Venceu o “Sim”

E perderam:

os padres Excomungadores,

os Tartufos hipócritas,

a Beatada frígida,

os Marcelos tudo-sabedores,

os Cavacos silenciosos,

os Papas ex-Nazis

e toda a restante cáfila.

 

Ganhou a figura mais democrática do nosso sistema eleitoral: o Referendo e as mulheres que a partir de agora não poderão mais ser humilhadas pelos Tribunais nem armazenadas em Cadeias de Delito Comum.

Ganharam também todos os que não se deixaram aclimatar à torpe inércia dos seus tépidos sofás, levantaram o rabo e foram defender aquilo em que acreditam.

Categories: A Escrita Cónia, Livros, Referendo da IVG, Sociedade Portuguesa | 10 comentários

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10 thoughts on “Venceu o “Sim”

  1. sa morais

    Como disse no Espreitador, tu andas mesmo alterado! 🙂 Nem pareces o comedido Rui do costume… “Papas ex-Nazis”?! Epá! Ehehehe! Olha se o Santo Oficio te apanhasse! 🙂

    Eu não votei, mas não foi por causa do sofá… Pois…

    Abraço!

    Vou voltar para o meu retiro!

  2. confesso que para as coisas do Catolicismo Radical e do Futebol não tenho grande Paciência… É provavelmente o meu maior defeito (a falta de paciência) e desta feita o discurso castrador e excomungadora da padrada irritou-me, e cedi, a essa Paixão Negativa: a Impaciência…

    Mas agora, que sei que o Sim alcançou quase 60% e a Abstenção abaixo de 1998… Renovou uma parte da minha convicção nas virtudes deste povo pós-alcácerquibir…

  3. Ontem passei o dia nas mesas de voto e vi na prática como foi a campamha do não. Durante a manhã a afluencia às urnas foi pequenissima e só aparecia genta para votar à hora do fim das missas. Chegavam camionetas cheias de isosos, alguns que se via que nunca tinha votado e outros acompanhados pelo padre. Nessa altura cheguei a pensar que o Não iria ganhar. Felizmente a tarde foi mais normal e esta lei medieval chegou ao fim. Valeu a pena.
    abraço

  4. Estou muito contetnte com este resultado e por ter contribuido para que ele acontecesse. Só estou triste, pois mais uma vez a maioria do povo Português quando chamada a dar a sua participação para a democracia, decidiu ficar em casa no sofá ou ir até ao shopping, do que dizer de sua justiça. Que legimtimidade tem para reclamar, quem não dá o seu contributo quando a isso é chamado?
    Um Abraço.

  5. Caro Rui, foi o fim da Idade Média!
    Agora, falta o resto.
    Mãos à obra.

  6. Parabéns aos portugueses.
    Ca deste lado, o debate ainda nem começou. Mas os abortos, esses,
    ate na lixeira..mesmo andando

  7. A descrição do Kaos é terrível… Ainda há disso?

    Eu, além de ir votar, fiz campanha nas ruas do Porto e agora sinto-me recompensado. Não por mim, directamente, mas bastante feliz.

  8. kaos: é incrível como a Igreja ainda puxa tantos cordelinhos em Portugal… Esta influência pode explicar muito da nossa presente situação…

    outsider: tenho que dizer que eu próprio convenci uns quantos a ir votar e não a ficarem em casa… foram só dois ou tres votos, mas provavelmente muitos de nós fizeram o mesmo…

    carlos: foi mais um golpe na caquética e decadente Igreja Católica Ratzingeriana…

    Egidio: não pense que cá não aparecem bebés abandonados nas lixeiras… infelizmente temos disso todos os anos…

    bart: infelizmente, penso que o que o Kaos viu foi apenas a ponta do Iceberg… E sim, todos vencemos, mas sobretudo as crianças que agora não terão que Sofrer maus tratos porque foram abandonadas ou mal tratadas por quem as não desejava.

  9. Jaime

    O que ainda mais me irrita é após conversa com um “velhote” e após ele me confessar que a mulher quando era nova foi obrigada a abortar mais que uma vez, mesmo assim, foi votar no “não” porque não tinha jeito e mais não sei o quê, que as mulheres hoje só engravidavam se queriam, etc e tal…

  10. Enfim… Ganhou a abstenção, mas ficou no ar um vento de mudança.

    Assustei-me quando de manhã li um artigo no site da BBC em que Portugal era descrito como um país quase medieval sobre a opressão da Igreja. A parte pior é que revejo este país nessa opinião, mas que algo está a mudar está.

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