Daily Archives: 2007/02/28

O filme de Robert de Niro “O Bom Pastor” e a Sociedade Secreta “Skull and Bones”


(http://www.thepeoplesvoice.org)

Regressei às salas de cinema depois de um longo afastamento e logo para dar com o filme “O Bom Pastor“, realizado por Robert de Niro, com Matt Damon, Angeline Jolie, Alec Baldwin, Robert de Nirot, William Hurt e Joe Pesci. O filme gira em torno de Edward Wilsom, um jovem americano oriundo de uma família influente mas sob cuja honra cairam suspeitas e que em 1939, quando frequentava a Universidade de Yale é recrutado para a Sociedade Secreta “Skull & Bones“. Daqui, submerge numa carreira como espião na OSS, a percursora da actual CIA, passa 5 anos na Europa durante a Segunda Grande Guerra e colabora na criação CIA, passando de permeio pela fracassada invasão da “Baía dos Porcos”… Em toda a acção surge, omnipresenta a influência da “The Order” (Skull & Bones), como sendo a estrutura profunda imersa sobre as instituições de informações dos EUA e como uma espécie de poder subterrâneo, discreto, mas omnipresente na sociedade americana…


Cripta da Skull & Bones na “Yale University” em New Haven

E o que é afinal esta “The Order”?

A “Skull & Bones” é o capítulo americano de uma sociedade secreta alemã e conhece várias designações, para além desta, que é mais conhecida e que surge no filme de De Niro, mas os nomes “Chapter 322”, a “Brotherhood of Death”, “The Order” ou “Bones”. Fundada na Universidade de Yale em 1832, pelo general William Russell e por Alphonso Taft, a Ordem cedo se imiscuiu nos assuntos dos grandes, já que Taft seria Secretário da Guerra em 1876 e Procurador Geral dos EUA. Russell, por sua vez, haveria de ser eleito congressista pelo Connecticut e a sua família deveria a sua fortuna ao comércio de escravos e de ópio… Actividades que poderiam estar na origem da escolha do símbolo da “Skull & Bones”:


(http://www.rotten.com)

Segundo alguns, nomeadamente segundo Antohony C. Sutton e Ron Rosenbaum, dois investigadores que trabalharam sobre as origens da “The Order”, a sociedade alemã de onde esta sociedade secreta americana emanaria seria, nada mais nada menos, que a Seita dos Illuminati. Segundo estes autores, o símbolo da caveira e dos ossos, é comum a esta sociedade secreta alemã. Outros, vão ainda mais longe, ao afirmarem que a “The Order” é apenas a “Illuminati” sob disfarce e que o simbolismo da inciação na “Skull & Bones” indicaria também uma estreita ligação com a Maçonaria, sendo o ritual, a decoração e os símbolos da “The Order” idênticos aos de muitas lojas maçónicas em actividade na Alemanha dos finais dos Séculos XVIII-XIX.

Os investigadores Webster Griffin Tarpley e Anton Chaitkin escreveram que “As fundações da Skull and Bones são uma história de ópio e Império, numa luta acesa pelo controlo político sobre a nova república dos Estados Unidos”.

Desde a sua fundção que a “Skull and Bones” é financiada pelo “Russell Trust” desde 1856, como surge no filme de Robert de Niro e as suas reuniões anuais decorrem num clube reservado situado numa ilha (“Deer Iland“) no Rio de São Lourenço, em Nova Iorque. A Ilha é um dos principais cenários para o filme “O Bom Pastor”, mas surge sempre incorrectamente legendada como “Deer Island”, o que é incorrecto, já que o nome não se refere a “veados” (deer), mas resulta de um desejo expresso do seu doador, um membro da ordem, George D. Miller.

Todos os anos, só quinze finalistas de Yale são seleccionados para entrar na Sociedade e desde o começo é-lhes embutido um forte sentido de secretismo, com instruções precisas como a obrigação de abandonar uma sala onde alguém mencione o grupo…

Os neófitos da “The Order” são conhecidos como “Cavaleiros”, segundo a tradição das antigas ordens de cavalaria. Quando alcançam o grau mais alto da Ordem passam a ser designados como “Patriarcas”. Paralelamente, todos aqueles que não pertencem aos quadros da Ordem são conhecidos como “vândalos” ou “gentis-homens”.

A pertença activa na “Skull and Bones” está limitada a 20 ou 30 famílias, fundamentalmente as primeiras famílias que chegaram à costa leste dos EUA no século XVIII, como os Whitney, os Lord, os Phelps, os Wadsworth, os Allen, os Bundy, os Adams e outros (escreve Sutton). Atrás destas poderosas famílias, estão os que enriqueceram nos EUA nos últimos cem anos, como os Harriman, os Rockefeller, os Payne, os Davison, etc…

Estas famílias procuram assegurar o seu poder, mantendo “limpas” as suas linhas de sangue, garantindo casamentos entre si, reforçando os laços económicos, de forma a assegurarem para si o essencial do controlo político e económico sobre os Estados Unidos.

