Clara Ferreira Alves e a “Multidão dos Barcos”


(http://jornalinside.com)

“O Terreiro do Paço era uma das grandes praças imperiais, e tudo o que vemos por ali são carros a passar e a multidão dos barcos para a outra margem, semáforos e buzinas.”

Clara Ferreira Alves

in Revista Única, Expresso de 22 de Dezembro de 2006.

Clara Ferreira Alves (também conhecida como “Clara Anti-Blogs Alves”, como se vê AQUI, pelas bandas do Kaos) escreveu estas linhas no Diário Digital:

“A blogosfera é um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações. Mas, sem querer estar aqui a analisar a blogosfera e as suas implicações, nem a evidente vantagem dessa existência e da qualidade e liberdade que revela por vezes, destituindo do seu posto informativo os jornais e televisões aprisionados em formatos e vícios, o resíduo principal de tudo isto é que os jornais mudaram, e muito, e mudaram muito rapidamente. Parafraseando Pessoa na hora da morte, We know not what tomorrow will bring.

Aqui se observa o mesmo fenómeno e sentimento da douta Clara em relação à “a multidão dos barcos” que surge num segmento (do Terreiro do Paço) e noutro (da Blogoesfera) com um marcado sentido de asco e distanciamento em relação a essa turba andrajosa (mentalmente) que a repugna e com a qual mantêm – estou certo – o mínimo contacto possível.

No entendimento da douta, o maior problema do Terreiro do Paço é a a “multidão dos barcos” que enjeita esse belo espaço e ao qual transmite a fealdade que lhe (parece ser) característica… Eu cá, pessoalmente, já fiz parte dessa mesma multidão nos anos em que morava no Laranjeiro…E faço agora parte dessa outra turba que é a “dessa gente que pratica o onanismo literário”. E sofro muito com o sofrimento de Clara que é obrigada a partilhar este mundo com essa “gentinha”… Que bom que seria se o mundo só tivesse “gente VIP”, “filhos de alguém como a menina”, moradores em condomónios de luxo, comentadores de TV, colunistas de jornais, etc, etc, etc… Mas não!

Infelizmente também tem gente normal, como esta “multidão dos barcos”!

Categories: Blogging, Portugal, Sociedade Portuguesa | 23 comentários

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23 thoughts on “Clara Ferreira Alves e a “Multidão dos Barcos”

  1. Quem è essa gaja?

    Não está on-line pois não? Então não interessa.

  2. Eu cá gostava que ela fosse passear longe…

  3. Anónimo

    Essa tipa anda com o ego muito inflacionado…

  4. “Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações.” ????!?!!?!?!?!?
    Minha cara senhora, não sou nem ambiciono ser um colunista, não estou desempregado nem sou rancoroso, talvez tenha um espirito ocioso… Nunca escrevi maus versos para a gaveta, pois não tenho jeito para escrever. Publico o que me apetece pois sou livre de dizer o que me apetece. Quanto a ejaculações deverá estar a falar do grande masturbador intelectual que é o JPP. No entanto desconfio que está senhora é assim, precisamente por falta de ejaculações…
    Um Abraço.

  5. Essa Sra tem dias em que parece que o cérebro se liga oa intestino e saiem coisas como essa. Eu que sempre gostei de ver os cacilheiros e os usei em tempos regularmente estranho. Mas, que se pode esperar de uma ex-santanete?
    PS: Como te foste lembrar desse post antigo?
    abraço

  6. Pingback: Arrebenta - The Braganza Mothers : Longa Caminhada para a Noite

  7. João

    Não suporto betinhos/as com a mania que são alguém, querem falar. Mostrem obra. Lá por serem ricos não lhes dá o direito de criticar gente humilde ( e esperta, se não vejam as horas que passam em filas de trânsito dentro de um carro), que não tem dinheiro para se passearem limusina.

    Abraço

  8. não sei se a senhora é rica ou pobre…
    sei apenas que foi arrogante e que exibe frequentemente essa atitude enquanto figura mediática.
    e se é um “opinion maker”… devo lamentar, mas a minha “opinion” não forma, não senhor.

  9. Detesto mulheres mal feitas e snobs

    Esta de pescoço finiñho e esganiçado e mente fascista pensa que só ela ã passear pela arcadas do Terreiro do paço é que tornaria verdadeiramente imperial aquela praça.
    Como está , a Praça cheia de carros, buzinas, cheiro a catinga e suor desse povo mediocre e parvo que por andar atarefado 24h/dia , dorme mal e não consegue pensar nem perceber a tamanha prisão onde vive , essa mesma Praça torna-se num espaço imundo e um antro de miséria sem estética nenhuma para essa grandiosa figura da cultura nacional que vive à conta dos impostos que essa gente suada e a cheirar a catinga paga ao Estado e ainda por cima andam muito a pé e enchem as ruas desse cheiro imundo e muita vezes destróem os Porches dessa gente fina que passa as noites na 24 de Junlho e demadrugada chocam com essa gente que chega de barco a Lisboa para ir trabalhar e pagar os Impostos que permitem à fininha fazer a vida a cheirar a Chanell~.

    Um País tem que ser muito atrasado para dar guarída a figuras como esta Clara Alves .. Phonix …..
    Que merda de Povo estupido !

