O Brasil vai comprar helicópteros russos Mi-35 e Mi-171

 

Segundo o jornal “Correio Braziliense” a Força Aérea Brasileira (FAB) estaria a tentar adquirir 30 helicópteros russos Mil Mi-35 e Mil Mi-171 por cerca de 400 milhões de dólares.

Os helicópteros deverão ser usados sobretudo no combate ao narcotráfico e o valor da sua aquisição deverá constar de um pacote de contrapartidas comerciais entre a Rússia e o Brasil, pelo que é possível que o Brasil nem chegue a enviar mesmo para a Rússia qualquer verba, sendo a transferência realizada apenas em troca de bens e materiais como aqueles que a agrodindústria brasileira tem colocado nos mercados mundiais com uma agressividade e eficiência crescentes.

Fontes:

Base Militar

Correio Braziliense

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96 thoughts on “O Brasil vai comprar helicópteros russos Mi-35 e Mi-171

  1. O bicho é estranho que se farta. Parece que neste mundo só Portugal não sabe fazer bins negócios. Espero que o Brasil encontre o seu caminho e sobretudo que consiga preservar as suas riquezas Naturais e não as troque por um rápido enriquecimento.
    abraço

  2. os eurocopter, na sua classe, não são maus… espero também que sim! Porugal e o mundo precisam de um Brasil forte e capaz de fazer valer os seus interesses (e os da lusofonia) no mundo, e para isso, infelizmente, é preciso Ambição e alguma força militar… E ambas têm faltado ao Brasil e a Portugal…

  3. Bem o Hind D já é de 1976. Estes serão os E? Ou outro modelo? O da foto tem um ar bastante… ameaçador! Mas… O Breda Lince também tinha o “ar” e mais nada… O Mi 17 1-? também já é velhinho. Ou é um update recente? Ao que sei o Brasil também considera uns Mi – 26. Será o HALO? O TS? O “oito pás” é poderoso, mas à parte de irem ter um helicanhão no seu arsenal, não vejo grande novidade… para quem já tem S-70A Black Hawk, AS-532 Cougar, AS-365K Pantera e AS-550A2 Fennec.

    É impressão minha ou o Brasil anda numa corrida?

    Para além disto a Rússia fornecerá à Índia 300 modernizados tanques T-90, equipados de novos sistemas de controlo de tiro.

    A Russia em grande…

  4. A Russia está a dar cartas nas exportações mundiaos de armamento. Portugal também devia “chegar-se à frente” e negociar a renovação de algum do nosso equipamento militar…
    Um Abraço.

  5. Sá: de facto, não consegui apurar ainda a versão do Hind brasileiro… Podem ser recauchutados… e anda a correr… Sim, tenho até mais uns posts prontos sobre a renovação das FA brasileiras… E e corrida chamada “Chaveztona”.

    A rússia está a vender material de guerra como milho… excelente e barato (mas menos do que se pensa), óptimo para a sua economia e péssimo… para a paz do mundo, especialmente quando este é adquirido por países imprevisíveis como a Síria, a Indonésia ou o Irão…

  6. Nito

    A vantagem do equipamento russo é sem dúvida o preço e a facilidade em arranjar técnicos e spare-parts. O Hind comparativamente ao Kamov-50/52 tem espaço para carga e levar um punhado de soldados, acaba por ser um compromisso melhor.

    Portugal ? Claro sinceramente podiamos reduzir e melhorar os nossos contingentes, arranjar uns tanques Leopard, helis Mil e porque não adquirir os Su-35 ?

  7. do que tenho lido (sobre a MiG, p.ex.) as spare parts são lixadas de obter… técnicos, deve haver a dar com um pau, depois do desmembramento da urss, sim…

    eu tb escolheria o Hind, especialmente estas novas versões.

    há uns tempos não se falava muito a sério dos leopard1? já era tempo de mandar para a sucata os velhíssimos M60… (da década de 60!!!) que ainda são a essência da nossa arma blindade (ridículo!)

    Su-35?! era bom era… O Brasil ainda poderá optar por eles… mas nós, estando na NATO…

  8. Nito

    Os leopard são provavelmente os melhores tanques da actualidade, os Su-35 era bom…era..até eu ia para a Força Aerea…ahahah

  9. nito: os leopard2, o M2 ou o T-90… Dos melhores, ou pelo menos dos melhores emparados com estes dois.

    eu tb iria! se me deixassem… 😦

  10. Nito

    se tivesse 5 mil contos de pocket money ia a moscovo voar num su-27 e já estava feliz…

  11. Sim!
    http://www.flymig.com

    e os preços são estes (para 1 tarado como nós e sem nenhum extra):

    1. Su-27 flight: US$14,550

    2. MiG-29 flight: US$11,200 w/$100 discount

    3. MiG-25 flight: US$17,150 w/$100 discount

    4. MiG-23 flight: US$8,800 w/$100 discount

    5. L-39 flight: US$2,550 w/$100 discount

    Como vês… até que não é assim tão caro! 😉

  12. Nito

    Isso é via USA ou é mesmo directo com os Russos ? porque, para tarados como nós, já vi vários sites com preços diferentes, de qualquer maneira acho que para a concretização de um sonho (para mim é) não é assim tão caro como isso…

    😉

  13. bem, é a cotação da flymig que acho ser russa. A SpaceAdventures tb tem disto, mas não lhes vi os preços… De qq modo, não conto fazer a coisa! Sim… O L-39 (500 contos) é o mais barato, mas ainda é caro como o raio! Pelos vistos o combustível de aviação anda caro! 😉

  14. Nelo Cunha

    Meus caros
    Antes de mais convém aqui desde já ressaltar o que é um helicóptero de combate, porque tendem a vê-lo de uma forma lisonjeira e linear, certamente como mais uma arma entre as armas, o que é redondamente errado! Um helicóptero de guerra é pois muitíssimo mais que isso!

    Transponho para aqui uma breve síntese compilada do meu livro “Top Gun – Aeronaves de Guerra” que diz simplesmente:

    « – O aparecimento dos helicópteros de ataque revolucionou a fundo os aspectos do combate terrestre. Os textos que se seguem, além de cobrirem em rápidas pinceladas a evolução desse tipo de aeronaves, busca dar uma ideia ao leitor das características e capacidades formidáveis destas fantásticas máquinas de destruição múltipla, dotados de altíssima mobilidade e versátil flexibilidade.
    Em pouco tempo, os helicópteros de guerra tornaram-se nos Reis do Campo de Batalha, relegando os tanques para a extinção, quais pachorrentos dinossauros, e afirmaram-se como a componente dos exércitos com os mais altos índices de letalidade, destrutibilidade, efectividade, sobrevivência e de resistência a danos pesados em combate. De todos os meios usados na guerra terrestre, os helicópteros de combate são os que reúnem o maior conjunto de vantagens e faculdades. Para os exércitos modernos são, de longe, a componente mais sofisticada e capacitada, constituindo a sua “ponta de lança”, quer ofensiva, quer defensiva. Para além disso, os helicópteros de combate são os “cérebros, os olhos e os ouvidos” dos exércitos, funcionando também como centros de comando e controlo no domínio da vital e complexa Guerra Electrónica. Como verdadeiros sistemas de armas multi-missão, altamente especializados para guerras de alta intensidade, são componentes cruciais para a consolidação da vitória das mobilizações terrestres. Para além disso, os helicópteros de combate constituem a sua mais credível defesa, escolta e protecção.

    O HELICÓPTERO DE COMBATE PESADO ANTI-TANQUE MIL MI-24 HIND

    Desde que apareceu pela primeira vez, em 1970, o potente MIL MI-24 Hind tornou-se o “Rei” dos helicópteros de combate soviéicos sobre o campo de batalha. Esta grandiosa e poderosa máquina de guerra de alta destruição é um exemplo clássico da filosofia da “força bruta” que dominava o pensamento militar da ex-URSS durante a Guerra Fria. Foi dimensionado para transportar uma secção de assalto de oito soldados completamente equipados, que desembarcam pelos grandes portões laterais, apoiados por seu armamento pesado que garante a eliminação de qualquer resistência por parte do inimigo terrestre. A carga bélica externa básica (e normal)compreende quatro mísseis anti-tanque AT-2 Swatter ou AT-3 Sagger mais quatro pods-casulos lança rockets UV-32x57mm. A sua principal missão é combater unidades blindadas de tanques e veículos couraçados de todo o tipo, incluindo ainda baterias autopropulsadas de mísseis anti-aéreos SAM, baterias de artilharia antiaérea e “howitzers”. Como tal, é uma poderosa plataforma polivalente e multifuncional capaz de prover apoio aéreo aproximado, defesa, escolta e protecção às forças terrestres amigas, actuando ainda como uma espécie de artilharia pesada, com grande potência de fogo e altíssima mobilidade a grande velocidade sobre toda a profundidade do campo de batalha próximo e muitíssimo além dele, sendo potenciado para exercer devastaçoes múltiplas em carga por detrás das linhas inimigas, afim de lhes interditar a deslocação no Teatro de Guerra.
    A versão inicial foi o Hind-A, que tinha uma tripulação de voo de quatro homens: piloto, co-piloto/artilheiro/operador de sistemas de armas e de autodefesa, navegador e obdervador (este opcional). O rotor principal com cinco pás de aço maraging (o aço mais resistente do mundo) revestido com laminado de fibra de “carbon-epoxy” super-duro, com cubo dos rotores em titânio (o metal mais tensionado e resistente que existe), com fuselagem blindada nos pontos críticos, com sistemas internos redundantes em triplicado tornava-o num dos quatro mais resistentes helicópteros de combate de 1ª e 2ª gerações (só comparável aos AH-64 Apache, AH-1 Cobra/Supercobra, A-109 Mangusta e AH-2 Rooivalk… já que o soberbo e prometedor AH-56 Cheyenne não passara de protótipo experimental). Tal como estes, a sua tolerância aos danos pesados em combate impressionou logo de início, tendo em testes reais de fogo directo, conseguido resistir a fogo de artilharia pesada anti-aérea e continuado o voo sem a mínima perda das suas faculdades, mesmo após ter sido atingido por largas dezenas de tiros de 30 e 57mm. Em testes estáticos, a sua célula conseguiu resistir a impactos directos de óbus de 105mm, disparados a tão só 90m de distância contra as zonas central e ventral, proeza que nenhum tanque, até hoje, consegiu resistir (mesmo dotado com blindagem especial dos tipos Chobham e Reactive). Os painéis transparentes das suas canopys são feitos de plexiglass (primeiras versões) e de perspex, conseguindo em ambos os casos resistir a projécteis perfurantes de 23mm. As potentes turbinas são alojadas em berços totalmente blindados com coberturas-epidérmicas em boro, e podem ser equipadas com filtros-separadores de partículas e de poeiras (nas tomadas de ar dos aspiradores) assim como com dispositivos supressores anti-infravermelho (nas saídas de exaustão de escapes) para dissipar a emissão de radiação térmica contra os mísseis hostis guiados por calor. Contra misseis guiados radáricamente, o Hind possui uma suite aviónica de ECM/ECCM que cobre todo o tipo de bandas de frequência, sendo impossível a qualquer míssil (pelo menos soviético) fixar-se na massa metálica do aparelho quando automáticamente activada.
    O Hind-B, segunda versão operacional, tem grandes asas com racks (cabides) para fixação de armamentos diversos (convencionais ou remotamente guiados), e o Hind-C apresenta um novo rotor de cauda, situado à esquerda da deriva, para reduzir o efeito de tração antípar em vez do empuxo.
    A mais numerosa de todas as versões fabricadas foi o HInd-D que se tornou o helicóptero de combate pesado padrão da URSS, sendo construído aos milhares. Está dotado com novos “cockpits” (dianteiro e posterior) em “tandem”, com o artilheiro/operador de sistemas ocupando a posição da frente (mais perto da acção) e o piloto logo atrás (açima, para uma ampla visão de 360º sobre a acção). Em volta do nariz, existem vários sensores que capacitam o aparelho a voar em quaisquer condições meteorológicas e de visibilidade, de dia ou de noite (All Weather/Todo-O-Tempo), assim como vários sistemas electroópticos para a precisa pontaria e guiamento das armas, incluindo ainda um radar, uma LLLTV e um visor térmico para aquisição de alvos nocturnos além do horizonte (OTH/BVR) e fora do alcance de sua resposta, o que confere ao Hind o factor “Intocabilidade” (faculdade única e exclusiva na Aviação de Combate das grandes potências).
    A torreta da metralhadora pesada de queixo tem uma configuração “Gatling” (quatro canos rotativos) de 12,7mm e é comandada e apontada electrónicamente pelos sensores ou pelo visor de realidade virtual do capacete (HMSS) de ambos os tripulantes naquilo que se chama de “Olhar de Morte = Um Olhar-Um Tiro-Um Alvo” (Amplamente usado à mais de dez anos na aviação ocidental da NATO/EUA, em geral)! A sequência de disparos pode visar vários alvos simultâneamente, podendo destruir certeiramente em menos de 20 segundos nada mais que dezasseis tanques, de qualquer tipo conhecido (incluindo M1A1/2 Abrams/Merkava/Chieftain/Tiger/T-70/80/90 e outros…). Não há um único tanque no mundo que consiga resistir a um só míssil avançado AT-3 Sagger!
    O Hind-E tem uma panóplia de aviónicos ainda mais avançada e utiliza os mísseis autónomos AT-6 Spiral, capazes de atingirem tanques ou outros objectivos couraçados a mais de 20Km de distância. As suas asas “porta-racks” podem levar outra grande variedade de armamentos, entre mísseis anti-navio/anti-tanque/anti-bunker/foguetes de alto calibre/lança-rockets de diversos calibres/bombas diversas/bombas de fragmentação anti-infantaria/casulos de canhões GSh-23L de dois canos (23mm), disseminadores de minas ou ainda tanques de combustível extra com blindagem auto-obturante do tipo”self sealing” (anti-rajada e anti-explosão). O combustível especial AV-GAS STD é de baixa volatilidade e de baixo índice de inflamabilidade (tal como acontece com todos os helicópteros e aviões de guerra).
    As contramedidas de autoprotecção incluem um sistema Ispanka L-166V-1AE para interferir em toda a gama de radiações infravermelhas, dispensadores de “chaff/flares” anti-Radar e Anti-IR, respectivamente.
    O Hind-F teve a metralhadora de queixo substituída or um canhão pesado GSh-30-2 (30mm) de dois canos, situado no costado direito da fuselagem frontal que é bastante destrutivo no fogo de saturação e de barreira anti-veículos e anti-infraestruturas.
    Outras versões do Hind incluem o MI-35 Hind-H (variante avançada de exportação) com sistemas aviónicos franceses da Thomson-CSF e Sextant Avionique, um lança-granadas no queixo (em substituição da metralhadora pesada), rastreador-designador de alvos a laser para mísseis “inteligentes”.
    A recente versão MI-24 Hind-G (só para a Rússia) tem capacidade de disparo cego de salvas de 70 rockets autónomamente guiados via-GPS com destino a múltiplos alvos, incluindos em movimento rápido, e dispara igualmente o novo super-míssil anti-fortificação e anti-tanque (ATGM) Vikhr, uma autêntica dor de cabeça para os estrategas terrenistas da NATO.
    Nos últimos 35 anos, foram construídos para cima de 3000 unidades deste impressionante e eficientíssimo helicóptero que permanecem ao serviço da Linha da Frente em 24 países de esfera comunista, entre eles Cuba, Índia, Argélia, Angola, Polónia, Líbia, Paquistão, Síria, Líbano, Peru ou Iraque (estes, quase todos destruídos no solo pelos raids da aviação dos EUA e aliados).
    Os Hind saíram-se extremamente bem em muitos exercícios de larga escala, combatendo sofisticados meios e armamentos com enorme letalidade, explorando todas as suas incríveis capacidades. Na Guerra do Afeganistão mostraram em guerrilha aquilo de que também éram capazes, pese embora contra soldados apeados armados de limitadísimas armas ligeiras muito rudimentares. Inevitávelmente, esta máquina de guerra assassina, pesadamente blindada, tornou-se um verdadeiro flagelo de matança indiscriminada entre as hostes de guerrilheiros afegãos Mujahedin.
    A tremenda combinação de potência bruta, com fogo pesado vindo de várias direcções simultâneamente e ampliado quando com helicópteros actuando em série, representa uma das principais, mais mortíferas e mais devastadoras tecnologias vocacionadas para o Domínio sobre o Campo de Batalha Moderno da Actualidade.

  15. Nelo Cunha

    Meu caro SA Morais

    Pelo teor das suas conversas, nutre uma grande simpatia pelos russos e pelos seus materiais de guerra os quais classifica como sendo hipoteticamente “superiores” aos dos norte-americanos e europeus (só na sua cabeça), pois afirma serem mais capazes e mais baratos.
    Devo salientar que a avaliação de um determinado tipo de armamento é quantificada pelo conjunto de atributos somatórios e inter-relacionados, nomeadamente no convénio “custo-eficácia-capacidade-modos operativos-alcance-custo operativo-sofisticação de recursos-capacidade-letalidade ofensiva-capacidade defensiva” (e mais uma série de considerações). Neste âmbito, para seu infortúnio, devo desde já salientar que nunca os armamentos soviéticos se aproximaram sequer dos níveis de (I+D) e da qualidade exímia de construção dos produtos bélicos ocidentais os EUA e da Europa), muitíssimo menos nas capacidades e sofisticações dos seus recursos ao nível da tecnologia electrónica.
    Para além desse facto real, se já visitou algum festival aéreo ao vivo e olhasse com atenção para a exposição estática das aeronaves de origem soviética, denotaria que a qualidade de construção das células são bem inferiores aos padrões atingidos (desde sempre) pelos construtores ocidentais (EUA e Europa).
    É como comparar-mos um carreco do povo, um Trabant com um VW Golf do último modelo! As diferenças são óbvias e notórias… e começa logo desde a estética, as soluções técnicas, o gráu de sofisticação, os materiais, os acabamentos, os pormenores de perfeição… já para não falar da qualidade geral, a agradabilidade ao olhar e a garantia de satisfação.
    “Geralmente o que é barato, não é sinónimo de qualidade e de durabilidade (e isso é um facto real em relação aos produtos russos e chineses, sejam eles quais forem…de toda a espécie…)!
    Os russos sempre copiaram dos americanos e europeus, os chineses começaram a copiar dos russos, agora também “tentam” copiar dos ocidentais, a Índia e o Irão desejam chegar o dia para tentarem copiar alguma coisa, pelo menos que preste!!!
    Não compare o incomparável, meu caro!!! Principalmente quando avança ignorantemente com depautérios sobre os quais nada entende,ok? É que perante leigos as suas opiniões até passam, mas tenha a consciência que há mais gente a ler este Site, que é mais conhecedor. Por isso antes de dizer o que quer que seja, pense bem no disparate que vai opinar!

    E jamais considere (você, o Sr. Rui Martins e outros que conspiram contra os EUA e a NATO) os caças soviéticos superiores aos ocidentais, nomeadamente os SU-35/37 Flanker que não passam de um pequeno esquadrão de apenas 9 aeronaves “demostradoras tecnológicas” para exibição em festivais aéreos internacionais.
    Enquanto isso, aquele que é (esse sim) o mais avançado Super-Caça do Séc.XXI jamais construído, o F/A-22A Raptor, é BEM REAL E ESTÁ OPERACIONAL!

    Está sendo atribuído ao activo num ritmo aceitável, dada a gigantesca complexidade do Programa ATF e os esforços abissais que ele comporta, ao ponto de ter um impacto brutal na economia da super-potência egemónica mundial, os EUA, o Bastião da Liberdade do Mundo Livre!

    Quando os EUA à cerca de 22 anos atrás decidiu investir nos seus três maiores contratos militares do século (o F-22 Raptor, então ATF, o JSF F-35 e o helicóptero RAH-66 Commanche) pensou-o para garantir uma superioridade bélica americana sobre quaisquer tipos de ameaças que poderiam ser aprontadas pela ex-URSS. E isto não foi para apenas 10 anos, mas sim para 60 ou mais anos. Ao longo desses 20 anos, esses programas de alta tecnologia foram introduzindo os últimos avanços nas áreas da electrónica, das defesas, e nos sistemas de ataque, para além dos materiais compósitos (não metálicos) que incrementaram ainda mais a invisibilidade total (Stealth). Devido a cortes orçamentários no plano da Defesa, esses programas sofreram cortes faseados nos orçamentos e foram substancialmente “emagrecidos” tudo por causa do desmoronamento da ameaça militar soviética e do seu colapso político. À partida, o pensamento dos estrategas militares americanos éra que não seria necessário virem a ter um número tão elevado de aeronaves tão avançadas para um inimigo que carecia de fundos e de cinergias para acompanhar o tremendo salto tecnológico que essas armas trouxeram ao ponto de consolidarem uma evidente supremacia (e diria mesmo “Intocabilidade” perante qualquer sistema soviético de defesa que aprontassem para os próximos 30 anos). Portanto, estamos a falar de tecnologias futuristas, altamente secretas, superiormente “furtivas” (concerteza os segredos militares mais bem guardados dos EUA, tais como o foram no seu tempo o U-2 Spyplane, o SR-71 Blackbird, o B-1 Lancer, o F-117 Night Hawk ou o B-2 Spirit, armas pensadas específicamente para uma guerra estratégica-nuclear de alta escala. Portanto estamos não a falar de simples armas mas sim de Sistemas de Armas com capacidades ultra-secretas, amplamente testadas ao longo, não de anos mas de décadas onde tudo já foi mais que previsto, mais que calculado, mais que testado e mais que conclusivo. Estamos pois a falar dos mais avançados e mais capazes sistemas de guerra do mundo, onde a designada capacidade de sobrevivência é seguramente total. Isso garante que, quer se goste ou não, a superioridade aérea dos EUA sobre todos os seus potenciais inimigos, numa guerra bilateral ou mesmo multilateral, é total. A Rússia e as repúblicas desmembradas da ex-URSS até hoje não conseguiram impor um só único sistema (aéreo, terrestre ou naval) com credibilidade para comprometer essa superioridade americana.
    Decerto está-se a esquecer do enormissimo desempenho que por exemplo os F-117 (stealth) tiveram nas duas guerras contra o Iraque, onde “”arrombaram o portão” da nação iraquiana e fulminaram, logo na primeira noite de conflito, toda a estrutura nevrálgica de comando, controlo e comunicações (C3I) dos iraquianos, obtendo de bandeja a posse da “Chave da Vitória”, condição vital para todas as restantes operações que se seguiram. Nem um só aparelho foi sequer beliscado, mesmo tendo em conta a enorme barreira de chumbo erguida sobre Bagdade com as centenas de artilharias anti-aéreas (AAA) de origem soviética que passado algumas horas seriam todas caladas pela acção dos F-15, F-16 e F-18 americanos e pelos Tornado e Jaguar da RAF. Foi “trigo limpo” e de nada lhes valeu as baterias de mísseis terra-ar(SAM), algumas até do que de mais moderno existe na actualidade, quer soviéticas, quer ocidentais. Uma nação não se defende apenas com defesas terra-ar, pois estas não têm plena acção em toda a dimensão e profundidade da nação, deixando enormes lóbulos neutros por onde os aviões ofensivos penetram, guiados automáticamente (em “autopilot”) pelos seus sistemas (RWR) que fazem constantemente um levantamento exaustivo de toda a rede de defesa SAM/AAA inimiga, memorizam-na nos seus possantes computadores para efectuarem uma nevegação aérea evitando as ameaças. Os objectivos serão atingidos certeiramente por mísseis com fortíssima resistência a perturbações de multifrequência. Os radares de SAM/AAA que sejam ligados para aquisição de alvos aéreos (aviões/mísseis) serão imediatamente liquidados pelos aviões especializados de combate anti-defesas (SEAD-Supression of Enemy Air Defenses) com mísseis anti-radiação AGM-88 HARM/AGM-45 Shrike/AGM-78 Standard/ALARM/MICA/ARMAT/SIDEARM/MARTEL entre outros… que se dirigem a mais de Mach 4.5 desde mais de 30 até 150Km de distância (bem fora do alcance de resposta de mais de 95% dos SAMs).
    Mesmo que os radares destes sejam desligados, nada impede que sejam na mesma destruidos ,pois os mísseis anti-radiação possuem sistemas passivos que se guiam não pela imagem relativa mas pela imagem projectada! Sem os “cérebros-guia”, os radares dos SAMs tornam-se completamente infuncionais, sendo imediatamente as baterias e os autopropulsados pasto da destruição certeira para os aviões de ataque SEAD.

    Não existe no mundo um só sistema de mísseis anti-aéreos (incluindo os tão badalados e “supostamente sobredotados” SA-10 Grumble, SA-15 Gauntlet e SA-17 Grizzly) que não passam nada mais do que meros “elevadores de moral” e “folhetos de propaganda fantasista”!

    O SA-15 Grizzly (Antey 9K TOR), inclusivé, até já foi totalmente descortinado nos seus sistemas electrónicos de controle, via-Grécia, país comprador e membro da NATO. Descobriu-se então mais uma retumbante mentira à boa moda Estalinista, as capacidades do TOR e a sua ameaça anti-aviões “stealth”, afinal éra um grande fiasco. Descobriu-se inclusivé que o seu cérebro central computorizado não éra mais que uma simples adaptação do sistema dos Anos 70 ligeiramente melhorado do vetusto e obsoleto SA-6 Gaiful, do qual todo o auttopropulsado é nada mais que uma cópia aproximada!!! Portanto, em relação aos restantes “mísseis milagrosos” a cabala deve ser, quase certa também!!!

    Na Conquista da SUPREMACIA AÉREA, aí reina incondicionalmente a aviação! (Mesmo que isso faça dores de estômago a muitos “terrenistas”)!!!

    A esmagadora maioria dos aviões ocidentais leva sempre a sua avante sobre todas esses tipos diversificados de ameaças, acabando sempre por alcançar o seu Domínio Aéreo sobre toda a Superfície! E de outro modo jamais seria, pois se acontecesse o contrário abrir-se-ía um enormíssima vulnerabilidade sobre tudo o resto e a própria organização aliada seria destituída de qualquer significado!

    Ora isso nunca jamais poderá acontecer!

    Por outro lado, o posicionamento que a Aviação ocupa com o seu aplastante “peso” no xadrez da Estratégia Militar, obriga a que os contingentes aéreos (e não só os de Primeira Linha) se mantenham obrigatóriamete não apenas um passo, mas vários passos à frente das ameaças!

    Quanto aos países de Leste, durante mais de 50 anos encobertos pela Cortina de Ferro, é de realçar que alguns deles já aderiram à NATO e trouxeram os “segredos” das máquinas construídas pelo “lado de lá”! Uma infinidade enorme de aviões, de helicópteros e uma panfernália de armamentos soviéticos puderam então ser avaliados e investigados a fundo, sendo então descobertas e reveladas todas as suas capacidades. O que se veio paulatinamente a decobrir, é que a grande maioria dos armamentos soviéticos não éram afinal tão capazes assim, tal como durante décadas os estrategas ocidentais sempre suspeitaram: os segredos das capacidades dos tão temíveis Mig-29 Fulcrum afinal não éram muito superiores às de um F/A-18 Hornet (da US Navy/US Marines) da versão “A”, dos promeiros blocos de produção dos finais da década de 70. O Mig-29, valia-se contudo de uma soberba e impressionante manobrabilidade, mesmo em todos os regimes de vôo, a altas ou a baixas velocidades e a qualquer altitude, conseguindo superar mesmo o F-15A Eagle (então considerado “o melhor caça do mundo”). Mesmo nas versões refinadas seguintes, o Mig-29 Fulcrum, pese embora sempre se tenha demostrado um soberbo e espectacular avião, nunca conseguiu superar os F-14/15/16/18 em termos tecnológicos, em materiais especiais avançados, em aviónicos, em radares etc… Os aviões ocidentais sempre se revelaram mais capazes nos domínios tecnológicos, sendo mais sofisticados e mais avançados.
    No entanto, em combates aéreos de proximidade (Dog Fights) ao velho estilo da 1ªG.M. (um estilo de combate “corpo-a-corpo” já deveras ultrapassado e hoje em dia muitísimo improvável de acontecer devido à altíssima letalidade dos mísseis ar-ar que nunca permitirão que um adversário chegue tão perto), o Mig-29 nas mãos de um piloto veterano muito experimentado dará sempre muitíssimo trabalho aos caças ocidentais e só os mísseis farão a diferença!

    Quanto ao caça russo (ou ucraniano???) que descreve, o SU-35/37 “family”, é preciso salientar-lhe o seguinte:
    As únicas coisas de “grandioso relevo”, verdadeiras proezas de engenharia na área dos caças-bombardeiros, que a ex-URSS até hoje conseguiu fazer, foi os Mig-25 Foxbat e Mig-23/27 Flogger (nos Anos 60 e 70) e especialmente os mais recentes Mig-31 Foxhound, Mig-29 Fulcrum e os SU-27 Flanker (atenção, que os SU-30/33/35/37/47 são apenas protótipos e demostradores de tecnologias, não formando contingentes operacionais). Mas todos estes formidáveis e excelentes aviões (que visam primordialmente a “Superioridade Aérea” e o consequente Domínio da Supeerfície), foram construídos sempre em números muito reduzidos, de escassas centenas ou mesmo algumas dezenas. Tudo, porque os fundos estruturais para os vários “ministérios da defesa” soviéticos caíram abruptamente, e mais a pique a partir da Era da Perestroika… (actualmente, quase nem dinheiro há para o treino das tripulaçõees e muito menos para o combustível, portanto, por aí já se vê a hecatombe qua vai naquela operacionalidade e prontidão).

    O Mig-29 Fulcrum (e suas várias versões) são caças-bombardeiros com capacidades ar-ar e ar-superfície verdadeiramente impressionantes, mas mesmo assim não superam em sofisticação e recursos de meios (aviónicos e radáricos) os mais avaçadas versões e blocos evolutivos dos F-15C/D Eagle, F-14D Super Tomcat, F-16C/D Fighting Falcon, já para não falar dos F/A-18E/F Super Honet e F-15E Strike Eagle (as últimas versões) que em termos tecnológicos estão mais de 10 anos à frrente desses aviões do Leste (é o que vem na maioria da revistas especializadas).
    Portanto, nunca considere (você e outros “aeronáuticamente curiosos”) os Su-35/37 Flanker equivalente ao F/A-22A Raptor! A distância em termos tecnológicos entre ambos é enorme!

    Os SU-35/37 são, por agora, apenas uma pequena esquadrilha de demostradores tecnológicos, dotados de turborreactores com vectorização dos jactos (TVC-Thrust Vector Control) para testarem ainda maiores manobrabilidades, com altíssimas taxas de sustentação a baixas velocidades e para altos índices de valores “G-Force”, ou sejam “Super-Performances”… em quaisquer regimes de vôo! A sua concepção estrutural e o seu design são contudo decalcados na célula do SU-27 Flanker-A, cujos primeiros protótipos “Ram-K” (então o codinome na NATO) remontam a 1977. É portanto, uma concepção evolutiva com base nesse “irmão” mais velho, não deixando contudo de ser um soberbo e impressionante “aviãozão”, muitíssimo bem armado, com os mais avançados mísseis que os russos conseguiram aprontar até hoje. Deve ser sempre tido muitíssimo em conta, por isso a sua mera existência resultou num enorme pesadelo para os estrategas da NATO e especialmente para os EUA, é por isso que se fêz sentir nessa potência mundial a enorme necessidade de se avançar para o Programa ATF, do qual emergiu o YF-22 Lightning II, o protótipo do actual Raptor!
    O F/A-22A Raptor não é só mais um simples avião, é muitíssimo mais que isso!
    As suas cinergias, tecnologias, electrónicas, radares, materiais compósitos super-avançados, características furtivas de invisibilidade “stelth” etc… são não só ultra-secretas (Top Secret), como representam o dealbar das tecnlogias que serão empregues daqui a 30 anos ou mais! Por conseguinte, é uma maravilha da Alta Tecnologia, cheia de Ciência Avançada desde uma ponta à outra!
    Tal como os invisíveis caças “stealth” F-117A Night Hawk e os bombardeiros estratégicos nucleares B-2A Spirit, o F/A-22A Raptor colheu tudo o que de melhor trouxeram esses insólitos Sistemas de Armas, os mais avançados não só dos EUA como do mundo inteiro! O F/A-22A Raptor garantirá, com ampla vantagem, a continuidade da Supremacia Bélica americana por mais de 50 anos (esse é um dos pontos chave do contrato do Programa, o mais caro de sempre da História deste mundo).
    Muito pouco é revelado sobre esse arrojo tecnológico de importância estratégica vital para os EUA! Ele é o segredo mais bem guardado de sempre, suplantando mesmo o intenso secretismo que durante mais de 15 anos encobriu a existência de aeronaves tão misteriosas e insólitas como os U-2 Dragon Lady, TR-1 Spyplane, SR-71 Blackbird, B-1 Lancer (e os F-117 e B-2 já descritos).
    Os F/A-22A Raptor estão já a serem activados ao serviço na Primeira Linha de Defesa dos EUA e seus supostos rivais serão no futuro (a virem-se realmente a concretizar, se houver fundos financeiros para isso, os prováveis Mig-35 1.42 (MFI-MAPO). Por agora, são apenas três protótipos que a avaliar pelo seu design não denotam características “Stelth”. Contudo isso é também um tanto relativo, pois nem sempre formas prismais são sinónimo de furtividade, veja-se o caso dos super-caças europeus Eurofighter EF-2000, Dassault Rafale e Saab JAS-39 Gripen, as últimas respostas de vanguarda e à altura concebidas e aprontadas na nossa UE que nada ficam a dever aos norte-americanos ou aos russos.

    Não existem no mundo armamentos de superfície capazes de perigar a superioridade aérea ocidental, esse é um dado mais que adquirido, meu caro!!!
    As únicas armas mais perigosas que a ex-URSS produziu até hoje, mas em peqenos números derivado ao enorme colapso “financeiro-económico-político-militar” foram os caças Mig-29 Fucrum e a série Sukhoi SU-27/30/37 Flanker. Estes fantásticos aviões são capazes de rivalizar com os F-15 Eagle, F-16 Fighting Falcon, F/A-18 Hornet/Super Hornet, Panavia Tornado, SEPECAT Jaguar, Mirage F1 ou F-4 Phantom II no que diz respeito a performances. Mas os combates aéreos entre jactos há muito (desde finais dos Anos 50) que não se fazem aos “tirinhos” perseguindo a retaguarda do adversário, como na 1ª e 2ª Guerras Mundiais. Os mísseis aerotransportados sentenciaram para sempre a Era dos velhinhos canhões aéreos! Hoje, um avião pode abater outro a mais de 300Km de distância (consoante o tipo de mísseis que empregue). Um piloto já nem sequer vê o avião adversário que pode estar muitíssimo além do horizonte visível!

    Quanto a ameaças vindas do solo, as designadas baterias de mísseis anti-aéreos (SAM-Surface to Air Missiles) a melhor coisa que os soviéticos fizeram até hoje, com alguma perigosidade para a aviação ocidental são os sistemas autopropulsados SA-12 Gladiator/Giant, SA-15 Gauntlet e SA-17 Grizzly (tudo o resto é já um tanto obsoleto e mais que conhecidas as frequências de espectros radáricos, ou outros, em que trabalham).
    Mas para essas ameaças, a aviação ocidental possui aviões super-especializados na detecção, análise e investigação das fraquezas dessas ameaças e, por conseguinte, já todo um exaustivo levantamento foi efectuado na área da Guerra Electrónica (EW) /(ELINT/COMINT/SIGINT/RINT). É para isso que servem as frotas de aeronaves estratégicas de espionagem “Top Secret” tais como os EC-135 Looking Glass, RC-135 Rivet Joint, EP-3 Aries, SR-71 Blackbird, TR-1 Spyplane, EC-130 Compass Call, E-3 Sentry, E-8 Joint Stars e outras… (abarrotadas com sofisticadíssimos sistemas e sensores de colecta de informações de todo o tipo, trabalhando através de todos os espectros de frequências conhecidos).

    Não se julgue que a Coreia do Norte e o Irão estão para ali a fazerem o que lhes vai na real gana sem que os EUA ou a NATO saibam!
    Nesta hora, já toda a “guerra aérea punitiva” de destruição dos seus maquiavélicos arsenais já foi sobejamente planeada, exímiamente estudada, avaliada, os objectivos (estejam onde estiverem) devidamente localizados e os seus centros de comando, controlo e comunicações (C3I) descobertos e localizados.

    Nos Anos 70, ao contraponto dos Mig-25 Foxbat, então o mais potente e mais perigosa ameaça aérea pelo domínio dos céus, os americanos responderam com o F-15 Eagle (USAF) e com o F-14 Tomcat (US Navy), ainda hoje, em muitos aspectos, os melhores caças de superioridade aérea do mundo. Nos meados dos Anos 70, surgiram os Mig-23/27 Flogger e Mig-29 Fulcrum ao que os americanos responderam com o F-16 Fighting Falcon e F/A-18 Hornet, se bem que o Mig-29 sempre se tenha revelado um adversário à altura (e pela primeira vêz), bastante perigoso, devido sobretudo à sua alta destreza e manobrabilidade (mas essas qualidades só podem ser aproveitadas em “supostos” combates aéreos próximos, “dog fights”, o que será sempre pouquíssimo provável acontecer) e por tripulações bem treinadas (a quem foram carecendo cada vêz mais as verbas para manterem os seus níveis de operacionalidade). Nos Anos 80 e 90, foram surgindo as séries evolutivas dos SU-27/33/35 Flanker perigando substancialmente a detenção da superioridade americana que até então se vinha mantendo prácticamente inderrutável. Embora se interroguem várias questões sobre as capacidades efectivas desse ameaçador caça, que nunca foram provadas em combate real, o que é certo é que a sua existência (se bem que em números reduzidos) atormentou imenso os estrategas americanos e da NATO. A resposta foi então um programa gigantesco que se chamou (ATF), no qual competiram o YF-22 Lightning II e o YF-23 Black Widow II pelo contrato, tendo a vitória sido conseguida pelo primeiro que viria a ser o actual F/A-22 Raptor, o “caça invisível”! Pelo que se sabe, os soviéticos até agora ainda não conseguiram obter uma resposta cabal e à altura… além de uns protótipos de altas performances (cuja configuração estética e estructural não denotam características “stealth”). São eles o Mig-35 1.42 (MFI-MAPO) e o SU-47 Berkut, provávelmente dotados de tecnologias bem inferiores às dos americanos (como aliás sempre foi a “tradição”). A falta de verbas, pelo colapso do sistema soviético, tem provocado profundas carências nos domínios do “acompanhamento” dos enormes saltos dos EUA, uma economia que mesmo a braços com os elevados custos depositados nas crises do Iraque e do Afeganistão, continua sólida, firme, possante e não dá mostras de sequer fraquejar.

    Os EUA, pela sua avassaladora supremacia bélica (alicerçada no seu incontestável e inalcansável Poder Aéreo) e industrial continua a ser o grande garante da sobrevivência da Liberdade e da Democracia no mundo civilizado, sendo por conseguinte o esteio de todo o Mundo Livre (goste-se ou não se goste!!!).

    É preciso não esquecer que o Poder Aéreo pode não derrubar um regime mas “ARRASAR” um regime!!! (e não são precisas invasões de exércitos para nada!).
    Você nem sequer imagina o que é um impacto brutal de um bombardeiro nuclear estratégico B-52 Stratofortress carregado com 30 toneladas de mísseis (e só falo de míiseis convencionais, fora agora os nucleares).

    As armas nucleares oferecem o exemplo mais convincente de como o Poder Aéreo produz um choque psicológico brutal!
    O homem, na realidade, não aumentou o poder de destruição de suas armas durante séculos. Os romanos destruíram totalmente Cartago, arrasando as construções, matando os habitantes e espalhando sal pelo solo para que nada crescesse. A destruição de Hiroshima e Nagasaki causada pela acção de sopro e radiação teve efeitos semelhantes. A diferença entre esses exemplos está em que várias legiões romanas levaram mais de duas décadas para produzir essa destruição, ao passo que um único B29 levou somente dois segundos!!!

    Foi essa destruição instantânea – essa conquista do tempo, não da matéria – que produziu um impacto tão grande na vontade do povo japonês e do mundo em geral. E, na verdade, ainda o faz (e de que maneira!!!).
    “-A força bélica no mundo está cimentada no Poder Aéreo Militar que é quem legitima e potencializa todo o esteio da acção bélica, credebiliza em sequência as pretensões da política e fortifica a diplomacia internacional das grandes potências mundiais, prestigiando por conseguinte as grandes nações técnico-científicamente desenvolvidas, demonstrando simultâneamente a pujança da sua Verdadeira Força, Temeridade e Respeito ao nível mundial!

    O Poder Aéreo (ou melhor, Aeroespacial) foi, é, e será cada vêz mais no futuro, a Força Suprema que “arrasta tudo e todos”, ao ponto das suas consequências terem modelado o próprio “Corpo da Guerra” e em sequência terem criado a Nova Ordem Mundial,… a que hoje vivemos!”
    (in História do Poder Aeroespacial – Enzo Angelucci – Revista Mais Alto – Força Aérea Portuguesa).

    (Extracto):
    « -O Poder Aeroespacial constitui, muito mais do que qualquer outro domínio, o principal índice revelador da vitalidade e capacidade de uma nação. Nele, está sintetizado o supra-profissionalismo e a dinâmica intelectual dos seus melhores recursos humanos, a capacidade empreendedora do seu tecido industrial e da sua ciência de ponta, materializando-se como o factor mais decisivo na escala da hierarquia dos estados e do respectivo gráu de influência, seriedade e credibilidade ao nível global. Torna-se evidente que o Poder Aéreo aliado à alta tecnologia, sempre transmitiu uma imagem mais forte do que qualquer outra. A aviação militar representa a expressão máxima do Poderio Militar Mundial, sendo a única componente intrinsecamente estratégica. É também a única com capacidade de Projecção Global de Força, dotada com a exclusiva capacidade de velocidade de intervenção como Força de Reacção Rápida, instantânea e em permanência, até quando, quanto, e onde for precisa.
    Uma capacidade industrial e tecnológica elevada na área aeroespacial, traduz-se, em termos reais, na avaliação da Força Total de um estado, serve de alicerce ao Peso do Poder e define a hierarquia da Unidade Política no conceito das relações internacionais.
    Não é por acaso que os EUA sempre foram, ao longo do Século XX, o principal bastião da Liberdade e o maior garante da Segurança, da Lei, da Ordem, da Justiça, da Democracia e da Paz no mundo. Se os EUA têm a maior importância política, a maior influência, o maior prestígio e a maior relevância a nível mundial, se na premente necessidade de encimarem uma luta contra o Eixo do Mal formado pelos países tiranocráticos e regimes párias que têm programas de armas de destruição maciça ou que apoiam o terrorismo internacional, se são capazes de ir contra tudo e contra todos, inclusivé contra influentes organizações mundiais como a ONU ou se durante mais de sessenta anos foram um autêntico braço de ferro contra o Bloco Comunista da ex-URSS… tudo isso se deve exclusivamente à colossal força hegemónica do seu impressionante Poder Aéreo, capaz de por si só dominar o mundo.
    É este Poder Aéreo, extremamente avassalador e dominante, que sempre legitimou as pretensões mais ambiciosas dos políticos e militares norte-americanos.
    Quando os EUA querem ir para a guerra, nada os impede, simplesmente o mundo pára… e assiste!»

    (Revista Mais Alto – Força Aérea Portuguesa).

  16. é certo que o AH-64 e os Hind são armas temíveis e decisas em combate contra APCs, mas as perdas americanas de helicópteros, o próprio incidente “black hawk down” e as perdas inglesas de helicópteros nas Malvinas não podem ser ignoradas! é uma arma essencial na guerra moderna (e Portugal não tem actualmente nada nesta área), mas usá-los isolados, sem apoio terrestre de proximidade e que permita aproveitar a vantagem que ele lhe conquista implica em desperdiçar a vantagem assim conquistada e arriscá-lo aos meios de “baixa tecnologia” como os velhos mas abundantes RPG7 e quejandos…

  17. Nelo Cunha

    Óbviamente que os helis de combate servem precisamente para abrirem fileiras aos avanços terrestres que depois ocupam as áreas abertas pelos helis. Funcionam no conceito de Cavalaria Avançada, mas também como o seguinte:

    Transponho para aqui uma breve síntese compilada do meu livro “Top Gun – Aeronaves de Guerra” que diz simplesmente:

    « – O aparecimento dos helicópteros de ataque revolucionou a fundo os aspectos do combate terrestre. Os textos que se seguem, além de cobrirem em rápidas pinceladas a evolução desse tipo de aeronaves, busca dar uma ideia ao leitor das características e capacidades formidáveis destas fantásticas máquinas de destruição múltipla, dotados de altíssima mobilidade e versátil flexibilidade.
    Em pouco tempo, os helicópteros de guerra tornaram-se nos Reis do Campo de Batalha, relegando os tanques para a extinção, quais pachorrentos dinossauros, e afirmaram-se como a componente dos exércitos com os mais altos índices de letalidade, destrutibilidade, efectividade, sobrevivência e de resistência a danos pesados em combate. De todos os meios usados na guerra terrestre, os helicópteros de combate são os que reúnem o maior conjunto de vantagens e faculdades. Para os exércitos modernos são, de longe, a componente mais sofisticada e capacitada, constituindo a sua “ponta de lança”, quer ofensiva, quer defensiva. Para além disso, os helicópteros de combate são os “cérebros, os olhos e os ouvidos” dos exércitos, funcionando também como centros de comando e controlo no domínio da vital e complexa Guerra Electrónica. Como verdadeiros sistemas de armas multi-missão, altamente especializados para guerras de alta intensidade, são componentes cruciais para a consolidação da vitória das mobilizações terrestres. Para além disso, os helicópteros de combate constituem a sua mais credível defesa, escolta e protecção.

    Quanto ao RPG-7 convém llembrar que não se trata de uma arma anti-aérea e sim um simples lança-granadas anti-carro, pese embora tenha tido a sua primeira vítima aérea, mas ainda assim tudo por um simplório balbúrrio da sorte, em que um heli UH-60 Blackhawk foi atingido no rotor de cauda, na Somália, tendo perdido o control de torque e sem hipótese de prosseguir o voo, ter-se despenhadoa. A tripulação teve a sua quota parte de culpa, poruque operava o aparelho muito baixo, indiferente aos movimentos apeados de certos guerrilheiros que se aproveitaram do tecido urbanístico caótico para então, às escondidas, um deles ter apontado a curta distância o tal RPG.

    Convém desmistificar que um RPG-7/9 são armas muito básicas, unidireccionais (sem capacidade de perseguição do alvo) e contam com uma fraca ogiva anelar de apenas 2Kg suficiente para explodir um jeep Hummer ou um APC tipo M119, mas não um tanque ou um heli de combate UH-60 cuja fuselagem ventral (a zona mais provável de ser atingido) conta com um estrado corrido em boro extremamente blindado que aguenta o impacto desse tipo de ogivas (e até de outros tipos), incluindo as dos mísseis portáteis descartáveis (que apenas servem para um único tiro), tais como os FIM-72/92 Stinger e SA-7 Strella/Grail.
    São armas muito disponíveis por terroristas e guerrilheiros, porém muitíssimo raramente resultam! Mas para essas ameaças ligeiras óbviamente que existem as contramedidas electrónicas, os supressores anti-IR, os IRCM… e outros dispositivos a bordo dos helis que anulam o seu direccionamento, para além de muitas tácticas de voo que são estudadas de forma a eliminarem quaisquer hipóteses a essas ameaças (que têm muitos “handicaps” e fraquesas como armas rudimentares que são, muito baratas e acessíveis… diga-se de passagem).

  18. Nelo Cunha

    E pelo teor das suas considerações, vai-me desculpar mas parece-me que por vezes não entende (ou não lê com atenção) as minhas anteriores descrições açima, sobre o Mi-24/35 Hind (assim como outras vastas intervenções minhas). Ou decerto lê mas não presta abem a atenção devida, palavra a palavra!

    Desculpe mas é a impressão com que fico, pois não há dúvidaque você está sempre a bater na mesma tecla em relação à aviação!

    Na sua ideia, tudo que é aviação é para mandar abaixo!
    A sua raiva plo Poder Aéreo é mesmo revoltante!!!

  19. Nelo Cunha

    Sr. Rui

    ” – é certo que o AH-64 e os Hind são armas temíveis e decisas em combate contra APCs, mas as perdas americanas de helicópteros, o próprio incidente “black hawk down” e as perdas inglesas de helicópteros nas Malvinas não podem ser ignoradas!”

    Resposta:
    Não só contra os transportes de pessoal APC, isso é muito pouco, como contra qualquer tipo de tanque existente, possuindo qualquer tipo de blindagem, seja reactiva ou mesmo do tipo Chobham. Contra mísseis ATGM/HOT/TOW/Hellfire (entre outros) nenhum tanque sobrevive!
    Os helis anti-tanque são o que são e não anti-APC, compreende?
    Foi contra os tanques (e por conseguinte, todo o resto do equuipamento mecanizado terrestre) que o conceito do “helicóptero de combate pesado anti-tanque” foi primordialmente projectado e não apenas para despedaçar em sucata fumegante meros transportes de tropas! A sua aplicação efectiva estende-se também a meios navais como lanchas, barcos pequenos e a anfíbios LVTPs… assim como a baterias AAA/SAM e seus autopropulsados e até a lança-rockets MLRS… enfim contra tudo que se mova na superfície terrestre ou costeira do Campo de Batalha.
    Para sua autodefesa contra meios aéreos inimigos, caso operem sem Cobertura Aérea de caças e em condições onde o aparecimento de aeronaves inimigas seja eminentemente um riso, os helis anti-tanque contam ainda com sistemas de autoprotecção multifrequência anti-míssil (e alguns inúmeros modelos até podem transportar os seus próprios mísseis ar-ar AAM).

    Quanto à segunda observação:
    Até parece que foram centenas de helis derrubados nas Malvinas, não?
    Apenas, três meu caro! (Dois Westland Scout AH.1 do Royal Army e um Puma HC.1 danificado mas não-destruído, dos Royal Marines). E tudo porque esses helis não estavam equipados com contramedidas de autoprotecção!
    Um heli pesado Chinook HC.1, quando desembarcava tropas e material, ainda foi atacado por tiros de metralhadoras pesadas de 12,7mm mas sem danos de maior, tudo devido à sua excelente blindagem de protecção!

    Os gráus de invulnerabilidade e de resistência anti-balística (blindagem) dos helis foram imensamente aumentado nos últimos 25-30 anos, tudo por causa das lições, menos boas, colhidas por uma série de helicópteros mal protegidos no Vietnam!

    Hoje em dia, já não é bem assim!
    E isso não é de agora, de há meros dez ou quinze anos, é-o desde o aparecimento dos AH-1 Cobra, em 1967.

  20. Nelo Cunha:
    1. Os helicópteros são vitais num campo de batalha em vários aspectos: reconhecimento avançado, ligação, operações especiais e combate anti-blindados (APCs e MBTs), mas não são um meio invulnerável… Os conflitos que listei demonstraram aliás a sua vulnerabilidade, mesmo apesar das formidáveis capacidades de resistência do Apacha e do Hind… Mas acreditar que estes ou que os meios aéreos sózinhos podem ganhar uma guerra ou manter uma posição é exagerar… Acredito no conceito de “armas combinadas” em que todos contribuem para obter sucesso numa determinada missão, e estas incluem necessáriamente meios terrestres (infantaria, a “rainha das batalhas”) e meios blindados (determinantes em campo aberto com o domínio do ar assegurado). Se os meios aéros fossem os únicos essenciais para ganhar vantagem local e estratégica e mantê-la, o conflito no Iraque não “estaria a não ser ganho”, como admitiu recentemente o próprio George Bush.

    quanto às perdas de helicópteros por fogo terrestre, leia estes links:
    http://www.spacewar.com/reports/US_Looks_For_Pattern_In_Iraq_Helicopter_Losses.html
    http://www.strategypage.com/militaryforums/7-964.aspx

    e sobretudo este aqui:
    http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Coalition_aircraft_crashes_in_Iraq

    onde se lê esta impressionante lista (impressionante, porque neste caso o IN não é um exército organizado, mas um conjunto amorfo e incoerente de milicias e guerrilhas):
    Helicopters

    * AH-64 Apache: 22
    * OH-58 Kiowa: 17
    * UH-60 Black Hawk: 14
    * AH-1 Cobra: 8
    * CH/MH-53 Pave Low: 6
    * CH-46 Sea Knight: 5
    * CH-47 Chinook: 5
    * H-3 Sea King: 2
    * UH-1 Iroquois: 2
    * Agusta Bell-412: 1
    * AH-6M: 1
    * PZL W-3 Sokół: 1
    * SA 330 Puma: 1
    * Westland Lynx: 1
    * Mil Mi-24 Hind: 1

    [edit] Fixed-Wing Aircraft

    * F/A-18 Hornet: 3
    * C-130 Hercules: 2
    * A-10: 1
    * AV-8 Harrier: 1
    * F-14 Tomcat: 1
    * F-15 Eagle: 1
    * F-16 Falcon: 2
    * S-3 Viking: 1
    * Tornado GR4: 1

  21. de modo algum! sempre admiti que o Poder Aéreo é (e é-o cada vez mais) decisivo para obter vantagem local e estratégica! Mas obter vantagem e ganhar uma Guerra é algo de muito distinto! Não basta ser superior, para ganhar uma guerra, há-que manter o território, mantê-lo seguro e assegurar a execução dos objectivos pré-determinados, e isso não se faz tudo com a Arma Aérea, faz-se COM ela, não SOMENTE com ela.

  22. Nelo Cunha

    Claro, e o papel do exército será sempre e eternamente subordinado a um papel de PURA DECORRÊNCIA e ACESSÓRIO!

    Os helis não são invencíveis, nunca o disse, mas são sobejamente são os meios com o mais baixo índice de vulnerabilide quando comparados às taxas de perda de todo o restante material dos exércitos. Nos tanques, os números (p/ex.) remetem, não para escassas dezenas, mas sim para largos milhares,… e nos soldados “idem”, não para milhares, mas para milhões (se considerar-mos o conjunto de todas as guerras em que se iniciou a participação dos helicópteros)!

    Diga o que você disser (que é o seu ponto de vista), deve sempre prevalecer o facto real de que:

    ” – De todos os meios usados na guerra terrestre, os helicópteros de combate são os que reúnem o maior conjunto de vantagens e faculdades. Para os exércitos modernos são, de longe, a componente mais sofisticada e capacitada, constituindo a sua “ponta de lança”, quer ofensiva, quer defensiva. Para além disso, os helicópteros de combate são os “cérebros, os olhos e os ouvidos” dos exércitos, funcionando também como centros de comando e controlo no domínio da vital e complexa Guerra Electrónica. Como verdadeiros sistemas de armas multi-missão, altamente especializados para guerras de alta intensidade, são componentes cruciais para a consolidação da vitória das mobilizações terrestres. Para além disso, os helicópteros de combate constituem a sua mais credível defesa, escolta e protecção!”

    E vou retirar-me deste fórum porque tudo o que já disse sobre o Poder Aéreo está bem explícito neste link (que convidava o Sr. a lêr com calma e tempo, e a não passar à frente, com o devido respeito).

    Fica então aqui convite:
    http://movv.org/2006/08/23/a-coreia-do-norte-prepara-se-para-detonar-uma-bomba-nuclear/

    Saudações para o Fórum!

  23. Nelo Cunha

    «”- Estranhamente, por mais que as evidências venham sendo sistemáticamente reconfirmadas em todas as guerras, continuam a existirem leigos a intrometerem certas interrogativas, falsas questões, a sonharem alto, a inventarem e a prevalecerem com certas dúvidas que são completamente descabidas… (não se sabe por que razão, mas isso não acontece em relação aos exércitos ou às marinhas, mas caricatamente acontece em relação à Aviação, talvez por esta ser a valia militar com a história mais recente):
    Parece que a Aviação, por mais arrasadores impactos que gere nas batalhas, dirigindo o curso das próprias guerras, antecipando os objectivos finais das vitórias, revolucionando as próprias Doutrinas da Guerra, provocando amplas repercussões históricas nos andamentos da Humanidade, revolvendo os caminhos da mudança e gerando o esteio que rege a Ordem Mundial… por mais comprovativos de força, sempre impactantes e elevadíssimos, cruciais, decisivos e jamais igualados por qualquer outra valência militar… está sempre vitimada a uma permanente PROVAÇÃO!!!
    Isto é deveras estúpido e denota insensatez e pura ignorância dos que ainda se interrogam ou desonestamente fazem questão de teimosamente prevalecer com determinadas dúvidas infundadas!

  24. Nelo Cunha

    Sr. Rui Martins
    (Éra bom que arranjasse um pouco de tempo e calma e freasse os seus “ímpetos terrenistas para aprender o seguinte”:

    Sobre essa do Poder Aéreo servir para Operações Conjuntas, Sr. Rui Martins, está redondamente enganado e continua a negar os Factos Reais da própria História pois:

    “-O termo Poder Aéreo remonta, pelo menos a H.G. Wells em “War in the Air” (1908). Outros termos deste vocabulário, ainda incipiente, são muito mais antigos. Por exemplo, a noção de que o avião obrigaria os governos a se prepararem para uma guerra relâmpago, na qual os combates marítimos e terrestres só seriam possíveis após a nação ter adquirido o “domínio do ar”, foi inicialmente expressa em conferência de peritos militares, na World Columbian Exposition, de 1873, em Chicago, pelo Major J.D. Fullerton da British Royal Engineers. Trinta anos antes do voo dos irmãos Wright, Fullerton já falava que em breve haveria uma grande e profunda “revolução na arte da guerra” que exigiria mudanças nos projectos dos navios de guerra, a dispersão dos exércitos nos campos de batalha e novos padrões de construção para as engenharias futuras de toda a espécie. Em todo caso, dizia: “- o trabalho principal será feito pela força suprema vinda dos céus”! A chegada da frota aérea sobre as capitais inimigas, significará a Vitória Final nas guerras futuras.”
    (História da Formulação dos Princípios da Arma Aérea).

    Ao longo da História Bélica (após a Revolução Industrial) muitas armas tiveram um determinado impacto no campo de batalha mas nenhuma delas revolucionou a Guerra. A única que o fêz foi o aeroplano, que comprimiu o factor tempo, elevou o factor surpresa a um nível jamais impensado e trouxe a Terceira Dimensão para o cerne das batalhas, penetrando fundo nas entranhas do inimigo e semeando a morte e a destruição avassaladora nos centros de decisão, militares e políticos.
    O Poder Aéreo chegou a tal estágio de desenvolvimento e de apuramento que a sua supremacia bélica, perante qualquer tipo de forças militares, jamais foi contestada! E esta condição absoluta não é de agora, já o é desde 1915, ano em que os aeroplanos deixaram de ser meros meios de apoio, apenas empregues para reconhecimentos visuais, e passaram então à ofensiva, livrando-se rápidamente dos impecilhos terrenistas e navais que os amarravam! O Poder Aéreo impôs-se logo como a Arma Dominante da guerra, desencadeando uma verdadeira Revolução nas suas doutrinas, tácticas e aplicações que foram direitinhas para o lixo pois tinham sido pensadas apenas para as guerras de superfície. Com o aparecimento do aeroplano de combate, morreram a Guerra das Trincheiras e a Guerra de Desgaste que levava a nada e a coisa nenhuma, …que matava, matava… por dá cá aquela palha …pela conquista de uma simples colina… sem que isso tivesse algum impacto no desenrolar dos acontecimentos. O aeroplano ignorou tudo isso e foi logo directo ao coração do inimigo!

    “ – O que interessava não éra matar homens mas “ajoelhar” nações, até à rendição! (in As Grandes Batalhas Aéreas da Primeira Guerra Mundial).

    O aeroplano introduziu a Terceira Dimensão na guerra, o Ar, a dimensão cimeira, soberana e comum à Terra e ao Mar!
    É por isso que à mais de 110 anos já o Gen. Giulio Douhet dizia:
    “- No futuro, a Espada de Damocles caindo dos Céus destruirá os inimigos, dominará os conflitos e subjugará as acções terrestres e navais!”
    Mais tarde, em 1914, discursou perante as velhas hostes estas palavras proféticas:

    “ – Dez Anos em Aviação é uma Eternidade! Quem controlar o Ar dominará a Terra e o Mar!”

    O aeroplano não demorou muito a demonstrar as certezas, mais que evidentes, dessas certeiras profecias. A partir do seu aparecimento na cena bélica, as batalhas jamais seriam as mesmas! Nascera a “Guerra do Movimento”!
    Em escasso tempo, a nova Arma Aérea afirmar-se-ía e relegaria o exército e a marinha para uma posição secundária, destituindo as suas acções de valor efectivo, empurrando-as para mera “decorrência” e “acessório”!
    Nos tempos iniciais, tudo isso foi muito incómodo de digerir para as velhas e carunchosas hierarquias militares do exército e para os orgulhosos almirantados que tudo faziam para “cortar as asas” aos visionários da aviação, homens com visão abrangente e de futuro! Mas o que é mais que certo é que:

    “- Aqueles que tentaram subjugar a Aviação, acabaram subjugados por ela!” (in As Grandes Batalhas Aéreas da Primeira Guerra Mundial).

    “- O Poder Aéreo tem a virtude única de dirigir ataques e fornecer defesas simultâneamente para multi-direcções, esticando o seu aguilhão até grandes distâncias, até quando, quanto, como e onde for necessário… correndo vastidões (de milhares de quilómetros, se for preciso) sempre a altas velocidades, ora atacando tudo e todos, ora defendendo tudo e todos! A Aviação foi inventada para inicialmente complementar as forças terrestres e as marinhas… mais tarde, para as vencerem!”
    (Gen. Billy Mitchell).

    “- As forças de superfície não podem moverem-se e fugirem com a mesma agilidade, velocidade, destreza e liberdade de movimento das aeronaves que sulcam livremente o ar. As forças terrestres deslocam-se lentamente por eixos bem definidos, ao nível monodimensional, ficando detidas pelos obstáculos naturais do terreno ou por crateras e destroços provocados pelas batalhas. Podem subitamente ficarem cercadas e completamente bloqueadas, sendo imediatamente destruídas pelos bombardeamentos e ataques de mísseis e rockets vindos da aviação inimiga. Essa destruição, pode vir desde distâncias inalcançáveis para o seu poder de fogo. Dessa forma, são garantidamente e impunemente destruídas sem poderem dar alcance de resposta. Daí a “Intocabilidade” total do Poder Aéreo!
    Essa intocabilidade é consumada através dos helicópteros e dos aviões de ataque anti-superfície que “tocam” nos seus inimigos, em terra ou no mar, a distâncias tais, que estes em retaliação não os conseguem “tocar”!
    Essa realidade é incrementada ainda pela furtividade, indetectabilidade e invisibilidade (Stealth) que fazem das aeronaves os meios de guerra com maior índice de eficiência e maior gráu de invulnerabilidade perante qualquer tipo de ameaça bélica!
    A Intocabilidade do Poder Aéreo na actualidade, é bem real!
    (in Os Dez Princípios do Poder Aéreo).

    “- Pelo ar, chega-se a todo o lado, transportando a Guerra nas “Asas da Morte! Nada nem ninguém está a salvo!”
    (Marechal do Ar Arthur Harris, Comandante Supremo da RAF durante a 2ªG.M. Foi alcunhado como “O Carrasco da Alemanha”, devido às demolidoras campanhas de bombardeamento pesado dos seus Stirling, Halifax e Lancaster que vergaram a nação germânica, levando-a à capitulação).

    O Poder Aéreo chegou a tal estágio de desenvolvimento e de apuramento que a sua supremacia bélica, perante qualquer tipo de forças militares, jamais foi ou poderá ser contestada! As restantes forças, ficaram praticamente imobilizadas no Espaço e no Tempo, colhendo os mesmos princípios de actuação e de funcionamento que herdaram do Séc.XIX. Continuam sendo forças militares velhas, retrógradas, antiquadas, desajustadas e sem qualquer estima ou valor contributivo para a moderna Guerra do Microchip, em pleno dealbar do Século XXI. Com as suas medíocres e limitadíssimas prestações ao longo de todas as guerras, sem terem obtido qualquer peso decisório no desenrolar e no desfecho dos conflitos, a quem a sua própria mobilidade, escolta, defesa e sobrevivência ao Poder Aéreo estavam dependentes, essas forças terrestres e marítimas subordinadas é que terão sempre, perante os que entendem o Poder Aéreo, que ainda provar a sua real valia. A sua frustração remete à muitíssimas décadas atrás, altura em que essa valia foi perdida, justamente desde a Primeira Guerra Mundial. Mas, ao que parece, nada têm que provar pois já têm tudo provado, tal como se vai vendo!

    Foi essa destruição instantânea – essa conquista do tempo, não da matéria – que dilacerou a moral do povo japonês e horrorizou o mundo em geral. Na primeira, morreram três mil pessoas, nas segundas mais de trezentas e cinquenta mil!
    É com a confiança plena no Poder Aéreo, que se avança para uma guerra com plena convicção na Vitória! É graças únicamente à presença da Aviação, que todos avançam confiantes para a frente, militares, povos e políticos, plenamente convictos na arrasadora acção que esta vai ter no inimigo, a condição primordial de que tudo o resto depende! E com ela e só por ela, avançam com a moral e a fé bem erguidas, numa certeza plena pela Vitória segura e praticamente pré-adquirida!
    Tudo o resto é pura Decorrência e mero Acessório!
    (Extrato do artigo: Doutrina de Operações Aeroespaciais – A Luta de Titãs).

    SOBRE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL:
    Foram os caças aliados que, ao conquistarem a vital “Superioridade Aérea” aos caças da Luftwaffe, permitiram que o espaço aéreo sobre a guerra ficasse suficientemente seguro para que os aviões de ataque ao solo destruíssem em massa o “grosso” das forças terrestres do Eixo, expulsando as tropas invasoras dos países ocupados.
    Efectivamente, com a “Superioridade Aérea” garantida, pôde-se iniciar, sem grande oposição aérea adversária, as campanhas de ataques aéreos directos contra os tanques, as artilharias, as infantarias bem como às suas vias de locomoção. Os meios de abastecimento e de locomoção como os caminhos de ferro, os combóios de suprimentos, as estradas, as pontes, os túneis, os camiões de víveres e de transportes de tropas, os cais fluviais nos rios, os portos marítimos, os navios de carga, os navios de guerra etc, etc… nada fora poupado aos constantes “raids” aéreos de “Interdição dos Campos de Batalha”. Como o próprio nome indica, esses ataques visaram a paralisia total das forças terrestres e navais e a sua imediata destruição, libertando os territórios ocupados.

    Sobre as águas, foi o Poder Aéreo aliado que encabeçou a principal, a mais persistente, a mais presente e a mais eficiente luta contra os navios de guerra e submarinos alemães “U-Boats” que andavam sistemáticamente a atacar as marinhas aliadas e o tráfego marítimo de suprimentos no Oceano Atlântico.

    Desprovida de cobertura aérea, a marinha alemã seria completamente destruída nas frias e profundas águas oceânicas e mesmo os seus todo-poderosos couraçados, tidos como “invencívelmente inafundáveis” (como o Prinz Eugen, o Scharnhorst, o Gneisenau e os gigantescos gémeos Tirpitz e Bismarck) seriam todos colocados a pique pelas bombas e torpedos dos aviões ingleses. Até as bases dos seus submarinos, situadas na costa atlântica francesa (em Brest, Saint Nazaire, Lorient, La Pallice e Bordeaux) seriam severamente demolidas pelas enormes bombas “Grand Slam” transportadas no ventre dos bombardeiros pesados Avro Lancaster, Short Stirling e Handley Page Halifax. Nem mesmo as espessas paredes e tectos “à prova-de-bomba”, fortemente construídos em betão armado com dois metros de espessura, conseguiram resistir às explosões demolidoras destas possantes bombas (as maiores e mais potentes da Segunda Guerra Mundial a seguir à bomba atómica). Estas impressionantes bombas juntamente com as célebres “Tall Boy” foram a causa da demolição das principais barragens de energia eléctrica da Alemanha Nazi, da destruição completa dos gigantescos centros ferroviários em Rouen e da consequente destruição ou estagnação de toda a sua indústria bélica.

    Na Alemanha, nem mesmo os escassos aviões a jacto (as “Armas Milagrosas” do III Reich) lançados à luta no último instante, bastaram para modificar o curso de uma guerra já então perdida. Os aviões a jacto éram a derradeira esperança do odioso regime, o grande trunfo escondido na manga, que se julgava ser capaz de revirar os ventos da mudança.

    A Operação Pointblank foi condição primordial para a USAAF e a RAF iniciarem definitivamente as campanhas maciças de bombardeamento estratégico (de alta escala e larga amplitude) sobre os países beligerantes. A partir daqui, foi o início do fim dos odiosos regimes fascistas do Eixo.
    Éra ponto assente que a Luftwaffe tinha perdido o controle dos espaços aéreos sobre a Europa e já nem mesmo os seus céus pátrios conseguia defender. Toda a Alemanha ficara vulnerávelmente exposta.
    Tal como estava a acontecer à sua nação, a toda-poderosa Luftwaffe acabaria por derrocar pela base, tal como um castelo de cartas, sucumbindo entre os escombros fumegantes de uma Alemanha completamente dilacerada e brutalmente reduzida a ruínas. O Inferno que caíra dos céus da Alemanha, foi a prova cabal, a consumação implacável e o término definitivo daquilo que a destruição avassaladora do Poder Aéreo éra capaz de fazer.
    A orgulhosa e poderosa Alemanha, tida como uma ilha inexpugnável, estava reduzida a milhares de quilómetros quadrados de devastação… uma impressionante e decadente imagem, sem precedentes.
    Nunca, na História da Humanidade, uma arma revelara um poder de destruição tão grande, capaz de dilacerar uma enorme nação, capaz de esmagar uma gigantesca potência militar e política e até capaz de arruinar a alma e a vontade de resistência de um corajoso e empreendedor povo.

    Os povos aliados devem muitíssimo às máquinas voadoras de grande destruição maciça (como os famosos “colossos do ar” Avro Lancaster, Handley Page Halifax, Short Stirling, Vickers Wellington, B-17 Flying Fortress, B-24 Liberator, B-26 Marauder, A-26 Invader e B-25 Mitchell), pois foram eles que “esmagaram” as infraestruturas de suporte e logística inimigas, as suas bases aéreas (destruindo as vitais defesas dos países inimigos), as suas indústrias bélicas (extinguindo a crucial produção de armamentos), as barragens e as centrais eléctricas (mantendo países inteiros às escuras, sem energia e sem comunicações), os centros de comando e de controlo (deixando os inimigos “cegos”, “surdos” e “mudos”, sem condições de comunicação, planeamento e de organização), os portos marítimos (destruindo as marinhas sediadas e mantendo os países inimigos privados de mantimentos), as estradas, as pontes, os túneis e as vias férreas (paralisando as forças terrestres e extinguindo os seus suprimentos)… para além dessa crucial e decisiva acção estratégica de grande escala que provocou profundas repercussões na Guerra na Europa, os bombardeamentos de desgaste sobre as forças terrestres do Eixo foram implacáveis, resultando na aniquilação do “grosso” das tropas de superfície.
    Os povos europeus devem muito também aos geniais projectistas e engenheiros aeronáuticos que graças aos seus extraordinários conhecimentos, puderam pôr no ponto as capacidades e os meios para conceberem as aeronaves. Devem muitíssimo aos milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sacrificadamente, dia e noite, as construíram. Devem muitíssimo aos corajosos e veneráveis guerreiros do ar que as pilotaram até terem consumado os seus objectivos. Devem muitíssimo a todas as tripulações que sacrificando mesmo as suas vidas, contribuíram com o seu sangue e o seu sacrifício para a libertação do Mundo Livre.

    Foram os bombardeiros pesados que arrasaram com os centros petrolíferos (destruindo o “motor da guerra”) e devastaram as cidades, aterrorizando e destroçando toda a moral de um povo e das suas tropas, negando-lhes a capacidade de resistirem. Foram estas colossais máquinas de destruição de alta escala que demoliram e incendiaram países inteiros, levando o martírio, a fome, a sede, as doenças, a morte e a destruição à alma dos seus povos e às entranhas das suas tropas, fazendo-os sentir o peso esmagador daquilo que éra o verdadeiro “punho de ferro” do Poder Aéreo Supremo.
    Foi a acção arrasadora dos bombardeiros pesados que levou o desespero sem saída aos líderes fascistas e aos seus súbditos, forçando-os à rendição incondicional e à loucura. Para muitos, ao não terem saída possível, restou-lhes o suicídio (como aconteceu a Adolf Hitler, a Joseph Goebbels e a tantos outros).
    No fundo, foi o Poder Aéreo, no seu todo, que permitiu a vitória das forças terrestres e navais e que lhes facultou a permissão e as condições para que acontecessem os restantes episódios sucessórios na superfície (episódios deveras secundários, de menor importância e tantas vezes sem qualquer peso decisivo na guerra, no entanto por demais extrapolados).
    Seja como for, tudo teve como pano de fundo a acção hegemónica do Poder Aéreo.