A “The Order” é a pedra de fundação das estruturas que governam hoje o mundo. É aquela sociedade que municia de recrutas e princípios o “Council on Foreign Relations”, os “Bilderbergers” e a “Comissão Trilateral” e o controlo dos seus membros sobre a Economia e o Mundo, neste contexto de crescente Globalização e de aumento de poder por parte dos grandes interesses financeiros e das grandes multinacionais é ímpar. Segundo um estudo do Congresso dos EUA, feito em 1980 e designado como “Structure of Corporate Concentration” e analisado pelo investigador Donald Gibson:

“A mesa de directores da Morgan incluiem indivíduos servindo nas mesas de 31 das 100 firmas de topo. O Citicorp está ligado a 49 empresas de topo, e o Chase Manhattan, Chemical Bank, e a Metropolitan Life têm cada uma 24 empresas representadas nas suas mesas de administração. Existe uma variedade imensa de outras presenças cruzadas nas maiores 100 firmas americanas, que oferecem uma densa teia de influências reforçadas por clubes privados (em que a Skull and Bones, é central), bases educativas, casamentos cruzados e pertença a organizações como o CFR (Council on Foreign Relations), Skull and Bones, a Trilateral, etc”.

 

Algumas Fontes:

http://www.oilempire.us/skullbones.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Skull_and_Bones

http://www.cbsnews.com/stories/2003/10/02/60minutes/main576332.shtml

http://www.freedomdomain.com/skullbones.html

http://www.rotten.com/library/conspiracy/skull-and-bones/

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Categories: Cinema, Economia, Educação, História, Mitos e Mistérios, Política Internacional, Sociedade, Wikipedia | 9 comentários

sQuid S1-61: Que sistema operativo era este?

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Categories: Delírios, sQuids S1 | 3 comentários

4. As Origens da Escrita Cónia; 4.3. Origem no Mar Egeu

A origem da Escrita Cónia tem como outra fonte provável a região do Mar Egeu. Esta importação – a ter realmente ocorrido – teria tido lugar no segundo milénio a.C. sofrendo posteriormente grandes influências da Escrita Fenícia. Esta é, resumidamente, a tese do maior especialista espanhol da Escrita Ibérica, Gomez Moreno, uma tese que partilha com o português Rogério Azevedo. Segundo a proposta de Gomez Moreno, a Escrita Cónia seria um silabário desenvolvido no sul da Península no decorrer da Idade do Bronze. E contudo, apesar de todo o prestígio destes historiadores a sua posição não tem sido consensual. De entre os seus críticos destaca-se o nome de Javier de Hoz, que reuniu contra a teoria da origem Egeia da Escrita Cónia um conjunto de argumentos. Hoz começou por destacar a originalidade intrínseca da Escrita Cónia, uma originalidade muito evidente na presença inquestionável nesta escrita de caracteres de origens diversas, grega e fenícia, nomeadamente. Aprofundando depois a sua crítica, Hoz destacaria ainda a existência nesta teoria de incompatibilidades estruturais, sobretudo na notação das consoantes não-oclusivas e na redundância de signos que é particularmente rica nas inscrições cónias, pormenores importantes que abalam a coerência interna da teoria de Gomez Moreno.

Categories: A Escrita Cónia, História | 1 Comentário

Quids S7-2: De que Sociedade é este símbolo?

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Dificuldade: 2

Categories: Filmes, Quids S7 | 5 comentários

A EMEL… A “OCP” de Robocop em Lisboa…


(http://www.autohoje.com)

A onda de revolta contra a EMEL (Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa), uma das empresas mais odiadas de Portugal tem conhecido novos extremos nos últimos dias, com uma multiplicação da onda de agressões contra os seus funcionários por parte de lisboetas e de visitantes da Capital cada vez mais irritados com o crescente poder atribuído pela fatídica gestão Carmona à empresa.

Agora, a EMEL já não se limita a caçar os veículos que não pagam parquímetro e os seus funcionários procuram também carros estacionados em segunda fila, ou estacionados em cima de passeios ou em em passadeiras, ocupando as competências que antes pertenciam exclusivamente às polícias…

Este aumento de poderes da empresa corresponde a entregar a uma entidade privada competências que nunca deviam sair da esfera do Estado e das Polícias. Uma coisa – legítima – é criar uma Empresa Municipal e fazê-la construir e gerir parques de estacionamento, outra coisa, liminarmente Justa, é entregar os lugares de estacionamento, mas outra, muito diversa e perigosa é concessionar a uma empresa privada ou municipal uma actividade que é do Estado. A aprofundar este caminho cairemos na “Utopia Liberal” de Carrapatoso e do “Blasfémias” onde a própria Polícia é entregue a concessionários privados, e numa sociedade a que “Robocop” aludia e onde a multinacional “OCP” desempenhava na cidade de Detroit as funções da extinta força policial.

É aqui que queremos chegar? Com o incremento da sanha multadora da EMEL e dos seus infatigáveis fiscais o que vamos fazer a Lisboa? Afastar de uma cidade cada vez mais habitantes e visitantes num contexto de 144 mil casas vazias na Capital? Dificultar cada vez mais, com doses crescentes e renovadas de burocracia dificultadora para o mítico e muitas vezes imaginário “Cartão de Residente” para impedir o acesso dos lisboetas ao estacionamento na sua própria rua?

Fonte: Portugal Diário

Categories: A Escrita Cónia, Política Internacional, Política Nacional, Sociedade Portuguesa | 47 comentários

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