  10. infelizmente, concordo consigo… Cada país tem as “élites” culturais e políticas que merece, e nesse aspecto têmo-las muito tristes… Estes “umbiguistas” são, contudo, alimentados pela nossa indiferença – quando não – pelo nosso próprio consumo e pela incapacidade crónica que muitos de nós têm de formar opinião própria e diversa da destes “opinion makers” que opinam sobre tudo e todos, desconhecendo quase sempre aquilo sobre que versam a um dado momento.
    Por mim, essa declaração, mais uma outra de um outro individuo desse programa puseram fim à “adoração mediática” dessas figuras.
    Esperemos que mais oiçam com ouvidos de ver, declarações como estas e que pouco a pouco estes figurões dos media sejam remetidos à sua verdadeira insignificância redundante.

  11. Graxaim

    Esse tipo de gente não ´´privilégio´´ exclusivo de Portugal. Infelizmente, só existe o espezinhador porque há os que toleram ser esse tratamento. Essas pessoas desapareceriam da ´mídia´ se todos lhes negassem audiência. O Brasil sofre desse mal… talvez em maior escala…
    Saudações

  12. essa é a grande virtualidade da Internet e dos Blogs… Dar voz a quem nunca a teve (porque não nasceu em nenhuma “família mediática”) e a liberdade de expressão que a imprensa escrita, comprometida hoje como está com os grandes grupos económicos, já não pode dar.

  13. Asbestos

    CFA é talvez o extremo mais repugnante e presunçoso de uma classe de pseudo-intelectuais, que não seriam nada, repito NADA, se não fosse o seu fácil acesso aos média. Não me parece que seja fazedora de opiniões a não ser para alguma triste leitora distraída. Devia-se dedicar a tempo permanente a fazer entrevistas televisivas subservientes ao Dr. Mário Soares, que é para aí que aponta o seu talento.

  14. sem dúvida.
    é mesmo uma “criatura” dos seus amigos das televisões.
    ainda ontem assistimos a mais um panegírico à personagem, na rtp1, numa reportagem sobre “as mulheres, o sexo e a cidade”, onde ela se apresentava a escrever, a ler e dizendo “ser mais culta que a maioria dos homens”. como se conhecesse todos, um por um.

  15. MCP

    A Clara Ferreira Alves é uma intelectual honesta, ou seja não faz concessões.É uma jornalista como há poucas pela sua cultura e grande plasticidade ne escrita e oralidade.

  16. manuel fernandes

    Obrigado, Clara, pela lucidez do teu espírito e frontalidade das tuas palavras… chego a sentir que somos uma multidão de corruptos, golpistas, incompetentes e resignados… No meio desta possilga imunda, deteta-se o brilho de algumas mentes, muito, muito raras, que quase sucumbem diante desta enorme avalanche de mediocridades…
    coimbra.

  17. Pingback: Arrebenta - The Braganza Mothers : Jantares de Autor e Termodinâmica Clássica da Bloguística

  18. Paulo Correia

    BOA NOITE CLARA FERREIRA ALVES.
    Como sei que “gosta”, tanto como eu, dos assuntos relacionados com a igreja católica, aqui vai este último comentário “inteligentíssimo” do papa que, pela primeira vez na história, lembrou-se da NATUREZA (nunca vi a mesma mencionada na bíblia nem nos 10 “mandamentos”).
    “….somos contra a união de seres do mesmo sexo porque é biológicamente inaceitável – é anti-natura…” “Por acaso” enganou-se redondamente, como não poderia deixar de ser. Existe sim uma minoria de seres que tem relação homosexual na natureza e isso é conhecido e provado. Mas o grave não é isso. É usar a natureza mais uma vez para falsos testemunhos. Pergunto eu ao sr. Papa – Haverá algo de mais ANTI-NATURA do que, cito: proibir o sexo!? afirmar que o sexo serve apenas para reprodução (desculpa para libertar os crentes desse sacrifício sem PECAR)!? Um homem sobreviver a morte do seu próprio corpo ( Deus resuscitou)!? Uma mulher dar a luz sem ser “fecundada” (“virgem Maria)!? – Afinal, alguém pode me explicar o que o papa quiz dizer com as suas afirmações? kkkk – Clara Ferreira Alves , adoro ver-te no eixo do Mal. Cumprimentos.

  19. Nota do editor:
    Não sou a Clara Ferreira Alves.
    Sou um gajo.
    E por sinal nada Santanete, nem Soarista.
    Como a dita.

  20. Lusosailor

    Estou envergonhado alheiamente pela violência e esquizofrenia dos comentários que lí dirigidos a sua pessoa; gostei do texto e peço-lhe que se junte mais vezes aos seus amigos e continue a fazer os vossos comentários
    parabéns

  21. Duarte

    No fundo, entendo o que a Clara quer dizer. Percebo-a perfeitamente. O que penso, é que ela não soube usar a praça actual para expressar o que verdadeiramente a choca, nela. Pelo que conheço dos excelentes artigos que escreve para o “Expresso”, quase que juraria que não é ás pessoas que ela se refere, mas á forma como a praça se transformou. Até as pessoas, como eu, como ela, que andam nos ferris, pensarão o mesmo, não duvido. Penso que ela se refere ao mau urbanismo que, consequentemente, levou a praça a isso. E não será os ferris, com as pessoas, como eu e como ela. É a praça total. Baça, cinzenta, petrificada a cimento, com as pessoas como eu e como ela, pouco felizes, de lá para cá. E, ao seu estilo, literário e pessoal.

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