São descobertos 50 mísseis anti-aéreos num armazém perto de Bagdad


Míssil Strela 3 (SA-14)

A Polícia iraquiana encontrou perto de 50 mísseis terra-ar num armazem situado nos arredores de Bagdad. Esta descoberta poderá estar relacionada com o recente aumento do número de helicópteros americanos abatidos no Iraque, dos quais sete aeronaves foram abatidos num único mês. Embora os EUA tenham admitido que apenas um fora derrubado por um míssil, a verdade é são demasiados helicópteros a serem abatidos num único mês por metralhadoras ligeiras… Se é que algum o foi…

O míssil que abateu o último helicóptero, um CH-47, parece ter sido um “Strela”, um míssil concebido na Rússia mas produzido em vários países do mundo, desde a Coreia do Norte ao Egipto. O Strela-2, é relativamente abundante no mercado negro iraquiano, mas é mais provável que tenha sido usado um Strela 3, que é mais eficiente e que não é fácil encontrar no Iraque… Já que custa 10 vezes mais e requer um treinamento especial…

A notícia não indica que tipo de mísseis foram encontrados, mas a quantidade descoberta indica que poderão não ser restos do arsenal de Saddam, mas novos armamentos, recebidos do Irão, onde é fabricada uma grande profusão de mísseis pessoais anti-aéreos. A intensificação destas entregas destes armamentos poderia explicar este súbito aumento das perdas de helicópteros americanos no Iraque e enquadrar-se-ía no contexto de um eminente ataque aéreo ao Irão, que este tenta dissuadir intenficando o conflito no Iraque e aumento das já muito altas perdas americanas no terreno.

Fontes:

Jornal do Brasil

KavkazCenter

Anúncios
Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci, Política Internacional, Sociedade | 8 comentários

Navegação de artigos

8 thoughts on “São descobertos 50 mísseis anti-aéreos num armazém perto de Bagdad

  1. Ultramar

    Bem, continuo acreditando que um ataque ao Irão só deva acontecer quando os iranianos estiverem muito próximos de conseguir sua primeira bomba atômica. Mas um ataque agora realmente pegaria os iranianos de surpresa, menos preparados. E o deslocamento de mais um porta-aviões estadunidense para a região também é estranho… Porém, creio que será necessário bem mais do que isso para os EU realizarem um ataque com poucas perdas. E os norte-americanos devem ainda esperar o efeito das sanções, eu acho…

  2. eles estão, próximo, Ultramar… a 2 ou 3 anos… deixar passar mais do que um ano, é deixá-los demasiado perto da dita… É agora ou nunca.

    Quanto às sanções… quem castigaram elas no Iraque de Saddam ou na Coreia do Norte? Os respectivos povos, já que os dirigentes nunca sacrificaram nada… e que os programas militares se mantiveram sem grandes alterações…

  3. O problema è que o Irão è que è capaz de meter o resto do mundo em sanções económicas.
    20% do petróleo mundial passa pelo estreito de Ormuz, que tem 30 Km de largura e tem a forma de um “U” entrando pela costa iraniana dentro. A unica coisa dificil para os iranianos seria decidir se afundavam os petroleiros com simples artilharia ou com mísseis.

  4. JG: O golfo de Ormuz é a única grande vantagem iraniana… Mas é certo que para o atacar têm que ter meios navais e aéreos e estes podem ser anulados com uma campanha de bombardeamentos e um reforço de meios navais na região… Se houve um bloqueio no Golfo aquando do cnflito irão-iraque tal sucedeu porque ambos os países atacavam apenas os petroleiros que saiam dos respectivos portos, mas não o tráfego marítimo estrangeiro. Perante tal ameaça todos os países do mundo haveriam de enviar meios navais e contra eles a marinha iraniana não teria hipóteses.

  5. O hezbola conseguiu atirar misseis anti-navais debaixo de bombardeamentos Israelitas e atingir uma fragata carregada de contramedidas.

    O estreito só è navegável nos três quilómetros do centro, pergunto-me se um petroleiro afundado ficaria suficientemente perto da superfifie para impedir que outros lhe passassem por cima.( como aconteceu com o porto de Luanda p.e.)

    não contando com o passivel bloqueio por destroços, bastava afundar um petroleiro com uma explosão suficientemente forte e depois atirar algum fogo incendiàrio para o estreito ficar intransitável durante umas semanas e o Barein, Quatar e norte de Omã ficarem una anos sem poder ir à praia.

  6. sim… plausível…
    admito que no Estreito o Irão tem uma boa possibilidade de fazer pagar caro a destruição das suas estruturas ligadas ao programa nuclear…

    mas será este movimento do seu interesse?

    é que ao fim ao cabo, o petróleo que passa pelo Estreito…
    também é seu…

  7. Concordo. mas se virms como os “ataques cirúrgicos ” americanos funcionaram na Sérvia rapidamemente podemos teorizar que um ataque ao Irão não se ficava apenas pelas centrais nucleares. Os Iranianos depois de verem as suas infraestruturas bombardedas já não teriam muito a perder.

    Já agora, no estreito de ormuz em 1990s se não estou em erro foi onde os americanos abateram um avião civil cheio de passageiros Iranianos. “Nunca pedirei descula pelo que os americanos fazem” foi a resposta do Bush pai. Quanto mais estudo este caso mas sinto simpatia pelo Irão.

  8. mas espero que tenham aprendido com os erros cometidos na Sérvia!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

%d bloggers like this: