia teve origem no fenício e depois recolheu a influência do grego (provavelmente na sua versão oriental) como se explica que surjam caracteres de clara origem fenícia, como o “I” a par de caracteres com os valores de “L” e de “N” que parecem de origem grega. Se estes fonemas existiam nas duas escritas, como sucede, não seria mais lógico importar os signos correspondentes a partir de uma única fonte? Este é o argumento mais forte que corre em defesa da tese da origem dupla de J. Untermann…

É certo que os caracteres da Escrita Cónia revelam influências múltiplas, gregas e fenícias, mas estes caracteres, e sobretudo, a sua proporção relativa, revela igualmente uma dominação dos signos de origem fenícia sobre os helénicos o que nos afasta da tese de Untermann e que nos aproxima à teoria de Javier de Hoz, um investigador espanhol que defende a predominância da escrita fenícia no processo de importação que daria origem à Escrita Cónia.

Categories: A Escrita Cónia, História | 2 comentários

Quid S7-4: Que avião é este?

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Dificuldade: 4

Categories: Filmes, Quids S7 | 10 comentários

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