    Também na Guerra do Pacífico, não foi a acção do vulgar soldado de terra que forçou o acto de rendição do inimigo nipónico. Os exércitos terrestres, que durante milénios tinham colhido os louros das vitórias nas guerras estáticas, guerras sem grande dimensão e sem abrangência geográfica, viram-se agora relegados a simples forças de ocupação, assistindo impávidos e quase sem possibilidade de intervenção ao rápido desenrolar dos acontecimentos protagonizados pela aviação numa nova Era Bélica que então se consolidava. Éra a Guerra do Movimento, em toda a sua plenitude, desencadeada a alta velocidade e com extrema mobilidade, só possível graças aos velocíssimos aviões. Isto aconteceu uma vêz mais, entre tantas e tantas vezes.
    O poderoso Império do Japão foi vergado à rendição, sem quaisquer condições e sem que uma única bota de um soldado americano pisasse sequer a terra sagrada do país do sol nascente.
    Na verdade e uma vêz mais (tal como vinha acontecendo na Europa) foram os aviões de caça, os aviões aerotorpedeiros e os seus porta-aviões que decidiram o desfecho desta infernal guerra em quatro gigantescas batalhas aeronavais que ali se sucederam (as épicas Batalhas do Mar de Coral, de Midway, das Marianas e de Leyte). Essas batalhas colossais foram uma espécie de “Super-Trafalgar” e reviraram decididamente os ventos a favor dos americanos.

    A Guerra do Pacífico foi também o palco da afirmação definitiva do porta-aviões como o vaso de guerra mais poderoso de qualquer marinha. (Até hoje, a importância “além-mar” de uma marinha, a sua credibilidade como força bélica naval e a sua pujança como instrumento político de projecção de força e de dissuasão, assentam no convés do porta-aviões. Quando eclode uma crise diplomática e política entre uma nação inimiga e os EUA, a primeira pergunta que o Presidente faz aos seus súbditos é: -“Onde temos o porta-aviões mais próximo?”. Toda a marinha que não o tenha é uma marinha “desmembrada” e limitada a simples operações de coligação de segundo ou de terceiro nível).

    Mas a devastação terminal na Guerra do Pacífico ainda estava por acontecer. Veio a ser dada pelos bombardeiros pesados B-17 Flying Fortress da USAAF que bombardeaream pesadamente todo o terrritório japonês. Tal como acontecia na Alemanha, foram esses “colossos do ar” que feriram profundamente a moral do inimigo nipónico e do seu povo, dentro da sua própria nação, despejando infernais bombardeamentos incendiários sobre Osaka, Nagoya e Tóquio, ao ponto de colocarem o Japão de joelhos.
    Mas, para além desse inferno que provocou milhões de mortos, principalmente entre os civis, a decapitação final ainda estaria para vir, através da sinistra sombra escura do bombardeiro atómico transportando no seu porão a mais infernal e mais destruidora de todas as armas: a Bomba Atómica.
    Efectivamente, dois gigantescos bombardeiros pesados Boeing B-29 Superfortress (Enola Gay e Boxcar) lançaram no Japão, sobre as cidades de Hiroxima e Nagasaki, as duas primeiras bombas atómicas da História da Humanidade, pondo definitivamente termo à guerra.

    Elação:
    Éra ponto firme que o Poder Aéreo norte-americano, sózinho, vergara o todo-poderoso Império do Japão! Para além disso, forçou o imperador a assinar o tratado de rendição incondicional a bordo do couraçado USS Missouri perante o Gen. Mc Arthur.
    Ao sacrificar-se a vida de cerca de trezentas mil pessoas, de forma instantânea, poupara-se a vida a mais de um milhão de soldados japoneses e a mais de cem mil americanos, caso estes ousassem desembarcar nas costas marítimas japonesas, o que precipitaria o conflito para uma desgastante guerra infrutífera, de impasse e sem fim à vista.

    O bombardeiro atómico, com a sua “Arma do Holocausto”, pusera fim à Segunda Guerra Mundial, aterrorizando o mundo!
    Para a Humanidade, fora deixada uma terrífica lição: guerra, nunca mais!

    Lições da História:
    “-Foram os caças e os bombardeiros aliados que, ao serem as forças mais poderosas, mais decisivas, mais dominadoras e mais predominantes em todas as frentes, ganharam não só as batalhas cruciais como todas as principais campanhas da Segunda Guerra Mundial.
    Ao contrário das outras forças, operaram tridimensionalmente sobre todos os cenários bélicos, semeando a destruição por toda a parte… sobre a terra, sobre o mar e… no ar! Para além disso, com as suas bem sucedidas acções defensivas, impediram o alastramento das incursões inimigas para outras frentes, defendendo não meros pelotões de soldados ou ínfimos locais diminutos, mas países inteiros do espectro da Guerra!” (in As Grandes Batalhas Aéreas da Segunda Guerra Mundial).

    “-Ao nível táctico e estratégico, o Poder Aéreo é que modelou todo o corpo da guerra, destruindo nações inteiras, de dentro para fora, tornando-as infuncionais. Quando essas nações não puderam funcionar, as suas forças armadas seguiram-lhes o exemplo!” (disse em 1945 o Gen. Dwight Eisenhower, comandante supremo das forças aliadas na Europa).

    Portanto:
    É por isso que a Superioridade Aérea sempre foi e será “A Chave da Vitória”!

    Isto vem atirar definitivamente para o lixo a presunção daqueles que ainda defendem (e cada vêz são menos):
    “-O Homem sim, não a tecnologia, será sempre o elemento predominante na guerra!” (in Doutrina Básica do U.S. Army Corps).
    No Congresso, um general da USAF levantou-se, pediu permissão ao Presidente e discursou:
    “-Pois bem, a imagem empedernida do infante com o seu fuzil só é destacada quando ele tem a oportunidade e a grande sorte de fazer sair do covil o inimigo, forçando-o a assinar o contrato de rendição, o que nunca aconteceu nas guerras do Século XX, pelo menos sem que primeiro o Poder Aéreo lhe orientasse e preparasse o caminho. Neste século, de facto, isso nunca aconteceu, mas mesmo que isso tenha alguma viabilidade de vir a acontecer no futuro, é imperioso que o Poder Aéreo primeiro faculte ao exército essa tal oportunidade e a tal sorte. A isso vir mesmo a acontecer, a decisão do inimigo em assinar ou não esse tratado, dependerá sempre do grau de devastação com que o Poder Aéreo reduzira não só as suas forças armadas, como toda a sua nação. Jamais será pelo simples acto do inimigo ter sido surpreendido pelo tal soldado do exército. Essa visão avessa e ortodoxa do exército tem sido também um grande obstáculo à sua modernização e à sua própria reformulação como força militar. Mas tudo isso é um termo recorrente da própria Cultura do Exército, deveras proteccionista e extremamente retrógrada em que, face aos novos conceitos da Guerra Moderna dirigida pelo avançado Poder Aéreo, continua cegamente a aferroar-se ao terreno, colocando a imagem do seu venerável soldado como o pedestal da (sua) guerra… uma guerra limitada, comedida e completamente desfasada da realidade. Porque essa visão chauvinista do exército deprecia a importância cada vêz maior da tecnologia e da ciência, nunca será bem aceite pelos homens que compreendem o Poder Aéreo!” (Disse em 1955, o General Curtis Le May, comandante supremo do SAC-Comando Aerostratégico dos EUA).

    CONCLUSÃO:
    Nunca existiu nada de impossível que o PODER AÉREO não fizesse pois tem meios ultra-avançados e incomparávelmente mais capazes do que qualquer outra força militar.
    Muitas vezes é que não lhe deram a oportunidade para que o demonstrasse!

    E olhe, andar para aqui a gastar tempo consigo e com outros incosiderados “curiosos”, nem vale a pena porque acima de tudo “Tempo É Dinheiro”!!!

    Portanto, passe bem!

  25. Nelo Cunha

    E já agora,
    para acabar derradeiramente a minha (longuíssima participação) neste “Fórum”, ou antes, nesta “Trindade de Amizades”… onde disse tudo e não disseram nada… fica aqui mais esta observação dos FACTOS REAIS:

    “-O Poder Aéreo tornou-se predominante, tanto como instrumento de dissuasão na guerra quanto, na eventualidade da própria guerra, actuar como a única força verdadeiramente devastadora, capaz de destruir todo o potencial inimigo e fatalmente solapar-lhe a vontade de fazer a guerra!” (Gen. Omar Bradley).

    Diga-se também de passagem: para o Poder Aéreo, o papel do tal soldado é perfeitamente dispensável e até absolutamente desprezível. Portanto, essa história fantasista do soldado infatizado não é bem assim, pelo menos desde a 2ª Guerra (e apenas na Frente Europeia, porque na Frente do Pacífico foi a Guerra Aérea e a Guerra Aeronaval que forçaram à rendição incondicional o Japão, e tudo isso sem que uma única bota de um soldado americano pisasse sequer o solo sagrado do Império do Sol Nascente).

    Pode-se uma vez mais (entre tantas e tantas outras) sublinhar seguramente que:
    “- Desde o “Advento do Aeroplano” não é mais o infante que faz sair do covil o inimigo, segurando-o com a baioneta no pescoço. Não é mais o infante que o força a assinar o tratado de rendição! O Poder Aéreo é altamente eficiente, demolidor e cirúrgicamente arrasador. É ele que explode com o dito covil, desfazendo em fanicos esse mesmo inimigo, negando-lhe a mínima hipótese de voltar a vêr sequer a cor do papel do dito tratado!
    (in Doutrina Básica do Poder Aéreo).

    O que se sabe entre a comunidade mundial da Aviação (e esse é um facto deveras conhecido e vastamente generalizado) é que:

    “- Os políticos mentem e assinam papéis, os exércitos apenas matam homens, as marinhas assistem junto à costa mas as forças aéreas é que fazem a História!”.

  26. nelo cunha:
    você é simplesmente um achado.
    oiça lá, eu vou à sua casa e aitou-lhe na cara desaforos sem fim?
    não, pois não? então não compreendo o que pretende ao fazer isso mesmo por esta, ou talvez os seus gestos e desaforos a mim e aos meus amigos não passem disso mesmo: de um acto inconsequente e destituído de sentido.

    “E olhe, andar para aqui a gastar tempo consigo e com outros incosiderados “curiosos”, nem vale a pena porque acima de tudo “Tempo É Dinheiro”!!!
    Portanto, passe bem!”

    Como quiser, meu caro. Mas fique sabendo que não compreendo as pessoas que sendo inteligentes e cultas, como você, insistem em portar-se como com tão pouca dignidade.

    E como sou “dono” desta coisa do Quintus / movv.org ligo a partir de agora a moderação de comentários e que me perdoem os que – com mais tino e sabedoria – por cá vão deixando as suas achegas.

    Passe bem ! (no meu caso, sinceramente, creia-me).

  27. Nelo Cunha

    O que é mais que certo é que quando as “tripas doem”, é únicamente à Aviação que logo todos se dirigem, para a resolução rápida (e com mão de ferro) de todas e quaisquer crises! E é com as “costas quentes” propiciadas únicamente pela Aviação, que todos se incham com plena convicção da Vitória!
    Graças únicamente à presença da Aviação, todos avançam para a frente plenamente cobertos com a capa da glória doada pela Aviação que é a força primordial a que todos se agarram e a que todos seguem!!!
    E com ela e só por ela, avançam com a moral e a fé bem erguidas! Tudo o resto se move, … mas bem atrás, na rectaguarda, como mera decorrência!!!

    E passo a transcrever para aqui mais uma VALENTE VERDADE:

    “-O Poder Aéreo é o instrumento de guerra que consagra a segurança internacional e permite aos países ocidentais alcançarem os seus objectivos políticos e militares, realizando as suas vontades e consolidando as suas pretensões. É graças aos extraordinários feitos alcançados pelo Poder Aéreo que os políticos depois se redimem ao simples acto de assinarem papéis… só papéis… e nada mais do que papéis! (Revista Mais Alto – Força Aérea Portuguesa).

    “-Só o Poder Aéreo é que consegue dominar os céus para tornar possível a superfície!” (Marechal do Ar Arthur Travers Harris – Royal Air Force).

    O que é sobejamente mais que garantido é que sem a Aviação não há nada p`ra ninguém!!!

  28. “Pelo teor das suas conversas, nutre uma grande simpatia pelos russos e pelos seus materiais de guerra os quais classifica como sendo hipoteticamente “superiores” aos dos norte-americanos e europeus”

    Isto escreveu o “Nelo” logo no principio… Será que ele leu ao menos o meu comentário?… E depois veio com transcrições de livros, citações e ofensas…

    Antes de o “Nelo” continuar com as suas dissertações ( que ele chama de Grandes Verdades ) 🙂 seria bom que ele decidisse o que é… Num post disse que tinha sido tenente, noutro diz que ainda é… Como se ser “tenente” fosse algo… sobrenatural!

    Mas… Isto do “Nelo” cheira-me a esturro… E estas ofensas e mentiras fazem-me desconfiar que esta é apenas uma personagem criada para nos destabilizar… Mas por quem?

  29. Sá: Bem, eu, pela parte que me toca, admiro muito a capacidade russa de criar tecnologia de uma forma mais inteligente e subtil do que aquilo que se faz no Ocidente. As capacidades do Su-35, do T-72/84, todo o Programa Espacial soviético estão recheados de exemplos dessa inteligência subtil que nasce da Inspiração e não do Método Cartesiano clássico e sistemático preferido pelos anglo-saxões e pelo seu expoente máximo que são os EUA. Ser tenente nas FAP não é nada de “sobrenatural”, de facto… Um tenente especialista deve saber tudo sobre alguns sistemas de armas muito específicos, mas isso não um torna automaticamente num especialista em todos os Sistemas de Armas… Aí é um diletante, como todos nós. Quanto à linguagem mais ofensiva (de que também fui alvo) foi suprimida destas paragens pelo mecanismo de moderação de comentários que liguei ontem.

  30. Rui: Há muitas pontas que não “ligam” nesta história e nesta personagem… Não é muito “normal”… Limita-se a transcrever livros, escreve posts enormes, quando é confrontado com a hipótese de uma troca de ideias limita-se a berrar estar na posse da Verdade Suprema…. E, claro, é anónimo! Acho que ele chegou aqui com um objectivo pré-definido. Repara que a primeira acusação que me fez é totalmente desprovida de lógica, à luz do meu comentário. A própria maneira como te atacou também é muito estranha, quase como se soubesse o que “atacar”…

    Para mim, este personagem nem existe e é por isso que o tenho ignorado.

    Repara que eu lhe fiz um comentário “forte”, usando outro nome e ele nem reagiu com aquela raiva tresloucada… É estranho! E o facto de o já ter apanhado em contradições ( como essa de ser/ter sido ) também ajuda na minha “teoria”.

    Pode ser apenas impressão minha, mas…

    Abraço!

