Portugal: “De 2001 para 2006 o rendimento disponível caiu um por cento. O pior da Europa a 15 ou mesmo da Europa a 25.”


(http://inverso.universia.pt)

“Entre o início de 1998, o ano da euforia, e 2006, o produto nacional bruto (PNB) cresceu em Portugal, a preços constantes: 18,9%. Pior, apenas a Itália e a Alemanha, já que a média da UE a 15 foi de 21,8% e a da UE a 25 de 22,8%. A nossa situação relativa degrada-se quando consideramos só o período de 2001 a 2006, durante o qual apenas a Itália se comportou marginalmente pior. Porém, se passarmos deste indicador para o do PNB por habitante, um indicador que nos aproxima mais da riqueza disponível para cada português (ou imigrante), verificamos que de 2001 para 2006 o rendimento disponível caiu um por cento. O pior da Europa a 15 ou mesmo da Europa a 25.”

(…)

“Ou seja, apesar de Portugal só ter estado tecnicamente em Recessão durante o ano de 2003, em que o nosso PNB diminuiu, o crescimento tem sido tão anémico que ao dividir a riqueza criada pelo número de habitantes chegamos à conclusão de que empobrecemos nos últimos cinco anos. E isso nota-se no dia-a-dia, pois a procura interna dos privados, sobretudo dos particulares, tem crescido cada vez mais devagar nos últimos anos, só não tendo evoluído ainda pior porque o consumo tem sido alimentado por níveis de endividamento muito elevados. Como, entretanto, as taxas de juro, que tinham atingido níveis historicamente baixíssimos, começaram a subir, a verdade é que muitas famílias confrontam-se hoje com o duplo problema de os seus rendimentos não terem crescido do suficiente e de os jutos que têm que pagar.”

José Manuel Fernandes, in Público de 3 de Janeiro de 2007.

Neste curto, mas conciso e esclarecedor editorial, José Fernandes, coloca o dedo na ferida: o crescimento económico português tem crescido devagar nos últimos anos, mas apenas devido à expansão do endividamento dos particulares. E o nível de envididamento destes chegou hoje ao limite (provavelmente, já o terá mesmo ultrapassado). Assim sendo, o modelo económico que temos seguido está efectivamente esgotado, isto é, o modelo fundado na chamada “Economia de Serviços”, imposto por Bruxelas e religiosamente adoptado por Cavaco e Mário Soares está efectivamente esgotado, esgotados que estão os grandes fluxos financeiros que jorravam do norte da Europa.

Urge assim encontrar um novo Paradigma Económico. E esse, julgamos saber qual é… O da Administração Descentralizada do Estado pelas Autarquias, transformando a República “Central” Portuguesa, numa Federação de Municípios Autónomos e devolvendo às Economias Locais a importância que sempre devia ter sido delas, recorrendo aos modelos económicos desenhados por E. F. Schumacher

Mas isso é só o que penso! Outras alternativas haverão!… Manter tudo como está é que não dá… Como irá demonstrar o ano de 2007.

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Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Websites | 6 comentários

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6 thoughts on “Portugal: “De 2001 para 2006 o rendimento disponível caiu um por cento. O pior da Europa a 15 ou mesmo da Europa a 25.”

  1. É tão habitual a nossa situação, que qualquer dia se transforma em Lei da Economia!

  2. por acaso tinha até a noção de que tinha havido um ligeiro crescimento, mas parece que nem isso, vergonha suprema… e culpa nossa, sim, já que temos votado nesta gente!

  3. O melhor dado cientifico que posso encontrar para mostrar se estamos melhor ou pior é notar que aquilo que fazia e comprava com o meu ordenado agora está fora do meu alcance. Estamos a empobrecer e as décimas os PIB e os PNB em nada me alegram. Quem não cria produção real e se basta em serviços e especulação mais cedo ou mais tarde acaba na miséria. Portugal necessita de produzir, e se os privados não o fazem porque ganham mais jogando simplesmente na bolsa, tem de ser o estado a assumir essa responsabilidade.
    A ideia de menos estado só funcionaria num mundo perfeito, com os empresários que temos só mesmo mais estado (mais honesto também) pode resolver o problema.
    abraço

  4. sauridio

    Essa de devolver às autarquias bla bla bla… é uma treta. para gastar o que lhes os reizinhos estão lá para o resto o tanas. Veja-se os planos Florestais, se não fosse a administração central de chicote em punho, quantos estavao prontos? Deixem-se tonterias, peçam a administração central pra estruturar um pais a sério e no fim falemos de descentralização

    Keriam a desregulamentação keriam keriam… então calem-se

    Sauridio

  5. moi non!
    aliás, a mim nem a história pantagruélica da “liberalização dos peços da gasolina” me enganou…

    mas que ludribriou muitos… é certo.

  6. sara

    QUE PALHAÇADA! é por estas e por outras que o país não evolui

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