“O Produto Interno Bruto (PIB) per capita ajustado às paridades de poder de compra caiu 3 pontos percentuais, em Portugal, entre 2003 e 2005”


(WeHaveKaosInTheGarden)

“O Produto Interno Bruto (PIB) “per capita” ajustado às paridades de poder de compra caiu 3 pontos percentuais, em Portugal, entre 2003 e 2005, para o equivalente a 70% da média europeia. Segundo dados divulgados pelo Eurostat, tal como Portugal, também a Itália, Malta e a Alemanha sofreram perdas consecutivas no nível de via nos três anos em análise.”

Expresso, 23 de Dezembro de 2006.

Sim, mas Portugal parte de bases muito inferiores às de potencias económicas como a Itália e a Alemanha! Esta quebra dá uma boa medida daquilo que se passou entre 2003 e 2005, por culpa das gestões dos dois partidos do Bloco Central e da aplicação de um modelo de desenvolvimento esgotado e ineficaz para Portugal, de um modelo baseado em baixos salários, em débil formação profissional e numa situação que resulta em primeiríssimo lugar da baixa qualidade média dos nossos gestores e da quase inexistência de “Empreendedores”. Com efeito, a nossa dita “elite económica” parece mais preocupada com lucros bolsistas de curto prazo, como a súbita e fátua entrada de Berardo no capital da Galp ou as mais-valias injustificadas de Amorim, ou mesmo o salto-mais-longo-que-a-perna de Belmiro contra a PT que a vai colocar à merçê da FranceTelecom, do que com a criação de emprego, de produção industrial ou agrícola, mas apenas com ganhos especulativos de curto prazo que pouco benefeciam a Economia e Portugal, mas muito os seus próprios bolsos.

É claro que nada há a reprovar perante a busca de Lucro, nem o mesmo tem em si mesmo, uma carga negativa ou “pecaminosa”, bem pelo contrário. Mas que falta empreendedores e bons gestores a Portugal isso é evidente. Os nossos mais prosperos “empreendedores” dependem directamente ou indirectamente das alcavalas do Estado e pouco têm contribuído para o desenvolvimento económico português.

Categories: Economia, Websites | 4 comentários

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4 thoughts on ““O Produto Interno Bruto (PIB) per capita ajustado às paridades de poder de compra caiu 3 pontos percentuais, em Portugal, entre 2003 e 2005”

  1. É claro que se perguntarem alguma coisa acerca disto ao governo, ele vem logo mostrar uns números de retoma…

  2. ta fixe

  3. É mais que normal, porque enquanto o povo português continuar a pansar num lucro a curto prazo e numa retoma rápida nunca iremos a lá nenhum. Talvéz se cada governo tirar partido das politicas implementads pelos governos anteriores, em vez de modar tudo novamente, e começar a ter uma visão mais a longo prazo, mais sustentável e mais bem aplicadas. Talvéz a resposta passe também pela aposta num ensino de qualidade e mais fácil de acesso. “Só Deus sabe o que custa tirar um curso superior e Portugal”. E se calhar já chegou a hora de dar lugar a outros partidos. Há que mudar, se queremos ver mudanças!

  4. retomas rápidas são coisas que… simplesmente não há. Uma retoma tem que ser sustentada, basear-se no consumo interno (e não nas exportações) e assentar praça num sólido crescimento do sector tecnológico e industrial. Do tecnológico têm vindo algumas boas notícias… do industrial nem por isso… E na necessidade de qualificar (não confundir com o facilitismo das “novas oportunidades”)… muito pouco se tem feito.

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