  31. E fizeste bem em moderar os comentários. Que quer ser mal-criado, que o seja em sua casa.

  32. é verdade que ele tem uma postura pseudoreligioso para com o seu Dogma da “Superioridade do Poder Aéreo”, mas suponho que a Internet é mesmo o terreno mais propício para estes extremos e não é à toa que foi aqui que surgiu o termo “flamewars”… é que o impessiolismo e anonimato propiciam isto mesmo: estes excessos e radicalismos verbais que nada mais fazem do que distorcer as posições que defendemos e a clareza das mesmas!

    hesitei antes de aprovar o seu comentário de hoje, mas como não havia nenhum excesso verbal, aprovei. É que a minha política continua a ser a de sempre: apagar ou bloquear comentários francamente ofensivos e só não apaguei simplesmente os anteriores em que fui e foste apelidado de “ignorante” porque já havia respostas a estas provocações e apagar uns sem apagar os outros, ficaria estranho…

  33. Nito

    Por norma não responda a este tipo de provocações / insultos, e não gosto muito de entrar em discussões sem fundamento seja em blogs ou fora deles.
    Mas neste caso, tenho de comentar isto:

    “E jamais considere (você, o Sr. Rui Martins e outros que conspiram contra os EUA e a NATO) os caças soviéticos superiores aos ocidentais, nomeadamente os SU-35/37 Flanker que não passam de um pequeno esquadrão de apenas 9 aeronaves “demostradoras tecnológicas” para exibição em festivais aéreos internacionais…..”

    Conspirar contra a NATO e EUA ??? Eu, o Sá o Outsider, o Rui, devemos de facto ser terroristas ou algo do género…seja qual for a nossa opinião temos direito a opinar sobre aviões, carros,filmes, BD, Saddam, filmes,etc….o sr.Nelo deve ter deixado de tomar a medicação ..
    Se isto é conspirar vou já alugar uns quartos em Guantanamo …
    Sobre os Flankers, não são só 9 aeronaves de demonstração… para sua informação.

    “Não é por acaso que os EUA sempre foram, ao longo do Século XX, o principal bastião da Liberdade e o maior garante da Segurança, da Lei, da Ordem, da Justiça, da Democracia e da Paz no mundo. Se os EUA têm a maior importância política, a maior influência, o maior prestígio e a maior relevância a nível mundial, se na premente necessidade de encimarem uma luta contra o Eixo do Mal formado pelos países tiranocráticos e regimes párias que têm programas de armas de destruição maciça ou que apoiam o terrorismo internacional,”

    Para que diz que nós somos conspiradores acho este seu comentário um pouco tendencioso, e falso, — garante de paz — País que participou em mais conflitos desde a a 2ªguerra
    –Liberdade, enfim…ver Patriot Act e outras Bushiçes
    –prestígio ? Lei e Ordem ?? de facto têm muitas séries policiais…

    Concordo com influencia e importância politica, apesar de achar que sou um conspirador.

  34. Nito

    Acho que cada um tem direito à sua opinião mas francamente…
    O Nelo só vende propaganda americana…deve ter os Beriev da prevenção florestal entalados…
    Posso gostar dos Su-35 mas não ando aqui a dizer que a rússia é o bastião da liberdade…e outras barbaridades…enfim que cromo !

  35. Bom tenho-me abstido de comentar nestes assuntos, porque sinceramente acho que este senhor Nelo não merece que lhe liguem a menor importância.
    Apesar de não ser um Anti-Americano, pró-Sovietico, conspirador contra a NATO, Muçulmano, terrorista, acho que os seus comentários/colagens e as suas opiniões e verborreiras insultuosas contra as pessoas que visitam este blog, sinceramente inuteis. Está a pregar para o deserto meu amigo. Se não fossem os insultos e aceitasse debater calmamente as questões, ainda seria merecedor da minha atenção, sendo assim… não!
    Quanto a mim penso que este senhor Nelo deve ser o Dr. Pacheco Pereira ou então alguém do blasfémias.
    Pode ter a certeza, que este foi o primeiro e último comentário que efectuo a seu respeito ou a respeito dos seus comentários.
    Passe bem.

  36. Sempre fui um fanático dos aviões russos, mesmo no tempo da URSS. No ocidente sempre se falou mal da aeronáutica soviética/russa, mas a verdade é que esta finalmente está a conquistar o lugar a que tem direito. Esperemos que Portugal siga o mesmo caminho que o Brasil neste campo.

    No que diz respeito ao combate a incêndios, os Beriev são bem superiores aos Canadair.

  37. a má fama dos aparelhos russos veio das suas versões de exportação para a síria e para a líbia e dos péssimos pilotos (mau treino e raras horas de vôo) dessas forças aéreas… em termos de aparelhos e mísseis eram e são comparáveis. Mas no campo da guerra electrónica, da logística e da furtividade, a vantagem dos EUA ainda é muito considerável…

  38. Nito

    Concordo Rui e assino por baixo.

  39. Ed

    Sr Rui, percebi recentemente que o senhor e seus conparsas se acham os donos da verdade em matéria militar e possuem uma grande dificuldade em ouvir as opinões contrarias as suas. E nunca pensei que veria comentarios racistas a respeito dos russos ou de qualquer outro povo. Que pena, até achava interessante este blog. Ed

  40. Oiça lá, “Ed”. Leia antes de comentar!
    Aqui, os comentários racistas não são meus nem daqueles que visitam este blog regularmente, mas de visitantes que por cá escrevem o que lhes mais dá na gana, como você!

    e se ler algo do que escrevo encontrarrá frequentes referências às qualidades dos equipamentos russos e às características deste povo que muito admiro!

    antes de formar opinião e escrevar sobre a mesma tente antes ler tudo e perceba a diferença entre “comentadores” (um blog é e deve ser um espaço aberto) e “editor”.

  41. Ultramar

    Acho que agora vou acertar…hum…o Anónimo não era o Nelo Cunha disfarçado, mas… o Ed é! …Não? Errei novamente? Nossa, mas onde ele viu racismo???

  42. HOT

    Li todo este blog e sem dúvida alguma que o Nelo Cunha é bem coerente e educado q.b. É preciso é que a plateia entenda bem o que ele escreveu, sendo sem duvida comentários (e artigos) de excelente nível. Mesmo que possam pensar o contrário, não devo nada a ninguém e a verdade e a razão deve pertencer a quem de direito: o Nelo Cunha é um formidável conhecedor daquilo que afirma, tal e qual como é apanágio de um militar especialista da FAP. Nesse sentido, é o mais conciso, o mais credível, o mais conhecedor e o mais parentório sobre o que escreve e afirma. Os outros “leigos curiosos” só têm que lêr, aprender e respeitar, nada mais!

    “Quem não tem unhas, não toca guitarra!!!” (porque ao tentar fazê-lo, desafina)!

    Parabéns pelos seus extraordinários e altamente pedagógicos comentários, Sr. Nelo Cunha!

  43. Gladson

    Só sei que temos que nos armar pois a nossa riquezas estão levantando grande importancia para paises como os estados unidos e europa. só hoje vejo como é importante uma força armada bem armada.

  44. Manuel Cunha

    Fui tenente e sou tenente na reserva, uma vez militar é-se-o para toda a vida… e depois???

  45. saul

    nelo, ed, hot; bando de puxa saco de americano. porque não falaram do vietnã, onde os americanos mesmo com toda a tecnologia, levaram uma surra. Se fosse verdade que o material belico russo fosse inferior, então pq os americanos tinham e tem tanto medo deles…

  46. Golani

    Força Aérea Brasileira (FAB) estaria a tentar adquirir 30 helicópteros russos Mil Mi-35 e Mil Mi-171 por cerca de 400 milhões de dólares.

    como helicóptero de transporte, em termos de rácio preço/qualidade, o modelo Mi 17 mais recente com aviónica israelita é uma solução bastante interessante (Colômbia e México, que tem boas relações com os americanos, compraram Mi 17)

    fotos do Mi 17 V5 da Venezuela (recentemente adquiridos) http://www.saorbats.com.ar/articulos/06EV_MI17.htm

    Mi 35 (a versão mais recente do Hind para exportação) é um “bicho”, um heli de ataque anti-tanque, não sei até que ponto é útil na luta contra ao narcotráfico

    (a Venezuela comprou 10 recentemente)

  47. Mas sempre gostaria de saber a quem comprar esses Mi17 com aviônica israelita… Isto é, primeiro compra-se o Mi17 à Rússia e depois espera-se pela instalação da dita em Israel?

    O Mi-17 é um aparelho muito capaz das missões que vai cumprir na Venezuela (e logo, no Brasil). Adaptado para uso em climas exigentes pode transportar um pequeno jipe e o armamento que leva pode ser decisivo no apoio a operações no solo. E sim, a relação preço-qualidade é excelente, neste aparelho, e ainda melhor no Mi-35, embora admita que o uso deste para missões de soberania e combate ao narcotráfico… é no mínimo desadequado… Talvez fosse melhor comprar mais Mi.17 com essa verba…

    Pode é ser uma arma para enfrentar MBTs e APCs caso ocorra algum conflito convencional entre o Brasil e outra nação da região…
    http://www.metacafe.com/watch/114744/mi_35/

  48. Golani

    várias empresas instalam aviónicas ocidentais em material russo

    Israel http://www.iai.co.il/Default.aspx?docID=23394&FolderID=23390&lang=en

    África do Sul
    http://www.ate-aerospace-group.com/vHtml.php?section=helicopters&subsection=mi17civ

    as modernizações podem ser feitas a material antigo ou comprá-los novos com essas opções já instaladas ( os Sukhoi têm vários modelos com aviónica ocidental, desde francesa a israelita)

    a Kamov e IAI ainda recentemente colaboraram no desenvolvimento do Ka 50 2 Erdogan que foi a concurso na Turquia ( o Mangusta é que ganhou )
    http://www.globalsecurity.org/military/world/russia/ka-50-2.htm

  49. Ed

    ate vejo 10 black halk descendo no campo deles saem 150 soldados correndo no outro canto 15 mi-17 descem 300 soldados e 40 super tucanos voando baixo e soltando bombas avante ao lado 12 mi-35 atacando um comboio de tanques antiaereos e 14 amx destruindo 4 tanques com 8 su-35 voando alto em busca de um caça que ofereça risco aos super tucano eaos amx. qu lindo né xD

  50. Ed

    ops nao podemos esquecer alguns leopard 1a5 que tambem poderiam aparecer na foto

  51. Sidnei Tives

    Caros leitores, nós brasileiros temos um problema sério a bater em nossas portas (ou fronteiras). Temos a maior floresta do mundo, os maiores depósitos de água doce e agora, estamos prestes a alçar a terceira posição na produção de petróleo, graças às novas reservas recém reveladas, mas não temos um braço forte, representado pelas FFAA, à altura do desafio premente de guardar nossos interesses. Competência não falta aos nossos militares. Falta o fuzil. Então não se trata de uma corrida Chaveztona! Os militares têm equipos e tecnologias com décadas de defasagem mas nossas riquezas, as antigas e a novas, precisam ser protegidas de interesses ilegítimos. Armas sim, helicópteros, caças, u-boats pois, pasmem, até fuzis nos faltam!

  52. é verdade. e nisto o governo Lula tem boa culpa no cartório… um rumo que em 2007 começou a inverter, e bem, felizmente.

  53. vicente biancardini

    Não seria mais apropriado que esses helis fossem destinados ao EB ao invés da FAB?

  54. gaitero

    Antes que você suma, vou só mostrar que eu encontrei depois da quela discussão sobre a 4 frota onde eu afirmava que os EUA não precisavam dela se quizessem nos atacar e você dizia que eles estão contruindo justamente para nos atacar.

    Quarta Frota- O ministro negou qualquer vinculação entre o fortalecimento da Defesa brasileira e a criação da Quarta Frota por parte dos Estados Unidos. “Não vamos nos conduzir da perspectiva de que os Estados Unidos estejam nos conduzindo. Nós vamos nos conduzir dentro das nossas condições e da nossa perspectiva de capacitação”.

    O ministro, inclusive , relativizou a preocupação manifestada por algumas pessoas com a criação da Quarta Frota, que ele classifica de uma mudança administrativa dos Estados Unidos, que transferiram da Segunda Frota para a Quarta Frota alguns de seus meios navais.

    “Eu não vejo problema nenhum, isso é uma decisão americana. O americano toma as decisões que bem quer. Nós não gostaríamos que as decisões que o Brasil está tomando agora no Plano de Defesa fossem objeto de objeções americanas. A autodeterminação dos povos é vital, e eu não vejo nenhuma dificuldade em relação à Quarta Frota. Fica nítido e claro que as relações com o Brasil continuarão sendo amistosas”.

    Jobim também observou que não há preocupação exclusiva da Defesa com a área do pré-sal, onde foram localizadas reservas gigantes de petróleo. Esta é apenas uma das grandes riquezas que o País tem e que precisam ser defendidas, argumentou. “Nós temos que nos lembrar que a América do Sul é a maior reserva de energia do mundo hoje, é a maior reserva de produção de alimentos e a maior reserva de água doce. Nós temos a Amazônia e o aqüífero Guarani. Isto basta para que nós tenhamos capacitação”.

    Com relação aos helicópteros;

    Eles serão 12 Mi-35 ao custo de aprox. 250 milhões de dólares

    Nã verdade, não existe nada que diga que o EB tem exclusividade sob a força de helicópteros, tanto é que a MB tem uma brigada de helicópteros de ataque, o problema é a logística, que já existe no EB e terá de ser feito na FAB.
    Mas com a ”nova integração” que será preterida com o Programa de reaparelhamento das FA, este problema será amenizado,
    Mas o mais grave quando nos referimos aos helis de trensporte e ataque é o Fato de as 3 forças terem helicópteros de empresas muito distintas, por exemplo

    Temos blackhawks e seahawks, temos linx, temos cougar, temos fennic e esquilo, temos panther, temos bell H1 e agora teremos Mi-35 e super cougar. Seria muito mais ineressante se esta frota fosse padronizada, mas infelizmente nossa logística é pessima.

  55. Fred

    Você esqueceu os Seaking

  56. Fred

    São velhinhos, mas estão ai sendo reformados em São José dos Campos.

  57. vicente biancardini

    gaitero.não disse que seria para nos atacar.Mas sim que essa frota é uma ameaça para america latina, caribe e africa. Quanto ao que o nosso ilustre ministro da defesa disse não muda a minha opinião em relação aos USA e a IV frota, pois ele é politico. Procure saber a opinião dos chanceleres do mercosul sobre a IV frota. Em relação aos helis para EB, digo isso pelo fato dessa força já utlizar esse tipo de aeronave para ataque já abastante tempo

  58. vicente biancardini

    Uma outra pergunta sobre esses helis, eles viram equipados com todos os seus armamentos?

