Daily Archives: 2007/02/08

Mais uma oportunidade de ir ao Espaço… Desta feita pela mão da Audi e da New Scientist

Depois do concurso que noticiei AQUI e que entretanto já terminou foi lançado um outro concurso idêntico, em parceria entre a revista New Scientist e a Audi que também oferece uma viagem ao Espaço…

O vencedor do concurso ganhará uma viagem à órbita terrestre a mais de 100 Km de altitude. Para participar, clique AQUI até 30 de Abril e prepara-se para escolher aquela que julga ser a melhor invenção jamais patenteada em menos de 250 palavras. O júri vai avaliar quer a escolha da invenção, quer a argumentação que explica a sua selecção e atribuir um vôo sub-orbital na Space Adventures durante o ano de 2009.

Fonte: Flight International

Era capaz de comprar um bilhete para um vôo subespacial?
1) Sim
2) Não

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O Referendo da IVG: O Argumento do “Menor Sofrimento”

“Poder-se-ia pensar que o movimento teria indirectamente significado moral, na medida em que trataria da indicação de alguma forma de consciência – e, como já vimos, a consciência e a capacidade de sentir prazer ou sofrimento têm um significado moral real.”

(…)

“Com base em estudos que demonstram que o movimento tem lugar tão cedo quanto seis semanas após a fertilização, associados a outros estudos que deram conta de alguma actividade cerebral na sétima semana, aventou-se que o feto poderia ser capaz de sentir dor nessa fase inicial da gravidez.”

página 162

Ética Prática, Peter Singer, Gradiva, Lisboa, 2002.

Não é o facto de embrião apresentar a capacidade de se mover que determina a sua capacidade para Sofrer, Sentir prazer ou estar “animado” por uma Alma ou ter Consciência de Si. A actividade cerebral na sétima semana, já merece outra atenção… Parece ser ainda demasiado fraca e dispersa para poder representar algum dos três factores de fronteira que definimos inicialmente como pontos essenciais na defesa pelo “Sim” neste Referendo:

1. O embrião sente Dor?

2. O embrião sente Prazer?

3. O embrião tem Consciência de Si?

Mas estes três, são sobrepostos por aquele que é o verdadeiro argumento fundamental: o Sofrimento…

Todos concordarão quando se diz que uma criança que não é desejada tem mais probabilidades de ser alguém Infeliz ao longo da sua infância, junto dos progenitores que não desejaram ou que o abandonaram e que existe uma tendência esmagadora para constituir um adulto infeliz e, consequente, um pai/mãe que provoca por sua vez a infelicidade e o sofrimento nos seus filhos. Assim, ainda que o embrião possa a partir das 7 semanas sentir alguma dor (Sofrimento) este será certamente inferior à carga de Infelicidade que terá que transportar durante toda a sua vida por não ter sido querido, nem desejado…

Se existe uma balança com dois pratos, e se num destes, o peso do Sofrimento é menor, não devemos então escolher este e…

Votar “Sim”?

Qual será o seu sentido de voto a 11 de Fevereiro?
1) Sim
2) Não

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Categories: A Escrita Cónia, Livros, Referendo da IVG, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

sQuid S1-50: A que cidade pertencia esta moeda ibérica?

Categories: Delírios, sQuids S1 | 27 comentários

Documentação sobre a “Cruzada Nacional”

Carta de 5 de Fevereiro de 1330

Letras Dilecti Filis, do papa João XXII, dirigidas ao rei de Castela a declarar insólita, grave e insuportável a súplica na qual lhe solicitaram, para prossecução da guerra contra os Agarenos e exaltação do nome de Cristo a dizima de todos os rendimentos eclesiásticos de seus países por dez anos, a começar em 1335.

Carta de 31 de Maio de 1335

Resumo:
Carta de el-rei Dom Afonso IV, a mandar suster a execução de letras pontíficias em que se ordenara ao clero e Ordens do País dessem as dízimas do que houvessem por seis anos para serem levadas para fora da terra e dadas a alguns que queriam ir sobre os mouros, por se tratar de deservico e dano do reino, o que significara ao papa e espera ser atendido, visto comarcar com eles e guerreá-los constantemente com dispêndio grande de seu haver.

 

Comentário:
Esta carta real de Dom Afonso IV mostra a prossecução de uma “Cruzada Nacional” por parte da monarquia portuguesa. A carta papal que motiva esta reacção pretendia reunir apoios para uma nova Cruzada para a libertação da Terra Santa. Esta Cruzada vinha a ser preparada desde os tempos de Bento XII, sem grande sucesso, e acabaria por ser completamente abandonada devido à disputa existente entre a Inglaterra e a França a propósito da Escócia (aliada da França). O único resultado palpável limitar-se-ia a uma pequena expedição que levaria alguns víveres até ao reino cristão da Arménia.

Carl Erdman resume assim a Carta de Dom Afonso IV ao rei castelhano: “os muçulmanos em Espanha são exactamente os mesmos inimigos que nós queremos ir combater na Palestina. O lucro para a cristandade e, em ambos os casos, igual; os bens que esperamos alcançar para as nossas almas, os bens que esperamos alcançar para as nossas almas, os mesmos. por conseguinte, a resposta a dar aos emissários e que espanhóis e portugueses pensam decerto em tomar a santa cruz, mas em seus próprios territórios e que, em vista disso, pedem, por seu turno, aos franceses e alemães que venham primeiro ajudá-los nesta guerra, para que, depois de terem vencido os muçulmanos vizinhos, se lhes associem na cruzada geral.

E o carácter pragmático do monarca é bem reflectido na citação: “por ganharmos maior
agora e mais nosso proveito”, ou seja, a “cruzada nacional” não era já uma questão de pura sobrevivência nacional, mas também já uma questão económica, ou não tivesse sido o produto do saque às ricas cidades muçulmanas uma das maiores fontes de rendimento durante o período da Reconquista.

Súplica de 30 de Abril de 1341

Resumo:
A Súplica da Bula de Cruzada Gaudemis Et Exultamus perdeu-se. Nesta, datada de 30 de Abril de 1341, o papa Bento XII incentivava à guerra contra o muçulmano de Granada e do Benamarim (Marrocos).

Bula de 10 de Janeiro de 1345

Resumo:
Nesta bula de Clemente VI, passada a Dom Afonso IV, após um seu pedido, são-lhe concedidos pela Santa Sé a dízima de todos os rendimentos eclesiásticos de Portugal durante dois anos para que este monarca empregue estes fundos na continuação da guerra de Cruzada contra o Benamarim, com o qual os demais reinos peninsulares tinham então assinado tréguas.

Bula de 10 de Janeiro de 1345

Resumo:
Clemente VI, dirigindo-se aos bispos de Viseu e Évora, insta-os a colherem a dízima de todos os rendimentos eclesiásticos do reino conforme fôra determinado noutra bula com a mesma data e que imediatamente acima apresentámos.

Bula de 13 de Janeiro de 1345

Resumo:
Trata-se de uma Bula de Clemente VI para Luís de Espanha ou Luís de la Cerda, a conceder indulgência plenária, em artigo de morte.

Bula de 14 de Março de 1319

Resumo:
Esta bula de João XXII, institui em Portugal, após pedido de Dom Dinis, a Ordem de Cavalaria de Jesus Cristo. Esta ordem deveria combater os sarracenos obedecendo à regra de Calatrava, mas estando sujeita no que respeita a correição e visitação, aos abades do mosteiro de Alcobaça. A dita ordem estabeleceria a sua sede na igreja de Santa Maria do Castelo de Castro Marim, cujos direitos e pertenças receberia, assim como todos os bens da extinta ordem dos cavaleiros templários.

Comentário:
Esta bula vem quebrar um interregno que já vinha desde 8 de Abril de 1245 com a bula Cum Zelo Fidei, a propósito da guerra contra o inimigo muçulmano. Desde essa data até à presente bula que cessam as referência aos muçulmanos, o que é inteiramente justificado dado o fim da guerra de Reconquista em 1249. A súbita e quase extemporânea aparição desta bula reflecte uma nova estratégia da coroa portuguesa, que visava retomar a guerra contra o muçulmano, desta vez no mar e até mais longe, até ao Marrocos, numa nova e revigorada “Cruzada Nacional” marítima que justificaria as primeiras expedições às praças marroquinas e a primeira fase da nossa expansão na costa ocidental africana.

Carta de 24 de Março de 1414

Resumo:
Trata-se aqui de uma carta de Dom João I passada ao corregedor da cidade de Lisboa em que a pedida da câmara da dita cidade se proíbe de levar às terras dos mouros pão, castanhas, avelãs. nozes e outros mantimentos, isto para além de ferro e armas, sob pena de morte e confiscação de navios e de todos os bens dos infractores, que reverterão metade para a Coroa, metade para que denuncie a infracção.

Citação:
“Sabede que o concelho e homens bons dessa cidade [Lisboa] nos enviaram dizer que (…)”
Comentário:
A carta parece ter tido origem num pedido expresso feito pelos burgueses da cidade de Lisboa, o que não deixa de ser estranho, pois eles seriam precisamente a classe mais prejudicada pela proibição desse tráfico, o que só por si revela o peso dos argumentos de índole religiosa durante a época e até onde estes prevaleciam sobre os argumentos económicos tão valorizados desde António Sérgio.

Citação:
“por a grande valia do pão que ora vale em terra de mouros”.
Comentário:
Também neste ponto se dá nova ferida à tese económica de António Sérgio. A carência de pão em Marrocos no século XIV explica o seu alto valor.

Citação:
“que forem daqui em diante à Flandres e à Bretanha e a Inglaterra os mestres deles fretam os ditos navios a mercadores estrangeiros e a outros mercadores da terra”.
Comentários:
1) A Flandres, a Bretanha e a Inglaterra eram precisamente as nações que mais alimentos exportavam para Portugal.
2) Este extracto comprova indirectamente a existência de uma numerosa marinha mercante nacional, visto que os seus navios até bastavam para serem fretados ao estrangeiro.

Citação:
“que isto não é serviço de Deus nem honra da santa igreja levarem os navios dos nossos reinos pão e mantimentos aos mouros”
Comentário:
Temos aqui mais uma referência à existência de um “espírito de Cruzada”.

Citação:
“nem castanhas, nem ovelhas nem nozes”

Comentário:
As castanhas, avelas e nozes eram os nossos principais produtos de exportação, ora estes produtos nao vinham da Flandres, Bretanha e Inglaterra, mas de Portugal. Não houve assim um desbio de mantimentos de Portugal.

“nem levem outrosy armas, assim lancas como dardos”
Significa que mercadores portugueses exportavam armas para o Marrocos e que a guerra interna no Marrocos as exigia. Fica por saber se essas armas eram feitas em Portugal ou não.

“e mandamos que a metade dos dictos bens hajam aqueles que os acusarem”.
Quem os acusa são outros mercadores, invejosos do sucesso dos primeiros,
isso significa que: os burgueses estavam divididos…

“percam outrosy os ditos navios que assim fretarem”
Mostra que eram portugueses os navios desse comércio e o número da nossa frota.

Categories: Economia, História, Os Descobrimentos Portugueses, Sexo Tântrico e Budismo | Deixe um comentário

Quid S6-23: A que força aérea pertencia este caça?


Dificuldade: 2

Categories: Cinema, Quids S6 | 12 comentários

Chavéz consegue da Assembleia venezuelana poderes para “legislar por Decreto”


(http://www.venezuelanalysis.com)

Hugo Chávez conseguiu da Assembleia Nacional da Venezuela uma lei que lhe outorga poderes legislativos especiais permitindo-lhe ditar decretos com força de Lei com o objectivo de “aprofundar a revolução bolivariana” e que intensificar a “construção do socialismo”.

