Do Encerramento de 900 escolas e da Comunidade Económica do Espaço Lusófono

 

O Ministério da Educação prepara-se para encerrar mais 900 escolas em 2007 numa medida que segundo o dito tenciona reduzir o insucesso escolar, supostamente mais elevado nestas escolas do que na média nacional.

 

A medida, obviamente, vai afectar sobretudo a região norte e centro do país, e explicada assim até parece fazer sentido… Mas fará? Porque é que fica na boca o amargo sabor de que a sua grande motivação é mais uma vez o aperto orçamental de Bruxelas e não uma melhor e mais sábia organização dos recursos educativos? Durante mais quanto tempo vamos deixar que o PEC seja o mote dominante de todas as políticas, de todos os sectores governamentais?

 

E será que ainda vale a pena mantermo-nos nesta União Europeia, dominada por critérios contabilísticos e anti-económicos, e, sobretudo, desprovida de “Alma” e objectivos comuns além dos estritamente económicos?

 

Será que não chegou a altura (agora com a entrada em catadupa de novos membros muito mais pobres do que nós e que passarão a receber a parte de leão dos fundos estruturais) de repensar a nossa presença na União Europeia e reavaliar a fundação de uma Comunidade Económica do Espaço Lusófono, embrião para uma União Lusófona que defendo ardentemente por ESTAS bandas?

 

Fonte: Jornal da Madeira

 
Categories: Economia, Educação, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional | 8 comentários

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8 thoughts on “Do Encerramento de 900 escolas e da Comunidade Económica do Espaço Lusófono

  1. Parabéns Rui, sempre me assustei a ver os Portugueses festejarem a afiliação com Europa. Isto é como eu festejar entrar com Mike Tyson num ringue. Os alemães querem exportar (sem perigo de a moeda subir) e Portugal recebe as consequencias: texteis mesmo carne de porco e boi ! (sem a possibilidade de baixar a moeda).
    Portugal não entrou na Europa. Mas Europa entrou como uma tsunami em Portugal afogar todo e todos.
    Mas como tirar os Portugueses desta des-industrialização ?
    Ralf

  2. ralf: em Portugal nunca se pensou profundamente nas implicações a longo prazo da adesão e do tipo de contrapartidas que a Europa esperava de nós… E sobretudo não se teve em conta as possíveis incompatibilidades entre a Alma Portuguesa e a norte-europeia… é que a maneira de estar no mundo mediterrânica no Mundo tem muito pouco a ver com a maneira “germânica”. Os alemães são mais práticos, mais disciplinados e organizados, os portugueses (e mediterrânicos em geral) são mais especulativos (não filosóficos, o que é diferente), mas improvisadores e menos hierárquicos… Uns são piores do que os outros? De modo algum, são apenas formas diferentes de sentir o Mundo, e pretender impôr uma forma à outra, é criar desfasamentos e neuroses à escala de um país… E é isto que esta Bruxelas tenta precisamente fazer agora, especialmente agora com essa temível arma que é a PEC e o Euro, o seu executante…

  3. sa morais

    Mais uma ajuda para a desertificação do interior… Ainda por cima isto está tudo a ser feito em cima do joelho. Por exemplo, há escolas oficialmente fechadas mas que continuam a funcionar por não haverem alternativas… Enfim…

  4. é verdade! é o econimicismo contabilístico a prevalecer sobre a Economia e a Sociedade!… que pelo fiquem satisfeitos os burocratas de Bruxelas (nunca ficam!)

  5. …é o econimicismo contabilístico a prevalecer sobre a Economia e a Sociedade!… que pelo fiquem satisfeitos os burocratas de Bruxelas…

    Disseste tudo meu amigo.

    Um @bração
    d’Aquiles

  6. dizer disse… mas ninguém me ouve… e o meu (nosso) Voto conta tão pouco…

  7. Começaram com os encerramentos das escolas, depois das maternidades e de novo as escolas (o meu conhecimentos sobre a situação politica portuguesa esta a mercê da RTP), dando a sensação de estarmos perante o crescente despovoamento de certas regiões portuguesas, penalizando no entanto os que por estas bandas ainda vivem. Na verdade, isto cheira-me e como bem disse, aos apertos orçamentais ditados do exterior-Bruxelas, como bem disse.
    Cá entre nos também há isso, mas as avessas. O FMI e outros malandros doam dinheiro, mas impõem restrições na contratação de professores e alargamento da rede sanitária. Meia volta, há gritantes crises de falta de professores, pessoal de saúde com tanta gente fora das salas de aula e com tantos formados fora dos empregos e os dinheiros a regressarem aos cofres do FMI! Por fim falam da FALTA DA CAPACIDADE DE ABSORÇÃO DE FUNDOS! Por..favor!

  8. bem, tem mais sorte do que eu, que quando apanho a “RTP Africa” só consigo ver programas sobre danças étnicas e coisas assim e muito raramente algo de realmente relevante… o que vos faz o FMI é o que nos fazem os tipos de Bruxelas (comandados agora por aquele corsário do neoliberalismo que é Fujão Barroso): é a aplicação da cartilha neoconservadora, cega e inflexível. E aplicá-la assim tão cegamente (isto é, esvaziando e enfraqueceno o Estado num país onde este sempre foi débil) é perigoso, arriscado e manterá um estado de subdesenvolmento que até pode convir aos exportadores e às multinacionais mas que não convêm, de todo, aos moçambicanos…

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