  59. E isso aí, temos de armar o EB, visando únicamente nossa defesa e vigilância de nossas fronteiras…prontos podemos nos defender.+ helis e + caças e alguns Sus -35 mk…E q a IV Frota vá …p/ bem longe de nossas águas.

  60. Ronaldo

    Vicente,
    Virão sem armamento, exceto o canhão 30mm. Sua doutrina de emprego na FAB será de policiamento, embora quem poderá fazer prisões serão os PF que serão levados à bordo. Trabalharão em consonância com os ST (A-29) em áreas de fronteira, inicialmente no MS, no combate ao narcotráfico, contrabando e vigilância de fronteiras.
    Sds.

  61. vicente biancardini

    Obrigado Ronaldo pela informação.Mas é lamentavel que uma aeronave desse porte, venha desprovida de seus melhores armamentos e sendo empregada em missões que com certeza outros helis fariam perfeitamente bem esse serviço. Os MI-35, seriam melhores empregados em missões de apoio e proteção as forças terrestres e em ataque, principalmente aos blindados inimigos.

  62. gaitero

    Eu so quiz esclarecer que não sou a favor da 4 frota nem dos EUA, tão somente discordei que seria um risco para AL e caribe, pelo fato de os EUA atualmente ser o país com a maior mairinha do mundo, e esta pode destruir qualquer uma outra com ou sem 4 frota, mas enfim não guardo maguas ^^;

    Nada que impessa a FAB de instalar uns lançadores da avibrás, más é lógico eles são bem menos capazes do que os armamentos originais.

    http://www.defesanet.com.br/laad2005/03_noticia_avibras_01.htm

  63. vicente biancardini

    Gaitero, com certeza tambem não as guardo, até porque o debate a divergencia de ideias e opiniões é uma coisa salutar e democratica.E muitas das suas opiniões aqui expostas, principalmente sobre equipamentos belicos eu as acompanho. Um abraço.

  64. gaitero

    Quando nosso povo, (190 milhões de brasileiros), acreditar que poderemos ser uma das maiores potências do planeta, quando nossa mídia parar de colocar destruição e mais destruição todo dia nos meios de comunicação, quando nós recuperarmos nossa auto estima nos unirmos, pararmos de reclamar e começar a agir, tenho certeza de que pessoas como eu e você discutiremos bastante e com certeza levaremos apenas coisas boas de nossas divergencias, principalmente se esta for em prol do bem de nossa nação.

  65. ontem vi militares brasileiros ajudando populações haitianas que lidavam com mais um furacão.
    senti orgulho ao saber que eram forças lusófonas, cumprindo uma tarefa dificil e complexa num país extremamente dificil.
    assim, somarei às tuas palavras: o Brasil será também outro, no concerto das nações, quando assumir plenamente o seu papel no seu seio, e forças brasileiras forem mais vistas, cumprindo missões idênticas aquelas que já desempenham com grande bravura e dignidade no Haiti.

  66. vicente biancardini

    Gaitero, quanto ao fato do brasil vir a ser uma potencia, seja militar ou economica, nos dois com certeza já estamos ouvindo isso desde criança.Na mimha opinião isso ainda não aconteceu devido mais incompetencia e mau caratismo dos nossos politicos, que ao serem eleitos esquecem as promessas de campanha. onde prometem mundos e fundos e no final das contas legislam em causa propria.A Falta de interesse com as coisas e o bem publico por parte de alguns politicos chega a ser revoltante. Vide os descasos com as nossas riquezas e com tem o dever constitucional de defende-las ou seja as nossas gloriosas forças armadas.

  67. sim… um amigo meu, brasileiro diz que o “Brasil é o país do Futuro”. Sempre…
    Mas atualmente, há razões (como havia na década de 60) para acreditar que finalmente esse sonho se pode concretizar…
    nunca os indices de desenvolvimento económico e humano foram tão sólidos, nem cresceram tão depressa.

  68. gaitero

    É simples, analize oque o Lula disse quando a CPMF foi cortada, são 30 bilhões a menos, este dinheiro seria destinado à saúde pública, fariamos grandes obras e agora não mais.
    1 Ano depois, Brasil bate recorde de arrecadação, quero dizer, mesmo com 30 bi a menos ainda conseguimos um superávit.
    Realemnte estamos rapidamente pagando nossa dívida externa, nos preocupando mais com os pobres, com a educação, saúde, principalmente por parte das prefeituras.
    Mas é claro todo dia vemos escandalos de corrupção sendo desmascarados. Infelizmente ainda temos muito a melhorar.
    Se lula foi o melhor presidente dos ultimos anos……. não posso te dizer e estaria errado se disse-se, mas no mínimo ele não esta sendo como muitos pensavam o pior dos ultimos anos……..

  69. Não há mal algum (bem pelo contrário) em que surjam tantos casos de corrupção. Isto desde que eles resultem em condenações efetivas e que se suprima o clima de impunidade tão comum nestes dificilmente investigáveis crimes de “colarinho branco”.

    a melhor fonte nesta área é a:
    http://www.transparency.org/policy_research/surveys_indices/cpi/2007
    que colocava em 2007, o Brasil em 72º (e Portugal em 28º), poderia estar melhor… mas muito abaixo de muitos outros países da AL.

  70. gaitero

    muito ineressante.
    Notou

    Brasil
    3.5 3.2 – 4.0

    72 colocado

    China
    3.5 3.0 – 4.2

    72 colocado

    India
    3.5 3.3 – 3.7

    72 colocado

    BRICs em peso…..

  71. pois… enfim, o dinheiro deste renovado desenvolvimento económico parece escorrer mais para uns bolsos, do que para outros…

  72. vicente biancardini

    Para alguns setores a politica economica do governo ainda esta a desejar. Não sei quantos militares visitam e opinão neste blog.Mas o que é investido do PIB nas forças armadas é muito insiguinificante e não digo isso só em relação a modernização das forças armdas, Mas sim num todo, onde engloba soldos e salarios da tropa e verbas para manuntenção das instalações médico-hospitalares dessas instituições

  73. Lula beneficiou muito do afluxo de verbas significativas das exportações alimentares e da independência de combustíveis que as novas explorações vieram trazer.
    Navega assim sobre um mar favorável, que não é da sua direta responsabilidade.
    mas também tem demonstrado boa capacidade de gestão. não genial, mas boa.
    quanto ao desinvestimento nas FA, é algo que pode vir a mudar no futuro próximo…

  74. gaitero

    Na verdade ele não desinvestiu ele apenas manteve a taxa que sempre foi insignificante, ou pelo menos nos ultimos 10 anos tornou-se.
    Atualmente é de 1.5% do PIB
    A previsão é que passe a 2.5% até 2010.

  75. vicente biancardini

    Tomara que a sua informação esteja correta.Que saiam dos insignificantes 1.5% e passe para os 2.5%.Mas, assim mesmo continuaram muito aquem do desejado.

  76. gaitero

    O ideal na minha visão é de 3%

    Mas com este 1% de aumento, nossas FAs passaram a receber cerca de R$ 70 bilhões de reais.

    Hoje com os 1.5% ronda os 42 bilhões.

  77. gaitero

    Com reajustes salaiais dinheiro extra para manutenção de equipamentos, ainda creio que sobraram de 15 a 20 bilhões para investimentos.
    Se meus calculos fantásticos estiverem certos com o dólar a 1.80
    Teremos em torno de U$ 8 à U$ 12 bilhões. Todo ano. Para investimentos.

    Daria por exemplo para comprar 100 Rafales por ano.

  78. vicente biancardini

    Se a quantia estiver certa,otimo.E os rafaeles seriam muito bem vindos.Uma pergunta,caso sejam essas aeronaves as esolhidas, elas seriam usadas pela MB tambem? Pois ouvi uma conversa no clube militar e já tem algum tempo, que o São Paulo, passaria por reformas ou adaptações nas catapultas, para receber as novas aeronaves e que poderiam ser os rafaeles.Isso procede?

  79. vicente biancardini

    Se a quantia estiver certa,otimo.E os rafaeles seriam muito bem vindos.Uma pergunta,caso sejam essas aeronaves as esolhidas, elas seriam usadas pela MB tambem? Pois ouvi uma conversa no clube militar e já tem bastante tempo, que o São Paulo, passaria por reformas ou adaptações nas catapultas, para receber as novas aeronaves e que poderiam ser os rafaeles.Isso procede?

  80. na verdade, vicente, não vi ainda nenhuma referência oficial à substituição dos A-4… tudo se passa como se o NAE fosse renovado (como está a ser) e mantivesse estes aparelhos ainda por muito tempo, mesmo depois dos novos que virão com o F-X2…

  81. gaitero

    Bom, nada impede a FAB de voar com seus Rafales se estes fossem escolhidos no Nae.
    Com a possivel vinda de caças francêses para treinarem no Nae São Paulo esta possibilidade de adaptação aumenta já que os prórios franceses poderiam faze-la em troca do emprestimo, mas de qualquer forma teremos sim de substiuir os A-4, então que ele seja igual ao do FX.

  82. faria todo o sentido, em termos de custos de manutenção e aquisição, claro.
    acho curioso é não ter visto ainda em fontes oficiais essa necessidade de substituição dos A4…
    e essa era bem metida… sacar dos froggies a adaptação do SP para que pudessem nele poisar os seus Rafale… hehehe
    a versão dos Rafala embarcada não é mesma que concorre ao F-X2, pois não? Isto é, é uma F3 adaptada, ou é a F3 padrão?

  83. Fred

    Gente, sentido até tem, mas não vai acontecer, o Nae São Paulo foi comprado para possibilitar o uso dos A4.

    O ex-Foch tem uma série de limitações, catapulta, elevadores, etc e tal, para operar qualquer vetor maior que os A4 ou os Super Etandart.
    Valeria a pena um reforma tão grande para desativá lo em no máximo 15 anos?

    Melhor seguir o padrão da FAB, modernizar, treinar e usar até o próximo conjunto NAe + Vetores

  84. Fred

    Obviamente, na minha modesta opnião! 🙂 Claro

  85. vicente biancardini

    Por isso perguntei se procedia tal referncia, nada de oficial li ou ouvi.Pois foi apenas conversa de corredor.

  86. gaitero

    Como disse o Comandante da Marinha;

    Hoje temos 2 A-4 Em condição de voô, pretendemos até 2009 ter 6 a 8 em condição de voô, numero que nós achamos suficiente.
    Devido a dificuldade de encontrar peças muitos A-4 já foram desmontados e seria impossivel ter os 23 em voô novamente.

  87. gaitero

    Clavis, creio que existe alguma diferença entre os Rafales F3 e N, mas se limita a apenas reforços nos trem de pouso, gancho para aterrisagem, não creio que os Rafales tenham por exemplo asas dobraveis.
    Mas é claro Avião no mar descendo em navio se desgasta muito mais que em terra. Só que se necessário em caso de guerra não deve ser difícil transformar um F3 em um N.

  88. Fred

    Gaitero, não sou especialista, mas acho que as diferenças não são só reforços e ganchos, salvo engano, eles são mais leves, tem uma configuração diferente e proteções especiais para uso naval.

    Sem querer ser chato, claro! Mas já fui! 🙂

  89. Espero q as n/ FAs recebam + ivestimentos , 2,5 do PIB já daria p/ recuperar em 90% seu potencial é investir e fazer pedidos a n/ industria de armas..e elas ñ morreriam de inanição financeira, IMBEL..temos de acreditar.

  90. vicente biancardini

    Concordo Carlos, caso haja uma poitica de investimentos nos institutos militares de pesquisas e na industria belica nacional.quem sabe no futuro e espero que seja proximo,possamos diminuir a nossa dependencia estrangeira neste setor.

  91. nenhum investimento é mais frutuoso do que o inbestimento em I&D.
    e a pesquisa militar, pode ser aplicável a prazo ao campo civil.

  92. vicente biancardini

    Clavis, com certeza pode e deve-se investir no campo civil. Pois os frutos desse investimento, beneficiaria a todos.Mas, em atenção ao que o Carlos disse, a uma necessidade urgente de se alocar recursos financeiros nesses centros de pesquisas militares e na industria belica ,por dois motivos: A muito que o governo não investe nesses centros o que levou varios cientistas, professores e tecnicos, a buscarem melhores condicões de trabalho em outros paises e segundo, a industria belica nacional ja foi mundialmente conceituada e hoje vive de pires na mão. E havendo investimentos poderemos diminuir a nossa dependencia externa.

  93. gaitero

    Sim Fred, como eu disse não sabia quais eram suas diferenças, mas nada que modifique completamente sua extrutura como ocorre no Su-33. Mas é claro eles devem ser mais leves e ter uma melhor proteção contra corrosão, detre outros.

  94. AGNALDO MILANI de Mogi das Cruzes

    Analisando o passado, verificamos o péssimo desempenho das aeronaves taticas de origem russa como jatos Mikoyan Mig e Flankers Sukhois, bem como os sistemas de defesa anti-aereas SAM, quando instados a combaterem equipamentos Americanos ou mesmo britanicos. Verifica-se quando os mesmos são deparados a combater forças que estão aparelhadas com equipamentos americanos, britanicos ou mesmo franceses SEMPRE acabam perdendo, haja vista os conflitos locais no oriente médio quando de um lado os arabes equipados com arsenal russo, do outro os israelenses equipados com arsenal americano ou mesmo isralense, os arabes sempre levaram desvantagem tecnologica na hora “H” do confronto. A síria quando enfrentava os jatos isaelenses não conseguia impor defesa eficaz utilizando-se de equpamentos de rigem russa. Nos últimos dias, estamos observando o noticiario que informam que as forças da OTAN penetram o espaço aereo Líbio sem se precuparem com eventual defesa eficaz por parte de Kadaf, porquanto, o referido Dono da Líbia SEMPE adquiriu equipamentos RUSSOS para suas defesas anti aereas. No entando o cidadão Libio não conseguiu abater nem MEIA DUZIA das dezenas de jatos da aiança ocidental que diriamente sobrevoam a sua cabeça sem ser incomodados com jatos mig , Sukhois ou mesmo baterias anti aereas russas. Será mesmo que armas russas na hora “H” são mesmo confiáveis no quesito eficiencia.

    • Os MiG-29 que combateram forcas da nato no Iraque e na Servia fizeram-no com pilotos mal treinados (no caso do Iraque) e sem os misseis de longo alcance dos seus oponentes ocidentais… As defesas aereas sam foram anuladas por ataques de saturacao e esmagadas pela superioridade numerica.
      A questao ‘e em condicoes de paridade: os equipamentos russos estariam a altura? Tudo indica que sim.

  95. tanto blabla,blabla,sobre como derrotar o inimigo,lhes dou uma simples e pura resposta,vamos produzir alimento,porque este combate a morte ,e compra a vida,logico que presisamos que a nosso exercito,marinha e aeronaltica,estaja equipada,mas nao e a prioridade,e prioridade e a PAZ,Att:Edilson

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