Reeleito até 2013 Chavéz tem agora todas as condições políticas para instaurar um regime socialista na Venezuela, esperando-se para breve a completa nacionalização do sector energético e posteriormente, o mesmo movimento deverá ser replicado noutros sectores.

E francamente… Estou curioso… Estou curioso em saber se:

1. Se Chávez vai conseguir resistir às tentações totalitárias e continuar a manter eleições livres e democráticas como aquelas que o levaram e têm mantido no Poder. Espero que sim… O sufrágio universal e livre continua a ser a melhor maneira de validar a governação e de assegurar o cumprimentos dos mais elementares princípios democráticos. Esperemos que o regime não ceda às pressões dos que o querem tornar numa “nova Cuba”, se oposição nem partidos políticos… E que continue a governar como tem, redistribuindo a riqueza petrolífera e aumentando o nível de vida das camadas populares a uma escala nunca antes vista na Venezuela.

2. Se a vaga de Nacionalizações vai mesmo parar no sector energético ou se se vai estender a todos os demais sectores económicos. Esperemos que não nacionalize, por exemplo, a indústria e a agricultura, onde todas as experiências do sovietismo e dos outros modelos comunistas falharam rotundamente, especialmente no domínio agrícola.

3. Será que continua o actual afluxo de capital das reservas petrolíferas? E que estas continuam a ser usadas para melhorar a qualidade de vida das populações das classes mais desfavorecidas?

4. Será que as constantes ameaças intervencionistas dos EUA vão levar o regime a uma militarização crescente, a uma explosão do orçamento de Defesa que vai acabar por comprometer o próprio desenvolvimento harmonioso e equilibrado da economia venezuelana? As recentes aquisições de equipamento militar à Rússia fazem temer este cenário…

5. Será que o modelo bolivariano continua a ser exportável e que aos actuais 12 países sul americanos de tendências “esquerdistas” e mais ou menos próximos de Chávez continuam nesta fórmula, ou o seu número tenderá a aumentar, gradualmente acabando por absorver até o México?

6. E em suma… Será que o regime bolivariano consegue sobreviver a Hugo Chávez?

Fonte: Angola Press

Acha que o regime bolivariano vai sobreviver a Chávez?
1) Sim
2) Não

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Categories: Política Internacional, Sociedade | 17 comentários

Do Estado Presente das Forças Terrestres Brasileiras

 

(Leopard 1A5)

De forma semelhante à FAB e à Marinha, as forças terrestres brasileiras sofrem dos mesmos problemas de modernização que o Exército português… Neste contexto, a aquisição de 240 MBT Leopard 1A5 em segunda mão à Alemanha foi importante, já que estes carros de combate devolvem ao exército brasileiro a superioridade terrestre que estava em risco de perder na América Latina e, sobretudo, porque podem ser modernizados para o último padrão do veículo incorporando indústria nacional…

A espingarda de assalto que equipa o exército brasileiro também terá que ser substituída brevemente, estando a Heckler & Kock HK-G36K na primeira linha de possíveis substitutos (a mesma arma usada pela GNR em Timor).

Os blindados EE-9 Cascavel e EE-11 Urutu, de construção brasileira, estão perto da sua vida útil e terão que ser substituídos brevemente por veículos brasileiros ou adquiridos no mercado internacional.

Por fim, os helicópteros ao serviço do exército também serão reforçados com a aquisição de 40 novas unidades, 28 Mil Mi-171 (transporte) e 12 Mil Mi-35 (ataque), o primeiro helicóptero de ataque a entrar ao serviço no Brasil.

Acha que o Exército Brasileiro tem o equipamento suficiente para o bom cumprimento das suas missões?
1) Sim
2) Não

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Categories: DefenseNewsPt, O Código da Vinci | 29 comentários

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